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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Sistema de informação de agravos de notificação em saúde (Sinan): desafios no desenvolvimento de um sistema de informação em saúde]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Information system for notifiable diseases (Sinan): challenges in developing a national health information system]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In this article, the authors present a brief historical outline of the Information System for Notifiable Diseases (Sinan) describing the most relevant critical points in the formation of the system [Sinan-DOS (Disk Operating System)] as well as the more important contributions from technical meetings and fora. The authors also complete a critical review and identify technical reasons that support the development of the new Sinan using the Windows operating system.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO    ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Sistema de informa&ccedil;&atilde;o de agravos    de notifica&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de (Sinan): desafios no desenvolvimento    de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Information system for notifiable diseases    (Sinan): challenges in developing a national health information system</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Josu&eacute; Laguardia<sup>I</sup>; Carla    Magda Allan Domingues<sup>II</sup>; Carolina Carvalho<sup>II</sup>; Carlos Rodrigo    Lauerman<sup>II</sup>; Eduardo Mac&aacute;rio<sup>II</sup>; Ruth Glatt<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Doutorando da Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica/Funda&ccedil;&atilde;o    Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro-RJ    <br>   <sup>II</sup>Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    Bras&iacute;lia-DF</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Neste artigo, os autores apresentam um resumo    hist&oacute;rico do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o    (Sinan), listam os principais pontos cr&iacute;ticos presentes na concep&ccedil;&atilde;o    do sistema em DOS e apontam as contribui&ccedil;&otilde;es mais importantes    geradas em diferentes f&oacute;runs de discuss&atilde;o para adequa&ccedil;&atilde;o    do sistema de informa&ccedil;&otilde;es &agrave; vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica.    Os autores tamb&eacute;m fazem uma reflex&atilde;o cr&iacute;tica e aportam    subs&iacute;dios t&eacute;cnicos que constitu&iacute;ram os pontos de sustenta&ccedil;&atilde;o    para a formula&ccedil;&atilde;o da nova vers&atilde;o do Sinan em ambiente Windows.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> sistema de informa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de; Sinan; vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">In this article, the authors present a brief    historical outline of the Information System for Notifiable Diseases (Sinan)    describing the most relevant critical points in the formation of the system    &#91;Sinan-DOS (Disk Operating System)&#93; as well as the more important contributions    from technical meetings and fora. The authors also complete a critical review    and identify technical reasons that support the development of the new Sinan    using the Windows operating system.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words:</b> health information    system; Sinan; epidemiological surveillance.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos    de Notifica&ccedil;&atilde;o (Sinan) foi desenvolvido no in&iacute;cio da d&eacute;cada    de 90, tendo como objetivo a coleta e processamento dos dados sobre agravos    de notifica&ccedil;&atilde;o em todo o territ&oacute;rio nacional, fornecendo    informa&ccedil;&otilde;es para a an&aacute;lise do perfil da morbidade e contribuindo,    dessa forma, para a tomada de decis&otilde;es nos n&iacute;veis municipal, estadual    e federal.<sup>1</sup> A concep&ccedil;&atilde;o do Sinan foi norteada pela padroniza&ccedil;&atilde;o    de conceitos de defini&ccedil;&atilde;o de caso, pela transmiss&atilde;o de    dados a partir da organiza&ccedil;&atilde;o hier&aacute;rquica das tr&ecirc;s    esferas de governo, pelo acesso &agrave; base de dados necess&aacute;ria &agrave;    an&aacute;lise epidemiol&oacute;gica e pela possibilidade de dissemina&ccedil;&atilde;o    r&aacute;pida dos dados gerados na rotina do Sistema Nacional de Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS). Al&eacute;m    disso, o sistema deveria ser utilizado como a principal fonte de informa&ccedil;&atilde;o    para estudar a hist&oacute;ria natural de um agravo ou doen&ccedil;a e estimar    a sua magnitude como problema de sa&uacute;de na popula&ccedil;&atilde;o, detectar    surtos ou epidemias, bem como elaborar hip&oacute;teses epidemiol&oacute;gicas    a serem testadas em ensaios espec&iacute;ficos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A implanta&ccedil;&atilde;o do aplicativo Sinan-DOS    iniciou-se em 1993, tendo sido precedida por testes-piloto realizados em Santa    Catarina e Pernambuco. Os resultados e observa&ccedil;&otilde;es derivados desses    testes n&atilde;o foram disponibilizados para todos os usu&aacute;rios ou registrados    em documentos oficiais. Essa implanta&ccedil;&atilde;o foi realizada de forma    gradual, em virtude do car&aacute;ter volunt&aacute;rio de ades&atilde;o das    Secretarias de Estado e Municipais de Sa&uacute;de, delineando um padr&atilde;o    irregular, tanto no uso dos formul&aacute;rios padronizados para os agravos    de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria, quanto na opera&ccedil;&atilde;o    do programa informatizado do Sinan-DOS e an&aacute;lise dos dados coletados.    Vale ressaltar que a aleatoriedade da ades&atilde;o decorreu da inexist&ecirc;ncia    de qualquer regulamenta&ccedil;&atilde;o oficial do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    definindo normas espec&iacute;ficas sobre estabelecimento e manuten&ccedil;&atilde;o    de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o a ser utilizado pelos Estados e Munic&iacute;pios    para notifica&ccedil;&atilde;o dos casos de doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria nacional. Somente em 1998, o uso do Sinan foi regulamentado    por meio de portaria ministerial,<sup>2</sup> tornando obrigat&oacute;ria a    alimenta&ccedil;&atilde;o regular da base de dados nacional pelos Munic&iacute;pios,    Estados e Distrito Federal, designando a Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de    Sa&uacute;de (Funasa), por meio do extinto Centro Nacional de Epidemiologia    (Cenepi) &#8211; atual Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de &#8211; como a gestora nacional do sistema.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A aus&ecirc;ncia de uma normaliza&ccedil;&atilde;o    federal propiciou o desenvolvimento de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    espec&iacute;ficos para alguns agravos, cuja exist&ecirc;ncia e manuten&ccedil;&atilde;o    dependiam tanto da disponibilidade de recursos provenientes de organiza&ccedil;&otilde;es    internacionais ou n&atilde;o-governamentais estrangeiras quanto do conhecimento    especifico de t&eacute;cnicos interessados na compila&ccedil;&atilde;o dos dados    de notifica&ccedil;&atilde;o para an&aacute;lise epidemiol&oacute;gica. Por&eacute;m,    a abrang&ecirc;ncia e o impacto das informa&ccedil;&otilde;es geradas nesses    subsistemas estava restrito, na sua grande maioria, &agrave; localiza&ccedil;&atilde;o    geogr&aacute;fica ou n&iacute;vel hier&aacute;rquico onde esses mesmos subsistemas    haviam sido desenvolvidos, comprometendo a representatividade e confiabilidade    dos dados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O aplicativo Sinan foi concebido, originalmente,    para armazenar, a partir de instrumentos e c&oacute;digos de acesso padronizados    em n&iacute;vel nacional, as informa&ccedil;&otilde;es das doen&ccedil;as de    notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria, com suas respectivas fichas de    notifica&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o, sendo permitido &agrave;s    unidades federadas incluir notifica&ccedil;&otilde;es de outros agravos, adequando    o sistema ao perfil epidemiol&oacute;gico de popula&ccedil;&otilde;es distintas.    