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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação das casas de apoio para portadores de HIV/aids do Município de Ribeirão Preto, Estado de São Paulo, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Evaluation of support houses for patients with HIV/AIDS in the Municipality of Ribeirão Preto, São Paulo State, Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study was an evaluation of structure, functioning and characterization of administrative and biopsychosocial practices of support houses (two dedicated to adults and two for children) for patients with HIV/AIDS in the Municipality of Ribeirão Preto, São Paulo State, Brazil. The methodology used was quantitative-qualitative, evaluative and exploratory research by free observations, a field diary and application of an instrument containing closed and open questions elaborated based on the Technical Norm of Health Surveillance Center, of the Center for Reference and Training on STD and AIDS, of the State Health Department (CVS/CRT/AIDS/SES-SP). These organizations are run by an assistance and humanitarian entity - mostly maintained with resources from the civil society - partially following the norms and requirements of health agencies and health surveillance. Their coordination and human resources consist predominantly of women, paid employees as well as volunteers. This work illustrates the important role of these non-governmental organizations (NGO) in the field of social rights related to HIV/aids patients, filling gaps not contemplated by governmental institutions.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[avaliação]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="verdana"><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o das casas de apoio    para portadores de HIV/aids do Munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto, Estado    de S&atilde;o Paulo, Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Evaluation of support houses for patients    with HIV/AIDS in the Municipality of Ribeir&atilde;o Preto, S&atilde;o Paulo    State, Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="verdana">Marisley Vilas B&ocirc;as Soares<sup>I</sup>;    Alda&iacute;sa Cassanho Forster<sup>I</sup>; Manoel Ant&ocirc;nio dos Santos<sup>II</sup></font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Departamento de Medicina Social,    Faculdade de Medicina de Ribeir&atilde;o Preto, Universidade de S&atilde;o Paulo,    Ribeir&atilde;o Preto-SP    <br><sup>II</sup>Departamento de Psicologia    e Educa&ccedil;&atilde;o, Faculdade de Filosofia, Ci&ecirc;ncias e Letras de    Ribeir&atilde;o Preto, Universidade de S&atilde;o Paulo, Ribeir&atilde;o Preto-SP</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este estudo traz uma avalia&ccedil;&atilde;o    da estrutura, funcionamento e caracteriza&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas    administrativas e assist&ecirc;ncia biopsicossocial das casas de apoio para    portadores de HIV/aids (duas destinadas a adultos e uma para crian&ccedil;as)    no Munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto, Estado de S&atilde;o Paulo, Brasil.    Foi realizada pesquisa quantitativa e qualitativa, avaliativa e explorat&oacute;ria    mediante observa&ccedil;&otilde;es livres, di&aacute;rio de campo e aplica&ccedil;&atilde;o    de instrumento contendo perguntas fechadas e abertas, elaborado com base na    Norma T&eacute;cnica do Centro de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria, do Centro    de Refer&ecirc;ncia e Treinamento em DST e Aids da Secretaria de Estado da Sa&uacute;de    de S&atilde;o Paulo (CVS/CRT/AIDS/SES-SP). Trata-se de organiza&ccedil;&otilde;es    regidas por entidades assistencialistas e humanit&aacute;rias &#8211; majoritariamente    mantidas com recursos da sociedade civil &#8211;, parcialmente adequadas &agrave;s    normas e exig&ecirc;ncias dos &oacute;rg&atilde;os de sa&uacute;de e vigil&acirc;ncia    sanit&aacute;ria. As suas coordena&ccedil;&otilde;es e os recursos humanos envolvidos    s&atilde;o constitu&iacute;dos, predominantemente, por mulheres, funcion&aacute;rios    remunerados em coexist&ecirc;ncia com volunt&aacute;rios. Foi poss&iacute;vel    refletir sobre o importante papel que essas organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o    governamentais (ONG) desenvolvem no campo dos direitos sociais referentes aos    portadores de HIV/aids, cobrindo lacunas n&atilde;o preenchidas por institui&ccedil;&otilde;es    governamentais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> avalia&ccedil;&atilde;o;    assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de; s&iacute;ndrome da imunodefici&ecirc;ncia    adquirida; organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">This study was an evaluation of structure, functioning    and characterization of administrative and biopsychosocial practices of support    houses (two dedicated to adults and two for children) for patients with HIV/AIDS    in the Municipality of Ribeir&atilde;o Preto, S&atilde;o Paulo State, Brazil.    The methodology used was quantitative-qualitative, evaluative and exploratory    research by free observations, a field diary and application of an instrument    containing closed and open questions elaborated based on the Technical Norm    of Health Surveillance Center, of the Center for Reference and Training on STD    and AIDS, of the State Health Department (<i>CVS/CRT/AIDS/SES-SP</i>). These    organizations are run by an assistance and humanitarian entity &#8211; mostly    maintained with resources from the civil society &#8211; partially following    the norms and requirements of health agencies and health surveillance. Their    coordination and human resources consist predominantly of women, paid employees    as well as volunteers. This work illustrates the important role of these non-governmental    organizations (NGO) in the field of social rights related to HIV/aids patients,    filling gaps not contemplated by governmental institutions.