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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cobertura da testagem sorológica e prevalência da infecção pelo HIV entre gestantes do Estado de Mato Grosso do Sul, Brasil, 1999 a 2003]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The purpose of this research is to show the impact that the Pregnancy Protection Programme hash on the number of women tested for HIV in the prenatal period during the first year of the programme compared to previous years. The methods used were collection of a blood sample (obtained by finger prick) on five discs of filter paper (S&5903). Initial ELISA testing was done, followed by confirmatory tests: ELISA, Western-Blot and PCR-test in a separate sample of blood collected by venous puncture. Those submitted from pregnant women for HIV-testing included: 496/41,859 (1.18%) pregnant in 1999, 6.448/41,270(16.01%) in 2000, 6,627/39,629 (16.72%) in 2001, 11,330/39,731(28.51%) in 2002, and 32,512/39,183 (83.00%) in 2003. The coverage reached was also due to the facility and practicality of collecting material in the public health services, rural and indigenous populations using filter-paper, which has contributed to the increase of HIV-infected women, who were diagnosed making prevention, prophylactic and therapeutic procedures possible, reducing HIV vertical transmission, and consequently the maternal and infant morbidity and mortality for AIDS.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="verdana"><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Cobertura da testagem sorol&oacute;gica e    preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV entre gestantes do Estado    de Mato Grosso do Sul, Brasil, 1999 a 2003</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Coverage of serological testing and prevalence    of HIV infection among pregnant women in Mato Grosso do Sul State, Brazil, 1999    to 2003</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="verdana">M&aacute;rcia Maria Ferrairo Janini Dal Fabbro<sup>I,    II</sup>; Sylmara Pereira Zanatta Rodrigues de Moraes<sup>I</sup>; Rivaldo Ven&acirc;ncio    da Cunha<sup>III</sup>; Gisele Maria Brand&atilde;o de Freitas<sup>I, III</sup>;    Hilda Guimar&atilde;es de Freitas<sup>I</sup>; Carlos Augusto Botelho<sup>II</sup>;    Virg&iacute;lio Gon&ccedil;alves de Souza Junior<sup>II</sup></font></b></p>     <p><sup><font size="2" face="verdana">I</font></sup><font size="2" face="verdana">Coordena&ccedil;&atilde;o    Estadual de DST e Aids, Secretaria de Estado de Sa&uacute;de de Mato Grosso    do Sul, Campo Grande-MS    <br>   <sup>II</sup>Instituto de Pesquisas, Ensino e Diagn&oacute;sticos da Associa&ccedil;&atilde;o    de Pais e Amigos dos Excepcionais de Campo Grande-MS    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Servi&ccedil;o de Doen&ccedil;as Infecciosas e Parasit&aacute;rias    do Hospital Universit&aacute;rio, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul,    Campo Grande-MS</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p><hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O objetivo deste trabalho &eacute; mostrar o    impacto que o Programa de Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Gestante causou no    aumento do n&uacute;mero de mulheres testadas para o HIV durante o pr&eacute;-natal,    comparando o primeiro ano de vig&ecirc;ncia do programa com os anos anteriores.    A metodologia usada foi a de coleta de sangue por pun&ccedil;&atilde;o digital    em seis discos de papel-filtro S&amp;5903 para a realiza&ccedil;&atilde;o do    teste ELISA, seguido de testes confirmat&oacute;rios: ELISA, Western-Blot e    PCR realizado em sangue coletado por pun&ccedil;&atilde;o venosa. Para o teste    anti-HIV, no ano de 1999, foram submetidas 496/41.859 (1,18%) gestantes; em    2000, foram testadas 6.448/41.270 (16,01%) gestantes; em 2001, 6.627/39.629    (16,72%) gestantes; em 2002, 11.330/39.731(28,51%) gestantes; e no ano de 2003,    foram testadas 32.512/39.183 (83,00%). A cobertura alcan&ccedil;ada decorreu,    entre outros fatores, da facilidade e praticidade da coleta do material pelas    unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de, entre a popula&ccedil;&atilde;o rural    e nas aldeias ind&iacute;genas com a utiliza&ccedil;&atilde;o de papel-filtro,    o que contribuiu para o aumento do n&uacute;mero de mulheres diagnosticadas    infectadas pelo HIV, possibilitando medidas preventivas, profil&aacute;ticas    e terap&ecirc;uticas, redu&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o vertical e    diminui&ccedil;&atilde;o da morbimortalidade materno-infantil por aids.