Entretanto, ao longo dos anos, foram inclu&iacute;das no Sinan fichas de investiga&ccedil;&otilde;es    para agravos n&atilde;o constantes da lista de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria    nacional, sem que fossem estabelecidos crit&eacute;rios para essas inclus&otilde;es    ou padroniza&ccedil;&atilde;o dos instrumentos de coleta desses agravos, o que    acarretou uma sobrecarga de dados e, conseq&uuml;entemente, problemas de operacionaliza&ccedil;&atilde;o    do sistema. Em trabalho<sup>3</sup> publicado no ano de 1997, foram apontados v&aacute;rios    problemas relacionados ao Sinan, tais como: aus&ecirc;ncia de clareza quanto    ao objetivo prim&aacute;rio do sistema e conseq&uuml;ente mau desempenho global;    concomit&acirc;ncia de fluxos de informa&ccedil;&otilde;es (e l&oacute;gicas)    de diferentes naturezas &#8211; doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas transmiss&iacute;veis    e n&atilde;o transmiss&iacute;veis e doen&ccedil;as agudas transmiss&iacute;veis    e n&atilde;o transmiss&iacute;veis &#8211;; gest&atilde;o m&uacute;ltipla do    sistema, ou seja, cada &aacute;rea t&eacute;cnica (ou programa) sendo respons&aacute;vel    pela sua parcela do Sinan; limita&ccedil;&otilde;es do programa informatizado;    aus&ecirc;ncia de padroniza&ccedil;&atilde;o de tabelas; e a n&atilde;o-utiliza&ccedil;&atilde;o    tanto das fichas de notifica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-numerada quanto das    rotinas de consist&ecirc;ncia e valida&ccedil;&atilde;o dos dados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Diante dessa situa&ccedil;&atilde;o, a Funasa    constituiu, por meio da publica&ccedil;&atilde;o do boletim de servi&ccedil;o,<sup>4</sup>    a Comiss&atilde;o de Desenvolvimento e Aperfei&ccedil;oamento de nova vers&atilde;o    do Sinan, com a miss&atilde;o de adequar o sistema existente &agrave;s demandas    dos usu&aacute;rios, bem como desenvolver um novo sistema visando &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o    da capacidade de execu&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia    e de an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o nas tr&ecirc;s esferas de governo.    Para melhor delineamento da proposta, participaram da comiss&atilde;o as &aacute;reas    t&eacute;cnicas usu&aacute;rias do sistema em n&iacute;vel nacional e o Departamento    de Inform&aacute;tica do SUS (Datasus). Iniciou-se, ent&atilde;o, o projeto    Sinan-Windows, parceria envolvendo o Cenepi/Funasa e o Datasus. O Cenepi responsabilizar-se-ia    pela elabora&ccedil;&atilde;o do desenho do sistema sob a perspectiva da vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica, ou seja, padroniza&ccedil;&atilde;o de conceitos, defini&ccedil;&atilde;o    de fluxo, instrumentos e relat&oacute;rios gerenciais; e o Datasus, pela elabora&ccedil;&atilde;o    de programa computacional adequado aos v&aacute;rios n&iacute;veis de complexidade    do Sinan.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A Comiss&atilde;o de Desenvolvimento e Aperfei&ccedil;oamento    considerou que os subs&iacute;dios dos t&eacute;cnicos incorporados &agrave;    vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, em n&iacute;vel estadual e municipal,    bem como de profissionais de refer&ecirc;ncia pertencentes &agrave;s institui&ccedil;&otilde;es    acad&ecirc;micas da &aacute;rea de Sa&uacute;de P&uacute;blica, muito contribuiriam    com o processo de elabora&ccedil;&atilde;o da proposta. Formou-se um grupo espec&iacute;fico    para discuss&atilde;o dessa tem&aacute;tica na &quot;Oficina de Trabalho de    Reformula&ccedil;&atilde;o do Sinan&quot;, em setembro de 1998. O relat&oacute;rio    final dessa oficina<sup>5</sup> norteou a padroniza&ccedil;&atilde;o de conceitos,    defini&ccedil;&atilde;o de fluxo e concep&ccedil;&atilde;o de formul&aacute;rios    para coleta de informa&ccedil;&otilde;es a partir de um diagn&oacute;stico da    situa&ccedil;&atilde;o do Sinan-DOS na rede p&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O objetivo do presente artigo &eacute; discutir    os pontos cr&iacute;ticos levantados pelos pesquisadores e usu&aacute;rios do    aplicativo Sinan-DOS em diferentes f&oacute;runs, al&eacute;m das experi&ecirc;ncias    pessoais dos autores como participantes da equipe de trabalho da ger&ecirc;ncia    t&eacute;cnica do Sinan e da Comiss&atilde;o de Desenvolvimento e Aperfei&ccedil;oamento,    as principais quest&otilde;es que nortearam a concep&ccedil;&atilde;o e adequa&ccedil;&atilde;o    do sistema de informa&ccedil;&atilde;o para a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    em ambiente Windows (Sinan-Windows); e refletir sobre o papel de um sistema    de informa&ccedil;&atilde;o informatizado na vigil&acirc;ncia de agravos de    notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria nacional. Gostar&iacute;amos de    ressaltar que, ao deter-se mais especificamente sobre quest&otilde;es relativas    ao aplicativo Sinan, os autores n&atilde;o est&atilde;o assumindo que um sistema    de informa&ccedil;&atilde;o informatizado se resume ao aplicativo (ou <i>software</i>)    utilizado. &Eacute; importante sublinhar que as cr&iacute;ticas ao aplicativo    Sinan n&atilde;o se limitavam aos problemas de inform&aacute;tica, mas se aplicavam,    na maioria das vezes, a quest&otilde;es concernentes &agrave; concep&ccedil;&atilde;o    e gerenciamento de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fico    para a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. Posto de outra maneira, o aplicativo    Sinan-DOS atuava como um sistema sentinela, que evidenciava as &quot;imperfei&ccedil;&otilde;es&quot;    do sistema de informa&ccedil;&atilde;o e da pr&oacute;pria vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente trabalho foi realizado com base na    consulta de artigos cient&iacute;ficos, documentos t&eacute;cnicos, relat&oacute;rios    de oficinas de trabalho, opini&otilde;es de usu&aacute;rios e viv&ecirc;ncias    dos t&eacute;cnicos da Ger&ecirc;ncia T&eacute;cnica do Sinan durante o processo    de concep&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o das vers&otilde;es do    Sinan-DOS e do Sinan-Windows. As opini&otilde;es contidas nesse artigo expressam    um conhecimento constru&iacute;do sobre as experi&ecirc;ncias dos autores como    coordenadores de discuss&otilde;es t&eacute;cnicas com profissionais da Funasa    e das Secretarias de Estado e Municipais de Sa&uacute;de, ou participando de    reuni&otilde;es e semin&aacute;rios sobre sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de e/ou vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. O olhar cr&iacute;tico    dos autores sobre o seu processo do trabalho reflete-se no artigo aqui apresentado,    que retrata a sua pr&oacute;pria experi&ecirc;ncia na estrutura&ccedil;&atilde;o    de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o e descentraliza&ccedil;&atilde;o das    a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica que possa acolher    as novas demandas institucionais definidas pelas normas reguladoras do SUS.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Aspectos cr&iacute;ticos do Sinan para    ambiente DOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As discuss&otilde;es com t&eacute;cnicos dos    tr&ecirc;s n&iacute;veis de ger&ecirc;ncia do Sinan (Secretarias de Estado e    Municipais de Sa&uacute;de e Cenepi), em diversos f&oacute;runs t&eacute;cnicos,    serviram de base para apontar os principais pontos cr&iacute;ticos na concep&ccedil;&atilde;o    do Sinan-DOS.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Instrumentos de coleta</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A constru&ccedil;&atilde;o dos formul&aacute;rios    para o preenchimento com os dados de investiga&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    dos agravos de notifica&ccedil;&atilde;o do Sinan-DOS n&atilde;o se baseou em    crit&eacute;rios pr&eacute;-definidos. N&atilde;o foram estabelecidas as orienta&ccedil;&otilde;es    de sele&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis a serem inclu&iacute;das nos instrumentos    de coleta, necess&aacute;rias para a tomada de decis&atilde;o acerca das medidas    a serem executadas, bem como para a constru&ccedil;&atilde;o do conhecimento    epidemiol&oacute;gico do agravo na popula&ccedil;&atilde;o. Isso gerou um volume    expressivo de campos nas fichas de investiga&ccedil;&atilde;o dos agravos, fazendo    com que muitos desses campos &#8211; e suas respectivas vari&aacute;veis nas    bases de dados do Sinan-DOS &#8211; n&atilde;o fossem preenchidos, ou que fossem    substitu&iacute;dos pela categoria &quot;Sem informa&ccedil;&atilde;o&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A despeito da car&ecirc;ncia de estudos qualitativos    e quantitativos de avalia&ccedil;&atilde;o do Sinan-DOS, &eacute; poss&iacute;vel    indicar alguns fatores que teriam potencializado essa sobrecarga de vari&aacute;veis    nas fichas de investiga&ccedil;&atilde;o de agravos: a) inclus&atilde;o de campos    para coleta de dados sobre determinados agravos e sua distribui&ccedil;&atilde;o    na popula&ccedil;&atilde;o, que poderiam ser obtidos de maneira mais eficiente    e com maior qualidade mediante m&eacute;todos alternativos &agrave; vigil&acirc;ncia    tradicional, a exemplo dos estudos epidemiol&oacute;gicos de base populacional    ou sistemas de vigil&acirc;ncia sentinela; b) aus&ecirc;ncia de um sistema de    informa&ccedil;&atilde;o laboratorial informatizado que fornecesse os dados    referentes &agrave; confirma&ccedil;&atilde;o ou descarte de casos, bem como    avalia&ccedil;&atilde;o da oportunidade da coleta e da viabilidade das amostras;    c) aus&ecirc;ncia de sistema para acompanhamento do tratamento de pacientes    com tuberculose ou hansen&iacute;ase, acarretando a inclus&atilde;o desse m&oacute;dulo    no Sinan-DOS; e d) falta de integra&ccedil;&atilde;o com sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    de avalia&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica dispensada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tal somat&oacute;rio de aus&ecirc;ncias imputava    ao Sinan-DOS a tarefa de responder a diversas demandas de informa&ccedil;&atilde;o    que transcendiam o seu prop&oacute;sito original, sobrecarregando o sistema    e, conseq&uuml;entemente, reduzindo a sua efici&ecirc;ncia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Tipos de agravos incorporados ao Sinan-DOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A inclus&atilde;o pelo sistema de novos agravos    transmiss&iacute;veis e n&atilde;o-transmiss&iacute;veis, agudos e cr&ocirc;nicos,    n&atilde;o exigia o cumprimento de requisitos, principalmente no que tange &agrave;    obrigatoriedade da notifica&ccedil;&atilde;o (notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria)    nacional, &agrave; periodicidade do fluxo e &agrave; universalidade da notifica&ccedil;&atilde;o.