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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perfil epidemiológico da tuberculose entre casos notificados no Município de Piripiri, Estado do Piauí, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Although known since ancient times, tuberculosis continues to preoccupy medical authorities nowadays. This work describes the clinical and epidemiological profile of tuberculosis cases notified to the health department in the Municipality of Piripiri, Piauí State, from June 1997 to October 2000. Data from individual Tuberculosis Investigation Files and Tuberculosis Case Registry were compiled. Data were processed using Epi Info 6.04b software. Disease occurred predominantly in males (64.4%), young adults (40.2%), and illiterate persons (68.4%). The incidence was 82.4 and 80.2 per 100,000 inhabitants in 1998 and 1999, respectively. In regard to the clinical presentation, 93.1% of patients had pulmonary tuberculosis. Bacilluscopy was done in 93.1% of the patients, of which 75.5% had a positive result. Chest x-rays were performed in 34.5% of patients. Among cases treated by the Municipal Tuberculosis Control Program (PCT), 91.7% were cured, 6.9% died and 0.7% (1 case) abandoned treatment. This investigation permits an improved understanding of the characteristics of tuberculosis in the study population and enables an indirect evaluation of health service treatment of this disease in Piripiri, Piauí.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO    ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Perfil epidemiol&oacute;gico da tuberculose    entre casos notificados no Munic&iacute;pio de Piripiri, Estado do Piau&iacute;,    Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Epidemiological profile of tuberculosis    among notified cases in the Municipality of Piripiri, Piau&iacute; State, Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>M&aacute;rcio D&ecirc;nis Medeiros Mascarenhas<sup>I</sup>;    Liliam Mendes Ara&uacute;jo<sup>II</sup>; Keila Rejane Oliveira Gomes<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de,    Universidade Federal do Piau&iacute;, Teresina-PI    <br>   </font><font size="2" face="verdana"><sup>II</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o    de Doen&ccedil;as Sexualmente Transmiss&iacute;veis, Secretaria de Estado da    Sa&uacute;de do Piau&iacute;, Teresina-PI</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Embora conhecida desde a Antiguidade, a tuberculose    continua preocupando as autoridades sanit&aacute;rias at&eacute; os dias de    hoje. O presente estudo descreve o perfil cl&iacute;nico e epidemiol&oacute;gico    da doen&ccedil;a entre casos notificados &agrave; Secretaria Municipal de Sa&uacute;de    de Piripiri, Estado do Piau&iacute;, no per&iacute;odo de junho de 1997 a outubro    de 2000. Os dados foram coletados a partir das Fichas de Investiga&ccedil;&atilde;o    Individual da doen&ccedil;a e do Livro de Registro e Controle de Tratamento    dos Casos de Tuberculose e, a seguir, processados pelo <i>software</i> Epi    Info 6.04b. Verificou-se predom&iacute;nio da doen&ccedil;a em pessoas do sexo    masculino (61,4%), adultos jovens (40,2%) e analfabetos (68,4%). A incid&ecirc;ncia    foi de 82,4 e 80,2 casos por 100.000 habitantes, respectivamente, nos anos de    1998 e 1999. Com rela&ccedil;&atilde;o aos aspectos cl&iacute;nicos, 93,1% dos    doentes apresentaram tuberculose pulmonar. De todos os casos, a baciloscopia    foi realizada em 93,1%; destes, 75,5% apresentaram resultado positivo. A radiologia    tor&aacute;cica foi empregada em 34,5% dos enfermos. Quanto &agrave; evolu&ccedil;&atilde;o    dos casos, 91,7% foram curados, ocorreram dez casos de &oacute;bito (6,9%) e    apenas um caso de abandono (0,7%) do Programa de Controle de Tuberculose (PCT)    do Munic&iacute;pio. A investiga&ccedil;&atilde;o possibilitou conhecer caracter&iacute;sticas    da tuberculose na popula&ccedil;&atilde;o estudada, al&eacute;m de avaliar,    indiretamente, o servi&ccedil;o de sa&uacute;de dirigido ao controle da doen&ccedil;a    em Piripiri-PI.