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words</b>: evaluation; health care; acquired    immunodeficiency syndrome; non-governmental organizations.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A abordagem da epidemia de aids no Brasil, particularmente    na d&eacute;cada de 1980, recebeu fortes influ&ecirc;ncias do contexto sociopol&iacute;tico    e cultural do pa&iacute;s, ao mesmo tempo em que se observava, no cen&aacute;rio    mundial, a importante contribui&ccedil;&atilde;o da epidemiologia sobre os mecanismos    de transmiss&atilde;o, medidas de preven&ccedil;&atilde;o e controle do HIV/aids    no n&iacute;vel populacional. &Agrave;quela &eacute;poca, o conhecimento cient&iacute;fico    sobre a s&iacute;ndrome da imunodefici&ecirc;ncia adquirida ainda era incipiente.    Em meio &agrave;s mudan&ccedil;as e crises que agitaram o cen&aacute;rio pol&iacute;tico    e econ&ocirc;mico das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, emergiram, da sociedade    civil, organiza&ccedil;&otilde;es e movimentos voltados para causas tidas, at&eacute;    ent&atilde;o, como minorit&aacute;rias &#8211; o meio ambiente, as rela&ccedil;&otilde;es    de g&ecirc;nero e as quest&otilde;es raciais,<sup>1</sup> por exemplo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A situa&ccedil;&atilde;o sociossanit&aacute;ria    dos segmentos atingidos e vulner&aacute;veis &agrave; s&iacute;ndrome evoluiu    com a disponibilidade do tratamento, surgindo novas demandas assistenciais dos    portadores de HIV/aids &#8211; adultos, crian&ccedil;as e adolescentes &#8211;    que o Estado tem mostrado dificuldades para atender. Como resposta a essas limita&ccedil;&otilde;es,    a mobiliza&ccedil;&atilde;o de entidades religiosas e da sociedade civil deu    origem a organiza&ccedil;&otilde;es como as chamadas Casas de Apoio, entidades    sem fins lucrativos e de interesse p&uacute;blico.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esses equipamentos sociais visam &quot;oferecer    assist&ecirc;ncia multidisciplinar ao portador do HIV/aids sem recursos financeiros    e apoio familiar&quot;.<sup>2</sup> S&atilde;o de interesse direto &agrave;s    quest&otilde;es de sa&uacute;de, extensivas &agrave; educa&ccedil;&atilde;o    e assist&ecirc;ncia no caso do p&uacute;blico infantil e adolescente, por raz&otilde;es    legais ou por orfandade &#8211; da&iacute;, tamb&eacute;m, a denomina&ccedil;&atilde;o    de Casas de Solidariedade.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As casas de apoio podem ser consideradas <i>locus</i>    de uma teia complexa de relacionamentos de diferentes atores sociais implicados    &#8211; administradores dos servi&ccedil;os, popula&ccedil;&atilde;o assistida    &#8211;, com reflexos nas inst&acirc;ncias sociais atingidas por sua interven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Considerando-se a reconhecida relev&acirc;ncia    social desses equipamentos e a escassez de estudos voltados &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o    desse tipo de organiza&ccedil;&atilde;o, a proposta de uma investiga&ccedil;&atilde;o    que aborde os servi&ccedil;os assistenciais organizados pela sociedade civil    torna-se imprescind&iacute;vel para a sistematiza&ccedil;&atilde;o do conhecimento    acerca da sua atua&ccedil;&atilde;o. Ela permitir&aacute; analisar o alcance    e as limita&ccedil;&otilde;es encontradas no desempenho de seu papel social    como promotoras do exerc&iacute;cio da cidadania, em uma sociedade sob cont&iacute;nuo    processo de transforma&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O objetivo deste estudo &eacute; avaliar e caracterizar    as tr&ecirc;s casas de apoio para portadores de HIV/aids (duas destinadas a    adultos e uma a crian&ccedil;as) existentes no Munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o    Preto, Estado de S&atilde;o Paulo, cidade que apresenta incid&ecirc;ncia expressiva    de indiv&iacute;duos acometidos pelo HIV/aids.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Delineamento</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Trata-se de um estudo descritivo e explorat&oacute;rio    que utiliza uma estrat&eacute;gia te&oacute;rico-metodol&oacute;gica quantitativa    e qualitativa, para avaliar a estrutura, funcionamento e caracteriza&ccedil;&atilde;o    das pr&aacute;ticas administrativas e de assist&ecirc;ncia biopsicossocial das    casas de apoio. A avalia&ccedil;&atilde;o da garantia da qualidade pode ser    realizada em diferentes n&iacute;veis: estrutura (recursos e instala&ccedil;&otilde;es);    processo (organiza&ccedil;&atilde;o das fun&ccedil;&otilde;es para o alcance    do resultado desejado); e resultado (verifica&ccedil;&atilde;o do grau de atendimento    do objetivo esperado).<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Participantes</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram definidas como participantes as respons&aacute;veis    pela coordena&ccedil;&atilde;o de cada uma das casas, em fun&ccedil;&atilde;o    da posi&ccedil;&atilde;o gerencial que ocupavam dentro da organiza&ccedil;&atilde;o    e da designa&ccedil;&atilde;o de seu papel: &quot;reunir e sincronizar atividades    e pessoas de forma que funcionem harmoniosamente, na realiza&ccedil;&atilde;o    dos objetivos da organiza&ccedil;&atilde;o&quot;.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Materiais e instrumentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para a avalia&ccedil;&atilde;o e caracteriza&ccedil;&atilde;o    das casas de apoio, foram utilizados os seguintes instrumentos:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- question&aacute;rio aplicado, sobre as condi&ccedil;&otilde;es    estruturais das casas de apoio;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- observa&ccedil;&atilde;o livre, iniciada ap&oacute;s    cada entrevista; e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- di&aacute;rio de campo, elaborado ao longo    de todo o processo de coleta dos dados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O question&aacute;rio aplicado foi desenvolvido    com base na Norma T&eacute;cnica &#91;Portaria Conjunta n<sup>o</sup> 2, do Centro    de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (CVS)/Centro de Refer&ecirc;ncia e Treinamento    em DST e Aids da Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo (CRT-AIDS/SES-SP),    2001&#93;<sup>3</sup> e no Guia de Recomenda&ccedil;&otilde;es: casa de apoio    em HIV/aids, do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS).<sup>2</sup> Sua finalidade    foi avaliar a estrutura das institui&ccedil;&otilde;es. O roteiro constituiu-se    de 23 perguntas, em sua maioria quest&otilde;es fechadas, que podem ser assim    classificadas:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>Estrutura f&iacute;sica, financeira e social</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As quest&otilde;es desse t&oacute;pico abrangiam:    condi&ccedil;&otilde;es da sede (doada, alugada, pr&oacute;pria ou cedida);    verifica&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia do n&uacute;mero de c&ocirc;modos    (banheiros, duchas, quartos e crit&eacute;rios de divis&atilde;o), &aacute;rea    comum, luz, &aacute;gua, ventila&ccedil;&atilde;o; fontes financeiras e sua    import&acirc;ncia na composi&ccedil;&atilde;o da receita; benef&iacute;cio fiscal    concedido; e situa&ccedil;&atilde;o legal junto aos &oacute;rg&atilde;os oficiais    &#8211; alvar&aacute;, estatuto social, regimento interno e informa&ccedil;&otilde;es    dispon&iacute;veis sobre os objetivos do equipamento social.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Recursos dispon&iacute;veis e seu manejo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">N&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es por    dia, funcion&aacute;rio respons&aacute;vel pelo card&aacute;pio e sua prepara&ccedil;&atilde;o;    higiene (n&uacute;mero de vezes ao dia em que &eacute; realizada a limpeza da    casa, dos quartos, dos banheiros); exist&ecirc;ncia de meio(s) de transporte    para os servi&ccedil;os de sa&uacute;de; servi&ccedil;os dispon&iacute;veis    de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de (servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos,    discuss&atilde;o de casos cl&iacute;nicos em equipe, assist&ecirc;ncia ao paciente    acamado, exist&ecirc;ncia de sala de curativos); a&ccedil;&otilde;es educativas    para preven&ccedil;&atilde;o de infec&ccedil;&otilde;es sexualmente transmiss&iacute;veis;    educa&ccedil;&atilde;o continuada aos funcion&aacute;rios; e fornecimento de    cesta b&aacute;sica aos familiares dos moradores.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Clientela da casa e sua perman&ecirc;ncia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Grupo-alvo da aten&ccedil;&atilde;o; per&iacute;odo    de tempo estipulado para perman&ecirc;ncia; atividades desenvolvidas pelos moradores;    e condi&ccedil;&otilde;es de reintegra&ccedil;&atilde;o do morador ao contexto    familiar e social.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Quadro de recursos humanos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Funcion&aacute;rios e volunt&aacute;rios; fun&ccedil;&otilde;es    desempenhadas; quantidade de horas trabalhadas por dia; tipo de v&iacute;nculo    e tempo de perman&ecirc;ncia na casa; quantidade de funcion&aacute;rios por    leito; e, em rela&ccedil;&atilde;o aos volunt&aacute;rios, crit&eacute;rios    de sele&ccedil;&atilde;o e breve discuss&atilde;o sobre seus objetivos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Normas de biosseguran&ccedil;a</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Aqui, foi verificado <i>in loco</i> o cumprimento    ou n&atilde;o dos itens questionados: cozinha (tela instalada, veda&ccedil;&atilde;o    de borracha sob as portas, cestas e lixo tampados, condi&ccedil;&otilde;es adequadas    ao trabalho dos funcion&aacute;rios, acesso exclusivo para preparo de alimentos);    lavanderia (uso de sacos vedados para roupas com secre&ccedil;&otilde;es, janelas    com telas, recipientes diferenciados para roupa suja e para roupa limpa, uso    de luva e avental pelo funcion&aacute;rio respons&aacute;vel); condi&ccedil;&otilde;es    de armazenamento dos medicamentos (c&ocirc;modo reservado, uso de fichas de    identifica&ccedil;&atilde;o e quadro cl&iacute;nico dos moradores, responsabiliza&ccedil;&atilde;o    sobre a administra&ccedil;&atilde;o dos rem&eacute;dios e aplica&ccedil;&atilde;o    endovenosa).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O instrumento desenvolvido foi submetido a um    estudo-piloto e incorporou sugest&otilde;es de coordenadores de outras entidades    onde foi aplicado. N&atilde;o era seu objetivo funcionar como um meio de fiscaliza&ccedil;&atilde;o,    mas levantar informa&ccedil;&otilde;es sistem&aacute;ticas que permitissem conhecer    melhor a estrutura das casas de apoio e suas condi&ccedil;&otilde;es objetivas    de funcionamento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram feitas observa&ccedil;&otilde;es, na modalidade    livre, ao longo de tr&ecirc;s visitas de uma hora cada (em m&eacute;dia), em    diferentes per&iacute;odos do dia e da semana &#8211; inclusive fins de semana.    A realiza&ccedil;&atilde;o da observa&ccedil;&atilde;o permitiu acompanhar o    desenvolvimento das atividades di&aacute;rias das casas, o manejo de situa&ccedil;&otilde;es    concretas e o contato com o cotidiano dos moradores e funcion&aacute;rios. Foi    poss&iacute;vel aproximar as quest&otilde;es t&eacute;cnicas avaliadas dos seus    desdobramentos nas pr&aacute;ticas de assist&ecirc;ncia realizadas, suas limita&ccedil;&otilde;es    e potencialidades.