<sup>6</sup>    A simples inclus&atilde;o no Sinan-DOS de alguns agravos espec&iacute;ficos    tamb&eacute;m n&atilde;o garantia que esses casos fossem notificados, tampouco    que esses dados fossem de qualidade confi&aacute;vel. Por essa raz&atilde;o,    em 1998, o Cenepi reuniu um grupo de peritos com a miss&atilde;o de definir    os crit&eacute;rios que norteariam a revis&atilde;o da lista de agravos para    constitui&ccedil;&atilde;o da Lista Brasileira de Doen&ccedil;as de Notifica&ccedil;&atilde;o    Compuls&oacute;ria (LDNC).<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Qualidade dos dados coletados no Sinan-DOS</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O que havia de comum entre os usu&aacute;rios    do Sinan-DOS era a constata&ccedil;&atilde;o de que, em maior ou menor grau,    a qualidade dos dados gerados por esse subsistema era insatisfat&oacute;ria    quanto &agrave;s exig&ecirc;ncias m&iacute;nimas de confiabilidade. Entre os    problemas detectados e que poderiam comprometer a qualidade dos dados, podemos citar:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>a) Duplicidade de registros</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar da exist&ecirc;ncia, no Sinan-DOS, de    rotina de pesquisa de duplicidades, esse procedimento n&atilde;o era executado    com a devida freq&uuml;&ecirc;ncia pelos usu&aacute;rios do sistema, nos seus    diversos n&iacute;veis informatizados, provocando um efeito de &quot;bola de    neve&quot; sobre o crescimento do n&uacute;mero de registros, que aumentava    na medida em que registros duplicados n&atilde;o eram exclu&iacute;dos em um    dado n&iacute;vel, sen&atilde;o enviados para os n&iacute;veis superiores. Tampouco    havia qualquer orienta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica para operacionaliza&ccedil;&atilde;o    do sistema nas situa&ccedil;&otilde;es de notifica&ccedil;&atilde;o de um caso    por um Munic&iacute;pio, quando a investiga&ccedil;&atilde;o e confirma&ccedil;&atilde;o    eram realizadas em outro Munic&iacute;pio que j&aacute; notificara o mesmo caso.    Essa situa&ccedil;&atilde;o, aparentemente corriqueira, podia gerar discrep&acirc;ncias    no consolidado estadual dos casos notificados, se ambos os Munic&iacute;pios    considerassem como &quot;seu&quot; o mesmo caso.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre os pacientes notificados com tuberculose    ou hansen&iacute;ase, por exemplo, a aus&ecirc;ncia de defini&ccedil;&atilde;o    de normas para o manejo desses pacientes que entravam mais de uma vez no sistema    &#8211; seja pelo retorno ap&oacute;s abandono de tratamento, recidiva ou transfer&ecirc;ncia    de unidade de sa&uacute;de &#8211;, bem como a inexist&ecirc;ncia de rotinas    informatizadas para operacionaliza&ccedil;&atilde;o desses registros, gerou    um volume significativo de registros listados como duplicidades. Esses registros    foram definidos como duplos registros, de forma a diferenci&aacute;-los das    duplicidades (paciente notificado mais de uma vez, pela mesma unidade de sa&uacute;de,    ao longo do mesmo tratamento).<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A defini&ccedil;&atilde;o e elabora&ccedil;&atilde;o    das rotinas para vincula&ccedil;&atilde;o dos duplos registros, decorrentes    da transfer&ecirc;ncia de pacientes entre as unidades de sa&uacute;de, nas vers&otilde;es    mais atuais do Sinan-DOS, n&atilde;o resultaram, necessariamente, na redu&ccedil;&atilde;o    do n&uacute;mero desses casos no sistema. O fato deveu-se tanto ao baixo grau    de automatismo na execu&ccedil;&atilde;o da rotina de vincula&ccedil;&atilde;o    quanto &agrave; exig&ecirc;ncia de familiaridade com conceitos espec&iacute;ficos    dos programas de controle da tuberculose e hansen&iacute;ase, implicando a atua&ccedil;&atilde;o    conjunta dos t&eacute;cnicos de cada programa na ger&ecirc;ncia de informa&ccedil;&atilde;o.    Trata-se de uma situa&ccedil;&atilde;o ilustrativa do que se observava nos diversos    n&iacute;veis hier&aacute;rquicos do sistema de informa&ccedil;&atilde;o em    sa&uacute;de, onde uma atua&ccedil;&atilde;o quase independente do setor respons&aacute;vel    pela gest&atilde;o dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o das &aacute;reas    t&eacute;cnicas dos agravos espec&iacute;ficos, com respeito aos dados e informa&ccedil;&otilde;es    geradas pelo Sinan-DOS, fomentava uma indefini&ccedil;&atilde;o das atribui&ccedil;&otilde;es    de cada &aacute;rea e a execu&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es limitadas    e pouco eficientes de avalia&ccedil;&atilde;o e corre&ccedil;&atilde;o das inconsist&ecirc;ncias    das bases de dados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>b) Padroniza&ccedil;&atilde;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Aus&ecirc;ncia de padroniza&ccedil;&atilde;o    das tabelas do sistema informatizado, o que levava a situa&ccedil;&otilde;es    como a de uma mesma unidade de sa&uacute;de ser cadastrada com c&oacute;digos    distintos; ou Munic&iacute;pios serem cadastrados com c&oacute;digos diferentes    daqueles definidos pela Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de Geografia    e Estat&iacute;stica (IBGE). Al&eacute;m disso, a falta de padroniza&ccedil;&atilde;o    das vari&aacute;veis de identifica&ccedil;&atilde;o da fonte notificante e de    tratamento, dos c&oacute;digos de ocupa&ccedil;&atilde;o, grau de instru&ccedil;&atilde;o    e ra&ccedil;a/cor, bem como a heterogeneidade nas categorias utilizadas em diversos    campos da ficha e na defini&ccedil;&atilde;o dos crit&eacute;rios de confirma&ccedil;&atilde;o    de caso, implicavam a perda de comparabilidade entre os diversos subsistemas.    Ao mesmo tempo, essa aus&ecirc;ncia de padroniza&ccedil;&atilde;o limitava a    interoperabilidade entre o Sinan-DOS e os demais sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    de interesse para a Sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>c) Cr&iacute;ticas de consist&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A inexist&ecirc;ncia de rotinas informatizadas    que realizassem a cr&iacute;tica de valida&ccedil;&atilde;o dos dados entre    campos essenciais dos diversos agravos, do preenchimento autom&aacute;tico de    determinados campos &#8211; desde que atendidas determinadas condi&ccedil;&otilde;es    &#8211;, ou que alertassem o digitador no momento da entrada de dados, dificultavam    a detec&ccedil;&atilde;o de inconsist&ecirc;ncias nas bases de dados e comprometiam,    conseq&uuml;entemente, as an&aacute;lises epidemiol&oacute;gicas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>d) Capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica    dos profissionais da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A possibilidade de avaliar criticamente a qualidade    e os problemas presentes nas bases de dados do Sinan-DOS estava comprometida    pela aus&ecirc;ncia de uma pol&iacute;tica de capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica    dos profissionais de sa&uacute;de, dos diversos n&iacute;veis de gest&atilde;o,    para gerenciamento e an&aacute;lise de dados epidemiol&oacute;gicos oriundos    dos subsistemas de informa&ccedil;&atilde;o informatizados do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Acrescente-se a isso uma indefini&ccedil;&atilde;o quanto &agrave;s    atribui&ccedil;&otilde;es das &aacute;reas t&eacute;cnicas e um n&uacute;mero    reduzido de profissionais dispon&iacute;veis para o desempenho de todas as atividades    relativas &agrave; vigil&acirc;ncia e ger&ecirc;ncia dos programas de controle    dos agravos, al&eacute;m das conseq&uuml;&ecirc;ncias de uma restri&ccedil;&atilde;o    de alcance das medidas destinadas ao aprimoramento da qualidade da informa&ccedil;&atilde;o    da vigil&acirc;ncia. Torna-se mais dif&iacute;cil intervir em um sistema de    informa&ccedil;&atilde;o se n&atilde;o s&atilde;o conhecidos, por exemplo, os    erros de preenchimento mais freq&uuml;entes ou as unidades que apresentam dificuldades    para notificar/ investigar casos ou enviar as informa&ccedil;&otilde;es para    o n&iacute;vel imediatamente superior.