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave</b>: papel-filtro; sorologia;    transmiss&atilde;o vertical; HIV/aids.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">The purpose of this research is to show the impact    that the Pregnancy Protection Programme hash on the number of women tested for    HIV in the prenatal period during the first year of the programme compared to    previous years. The methods used were collection of a blood sample (obtained    by finger prick) on five discs of filter paper (S&amp;5903). Initial ELISA testing    was done, followed by confirmatory tests: ELISA, Western-Blot and PCR-test in    a separate sample of blood collected by venous puncture. Those submitted from    pregnant women for HIV-testing included: 496/41,859 (1.18%) pregnant in 1999,    6.448/41,270(16.01%) in 2000, 6,627/39,629 (16.72%) in 2001, 11,330/39,731(28.51%)    in 2002, and 32,512/39,183 (83.00%) in 2003. The coverage reached was also due    to the facility and practicality of collecting material in the public health    services, rural and indigenous populations using filter-paper, which has contributed    to the increase of HIV-infected women, who were diagnosed making prevention,    prophylactic and therapeutic procedures possible, reducing HIV vertical transmission,    and consequently the maternal and infant morbidity and mortality for AIDS.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words</b>: filter paper; serology; vertical    transmission; HIV/AIDS.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A epidemia da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV/aids    constitui um fen&ocirc;meno global. Din&acirc;mica e inst&aacute;vel, ela se    apresenta sob a forma de diversas subepidemias regionais. Resultante de grandes    desigualdades sociais, a propaga&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV/aids revela aspectos de dimens&otilde;es m&uacute;ltiplas e acarreta    transforma&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas significativas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">De in&iacute;cio, predominantemente masculina    e restrita aos grandes centros, a epidemia caracteriza-se, atualmente, pelos    processos de heterossexualiza&ccedil;&atilde;o, feminiliza&ccedil;&atilde;o,    interioriza&ccedil;&atilde;o e pauperiza&ccedil;&atilde;o. O aumento da transmiss&atilde;o    por contato heterossexual implica crescimento substancial de casos em mulheres    e, conseq&uuml;entemente, em crian&ccedil;as, e &eacute; apontado como uma das    mais importantes caracter&iacute;sticas do atual quadro da aids no mundo e no    Brasil.<sup>1-3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em pleno s&eacute;culo XXI, a epidemia perinatal    do HIV continua incontrol&aacute;vel em muitos pa&iacute;ses do mundo. O Programa    Conjunto das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o HIV/Aids (UNAIDS) chegou a estimar    que, at&eacute; o final do ano de 2003, 40 milh&otilde;es de pessoas estariam    vivendo com o HIV/aids, cinco milh&otilde;es teriam se infectado, das quais    tr&ecirc;s milh&otilde;es seriam crian&ccedil;as; destas crian&ccedil;as, 500    mil morreriam em conseq&uuml;&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o e 700 mil    teriam adquirido novas infec&ccedil;&otilde;es apenas naquele ano, muitas delas    levadas a &oacute;bito antes de terem alcan&ccedil;ado a adolesc&ecirc;ncia.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sabe-se que a transmiss&atilde;o vertical do    HIV &eacute; o modo mais importante de infec&ccedil;&atilde;o entre crian&ccedil;as    com idade at&eacute; 15 anos. Desde o in&iacute;cio da pandemia, foi estimado    que 5,1 milh&otilde;es de crian&ccedil;as foram infectadas em todo o mundo,    sendo a maioria por transmiss&atilde;o perinatal &#8211; 90% delas residentes    na &Aacute;frica.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Estudos estimam que, na Am&eacute;rica e na Europa,    a taxa de transmiss&atilde;o vertical do HIV &eacute; de 15% a 25%, quando n&atilde;o    s&atilde;o realizadas interven&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o.