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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perfil dos pacientes com AIDS acompanhados pelo Serviço de Assistência Domiciliar Terapêutica do Município de Contagem, Estado de Minas Gerais, Brasil, 2000-2003]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Profile of patients with AIDS followed-up by the Homecare Therapeutic Assistence Service of the Municipality of Contagem, Minas Gerais State, Brazil, 2000-2003]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The Homecare Therapeutic Assistance Service (ADT) of the Municipality of Contagem, Minas Gerais State, Brazil, assists patients with AIDS who are unable to attend routine ambulatory follow-up or persons with non-adherent treatment. The objective of this study is to evaluate the most commont indications for ADT, the features of enrolled patients and their outcomes. The data, obtained using a questionnaire with information extracted from ADT patient records available from August 2000 to December 2003, were recorded and analysed using Epi Info 2002 software. The results showed that, among 34 assisted patients, 10 (29%) were female, 24 (71%) male and the median age was 36 years. Sixteen patients (44%) had a diagnosis of tuberculosis and 10 (29%) of neurotoxoplasmosis. At admission, the median CD4 count was 110 cells/mm³; and at discharge, 162 cells/mm³ (p=0.23). The initial median weight was 50 kg; and at discharge, 56 kg (p=0.01). The median time in the ADT program was 127 days. Nine patients are still receiving followup services. Among the 25 cases discharged, 17 (68%) had improvement, 4 (16%) died, 2 (8%) have abandoned treatment, 1 (4%) left his residence, and 1 (4%) was hospitalized. We concluded that ADT was useful in patients recovering from compromised baseline status, those who presented with sequelae and those with difficulty adhering to therapy.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><a name="topo"></a><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Perfil dos pacientes com AIDS acompanhados    pelo Servi&ccedil;o de Assist&ecirc;ncia Domiciliar Terap&ecirc;utica do Munic&iacute;pio    de Contagem, Estado de Minas Gerais, Brasil, 2000-2003</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Profile of patients with AIDS followed-up    by the Homecare Therapeutic Assistence Service of the Municipality of Contagem,    Minas Gerais State, Brazil, 2000-2003</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>C&iacute;ntia Fai&ccedil;al Parenti; Leuza    Maria Rodrigues Pereira; Zilanda Silva Brand&atilde;o; Ana Paula Coelho Silv&eacute;rio</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Servi&ccedil;o de Assist&ecirc;ncia Domiciliar    Terap&ecirc;utica, Programa Municipal de DST e Aids, Secretaria Municipal de    Sa&uacute;de de Contagem-MG</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#end">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Servi&ccedil;o de Assist&ecirc;ncia Domiciliar    Terap&ecirc;utica (ADT) do Munic&iacute;pio de Contagem, Estado de Minas Gerais,    Brasil, atende pacientes com aids impossibilitados de comparecer ao ambulat&oacute;rio    ou que apresentam dificuldade de ades&atilde;o ao tratamento. O objetivo do    estudo &eacute; avaliar as indica&ccedil;&otilde;es mais freq&uuml;entes de    ADT, as caracter&iacute;sticas dos pacientes atendidos e sua evolu&ccedil;&atilde;o.    Os dados foram obtidos mediante preenchimento de question&aacute;rio contendo    informa&ccedil;&otilde;es retiradas dos prontu&aacute;rios dos pacientes da    ADT, no per&iacute;odo de agosto de 2000 a dezembro de 2003, logo digitados    e analisados utilizando-se o <i>software</i> Epi Info 2002. Os resultados demonstram    que, entre os 34 pacientes assistidos, 10 (29%) eram do sexo feminino e 24 (71%)    do masculino. A mediana de idade foi de 36 anos. Dezesseis pacientes (44%) tinham    diagn&oacute;stico de tuberculose; e dez (29%), de neurotoxoplasmose. Na admiss&atilde;o,    a mediana de CD4 foi de 110 cel/mm<sup>3</sup>; e na alta, 162 cel/mm<sup>3</sup> (p=0,23). A mediana    do peso inicial foi de 50 kg; e na alta, 56 kg (p=0,01). A mediana de perman&ecirc;ncia    na ADT foi de 127 dias. Nove pacientes ainda s&atilde;o assistidos pelo servi&ccedil;o.    