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Programa informatizado</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A manuten&ccedil;&atilde;o de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o    informatizado imp&otilde;e a gera&ccedil;&atilde;o peri&oacute;dica de vers&otilde;es    para corre&ccedil;&atilde;o de erros detectados (os chamados <i>bugs</i>)    ou altera&ccedil;&atilde;o/inclus&atilde;o de campos que atendam a uma mudan&ccedil;a    na defini&ccedil;&atilde;o de caso. Entretanto, para que se tenha um menor n&uacute;mero    de erros de programa&ccedil;&atilde;o, &eacute; necess&aacute;rio que se realizem    testes de campo utilizando uma rede de avaliadores nos diversos n&iacute;veis    de ger&ecirc;ncia do sistema, garantindo, dessa forma, ajustes pr&eacute;vios    &agrave; dissemina&ccedil;&atilde;o dessas novas vers&otilde;es. A aus&ecirc;ncia    dessa pr&aacute;tica com rela&ccedil;&atilde;o a algumas vers&otilde;es do Sinan-DOS    acarretou, em certas ocasi&otilde;es, um comprometimento da base de dados existente    ou problemas na inclus&atilde;o de novos casos, al&eacute;m da desconfian&ccedil;a    e receio dos usu&aacute;rios com respeito &agrave;s novas vers&otilde;es. Problemas    com a dissemina&ccedil;&atilde;o de novas vers&otilde;es entre os usu&aacute;rios    do Sinan-DOS levaram a situa&ccedil;&otilde;es em que sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    operavam, simultaneamente, com vers&otilde;es desatualizadas, por vezes tornando    imposs&iacute;vel o recebimento dos dados para atualiza&ccedil;&atilde;o da    base de dados nacional. Al&eacute;m disso, como cada nova vers&atilde;o tinha    a finalidade de corrigir problemas detectados na vers&atilde;o anterior, na    medida em que o Munic&iacute;pio seguia utilizando uma vers&atilde;o desatualizada,    os problemas detectados n&atilde;o eram corrigidos, gerando bancos com dados    defasados ou incorretos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A identifica&ccedil;&atilde;o de um caso no sistema    informatizado Sinan-DOS era feita pelo n&uacute;mero do Munic&iacute;pio de    atendimento e pelo n&uacute;mero da notifica&ccedil;&atilde;o. Caso o sistema    fosse implantado sem o uso da ficha de notifica&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-numerada    e ocorresse a digita&ccedil;&atilde;o de dois casos com o mesmo n&uacute;mero    de notifica&ccedil;&atilde;o e o mesmo Munic&iacute;pio de atendimento, por&eacute;m    em computadores distintos, isso acarretaria sobreposi&ccedil;&atilde;o das fichas    de notifica&ccedil;&atilde;o e aparecimento de fichas de investiga&ccedil;&atilde;o    sem a ficha de notifica&ccedil;&atilde;o correspondente, ap&oacute;s o recebimento    dos dados no n&iacute;vel imediatamente superior.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As transfer&ecirc;ncias dos arquivos para os    n&iacute;veis imediatamente superiores eram feitas em arquivos separados, o    que exigia um controle mais estrito dos arquivos gerados por essa rotina, seja    na nomea&ccedil;&atilde;o ou na compacta&ccedil;&atilde;o e envio dos arquivos.    Para que houvesse recebimento dos dados do Sinan-DOS, era necess&aacute;ria    a detec&ccedil;&atilde;o e exclus&atilde;o dos registros danificados, que deveria    ser realizada previamente &agrave; execu&ccedil;&atilde;o da transfer&ecirc;ncia.    Esse procedimento requeria uma habilidade no uso de aplicativos de gerenciamento    de bancos de dados por parte dos profissionais respons&aacute;veis pela ger&ecirc;ncia    dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o. Havia o risco de defasagem entre duas    bases de dados, pois n&atilde;o era poss&iacute;vel saber qual o registro danificado    que havia sido exclu&iacute;do, e se ele j&aacute; havia sido transferido anteriormente.    Al&eacute;m disso, era poss&iacute;vel que o n&iacute;vel imediatamente superior    recebesse os lotes de transfer&ecirc;ncia sem que houvesse qualquer cr&iacute;tica    com respeito ao n&uacute;mero seq&uuml;encial do lote recebido anteriormente.    O Sinan-DOS n&atilde;o gerava relat&oacute;rios gerenciais de transfer&ecirc;ncia    que permitissem o acompanhamento do n&uacute;mero de casos enviados e recebidos    por cada n&iacute;vel hier&aacute;rquico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dada a obsolesc&ecirc;ncia da linguagem de programa&ccedil;&atilde;o    utilizada no Sinan-DOS, houve restri&ccedil;&atilde;o &agrave; inclus&atilde;o    ou adequa&ccedil;&atilde;o de rotinas que possibilitassem uma melhor gest&atilde;o    dos sistemas e an&aacute;lise dos dados pelos usu&aacute;rios. Exemplos de problemas    causados por essa limita&ccedil;&atilde;o foram a emiss&atilde;o de relat&oacute;rios    de confer&ecirc;ncia e a listagem dos casos duplicados. O Sinan-DOS s&oacute;    permitia a impress&atilde;o desses relat&oacute;rios, impedindo que fossem salvos    em formato compat&iacute;vel para uso em outros aplicativos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Do Sinan-DOS para o Sinan-Windows</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Partindo de um diagn&oacute;stico da situa&ccedil;&atilde;o    do Sinan-DOS e ciente das etapas a serem cumpridas para o desenvolvimento da    vers&atilde;o piloto do Sinan-Windows, iniciou-se o trabalho de reformula&ccedil;&atilde;o    do Sinan tomando como ponto de partida os processos envolvidos em um sistema    de informa&ccedil;&atilde;o, remodela&ccedil;&atilde;o e padroniza&ccedil;&atilde;o    dos instrumentos de coleta de dados, at&eacute; a defini&ccedil;&atilde;o das    sa&iacute;das padronizadas e ao desenvolvimento do aplicativo. Para fortalecer    a descentraliza&ccedil;&atilde;o do Sinan, considerando que a forma&ccedil;&atilde;o    de agentes multiplicadores aceleraria o processo para a constitui&ccedil;&atilde;o    de suporte t&eacute;cnico nos n&iacute;veis municipal, regional e estadual e    capacita&ccedil;&atilde;o dos usu&aacute;rios, a ger&ecirc;ncia t&eacute;cnica    do sistema e o Datasus desenvolveram um material de treinamento dos profissionais    da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. Esse material contemplava um plano    de aula e um roteiro de exerc&iacute;cios com as rotinas de digita&ccedil;&atilde;o    dos casos, cr&iacute;tica e gera&ccedil;&atilde;o de relat&oacute;rios, assim    como recomenda&ccedil;&otilde;es sobre o gerenciamento do sistema nos diversos    n&iacute;veis. Elaborou-se uma minuta de portaria ministerial espec&iacute;fica    para o Sinan, atendendo &agrave; necessidade de regulamenta&ccedil;&atilde;o    dos aspectos operacionais do sistema de informa&ccedil;&atilde;o para a vigil&acirc;ncia    de agravos de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em seguida, detalharemos algumas quest&otilde;es    relativas ao processo de reestrutura&ccedil;&atilde;o do Sinan-Windows, seja    pelo seu aspecto inovador, seja pelas implica&ccedil;&otilde;es na qualidade    e desempenho de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de informatizado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Instrumentos de coleta</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As fichas de notifica&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o    foram modificadas para a inclus&atilde;o dos campos ra&ccedil;a/cor, n&uacute;mero    do cart&atilde;o SUS, escolaridade (em anos de estudo), ocupa&ccedil;&atilde;o    e ramo da atividade econ&ocirc;mica, atendendo &agrave;s recomenda&ccedil;&otilde;es    da Rede Interagencial para a Sa&uacute;de (Ripsa) para compatibiliza&ccedil;&atilde;o    de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de de base nacional, conforme    regulamentado por portaria ministerial.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A revis&atilde;o das fichas de investiga&ccedil;&atilde;o    de caso ficou restrita aos agravos presentes na Lista Brasileira de Doen&ccedil;as    de Notifica&ccedil;&atilde;o Compuls&oacute;ria Nacional<sup>4</sup> e &agrave;queles mencionados    nas Listas de Doen&ccedil;as de Notifica&ccedil;&atilde;o Compuls&oacute;ria    Estadual publicadas em di&aacute;rio oficial da unidade federada; e aos agravos    aprovados pela Comiss&atilde;o de Desenvolvimento do Sinan, de acompanhamento    de interesse nacional, apesar de estes &uacute;ltimos n&atilde;o serem de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As fichas de investiga&ccedil;&atilde;o foram    padronizadas a partir de discuss&otilde;es com os t&eacute;cnicos de cada &aacute;rea    t&eacute;cnica do Cenepi e do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, respons&aacute;veis    pela vigil&acirc;ncia dos agravos de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria    nacional, sendo posteriormente encaminhadas &agrave;s Secretarias de Estado    da Sa&uacute;de para avalia&ccedil;&atilde;o e valida&ccedil;&atilde;o das modifica&ccedil;&otilde;es.    