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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Metodologia de correção e ajuste da mortalidade com tábuas-modelo de vida atualizadas para o Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this study was to generate a system or model of life tables, updated and specific for Brazil, to obtain mortality data by sex and age for the micro-regions and municipal districts with incomplete civil registration. The model was built from variables that are highly correlated with the infant mortality in the micro-regions. An individual index, similar to the Human Development Index (HDI) used by the United Nations&#8216;s (UN), was created for each microregion; the average of these indexes represents a general index, which has a high correlation with infant mortalty. The ordering of these micro-regions based on their respective indexes permitted 40 macro-regions with at least one million inhabitants to be created. This is the statistical basis for the present model that was created. The application of this model, using infant mortality information estimated by the Brazilian Institute of Geography and Statistics Foundation (IBGE), was satisfactory. Besides infant mortality, the model might be applied to other data, such as census data on orphanhood, widowhood, etc.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO    ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Metodologia de corre&ccedil;&atilde;o    e ajuste da mortalidade com t&aacute;buas-modelo de vida atualizadas para o    Brasil<a href="#endereco"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Correction and adjustment method for    mortality with updated life table model for Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Paulo Campan&aacute;rio; Paulo Borlina Maia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Funda&ccedil;&atilde;o Seade &#8211; Sistema    Estadual de An&aacute;lise de Dados, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O objetivo deste trabalho foi gerar um sistema    ou modelo de t&aacute;buas de vida atualizado, espec&iacute;fico para o Brasil,    com o intuito de obter dados de mortalidade por sexo e idade das microrregi&otilde;es    e dos munic&iacute;pios que apresentam registro civil incompleto. O modelo foi    constru&iacute;do a partir de vari&aacute;veis que mant&ecirc;m elevadas correla&ccedil;&otilde;es    com a mortalidade infantil das microrregi&otilde;es do pa&iacute;s. Criou-se,    para cada uma dessas microrregi&otilde;es, um &iacute;ndice similar ao &Iacute;ndice    de Desenvolvimento Humano (IDH) da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es    Unidas (ONU), de tal forma que cada uma delas passou a possuir &iacute;ndices,    dos quais resultou uma m&eacute;dia e um &iacute;ndice geral de correla&ccedil;&atilde;o    com a mortalidade infantil bastante elevado. O ordenamento dessas microrregi&otilde;es    tendo por refer&ecirc;ncia os respectivos &iacute;ndices possibilitou a cria&ccedil;&atilde;o    de 40 macrorregi&otilde;es, cada uma delas com, pelo menos, um milh&atilde;o    de habitantes, base estat&iacute;stica para a cria&ccedil;&atilde;o do modelo    aqui proposto. A aplica&ccedil;&atilde;o do modelo a partir das informa&ccedil;&otilde;es    de mortalidade infantil estimadas pela Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro    de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) mostrou-se satisfat&oacute;ria. Al&eacute;m    da mortalidade infantil, outros pontos de partida poder&atilde;o ser utilizados,    como dados censit&aacute;rios sobre orfandade, viuvez, etc.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chaves:</b> t&aacute;bua    de vida; mortalidade; modelo; Brasil.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">The objective of this study was to generate a    system or model of life tables, updated and specific for Brazil, to obtain mortality    data by sex and age for the micro-regions and municipal districts with incomplete    civil registration. The model was built from variables that are highly correlated    with the infant mortality in the micro-regions. An individual index, similar    to the Human Development Index (HDI) used by the United Nations&#8216;s (UN),    was created for each microregion; the average of these indexes represents a    general index, which has a high correlation with infant mortalty. The ordering    of these micro-regions based on their respective indexes permitted 40 macro-regions    with at least one million inhabitants to be created. This is the statistical    basis for the present model that was created. The application of this model,    using infant mortality information estimated by the Brazilian Institute of Geography    and Statistics Foundation (<i>IBGE</i>), was satisfactory. Besides infant mortality,    the model might be applied to other data, such as census data on orphanhood,    widowhood, etc.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words:</b> life table; mortality;    model; Brazil.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o </b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este artigo origina-se do projeto &quot;Desenvolvimento    de Metodologias Alternativas para a An&aacute;lise de Bancos de Dados Secund&aacute;rios&quot;,<sup>1</sup>    demandado pelo ent&atilde;o Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepi), da Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de (Funasa) &#8211; atual Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de (SVS), do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de &#8211;, no &acirc;mbito    do Projeto Vigisus, cujo relat&oacute;rio final foi entregue em agosto de 2001.    O seu objetivo foi apresentar t&eacute;cnicas para o uso de parte do banco de    dados do sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. O relat&oacute;rio    foi estruturado em dois grandes cap&iacute;tulos. O Cap&iacute;tulo I apresentou    a metodologia de uso de an&aacute;lise fatorial e de <i>clusters</i> para    a prepara&ccedil;&atilde;o de um banco de dados resumido, para facilitar a tomada    de decis&otilde;es em pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de. O Cap&iacute;tulo    II tratou de metodologia de corre&ccedil;&atilde;o e ajuste da mortalidade das    microrregi&otilde;es brasileiras com a utiliza&ccedil;&atilde;o de novo modelo    de t&aacute;buas de vida adaptado &agrave; situa&ccedil;&atilde;o atual do pa&iacute;s.    O presente artigo &eacute; um resumo desse segundo cap&iacute;tulo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Deve-se enfatizar que as taxas de mortalidade    t&ecirc;m enorme import&acirc;ncia para fins epidemiol&oacute;gicos. Entretanto,    constata-se, ainda hoje, uma omiss&atilde;o significativa dos dados fornecidos    pelo registro civil na maioria dos Estados da Federa&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m    do problema do sub-registro, centenas de Munic&iacute;pios cujas taxas de mortalidade    n&atilde;o podem ser calculadas devido ao problema estat&iacute;stico de sua    pequena popula&ccedil;&atilde;o, apresentam, conseq&uuml;entemente, um n&uacute;mero    excessivamente pequeno de &oacute;bitos anuais, causador de oscila&ccedil;&otilde;es    muito grandes nessas taxas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para minorar os problemas acima citados, a Funda&ccedil;&atilde;o    Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), em 1980, prop&ocirc;s    o trabalho &quot;Brasil: T&aacute;buas- Modelo de Mortalidade e Popula&ccedil;&otilde;es    Est&aacute;veis&quot;, publicado em 1981.<sup>2</sup> Nele, &eacute; apresentado um modelo    de t&aacute;buas de mortalidade segundo diferentes n&iacute;veis de esperan&ccedil;a    de vida ao nascer, adaptado aos perfis de mortalidade por sexo e idades prevalecentes    no Brasil antes dos anos 80. Existem v&aacute;rios modelos similares, adaptados    a diferentes regi&otilde;es do mundo, como o &quot;Regional Model Life Tables    and Stable Populations&quot;,<sup>3</sup> de Coale &amp; Demeny, o &quot;Model Life Tables    for Under- Developed Countries&quot;,<sup>4</sup> das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, o &quot;Model    Life Tables for Developing Dountries&quot;,<sup>5</sup> mais recente e tamb&eacute;m das    Na&ccedil;&otilde;es Unidas, o &quot;Nouvelles Tables-Type de Mortalit&eacute;&quot;,<sup>6</sup>    de Lerdermann, etc.