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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A escolaridade afeta, igualmente, comportamentos prejudiciais à saúde de idosos e adultos mais jovens?: Inquérito de Saúde da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Are health lifestyles of older and younger adults in Brazil similarly affected by education?: Health survey in the Metropolitan area of Belo Horizonte, Minas Gerais State, Brazil]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Minas Gerais e Fundação Oswaldo Cruz Núcleo de Estudos em Saúde Pública e Envelhecimento ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this study was to determine the prevalence of health lifestyles among older adults, in comparison with younger ones, as well as examining the influence of educational level such lifestyles. The work was carried out in a representative sample of residents in the Metropolitan Area of Belo Horizonte, Minas Gerais State, aged 60 years or more (n=1,786) and those aged 20-59 years (n=12,065). The prevalence of risk factors (current tobacco smoking, binge drinking, no physical activity during leisure time, and inadequate consumption of fresh fruits and/or vegetables) was high in both age groups. As a rule, the older adults were less exposed than younger adults to risk factors, probably due to survival bias, health problems and/or health concerns. Education was independently associated with several lifestyles, reinforcing the hypothesis that these behaviors are socially determined in younger as well as in older adults.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><a name="topo"></a><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGO    ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>A escolaridade afeta,    igualmente, comportamentos prejudiciais &agrave; sa&uacute;de de idosos e adultos    mais jovens? &#8211; Inqu&eacute;rito de Sa&uacute;de da Regi&atilde;o Metropolitana    de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil<a href="#endereco"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Are health lifestyles of older and younger    adults in Brazil similarly affected by education? &#8211; Health survey in the    Metropolitan area of Belo Horizonte, Minas Gerais State, Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Maria Fernanda Lima-Costa</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">N&uacute;cleo de Estudos em Sa&uacute;de P&uacute;blica    e Envelhecimento da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz e da Universidade Federal    de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente trabalho teve por objetivo determinar    a preval&ecirc;ncia de h&aacute;bitos de vida prejudiciais &agrave; sa&uacute;de    entre idosos, compar&aacute;-la ao observado entre os mais jovens, e examinar    a influ&ecirc;ncia da escolaridade nesses h&aacute;bitos. Para tanto, foi analisada    uma amostra representativa de residentes da Regi&atilde;o Metropolitana de Belo    Horizonte, Estado de Minas Gerais, com 60 ou mais anos de idade (n=1.786) e    20-59 anos de idade (n=12.065). A preval&ecirc;ncia de exposi&ccedil;&otilde;es    de risco (consumo de cigarros e de &aacute;lcool, aus&ecirc;ncia de atividades    f&iacute;sicas nos momentos de lazer e consumo inadequado de frutas, verduras    e/ou legumes frescos) foi alta nos dois grupos et&aacute;rios. Via de regra,    os idosos apresentaram menores exposi&ccedil;&otilde;es de risco, em compara&ccedil;&atilde;o    aos mais jovens, provavelmente devido a vi&eacute;s de sobreviv&ecirc;ncia,    problemas e/ou preocupa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de. A escolaridade    mostrou associa&ccedil;&atilde;o independente com v&aacute;rios dos comportamentos    investigados, refor&ccedil;ando a hip&oacute;tese da determina&ccedil;&atilde;o    social desses comportamentos, tanto em jovens quanto em idosos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> sa&uacute;de    do idoso; estilos de vida; epidemiologia do envelhecimento.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">The objective of this study was to determine    the prevalence of health lifestyles among older adults, in comparison with younger    ones, as well as examining the influence of educational level such lifestyles.    The work was carried out in a representative sample of residents in the Metropolitan    Area of Belo Horizonte, Minas Gerais State, aged 60 years or more (n=1,786)    and those aged 20-59 years (n=12,065). The prevalence of risk factors (current    tobacco smoking, binge drinking, no physical activity during leisure time, and    inadequate consumption of fresh fruits and/or vegetables) was high in both age    groups. As a rule, the older adults were less exposed than younger adults to    risk factors, probably due to survival bias, health problems and/or health concerns.    