Os campos das fichas de investiga&ccedil;&atilde;o de caso foram dispostos nos    seguintes grupos: antecedentes epidemiol&oacute;gicos; dados cl&iacute;nicos;    atendimento; dados de laborat&oacute;rio; tratamento; e conclus&atilde;o. Os    crit&eacute;rios estabelecidos para perman&ecirc;ncia ou inclus&atilde;o/exclus&atilde;o    de campos na ficha de investiga&ccedil;&atilde;o de caso basearam-se na defini&ccedil;&atilde;o    e confirma&ccedil;&atilde;o de caso e na constru&ccedil;&atilde;o de indicadores    relevantes ao monitoramento do agravo nos diversos n&iacute;veis. O sucesso    dessa iniciativa foi limitado, por duas raz&otilde;es: de um lado, o fato de    algumas doen&ccedil;as agudas estarem em plano de erradica&ccedil;&atilde;o    ou elimina&ccedil;&atilde;o, o que exigiu um maior n&uacute;mero de dados; e    por outro lado, a insist&ecirc;ncia de algumas &aacute;reas t&eacute;cnicas    de que todas as vari&aacute;veis presentes seriam de suma import&acirc;ncia,    embora, nem sempre, fosse poss&iacute;vel definir, por parte desses mesmos t&eacute;cnicos,    quais informa&ccedil;&otilde;es poderiam ser geradas a partir dessas vari&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Estipularam-se as vari&aacute;veis relevantes    para cada um dos tr&ecirc;s n&iacute;veis &#8211; municipal, estadual e federal    &#8211;, assumindo-se a import&acirc;ncia de se organizar a produ&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es compat&iacute;veis com as necessidades dos diferentes    n&iacute;veis de gest&atilde;o e ger&ecirc;ncia do sistema de informa&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica. Para tal, foi proposto aos t&eacute;cnicos do Datasus    que o aplicativo Sinan-Windows discriminasse, no momento da transfer&ecirc;ncia    dos dados e segundo crit&eacute;rios pr&eacute;-definidos, as vari&aacute;veis    a serem enviadas para o n&iacute;vel imediatamente superior. Entretanto, a recomenda&ccedil;&atilde;o    dessa rotina n&atilde;o foi implementada no aplicativo, apesar de ser de suma    import&acirc;ncia para que o volume da base estadual ou nacional n&atilde;o    fosse sobrecarregado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As novas fichas de notifica&ccedil;&atilde;o    e investiga&ccedil;&atilde;o dos agravos inclu&iacute;dos no Sinan-Windows foram    disponibilizadas no formato Adobe Acrobat Reader&reg;, a fim de torn&aacute;-las    compat&iacute;veis com outros <i>softwares</i>, facilitando tanto a sua dissemina&ccedil;&atilde;o    quanto a sua impress&atilde;o gr&aacute;fica em larga escala e sem o uso de    fotolitos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Notifica&ccedil;&atilde;o de surtos epid&ecirc;micos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A inclus&atilde;o do m&oacute;dulo de notifica&ccedil;&atilde;o    de surtos epid&ecirc;micos no Sinan-Windows significou um avan&ccedil;o na concep&ccedil;&atilde;o    tradicional de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o para vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    no Brasil, porque ampliou o escopo dos agravos notific&aacute;veis, permitindo    que mesmo os quadros cl&iacute;nicos sem diagn&oacute;stico confirmado pudessem    ser comunicados mediante notifica&ccedil;&atilde;o sindr&ocirc;mica. Consideraram-se    como pass&iacute;veis de notifica&ccedil;&atilde;o de surto no Sinan: a) os    agravos inusitados de ao menos dois casos, possivelmente vinculados, sendo a    sua notifica&ccedil;&atilde;o realizada por interm&eacute;dio da abordagem sindr&ocirc;mica    e suas categorias &#8211; diarr&eacute;ica aguda, s&iacute;ndrome ict&eacute;rica    aguda, febre hemorr&aacute;gica aguda, respirat&oacute;ria aguda, neurol&oacute;gica    aguda, insufici&ecirc;ncia renal aguda e outras s&iacute;ndromes; b) os casos    agregados, constituindo uma situa&ccedil;&atilde;o epid&ecirc;mica, das doen&ccedil;as    que n&atilde;o constam da Lista de Doen&ccedil;as de Notifica&ccedil;&atilde;o    Compuls&oacute;ria; c) os casos agregados das doen&ccedil;as que constam da    LDNC, quando o volume de notifica&ccedil;&otilde;es possa comprometer o desempenho    do sistema de informa&ccedil;&atilde;o nas a&ccedil;&otilde;es de registro individualizado    dos casos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Estipulou-se que a notifica&ccedil;&atilde;o    de surtos de agravos que constam da LDNC dever&aacute; ser acordada entre os    tr&ecirc;s n&iacute;veis de governo, tanto para o in&iacute;cio da notifica&ccedil;&atilde;o    agregada de casos quanto para o seu t&eacute;rmino. Pelo menos 10% dos casos    que constam da LDNC dever&atilde;o ser investigados e cadastrados no Sinan,    utilizando-se o m&oacute;dulo de notifica&ccedil;&atilde;o individual, al&eacute;m    de serem coletadas e processadas amostras biol&oacute;gicas para esses casos    notificados individualmente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Cr&iacute;ticas de consist&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As rotinas informatizadas para cr&iacute;ticas    de consist&ecirc;ncia e gera&ccedil;&atilde;o dos respectivos relat&oacute;rios    no Sinan-Windows, para cada agravo espec&iacute;fico, foram definidas pelas    ger&ecirc;ncias t&eacute;cnicas da Coordena&ccedil;&atilde;o de Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica do Cenepi e da antiga Secretaria de Pol&iacute;ticas de    Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Tal iniciativa objetivava    diminuir o n&uacute;mero de inconsist&ecirc;ncias presentes na notifica&ccedil;&atilde;o    e confirma&ccedil;&atilde;o dos casos, como, por exemplo, a data de notifica&ccedil;&atilde;o    anterior &agrave; data do in&iacute;cio dos sintomas ou mesmo &agrave; data    do diagn&oacute;stico. Foram elaborados, para cada agravo espec&iacute;fico,    dicion&aacute;rios de dados contendo a listagem das vari&aacute;veis do banco    de dados do Sinan-Windows, para informar os usu&aacute;rios do sistema acerca    das caracter&iacute;sticas dessas vari&aacute;veis &#8211; nome, extens&atilde;o,    tipo (car&aacute;ter, num&eacute;rica ou data), rotina/cr&iacute;tica de consist&ecirc;ncia    relacionada &#8211;, facilitando o uso dessas bases de dados nas an&aacute;lises    estat&iacute;sticas, mediante a utiliza&ccedil;&atilde;o de outros aplicativos    de dom&iacute;nio p&uacute;blico ou n&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>An&aacute;lise de dados e relat&oacute;rios    de sa&iacute;da</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No sentido de ampliar os recursos para an&aacute;lise    dos dados do Sinan, incorporou-se o aplicativo Tabwin, programa computacional    desenvolvido pelo Datasus, que permite a tabula&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida    de duas vari&aacute;veis quaisquer do sistema, al&eacute;m da apresenta&ccedil;&atilde;o    dos resultados em gr&aacute;ficos e mapas. Essa op&ccedil;&atilde;o foi alvo    de cr&iacute;ticas de usu&aacute;rios que viam, nessa estrat&eacute;gia, uma    dificuldade na gera&ccedil;&atilde;o de tabula&ccedil;&otilde;es, pois o uso    do aplicativo exigia um treinamento espec&iacute;fico. Contudo, o esfor&ccedil;o    inicial era compensado pela amplia&ccedil;&atilde;o dos recursos dispon&iacute;veis    para an&aacute;lise e superava qualquer expectativa de um m&oacute;dulo de an&aacute;lise    que pudesse ser desenvolvido no Sinan. A inclus&atilde;o de alguns relat&oacute;rios    de tabula&ccedil;&atilde;o de dados para agravos espec&iacute;ficos apresentou-se    como alternativa &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es do Tabwin, e, tamb&eacute;m,    como uma tentativa de atender &agrave;s demandas espec&iacute;ficas das ger&ecirc;ncias    t&eacute;cnicas. As ger&ecirc;ncias t&eacute;cnicas solicitaram a inclus&atilde;o    de sa&iacute;das pr&eacute;-definidas para gera&ccedil;&atilde;o de tabula&ccedil;&otilde;es,    com recorte temporal e geogr&aacute;fico e discrimina&ccedil;&atilde;o entre    casos notificados e casos residentes, permitindo uma avalia&ccedil;&atilde;o    geral das atividades de vigil&acirc;ncia de alguns programas de controle de    agravos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Migra&ccedil;&atilde;o da base de dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como parte do processo de prepara&ccedil;&atilde;o    das bases de dados do Sinan-DOS para migra&ccedil;&atilde;o ao Sinan-Windows,    foram constru&iacute;dos dicion&aacute;rios de migra&ccedil;&atilde;o orientadores    do usu&aacute;rio sobre as caracter&iacute;sticas das vari&aacute;veis migradas.    