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A id&eacute;ia essencial desses modelos, ainda    v&aacute;lida, &eacute; a de que, a cada n&iacute;vel de mortalidade em geral    (ou de esperan&ccedil;a de vida ao nascer) corresponde uma forma espec&iacute;fica    de taxas de mortalidade por grupos de idades e sexo. Uma explica&ccedil;&atilde;o    detalhada dessa rela&ccedil;&atilde;o pode ser encontrada no citado trabalho    de Coale &amp; Demeny. Por outro lado, a partir dos anos 80, o Brasil passou    por um processo de desenvolvimento que provocou certas modifica&ccedil;&otilde;es    nos padr&otilde;es de mortalidade. Pode-se citar, entre outras, a diminui&ccedil;&atilde;o    abrupta da mortalidade infantil em raz&atilde;o dos progressos ocorridos no    saneamento b&aacute;sico, das campanhas de vacina&ccedil;&atilde;o em massa,    etc.; e um aumento da mortalidade, principalmente masculina e em jovens adultos,    por viol&ecirc;ncias. Essas e outras transforma&ccedil;&otilde;es fazem com    que as curvas de mortalidade tamb&eacute;m se modifiquem, especialmente a partir    dos anos 80.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Portanto, o problema da utiliza&ccedil;&atilde;o    desses modelos, especificamente o modelo do IBGE, &eacute; seu grau de atualiza&ccedil;&atilde;o    e n&atilde;o uma poss&iacute;vel caducidade das hip&oacute;teses sobre as quais    eles se fundamentam. O que se prop&otilde;e, nesta oportunidade, &eacute; a    constru&ccedil;&atilde;o de um novo modelo de mortalidade, atualizado a partir    de dados do pa&iacute;s &#8211; oriundos dos Estados, regi&otilde;es ou Munic&iacute;pios    &#8211; que tenham uma cobertura do registro civil superior a 95%, baseando-se    em quantifica&ccedil;&otilde;es divulgadas nos &quot;Indicadores de Dados B&aacute;sicos    para a Sa&uacute;de no Brasil 2001&quot;<sup>7</sup> da Rede Interagencial de Informa&ccedil;&otilde;es    para a Sa&uacute;de (Ripsa), do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Crit&eacute;rio    igual de cobertura de 95% pode ser encontrado em Vasconcelos.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por outro lado, o modelo aqui elaborado &eacute;    considerado adequado para o per&iacute;odo a partir dos anos 80, t&atilde;o-somente.    Com efeito, al&eacute;m de seus dados serem recentes, utilizou-se, inclusive    como ponto de partida, o j&aacute; citado modelo de t&aacute;buas de vida,<sup>2</sup>    cujos esclarecimentos est&atilde;o dispon&iacute;veis neste artigo. Fica impl&iacute;cito    que este &uacute;ltimo modelo ainda &eacute; v&aacute;lido para a d&eacute;cada    de 70 e anteriores.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Corre&ccedil;&atilde;o e ajuste da </b></font><font size="2" face="verdana"><b>mortalidade    com sistema de </b></font><font size="2" face="verdana"><b>t&aacute;buas-modelo    de mortalidade atualizado</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Nos diferentes bancos de dados eletr&ocirc;nicos    &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o, foram encontradas, aproximadamente, 400 vari&aacute;veis.    Muitas delas, com certeza, apresentariam qualidade deficiente. Outras, provavelmente,    seriam redundantes. E outras, irrelevantes sob o ponto de vista social, econ&ocirc;mico    e/ou epidemiol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como primeiro passo, o grupo de pesquisadores    envolvidos no projeto consultou uma bibliografia espec&iacute;fica sobre a qualidade    e as caracter&iacute;sticas das informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis    nos bancos de dados.<sup>9-14</sup> A seguir, reuniu-se, diversas vezes, com    pesquisadores que se dedicam a analisar esses bancos de dados (ver Agradecimentos,    no final do artigo). Seguidamente, para filtrar tais vari&aacute;veis e dar    in&iacute;cio ao Cap&iacute;tulo I do projeto, foi utilizada a T&eacute;cnica    de Delfos, desenvolvida pela Rand Corporation nos anos 60; para exemplo mais    detalhado dessa t&eacute;cnica, ver Adams.<sup>15</sup> Esse procedimento metodol&oacute;gico    vem sendo utilizado amplamente, nos meios acad&ecirc;micos e empresariais, quando    o assunto &eacute; complexo e n&atilde;o se disp&otilde;e de conhecimentos pr&aacute;ticos    para op&ccedil;&otilde;es t&eacute;cnicas ou metodol&oacute;gicas, progn&oacute;sticos,    etc. Sua caracter&iacute;stica essencial &eacute;, dada uma pesquisa qualquer,    a tomada de decis&otilde;es pela maioria do grupo de t&eacute;cnicos envolvidos    no trabalho, ap&oacute;s discuss&otilde;es e confronto de id&eacute;ias. No    caso espec&iacute;fico das 400 vari&aacute;veis, um assunto de abordagem altamente    complexa, os t&eacute;cnicos discutiram todas elas, uma a uma, trocaram id&eacute;ias    sobre as informa&ccedil;&otilde;es e conhecimentos adquiridos nos livros e reuni&otilde;es    especificados e decidiram, por maioria, quais seriam as mais relevantes para    o estudo. Dessa forma, foram escolhidas 188. A partir destas, excluindo as que    apresentavam altas propor&ccedil;&otilde;es de informa&ccedil;&atilde;o ignorada,    pequena variabilidade, grande n&uacute;mero de Munic&iacute;pios ou microrregi&otilde;es    sem informa&ccedil;&atilde;o, etc., restaram 40. Finalmente, via procedimentos    estat&iacute;sticos, foram eliminadas as vari&aacute;veis que forneciam informa&ccedil;&otilde;es    similares (redundantes), chegando-se &agrave;s 25 indicadas na <a href="#rel">rela&ccedil;&atilde;o</a>    abaixo, ponto de partida emp&iacute;rico dos Cap&iacute;tulos I e II do relat&oacute;rio    do projeto que deu origem ao presente artigo.</font></p>     <p><a name="rel"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03rel.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A an&aacute;lise fatorial, realizada no Cap&iacute;tulo    I do relat&oacute;rio do projeto, permitiu sintetizar a maior parte das informa&ccedil;&otilde;es    contidas nessas 25 vari&aacute;veis, em tr&ecirc;s indicadores ou fatores: um    primeiro, essencialmente socioecon&ocirc;mico, caracterizado por dados de escolariza&ccedil;&atilde;o,    finan&ccedil;as p&uacute;blicas e servi&ccedil;os de sa&uacute;de especializados,    principalmente de car&aacute;ter ambulatorial; um segundo, que se pode interpretar    como express&atilde;o da acessibilidade ao sistema hospitalar p&uacute;blico    &#91;financiado pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS)&#93;; e um terceiro,    em que se exp&otilde;em as despesas com atividades sociais. A partir desses    fatores, chegou-se a quatro <i>clusters</i>, &uacute;teis para a tomada de    decis&otilde;es em pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por outro lado, para a elabora&ccedil;&atilde;o    da metodologia de corre&ccedil;&atilde;o e ajuste da mortalidade, ou seja, o    Cap&iacute;tulo II do projeto e tamb&eacute;m objeto deste artigo, foi introduzida,    como indicador geral de mortalidade, <b>a taxa de mortalidade infantil    corrigida</b>, obtida em &quot;Estimativas de Mortalidade Infantil por    Microrregi&otilde;es e Munic&iacute;pios&quot;<sup>16</sup> e adotada, oficialmente, pelo    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Trata-se da &uacute;nica informa&ccedil;&atilde;o    confi&aacute;vel e dispon&iacute;vel sobre mortalidade do pa&iacute;s, para    todas as suas microrregi&otilde;es. Prov&aacute;veis erros no c&aacute;lculo    dessa taxa &#8211; estimada por m&eacute;todos indiretos &#8211; devem ser relativizados,    pelo menos no que se refere ao seu aproveitamento nesta pesquisa. Em primeiro    lugar porque, juntamente com outras vari&aacute;veis, a referida taxa foi empregada    para gerar agrupamentos de microrregi&otilde;es com mais de um milh&atilde;o    de habitantes, de tal forma a se chegar a 40 macrorregi&otilde;es que apresentam    taxas de mortalidade em uma seq&uuml;&ecirc;ncia crescente, o que ser&aacute;    justificado posteriormente. Por esse motivo, pequenos desvios, para mais ou    para menos, praticamente n&atilde;o afetam esses aglomerados. Em segundo lugar,    a taxa foi utilizada apenas para exemplificar uma das aplica&ccedil;&otilde;es    do modelo proposto, como se ver&aacute; mais adiante.