Education was independently associated with several lifestyles, reinforcing    the hypothesis that these behaviors are socially determined in younger as well    as in older adults.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words:</b> health of the elderly;    health lifestyles; epidemiology of aging.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As prioridades da Sa&uacute;de P&uacute;blica    brasileira, at&eacute; muito recentemente, seguiam as determina&ccedil;&otilde;es    da Confer&ecirc;ncia de Alma-Ata, realizada 25 anos atr&aacute;s: sa&uacute;de    materno-infantil; imuniza&ccedil;&atilde;o contra as principais doen&ccedil;as    infecciosas; nutri&ccedil;&atilde;o; e preven&ccedil;&atilde;o e controle das    doen&ccedil;as end&ecirc;micas. As doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o    transmiss&iacute;veis n&atilde;o eram mencionadas entre as prioridades determinadas    pelos delegados daquela confer&ecirc;ncia; eram consideradas doen&ccedil;as    de pa&iacute;ses desenvolvidos e, portanto, conseq&uuml;entes a h&aacute;bitos    de vida diferentes daqueles observados na maioria dos pa&iacute;ses em desenvolvimento.<sup>1</sup>    Entretanto, a realidade &eacute; bem diferente. No Brasil, as principais causas    de mortalidade s&atilde;o as doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio    (31% do total de &oacute;bitos em adultos), seguidas pelas neoplasias (14% do    mesmo total) e pelas doen&ccedil;as do aparelho respirat&oacute;rio (10% do    mesmo total).<sup>2</sup> Como j&aacute; foi mencionado em outra ocasi&atilde;o, parcela    substantiva dessas doen&ccedil;as (ou da letalidade a elas associada) tem causas    e formas de preven&ccedil;&atilde;o conhecidas, relacionadas ao comportamento    e/ou diagn&oacute;stico precoce.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Do ponto de vista da Sa&uacute;de P&uacute;blica,    os cinco mais importantes fatores de risco para doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas    n&atilde;o transmiss&iacute;veis s&atilde;o o tabagismo, o consumo de &aacute;lcool,    a obesidade ou sobrepeso, a hipertens&atilde;o e a dislipidemia.<sup>1</sup>    O tabaco &eacute; um dos mais potentes agentes carcinog&ecirc;nicos para o ser    humano e o seu consumo, assim como a exposi&ccedil;&atilde;o &agrave; fuma&ccedil;a    produzida pelo fumante, &eacute; identificado como a maior causa pass&iacute;vel    de preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as. Estima-se que os danos causados    pelo tabagismo dobrar&atilde;o em 20 anos, a menos que interven&ccedil;&otilde;es    efetivas sejam adotadas urgentemente.<sup>1</sup> O consumo aumentado de &aacute;lcool    est&aacute; associado &agrave; hipertens&atilde;o arterial, &agrave; cirrose,    ao acidente vascular hemorr&aacute;gico e aos c&acirc;nceres da orofaringe,    laringe, es&ocirc;fago e f&iacute;gado.<sup>4</sup> Para efeito de estudos populacionais,    pode-se definir o bebedor excessivo como aquele que consumiu cinco ou mais doses    de bebidas alco&oacute;licas em uma &uacute;nica ocasi&atilde;o, no &uacute;ltimo    m&ecirc;s.<sup>5</sup> H&aacute; evid&ecirc;ncias de que as atividades f&iacute;sicas    e exerc&iacute;cios, em qualquer idade, reduzem a morbidade e a mortalidade    para doen&ccedil;a isqu&ecirc;mica do cora&ccedil;&atilde;o, hipertens&atilde;o,    obesidade, diabetes, osteoporose e transtornos mentais.<sup>4</sup> Recomenda-se    que todos os adultos realizem, minimamente, 30 minutos de atividade f&iacute;sica    moderada &#8211; que pode ser confortavelmente mantida por pelo menos 60 minutos    &#8211; a vigorosa &#8211; de intensidade suficiente para levar &agrave; fadiga    em 20 minutos &#8211; na maioria dos dias da semana, de prefer&ecirc;ncia todos    os dias.<sup>4</sup> O risco de morrer apresenta uma rela&ccedil;&atilde;o linear    com o &iacute;ndice de massa corporal. Pessoas com sobrepeso t&ecirc;m uma probabilidade    mais alta de desenvolver hipertens&atilde;o, diabetes do tipo II e fatores de    risco para outras doen&ccedil;as, tais como hipercolesterolemia. A obesidade    est&aacute; associada a diversos tipos de c&acirc;nceres.<sup>4</sup> Para adultos    que n&atilde;o fumam e n&atilde;o bebem excessivamente, a alimenta&ccedil;&atilde;o    &eacute; o mais importante determinante modific&aacute;vel da sua condi&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de. Dietas ricas em legumes, verduras e frutas t&ecirc;m sido associadas    &agrave; redu&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as cardiovasculares e alguns tipos    de c&acirc;nceres. Como medida de Sa&uacute;de P&uacute;blica, recomenda-se    a ingest&atilde;o di&aacute;ria de pelo menos cinco por&ccedil;&otilde;es de    frutas, verduras e legumes frescos<sup>6</sup> ou a ingest&atilde;o di&aacute;ria    de 400-500 gramas desses alimentos.