<sup>6,7</sup>    J&aacute; na &Aacute;frica, a taxa de transmiss&atilde;o tem sido estimada entre    25% e 40%, cujo risco &eacute; atribu&iacute;do &agrave; amamenta&ccedil;&atilde;o,    principalmente, em raz&atilde;o de um acr&eacute;scimo de 10% a 20% na taxa    de transmiss&atilde;o quando ela se faz presente.<sup>8,9</sup> Se n&atilde;o for contida,    a aids dever&aacute; aumentar os &iacute;ndices de mortalidade infantil em 25%,    at&eacute; 2010; 8,2 milh&otilde;es de crian&ccedil;as perder&atilde;o suas    m&atilde;es ou ambos os pais, em decorr&ecirc;ncia da aids, e 95% desses casos    ocorrer&atilde;o no continente africano.<sup>10</sup> Dados indicam que 2,3 milh&otilde;es    de africanos perderam suas vidas em conseq&uuml;&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV, at&eacute; o ano de 2003.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre a popula&ccedil;&atilde;o feminina, o grupo et&aacute;rio mais atingido pela infec&ccedil;&atilde;o &eacute; o que se encontra entre 15 e 39 anos, pertencente &agrave; faixa et&aacute;ria reprodutiva. Sob esse prisma, a conseq&uuml;&ecirc;ncia direta do acometimento de mulheres em idade f&eacute;rtil &eacute; o aumento de crian&ccedil;as expostas ao risco de adquirirem a infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV, por interm&eacute;dio de suas m&atilde;es, durante a gesta&ccedil;&atilde;o, no parto e pela amamenta&ccedil;&atilde;o.<sup>11</sup> Em todo o mundo, j&aacute; foram registradas, aproximadamente, 15 milh&otilde;es de mulheres em idade reprodutiva infectadas pelo HIV ou com aids. No Brasil, de 1980 a junho de 2004, 76.419 casos de aids foram notificados em mulheres na faixa et&aacute;ria de 15 a 39 anos,<sup>12</sup> indicando a urg&ecirc;ncia de a&ccedil;&otilde;es preventivas como as desenvolvidas pelo Programa Nacional de DST e Aids no Brasil, em parceria com o Programa Sa&uacute;de da Mulher.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Estudos j&aacute; demonstraram que a droga anti-retroviral &#8211; zidovudina &#8211;, administrada &agrave; m&atilde;e a partir da 14&ordf; semana de gravidez e no parto, bem como &agrave; crian&ccedil;a durante as seis primeiras semanas ap&oacute;s o nascimento, reduz o risco da transmiss&atilde;o de 25% para 8%, ou seja, em 67%, uma redu&ccedil;&atilde;o de mais de dois ter&ccedil;os.<sup>13-15</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Desde 1994, um grande esfor&ccedil;o vem sendo empreendido para a divulga&ccedil;&atilde;o dessas informa&ccedil;&otilde;es e implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es que resultem na redu&ccedil;&atilde;o  da transmiss&atilde;o vertical do HIV, tais como: aconselhamento pr&eacute; e p&oacute;s-teste para o HIV no pr&eacute;-natal, para todas as gestantes;    administra&ccedil;&atilde;o de zidovudina para as gestantes identificadas com infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV e para seus filhos rec&eacute;m-nascidos; e substitui&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No contexto dos pa&iacute;ses em desenvolvimento, o Brasil pode-se colocar em uma situa&ccedil;&atilde;o intermedi&aacute;ria. Ao estabelecer a redu&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o vertical como prioridade, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de definiu e publicou recomenda&ccedil;&atilde;o nacional e passou a dispor recursos para: testagem anti-HIV, inclusive com teste r&aacute;pido nas maternidades, pr&eacute; e p&oacute;s-aconselhamento e consentimento; aquisi&ccedil;&atilde;o de zidovudina oral, injet&aacute;vel e em solu&ccedil;&atilde;o oral; capacita&ccedil;&atilde;o de profissionais de sa&uacute;de; e divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Estado de Mato Grosso do Sul, tamb&eacute;m podemos observar mudan&ccedil;as no perfil da epidemia. Est&aacute; ocorrendo uma interioriza&ccedil;&atilde;o e pauperiza&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, com predom&iacute;nio da transmiss&atilde;o do v&iacute;rus por contato heterossexual e aumento no n&uacute;mero de casos de aids nas mulheres em idade f&eacute;rtil,  implicando, conseq&uuml;entemente, aumento de casos na popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O objetivo deste trabalho &eacute; mostrar o impacto que o Programa de Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Gestante causou no aumento no n&uacute;mero de mulheres testadas para o HIV durante o pr&eacute;-natal, comparando o primeiro ano de vig&ecirc;ncia do programa com os anos anteriores.