Dos 25 que receberam alta, 17 (68%) obtiveram melhora cl&iacute;nica, quatro    (16%) evolu&iacute;ram para &oacute;bito, dois (8%) abandonaram o seguimento,    um (4%) evadiu-se do domic&iacute;lio e um (4%) foi internado. Conclu&iacute;mos    que a ADT mostrou bons resultados na recupera&ccedil;&atilde;o de pacientes    com importante comprometimento do estado geral, seq&uuml;elados ou com dificuldade    de ades&atilde;o ao tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> HIV; aids; domiciliar;    assist&ecirc;ncia; ades&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The Homecare Therapeutic Assistance Service (<i>ADT</i>)    of the Municipality of Contagem, Minas Gerais State, Brazil, assists patients    with AIDS who are unable to attend routine ambulatory follow-up or persons with    non-adherent treatment. The objective of this study is to evaluate the most    commont indications for <i>ADT</i>, the features of enrolled patients and their    outcomes. The data, obtained using a questionnaire with information extracted    from <i>ADT</i> patient records available from August 2000 to December 2003,    were recorded and analysed using Epi Info 2002 software. The results showed    that, among 34 assisted patients, 10 (29%) were female, 24 (71%) male and the    median age was 36 years. Sixteen patients (44%) had a diagnosis of tuberculosis    and 10 (29%) of neurotoxoplasmosis. At admission, the median CD4 count was 110    cells/mm<sup>3</sup>; and at discharge, 162 cells/mm<sup>3</sup> (p=0.23). The    initial median weight was 50 kg; and at discharge, 56 kg (p=0.01). The median    time in the <i>ADT</i> program was 127 days. Nine patients are still receiving    followup services. Among the 25 cases discharged, 17 (68%) had improvement,    4 (16%) died, 2 (8%) have abandoned treatment, 1 (4%) left his residence, and    1 (4%) was hospitalized. We concluded that <i>ADT</i> was useful in patients    recovering from compromised baseline status, those who presented with sequelae    and those with difficulty adhering to therapy.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> HIV; AIDS; indwelling; assistance;    adhering.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A Assist&ecirc;ncia Domiciliar Terap&ecirc;utica    (ADT) &eacute; um servi&ccedil;o prestado a pacientes com infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV/aids no seu domic&iacute;lio, mediante a realiza&ccedil;&atilde;o de    visitas por uma equipe que pode contar com m&eacute;dico, enfermeiro, auxiliar    de enfermagem, assistente social, psic&oacute;logo, fisioterapeuta e motorista.    O servi&ccedil;o &eacute; destinado a pacientes que se encontram impossibilitados,    tempor&aacute;ria ou definitivamente, de comparecer ao ambulat&oacute;rio, ou    que apresentam dificuldade de ades&atilde;o ao tratamento. Freq&uuml;entemente,    a ADT &eacute; solicitada para pacientes com diagn&oacute;stico recente de aids    e infec&ccedil;&atilde;o oportunista que determine importante comprometimento    do estado geral e demande tratamento complexo; ou, ainda, para pacientes que    recebam alta ap&oacute;s interna&ccedil;&atilde;o hospitalar prolongada e se    encontrem em estado de caquexia ou com seq&uuml;elas motoras, cognitivas, visuais    ou auditivas. Pacientes que se encontram em abandono de tratamento &#8211; de    anti-retrovirais e/ou tuberculost&aacute;ticos, principalmente &#8211; tamb&eacute;m    se beneficiam da assist&ecirc;ncia tempor&aacute;ria em domic&iacute;lio, a    qual, na maioria das vezes, consegue resgatar o paciente para o tratamento regular    e, posteriormente, ambulatorial. A ADT &eacute; uma alternativa &agrave; interna&ccedil;&atilde;o    hospitalar, reduzindo a demanda de vagas e o tempo de dura&ccedil;&atilde;o    das interna&ccedil;&otilde;es convencionais. O servi&ccedil;o prestado inclui    consultas das &aacute;reas profissionais descritas, coleta de material para    exames, administra&ccedil;&atilde;o de medicamentos via intramuscular ou endovenosa,    