Algumas &aacute;reas t&eacute;cnicas do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de desenvolveram    rotinas padronizadas no Epi-Info 6.04c (arquivos execut&aacute;veis, <i><b>.pgm</b></i>),    que levassem em conta as principais cr&iacute;ticas, para serem realizadas no    momento da migra&ccedil;&atilde;o. Entretanto, a aplica&ccedil;&atilde;o mais    extensiva de tais recursos esteve comprometida pelo desconhecimento no uso do    Epi-Info por v&aacute;rias coordena&ccedil;&otilde;es e &aacute;reas t&eacute;cnicas    de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica das Secretarias de Estado e Municipais    de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A aus&ecirc;ncia de rotinas de revis&atilde;o    e corre&ccedil;&atilde;o de registros inconsistentes se fez notar, sobretudo    no momento de migra&ccedil;&atilde;o da base de dados do Sinan-DOS para o Sinan-Windows.    Foram importados apenas os casos cujas vari&aacute;veis n&atilde;o apresentavam    inconsist&ecirc;ncia, seja em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s vari&aacute;veis    consideradas como chaves para identifica&ccedil;&atilde;o do caso no Sinan-Windows    (n&uacute;mero da notifica&ccedil;&atilde;o, data da notifica&ccedil;&atilde;o,    Munic&iacute;pio de atendimento e unidade de sa&uacute;de de atendimento), seja    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;quelas vari&aacute;veis definidas como campo    de preenchimento obrigat&oacute;rio, ou ainda &agrave;quelas cujas cr&iacute;ticas    foram introduzidas na entrada de dados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O relat&oacute;rio de inconsist&ecirc;ncia da    importa&ccedil;&atilde;o tornava poss&iacute;vel identificar quais os casos    que n&atilde;o haviam migrado e o motivo da recusa, possibilitando, dessa forma,    que o usu&aacute;rio corrigisse a base de dados no Sinan-DOS para que, posteriormente,    a rotina de importa&ccedil;&atilde;o fosse refeita e esses casos inclu&iacute;dos    na base de dados do Sinan-Windows.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Desenvolvimento do aplicativo</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Quanto ao desenvolvimento do aplicativo na nova    plataforma Windows, essa atribui&ccedil;&atilde;o foi delegada aos t&eacute;cnicos    do Datasus, haja vista que, at&eacute; aquele momento, o Sinan-DOS fora concebido    e desenvolvido por t&eacute;cnicos do Cenepi. Por&eacute;m, o Sinan-DOS apresentava    particularidades que o distinguiam dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    desenvolvidos e gerenciados pelo Datasus. Distinto de outros sistemas estatais,    o Sinan-DOS n&atilde;o atendia &agrave;s caracter&iacute;sticas de um sistema    vertical, no qual a padroniza&ccedil;&atilde;o &eacute; alcan&ccedil;ada por    meio de controle financeiro ou decreto burocr&aacute;tico, a an&aacute;lise    dos dados &eacute; realizada de maneira distante, f&iacute;sica e funcionalmente,    pelo provedor dos dados, implicando conflitos de interesses, e onde a valida&ccedil;&atilde;o    da informa&ccedil;&atilde;o &eacute; cara, dif&iacute;cil e demorada. Outras    caracter&iacute;sticas que o distinguiam dos demais subsistemas eram a extens&atilde;o    e os graus de complexidade da rede de unidades notificadoras; e a demanda por    informa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas, que variavam nos seus diversos    n&iacute;veis: unidade de sa&uacute;de, distrito sanit&aacute;rio, Munic&iacute;pio,    regional de sa&uacute;de, Secretaria de Estado da Sa&uacute;de, regional da    Funasa, n&iacute;vel federal. Em decorr&ecirc;ncia disso, o que se p&ocirc;de    observar, algumas vezes, foi o fator de desconhecimento acerca das especificidades    de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e, conseq&uuml;entemente,    um maior disp&ecirc;ndio de tempo e dificuldades no acerto entre as demandas    das &aacute;reas t&eacute;cnicas e a elabora&ccedil;&atilde;o de rotinas informatizadas.    Outras vezes, a solu&ccedil;&atilde;o para um determinado aspecto do sistema    dependia, t&atilde;o-somente, da formula&ccedil;&atilde;o de normas espec&iacute;ficas    para gest&atilde;o do sistema de informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre os avan&ccedil;os alcan&ccedil;ados na    vers&atilde;o 4.3 do Sinan-Windows, em compara&ccedil;&atilde;o ao Sinan-DOS,    podemos relacionar como os mais importantes:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&#8226; Amplia&ccedil;&atilde;o das chaves do sistema.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&#8226; Inclus&atilde;o das notifica&ccedil;&otilde;es    dos agravos agudos e cr&ocirc;nicos em um &uacute;nico banco de dados; e gera&ccedil;&atilde;o    de arquivos separados para os dados de investiga&ccedil;&atilde;o de cada agravo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&#8226; Aprimoramento das rotinas de duplicidade,    consulta, transfer&ecirc;ncia e recebimento, tornando-as mais adequadas &agrave;s    demandas dos usu&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&#8226; Otimiza&ccedil;&atilde;o da rotina de    vincula&ccedil;&atilde;o dos registros de tuberculose e hansen&iacute;ase com    mais de uma entrada no sistema.</font></p>     <p> <font size="2" face="verdana">&#8226; Inclus&atilde;o de sa&iacute;das padronizadas    para constru&ccedil;&atilde;o de indicadores dos agravos (c&oacute;lera, coqueluche,    doen&ccedil;a exantem&aacute;tica, difteria, hansen&iacute;ase, paralisia fl&aacute;cida    aguda, raiva humana, s&iacute;ndrome da rub&eacute;ola cong&ecirc;nita, t&eacute;tano    acidental e neonatal e tuberculose).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&#8226; Interface com o Tabwin.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&#8226; Possibilidade de identifica&ccedil;&atilde;o    das principais inconsist&ecirc;ncias na base de dados.</font></p>     <p> <font size="2" face="verdana">&#8226; Rotina de confer&ecirc;ncia mais otimizada,    com a possibilidade de o produto dessa avalia&ccedil;&atilde;o ser salvo em    outros aplicativos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">&#8226; Inclus&atilde;o de rotina para descentraliza&ccedil;&atilde;o    da base de dados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Moraes &amp; Santos<sup>10</sup> assinalam que as mudan&ccedil;as    estruturais ocorridas nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas no setor Sa&uacute;de    exigiram uma busca por novos modelos assistenciais e de informa&ccedil;&atilde;o,    capazes de atender &agrave;s normas e regulamentos definidos para o SUS, e de    dar respostas &agrave;s exig&ecirc;ncias da popula&ccedil;&atilde;o. Se, por    um lado, observou-se um aumento na demanda por sistemas informatizados que oferecessem    informa&ccedil;&otilde;es sistematizadas e oportunas sobre as condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o, constatou-se, por outro lado, que    as coordena&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea de ger&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es,    nos diversos n&iacute;veis de gest&atilde;o do sistema de sa&uacute;de, ainda    apresentam um grau de desenvolvimento inadequado &agrave;s suas necessidades    e responsabilidades.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">H&aacute; insufici&ecirc;ncia de recursos humanos    qualificados e de equipamentos compat&iacute;veis para apoiar o processo de    implementa&ccedil;&atilde;o e gerenciamento dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de. Al&eacute;m disso, em v&aacute;rias esferas da administra&ccedil;&atilde;o    p&uacute;blica, &eacute; mantida uma pol&iacute;tica de formula&ccedil;&atilde;o    e desenvolvimento de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o compartilhados,    com pouca ou nenhuma articula&ccedil;&atilde;o entre si. No caso espec&iacute;fico    do Sinan-DOS, essa situa&ccedil;&atilde;o impediu sua integra&ccedil;&atilde;o    com os sistemas informatizados do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &#91;Sistema    de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM); Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Nascidos Vivos (Sinasc); Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares    (SIH-SUS); Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es de Controle Log&iacute;stico    de Medicamentos (Siclom); e Sistema de Controle de Exames Laboratoriais (Siscel)&#93;,    impossibilitando a implementa&ccedil;&atilde;o de rotinas de busca de casos    presentes ou n&atilde;o nesses sistemas. Se essa integra&ccedil;&atilde;o fosse    uma realidade, ela permitiria tanto o aumento na sensibilidade do Sinan quanto    o resgate e agrupamento, para an&aacute;lises epidemiol&oacute;gicas mais espec&iacute;ficas,    de vari&aacute;veis relativas aos pacientes cujos dados est&atilde;o presentes    em v&aacute;rios desses sistemas. Um dos ganhos advindos da integra&ccedil;&atilde;o    das bases de dados &eacute; a corre&ccedil;&atilde;o para a subnotifica&ccedil;&atilde;o,    conforme ilustrado nos estudos para sub-registro de casos de aids em Belo Horizonte<sup>11</sup>    e no Rio de Janeiro.