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> tuberculose;    epidemiologia; estudos de avalia&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Although known since ancient times, tuberculosis    continues to preoccupy medical authorities nowadays. This work describes the    clinical and epidemiological profile of tuberculosis cases notified to the health    department in the Municipality of Piripiri, Piau&iacute; State, from June 1997    to October 2000. Data from individual Tuberculosis Investigation Files and Tuberculosis    Case Registry were compiled. Data were processed using Epi Info 6.04b software.    Disease occurred predominantly in males (64.4%), young adults (40.2%), and illiterate    persons (68.4%). The incidence was 82.4 and 80.2 per 100,000 inhabitants in    1998 and 1999, respectively. In regard to the clinical presentation, 93.1% of    patients had pulmonary tuberculosis. Bacilluscopy was done in 93.1% of the patients,    of which 75.5% had a positive result. Chest x-rays were performed in 34.5% of    patients. Among cases treated by the Municipal Tuberculosis Control Program    (PCT), 91.7% were cured, 6.9% died and 0.7% (1 case) abandoned treatment. This    investigation permits an improved understanding of the characteristics of tuberculosis    in the study population and enables an indirect evaluation of health service    treatment of this disease in Piripiri, Piau&iacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words:</b> tuberculosis; epidemiology;    evaluation studies.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A tuberculose &eacute; uma doen&ccedil;a infecciosa    cr&ocirc;nica que acompanha a esp&eacute;cie humana desde os prim&oacute;rdios    da Hist&oacute;ria. Hoje, ela se apresenta como um dos problemas que mais t&ecirc;m    preocupado as autoridades sanit&aacute;rias de todo o mundo, devido &agrave;    sua crescente incid&ecirc;ncia em diferentes grupos populacionais.<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Segundo estimativas da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS), um ter&ccedil;o da popula&ccedil;&atilde;o mundial    est&aacute; infectada pelo <i>Mycobacterium tuberculosis</i> que, a cada ano,    faz adoecer 8 milh&otilde;es de pessoas e matar 2,9 milh&otilde;es. Dos 8 milh&otilde;es    de casos anuais, 95% ocorrem em pa&iacute;ses em desenvolvimento. A tuberculose    &eacute; um problema social resultante de v&aacute;rios elementos intervenientes    como renda familiar baixa, educa&ccedil;&atilde;o prec&aacute;ria, habita&ccedil;&atilde;o    ruim/inexistente, fam&iacute;lias numerosas, adensamentos comunit&aacute;rios,    desnutri&ccedil;&atilde;o alimentar, alcoolismo, doen&ccedil;as infecciosas    associadas.<sup>3,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Figuram, ainda, como corol&aacute;rios do aumento    da morbimortalidade da tuberculose, a deteriora&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o    p&uacute;blico de sa&uacute;de, a falha na distribui&ccedil;&atilde;o de drogas    antituberculosas e a falta de pessoal treinado para o diagn&oacute;stico, a    notifica&ccedil;&atilde;o e o acompanhamento do paciente com tuberculose.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Diversos estudos <sup>6-9</sup> comprovam que    as dificuldades para controlar a tuberculose aumentaram com o advento da s&iacute;ndrome    da imunodefici&ecirc;ncia adquirida (aids), por meio da co-infec&ccedil;&atilde;o    <i>M. tuberculosis</i>/HIV, tanto nos pa&iacute;ses desenvolvidos quanto naqueles    em desenvolvimento. A infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV, o v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia    humana, constitui o maior fator de risco para adoecer por tuberculose em indiv&iacute;duos    previamente infectados pelo bacilo. Por outro lado, a tuberculose &eacute; uma    das primeiras complica&ccedil;&otilde;es entre os infectados pelo HIV, surgindo    antes de outras infec&ccedil;&otilde;es freq&uuml;entes, em raz&atilde;o da    maior virul&ecirc;ncia do bacilo.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre os pa&iacute;ses com maior n&uacute;mero    de casos de tuberculose, o Brasil ocupa o 15<sup>o</sup> lugar, apresentando,    a cada ano, cerca de 90.000 novos infectados pelo bacilo de Koch.<sup>10,11</sup>    De acordo com os resultados da &uacute;ltima avalia&ccedil;&atilde;o do Programa    de Controle da Tuberculose, do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, a incid&ecirc;ncia    da doen&ccedil;a vem-se mantendo elevada no pa&iacute;s (48 casos por 100.000    habitantes, em 1999).