orienta&ccedil;&atilde;o sobre o uso das medica&ccedil;&otilde;es e ades&atilde;o,    informa&ccedil;&atilde;o ao paciente e a seus familiares sobre cuidados domiciliares,    higiene e alimenta&ccedil;&atilde;o, trabalho de preven&ccedil;&atilde;o, entre    outros. Ele exige o envolvimento da fam&iacute;lia, que proporciona aten&ccedil;&atilde;o    humanizada e diferenciada ao paciente, tornando a sua recupera&ccedil;&atilde;o    mais r&aacute;pida. A equipe da ADT trabalha em conjunto com um cuidador, uma    pessoa mais pr&oacute;xima ao paciente, que cuida da sua higiene, alimenta&ccedil;&atilde;o    e medica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Com a evolu&ccedil;&atilde;o da epidemia e suas    profundas modifica&ccedil;&otilde;es (pauperiza&ccedil;&atilde;o, heterossexualiza&ccedil;&atilde;o,    feminiliza&ccedil;&atilde;o, interioriza&ccedil;&atilde;o e juveniliza&ccedil;&atilde;o)<sup>1</sup>    e a disponibilidade de anti-retrovirais cada vez mais eficazes, a assist&ecirc;ncia    domiciliar terap&ecirc;utica tamb&eacute;m vem-se transformando profundamente.    No seu in&iacute;cio, a ADT prestava aten&ccedil;&atilde;o, na maioria das vezes,    a pacientes em fase terminal; hoje, ela oferece assist&ecirc;ncia a pacientes    em fase de recupera&ccedil;&atilde;o, que costumam retornar ao acompanhamento    ambulatorial ap&oacute;s melhora do seu estado nutricional, tratamento da infec&ccedil;&atilde;o    oportunista ou recupera&ccedil;&atilde;o de seq&uuml;elas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A ADT aos portadores do HIV/aids como iniciativa    do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de do Brasil foi inaugurada em 1995.<sup>2</sup> No Munic&iacute;pio    de Contagem, Estado de Minas Gerais, o servi&ccedil;o foi implantado em agosto    de 2000, em fun&ccedil;&atilde;o da demanda da equipe do Servi&ccedil;o de Atendimento    Especializado (SAE) do Munic&iacute;pio, que constatou a car&ecirc;ncia de assist&ecirc;ncia    domiciliar a pacientes com necessidades especiais. A equipe ADT-Contagem &eacute;    formada por m&eacute;dico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem, psic&oacute;logo,    assistente social e motorista. Est&aacute; sediada no Centro de Consultas Especializadas    &Iacute;ria Diniz, na Av. Jo&atilde;o C&eacute;sar de Oliveira, 2889, Bairro    Eldorado, Contagem-MG.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> At&eacute; o momento da conclus&atilde;o deste    relat&oacute;rio, n&atilde;o se conhecia o perfil dos indiv&iacute;duos com    aids acompanhados pelo servi&ccedil;o no Munic&iacute;pio ou as principais indica&ccedil;&otilde;es    para ADT, tampouco os resultados e o impacto das suas a&ccedil;&otilde;es sobre    a evolu&ccedil;&atilde;o desses pacientes. O presente estudo tem como objetivo    geral analisar dados referentes aos pacientes atendidos na ADT-Contagem, no    per&iacute;odo de agosto de 2000 a dezembro de 2003. Os seus objetivos espec&iacute;ficos    s&atilde;o: descrever os principais fatores de aceita&ccedil;&atilde;o e recusa    de paciente na ADT; e descrever dados epidemiol&oacute;gicos dos pacientes admitidos,    bem como sua proced&ecirc;ncia, forma de transmiss&atilde;o do HIV, principais    infec&ccedil;&otilde;es oportunistas, dados laboratoriais, tempo de perman&ecirc;ncia    em ADT, evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e destino.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de estudo transversal que analisa informa&ccedil;&otilde;es    referentes aos pacientes atendidos na ADT-Contagem, no per&iacute;odo de agosto    de 2000 a dezembro de 2003. Os dados foram coletados mediante preenchimento    de question&aacute;rio formulado pela equipe de ADT, contendo duas partes. A    primeira parte do question&aacute;rio refere-se aos motivos de aceita&ccedil;&atilde;o    (falta de ades&atilde;o, intoler&acirc;ncia &agrave; medica&ccedil;&atilde;o,    complexidade do tratamento, doen&ccedil;a sist&ecirc;mica concomitante, desnutri&ccedil;&atilde;o,    d&eacute;ficit motor incapacitante, etilismo cr&ocirc;nico, dist&uacute;rbio    psiqui&aacute;trico, dist&uacute;rbio