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As correla&ccedil;&otilde;es entre as taxas de    mortalidade infantil das microrregi&otilde;es e os tr&ecirc;s fatores citados    s&atilde;o baixas (fatores I, II e III com correla&ccedil;&otilde;es, respectivamente,    de -0,51, -0,33 e -0,26). Assim, esses fatores n&atilde;o puderam servir, como    se esperava de in&iacute;cio, de ponto de partida para se chegar ao modelo de    mortalidade proposto. Isso significa, em termos pr&aacute;ticos, que n&atilde;o    se podem relacionar os <i>clusters</i> encontrados com a mortalidade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar de n&atilde;o poder utilizar tais <i>clusters</i>,    a equipe se valeu dessas 25 vari&aacute;veis selecionadas na primeira parte    do projeto. Foram feitas correla&ccedil;&otilde;es de cada uma dessas vari&aacute;veis    com a vari&aacute;vel mortalidade infantil e os valores oscilaram entre -0,15    (taxa de atendimento em urg&ecirc;ncia/emerg&ecirc;ncia) e -0,73 (n&uacute;mero    de anos de estudo do chefe do domic&iacute;lio). De todas elas, 17 foram descartadas    por apresentarem pequena ou nenhuma correla&ccedil;&atilde;o com a mortalidade    infantil. Optou-se pelo crit&eacute;rio de que s&oacute; seriam aceitas as correla&ccedil;&otilde;es    inferiores a -0,5 ou superiores a +0,5, baseado na premissa de que, normalmente,    com vari&aacute;veis sociais, s&atilde;o n&iacute;veis de correla&ccedil;&atilde;o    empiricamente aceit&aacute;veis. Eis as sete vari&aacute;veis selecionadas:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">- escolaridade m&eacute;dia do chefe (n&uacute;mero    de anos de estudo, pertencente ao fator 1);</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - porcentagem de chefes de domic&iacute;lio    com mais de 12 anos de instru&ccedil;&atilde;o (fator 1);</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- n&uacute;mero de matr&iacute;culas no ensino    m&eacute;dio por 100 habitantes entre 15 e 19 anos de idade (fator 1);</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- n&uacute;mero de docentes por 100 pessoas entre    15 e 19 anos de idade (fator 1);</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- porcentagem de pessoas de mais de dez anos    de idade ocupadas em empresas, por 100 habitantes (fator 1);</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - taxa de interna&ccedil;&atilde;o por doen&ccedil;as    do aparelho circulat&oacute;rio (fator 2); e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- receita or&ccedil;ament&aacute;ria <i>per    capita</i> (fator 3).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Destas sete &#8211; todas apresentando valores    negativos &#8211;, quatro mant&ecirc;m uma rela&ccedil;&atilde;o direta com    educa&ccedil;&atilde;o, apesar de serem independentes entre si. Elas foram selecionadas    tendo em vista crit&eacute;rios estat&iacute;sticos, como j&aacute; foi afirmado.    As tr&ecirc;s vari&aacute;veis restantes medem, de uma ou outra forma, o grau    de desenvolvimento da microrregi&atilde;o. Com efeito, a porcentagem de pessoas    de mais de dez anos de idade ocupadas em empresas mede a porcentagem de pessoas    com carteira de trabalho assinada ou, mais concretamente, a porcentagem de pessoas    no setor formal da economia; a taxa de interna&ccedil;&atilde;o por doen&ccedil;as    do aparelho circulat&oacute;rio mede a sofistica&ccedil;&atilde;o do sistema    de atendimento; e, finalmente, a receita or&ccedil;ament&aacute;ria <i>per capita</i>    mede o poderio econ&ocirc;mico da microrregi&atilde;o. Em suma, a mortalidade    geral e, principalmente, a infantil dependem do grau de educa&ccedil;&atilde;o    das pessoas e do desenvolvimento da microrregi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esses dois grupos de vari&aacute;veis &#8211;    as 25 utilizadas no Cap&iacute;tulo I do relat&oacute;rio para definir <i>clusters</i>    e as sete utilizadas neste estudo &#8211; representam duas realidades diferentes,    mas complementares. Por um lado, as primeiras e seus quatro agrupamentos indicam    a morbidade das pessoas e a sua situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de por microrregi&otilde;es,    podendo sinalizar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas espec&iacute;ficas para aperfei&ccedil;oar    o atendimento ambulatorial e a interna&ccedil;&atilde;o. J&aacute; as sete vari&aacute;veis    correlacionadas com a taxa de mortalidade infantil podem sinalizar pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas espec&iacute;ficas para diminuir a mortalidade, primordialmente    infantil, ademais de serem &uacute;teis &agrave; cria&ccedil;&atilde;o das t&aacute;buas-modelo    de mortalidade e seus in&uacute;meros desdobramentos, caso das proje&ccedil;&otilde;es    populacionais, entre outros. Isso tamb&eacute;m significa que, nos dias de hoje,    existe uma relativa autonomia entre morbidade, ou seja, o estado de sa&uacute;de    da popula&ccedil;&atilde;o, e mortalidade. Contudo, &eacute; indiscut&iacute;vel    que se deva almejar, sempre, a diminui&ccedil;&atilde;o das duas, em prol do    maior bem-estar social.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Pois bem: a partir das sete vari&aacute;veis    especificadas, criou-se, para cada uma delas, um &iacute;ndice que varia de    0 a 100, similar ao &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano (IDH) da Organiza&ccedil;&atilde;o    das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), tal como vem sendo definido e explicado,    h&aacute; anos, nos &quot;Informes sobre Desarrollo Humano&quot;<sup>17</sup> do Programa    das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Desse modo, cada    microrregi&atilde;o passou a possuir sete &iacute;ndices, cuja m&eacute;dia    resultou em um &iacute;ndice geral, aqui denominado &Iacute;ndice de Vari&aacute;veis    Relacionadas com a Mortalidade, ou simplesmente IVRM. Sua correla&ccedil;&atilde;o    com a mortalidade infantil &eacute; igual a 0,73, bastante elevada para fins    de an&aacute;lise social e epidemiol&oacute;gica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">No seguinte item, explica-se como foi utilizado    o IVRM para se chegar &agrave;s t&aacute;buas-modelo de mortalidade. Por ora,    e apenas para efeitos de visualiza&ccedil;&atilde;o, no mapa do Brasil, das    microrregi&otilde;es com seus respectivos &iacute;ndices, foi feita uma divis&atilde;o    do IVRM em dois grupos: um primeiro grupo de microrregi&otilde;es com &iacute;ndices    iguais ou inferiores a 30; e um segundo grupo com &iacute;ndices superiores    a 30. Trata-se de uma divis&atilde;o arbitr&aacute;ria, estabelecida depois    de algumas tentativas de acerto e erro; no entanto, mostra um pa&iacute;s conhecido    de todos, dividido em dois, o que refor&ccedil;a a robustez metodol&oacute;gica    do &iacute;ndice. Essas duas &quot;grandes regi&otilde;es&quot;, por assim    dizer, s&atilde;o representadas no mapa da <a href="#fig1">Figura 1</a>: a primeira    inclui a Regi&atilde;o Norte, a Regi&atilde;o Nordeste, o norte de Minas Gerais,    o norte do Esp&iacute;rito Santo e, parcialmente, os Estados de Mato Grosso    e Goi&aacute;s; a segunda &eacute; formada pelos demais Estados da Regi&atilde;o    Centro-Oeste, todos os da Regi&atilde;o Sul e os Estados de S&atilde;o Paulo,    Rio de Janeiro e sul de Minas Gerais. As exce&ccedil;&otilde;es s&atilde;o as    capitais dos Estados dessa grande regi&atilde;o constitu&iacute;da pelo Norte-Nordeste    e mais alguns pontos (microrregi&otilde;es) da outra &quot;grande regi&atilde;o&quot;,    segundo o crit&eacute;rio definido pelos pesquisadores.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p> <h1 align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03f1.gif"> </h1>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Macrorregi&otilde;es com </b></font><font size="2" face="verdana"><b>cobertura    de mortes aceit&aacute;vel</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para a cria&ccedil;&atilde;o de t&aacute;buas-modelo    de mortalidade, necessita-se, em primeiro lugar, de dados de mortalidade confi&aacute;veis.    