<sup>12-14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A Regi&atilde;o Nordeste ocupa o segundo lugar    em n&uacute;mero de casos no Brasil, com cerca de 22.244 notifica&ccedil;&otilde;es    para o ano de 2002, perdendo apenas para a Regi&atilde;o Sudeste, que, no mesmo    ano, apresentava 36.227 casos notificados. Entre os Estados nordestinos, o Piau&iacute;    aparece em sexto lugar, com 1.263 casos registrados da doen&ccedil;a.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com a finalidade de corrigir ou, pelo menos,    minorar essa situa&ccedil;&atilde;o, foi lan&ccedil;ado, em 1999, o Plano Nacional    de Controle da Tuberculose (PNCT), definindo a doen&ccedil;a como quest&atilde;o    de prioridade entre as pol&iacute;ticas governamentais de Sa&uacute;de P&uacute;blica.    Um conjunto de a&ccedil;&otilde;es descentralizadas, sob responsabilidade de    diferentes setores do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e das Secretarias de    Estado e Municipais de Sa&uacute;de, estabeleceu diretrizes e fixou metas para    o alcance dos objetivos do Plano:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">a) Implementar a cobertura do PNCT em 100% dos    Munic&iacute;pios.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">b) Diagnosticar pelo menos 92% dos casos esperados    e tratar, com sucesso, ao menos 85% deles.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">c) Reduzir a incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a    em 50% e a sua mortalidade em dois ter&ccedil;os.<sup>15,16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para conhecer melhor a situa&ccedil;&atilde;o    geral da tuberculose no Munic&iacute;pio de Piripiri, Estado do Piau&iacute;,    decidiu-se realizar o presente estudo com o objetivo de caracterizar, cl&iacute;nica    e epidemiologicamente, os casos de tuberculose notificados &agrave; Secretaria    Municipal de Sa&uacute;de (SMS), por meio da sua Divis&atilde;o de Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica, no per&iacute;odo de junho de 1997 a outubro de 2000.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Munic&iacute;pio de Piripiri situa-se ao norte    do Estado do Piau&iacute;, mais precisamente na microrregi&atilde;o do Baixo    Parna&iacute;ba, distante 168 km da capital do Estado. Sua popula&ccedil;&atilde;o    &eacute; estimada em 61.045 habitantes, dos quais 73% s&atilde;o residentes    na zona urbana.<sup>17</sup> Esse contingente populacional disp&otilde;e dos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de oferecidos por um hospital com 90 leitos, um centro de sa&uacute;de    e 13 postos de sa&uacute;de, seis na zona urbana e sete na zona rural. Atualmente,    o Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF), implantado no Munic&iacute;pio,    conta com 14 Equipes de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (ESF), representando    uma cobertura de 74,08% da popula&ccedil;&atilde;o local.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os pacientes com suspeita de tuberculose s&atilde;o    encaminhados ao Centro de Sa&uacute;de Dr. Adauto Coelho de Rezende pelos Agentes    Comunit&aacute;rios de Sa&uacute;de (ACS), demais membros das ESF e outros profissionais    da rede de sa&uacute;de local, para realiza&ccedil;&atilde;o de exame diagn&oacute;stico    (baciloscopia &#8211; pesquisa de BAAR &#8211; e/ou raio X de t&oacute;rax).    Havendo confirma&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica, o paciente &eacute; inscrito    no Programa de Controle da Tuberculose (PCT), sendo o caso devidamente notificado    &agrave; Divis&atilde;o de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica/SMS. Ent&atilde;o,    inicia-se o tratamento padronizado, que, segundo normas do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de,<sup>16</sup> tem dura&ccedil;&atilde;o m&iacute;nima de seis meses, fornecendo-se,    para cada paciente inscrito, medica&ccedil;&atilde;o tuberculost&aacute;tica    suficiente para um m&ecirc;s, a cada consulta realizada mensalmente. Durante    todo o tratamento, a administra&ccedil;&atilde;o de tuberculost&aacute;ticos    &eacute; supervisionada pelos ACS, implementando-se a estrat&eacute;gia DOTS    (Directly Observed Therapy Short Course).