cognitivo, situa&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica,    necessidade de cuidados de enfermagem) ou n&atilde;o-aceita&ccedil;&atilde;o    pela ADT (falta de cuidador, resid&ecirc;ncia fora da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia,    instabilidade cl&iacute;nica e recusa do paciente e/ou fam&iacute;lia). A segunda    parte se refere aos pacientes inclu&iacute;dos no servi&ccedil;o e compreende    dados demogr&aacute;ficos, proced&ecirc;ncia, forma de transmiss&atilde;o do    HIV, principais infec&ccedil;&otilde;es oportunistas, dados laboratoriais, tempo    de perman&ecirc;ncia em ADT, evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e destino.    Os dados foram obtidos a partir das informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis    nos prontu&aacute;rios dos pacientes, logo digitados e analisados utilizando-se    o <i>software</i> Epi Info 2002. Na an&aacute;lise estat&iacute;stica, as medianas    foram comparadas por meio do teste n&atilde;o param&eacute;trico de Mann Whitney,    com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia p&lt;0,05.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Durante o per&iacute;odo de agosto de 2000 a    dezembro de 2003, foram recebidas 41 solicita&ccedil;&otilde;es de vaga de ADT:    34 foram aceitas e sete recusadas. Os motivos de recusa de vaga foram: falta    de cuidador (tr&ecirc;s casos); resid&ecirc;ncia fora da &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia    (dois casos); recusa do paciente em receber assist&ecirc;ncia (um caso); e aus&ecirc;ncia    de indica&ccedil;&atilde;o de assist&ecirc;ncia domiciliar (um caso). Os motivos    para aceita&ccedil;&atilde;o do paciente foram, em ordem decrescente: necessidade    de melhorar a ades&atilde;o ao tratamento; doen&ccedil;a sist&ecirc;mica concomitante;    desnutri&ccedil;&atilde;o; complexidade do tratamento; d&eacute;ficit motor    incapacitante; etilismo; baixo n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico; necessidade    de cuidados de enfermagem; d&eacute;ficit cognitivo; intoler&acirc;ncia &agrave;s    medica&ccedil;&otilde;es; e doen&ccedil;a psiqui&aacute;trica (<a href="#fig1">Figura    1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center">&nbsp;<img src="/img/revistas/ess/v14n2/2a04f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre os 34 pacientes atendidos na ADT, dez    (29%) eram do sexo feminino e 24 (71%) do sexo masculino. A mediana de idade    foi de 36 anos, variando de 19 a 64 anos. Nas mulheres, essa mediana foi de    38 anos (26 a 54); e entre os homens, de 36 anos (19 a 64). N&atilde;o foi observada    diferen&ccedil;a estat&iacute;stica entre as medianas de idade (p=0,53). Quatro    pacientes (12%) referiram nunca ter freq&uuml;entado escola e seis pacientes    (17%) referiram 1 a 3 anos de estudo; 20 pacientes (59%), 4 a 7 anos; um paciente    (3%), 8 a 11 anos; dos tr&ecirc;s pacientes restantes (9%), n&atilde;o se obteve    tal informa&ccedil;&atilde;o. Quatorze pacientes (41%) estavam desempregados    e sete (21%) eram aposentados; tr&ecirc;s (9%), trabalhadores aut&ocirc;nomos;    dois (6%) eram pensionistas; dois (6%) recebiam aux&iacute;lio-doen&ccedil;a;    e dos seis restantes (17%) n&atilde;o se obteve essa informa&ccedil;&atilde;o.    Em rela&ccedil;&atilde;o ao estado civil, 16 pacientes (47%) eram solteiros    e dez (29%), casados; cinco (15%), separados ou divorciados; dois (6%), vi&uacute;vos;    e um paciente (3%) n&atilde;o concedeu essa informa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A prov&aacute;vel forma de transmiss&atilde;o    do HIV foi por rela&ccedil;&atilde;o heterossexual, em 22 pacientes (64%), rela&ccedil;&atilde;o    homo ou bissexual, em seis pacientes (18%); e uso de drogas endovenosas, em    seis pacientes (18%). Quinze pacientes (44%) eram etilistas, no momento do diagn&oacute;stico    da aids. Sobre o uso do preservativo antes do diagn&oacute;stico, cinco pacientes    (15%) faziam uso regular e dez (29%) n&atilde;o o utilizavam; oito (24%), &agrave;s    vezes; e 11 (32%) n&atilde;o responderam a essa quest&atilde;o. Treze pacientes    (38%) relataram