Por esse motivo, foram utilizados somente os dados das microrregi&otilde;es    nos Estados com estat&iacute;sticas de mortalidade cuja cobertura fosse superior    a 95%. De acordo com fonte j&aacute; indicada,<sup>7</sup> somente o Rio Grande do Sul,    o Paran&aacute;, Santa Catarina, S&atilde;o Paulo, Mato Grosso do Sul e o Rio    de Janeiro fazem parte dessa categoria.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O passo seguinte foi separar as microrregi&otilde;es    pertencentes a esses Estados com cobertura elevada, das outras microrregi&otilde;es.    Restaram 185 microrregi&otilde;es, de um total de 559, abarcando aproximadamente    40% da popula&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Foi feita uma classifica&ccedil;&atilde;o dessas    microrregi&otilde;es segundo o IVRM, em ordem crescente. Depois, foram somadas    as popula&ccedil;&otilde;es nessa mesma ordem, de forma a obter aglomera&ccedil;&otilde;es    de pelo menos um milh&atilde;o de habitantes, n&uacute;mero necess&aacute;rio    &agrave; obten&ccedil;&atilde;o de curvas de mortalidade por sexo e idade, sem    oscila&ccedil;&otilde;es devidas a um reduzido n&uacute;mero de mortes. Para    maior seguran&ccedil;a contra essas perturba&ccedil;&otilde;es, foram utilizados    dados de mortalidade dispon&iacute;veis para os tr&ecirc;s anos mais recentes    (1996, 1997 e 1998).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A microrregi&atilde;o do Rio de Janeiro, que    abarca o Munic&iacute;pio do mesmo nome e alguns outros da sua &Aacute;rea Metropolitana,    apresentou n&uacute;mero bastante inferior de mortes no banco de dados do sistema    de informa&ccedil;&otilde;es sobre mortalidade, se comparado com o n&uacute;mero    de mortes dispon&iacute;vel na p&aacute;gina eletr&ocirc;nica do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, possivelmente devido a algum erro na transmiss&atilde;o dos    dados. O problema &eacute; que os dados do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    provavelmente corretos, n&atilde;o apresentam as mortes discriminadas por sexo    e grupos et&aacute;rios, informa&ccedil;&atilde;o absolutamente necess&aacute;ria    para gerar o modelo. Por esse motivo, foi descartada a microrregi&atilde;o do    Rio de Janeiro. Chegou-se a um total de 40 macrorregi&otilde;es classificadas    segundo o IVRM e com pelo menos um milh&atilde;o de habitantes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao analisar o comportamento das probabilidades    de morte por sexo e idades dessas 40 macrorregi&otilde;es, observou-se que as    curvas assim obtidas tinham padr&otilde;es muito diferentes, sem rela&ccedil;&atilde;o    com a ordem das macrorregi&otilde;es no que diz respeito ao IVRM, fato que,    aparentemente, invalidava a tentativa de criar um modelo de t&aacute;buas de    mortalidade para o pa&iacute;s. Contudo, depois de analisar diferentes possibilidades,    constatou-se que tais padr&otilde;es diferenciados apareciam, principalmente,    no sexo masculino e em idades adultas jovens. A conclus&atilde;o foi simples:    as causas externas e a aids explicavam tais diferen&ccedil;as de padr&atilde;o.    Portanto, o passo seguinte foi eliminar as mortes por essas causas das restantes    e gerar probabilidades de morte por idades sem esses fatores perturbadores.    Sendo assim, o ponto de partida emp&iacute;rico das t&aacute;buas-modelo foi    a mortalidade por sexo e idades sem causas externas e aids.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Metodologia para a cria&ccedil;&atilde;o </b></font><font size="2" face="verdana"><b>de    t&aacute;buas-modelo de mortalidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O princ&iacute;pio b&aacute;sico que muitos pesquisadores    adotaram para desenvolver t&aacute;buas-modelo de mortalidade &eacute; a rela&ccedil;&atilde;o    estreita entre a esperan&ccedil;a de vida ao nascer (ou aos 10 anos) e as probabilidades    de morte em diferentes idades. Esse foi o princ&iacute;pio adotado nas t&aacute;buas-modelo    j&aacute; citadas.<sup>2-5</sup> Normalmente, a rela&ccedil;&atilde;o &eacute; mais estreita:    por um lado, entre a esperan&ccedil;a de vida ao nascer e as probabilidades    de morte dos menores de 1 ano, entre 1 e 4 e entre 5 e 9 anos; por outro lado,    entre a esperan&ccedil;a de vida aos 10 anos de idade e as probabilidades de    morte dos grupos et&aacute;rios que seguem (acima dos 10 anos de idade).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Pode-se medir essa rela&ccedil;&atilde;o com    correla&ccedil;&otilde;es ou visualiz&aacute;-la em um gr&aacute;fico, onde    o eixo<b> x</b> representa a esperan&ccedil;a de vida ao nascer (ou    aos 10 anos) e o eixo <b>y</b> representa as probabilidades de morrer    de determinado grupo et&aacute;rio das 40 macrorregi&otilde;es selecionadas    (menores de 1 ano, 1 a 4, 5 a 9, etc.). No presente caso, foram realizados ensaios    com as probabilidades e as esperan&ccedil;as de vida ao nascer e aos 10 anos.    Concluiu-se que o modelo mais apropriado &eacute; o que relaciona a esperan&ccedil;a    de vida aos 10 anos com as probabilidades de morte em todas as idades.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O passo seguinte foi escolher a fun&ccedil;&atilde;o    mais apropriada para descrever a &quot;nuvem&quot; de pontos do gr&aacute;fico    da esperan&ccedil;a de vida <i>versus</i> probabilidades de morte por idades.    Foram tentadas in&uacute;meras fun&ccedil;&otilde;es, a come&ccedil;ar pelas    utilizadas por Coale &amp; Demeny e pelos autores do Modelo Brasil. Nenhuma    delas se mostrou eficaz, pois n&atilde;o acompanhavam adequadamente a citada    nuvem de pontos, o que se explica, talvez, pelo fato de o modelo pretendido    apresentar caracter&iacute;sticas muito espec&iacute;ficas. Em primeiro lugar,    tenta-se gerar um modelo com dados recentes, referidos a 1997, localizado em    um s&oacute; ponto do tempo, ao contr&aacute;rio dos modelos j&aacute; citados,    que sempre abarcam um per&iacute;odo de v&aacute;rias d&eacute;cadas. Em segundo    lugar, as taxas futuras de qualquer regi&atilde;o do Brasil n&atilde;o diminuir&atilde;o    com a mesma intensidade que a observada em d&eacute;cadas passadas, pois o pa&iacute;s    se encontra em est&aacute;gio relativamente avan&ccedil;ado de transi&ccedil;&atilde;o    demogr&aacute;fica e epidemiol&oacute;gica, como concluem Figoli e Wong,<sup>18</sup> Mello    Jorge e Gotlieb,<sup>19</sup> Barreto e Carmo.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A fun&ccedil;&atilde;o que melhor se adaptou    &agrave;s especificidades acima foi a log&iacute;stica, desde que aplicada com    par&acirc;metros apropriados, como ser&aacute; esclarecido a seguir. Essa fun&ccedil;&atilde;o    pode ser descrita como uma curva com um plat&ocirc; ou n&iacute;vel m&aacute;ximo    (denominado ass&iacute;ntota superior), um m&iacute;nimo (ass&iacute;ntota inferior)    e uma transi&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua e suave entre esses dois extremos,    com um ponto de inflex&atilde;o entre eles. Uma boa descri&ccedil;&atilde;o    da fun&ccedil;&atilde;o pode ser feita comparando-a ao perfil de um &quot;tobog&atilde;&quot;.    Essa fun&ccedil;&atilde;o &eacute; definida por quatro par&acirc;metros: a ass&iacute;ntota    superior; a ass&iacute;ntota inferior; e dois pontos intermedi&aacute;rios que    definem a forma como a curva passa de uma ass&iacute;ntota a outra (mais ou    menos inclinada, mais ou menos rapidamente, etc.). A curva log&iacute;stica    e seus par&acirc;metros s&atilde;o dados pelas <a href="#form">f&oacute;rmulas</a>    abaixo:</font></p>     <p><a name="form"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03form.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Na f&oacute;rmula: <b>q<sub>x</sub></b>    &eacute; a probabilidade de morte na idade x; <b>K<sub>1</sub></b>    &eacute; a ass&iacute;ntota inferior; <b>K<sub>2</sub></b> &eacute;    a diferen&ccedil;a entre a ass&iacute;ntota superior e a inferior; <b>a</b>    e <b>b</b> s&atilde;o par&acirc;metros; <b>q<sub>x(1980)</sub></b>    &eacute; a probabilidade m&eacute;dia de morrer do Brasil na idade x em 1980    (a escolha deste ano espec&iacute;fico ser&aacute; justificada mais adiante);    <b>q<sub>x(1997)</sub></b> &eacute; a probabilidade m&eacute;dia de    morrer do Brasil na idade x em 1997 (a escolha deste ano espec&iacute;fico tamb&eacute;m    ser&aacute; justificada mais adiante); e finalmente, <b>t</b> &eacute;    uma escala definida a partir das esperan&ccedil;as de vida aos 10 anos de idade,    cujo ponto zero corresponde a q<sub>x</sub> de 1980, o que, igualmente, ser&aacute; justificado    mais adiante.