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O cen&aacute;rio da pesquisa foi constru&iacute;do    com a ajuda do <b>di&aacute;rio de campo</b>. Os momentos que antecederam o    per&iacute;odo das observa&ccedil;&otilde;es e sua realiza&ccedil;&atilde;o,    propriamente dita, foram registrados nesse di&aacute;rio,<sup>6</sup> onde tamb&eacute;m    foram feitas anota&ccedil;&otilde;es sobre o contato com os sujeitos observados    &#8211; express&otilde;es, reflex&otilde;es, coment&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A an&aacute;lise dos dados foi feita mediante    a elabora&ccedil;&atilde;o de relat&oacute;rios espec&iacute;ficos para cada    uma das casas visitadas, desenvolvidos e apresentados de forma a auxiliar na    caracteriza&ccedil;&atilde;o, apoiada em evid&ecirc;ncias, das singularidades    e semelhan&ccedil;as dessas institui&ccedil;&otilde;es. Adotando a observa&ccedil;&atilde;o    como princ&iacute;pio desses relatos, foram traduzidas as inter-rela&ccedil;&otilde;es    das condi&ccedil;&otilde;es existentes para a realiza&ccedil;&atilde;o da assist&ecirc;ncia    &#8211; estrutura f&iacute;sica, financeira e social, recursos e manejo, popula&ccedil;&atilde;o    moradora e sua perman&ecirc;ncia, quadro de funcion&aacute;rios e condi&ccedil;&otilde;es    de biosseguran&ccedil;a &#8211; com as viv&ecirc;ncias cotidianas das casas.    Os par&acirc;metros utilizados foram os mesmos recomendados pelas normas adotadas.<sup>2,3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Buscando atender ao item IV da Resolu&ccedil;&atilde;o    n<sup>o</sup> 196 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de (CNS)/MS, de 10 de outubro    de 1996, os participantes formalizaram sua anu&ecirc;ncia com o presente estudo    mediante assinatura de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, previsto    pela norma do Conselho de &Eacute;tica em Pesquisa com Seres Humanos do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa do Centro    de Sa&uacute;de da Escola da Faculdade de Medicina de Ribeir&atilde;o Preto,    Universidade de S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados obtidos e aqui apresentados visaram    delinear as estruturas e a din&acirc;mica de funcionamento das tr&ecirc;s casas    de apoio para portadores de HIV/aids de Ribeir&atilde;o Preto-SP, cuja finalidade    &eacute; oferecer assist&ecirc;ncia biopsicossocial &agrave; sa&uacute;de, desenvolvendo    a&ccedil;&otilde;es relacionadas ao bem-estar social de uma popula&ccedil;&atilde;o    espec&iacute;fica. Optou-se por ampliar os aspectos t&eacute;cnicos e adentrar    esses locais com o olhar disposto a conhecer servi&ccedil;os de interesse direto    para a Sa&uacute;de, mantidos por entidades civis que buscam oferecer, al&eacute;m    de um abrigo, um lar para as pessoas portadoras de uma doen&ccedil;a que traz    profundas marcas sociais. Caracter&iacute;sticas comuns a esses tr&ecirc;s equipamentos    e informa&ccedil;&otilde;es sobre o cumprimento de alguns par&acirc;metros exigidos    est&atilde;o sistematizadas na <a href="#tab1">Tabela 1</a>.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n2/2a07tab1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">As casas de apoio em quest&atilde;o deram in&iacute;cio    ao seu funcionamento em per&iacute;odos pr&oacute;ximos (com diferen&ccedil;a    de um ano), duas das quais instaladas em im&oacute;veis doados. A Casa 3, rec&eacute;m-instalada,    ainda estava sendo adaptada &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de biosseguran&ccedil;a    &#8211; diferentemente das outras duas, j&aacute; regularizadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ao todo, chegavam a oferecer 68 vagas, contando    com 44 moradores no per&iacute;odo da coleta de dados. A Casa 3 apresentava    uma ocupa&ccedil;&atilde;o pr&oacute;xima &agrave; metade das vagas dispon&iacute;veis,    ao passo que as demais se encontravam com ocupa&ccedil;&atilde;o acima da metade    da sua capacidade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Juntas, somavam 33 funcion&aacute;rios e 24 volunt&aacute;rios.    A Casa 2 &#8211; de p&uacute;blico infantil &#8211;, a de maior oferta de vagas,    proporcionalmente, apresentava o maior quadro de pessoas contratadas, em contraste    com a Casa 1, que dependia do trabalho volunt&aacute;rio de um maior n&uacute;mero    de pessoas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Observaram-se tr&ecirc;s condi&ccedil;&otilde;es    diferentes, relacionadas &agrave;s fontes de recursos: exclusivamente da comunidade    (Casa 1); de pessoas f&iacute;sicas e jur&iacute;dicas (Casa 2); e de uma funda&ccedil;&atilde;o    institucional (Casa 3) (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A Casa 1 recebia um p&uacute;blico adulto, mantida    por uma entidade de cunho religioso. Seus funcion&aacute;rios eram volunt&aacute;rios,    oriundos, principalmente, da mesma comunidade religiosa, vinculados &agrave;    institui&ccedil;&atilde;o h&aacute; um ano e meio, em m&eacute;dia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As outras duas casas pertenciam a uma mesma entidade    assistencial, que mantinha outras atividades simultaneamente, possibilitando    repasses de doa&ccedil;&otilde;es entre elas. A seguir, s&atilde;o apresentados,    com maiores detalhes, os dados oriundos do question&aacute;rio e da observa&ccedil;&atilde;o    livre, para que se dimensionem as atividades e as estruturas dispon&iacute;veis    nessas entidades.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Tijolos, cimento... Qual    &eacute; o teor dessa constru&ccedil;&atilde;o?</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">As tr&ecirc;s entidades avaliadas possu&iacute;am    instala&ccedil;&otilde;es f&iacute;sicas amplas, em condi&ccedil;&otilde;es    estruturais adequadas &agrave;s atividades propostas. A Casa 1 caracterizava-se    por dispor de uma ampla &aacute;rea verde, com restri&ccedil;&otilde;es de acesso    para coibir o uso de drogas pelos moradores &#8211; falta de uma vigil&acirc;ncia    permanente. Possu&iacute;a, ao todo, 11 c&ocirc;modos e tr&ecirc;s quartos,    um deles reservado para uso como enfermaria, e contava com 11 moradores no per&iacute;odo    da coleta dos dados. Na Casa 2, foram observadas as reformas realizadas no local    para adapta&ccedil;&atilde;o e adequa&ccedil;&atilde;o das instala&ccedil;&otilde;es    &agrave;s necessidades das crian&ccedil;as. A coordena&ccedil;&atilde;o denominou    os detalhes exigidos para a adequa&ccedil;&atilde;o do im&oacute;vel como &quot;muitas    coisinhas&quot;. Nem por