hist&oacute;ria pregressa de outras doen&ccedil;as sexualmente    transmiss&iacute;veis. Vinte e tr&ecirc;s pacientes (68%) provinham do Servi&ccedil;o    de Assist&ecirc;ncia Especializada (SAE) de Contagem, dez (29%) de hospitais    e apenas um (3%) de outro SAE. Na assist&ecirc;ncia domiciliar, o cuidador era    a m&atilde;e do paciente em dez casos (29%), outro familiar em 20 (59%), vizinho    em um (3%), profissional contratado em um (3%) e outra pessoa em dois casos    (6%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A respeito das infec&ccedil;&otilde;es oportunistas    na admiss&atilde;o na ADT, 16 pacientes (44%) estavam em tratamento de tuberculose    e dez (29%) apresentavam neurotoxoplasmose (doen&ccedil;a em atividade e/ou    seq&uuml;ela); tr&ecirc;s (9%), neurocriptococose; tr&ecirc;s (9%), micobacteriose    at&iacute;pica; dois (6%), retinite por citomegalov&iacute;rus; dois (6%), herpes    zoster; um (3%), candid&iacute;ase oral; um (3%), complexo aids-dem&ecirc;ncia;    um (3%), linfoma n&atilde;o-Hodgkin; e um (3%), sarcoma de Kaposi (<a href="#fig2">Figura    2</a>). Por ocasi&atilde;o da admiss&atilde;o pela ADT, a mediana de CD4 (contagem    de linf&oacute;citos CD4<sup>+</sup>) foi de 110 cel/ mm<sup>3</sup> (3 a 584);    e no momento da alta, 162 cel/mm<sup>3</sup> (13 a 707), p=0,23 (<a href="#fig3">Figura    3</a>). A mediana do peso inicial foi de 50 kg; e na alta, de 56 kg (p=0,01).    A mediana de tempo de perman&ecirc;ncia na ADT foi de 127 dias (sete a 850 dias).    O n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es durante o per&iacute;odo de ADT    variou de 0 a tr&ecirc;s interna&ccedil;&otilde;es/paciente.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n2/2a04f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;<a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n2/2a04f3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Dos 34 pacientes que foram admitidos na ADT,    nove ainda se encontram atendidos pelo servi&ccedil;o. Dos 25 que receberam    alta, 17 (68%) obtiveram melhora cl&iacute;nica e ades&atilde;o, quatro (16%)    evolu&iacute;ram para &oacute;bito, dois (8%) abandonaram o seguimento, um (4%)    evadiu-se do domic&iacute;lio e um (4%) foi encaminhado para interna&ccedil;&atilde;o.    Na &uacute;ltima avalia&ccedil;&atilde;o, realizada em dezembro de 2003, desses    25 pacientes, 18 (72%) encontravam-se em acompanhamento pelo SAE, seis (24%)    haviam evolu&iacute;do para &oacute;bito e um (4%) encontrava-se em abandono    de tratamento. Dos seis &oacute;bitos, quatro haviam sido por patologia associada    &agrave; aids, um por auto-exterm&iacute;nio e um por agress&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo analisou os dados epidemiol&oacute;gicos    dos pacientes atendidos pelo Servi&ccedil;o de Assist&ecirc;ncia Domiciliar    de Contagem no per&iacute;odo de agosto de 2000 a dezembro de 2003. Trata-se    de n&uacute;mero pequeno de casos (34 pacientes) que, entretanto, corresponde    ao total de 100% dos pacientes acompanhados em domic&iacute;lio, desde o in&iacute;cio    de funcionamento do servi&ccedil;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com o advento da terapia anti-retroviral de    alta pot&ecirc;ncia e a maior disponibilidade de proped&ecirc;utica para diagn&oacute;stico    de infec&ccedil;&otilde;es oportunistas, os pacientes soropositivos para o HIV,    nos &uacute;ltimos anos, v&ecirc;m apresentando maior sobrevida, com melhor    qualidade. Contudo, surgiu uma outra dificuldade para a condu&ccedil;&atilde;o    desses pacientes: a falta de ades&atilde;o ao tratamento, determinada pelo uso    de grande n&uacute;mero de medicamentos, restri&ccedil;&otilde;es em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; dieta, necessidade de rigor no cumprimento de hor&aacute;rios, efeitos    colaterais freq&uuml;entes, etc. Na amostra analisada, foi observado que 74%    dos pacientes apresentavam, como um dos crit&eacute;rios de indica&ccedil;&atilde;o    para ADT, a dificuldade de ades&atilde;o ao tratamento. Isso se torna evidente,    principalmente, nos pacientes co-infectados por HIV/tuberculose (TBC), onde    a falta de ades&atilde;o provoca n&atilde;o apenas insucesso no tratamento do    paciente, mas tamb&eacute;m risco de transmiss&atilde;o para familiares e de    desenvolvimento de bacilos multirresistentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A propor&ccedil;&atilde;o encontrada entre os    sexos (2,4:1 &#8211; homens: mulheres) e a presen&ccedil;a de extremos de idade    na amostra apresentada refletem tend&ecirc;ncias j&aacute; descritas, tanto    em n&iacute;vel nacional<sup>3</sup> quanto mundial. Os resultados em rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; escolaridade tamb&eacute;m refor&ccedil;am dados nacionais anteriores,<sup>4</sup>    indicando progressiva dissemina&ccedil;&atilde;o da epidemia para os estratos    sociais de menor escolaridade. Igualmente, os percentuais encontrados sobre    a forma de transmiss&atilde;o do HIV &#8211; 64% atribu&iacute;dos a rela&ccedil;&atilde;o    heterossexual &#8211; apontam para uma tend&ecirc;ncia da epidemia<sup>3</sup> conhecida    desde o in&iacute;cio da d&eacute;cada de 90, demonstrando ser essa uma forma    de transmiss&atilde;o atual cada vez mais freq&uuml;ente, em compara&ccedil;&atilde;o    com a transmiss&atilde;o por uso de drogas endovenosas ou por rela&ccedil;&atilde;o    homossexual.</font></p>     <p> <font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante salientar que 41% dos pacientes    apresentavam, &agrave; admiss&atilde;o, d&eacute;ficit motor incapacitante como    um dos crit&eacute;rios de indica&ccedil;&atilde;o de ADT. Esse dado aponta    para a import&acirc;ncia dos cuidados de enfermagem em domic&iacute;lio (curativos,    tratamento de escara, coleta de material para exame, etc.) e para a necessidade    do fisioterapeuta como mais um componente a integrar a equipe multidisciplinar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A tuberculose estava presente em quase metade    (44%) da amostra, dado superior ao encontrado na literatura sobre a distribui&ccedil;&atilde;o    de infec&ccedil;&otilde;es oportunistas (26%).<sup>5</sup> Essa discrep&acirc;ncia pode    ser reflexo da alta morbidade da doen&ccedil;a, que determina, com maior freq&uuml;&ecirc;ncia,    indica&ccedil;&atilde;o de ADT. Dificuldades de ades&atilde;o e de intoler&acirc;ncia    &agrave; medica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o freq&uuml;entes nesses pacientes,    em raz&atilde;o do uso de grande n&uacute;mero de comprimidos e do maior risco    de hepatoxicidade pela associa&ccedil;&atilde;o de tuberculost&aacute;ticos    e anti-retrovirais. S&atilde;o essas limita&ccedil;&otilde;es, juntamente com    a perda nutricional e o comprometimento do estado geral, que tornam o paciente    co-infectado por HIV/TBC um forte candidato &agrave; assist&ecirc;ncia domiciliar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Podemos observar que a mediana do CD4<sup>+</sup> final    foi superior &agrave; do CD4<sup>+</sup> inicial. Por&eacute;m, quando aplicado teste de    an&aacute;lise estat&iacute;stica, essa diferen&ccedil;a n&atilde;o se mostrou    significativa, possivelmente em fun&ccedil;&atilde;o da pequena amostra observada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A amostra reflete as intensas modifica&ccedil;&otilde;es    sofridas pela epidemia desde a d&eacute;cada anterior. No in&iacute;cio, a assist&ecirc;ncia    domiciliar terap&ecirc;utica destinava-se, principalmente, a pacientes considerados    em &#8220;fase terminal&#8221;, para os quais se buscava uma morte mais humanizada,    no conforto do lar e em companhia da fam&iacute;lia. Levantamento realizado    pela Coordena&ccedil;&atilde;o do Programa Nacional de DST e Aids, a respeito    dos pacientes atendidos pelos servi&ccedil;os de ADT no per&iacute;odo de janeiro    de 1997 a junho de 1998, revelou que 38% da amostra encaminhada para interna&ccedil;&atilde;o    evoluiu para &oacute;bito.