<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Comp&otilde;em a popula&ccedil;&atilde;o de estudo    todas as pessoas inscritas no PCT de Piripiri, no per&iacute;odo de junho de    1997 a outubro de 2000. Os casos de tuberculose em acompanhamento v&ecirc;m    sendo relacionados no Livro de Registro e Controle de Tratamento dos Casos de    Tuberculose e, desde junho de 1997, investigados por meio da Ficha Individual    de Investiga&ccedil;&atilde;o (FII) do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (Sinan). Dessa forma, o Livro de Registro    e as FII constitu&iacute;ram-se em fontes dos dados deste estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A sele&ccedil;&atilde;o inicial dos casos foi    feita utilizando-se as FII de pacientes inscritos no PCT a partir de junho de    1997, m&ecirc;s de in&iacute;cio da utiliza&ccedil;&atilde;o das FII pelo centro    de sa&uacute;de do Munic&iacute;pio. Ap&oacute;s o cumprimento dessa etapa,    para cada caso selecionado, o paciente foi identificado no Livro de Registro,    observando-se a data do t&eacute;rmino do tratamento. Como o per&iacute;odo    m&iacute;nimo de tratamento da doen&ccedil;a dura seis meses, as informa&ccedil;&otilde;es    dispon&iacute;veis acerca dos casos conclu&iacute;dos &agrave; &eacute;poca    da coleta dos dados (maio de 2001) correspondiam aos pacientes inscritos at&eacute;    outubro de 2000, justificando-se o per&iacute;odo investigado como aquele compreendido    entre junho de 1997 e outubro de 2000.Logo, foram definidas as seguintes vari&aacute;veis    de inclus&atilde;o na coorte: data de inscri&ccedil;&atilde;o no PCT (a partir    de 1<sup>o</sup> de junho de 1997); e data do t&eacute;rmino do tratamento (at&eacute;    31 de outubro de 2000).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para a coleta de dados, um formul&aacute;rio-padr&atilde;o,    pr&eacute;-codificado e pr&eacute;-testado, levantou informa&ccedil;&otilde;es    cl&iacute;nico-epidemiol&oacute;gicas pertinentes aos casos estudados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Antes de se iniciar a coleta dos dados, foi solicitado    o consentimento esclarecido do gestor do centro de sa&uacute;de, sendo, para    tanto, garantido o anonimato dos pacientes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados foram processados no <i>software</i>    Epi Info, vers&atilde;o 6.04b <sup>20</sup> e analisados, posteriormente, mediante distribui&ccedil;&atilde;o    das freq&uuml;&ecirc;ncias, m&eacute;dia e compara&ccedil;&atilde;o dos resultados    com a literatura espec&iacute;fica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Durante o per&iacute;odo de junho de 1997 a outubro    de 2000, foram notificados 145 casos de tuberculose &agrave; Secretaria Municipal    de Sa&uacute;de de Piripiri . Pela an&aacute;lise da <a href="#tab1">Tabela    1</a>, constata-se que, dos casos estudados, 89 (61,4%) eram do sexo masculino.    A idade m&eacute;dia da popula&ccedil;&atilde;o foi de 42,6 anos (exclu&iacute;dos    7 casos &#8211; 4,8% &#8211;, com idade inferior a 15 anos). Para os homens,    a m&eacute;dia de idade foi de 42,3 anos; e para as mulheres, 43,0 anos. Observou-se    que o adulto jovem, na idade produtiva de 21 e 40 anos (40,2%), foi o mais atingido    pela tuberculose. Observe-se, tamb&eacute;m, que predominaram indiv&iacute;duos    analfabetos (68,4%) e residentes em Piripiri (84,8%), principalmente da zona    urbana (79,3%).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/1a02t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Em 1998, o Centro de Sa&uacute;de Dr. Adauto    Coelho de Rezende notificou 49 casos de tuberculose, obtendo-se, para aquele    ano, coeficiente de incid&ecirc;ncia de 82,4 por 100.000 habitantes. O coeficiente    de incid&ecirc;ncia para o ano de 1999 foi de 80,2 casos de tuberculose por    100.000 habitantes de Piripiri. Observe-se, ainda, que o n&uacute;mero de casos    notificados em Piripiri correspondeu a menos de 4% dos casos de tuberculose    notificados no Estado do Piau&iacute; (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/1a02t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#tab3">Tabela 3</a> apresenta a distribui&ccedil;&atilde;o    dos casos notificados segundo a forma cl&iacute;nica da