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Programa de Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Gestante de Mato Grosso do Sul foi implantado pela Secretaria de Estado da Sa&uacute;de em parceria com o Instituto de Pesquisas,  Ensino e Diagn&oacute;sticos da Associa&ccedil;&atilde;o de Pais e Amigos dos Excepcionais (Iped/Apae) de Campo Grande, capital do Estado, em outubro de 2002. S&atilde;o objetivos espec&iacute;ficos do Programa:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">I. Facilitar o acesso das gestantes aos exames do pr&eacute;-natal.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">II. Conhecer o perfil epidemiol&oacute;gico dos    agravos nesse contingente, para subsidiar interven&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">III. Aumentar a quantidade de gestantes testadas    durante o pr&eacute;-natal, para todas as patologias propostas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">IV. Proporcionar a redu&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o vertical das patologias triadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">V. Melhorar o cadastramento e seguimento das gestantes no SisPreNatal &#91;aplicativo desenvolvido pelo Departamento de Inform&aacute;tica do SUS (Datasus)&#93;, para permitir o acompanhamento adequado das gestantes inseridas no Programa de Humaniza&ccedil;&atilde;o no Pr&eacute;-Natal e no Nascimento (PHPN)/SUS</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">VI. Diminuir o n&uacute;mero de crian&ccedil;as portadoras de necessidades especiais</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">VII. Reduzir a morbimortalidade materno-infantil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A decis&atilde;o sobre o tipo de coleta do material a ser adotado baseou-se na experi&ecirc;ncia do Iped/Apae com a triagem neonatal no Estado, utilizando papel-filtro e alcan&ccedil;ando uma cobertura de 94% dos rec&eacute;m-nascidos. Em 1963, Guthrie introduziu o conceito de triagem neonatal para as desordens metab&oacute;licas, implantando um programa para diagn&oacute;stico de fenilceton&uacute;ria seguido pela triagem de hipotireoidismo cong&ecirc;nito. A metodologia usada foi a de coleta de amostra de sangue em papel-filtro &#8211; tamb&eacute;m chamado de <b>cart&atilde;o Guthrie</b> &#8211;, em crian&ccedil;as na primeira semana de vida.<sup>17</sup> Barbi e colaboradores    compararam a t&eacute;cnica de isolamento viral para citomegalov&iacute;rus (CMV) com a t&eacute;cnica de PCR em amostras extra&iacute;das do cart&atilde;o Guthrie de 700 amostras de crian&ccedil;as e verificou sensibilidade e especificidade de 100% e 99%, respectivamente. Esse m&eacute;todo tamb&eacute;m foi utilizado no diagn&oacute;stico de outras infec&ccedil;&otilde;es, como HIV, herpes simples, toxoplasma e <i>Treponema pallidum</i>.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outra experi&ecirc;ncia utilizando a metodologia do papel- filtro foi realizada para o diagn&oacute;stico de doen&ccedil;a de Chagas na Nicar&aacute;gua, mostrando 100% de sensibilidade e 90% de especificidade.<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As informa&ccedil;&otilde;es obtidas pelo presente estudo s&atilde;o de fundamental import&acirc;ncia para a intensifica&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es preconizadas pelo Programa Nacional de DST e Aids do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, no sentido de reduzir a transmiss&atilde;o vertical do HIV no Estado de Mato Grosso do Sul.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este trabalho apresenta as informa&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; triagem de mulheres gestantes no per&iacute;odo de janeiro a dezembro de 2003, comparando-as com as do per&iacute;odo de janeiro de 1999 a dezembro de 2002.