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Estudo recente, conduzido em uma amostra representativa    de residentes na Regi&atilde;o Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), mostrou    que, de uma maneira geral, as preval&ecirc;ncias de alguns dos fatores de risco    acima mencionados eram altas. Um quinto dos adultos era constitu&iacute;do de    fumantes atuais. A preval&ecirc;ncia dos que bebiam excessivamente era duas    vezes maior que a observada na popula&ccedil;&atilde;o americana, e o consumo    di&aacute;rio de cinco ou mais por&ccedil;&otilde;es de frutas, verduras ou    legumes frescos era sete vezes menor. Al&eacute;m disso, a popula&ccedil;&atilde;o    adulta da RMBH era predominantemente sedent&aacute;ria, no que se refere a atividades    f&iacute;sicas durante os per&iacute;odos de lazer.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente trabalho &eacute; parte do inqu&eacute;rito    de sa&uacute;de da RMBH, acima mencionado, e tem por objetivo principal determinar,    entre idosos, a preval&ecirc;ncia do h&aacute;bito de fumar, da tentativa de    parar de fumar, da ingest&atilde;o excessiva de bebidas alco&oacute;licas, das    atividades f&iacute;sicas durante os per&iacute;odos de lazer, da auto-avalia&ccedil;&atilde;o    do peso e do consumo di&aacute;rio de frutas ou legumes frescos. Dois objetivos    complementares do trabalho s&atilde;o:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">a) comparar essas preval&ecirc;ncias com as observadas    entre adultos mais jovens; e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">b) examinar a influ&ecirc;ncia da escolaridade    sobre a distribui&ccedil;&atilde;o desses comportamentos nas duas faixas et&aacute;rias.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>&Aacute;rea e popula&ccedil;&atilde;o estudadas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A RMBH &eacute; constitu&iacute;da por 24 munic&iacute;pios,    sendo a terceira maior do pa&iacute;s em tamanho da popula&ccedil;&atilde;o    (4,4 milh&otilde;es de habitantes) e produ&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica.<sup>9</sup>    O presente inqu&eacute;rito de sa&uacute;de foi conduzido em uma amostra representativa    de adultos residentes na RMBH.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A coleta de dados para este trabalho foi realizada    por meio de um question&aacute;rio suplementar &agrave; Pesquisa de Emprego    e Desemprego da Regi&atilde;o Metropolitana de Belo Horizonte (PED/RMBH), periodicamente    conduzida pela Funda&ccedil;&atilde;o Jo&atilde;o Pinheiro, &oacute;rg&atilde;o    do Governo do Estado de Minas Gerais. Os dados para o inqu&eacute;rito de sa&uacute;de    foram coletados entre 1&ordm; de maio e 31 de julho de 2003.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A PED/RMBH &eacute; realizada desde 1995, com    o objetivo de investigar a estrutura e a din&acirc;mica do mercado de trabalho    regional, a partir de um levantamento mensal e sistem&aacute;tico sobre emprego,    desemprego e rendimentos do trabalho. A PED/RMBH &eacute; realizada em uma grande    amostra, baseada em 7.500 domic&iacute;lios com cerca de 24.000 moradores. A    amostra foi delineada para produzir estimativas da popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    institucionalizada, com 10 ou mais anos de idade, residente nos 24 munic&iacute;pios    mencionados. Trata-se de uma amostra probabil&iacute;stica de conglomerados,    estratificada em dois est&aacute;gios. Os setores censit&aacute;rios da Funda&ccedil;&atilde;o    Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE) foram usados como    unidade prim&aacute;ria de sele&ccedil;&atilde;o; e a unidade amostral foi o    domic&iacute;lio. As perdas estimadas no c&aacute;lculo amostral s&atilde;o    de 20%. Para o Inqu&eacute;rito de Sa&uacute;de da RMBH, foram selecionados    todos os participantes da PED/RMBH com idade igual ou superior a 20 anos. Maiores    detalhes podem ser vistos em outras publica&ccedil;&otilde;es.<sup>8,10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dos 7.500 domic&iacute;lios selecionados para    o Inqu&eacute;rito de Sa&uacute;de da Regi&atilde;o Metropolitana de Belo Horizonte,    participaram 5.922 (79,0%). A distribui&ccedil;&atilde;o por sexo e idade dos    participantes deste trabalho e as caracter&iacute;sticas correspondentes para    a popula&ccedil;&atilde;o adulta da RMBH, segundo o Censo Demogr&aacute;fico    Brasileiro de 2000, foram muito semelhantes.