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Como todas as taxas das macrorregi&otilde;es    s&atilde;o recentes (1996, 1997 e 1998, com m&eacute;dia em 1997), pode-se assumir    que, em um passado n&atilde;o t&atilde;o remoto, elas tinham uma ass&iacute;ntota    superior muito similar, haja vista o pa&iacute;s ter passado rapidamente, a    partir dos anos 50, pelas diferentes etapas da transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica    e epidemiol&oacute;gica. Pode-se, ent&atilde;o, adotar a ass&iacute;ntota superior    da fun&ccedil;&atilde;o como um ponto do passado imediatamente anterior ao do    in&iacute;cio da transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica, ou seja, nos anos    40, quando a mortalidade era relativamente homog&ecirc;nea e elevada. A esperan&ccedil;a    de vida ao nascer do Brasil, nessa d&eacute;cada, era de aproximadamente 45    anos para homens e 50 para mulheres. Por esse motivo, adotou-se o N&iacute;vel    11 das j&aacute; citadas t&aacute;buas-modelo do IBGE <sup>2</sup> e suas respectivas probabilidades    de morte por grupos et&aacute;rios. O N&iacute;vel 11 apresenta, para mulheres,    uma esperan&ccedil;a de vida ao nascer de 50,1 anos e, para homens, de 44,6    anos. Ao adotar esse n&iacute;vel das t&aacute;buas-modelo do IBGE como ass&iacute;ntota    superior, est&aacute;-se assumindo, por conseguinte, que esse modelo &#8211;    desenvolvido em 1981, com dados que iam de 1920 a 1970 &#8211;, serve como ponto    de partida das probabilidades de morte mais elevadas no modelo aqui proposto.    Como nosso objetivo &eacute; o de gerar um modelo representativo a partir dos    anos 90, fica impl&iacute;cito que houve uma transi&ccedil;&atilde;o de padr&atilde;o    paulatina entre o modelo do IBGE e o aqui apresentado, ou, mais especificamente,    entre os anos 40 e os anos 90.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A ass&iacute;ntota inferior foi definida como    uma m&eacute;dia dos quatro pa&iacute;ses que, nos dias de hoje, apresentam    as menores taxas de mortalidade, ou seja, as maiores esperan&ccedil;as de vida    ao nascer, e que tinham dados dispon&iacute;veis sobre mortes por causas externas    e aids. Foi exclu&iacute;do o Jap&atilde;o, cujas taxas, t&atilde;o baixas,    encontram-se demasiado distantes da nossa realidade para servir como um paradigma    &agrave; mortalidade futura do Brasil. Os pa&iacute;ses selecionados foram o    Canad&aacute;, os Estados Unidos da Am&eacute;rica, a Fran&ccedil;a e a Alemanha.    Foi feita uma m&eacute;dia de suas probabilidades de morte por idades (sem causas    externas e aids), sendo assim definida, para cada idade e sexo, uma probabilidade    long&iacute;nqua (futura) &#8211; a ass&iacute;ntota inferior.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Definidas as ass&iacute;ntotas superior e inferior,    passou-se a buscar os dois pontos intermedi&aacute;rios para que a curva (o    &quot;tobog&atilde;&quot;) assumisse uma forma adequada, ou seja, representasse    a nuvem de pontos de 1997 da melhor maneira poss&iacute;vel. Estatisticamente,    a fun&ccedil;&atilde;o log&iacute;stica definida a partir dos quatro par&acirc;metros    (ass&iacute;ntotas superior e inferior, e os dois pontos intermedi&aacute;rios)    deve ter uma correla&ccedil;&atilde;o elevada com a nuvem de pontos de 1997,    em cada grupo et&aacute;rio e para cada sexo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram realizadas in&uacute;meras tentativas at&eacute;    que fossem encontrados os dois pontos intermedi&aacute;rios mais adequados.    Tentou-se, para o primeiro deles, ou seja, o mais pr&oacute;ximo da ass&iacute;ntota    superior, adotar as probabilidades de morte da macrorregi&atilde;o com a maior    probabilidade de morte; buscou-se, igualmente, calcular uma m&eacute;dia das    probabilidades das macrorregi&otilde;es com as maiores mortalidades gerais;    tamb&eacute;m tentou-se adotar as probabilidades de morte de v&aacute;rios pontos    intermedi&aacute;rios quaisquer entre os anos 50 e os 90, etc. A melhor solu&ccedil;&atilde;o    foi adotar as probabilidades de morte por idades e sexo do Brasil em 1980 (cuja    esperan&ccedil;a de vida era de 64,8 anos para mulheres e de 59,9 anos para    homens, localizada entre os n&iacute;veis 17 e 18 do modelo do IBGE).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tentativas an&aacute;logas foram realizadas para    encontrar o segundo ponto intermedi&aacute;rio da fun&ccedil;&atilde;o log&iacute;stica.    O eleito foi a m&eacute;dia das probabilidades de morte para cada idade e sexo,    das macrorregi&otilde;es, em 1997. Dessa forma, a fun&ccedil;&atilde;o log&iacute;stica    foi for&ccedil;ada a passar em meio &agrave; nuvem de pontos desse ano.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em resumo, foram geradas 18 curvas log&iacute;sticas    para cada sexo (o n&uacute;mero de grupos et&aacute;rios). As ass&iacute;ntotas    superiores representam um ponto no passado, aproximadamente nos anos 40; as    inferiores representam um ponto no futuro, para o qual foram utilizadas as m&eacute;dias    das probabilidades de morte dos quatro pa&iacute;ses desenvolvidos selecionados.    O primeiro ponto intermedi&aacute;rio representa o pa&iacute;s em 1980; e o    outro ponto, o pa&iacute;s em 1997.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na <a href="#fig2">Figura 2</a>, pode-se visualizar    como a fun&ccedil;&atilde;o log&iacute;stica ajustou as probabilidades de morte    por idades e sexo das macrorregi&otilde;es. Todas as caracter&iacute;sticas    dessa fun&ccedil;&atilde;o podem ser conferidas na <a href="#tab1">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03f2.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Os valores das esperan&ccedil;as de vida ao nascer    observados e os ajustados com a fun&ccedil;&atilde;o log&iacute;stica, das 40    macrorregi&otilde;es, s&atilde;o muito similares (<a href="#tab2">Tabela 2</a>),    sendo sua correla&ccedil;&atilde;o bastante elevada: 0,992 e 0,985 para homens    e mulheres, respectivamente. Esses fatos mostram que a fun&ccedil;&atilde;o    encontrada &eacute; robusta, o que justifica a constru&ccedil;&atilde;o das    t&aacute;buas-modelo a partir dela. Na <a href="#fig3">Figura 3</a>, h&aacute;    uma amostra de 6 das 47 probabilidades de morte para cada sexo: duas extremas    (N&iacute;veis 1 e 47) e quatro intermedi&aacute;rias (N&iacute;veis 7, 17,    27 e 37).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03f3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Rela&ccedil;&atilde;o entre as esperan&ccedil;as    de </b></font><font size="2" face="verdana"><b>vida masculinas e femininas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para cada uma das 40 macrorregi&otilde;es que    deram origem &agrave;s t&aacute;buas-modelo de mortalidade, como se explicou    nos pontos anteriores, foram geradas esperan&ccedil;as de vida ao nascer ajustadas    para cada sexo. Esses dois conjuntos de 40 esperan&ccedil;as de vida ao nascer    foram colocados lado a lado, em formato de gr&aacute;fico. Observou-se a exist&ecirc;ncia    de uma rela&ccedil;&atilde;o praticamente linear entre ambos, com tend&ecirc;ncia    a aumentar as suas diferen&ccedil;as conforme cresce o seu valor, fato condizente    com o que se conhece a respeito das tend&ecirc;ncias em outros pa&iacute;ses.    A correla&ccedil;&atilde;o encontrada entre eles foi de 0,975, o que autorizou    a ado&ccedil;&atilde;o da seguinte <a href="#fun">fun&ccedil;&atilde;o</a> linear,    que relaciona as esperan&ccedil;as de vida masculinas e femininas:</font></p>     <p><a name="fun"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03fun.