isso, deixou de providenci&aacute;-las. Possu&iacute;a    quartos decorados para meninos, meninas e beb&ecirc;s. A Casa 3, por sua vez,    possu&iacute;a um total de 14 c&ocirc;modos, com tr&ecirc;s quartos. Assim como    a Casa 1, os quartos da Casa 3 eram divididos por sexo; e o terceiro quarto,    reservado para ocupa&ccedil;&atilde;o em casos de agravamento das condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Todas as tr&ecirc;s casas encontravam-se regulamentadas    junto aos &oacute;rg&atilde;os de fiscaliza&ccedil;&atilde;o municipal, mas    referiram que o regimento interno se encontrava em fase de elabora&ccedil;&atilde;o;    a Casa 2 j&aacute; contava com esse documento prestes a ser finalizado. As normas    de biosseguran&ccedil;a eram cumpridas: na cozinha e na lavanderia, instaladas    em c&ocirc;modos semi-abertos; e no armazenamento dos medicamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>A constru&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o    privado</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As atividades di&aacute;rias nesses locais eram    voltadas, preponderantemente, para os cuidados de sa&uacute;de, como realiza&ccedil;&atilde;o    de consultas, exames ou acompanhamento de rotina. Foi observado que uma das    atribui&ccedil;&otilde;es das coordena&ccedil;&otilde;es era a organiza&ccedil;&atilde;o    dos hor&aacute;rios de sa&iacute;da e dos locais de destino (relativos &agrave;s    atividades citadas) para todos os moradores. Poderiam tanto manter um mural    com um quadro atualizado dessas atividades, acess&iacute;vel a todos, como uma    agenda sob a responsabilidade da coordena&ccedil;&atilde;o. Todas tr&ecirc;s    dispunham de ve&iacute;culo pr&oacute;prio para transporte aos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A limpeza era provida com regularidade, para    manter o ambiente sempre limpo. Ela podia ser feita por funcion&aacute;rios    ou moradores com boas condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, como pelas pr&oacute;prias    coordenadoras, se assim fosse necess&aacute;rio. Segundo a coordenadora do abrigo    infantil, as crian&ccedil;as colaboravam com a organiza&ccedil;&atilde;o de    seus quartos e da brinquedoteca e desenvolviam pequenas atividades diversas,    sentindo-se valorizadas com esse tipo de encargos. Na Casa 1, entretanto, havia    dificuldade de ades&atilde;o dos adultos, seus moradores, no desempenho de tarefas    di&aacute;rias, de acordo com a sua coordenadora. Nas duas casas para adultos,    foram acompanhadas as atividades de limpeza realizadas pelos pr&oacute;prios    moradores, o que criava um clima de intensa mobiliza&ccedil;&atilde;o e envolvimento    da maioria. Esses momentos, mesmo sem contar com a participa&ccedil;&atilde;o    de todos por livre e espont&acirc;nea vontade, e apesar da aus&ecirc;ncia de    alternativas de atividades planejadas, proporcionaram certa descontra&ccedil;&atilde;o    no desempenho das rotinas, perpassados pelo objetivo comum de recupera&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre as responsabilidades espec&iacute;ficas    das coordena&ccedil;&otilde;es, estava a monitora&ccedil;&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o    dos medicamentos e das refei&ccedil;&otilde;es, de modo que agradasse ao maior    n&uacute;mero poss&iacute;vel de moradores. Eram oferecidas, em m&eacute;dia,    seis refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias para os adultos; e para as crian&ccedil;as,    at&eacute; oito refei&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O assunto sexualidade foi avaliado pelas coordenadoras    como alheio &agrave;s compet&ecirc;ncias das casas, que se limitavam a atender    a demanda do morador ou deixar essa incumb&ecirc;ncia para os servi&ccedil;os    de sa&uacute;de freq&uuml;entados. N&atilde;o foi encontrada uma atividade sistem&aacute;tica    de educa&ccedil;&atilde;o para preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as sexualmente    transmiss&iacute;veis. A sexualidade dos moradores, adultos e crian&ccedil;as,    n&atilde;o era abordada abertamente, o que denotou uma dificuldade das coordena&ccedil;&otilde;es    em lidar com as singularidades de cada um em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo &#8211;    dessa forma, elevado &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de tabu, principalmente    quando associado ao contexto da epidemia de aids.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>As m&atilde;os que geram as obras</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As coordena&ccedil;&otilde;es eram desempenhadas    por mulheres, inicialmente volunt&aacute;rias, que, por diferentes motivos,    engajaram-se na forma&ccedil;&atilde;o desses equipamentos sociais. A presen&ccedil;a    feminina na constitui&ccedil;&atilde;o dos recursos humanos (funcion&aacute;rios    e volunt&aacute;rios) foi predominante nas casas de apoio. Como a sua qualifica&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o era elevada, eram oferecidos cursos, treinamentos e atividades de    educa&ccedil;&atilde;o continuada por profissionais da &aacute;rea.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No quadro geral da equipe de trabalho das tr&ecirc;s    casas, foi observado um predom&iacute;nio do n&uacute;mero de funcion&aacute;rios    em detrimento do n&uacute;mero de volunt&aacute;rios. Separadamente, enquanto    a Casa 1 possu&iacute;a mais volunt&aacute;rios do que funcion&aacute;rios,    acontecia o inverso na Casa 2. O voluntariado permite oferecer servi&ccedil;os    especializados de diferentes profissionais, mas tamb&eacute;m pode servir de    v&aacute;lvula de escape para &quot;chorar sua pr&oacute;pria dor&quot;, segundo    relatou uma das coordenadoras. Assim, essas pessoas eram, previamente, entrevistadas    e avaliadas quanto ao seu real interesse e o significado, para elas, do trabalho    volunt&aacute;rio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Os turnos eram de oito horas, em m&eacute;dia;    contudo, as coordena&ccedil;&otilde;es referiram uma