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A op&ccedil;&atilde;o por uma amostra t&atilde;o    grande como a da PED/RMBH deve-se ao fato de os idosos (60 ou mais anos) serem    a popula&ccedil;&atilde;o de interesse no inqu&eacute;rito. Os idosos correspondem    a 8% da popula&ccedil;&atilde;o total da RMBH, e a estrat&eacute;gia adotada    foi necess&aacute;ria para permitir estudos mais profundos dessa popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Vari&aacute;veis do estudo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sexo, idade e escolaridade foram as caracter&iacute;sticas    sociodemogr&aacute;ficas consideradas neste trabalho. A idade foi dividida em    dois subgrupos: 60 ou mais anos; e 20-59 anos. A op&ccedil;&atilde;o pela faixa    et&aacute;ria de 60 ou mais anos, em detrimento de 65 ou mais anos, foi feita    para atender &agrave;s diretrizes da Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de    do Idoso.<sup>11</sup> Neste trabalho, a escolaridade foi utilizada como indicador da situa&ccedil;&atilde;o    socioecon&ocirc;mica, em substitui&ccedil;&atilde;o &agrave; renda pessoal ou    familiar. A op&ccedil;&atilde;o por essa vari&aacute;vel deve-se ao fato de    a escolaridade ser uma caracter&iacute;stica que tende a n&atilde;o mudar ap&oacute;s    certa fase da vida, ao passo que a renda pode apresentar modifica&ccedil;&otilde;es    importantes. No caso da popula&ccedil;&atilde;o idosa, as diferen&ccedil;as    de renda tendem a diminuir ap&oacute;s a aposentadoria.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As demais vari&aacute;veis consideradas foram:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">a) Consumo atual de cigarros (Qual das seguintes    frases define melhor seu h&aacute;bito em rela&ccedil;&atilde;o ao cigarro?    J&aacute; fumou 100 cigarros durante toda a vida, mas parou de fumar; fuma alguns    dias, mas n&atilde;o todos; fuma todos os dias &#8211; n&uacute;mero de cigarros)</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">b) Tentativa de parar de fumar (Durante os &uacute;ltimos    12 meses, voc&ecirc; parou de fumar durante um ou mais dias porque voc&ecirc;    estava tentando parar de fumar?)</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">c) Consumo excessivo de &aacute;lcool (Quantas    vezes, nos &uacute;ltimos 30 dias, voc&ecirc; bebeu cinco ou mais drinques em    um &uacute;nico dia?)</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">d) Atividades f&iacute;sicas ou exerc&iacute;cios    (Durante seus per&iacute;odos de lazer, nos &uacute;ltimos 30 dias, com que    freq&uuml;&ecirc;ncia voc&ecirc; caminhou para fazer exerc&iacute;cios ou fez    gin&aacute;stica ou praticou algum esporte por pelo menos 20-30 minutos?)</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">e) Auto-avalia&ccedil;&atilde;o do peso (Qual    das seguintes frases define seu peso atual? Satisfeito com o pr&oacute;prio    peso; peso abaixo do que desejaria; peso acima do que desejaria)</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> f) Consumo de frutas, verduras e/ou legumes    frescos (Quantas por&ccedil;&otilde;es de frutas, verduras ou legumes frescos    voc&ecirc; consumiu por dia, nos &uacute;ltimos 30 dias?)<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O question&aacute;rio para fatores de risco utilizado    neste trabalho foi o da pesquisa americana sobre fatores de risco comportamentais    &#91;&quot;Behavioral Risk Factor Surveillance System (BRFSS)&quot;&#93;, com    algumas modifica&ccedil;&otilde;es.<sup>5,8</sup> Como havia restri&ccedil;&atilde;o    de tamanho, quanto ao question&aacute;rio suplementar &agrave; PED/RMBH, procurou-se    limitar cada uma das caracter&iacute;sticas investigadas a uma pergunta e, em    car&aacute;ter excepcional, a mais de uma pergunta. Sempre que poss&iacute;vel,    os resultados foram comparados aos observados para a popula&ccedil;&atilde;o    idosa norte-americana (65 ou mais anos de idade), em inqu&eacute;rito nacional,    utilizando o instrumento mencionado.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>An&aacute;lise dos dados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram comparadas as distribui&ccedil;&otilde;es    dos fatores de risco entre aqueles com 60 ou mais e 20-59 anos de idade, assim    como entre aqueles que possu&iacute;am ou n&atilde;o segundo grau completo.    A an&aacute;lise dos dados foi realizada, utilizando-se os procedimentos do    programa Stata para inqu&eacute;ritos populacionais. A an&aacute;lise multivariada    foi baseada em raz&otilde;es de preval&ecirc;ncia e intervalos de confian&ccedil;a    robustos, utilizando-se a regress&atilde;o de Poisson.