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A seguir, especificam-se os procedimentos adotados    para gerar as t&aacute;buas-modelo para homens, para mulheres e para ambos os sexos:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- cria&ccedil;&atilde;o das t&aacute;buas-modelo    por meio da fun&ccedil;&atilde;o log&iacute;stica obtida para o sexo masculino,    a partir de uma esperan&ccedil;a de vida ao nascer de 50 anos, at&eacute; 73    anos &#8211; de meio em meio ano &#8211;, em um total de 47 n&iacute;veis diferentes;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- gera&ccedil;&atilde;o das 47 esperan&ccedil;as    de vida ao nascer femininas correspondentes &agrave;s masculinas, por meio da    fun&ccedil;&atilde;o descrita anteriormente;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - cria&ccedil;&atilde;o das t&aacute;buas-modelo    por meio da fun&ccedil;&atilde;o log&iacute;stica encontrada para o sexo feminino,    a partir das esperan&ccedil;as de vida ao nascer previamente definidas; e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - cria&ccedil;&atilde;o das t&aacute;buas-modelo    para ambos os sexos (utilizando-se a rela&ccedil;&atilde;o de 105 nascimentos    masculinos para 100 femininos), a partir das t&aacute;buas-modelo masculinas    e femininas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As probabilidades de morte das t&aacute;buas-modelo    de mortalidade encontram-se nas <a href="#tab3">tabelas 3</a>, <a href="#tab4">4</a>    e <a href="#tab5">5</a>.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p></p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>O modelo das causas externas e aids</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como j&aacute; foi justificado, a proposta de    t&aacute;buas-modelo de mortalidade exclui as mortes por causas externas e aids.    Assim, foi necess&aacute;rio criar um modelo adicional, a ser sobreposto ao    das t&aacute;buas-modelo de mortalidade, para completar as probabilidades de    morte por idades.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Ao observar a influ&ecirc;ncia das causas externas    e da aids por sexo e idades na mortalidade, chegou-se &agrave;s seguintes conclus&otilde;es    (<a href="#fig4">Figura 4</a> e <a href="#tab6">Tabela 6</a>):</font></p>     <p><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03f4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03t6.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">a) A propor&ccedil;&atilde;o de mortes por idades,    tanto para homens como para mulheres, tem um sentido ascendente at&eacute; as    idades adultas jovens; e descendente a partir da&iacute;, com pequeno aumento    nos &uacute;ltimos anos de idade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">b) Nos homens, foram encontrados dois comportamentos    diferentes: um, t&iacute;pico de microrregi&otilde;es at&eacute; 500.000 habitantes;    e outro, de microrregi&otilde;es com 500.000 habitantes e mais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">c) Ainda no caso do sexo masculino, os n&iacute;veis    das probabilidades de morte s&atilde;o sensivelmente menos elevados no contexto    das pequenas aglomera&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">d) Finalmente, ainda com refer&ecirc;ncia aos    homens, a porcentagem das mortes tamb&eacute;m difere segundo o tamanho da localidade:    nas comunidades de 500 mil habitantes e mais, essas porcentagens s&atilde;o    sensivelmente mais elevadas nos grupos de adultos jovens.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Frias,<sup>21</sup> mediante avalia&ccedil;&atilde;o    emp&iacute;rica, constatou que &quot;<i>...o sub-registro dos &oacute;bitos    violentos &eacute; inferior ao das causas naturais</i>&quot;. Isso se deve    ao fato de que a v&iacute;tima passa, quase sempre, por per&iacute;cia m&eacute;dica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A partir das observa&ccedil;&otilde;es anteriores,    &eacute; de se supor que essas propor&ccedil;&otilde;es sejam utilizadas para    o c&aacute;lculo de taxas de &oacute;bitos por causas externas e aids, por sexo    e idades, quest&atilde;o a ser abordada no item seguinte.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Aplica&ccedil;&atilde;o das t&aacute;buas-modelo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O princ&iacute;pio fundamental do modelo proposto    &eacute; que, no Brasil, ao contr&aacute;rio do que se esperava inicialmente,    h&aacute; um s&oacute; padr&atilde;o b&aacute;sico de mortalidade; ou seja,    as mudan&ccedil;as nas porcentagens das taxas de mortalidade (ou probabilidades    de morte), caso aumente o n&iacute;vel de esperan&ccedil;a de vida ao nascer,    s&atilde;o paulatinas e previs&iacute;veis, de tal forma que a constru&ccedil;&atilde;o    de t&aacute;buas-modelo de mortalidade para o pa&iacute;s torna-se fact&iacute;vel.    Dito de outra forma, basta uma s&oacute; estimativa de taxa de mortalidade por    idade (ou probabilidade de morte por idade) como condi&ccedil;&atilde;o para    estimar as taxas nas outras idades e, por conseq&uuml;&ecirc;ncia, a esperan&ccedil;a    de vida ao nascer. Todavia, como j&aacute; foi observado, as taxas de mortalidade    por causas externas e aids perturbam esse c&aacute;lculo porque seguem um padr&atilde;o    dependente do sexo, das idades e do tamanho das cidades.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por outro lado, a &uacute;nica estimativa confi&aacute;vel    de mortalidade para todas as microrregi&otilde;es (e alguns Munic&iacute;pios)    no pa&iacute;s, atualmente, &eacute; a de mortalidade infantil (probabilidade    de morte dos menores de um ano), fato j&aacute; citado. Est&aacute; claro que    essas estimativas s&atilde;o mais confi&aacute;veis na medida em que aumenta    o tamanho da unidade territorial, como &eacute; o caso dos Estados, etc. Por    essa raz&atilde;o, a t&iacute;tulo de exemplo de aplica&ccedil;&atilde;o e para    avaliar a robustez e coer&ecirc;ncia do modelo proposto, foi estimada a esperan&ccedil;a    de vida ao nascer das unidades federadas a partir de suas taxas de mortalidade    infantil. Todos os anos, o pr&oacute;prio Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    por interm&eacute;dio da Ripsa, estima a esperan&ccedil;a de vida ao nascer    dessas mesmas unidades, acess&iacute;vel em fonte j&aacute; citada.<sup>7</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Ao aplicar as taxas de mortalidade infantil dos    Estados no modelo, pode-se estimar as taxas e/ou probabilidades nas outras idades.    Por&eacute;m, h&aacute; que ressalvar, novamente, que o modelo exclui as causas    externas e a aids; e que, no caso da mortalidade infantil, essas causas t&ecirc;m    import&acirc;ncia &iacute;nfima (em torno de 1%). Encontrado o n&iacute;vel    dessa mortalidade infantil no modelo, basta calcular as taxas por causas externas    e aids dos Estados e som&aacute;-las &agrave;s do modelo. Na <a href="#tab7">Tabela    7</a>, encontram-se as esperan&ccedil;as de vida assim calculadas, comparadas    com as adotadas pela Ripsa. Os resultados s&atilde;o muito similares, principalmente    para o sexo feminino. Deve-se levar em considera&ccedil;&atilde;o que a Ripsa    calcula a esperan&ccedil;a de vida de maneira similar, mas com t&aacute;buas-modelo    j&aacute; superadas. Para exemplificar os resultados por grupos et&aacute;rios,    mostram-se, na <a href="#fig5">Figura 5</a>, as probabilidades de morte por    idades da popula&ccedil;&atilde;o masculina da Microrregi&atilde;o de S&atilde;o    Paulo, segundo o SIM (cujas estat&iacute;sticas de &oacute;bitos s&atilde;o,    reconhecidamente, de boa qualidade) e o modelo: os resultados s&atilde;o muito    similares, o que refor&ccedil;a ainda mais a solidez do modelo proposto.</font></p>     <p><a name="tab7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03t7.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03f5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Para microrregi&otilde;es ou Munic&iacute;pios    com menos de um milh&atilde;o de habitantes, o c&aacute;lculo das probabilidades    de morte por causas externas e aids deve ser feito com a utiliza&ccedil;&atilde;o    do modelo de causas externas e aids, de tal forma a evitar as oscila&ccedil;&otilde;es    devidas aos pequenos n&uacute;meros (nas localidades maiores, como j&aacute;    se viu, podem-se calcular as taxas diretamente com os dados do registro civil).    