jornada de trabalho maior,    dado o intenso envolvimento, com responsabilidades e car&aacute;ter emocional,    nas suas atividades. A conviv&ecirc;ncia permanente com as dificuldades tamb&eacute;m    se fez presente nessas organiza&ccedil;&otilde;es. A principal provis&atilde;o    de recursos era obtida por meio de doa&ccedil;&otilde;es da comunidade civil    e de benef&iacute;cios p&uacute;blicos, ambos insuficientes para garantir o    atendimento &agrave;s necessidades de custeio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Os tripulantes da nau</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os moradores dessas casas de apoio foram qualificados    pelas coordena&ccedil;&otilde;es como pessoas que n&atilde;o possu&iacute;am    &quot;<i>estrutura f&iacute;sica, social e familiar</i>&quot; para lidar com    as decorr&ecirc;ncias da infec&ccedil;&atilde;o por HIV/aids. Provinham de fam&iacute;lias    sem condi&ccedil;&otilde;es materiais ou recursos para sobreviv&ecirc;ncia;    ou de uma hist&oacute;ria referida de v&iacute;nculos fr&aacute;geis, que inviabilizavam    as condi&ccedil;&otilde;es adequadas e necess&aacute;rias &agrave; boa conviv&ecirc;ncia,    em fam&iacute;lia, com a aids e seu portador.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O per&iacute;odo de perman&ecirc;ncia nessas    casas mostrou-se vari&aacute;vel &#8211; de tr&ecirc;s a seis meses &#8211;,    segundo a defini&ccedil;&atilde;o dos regimentos internos. Entretanto, muitos    moradores passavam anos sob o abrigo da entidade, fazendo dela o seu pr&oacute;prio    lar. A promo&ccedil;&atilde;o de atividades de integra&ccedil;&atilde;o social    e/ou familiar do morador dava-se durante as visitas feitas pelos parentes, pouco    freq&uuml;entes; ou na participa&ccedil;&atilde;o em cursos externos, ainda    que limitada pela escassez de meios de transporte pr&oacute;prios da casa. Na    Casa 1, como medida de reintegra&ccedil;&atilde;o, alguns moradores eram autorizados    a sair nos finais de semana, para visitar parentes e amigos. Na casa-abrigo    infantil, a escola, assim como os passeios &agrave; sorveteria, <i>shopping    center</i> ou circo, tinham a fun&ccedil;&atilde;o de promover a intera&ccedil;&atilde;o    das crian&ccedil;as com o mundo externo. Nos fins de semana, eram raros os momentos    em que as crian&ccedil;as se encontravam desocupadas, j&aacute; que grupos de    volunt&aacute;rios promoviam festas com freq&uuml;&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os moradores apresentavam-se em diferentes condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de, sendo comum o conv&iacute;vio daqueles em estado mais preservado    com os que apresentavam risco iminente de morte. Um relato oferecido pela coordena&ccedil;&atilde;o    da Casa 2 ilustrou essa situa&ccedil;&atilde;o de proximidade com o desenlace    fatal, quando o falecimento de uma das funcion&aacute;rias (um evento recente,    &agrave; &eacute;poca da coleta dos dados) favoreceu um contexto prop&iacute;cio    para as crian&ccedil;as abordarem outras perdas pelas quais j&aacute; haviam    passado, como a morte de outras duas crian&ccedil;as da casa. Segundo a coordenadora,    esse acontecimento inusitado repercutiu positivamente, funcionando como um catalisador    para que os pequenos pudessem explicitar suas d&uacute;vidas, ang&uacute;stias    e temores diante da proximidade ou mesmo da presen&ccedil;a do espectro da morte    na sua realidade cotidiana.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>A avalia&ccedil;&atilde;o de estrutura das    casas de apoio</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tendo em vista os materiais dispon&iacute;veis    para normatiza&ccedil;&atilde;o do funcionamento desses equipamentos sociais,    foi poss&iacute;vel verificar as seguintes caracter&iacute;sticas:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- as casas de apoio para portadores adultos avaliadas    eram estabelecimentos definidos como de pequeno e m&eacute;dio porte (com at&eacute;    20 vagas), enquanto a capacidade da casa de apoio &agrave; popula&ccedil;&atilde;o    infantil era de at&eacute; 40 crian&ccedil;as;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- nas tr&ecirc;s casas, o per&iacute;odo de perman&ecirc;ncia    era definido como de longa dura&ccedil;&atilde;o (superior a 30 dias), apesar    de essa norma n&atilde;o ser seguida rigidamente;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- as casas de apoio para adultos n&atilde;o eram    pass&iacute;veis de classifica&ccedil;&atilde;o como a prevista pela Norma T&eacute;cnica    do CVS/CRT-AIDS/SES-SP, em que um dos crit&eacute;rios de diferencia&ccedil;&atilde;o    referia-se &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de manifesta&ccedil;&atilde;o e    agravo dos sintomas; por&eacute;m, foi observada a coexist&ecirc;ncia de pessoas    com sua capacidade de autonomia preservada e outras que apresentavam um maior    n&iacute;vel de depend&ecirc;ncia;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">- a casa de apoio para abrigo de crian&ccedil;as    caracterizava- se, tamb&eacute;m, como uma casa de solidariedade, abrigando    crian&ccedil;as &oacute;rf&atilde;s ou cujos pais, na condi&ccedil;&atilde;o    de portadores do HIV/aids, encontravam-se em dif&iacute;cil situa&ccedil;&atilde;o    social e econ&ocirc;mica;<sup>3</sup> igualmente, a casa se responsabilizava    pelo encaminhamento para ado&ccedil;&atilde;o, em casos de destitui&ccedil;&atilde;o    do p&aacute;trio poder;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- as tr&ecirc;s casas possu&iacute;am sistemas    de refer&ecirc;ncia e contra-refer&ecirc;ncia estabelecidos (hospital e centros    de sa&uacute;de), para a assist&ecirc;ncia em casos de maior complexidade e,    em contrapartida, para o abrigo de eventuais novos moradores egressos desses    servi&ccedil;os;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- as casas de apoio definidas como de Tipo II    careciam, segundo a Norma T&eacute;cnica do CVS/CRT-AIDS/SES-SP, de respons&aacute;veis    t&eacute;cnicos &#8211; deveriam ser m&eacute;dicos &#8211; junto aos &oacute;rg&atilde;os    competentes; uma das casas informou que o respons&aacute;vel t&eacute;cnico    da organiza&ccedil;&atilde;o era o enfermeiro da equipe, ao passo que as demais    n&atilde;o o especificaram;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- nas tr&ecirc;s casas de apoio, n&atilde;o foi    observado qualquer documento espec&iacute;fico onde constassem as atividades    realizadas (de assist&ecirc;ncia e supervis&atilde;o, entre outras) pelas unidades    ambulatoriais de refer&ecirc;ncia especializada; os documentos de organiza&ccedil;&atilde;o    e ger&ecirc;ncia da assist&ecirc;ncia eram de incumb&ecirc;ncia exclusiva das    pr&oacute;prias coordenadoras e n&atilde;o de profissionais de n&iacute;vel    superior lotados nos servi&ccedil;os de refer&ecirc;ncia da &aacute;rea da Sa&uacute;de,    como preconizam as normas referidas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>As casas de quem n&atilde;o tem casa</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Agrave; frente dessas casas, na fun&ccedil;&atilde;o    de coordena&ccedil;&atilde;o da entidade, encontravam-se mulheres que, ainda    que n&atilde;o apresentassem curso de n&iacute;vel superior na &aacute;rea da    Sa&uacute;de, contavam com um preparo t&eacute;cnico adquirido. Os fazeres constru&iacute;dos    apontam para a condi&ccedil;&atilde;o do papel da mulher como cuidadora,<sup>7-10</sup>    vista como decorrente da divis&atilde;o sexual do trabalho. As fun&ccedil;&otilde;es    de cuidado foram inseridas ao longo de d&eacute;cadas, no exerc&iacute;cio do    papel social feminino no contexto familiar. O car&aacute;ter afetivo do cuidar,    que envolve a dimens&atilde;o da maternagem, foi constru&iacute;do e somado    &agrave;s caracter&iacute;sticas consideradas como restritas ao g&ecirc;nero    feminino (por exemplo, ter filhos). &Eacute; esperado, socialmente, que mulheres    assumam os cuidados e a aten&ccedil;&atilde;o aos aspectos f&iacute;sicos e    afetivos relacionais da fam&iacute;lia, especialmente no cuidado de pessoas    mais vulner&aacute;veis.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados sugeriram que n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel    reduzir a capacidade de funcionamento das casas apenas ao est&aacute;gio de    forma&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica que cada coordenadora atingiu. A capacidade    de ger&ecirc;ncia das casas de apoio tamb&eacute;m se aprimorou, como conseq&uuml;&ecirc;ncia    da identidentifica&ccedil;&atilde;o pessoal da respons&aacute;vel pela coordenadoria    com os ideais e objetivos da organiza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Um &uacute;ltimo aspecto a ser destacado concerne    &agrave; natureza n&atilde;o governamental desses servi&ccedil;os, sujeitos    a incertezas constantes em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; disponibilidade de    recursos suficientes para o seu custeio. Foi necess&aacute;rio aprender a lidar    com o dif&iacute;cil jogo do equil&iacute;brio entre a prem&ecirc;ncia das necessidades    e as reais possibilidades da sua satisfa&ccedil;&atilde;o. Essa exig&ecirc;ncia    foi definida por uma das entrevistadas como &quot;<i>improviso de qualidade</i>&quot;.    A incorpora&ccedil;&atilde;o do estudo das fontes de receita na avalia&ccedil;&atilde;o    de estrutura, tal como foi feito neste trabalho, deve-se &agrave; import&acirc;ncia    dessa medida para conferir maior legitimidade &agrave;s organiza&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o governamentais (ONG).<sup>11</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A disponibilidade de um servi&ccedil;o &#8211;    p&uacute;blico, privado ou n&atilde;o-governamental &#8211; requer par&acirc;metros    de estrutura&ccedil;&atilde;o que possibilitem a melhor forma de atividade e    de alcance de seus objetivos/fins. Nesse percurso, a defini&ccedil;&atilde;o    de indicadores de adequa&ccedil;&atilde;o &eacute; um meio para se atingir a    qualidade do servi&ccedil;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Eacute; importante salientar que um estudo avaliativo    pode contar com &iacute;ndices e par&acirc;metros pr&eacute;-definidos; ou partir    para a sua elabora&ccedil;&atilde;o, com base em outros estudos j&aacute; realizados,    embora a defini&ccedil;&atilde;o de um ou mais indicadores possa ser dif&iacute;cil,    ante a complexidade do fen&ocirc;meno da a&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este trabalho, de natureza explorat&oacute;ria,    orientou-se pelas normas t&eacute;cnicas, sem eleger um indicador espec&iacute;fico.    As tr&ecirc;s casas de apoio foram avaliadas por interm&eacute;dio da aplica&ccedil;&atilde;o    de um question&aacute;rio desenvolvido com base em materiais t&eacute;cnicos    estabelecidos a <i>priori</i>, uma vez que n&atilde;o se disp&ocirc;s de um    recurso de credita&ccedil;&atilde;o ou de atribui&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros    espec&iacute;ficos para esses servi&ccedil;os. Ao elabor&aacute;-lo, deu-se    import&acirc;ncia &agrave; contextualiza&ccedil;&atilde;o desses equipamentos    sociais, tanto do ponto de vista da sua hist&oacute;ria como da sua concep&ccedil;&atilde;o    social e pol&iacute;tica. Tamb&eacute;m a observa&ccedil;&atilde;o livre, na    qualidade de um dos tr&ecirc;s instrumentos utilizados, possibilitou a identifica&ccedil;&atilde;o    dos conte&uacute;dos obtidos das entrevistas no seu pr&oacute;prio contexto    &#8211; o &quot;aqui e agora&quot;, onde e quando as situa&ccedil;&otilde;es    acontecem &#8211;, al&eacute;m de fornecer informa&ccedil;&otilde;es pass&iacute;veis    de serem captadas somente nessa modalidade de coleta de dados. Afinal, a apreens&atilde;o    e compreens&atilde;o do contexto do servi&ccedil;o &eacute; essencial para uma    perspectiva hol&iacute;stica de avalia&ccedil;&atilde;o.