<sup>12-14</sup> O sexo    foi considerado, <i>a priori</i>, vari&aacute;vel de confus&atilde;o na an&aacute;lise    das associa&ccedil;&otilde;es entre fatores de risco e faixa et&aacute;ria.    Sexo e idade (vari&aacute;vel cont&iacute;nua) foram considerados, <i>a priori</i>,    vari&aacute;veis de confus&atilde;o na an&aacute;lise das associa&ccedil;&otilde;es    entre fatores de risco e n&iacute;vel de escolaridade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Inqu&eacute;rito de Sa&uacute;de da Regi&atilde;o    Metropolitana de Belo Horizonte foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica    do Centro de Pesquisas Ren&eacute; Rachou/Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz,    Belo Horizonte-MG.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dos 13.851 adultos participantes do Inqu&eacute;rito    de Sa&uacute;de da Regi&atilde;o Metropolitana de Belo Horizonte, 12,5% eram    idosos, 46,2% eram homens e 52,8% eram mulheres. A distribui&ccedil;&atilde;o    da escolaridade foi a seguinte: 56,8% possu&iacute;am at&eacute; primeiro grau;    30,8% contavam com o segundo grau completo; e 12,4% referiam terceiro grau (<a href="#tab1">Tabela    1</a>). A maioria das entrevistas (72%) foi respondida pelo pr&oacute;prio participante;    as demais foram respondidas por outro morador do domic&iacute;lio (28,5%) ou    por outro informante (0,5%).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n4/4a02t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Na <a href="#tab2">Tabela 2</a>, s&atilde;o apresentadas    as preval&ecirc;ncias de estilos de vida relacionados &agrave; sa&uacute;de,    segundo a faixa et&aacute;ria. As preval&ecirc;ncias de fumantes atuais, da    tentativa de parar de fumar, da ingest&atilde;o excessiva de &aacute;lcool e    da avalia&ccedil;&atilde;o do peso como acima do desejado foram significativamente    menores entre idosos, em compara&ccedil;&atilde;o com os mais jovens. Por outro    lado, a preval&ecirc;ncia da realiza&ccedil;&atilde;o de exerc&iacute;cios durante    os momentos de lazer, na freq&uuml;&ecirc;ncia e dura&ccedil;&atilde;o recomendadas,    e a preval&ecirc;ncia do consumo di&aacute;rio de cinco ou mais por&ccedil;&otilde;es    de frutas, verduras e/ou legumes frescos foi maior entre idosos.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v13n4/4a02t2.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Na faixa et&aacute;ria de 20-59 anos, o tabagismo    atual foi menos freq&uuml;ente entre aqueles com segundo grau completo, ao passo    que, na faixa et&aacute;ria de 60 anos ou mais, esse h&aacute;bito n&atilde;o    esteve associado ao n&iacute;vel de escolaridade (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).    Em ambos os grupos et&aacute;rios, associa&ccedil;&otilde;es positivas e independentes    com melhor escolaridade foram observadas para ingest&atilde;o excessiva de bebidas    alco&oacute;licas, realiza&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria ou quase di&aacute;ria    de exerc&iacute;cios f&iacute;sicos durantes os per&iacute;odos de lazer e consumo    di&aacute;rio de cinco ou mais por&ccedil;&otilde;es de frutas, verduras e/    ou legumes frescos. A tentativa de parar de fumar no &uacute;ltimo ano foi igualmente    freq&uuml;ente entre aqueles com melhor ou pior escolaridade, em ambos os grupos    et&aacute;rios. A avalia&ccedil;&atilde;o do peso como acima do desejado foi    mais freq&uuml;ente entre adultos mais jovens com melhor escolaridade, mas n&atilde;o    entre idosos.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v13n4/4a02t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A preval&ecirc;ncia de idosos que eram fumantes    atuais no presente trabalho foi um pouco maior que a observada entre americanos    com 65 ou mais anos de idade (13% <i>versus</i> 10%, respectivamente).<sup>5</sup>    Por outro lado, o consumo excessivo de &aacute;lcool no &uacute;ltimo m&ecirc;s    foi 1,9 vezes maior (15% <i>vs</i>. 8%) e o consumo di&aacute;rio de frutas,    verduras e/ou legumes frescos foi 7,4 vezes menor (4,3% <i>vs</i>. 32%).<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados do presente trabalho s&atilde;o    sugestivos de maior sedentarismo entre idosos residentes na RMBH, uma vez que    apenas 15% relatavam ter realizado exerc&iacute;cios di&aacute;rios ou quase    di&aacute;rios e 71% (dados n&atilde;o apresentados) n&atilde;o haviam realizado    qualquer atividade f&iacute;sica por 20-30 minutos nos momentos de lazer no    &uacute;ltimo m&ecirc;s. Entre idosos americanos, a propor&ccedil;&atilde;o    daqueles que n&atilde;o referiram realiza&ccedil;&atilde;o de atividades f&iacute;sicas    nos momentos de lazer (independentemente da dura&ccedil;&atilde;o do exerc&iacute;cio)    &eacute; muito inferior (33%).