tuberculose. Independentemente    da faixa et&aacute;ria analisada, a forma pulmonar esteve presente na quase    totalidade dos casos (93,1%), enquanto os restantes (6,9%) apresentaram as formas    extrapulmonares da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/1a02t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A baciloscopia, importante instrumento diagn&oacute;stico    para a tuberculose, foi realizada em 93,1% dos 145 casos notificados da doen&ccedil;a    nos anos pesquisados. Segundo a distribui&ccedil;&atilde;o dos achados radiol&oacute;gicos    na popula&ccedil;&atilde;o de estudo, verifica-se que o resultado da radiologia    do t&oacute;rax foi de &quot;Suspeito de tuberculose pulmonar&quot; em 50    pacientes (34,5%), enquanto nos outros 95 pacientes (65,5%) o estudo radiol&oacute;gico    do t&oacute;rax n&atilde;o foi realizado. &Eacute; interessante relacionar esse    achado com o n&uacute;mero de pessoas que apresentaram a forma pulmonar de tuberculose    (<a href="#tab4">Tabela 4</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/1a02t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de sa&iacute;da    do paciente inscrito no Programa de Controle da Tuberculose, de todos os casos    de tuberculose notificados em Piripiri e constantes do presente estudo, a taxa    de cura foi de 91,7%. Ocorreu &oacute;bito em 6,9% dos pacientes, havendo apenas    um caso de abandono (0,7%) e uma transfer&ecirc;ncia (0,7%) para tratamento    em outro Munic&iacute;pio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em Piripiri, a tuberculose afetou mais indiv&iacute;duos    do sexo masculino, com idade entre 21 e 40 anos, dados semelhantes aos achados    de pesquisa realizada em n&iacute;vel nacional.<sup>21</sup> A baixa escolaridade    da popula&ccedil;&atilde;o, principalmente composta por analfabetos, revela-se    como um fator importante, pois a preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a relaciona-se    com o baixo grau de escolaridade, um dos fatores de risco que mais concorrem    para a n&atilde;o-ader&ecirc;ncia ao tratamento da tuberculose.<sup>4,12</sup> A baixa    escolaridade &eacute; reflexo de todo um conjunto de condi&ccedil;&otilde;es    socioecon&ocirc;micas prec&aacute;rias, que aumentam a vulnerabilidade &agrave;    tuberculose e s&atilde;o respons&aacute;veis pela maior incid&ecirc;ncia da    enfermidade e pela menor ader&ecirc;ncia ao respectivo tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de <sup>22</sup> assinala    que, no pa&iacute;s, 15% dos casos de tuberculose poderiam ocorrer na faixa    et&aacute;ria de zero a 14 anos. No Munic&iacute;pio de Piripiri, esse percentual    foi de apenas 4,8%, observando-se discrep&acirc;ncia entre os percentuais pressupostos    e os encontrados para os menores de 15 anos. A mesma diverg&ecirc;ncia de resultados    foi detectada quando se investigou a situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    da tuberculose no Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro, comparando-se a incid&ecirc;ncia    da doen&ccedil;a nos grupos de 0-14 anos e de maiores de 14 anos. As poss&iacute;veis    explica&ccedil;&otilde;es para essa situa&ccedil;&atilde;o, segundo estes autores,    encontram-se na efici&ecirc;ncia do servi&ccedil;o municipal de sa&uacute;de,    no efeito cumulativo dos programas de vacina&ccedil;&atilde;o em massa com BCG    ou em um poss&iacute;vel equ&iacute;voco na pressuposi&ccedil;&atilde;o ministerial.<sup>23</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sobre a proced&ecirc;ncia dos pacientes em tratamento,    embora o PCT esteja funcionando em Munic&iacute;pios circunvizinhos a Piripiri,    ainda s&atilde;o notificados e tratados, neste Munic&iacute;pio, doentes procedentes    de outros, como os Munic&iacute;pios de Brasileira, Capit&atilde;o de Campos,    Piracuruca e Campo Maior. Tal ocorr&ecirc;ncia pode ser explicada pelo fato    de a tuberculose ser uma doen&ccedil;a estigmatizada, fazendo com que os infectados    procurem assist&ecirc;ncia em servi&ccedil;os distantes do seu Munic&iacute;pio    de resid&ecirc;ncia, na tentativa de esconder, at&eacute; mesmo da pr&oacute;pria    fam&iacute;lia, a condi&ccedil;&atilde;o de &quot;tuberculoso&quot;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A predomin&acirc;ncia da forma pulmonar entre    os casos do estudo coincide com a distribui&ccedil;&atilde;o estimada para o    Brasil pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de <sup>22</sup> (90%) e com os resultados obtidos    em Santa Cruz, Bol&iacute;via,<sup>24</sup> e na Regi&atilde;o do Munic&iacute;pio de Bauru,    Estado de S&atilde;o Paulo,<sup>7</sup> onde foi detectada a forma pulmonar da tuberculose    em, respectivamente, 92,2% e 88,8% dos doentes estudados. Por outro lado, com    freq&uuml;&ecirc;ncia menor, a forma pulmonar da tuberculose ocorreu em 66,7%    dos casos estudados no Munic&iacute;pio de Londrina, Estado do Paran&aacute;.