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A t&eacute;cnica aplicada foi a do teste ELISA modificado, utilizando amostra de sangue seco. A amostra de sangue foi coletada por pun&ccedil;&atilde;o digital, colocada em seis discos de papel-filtro S&amp;5903, assim mantida por quatro horas em secagem natural. Esses discos de papel-filtro foram colados em uma ficha com todos os dados de identifica&ccedil;&atilde;o, data e local da coleta e autoriza&ccedil;&atilde;o da paciente para a realiza&ccedil;&atilde;o do teste anti-HIV. A seguir, o material foi enviado, por correio, em envelope selado pelo Iped/Apae, para o laborat&oacute;rio do Instituto, localizado na cidade de Campo Grande-MS. No laborat&oacute;rio, cada material recebeu um c&oacute;digo de barra, para melhor controle de identifica&ccedil;&atilde;o, os discos foram    cortados em microdiscos e, ent&atilde;o, deu-se in&iacute;cio ao processo de realiza&ccedil;&atilde;o do teste ELISA por dilui&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nos casos que apresentaram altera&ccedil;&otilde;es nas sorologias, foi realizada nova coleta por pun&ccedil;&atilde;o venosa, para confirma&ccedil;&atilde;o, e todo o material utilizado foi enviado para o Instituto. Os testes confirmat&oacute;rios realizados foram: ELISA, Western Blot e PCR. O controle de qualidade das amostras foi feito pelo Laborat&oacute;rio Central do Estado de Mato Grosso do Sul (Lacen-MS).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A partir da confirma&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico da patologia triada, foram desencadeadas as seguintes a&ccedil;&otilde;es pertinentes: cadastro no Complexo de Atendimento Multidisciplinar de Sa&uacute;de (CAMS) da Apae e busca ativa de todas as gestantes atendidas pelo Programa; cadastro e acompanhamento dos rec&eacute;m-nascidos; an&aacute;lise e publica&ccedil;&atilde;o  de dados; planejamento familiar; a&ccedil;&otilde;es preventivas; e notifica&ccedil;&atilde;o  ao servi&ccedil;o de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Durante o ano de 2003, foram analisadas amostras    de sangue de 32.512 gestantes acompanhadas pelo Programa de Prote&ccedil;&atilde;o    &agrave; Gestante durante o pr&eacute;-natal, das quais 1.500 apresentaram altera&ccedil;&otilde;es    nos resultados das sorologias; dessas, 119 apresentaram sorologia positiva para    o HIV.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No per&iacute;odo de janeiro de 1999 a dezembro de 2003, o n&uacute;mero de gestantes atendidas pela rede de servi&ccedil;os do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) no Estado de Mato Grosso do Sul, submetidas ao teste de triagem para detec&ccedil;&atilde;o de anticorpos anti-HIV 1 e 2, em rela&ccedil;&atilde;o ao total de gestantes cadastradas, foi de 12,0% em 1999, 16,0% em 2000, 17,0% em 2001, 28,5% em 2002 e 83,0% em 2003, como se observa na <a href="#tab1">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n2/2a06t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV entre as gestantes testadas durante o per&iacute;odo de estudo foi de 2,62% em 1999, 0,85% em 2000, 0,66% em 2001, 0,58% em 2002 e 0,36% em 2003 (<a href="#tab1">Tabela 1</a>)</font><font size="2" face="verdana">.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV na popula&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica &eacute; um problema crescente, principalmente nos pa&iacute;ses em desenvolvimento atingidos pela epidemia de aids. A forma mais freq&uuml;ente de uma crian&ccedil;a adquirir a infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV &eacute; por interm&eacute;dio de sua m&atilde;e, durante a gesta&ccedil;&atilde;o, no parto ou pela amamenta&ccedil;&atilde;o.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A preven&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o vertical do HIV &eacute; a prioridade entre as prioridades, nesses pa&iacute;ses, o ponto de encontro das diretrizes e estrat&eacute;gias para a consecu&ccedil;&atilde;o dos programas de preven&ccedil;&atilde;o.<sup>7,20,21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A possibilidade de reduzir a transmiss&atilde;o vertical do HIV com o uso de anti-retrovirais, demonstrada pelo protocolo 076 do Aids Clinical Trial Group (ACTG 076), foi um dos maiores avan&ccedil;os no conhecimento e enfrentamento da aids, desde a notifica&ccedil;&atilde;o dos primeiros casos da doen&ccedil;a no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 80.