<sup>5 </sup> Parte dessa diferen&ccedil;a explica-se    pela pergunta mais restritiva utilizada no presente trabalho (exerc&iacute;cios    com dura&ccedil;&atilde;o de pelo menos 20-30 minutos); por&eacute;m, dificilmente    essa ser&aacute; a explica&ccedil;&atilde;o para a totalidade da diferen&ccedil;a    observada. Por outro lado, nossos dados sugerem menor ocorr&ecirc;ncia de sobrepeso    entre idosos residentes na RMBH (21% consideravam-se acima do peso), em compara&ccedil;&atilde;o    com os idosos norte-americanos, cuja propor&ccedil;&atilde;o de sobrepeso (&Iacute;ndice    de Massa Corporal <u>&gt;</u>25kg/m<sup>2</sup>)varia entre 46 e 71%, dependendo    da faixa et&aacute;ria considerada.<sup>5</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Quando comparados aos mais jovens, os idosos    apresentavam menos exposi&ccedil;&otilde;es de risco. Eles fumavam e bebiam    menos, praticavam mais exerc&iacute;cios nos momentos de lazer, consumiam com    mais freq&uuml;&ecirc;ncia cinco ou mais por&ccedil;&otilde;es de frutas, verduras    e/ou legumes frescos em bases di&aacute;rias e percebiam-se com o peso normal.    Esse comportamento, igualmente observado em outras popula&ccedil;&otilde;es    idosas,<sup>5</sup> deve-se a diversos fatores: maior preocupa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de    e/ou conseq&uuml;&ecirc;ncia do surgimento de doen&ccedil;as ou agravos (levando    &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos mais saud&aacute;veis); vi&eacute;s    de sobreviv&ecirc;ncia (mortalidade precoce entre pessoas com maiores exposi&ccedil;&otilde;es    de risco ao longo da vida); e/ou efeito de coorte (coortes diferentes podem    ter h&aacute;bitos diferentes). Cabe salientar, entretanto, que as menores exposi&ccedil;&otilde;es    aqui mencionadas n&atilde;o significam necessidade menor de investimento em    mudan&ccedil;as de h&aacute;bitos entre idosos. Pelo contr&aacute;rio, os riscos    atribu&iacute;veis nessa faixa et&aacute;ria s&atilde;o mais altos devido &agrave;    maior incid&ecirc;ncia de doen&ccedil;as ou agravos, assim como a maiores riscos    devido &agrave; perdura&ccedil;&atilde;o dos h&aacute;bitos. As atividades f&iacute;sicas    constituem um bom exemplo dessa situa&ccedil;&atilde;o. Os benef&iacute;cios    por se tornarem ativos fisicamente s&atilde;o maiores entre os indiv&iacute;duos    mais velhos, comparativamente aos mais jovens. Isso acontece porque os idosos    est&atilde;o sob maior risco de desenvolver problemas de sa&uacute;de que a    atividade f&iacute;sica &eacute; capaz de prevenir, tais como obesidade, hipertens&atilde;o,    diabetes, osteoporose, acidente vascular cerebral, depress&atilde;o, c&acirc;ncer    de c&oacute;lon e morte prematura.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A pobreza est&aacute; intimamente relacionada    a v&aacute;rios comportamentos que afetam a sa&uacute;de. No Reino Unido, por    exemplo, os mais pobres fumam e bebem mais, t&ecirc;m uma dieta menos adequada,    s&atilde;o mais sedent&aacute;rios e mais obesos.<sup>15</sup> A pobreza tamb&eacute;m    est&aacute; claramente relacionada &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de    de indiv&iacute;duos e/ou de popula&ccedil;&otilde;es,<sup>15,16,17</sup> mas    existe alguma controv&eacute;rsia se essa influ&ecirc;ncia ocorre, igualmente,    nas faixas et&aacute;rias mais velhas e nas mais novas, uma vez que alguns estudos    (n&atilde;o todos) demonstraram que a associa&ccedil;&atilde;o entre situa&ccedil;&atilde;o    socioecon&ocirc;mica e sa&uacute;de diminuiu ou desaparece nas faixas et&aacute;rias    superiores.<sup>18</sup> Contudo, um estudo realizado no Brasil, utilizando    dados da Pesquisa Nacional por Amostras de Domicilio (PNAD)/1998, verificou    que as desigualdades sociais afetavam as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de    e o uso de servi&ccedil;os de sa&uacute;de, tanto entre idosos quanto entre    os mais jovens.<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados do presente estudo, utilizando    a escolaridade como indicador da situa&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica,    s&atilde;o coerentes com essas observa&ccedil;&otilde;es. Eles nos revelaram    que os idosos com pior escolaridade, bem como os mais jovens, eram mais sedent&aacute;rios    e ingeriam menos frutas, verduras ou legumes frescos. Entretanto, o tabagismo    esteve associado, de maneira significativa, &agrave; pior escolaridade entre    os mais jovens, mas n&atilde;o entre os idosos. A aus&ecirc;ncia de associa&ccedil;&atilde;o    entre escolaridade e tabagismo nos idosos residentes na RMBH pode-se dever a    vi&eacute;s de sobreviv&ecirc;ncia, uma vez que se espera um aumento da mortalidade    precoce entre indiv&iacute;duos fumantes com pior n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico.    