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Pode-se justificar a maior incid&ecirc;ncia da    forma pulmonar de tuberculose, detectada na maioria dos estudos,<sup>7,22,24</sup>    pelo fato de os pulm&otilde;es serem &oacute;rg&atilde;os com altas concentra&ccedil;&otilde;es    de oxig&ecirc;nio, tornando-se o local preferencial para a instala&ccedil;&atilde;o    do <i>Mycobacterium tuberculosis</i>, bact&eacute;ria aer&oacute;bica estrita.<sup>25</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outras poss&iacute;veis explica&ccedil;&otilde;es    para os resultados encontrados em Piripiri seriam: a) falta de meios diagn&oacute;sticos    para a forma extrapulmonar da tuberculose, associada &agrave; aus&ecirc;ncia    de m&eacute;dicos especialistas no Munic&iacute;pio; b) efici&ecirc;ncia do    diagn&oacute;stico da forma pulmonar; c) procura sistem&aacute;tica de sintom&aacute;ticos    respirat&oacute;rios pelas ESF; ou, ainda, d) boa cobertura vacinal com BCG.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com refer&ecirc;ncia aos recursos diagn&oacute;sticos,    a baciloscopia apresentou resultado positivo em 70,3% dos casos, valor praticamente    igual aos 70% estimados para o pa&iacute;s pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,<sup>22</sup>    considerando a maioria da popula&ccedil;&atilde;o estudada como pessoas com    idade superior a 14 anos. A baciloscopia consiste na pesquisa de bacilos &aacute;lcool-&aacute;cido-resistentes    (BAAR), como &eacute; o caso do <i>M. tuberculosis</i>, no escarro ou aspirado    pulmonar, ap&oacute;s colora&ccedil;&atilde;o pela t&eacute;cnica de Ziehl-Nielsen.    &Eacute; o exame mais difundido, r&aacute;pido e com a vantagem de poder ser    executado em locais de poucos recursos.<sup>26</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Concernente ao estudo radiol&oacute;gico do t&oacute;rax,    embora a maioria da popula&ccedil;&atilde;o de estudo tenha apresentado a forma    pulmonar, apenas 1/3 desse contingente se submeteu ao estudo radiol&oacute;gico    das estruturas tor&aacute;cicas. Trata-se de uma situa&ccedil;&atilde;o aceit&aacute;vel,    a partir da premissa de que um caso de tuberculose pulmonar pode ser confirmado    quando o paciente apresenta, ao menos, duas baciloscopias positivas, anulando-se,    nesse caso, a necessidade de um diagn&oacute;stico por imagem radiol&oacute;gica.<sup>22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com taxa de cura maior que 90%, o PCT de Piripiri    mostrou-se efetivo, pois, segundo o crit&eacute;rio preconizado pela OMS para    o controle mundial da tuberculose, espera-se de um programa de controle eficiente    que, minimamente, 85% dos casos diagnosticados da doen&ccedil;a sejam curados.    A efetividade do servi&ccedil;o tamb&eacute;m foi confirmada pela taxa de abandono    de tratamento de apenas 0,7%, muito inferior aos 10% tolerados pelo Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de.<sup>22</sup> Esses resultados parecem indicar um grande comprometimento    dos profissionais que orientam e mant&ecirc;m a terap&ecirc;utica antituberculose    em n&iacute;vel local, participando das atividades de enfrentamento da doen&ccedil;a,    desde a preven&ccedil;&atilde;o ao tratamento e cura.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O percentual de &oacute;bitos (6,9%) entre os    pacientes estudados foi inferior aos 9% encontrados na investiga&ccedil;&atilde;o    dos aspectos epidemiol&oacute;gicos da tuberculose na Regi&atilde;o de Bauru-SP.<sup>7</sup>    Em Piripiri-PI, contudo, n&atilde;o foi poss&iacute;vel determinar se a tuberculose    foi a causa de morte, uma vez que o &oacute;bito se relacionaria a outras causas.    