<sup>11,14,22</sup> Em 1994, ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o dos resultados do estudo,<sup>23,24</sup>outros trabalhos t&ecirc;m comprovado que as interven&ccedil;&otilde;es com anti-retrovirais, mesmo que realizadas tardiamente, resultam na redu&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o vertical do HIV.<sup>14,25-27</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com o objetivo de dotar o Programa de Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Gestante de car&aacute;ter integral, o Iped/Apae implantou o Complexo de Atendimento Multidisciplinar &agrave; Sa&uacute;de (CAMS), ambulat&oacute;rio constitu&iacute;do de equipe multidisciplinar formada pelos seguintes profissionais: m&eacute;dicos especialistas em infectologia, obstetr&iacute;cia, pneumologia, endocrinologia, neurologia, otorrinolaringologia e pediatria; enfermeira; assistente social; nutricionista; psic&oacute;loga; fonoaudiologista; e fisioterapeuta.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O CAMS presta atendimento &agrave;s gestantes que apresentam alguma altera&ccedil;&atilde;o no resultado das sorologias durante a triagem do pr&eacute;-natal, quando o seu Munic&iacute;pio de origem n&atilde;o disp&otilde;e de servi&ccedil;o especializado para acompanhamento durante a gesta&ccedil;&atilde;o, no parto e no puerp&eacute;rio, incluindo atendimento &agrave;s crian&ccedil;as expostas nascidas dessas mulheres.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com a implanta&ccedil;&atilde;o do Programa, houve a necessidade de elaborar um protocolo de condutas das patologias triadas para o atendimento das gestantes durante a gesta&ccedil;&atilde;o, no parto e no puerp&eacute;rio, direcionado aos profissionais m&eacute;dicos que atuam  nos servi&ccedil;os de pr&eacute;-natal de todo o Estado. O servi&ccedil;o oferece a esses profissionais a possibilidade de discuss&atilde;o dos casos cl&iacute;nicos, por telefone, com os m&eacute;dicos de refer&ecirc;ncia do CAMS. Para difundir esses protocolos, foi realizado um semin&aacute;rio, ao qual compareceram todos os profissionais que prestam atendimento nos servi&ccedil;os de pr&eacute;-natal  do Estado, onde foram oferecidos esclarecimentos e atualiza&ccedil;&otilde;es dos conhecimentos sobre as patologias triadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Verificou-se que, durante o per&iacute;odo de estudo, houve um aumento significativo no n&uacute;mero de gestantes triadas para o diagn&oacute;stico do HIV &#8211; a partir de 2001. Esse aumento de cobertura deveu-se &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o dos testes r&aacute;pidos nas maternidades da rede SUS e conveniadas, &agrave; capacita&ccedil;&atilde;o e sensibiliza&ccedil;&atilde;o  dos profissionais que atendem na rede p&uacute;blica, bem como &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o  do Projeto Nascer, pelo Programa Nacional de DST e Aids. O impacto no aumento do n&uacute;mero de gestantes triadas (de 496/41.859 para 32.512/39.183) ocorreu ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o do Programa de Prote&ccedil;&atilde;o &agrave; Gestante, em outubro de 2002, atingindo um patamar de 83%, valor semelhante ao de pa&iacute;ses desenvolvidos &#8211; que varia entre 76% e 94%.<sup>28,29</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero de mulheres infectadas pelo HIV diagnosticadas durante o pr&eacute;-natal, foi poss&iacute;vel constatar a import&acirc;ncia da t&eacute;cnica do papel-filtro no aumento do n&uacute;mero de diagn&oacute;sticos nessa popula&ccedil;&atilde;o, dada a facilidade e praticidade da coleta e do envio do material para realiza&ccedil;&atilde;o  do teste, contribuindo para um maior acesso &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es rurais, popula&ccedil;&otilde;es ind&iacute;genas, habitantes de assentamentos/acampamentos e pantaneiros, contando com a ajuda das equipes do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF) Rural e Ind&iacute;gena, popula&ccedil;&atilde;o essa at&eacute; ent&atilde;o pouco atingida.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">No per&iacute;odo de 1999 e 2000, o &iacute;ndice de soropreval&ecirc;ncia do HIV em gestantes encontrado (2,62% e 0,85%, respectivamente), explica-se, possivelmente, pelo fato de a maioria das amostras estarem restritas aos servi&ccedil;os ambulatoriais especializados (SAE). Vale destacar que, ap&oacute;s o ano de 2001, a rede de assist&ecirc;ncia &agrave; mulher passou a solicitar o teste anti-HIV &agrave;s gestantes; e que a soropreval&ecirc;ncia de 0,66% coincidiu com o resultado do projeto sentinela, implantado pelo Programa Nacional de DST e Aids nas maternidades da rede SUS.