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Aperfei&ccedil;oar uma proposta de avalia&ccedil;&atilde;o    para servi&ccedil;os e programas, cujo enfoque esteja na desinstitucionaliza&ccedil;&atilde;o    &#8211; como &eacute; o caso das entidades estudadas &#8211; deve considerar,    como necess&aacute;rio, que se contemple a multiplicidade de opini&otilde;es    pela inclus&atilde;o de julgamentos que partam de grupos envolvidos no programa    ou servi&ccedil;o.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da    Sa&uacute;de (OMS),<sup>14</sup> a avalia&ccedil;&atilde;o tem como princ&iacute;pios:    (I) possibilidade de conhecer os servi&ccedil;os e melhor&aacute;-los; (II)    flexibilidade para abarcar as distintas situa&ccedil;&otilde;es; e (III) exig&ecirc;ncia    de um processo em constante adapta&ccedil;&atilde;o &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es    da realidade &agrave; qual se aplica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A proposta de verifica&ccedil;&atilde;o da adequa&ccedil;&atilde;o    dessas organiza&ccedil;&otilde;es &agrave;s Normas T&eacute;cnicas do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de e do Centro de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria do Estado de    S&atilde;o Paulo n&atilde;o implicou, conforme esclarecido &agrave;s coordena&ccedil;&otilde;es,    fiscaliza&ccedil;&atilde;o ou emiss&atilde;o de ju&iacute;zo de valor sobre    as suas condi&ccedil;&otilde;es de instala&ccedil;&atilde;o e funcionamento.    A realidade mostrou ser maior do que seria poss&iacute;vel prever nos termos    deste relato. Se, em muitos pontos, n&atilde;o houve uma correla&ccedil;&atilde;o    <i>ipsis litteris</i> com as Normas T&eacute;cnicas, &eacute; indiscut&iacute;vel    o benef&iacute;cio institucional e o reconhecimento da import&acirc;ncia que    esses equipamentos sociais adquiriram para o justo acolhimento dessa demanda    social.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os autores agradecem o apoio das entidades participantes,    especialmente a colabora&ccedil;&atilde;o das suas coordena&ccedil;&otilde;es,    sem o que n&atilde;o seria poss&iacute;vel a realiza&ccedil;&atilde;o deste    trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Parker R. A Constru&ccedil;&atilde;o da solidariedade:    aids, sexualidade e pol&iacute;ticas no Brasil. 1<sup>a</sup> ed. Rio de Janeiro:    Relume-Dumar&aacute;; 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o    Nacional de DST e AIDS. Guia de recomenda&ccedil;&otilde;es: casa de apoio em    HIV/Aids. Bras&iacute;lia: MS; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o    Paulo. Centro de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria. Portaria Conjunta n. 2 CVS/CRT-DST/AIDS;    2001. &#91;acessada em 2002 Jul 4&#93;; &#91;cerca de 18 p.&#93;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.cvs.saude.sp.gov.br/01pcvs02.htm/">http://www.cvs.saude.sp.gov.br/01pcvs02.htm/</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Donabedian A. Evaluating the quality of medical    care. Milbank Memory Fund Quartely 1966;44:166-206.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Dever GEA. A Epidemiologia na administra&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os de sa&uacute;de. In: Dever GEA. Etapas do processo de planejamento.    1<sup>a</sup> ed. S&atilde;o Paulo: Pioneira; 1988. p.47-70.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Patton MQ. Qualitative evalutation and research    methods. 2<sup>a</sup> ed. Calif&oacute;rnia: Sage; 1990.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Costa JF. Ordem m&eacute;dica e norma familiar.    2<sup>a</sup> ed. Rio de Janeiro: Graal; 1983.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Durham ER. Fam&iacute;lia e reprodu&ccedil;&atilde;o    humana. In: Durham ER. Perspectivas antropol&oacute;gicas da mulher 3. 1<sup>a</sup>    ed. Rio de Janeiro: Zahar; 1983, p.15-44.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Sarti CA. A Fam&iacute;lia como espelho: um    estudo sobre a moral dos pobres. 1<sup>a</sup> ed. Campinas: Autores Associados; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Romanelli G. O Processo sa&uacute;de/doen&ccedil;a    em fam&iacute;lias de baixa renda e a a&ccedil;&atilde;o do Estado. In: Anais    do 23<sup>o</sup> Encontro Anual da Anpocs; 1999; Caxambu, Brasil. Caxambu: Anpocs;    1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Marques DSP, Merlo EM, Nagano MS. Legitimacy    and NGOS: a case study of two NGOS of S&atilde;o Paulo State. In: Proceedings    of the Business Association of Latin American Studies (BALAS); 2003; S&atilde;o    Paulo, Brasil. S&atilde;o Paulo: Escola de Administra&ccedil;&atilde;o de Empresas    de S&atilde;o Paulo da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Tanaka OY, Melo C. Avalia&ccedil;&atilde;o    de programas de sa&uacute;de do adolescente. Um Modo de fazer. 1<sup>a</sup> ed. S&atilde;o    Paulo: Edusp; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Furtado JP. Um M&eacute;todo construtivista    para avalia&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de    Coletiva 2001;6:165-181.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Soboll MLMS, Carvalho AO, Eduardo MBP, Tanaka    OU, Moreira ML. Sistemas de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de, mecanismos    de controle, de auditoria e de avalia&ccedil;&atilde;o. In: Westphal MF. Gest&atilde;o    de servi&ccedil;os de sa&uacute;de: descentraliza&ccedil;&atilde;o/municipaliza&ccedil;&atilde;o    do SUS. S&atilde;o Paulo: Edusp; 2001. p.205-254.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v14n2/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b>Departamento de Medicina Social,    <br>   Faculdade de Medicina de Ribeir&atilde;o Preto/USP,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Hospital da Cl&iacute;nicas, 2<sup>o</sup> andar, Unidade    <br>   Campus, Av. Bandeirantes, 3900,    <br>   Campus Universit&aacute;rio, Ribeir&atilde;o Preto-SP.    <br>   CEP: 14049-900    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:marisley@usp.br">marisley@usp.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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