<sup>6</sup> O presente estudo encontrou, contudo, uma mortalidade    de 12% para o per&iacute;odo escolhido de acompanhamento do servi&ccedil;o de    ADT-Contagem. Se considerarmos a complexidade do quadro cl&iacute;nico e a gravidade    dos pacientes que s&atilde;o encaminhados ao servi&ccedil;o, trata-se de um    percentual pequeno, se comparado ao do in&iacute;cio da epidemia de aids. O    que se observa &eacute; que, praticamente, a maioria desses pacientes apresenta    bom resultado para o tratamento da infec&ccedil;&atilde;o oportunista vigente,    com recupera&ccedil;&atilde;o do estado nutricional em poucos meses. A maior    parte dos pacientes assistidos pela ADT apresenta plenas condi&ccedil;&otilde;es    de recupera&ccedil;&atilde;o e seu destino costuma ser o controle ambulatorial    pelo SAE, conforme observado pelos pesquisadores (68%). Recente estudo<sup>7</sup> constatou    uma outra vantagem da assist&ecirc;ncia domiciliar para pacientes com aids:    a redu&ccedil;&atilde;o dos custos de assist&ecirc;ncia, quando comparadas as    despesas realizadas com a ADT &agrave;s despesas com a hospitaliza&ccedil;&atilde;o    tradicional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Conclu&iacute;mos que a ADT representa, hoje,    no Brasil, uma forma eficaz de assist&ecirc;ncia, apresentando bons resultados    na recupera&ccedil;&atilde;o de pacientes com aids cujo estado geral se encontra    bastante comprometido, seq&uuml;elados ou com dificuldade de ades&atilde;o ao    tratamento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. Szwarcwad CL, Bastos FI, Esteves MAP, Andrade    CL. A Dissemina&ccedil;&atilde;o da epidemia da AIDS no Brasil, no per&iacute;odo    de 1987-1996: uma an&aacute;lise espacial. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica    2000;16(Sup.1):7-19.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o    Nacional de DST e Aids. Assist&ecirc;ncia domiciliar terap&ecirc;utica &#8211;    guia de procedimentos em HIV/Aids &#91;monografia na Internet&#93;. Bras&iacute;lia:    MS; 1999. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aids.gov.br/assistencia/guia_procedimento_adt.pdf">http://www.aids.gov.br/assistencia/guia_procedimento_adt.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o    Nacional de DST e Aids. AIDS Boletim Epidemiol&oacute;gico 2002 &#91;peri&oacute;dico    na Internet&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aids.gov.br/final/biblioteca/bol_dezembro_2002/boletim.asp">http://www.aids.gov.br/final/biblioteca/bol_dezembro_2002/boletim.asp</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Fonseca MG, Bastos FI, Derrico M, Andrade    CT, Travassos C, Szwarcwald CL. AIDS e grau de escolaridade no Brasil: evolu&ccedil;&atilde;o    temporal de 1986 a 1996. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2000;16(Supl.1):77-87.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Guimar&atilde;es MDC. Estudo temporal das    doen&ccedil;as associadas &agrave; AIDS no Brasil, 1980-1999. Cadernos de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 2000;16(Supl.1):21-36.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o    Nacional de DST e Aids. Relat&oacute;rio de Atividades/Servi&ccedil;os &#8211;    O monitoramento dos Projetos de ADT &#8211; jan/97 a jun/ 98 &#91;monografia    na Internet&#93;. Bras&iacute;lia: MS. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aids.gov.br/assistencia/aids1/relativ_anexo3.htm">http://www.aids.gov.br/assistencia/aids1/relativ_anexo3.htm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o    Nacional de DST e Aids. Custos diretos do tratamento da Aids no Brasil &#91;monografia    na Internet&#93;. Bras&iacute;lia: MS; 1999. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aids.gov.br/assistencia/fipe/fipe.htm">http://www.aids.gov.br/assistencia/fipe/fipe.htm</a>    </font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="end"></a><font size="2" face="Verdana"><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v14n2/seta.gif" border="0"></a><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Rua Lindolfo de Azevedo, 510, apto. 304,    <br>   Bairro Jardim Am&eacute;rica, Belo Horizonte-MG.    <br>   CEP: 30460-050    <br>   <i> E-mail</i>:<a href="mailto:parenti@gold.com.br">parenti@gold.com.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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