Para que se pudesse identificar a real taxa de letalidade da doen&ccedil;a no    grupo de estudo ou a taxa de mortalidade por tuberculose na popula&ccedil;&atilde;o    do Munic&iacute;pio, seria necess&aacute;rio investigar a causa b&aacute;sica    de cada &oacute;bito e incluir casos suspeitos, o que n&atilde;o se aplica aos    objetivos deste trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Finalmente, os resultados obtidos possibilitaram    conhecer as caracter&iacute;sticas dos casos notificados de tuberculose e avaliar,    de forma indireta, a qualidade do Programa de Controle da Tuberculose coordenado    pelo servi&ccedil;o municipal de sa&uacute;de de Piripiri, expressa na sua alta    taxa de cura e m&iacute;nimo &iacute;ndice de abandono do tratamento para a    doen&ccedil;a.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Barata Barradas RC. O Desafio das doen&ccedil;as    emergentes e a revaloriza&ccedil;&atilde;o da epidemiologia descritiva. Informe    Epidemiol&oacute;gico do SUS 1999;8: 7-15.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Fiuza de Melo FA, Hijar MA. Introdu&ccedil;&atilde;o.    In: Veronesi R, Focaccia R, ed. Tratado de infectologia. S&atilde;o Paulo: Atheneu;    1996. p.914-915.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Controle da tuberculose: uma proposta de integra&ccedil;&atilde;o ensino servi&ccedil;o.    5<sup>a</sup> ed. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Rouquayrol MZ, Veras FMF, Fa&ccedil;anha MC.    Doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis e modos de transmiss&atilde;o. In: Rouquayrol    MZ, Almeida Filho N, ed. Epidemiologia &amp; Sa&uacute;de. 5<sup>a</sup> ed. Rio de    Janeiro: MEDSI; 1999. p.215- 270.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Alves R, Sant'Anna CC, Cunha AJLA. Epidemiologia    da tuberculose infantil na cidade do Rio de Janeiro, RJ. Revista de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 2000;34:409-410.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Santos VM, Reis MA, Resende MAB, Santos JAM,    Bernardini AI, Souza LB. Tuberculose miliar &#8211; relato de caso. Revista    da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 1998;31:315-318.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Monti JFC. Perfil epidemiol&oacute;gico, cl&iacute;nico    e evolutivo da tuberculose na Regi&atilde;o de Bauru, SP. Revista da Sociedade    Brasileira de Medicina Tropical 2000;33: 99-100.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Liberato IRO, Albuquerque MFPM, Campelo ARL,    Melo HRL. Characteristics of pulmonary tuberculosis in HIV seropositive and    seronegative patients in Northeastern region of Brazil. 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Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.saude.gov.br/svs/ep/situacao_doencas">http://www.saude.gov.br/svs/    ep/situacao_doencas</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Costa JSD, Gon&ccedil;alves H, Menezes AMB,    Devens E, Piva M, Gomes M et al. Controle epidemiol&oacute;gico da tuberculose    na cidade de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil: ades&atilde;o ao tratamento.    Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1998;14:409-415.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Melo VO, Soares DA, Andrade SM. Avalia&ccedil;&atilde;o    do Programa de Controle da Tuberculose em Londrina-PR no ano de 1996. Informe    Epidemiol&oacute;gico do SUS 1999;8:53-62.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Ruffino-Netto A. Programa de controle da    tuberculose no Brasil: situa&ccedil;&atilde;o atual e novas perspectivas. Informe    Epidemiol&oacute;gico do SUS 2001;10:129-138.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15. 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S&atilde;o Paulo: Atheneu;    1996. p.919-925.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v14n1/seta.gif" border="0" ></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia    <br>   </b>Av. Frei Serafim, 2280    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Teresina-PI.    <br>   CEP: 64000-020<i>    <br>   E-mail</i>:<a href="mailto:mcs@ufpi.br">mcs@ufpi.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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