Os passos para o c&aacute;lculo da mortalidade nessas unidades menores s&atilde;o:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">a) Encontrar a mortalidade infantil da microrregi&atilde;o    ou Munic&iacute;pio, fornecida para ambos os sexos (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    fonte j&aacute; citada).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">b) Procurar, no modelo para ambos os sexos, o    n&iacute;vel correspondente &agrave; mortalidade infantil encontrada (com o    que se chega &agrave;s probabilidades de morte por idades e, por conseq&uuml;&ecirc;ncia,    &agrave;s taxas de mortalidade por idades). Se se desejam as probabilidades    para homens e mulheres separadamente, basta procur&aacute;-las nos mesmos n&iacute;veis,    agora nas tabelas para homens e/ou mulheres.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">c) Procurar o n&uacute;mero total de mortes por    causas externas e aids para a popula&ccedil;&atilde;o total (de ambos os sexos;    ou para os sexos separados), fornecida pelo registro civil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">d) Distribuir esse n&uacute;mero segundo as propor&ccedil;&otilde;es    do modelo de causas externas e aids, para a popula&ccedil;&atilde;o total ou    por sexo e o tamanho da localidade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">e) Calcular as taxas de mortalidade por causas    externas e aids por idades.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">f) Somar essas taxas &agrave;s de mortalidade    do n&iacute;vel adequado do modelo, obtido no passo b), para obter as taxas    de mortalidade por todas as causas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">g) Calcular, a partir dessas taxas, as outras    fun&ccedil;&otilde;es da t&aacute;bua de mortalidade (probabilidades de morte    por idades, esperan&ccedil;a de vida ao nascer, etc.), segundo a conveni&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Eacute; importante ressaltar que, na medida    em que se obtenham novos dados sobre mortalidade em outras idades que n&atilde;o    a infantil, principalmente por estimativas indiretas a partir do Censo Demogr&aacute;fico    de 2000, poder-se-&aacute; calcular, de maneira mais confi&aacute;vel ainda,    os n&iacute;veis de mortalidade dos Estados, microrregi&otilde;es, etc.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>C&aacute;lculo da mortalidade por microrregi&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Seguindo os passos descritos no ponto anterior,    s&atilde;o calculadas as taxas de mortalidade por idades ou as probabilidades    de morrer por idades e as respectivas esperan&ccedil;as de vida por microrregi&otilde;es.    Os resultados podem ser visualizados nas <a href="#fig6">figuras 6</a>, <a href="#fig7">7</a>    e <a href="#fig8">8</a> e na <a href="#tab8-1">Tabela 8</a>. As figuras de n&uacute;meros    <a href="#fig7">7</a> e <a href="#fig8">8</a> s&atilde;o muito parecidas: nesse    caso, as esperan&ccedil;as de vida foram obtidas a partir das taxas de mortalidade    infantil j&aacute; existentes e divulgadas pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    em fonte j&aacute; citada.<sup>7</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03f6.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig7"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03f7.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="fig8"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03f8.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab8-1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03t8-1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab8-2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03t8-2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab8-3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03t8-3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab8-4" id="tab8-4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03t8-4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab8-5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03t8-5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab8-6"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/3a03t8-6.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As taxas aqui utilizadas foram calculadas a partir    de dados populacionais por sexo e idades projetados pelo IBGE a partir de censos    demogr&aacute;ficos e da Contagem de 1996. Com a publica&ccedil;&atilde;o dos    resultados do Censo Demogr&aacute;fico de 2000, poder-se-&atilde;o recalcular    essas taxas, atualizando-as, o que, eventualmente, ocasionar&aacute; pequenas    modifica&ccedil;&otilde;es no modelo proposto.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Todo e qualquer modelo deve, sempre, ser encarado    com ressalvas, porque est&aacute; sujeito a caducidade. As estruturas de mortalidade    por sexo e idades mudam com o avan&ccedil;o do tempo e/ou da tecnologia, do    surgimento da epidemia de aids, como tamb&eacute;m do aumento da viol&ecirc;ncia    urbana e do r&aacute;pido decl&iacute;nio da mortalidade infantil no Brasil,    nos &uacute;ltimos anos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No modelo apresentado por este estudo, h&aacute;    duas particularidades que devem ser especialmente observadas de maneira cr&iacute;tica,    apesar de terem sido adotadas para a solu&ccedil;&atilde;o de problemas reais    encontrados no decorrer da pesquisa. Em primeiro lugar, a de que as causas violentas    e a aids foram eliminadas do modelo original (<a href="#tab3">Tabela 3)</a>,    procedimento que, segundo investiga&ccedil;&atilde;o dos autores, nunca antes    foi feito. Em segundo lugar, a utiliza&ccedil;&atilde;o da fun&ccedil;&atilde;o    log&iacute;stica para suavizar as curvas de mortalidade das 40 macrorregi&otilde;es    tamb&eacute;m &eacute; in&eacute;dita nesses modelos. Devem-se, portanto, confrontar    os resultados do modelo com novos dados e tentativas de c&aacute;lculo da mortalidade    a partir de diferentes metodologias, principalmente nas regi&otilde;es onde    s&atilde;o necess&aacute;rios c&aacute;lculos indiretos da mortalidade, ou seja,    o Norte e o Nordeste do pa&iacute;s.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Finalmente, a partir dos dados indiretos sobre    mortalidade do Censo Demogr&aacute;fico de 2000 &#8211; e, inclusive, de outras    fontes futuras, como a Pesquisa Nacional por Amostras de Domic&iacute;lio-PNAD/IBGE,    etc. &#8211;, poder-se-&atilde;o elaborar novas e mais consistentes estimativas    de esperan&ccedil;as de vida e de mortalidade por sexo e idades, utilizando-se    o modelo proposto. As estimativas aqui apresentadas tiveram por base o &uacute;nico    indicador de mortalidade dispon&iacute;vel no momento: a mortalidade infantil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Agradecimentos </b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Participaram diretamente do projeto &quot;<i>Desenvolvimento    de Metodologias Alternativas para a An&aacute;lise de Bancos de Dados Secund&aacute;rios</i>&quot;,    no qual est&atilde;o inseridos os resultados deste artigo, os seguintes pesquisadores,    listados em ordem alfab&eacute;tica:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Ana Celeste Cruz - Funda&ccedil;&atilde;o Sistema    Estadual de An&aacute;lise de Dados-Seade, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Cl&oacute;vis de Ara&uacute;jo Peres - Funda&ccedil;&atilde;o    Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados-Seade, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Eliana Monteiro Rodrigues - Funda&ccedil;&atilde;o    Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados-Seade, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Francisco Torres Troccoli - Secretaria de Estado    da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Gustavo Coelho de Souza - Funda&ccedil;&atilde;o    Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados-Seade, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Haroldo da Gama Torres - Funda&ccedil;&atilde;o    Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados-Seade, S&atilde;o