Um resultado surpreendente foi a maior freq&uuml;&ecirc;ncia de bebedores excessivos    entre aqueles que possu&iacute;am segundo grau completo de escolaridade, em    ambos os grupos et&aacute;rios, tendo sido essa associa&ccedil;&atilde;o mais    forte entre os idosos do que entre os mais jovens.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O consumo de cigarros, &aacute;lcool e outros    estilos de vida s&atilde;o comportamentos individuais, envolvendo escolhas pessoais.    Por essa raz&atilde;o, esses e outros estilos de vida relacionados &agrave;    sa&uacute;de s&atilde;o, muitas vezes, vistos como conseq&uuml;&ecirc;ncias    de uma escolha ou responsabilidade individual, e n&atilde;o como reflexos de    uma contextualiza&ccedil;&atilde;o social.<sup>15</sup> A influ&ecirc;ncia da escolaridade    sobre v&aacute;rios dos estilos de vida, considerados no presente trabalho,    refor&ccedil;a a hip&oacute;tese da determina&ccedil;&atilde;o social desses    comportamentos, tanto em jovens quanto em idosos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de    salienta que a efetividade de pol&iacute;ticas voltadas para a preven&ccedil;&atilde;o    de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis envolve quest&otilde;es    de legisla&ccedil;&atilde;o, regulamenta&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o    em massa, uma vez que mudan&ccedil;as individuais de comportamentos s&atilde;o    dif&iacute;ceis de acontecer na aus&ecirc;ncia de mudan&ccedil;as ambientais.    O pequeno consumo de frutas, verduras e/ou legumes frescos, observado no presente    trabalho, certamente deve-se a um componente cultural, mas n&atilde;o se pode    subestimar a import&acirc;ncia do acesso a esses alimentos, determinado, sobretudo,    pelo poder aquisitivo da popula&ccedil;&atilde;o e/ou pela falta de pol&iacute;ticas    p&uacute;blicas que os tornem mais acess&iacute;veis. Da mesma forma, sabe-se    que as mais importantes barreiras para o indiv&iacute;duo exercer atividades    f&iacute;sicas s&atilde;o a falta de tempo, a falta de acesso a locais adequados    para a realiza&ccedil;&atilde;o dos exerc&iacute;cios; e de um ambiente seguro,    que permita essas atividades.<sup>6</sup> A baixa freq&uuml;&ecirc;ncia de atividades f&iacute;sicas    nos momentos de lazer, relatada pelos participantes jovens e idosos do presente    trabalho, &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia, entre outros fatores, da baixa qualidade    do ambiente para essas atividades na RMBH. Os resultados aqui apresentados mostraram    altas preval&ecirc;ncias de exposi&ccedil;&otilde;es de risco, indicando a necessidade    premente de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas para a redu&ccedil;&atilde;o dessas    exposi&ccedil;&otilde;es, tanto entre idosos quando entre adultos mais jovens.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. World Health Organization. The World Report    2003 &#8211; Neglected Global Epidemics: three growing threats. Geneva: WHO; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Inform&aacute;tica. Departamento de Inform&aacute;tica do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de. Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM)    &#91;CD-ROM&#93;. Bras&iacute;lia: MS; 1996-2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Lima-Costa MF, Guerra HL, Barreto SM, Guimar&atilde;es    RM. Diagn&oacute;stico de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o idosa brasileira:    um estudo da mortalidade e das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares p&uacute;blicas.    Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 2000;9:23-41.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. U.S. Preventive Services Task Force &#91;homepage    on the Internet&#93; &#91;acessado no ano de 2003 para informa&ccedil;&otilde;es    relativas a 2003&#93;. Available from: <a href="http://www.ahcpr.org">http://www.ahcpr.org/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Centers for Disease Control and Prevention.    Behavioral Risk Factor Surveillance System: BRFSS &#91;homepage on the Internet&#93;    &#91;acessado durante os anos de 2001 e 2002 para informa&ccedil;&otilde;es    relativas a 2001 e 2002&#93;. Available from: <a href="http://www.cdc.gov/bbrfss">http://www.cdc.gov/bbrfss</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Centers for Disease Control and Prevention.    