<sup>12</sup> O mesmo pode ser inferido para os casos de    tuberculose, em que os pacientes s&atilde;o notificados no Sinan e os procedimentos    de diagn&oacute;stico e acompanhamento dos tratamentos realizados na rede p&uacute;blica    ou conveniada ao SUS s&atilde;o registrados nos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    ambulatorial (SIA-SUS) e hospitalar (SIH-SUS); al&eacute;m do cadastramento    desses pacientes nas &aacute;reas de cobertura do Programa de Sa&uacute;de da    Fam&iacute;lia (PSF), no Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o da Aten&ccedil;&atilde;o    B&aacute;sica (SIAB). A sua integra&ccedil;&atilde;o permitiria a constitui&ccedil;&atilde;o    das coortes de tratamento da tuberculose, eximindo o Sinan dessa atribui&ccedil;&atilde;o    e resultando em ganho na abrang&ecirc;ncia e confiabilidade da informa&ccedil;&atilde;o    sobre o resultado de tratamento. &Eacute; de se esperar que o Sistema Cart&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de (SCNS) atenda &agrave;s demandas de otimiza&ccedil;&atilde;o    do sistema de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de por meio da integra&ccedil;&atilde;o    das fontes de dados de atendimentos realizados pelo sistema de sa&uacute;de.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos da internet    para constru&ccedil;&atilde;o de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o informatizados    com bases de dados acess&iacute;veis aos usu&aacute;rios em qualquer parte deste    pa&iacute;s, solucionando os problemas de envio e atualiza&ccedil;&atilde;o    dessas bases e de duplicidade dos registros, entre outras alternativas poss&iacute;veis,    ainda depende de decis&otilde;es pol&iacute;ticas quanto &agrave;s prioridades    assinaladas para a informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de e aos investimento    na rede f&iacute;sica e na capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais do sistema.    Conforme destaca Almeida,<sup>14</sup> o avan&ccedil;o da descentraliza&ccedil;&atilde;o    da produ&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de tende    a provocar mudan&ccedil;as no papel atribu&iacute;do aos usu&aacute;rios do    sistema de informa&ccedil;&atilde;o nos n&iacute;veis federal e estadual, que    devem assumir a condu&ccedil;&atilde;o de atividades relativas &agrave; ger&ecirc;ncia    do sistema de informa&ccedil;&atilde;o e suporte t&eacute;cnico aos Munic&iacute;pios.    Vale ressaltar que, apesar de toda a inova&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica    a ser incorporada ao sistema de informa&ccedil;&atilde;o, da padroniza&ccedil;&atilde;o    das rotinas e dos incentivos financeiros que se possam garantir aos Estados    e Munic&iacute;pios, para que seja implementado e ampliado o uso do Sinan, nada    disso &eacute; sustent&aacute;vel sem uma pol&iacute;tica de gest&atilde;o da    informa&ccedil;&atilde;o e sem a capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica do    profissional de sa&uacute;de. A valoriza&ccedil;&atilde;o do papel da informa&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica na defini&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    da Sa&uacute;de se reflete, diretamente, na qualidade dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o,    tornando-os importantes instrumentos dos processos de planejamento, tomada de    decis&otilde;es e atua&ccedil;&atilde;o nos seus distintos n&iacute;veis de    compet&ecirc;ncia, em conson&acirc;ncia com os pressupostos do setor.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os avan&ccedil;os t&eacute;cnicos alcan&ccedil;ados    pelo sistema de sa&uacute;de na informatiza&ccedil;&atilde;o e disponibilidade    das suas bases de dados pela internet n&atilde;o foram sucedidos por discuss&otilde;es    t&eacute;cnicas mais aprofundadas, que pudessem orientar os gestores do sistema    de informa&ccedil;&atilde;o quanto aos aspectos estrat&eacute;gicos do manejo    da informa&ccedil;&atilde;o disseminada pela rede. Esses aspectos incluiriam    a integralidade da informa&ccedil;&atilde;o, a privacidade e confidencialidade    dos dados, o grau de desagrega&ccedil;&atilde;o desses mesmos dados, o acesso    diferencia do segundo o perfil do usu&aacute;rio, a disponibilidade de bases    de dados para pesquisadores, entre outros. O resgate de um hist&oacute;rico    da implanta&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o do Sinan-DOS, com    seus sucessos e desencontros, proporcionou aos autores a oportunidade de refletir    criticamente sobre o desenrolar do processo de formula&ccedil;&atilde;o de um    sistema de informa&ccedil;&atilde;o para a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica.    Aos que pretendem se aventurar no desenvolvimento de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o,    deve-se sublinhar que n&atilde;o existe um &quot;mapa da mina&quot; que indique    todos os passos a serem realizados para alcan&ccedil;ar o sucesso desejado.    Entretanto, algumas quest&otilde;es podem ser apontadas na formula&ccedil;&atilde;o    de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como princ&iacute;pio b&aacute;sico para o desenvolvimento    de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o, deve-se ter sempre em mente que n&atilde;o    &eacute; poss&iacute;vel atender a todas as demandas. H&aacute; que prioriz&aacute;-las,    desde que mantidas na perspectiva do objetivo principal do sistema. &Eacute;    importante contrapor os poss&iacute;veis ganhos, decorrentes de uma maior sofistica&ccedil;&atilde;o    de rotinas e procedimentos em um sistema de informa&ccedil;&atilde;o informatizado,    com os custos obtidos na operacionaliza&ccedil;&atilde;o e gerenciamento desse    sistema. Embora as discuss&otilde;es te&oacute;ricas sobre sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    resumam-se, na sua grande maioria, aos pressupostos b&aacute;sicos dos sistemas    de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, vale atentar para as recomenda&ccedil;&otilde;es<sup>15</sup>    formuladas nesses documentos, pois elas revelam quest&otilde;es j&aacute; discutidas    e experi&ecirc;ncias similares vivenciadas por outros grupos, evitando-se a    tenta&ccedil;&atilde;o &#8211; e risco &#8211; de &quot;reinventar a roda&quot;.    Os profissionais envolvidos na formula&ccedil;&atilde;o de um novo sistema de    informa&ccedil;&atilde;o devem avaliar se a informa&ccedil;&atilde;o a ser coletada    por esse sistema pode ser obtida mediante a ado&ccedil;&atilde;o de outro sistema    j&aacute; existente, prevenindo-se a duplicidade de a&ccedil;&otilde;es e, conseq&uuml;entemente,    informa&ccedil;&otilde;es equivocadas ou sem poder de comparabilidade. Esses    profissionais devem estar cientes de que fatores pol&iacute;ticos, econ&ocirc;micos    e sociais presentes no contexto institucional onde se desenvolve esse novo sistema    poder&atilde;o determinar tanto os limites e potencialidades quanto abreviar    ou estender a sua vida &uacute;til.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Pontos importantes sobre a formula&ccedil;&atilde;o    de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o foram assinalados por Carvalho &amp;    Eduardo:<sup>16</sup> a) a compet&ecirc;ncia t&eacute;cnica da equipe de desenvolvimento    do sistema de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de (SIS) e sua vis&atilde;o    de sustenta&ccedil;&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o; b) a tecnologia para    o desenvolvimento do SIS que aponte os problemas, tanto os razoavelmente estruturados    quanto os n&atilde;o estruturados; c) a diversidade de modelos a serem usados,    segundo as caracter&iacute;sticas das demandas de informa&ccedil;&atilde;o;    d) o papel fundamental do usu&aacute;rio na implementa&ccedil;&atilde;o de sistemas    de informa&ccedil;&atilde;o; e e) o fen&ocirc;meno de descongelamento-movimento-recongelamento    que caracteriza os processos de mudan&ccedil;a de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Finalmente, h&aacute; que se destacar a necessidade    da realiza&ccedil;&atilde;o de avalia&ccedil;&otilde;es ao longo de todo o processo    de implementa&ccedil;&atilde;o de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o informatizado.    Como ressalta Wyatt &amp; Wyatt,<sup>17</sup> dificilmente acerta-se na primeira vers&atilde;o    de um sistema. Rodadas sucessivas de prot&oacute;tipos, avalia&ccedil;&otilde;es,    retroalimenta&ccedil;&atilde;o dos resultados e revis&otilde;es por parte da    equipe respons&aacute;vel pelo seu desenvolvimento s&atilde;o necess&aacute;rias.