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A soropreval&ecirc;ncia registrada em 2003 (0,36%) foi o menor da s&eacute;rie hist&oacute;rica analisada. Embora n&atilde;o tenha sido obtida de amostra aleat&oacute;ria entre as gestantes acompanhadas naquele ano, a sua representatividade &#8211; 83% das gestantes atendidas pelas unidades do SUS &#8211; sugere resultados muito pr&oacute;ximos da real preval&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A abrang&ecirc;ncia do Programa de Prote&ccedil;&atilde;o    &agrave; Gestante resultou da facilidade e praticidade da coleta do material    nas unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de, na popula&ccedil;&atilde;o rural    e nas aldeias ind&iacute;genas, nos assentamentos e acampamentos e na &aacute;rea    pantaneira. O aumento da sua cobertura entre as gestantes permitiu o maior n&uacute;mero    de mulheres diagnosticadas infectadas pelo HIV e possibilitou, conseq&uuml;entemente,    a ado&ccedil;&atilde;o de medidas preventivas, profil&aacute;ticas e terap&ecirc;uticas    entre essa popula&ccedil;&atilde;o, contribuindo para o objetivo de reduzir    a transmiss&atilde;o vertical do HIV e diminuir a morbimortalidade materno-infantil    no Estado de Mato Grosso do Sul.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Quinn TC. Global burden of the HIV pandemic. The Lancet 1996;348:99-106.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Ho NK. Perinatal Infection-Problems in Developing Countries.   Singapore Medical Journal 1998;39:266-270.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Brito AM, Castilho AC, Szwarcwald CL. Aids    e infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV no Brasil: uma epidemia multifacetada. Revista    da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 2000;34:207-217.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. United Nations AIDS. Joint United Nations    Programme on HIV/AIDS. &#91;cited 2003 dez. 15&#93;. Available from: <a href="http://www.unaids.org/wad/2003/Epiupdate2003_sp/Epi03_01_sp.htm">http://www.unaids.org/wad/2003/Epiupdate2003_sp/Epi03_01_sp.htm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Center for Diseases Control and Prevention.    Basic Statistics - Cumulative AIDS Cases 2000. Atlanta: CDC; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Newell ML, Gibb DM. A Risk-benefit assessment of ziduvodine in the prevention of perinatal HIV transmission. Drug Safety 1995;12(4):274-282.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Word Health Organization. Prevention of mother-tochild transmission of HIV infection. Geneva: WHO; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. World Health Organization. Recommendations on the safe and effective use of short-course zidovudine for prevention of mother-to-child transmission of HIV 1998. Weekly Epidemiology Record 1998;73:313-320.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Bulterys M, Fowler G. Prevention of infection in children. Pediatric Clinics of North America 2000;47(1):241-261.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Report on the Global HIV/Aids epidemic. Geneva: Joint United Nations Programme on HIV/AIDS; 1997. p.1-13.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Lindegren ML, Steinberg S, Byers RH Jr. Epidemiology on HIV/AIDS in Children. Pediatrics Clinics of North America 2000 Feb;47(1):1-20.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Programa Nacional de DST e Aids. Dados e Pesquisa em DST/Aids &#91;monografia na Internet&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aids.gov.br/final/dados/dados.htm">http://www.aids.gov.br/final/dados/dados.htm.</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Center for Diseases Control and Prevention. Basic Statistics- Cumulative AIDS Cases 2001. Atlanta: CDC; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Mofenson LM, Mclntyre JA. Advances and recearch directions in the prevention of mother-to-child HIV-1 transmission. The Lancet 2000;355:2237-2244.