Department of Health and Human Services. Healthy People 2010. Objectives for    improving health &#8211; Vol II &#91;monograph on the Internet&#93; Atlanta:    CDC &#91;acessado no ano de 2003 para informa&ccedil;&otilde;es relativas a    2003&#93;. Available from: <a href="http://www.healthypeople.gov/">http://www.healthypeople.gov/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. World Health Organization. Diet, nutrition    and the prevention of chronic diseases. Report of a Joint WHO/FAO Expert Consultation.    Geneva: WHO; 2003. WHO Technical Report Series n. 916.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Lima-Costa MF. A Sa&uacute;de dos adultos    na Regi&atilde;o Metropolitana de Belo Horizonte: um estudo epidemiol&oacute;gico    de base populacional &#91;monografia na Internet&#93;. Belo Horizonte: N&uacute;cleo    de Estudos em Sa&uacute;de P&uacute;blica e Envelhecimento (Nespe/Fiocruz-UFMG)    &#91;acessado em 2004 para informa&ccedil;&otilde;es relativas a 2004&#93; Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.cpqrr.fiocruz.br/NESPE">http://www.cpqrr.fiocruz.br/NESPE</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro    de Geografia e Estat&iacute;stica. Censo Demogr&aacute;fico. Rio de Janeiro:    Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Funda&ccedil;&atilde;o Jo&atilde;o Pinheiro.    Pesquisa de Emprego e Desemprego na Regi&atilde;o Metropolitana de Belo Horizonte    (PED/RMBH): Plano de Trabalho &#8211; Sine/MG. Belo Horizonte: Secretaria do    Planejamento do Estado de Minas Gerais; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Portaria n. 1395, de 9 de dezembro de 1999. Aprova a Pol&iacute;tica Nacional    de Sa&uacute;de do Idoso e d&aacute; outras provid&ecirc;ncias. Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, n.237-E, p.20-24, 13 dez.1999. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Merck Institute of Aging &amp; Health. The    State of Aging and Health in America &#91;homepage on the Internet&#93; &#91;acessado    em 2004 para informa&ccedil;&otilde;es relativas a 2004&#93;. Available from: <a href="http://www.miahonline.org/">http://www.miahonline.org/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Barros AJD, Hirakata VN. Alternatives for    logistic regression in cross-sectional studies: an empirical comparison of models    that directly estimate the prevalence ratio. BMC Medical Research Methodology    &#91;serial on the Internet&#93; 3: 21 &#91;acessado 10 jan. 2004 para informa&ccedil;&otilde;es    de 2003&#93;. Available from: <a href="http://www.biomedcentral.com/infor/authors/">http://www.biomedcentral.com/infor/authors/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Stata Statistical Software &#91;computer    program&#93; Release 7.0. Texas: College Stations, Stata Corporation; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15. Marmot M, Wilkinson RG. Social determinants    of health. Oxford: Oxford University Press; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16. Berkman LF, Kawachi. Social epidemiology.    Oxford: Oxford University Press; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">17. Duarte EC, Schneider MC, Paes-Sousa R, Ramalho    WM, Sardinha LMV, Silva J&uacute;nior JB, Castillo-Salgado C. Epidemiologia    das desigualdades em sa&uacute;de no Brasil: um estudo explorat&oacute;rio.    Bras&iacute;lia: Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">18. Jeffrey M. Editorial: Social inequalities    in health &#8211; Do they diminish with age? American Journal of Public Health    1996;86:474-475.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">19. Lima-Costa MF, Barreto SM, Giatti L. A Situa&ccedil;&atilde;o    s&oacute;cio econ&ocirc;mica afeta igualmente a sa&uacute;de de idosos e adultos    mais jovens no Brasil? Um estudo utilizando dados da Pesquisa Nacional por Amostras    de Domic&iacute;lio &#8211; PNAD/ 98. Ci&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Coletiva    2002;7:285-295.</font><p>&nbsp;</p>     <p><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v13n4/seta.gif" border="0"></a><font size="2" face="verdana"><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Av. Augusto de Lima, 1715,    <br>   Belo Horizonte-MG.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   CEP: 30190-002    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:lima-costa@cpqrr.fiocruz.br">lima-costa@cpqrr.fiocruz.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#topo"><sup>*</sup></a>Artigo desenvolvido pelo    N&uacute;cleo de Estudos em Sa&uacute;de P&uacute;blica e Envelhecimento (Nespe),    da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz e da Universidade Federal de Minas Gerais,    na qualidade de centro colaborador em sa&uacute;de do idoso junto &agrave; Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. O    estudo contou com o apoio de recursos do Projeto Vigisus.</font></p>      ]]></body><back>
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