Paulo- SP</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">- Irineu F. Barreto Junior - Funda&ccedil;&atilde;o    Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados-Seade, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Maria Paula Ferreira - Funda&ccedil;&atilde;o    Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados-Seade, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- N&aacute;dia Pinheiro Dini - Funda&ccedil;&atilde;o    Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados-Seade, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Maria Helena P. de Mello Jorge - Universidade    de S&atilde;o Paulo-USP, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Maria L&uacute;cia Lebr&atilde;o - Universidade    de S&atilde;o Paulo- USP, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Zilda Pereira da Silva - Funda&ccedil;&atilde;o    Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados-Seade, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Participaram da parte do estudo referente &agrave;    mortalidade, que originou o presente artigo, os seguintes pesquisadores, listados    em ordem alfab&eacute;tica:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Cec&iacute;lia Polidoro Mameri - Funda&ccedil;&atilde;o    Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados-Seade, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Luiz Armando de Medeiros Frias - Funda&ccedil;&atilde;o    Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) (<i>in memoriam</i>)</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- Maria Graciela Gonzales Morell - Funda&ccedil;&atilde;o    Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados-Seade, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">- Rute Eduviges Godinho - Funda&ccedil;&atilde;o    Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados-Seade, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Funda&ccedil;&atilde;o Seade. Desenvolvimento    de metodologias alternativas para a an&aacute;lise de bancos de dados secund&aacute;rios.    Relat&oacute;rio final. S&atilde;o Paulo: Funda&ccedil;&atilde;o Seade; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro    de Geografia e Estat&iacute;stica. Brasil: t&aacute;buas-modelo de mortalidade    e popula&ccedil;&otilde;es est&aacute;veis. Rio de Janeiro: IBGE; 1981.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Coale AJ, Demeny P. Regional model life tables    and stable populations. New York: Academic Press; 1985.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. United Nations. Model life tables for under-developed    countries. New York: United Nations; 1955.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. United Nations. Model life tables for developing    countries. New York: DIESA, ST/ESA/SER.A/77; 1982.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Lerdermann S. Nouvelles tables-type de mortalit&eacute;.    Travaux et documents, Institut National d&#8217;&Eacute;tudes D&eacute;mographiques    1969;53.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Rede Interagencial    de Informa&ccedil;&otilde;es para a Sa&uacute;de. Indicadores de Dados B&aacute;sicos    para a sa&uacute;de no Brasil (IDB 2001). Bras&iacute;lia: MS; 2001 &#91;Monografia    na Internet&#93; Dispon&iacute;vel em <a href="http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2002/public.htm">http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2002/public.htm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Vasconcelos AMN. Qualidade das estat&iacute;sticas    de &oacute;bitos no Brasil: uma classifica&ccedil;&atilde;o das Unidades da    Federa&ccedil;&atilde;o. In: Anais do XII Encontro Nacional de Estudos Populacionais;    2002; Ouro Preto, MG. Belo Horizonte: ABEP; 2002. Vol 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Brito ALS, Rodrigues EM. Diagn&oacute;stico    das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares. In: Funda&ccedil;&atilde;o Seade:    20 Anos no Ano 2.000 - Estudos sociodemogr&aacute;ficos sobre a juventude paulista.    S&atilde;o Paulo: Funda&ccedil;&atilde;o Seade; 1998. p.84-100.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Buss PM. Assist&ecirc;ncia hospitalar no    Brasil, 1984-1991. Uma an&aacute;lise preliminar baseada no sistema de informa&ccedil;&atilde;o    hospitalar do SUS. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1993;2:5-17.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Carvalho DM. Grandes sistemas nacionais do    SUS &#8211; v. 4. Rio de Janeiro; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Ferreira JMN. Mortalidade hospitalar no Estado    de S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo em Perspectiva 1986;2(2/3):31-52.,</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Lebr&atilde;o ML. An&aacute;lise da fidedignidade    dos dados estat&iacute;sticos hospitalares dispon&iacute;veis na Secretaria    de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo em 1974. Revista de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 1978;12:234-248.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Mello Jorge MHP, Gotlieb SLD, Oliveira H.    O Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o sobre Nascidos Vivos &#8211; Sinasc. S&atilde;o    Paulo: Centro da OMS para a Classifica&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as em    Portugu&ecirc;s - N&uacute;cleo de Estudos em Popula&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de    - USP; 1992. S&eacute;rie Divulga&ccedil;&atilde;o n. 7.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15. Adams SJ. Projecting the next decade in Safety    Management - A Delphi Technique Study &#91;Abstract on the Internet&#93; Avaiable    from <a href="http://www.asse.org/ps1001_adams.pdf">http://www.asse.org/ps1001_adams.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16. Sim&otilde;es C. Estimativas da mortalidade    infantil por microrregi&otilde;es e munic&iacute;pios. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">17. Programa de las Naciones Unidas para el Desarrollo.    Informe sobre el Desarrollo Humano 2003 &#8211; Notas t&eacute;cnicas &#91;Monograf&iacute;a    en la Internet&#93; Disponible en <a href="http://www.undp.org">http://www.undp.org</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">18. Figoli MGB, Wong LLR. O processo de finaliza&ccedil;&atilde;o    da transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica na Am&eacute;rica Latina. In:    Anais do XII Encontro Nacional de Estudos Populacionais; 2002; Ouro Preto, MG.    Belo Horizonte: ABEP; 2002. Vol 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">19. Mello Jorge MH, Gotlieb SLD. As condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de no Brasil: retrospecto de 1979 a 1995. Rio de Janeiro: Editora    Fiocruz; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">20. Barreto ML, Carmo EH. Mudan&ccedil;as em    padr&otilde;es de morbimortalidade: conceitos e m&eacute;todos. In: Monteiro    CA, editor. Velhos e novos males da sa&uacute;de no Brasil: a evolu&ccedil;&atilde;o    do pa&iacute;s e de suas doen&ccedil;as. S&atilde;o Paulo: Hucitec; 1995. p.17-30.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">21. Frias LAM. Uma proposta de metodologia para    avalia&ccedil;&atilde;o da cobertura dos &oacute;bitos registrados por causas    violentas. In: Anais do XII Encontro Nacional de Estudos Populacionais; 2000;    Caxambu, MG. Belo Horizonte: ABEP; 2000. Vol. 2.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v13n3/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Funda&ccedil;&atilde;o Seade    <br>   </font><font size="2" face="verdana">Av. C&aacute;sper L&iacute;bero, 464    <br>   </font><font size="2" face="verdana">S&atilde;o Paulo-SP.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   CEP: 01033-000    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:paulocampanario@uol.com.br">paulocampanario@uol.com.br</a>    e <a href="mailto:pmaia@seade.gov.br">pmaia@seade.gov.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#topo"><sup>*</sup></a>Pesquisa demandada por    meio de edital e apoiada com recursos do Projeto Vigisus, Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>      ]]></body><back>
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