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A aus&ecirc;ncia de avalia&ccedil;&otilde;es    formativas nos processos iniciais de desenvolvimento do Sinan imp&otilde;e a    necess&aacute;ria e urgente realiza&ccedil;&atilde;o de avalia&ccedil;&otilde;es    somativas que orientem os profissionais envolvidos &#8211; direta e indiretamente    &#8211; com o Sinan, quanto aos ajustes e corre&ccedil;&otilde;es a serem realizados,    aos aspectos positivos e negativos da sua implementa&ccedil;&atilde;o e ao seu    impacto nos processos de trabalho da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As incertezas sobre o que se espera e o que se    obt&eacute;m do desenvolvimento de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o podem    ser resumidas, grosso modo, em uma varia&ccedil;&atilde;o da Lei de Finagle,<sup>18</sup>    segundo a qual &quot;<i>a informa&ccedil;&atilde;o que voc&ecirc; tem n&atilde;o    &eacute; a que voc&ecirc; quer, a informa&ccedil;&atilde;o que voc&ecirc; quer    n&atilde;o &eacute; a de que voc&ecirc; necessita, a informa&ccedil;&atilde;o    de que voc&ecirc; necessita n&atilde;o &eacute; a que voc&ecirc; pode obter    e a informa&ccedil;&atilde;o que voc&ecirc; pode obter custa mais do que voc&ecirc;    quer pagar</i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao refletir sobre a experi&ecirc;ncia passada    do Sinan-DOS, seus erros e acertos, e ap&oacute;s abrir um canal de comunica&ccedil;&atilde;o    com os usu&aacute;rios dos mais diversos matizes e hierarquias para sugest&otilde;es,    cr&iacute;ticas (qualquer semelhan&ccedil;a com a figura do <i>ombudsman</i>    n&atilde;o &eacute; mera coincid&ecirc;ncia) e participa&ccedil;&atilde;o nos    testes-piloto das vers&otilde;es do Sinan-Windows, os autores tinham a inten&ccedil;&atilde;o    de quebrar o c&iacute;rculo vicioso imposto pela Lei de Finagle. Ademais, essa    lei faz-nos recordar que um sistema de informa&ccedil;&atilde;o encontra-se    em permanente evolu&ccedil;&atilde;o e a sua experi&ecirc;ncia demarca os novos    rumos e as modifica&ccedil;&otilde;es a serem tomadas. Sem d&uacute;vida, uma    das maiores qualidades de qualquer sistema de informa&ccedil;&atilde;o que se    mostre eficiente &eacute; a sua capacidade de adapta&ccedil;&atilde;o e adequa&ccedil;&atilde;o    &agrave;s novas demandas, sem perda de agilidade ou oportunidade na disponibilidade    da informa&ccedil;&atilde;o. O desenvolvimento do Sinan-Windows inaugura uma    nova etapa na formula&ccedil;&atilde;o e gerenciamento de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    em vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, caracterizada por um maior interc&acirc;mbio    entre as diferentes inst&acirc;ncias respons&aacute;veis pela gest&atilde;o    da informa&ccedil;&atilde;o, em todos os n&iacute;veis do sistema de sa&uacute;de,    e por uma participa&ccedil;&atilde;o mais efetiva do usu&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Acreditamos que o grande obst&aacute;culo ao    sucesso de qualquer sistema de informa&ccedil;&atilde;o para a vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica encontra-se na ilus&atilde;o de que a solu&ccedil;&atilde;o    de grande parte dos problemas pode ser garantida pela utiliza&ccedil;&atilde;o    dos recursos da inform&aacute;tica, passando para segundo plano, em import&acirc;ncia,    a defini&ccedil;&atilde;o das normas operacionais de um sistema de informa&ccedil;&atilde;o,    os investimentos em recursos materiais e humanos e, fundamentalmente, o estabelecimento    de uma pol&iacute;tica de gest&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o.    Quando isso acontece, corre-se o risco de dar um salto para o futuro trope&ccedil;ando    no passado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Brito LSF. Sistema de informa&ccedil;&otilde;es    de agravos de notifica&ccedil;&atilde;o - Sinan. In: Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de. Anais do Semin&aacute;rio de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica.    Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 1993. P.145-146.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Gabinete do Ministro. Portaria N.<sup>o</sup> 1882, de 18 de dezembro de 1997.    Estabelece o Piso da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica &#8211; PAB e sua composi&ccedil;&atilde;o.    &#91;acessado em 19 de maio de 2004&#93; &#91;Monografia na Internet&#93;. Dispon&iacute;vel    em <a href="http://www.saude.gov.br" target="_blank">http://www.saude.gov.br</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Carvalho DM. Grandes sistemas nacionais de    informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: revis&atilde;o e discuss&atilde;o    da situa&ccedil;&atilde;o atual. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1997; 4:7-46.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de. Boletim de ser</font><font size="2" face="verdana">vi&ccedil;o    N.<sup>o</sup> 12, de 20 de mar&ccedil;o de 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Coordena&ccedil;&atilde;o de Informa&ccedil;&atilde;o    e An&aacute;lise da Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de. Oficina de Trabalho:    Reformula&ccedil;&atilde;o do Sinan. Relat&oacute;rio Final. Bras&iacute;lia    (DF): Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Hamann EM, Laguardia J. Reflex&otilde;es sobre    a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica: mais al&eacute;m da notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 2000; 9:211-219.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Teixeira MG, Penna GO, Risi JB, Penna ML,    Alvim MF, Moraes JC, et al. Sele&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o    compuls&oacute;ria: crit&eacute;rios e recomenda&ccedil;&otilde;es para as tr&ecirc;s    esferas de governo. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1998; 7:7-28.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Secretaria de Vigil&acirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de.    Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o    &#8211; Sinan. Normas e Rotinas. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Gabinete do Ministro. Portaria N.<sup>o</sup> 3.947, de 25 de novembro de 1998. Estabelece    os padr&otilde;es comuns m&iacute;nimos que possibilitem a intercomunica&ccedil;&atilde;o    dos sistemas e bases Bras&iacute;lia, p.8, 14 de janeiro de 1999. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Moraes IHS, Santos SRFR. Informa&ccedil;&otilde;es    para gest&atilde;o do SUS: necessidades e perspectivas. Informe Epidemiol&oacute;gico    do SUS 2001; 10:49-56.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Oliveira MTC. A subnotifica&ccedil;&atilde;o    de casos de aids em Belo Horizonte, Minas Gerais: uma aplica&ccedil;&atilde;o    da t&eacute;cnica de captura-recaptura &#91;Tese de Mestrado&#93;. Belo Horizonte (MG):    Universidade Federal de Minas Gerais; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Ferreira VMB, Portela MC, Vasconcellos MTL.Fatores    associados &agrave; subnotifica&ccedil;&atilde;o de pacientes com aids, no Rio    de Janeiro, RJ 1996. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2000, 34:170-7.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Cunha RE. Cart&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de    &#8211; os desafios da concep&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o de    um sistema nacional de captura de informa&ccedil;&otilde;es de atendimento em    sa&uacute;de. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva 2002, 7:869-78.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Almeida MF. Descentraliza&ccedil;&atilde;o    de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o e o uso das informa&ccedil;&otilde;es    a n&iacute;vel municipal. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1998; 3: 27-34.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15. Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o    em Sa&uacute;de Coletiva. Uso e dissemina&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es    em sa&uacute;de. Subs&iacute;dios para elabora&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica    de informa&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de para o SUS. Relat&oacute;rio final.    Bras&iacute;lia (DF): Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16. Carvalho AO, Eduardo MBP. Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o    em Sa&uacute;de para munic&iacute;pios. S&atilde;o Paulo(SP): IDS/USP/Banco    Ita&uacute;; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">17. Wyatt JC, Wyatt SM. When and how to evaluate    health information systems? International Journal of Medical Informatics 2003;    69:251-9.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">18. Hodges BE. Hodges' Health Career &#8211;    Care Domains &#8211; Model &#91;acessado em 17 de maio de 2004&#93; &#91;Abstract    on the Internet&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.p-jones.demon.co.uk">http://www.p-jones.demon.co.uk</a>.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/seta.gif" border="0"></a><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Rua do Russel, 404/504    <br>   Gl&oacute;ria, </font><font size="2" face="verdana">Rio de Janeiro-RJ.    <br>   CEP: 22210-010    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <i>E-mail:</i><a href="mailto:josue_laguardia@yahoo.com.br">josue_laguardia@yahoo.com.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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