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15. Moferson LM. Mother-child HIV-I transmission: Timing and Determinants. Obstetric Gynecology Clinics North American 1997;24(4):759-784.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16. Mato Grosso do Sul (Estado). Coordena&ccedil;&atilde;o Estadual de DST e Aids. Boletim Epidemiol&oacute;gico 2003; Semana Epidemiol&oacute;gica 48.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">17. Gaytant MA, Rours GIJG, Steegers EAP, et al. ongenital cytomegalovirus infection after recurrent infection: case reports and review of the literature. European Journal of Pediatric 2003; 162:248-253.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">18. Barbi M, Blinda S, Primache V, Caroppo S, et al. Cytomegalovirus  DNA detection in Guthrie cards: a powerful tool for diagnosing congenital infection. Journal of Clinical Virology 2000;17:159-165.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">19. Palacius X, Belli A, Espino AM. Detection    of antibodies against <i>Trypanosoma cruzi</i> in Somoto, Nicaragua, using indirect    ELISA and IFI on blood samples onfilter paper. Revista Panamericana de Salud    P&uacute;blica 2000;8(6):411-417.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">20. World Health Organization. Recommendations on the safe and effective use of short-course zidovudine for prevention of mother-to-child transmission of HIV 1999. Geneva: WHO, 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">21. Center of Diseases Control and Prevention. Basic Statis-tics &#8211; Exposure Categories 2000. Atlanta: CDC; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">22. MMWR. Morb Mortal Weekly Rep. Centers for Disease Control and Prevention: Recommendations of the Public Health Service Task Force. Recomendations for use of antiretroviral drugs in pregnant women infected with HIV-1 for maternal health and for reducing perinatal HIV-1 transmission in the United States, 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">23. Connor EM, et al. Reduction of maternal-infect transmission of human immunodeficiency virus type with zidovudine treatment. New England Journal of Medicine 1994;331:1173-1180.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">24. Center for Diseases Control and Prevention. Recommendations of the public health service. Task force on use of zidovudine to reduce perinatal transmission of human immunodeficiency virus. MMWR 1994;43:1-21.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">25. Frenkel LM, Wagner LM, Demeter LM, et al. Effects of antenatal zidovudine use during pregnancy on resistence and vertical transmission oh human immunodeficiency virus type 1. Clinical Infectious Diseases 1995;20(5):1321-1326.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">26. Mathenson PB, Thomas PA, Abrans EJ, et al. heterosexual behavior during pregnancy and perinatal transmission of HIV-1. New York City Perinatal HIV Transmission Collaborative Study Group. AIDS 1996;10:1249-1256.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">27. Fiscus SA, Adimora AA, Schoenbach VJ, et al. Trends in human immunodeficiency virus (HIV) couseling. Testing and antiretroviral treatment of HIV-infected women and perinatal transmission in North Carolina. Journal Infectious Diseases 1999;180: 99-105.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">28. Lindegren ML, Buers RH, Thomas P. Trends in perinatal transmission of HIV/AIDS in the United States. JAMA 1999;282(6):531-538.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">29. Mofenson LM. Short-course zidovudine for prevention of perinatal infection. The Lancet 1999;353:766-767.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v14n2/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b>Rua Autonomista, 887,    <br>   Jardim Autonomista, Campo Grande-MS.    <br>   CEP: 79022-420    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:fabbro@uol.com.br">fabbro@uol.com.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Global burden of the HIV pandemic]]></article-title>
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<year>1996</year>
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<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Perinatal Infection-Problems in Developing Countries]]></article-title>
<source><![CDATA[Singapore Medical Journal]]></source>
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