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<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S1679-49742005000200008</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Comportamento de risco para a infecção pelo HIV entre adolescentes atendidos em um Centro de Testagem e Aconselhamento em DST/aids no Município do Rio de Janeiro, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aimed to investigate HIV-related behaviors among 820 adolescents, aged between 13 and 19 years of age, who underwent an HIV test of serum in the STD/AIDS Testing and Counseling Center, Rio de Janeiro City, Brazil. We used data from the STD-AIDS Testing and Counseling Information System (SI-CTA). The majority of subjects were from 17 to 19 years of age. Among pregnant women, the highest rates of HIV-positive tests were observed in young adolescents (aged 13 to 16 years) and married women with low literacy, compared to non-pregnant women, heterosexual men and men who had sexual intercourse with men (MSM). Aproximately 50% of adolescent females sought prenatal services, and 60% of adolescent males required HIV-testing due to a high risk exposure. Heterosexual adolescents, MSM, and non-pregnant women reported higher numbers of sexual partners, as well as more frequent condom use compared to pregnant women. The proportion of serum tests positive for HIV was 0.35%, 2.05%, 3.74%, and 4.81%, in pregnant, non-pregnant women, heterosexual men and MSM respectively. The data demonstrate the vulnerability of adolescents regarding HIV and points out the need for specific strategies to enhance their knowledge as well as preventive opportunities and options.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Comportamento de risco para a infec&ccedil;&atilde;o    pelo HIV entre adolescentes atendidos em um Centro de Testagem e Aconselhamento    em DST/aids no Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro, Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Risk behavior to HIV Infection among adolescents    attending a STD/AIDS Testing and Counseling Center of the Municipality of Rio    de Janeiro, Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Rosane Harter Griep<sup>I</sup>; Carla Luzia    Fran&ccedil;a Ara&uacute;jo<sup>II</sup>; S&ocirc;nia Maria Batista<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Departamento de Enfermagem e Sa&uacute;de P&uacute;blica,    Escola de Enfermagem Anna Nery, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio    de Janeiro-RJ    <br><sup>II</sup>Departamento de Enfermagem Materno-Infantil,    Escola de Enfermagem Anna Nery, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio    de Janeiro-RJ    ]]></body>
<body><![CDATA[<br><sup>III</sup>Centro de Testagem e Aconselhamento    em DST/Aids, Hospital-Escola S&atilde;o Francisco de Assis, Universidade Federal    do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro-RJ Rio de Janeiro, Rio de Janeiro-RJ</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O objetivo deste estudo &eacute; investigar comportamentos    relacionados ao HIV entre 820 adolescentes, idade entre 13 e 19 anos, que realizaram    sorologia para o HIV em um Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) da Cidade    do Rio de Janeiro, Brasil. Utilizamos dados coletados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    do CTA (SI-CTA). Observou-se concentra&ccedil;&atilde;o de adolescentes na faixa    et&aacute;ria de 17 e 19 anos. Entre as gestantes, encontrou-se propor&ccedil;&atilde;o    mais alta de jovens de 13 a 16 anos, de casadas e de baixa escolaridade quando    comparada &agrave;s n&atilde;o gestantes, aos homens heterossexuais e aos homens    que fazem sexo com homens (HSH). Cerca de metade das adolescentes procurou o    servi&ccedil;o para a realiza&ccedil;&atilde;o de exames de pr&eacute;-natal;    e entre os adolescentes, 60% buscaram o teste por terem sido expostos &agrave;    situa&ccedil;&atilde;o de risco. Os adolescentes heterossexuais, os HSH e as    n&atilde;o gestantes referiram maior n&uacute;mero de parceiros sexuais e utiliza&ccedil;&atilde;o    mais freq&uuml;ente do preservativo do que as gestantes. A propor&ccedil;&atilde;o    de testes positivos para o HIV foi de 0,35%, 2,05%, 3,74% e 4,81%, respectivamente,    para gestantes, n&atilde;o gestantes, heterossexuais e HSH. Os dados evidenciam    vulnerabilidade dos adolescentes atendidos, em rela&ccedil;&atilde;o ao HIV,    e apontam para a necessidade entre eles de estrat&eacute;gias espec&iacute;ficas    que aumentem conhecimentos, oportunidades e op&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> HIV; aids; adolescentes;    doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis; sistemas de informa&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">This study aimed to investigate HIV-related behaviors    among 820 adolescents, aged between 13 and 19 years of age, who underwent an    HIV test of serum in the STD/AIDS Testing and Counseling Center, Rio de Janeiro    City, Brazil. We used data from the STD-AIDS Testing and Counseling Information    System (<i>SI-CTA</i>). The majority of subjects were from 17 to 19 years of    age. Among pregnant women, the highest rates of HIV-positive tests were observed    in young adolescents (aged 13 to 16 years) and married women with low literacy,    compared to non-pregnant women, heterosexual men and men who had sexual intercourse    with men (MSM). Aproximately 50% of adolescent females sought prenatal services,    and 60% of adolescent males required HIV-testing due to a high risk exposure.    Heterosexual adolescents, MSM, and non-pregnant women reported higher numbers    of sexual partners, as well as more frequent condom use compared to pregnant    women. The proportion of serum tests positive for HIV was 0.35%, 2.05%, 3.74%,    and 4.81%, in pregnant, non-pregnant women, heterosexual men and MSM respectively.    The data demonstrate the vulnerability of adolescents regarding HIV and points    out the need for specific strategies to enhance their knowledge as well as preventive    opportunities and options.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words:</b> HIV; AIDS; adolescents; sexually    transmitted diseases; information systems.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>INTRODU&Ccedil;&Acirc;O</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A epidemia da infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus    da imunodefici&ecirc;ncia humana (HIV) constitui fen&ocirc;meno global, complexo,    din&acirc;mico e inst&aacute;vel, cuja forma de ocorr&ecirc;ncia nas diferentes    regi&otilde;es do mundo depende, entre outros fatores determinantes, do comportamento    humano individual e coletivo.<sup>1</sup> No Brasil, a propaga&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV vem sofrendo transforma&ccedil;&otilde;es significativas no seu perfil    epidemiol&oacute;gico, com tend&ecirc;ncia de pauperiza&ccedil;&atilde;o da    popula&ccedil;&atilde;o infectada e aumento de casos em heterossexuais &#8211;    principalmente mulheres &#8211;, crian&ccedil;as e jovens.<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Desde o in&iacute;cio da epidemia, o grupo et&aacute;rio    de 20 a 39 anos tem sido o mais atingido. Tendo em conta que pessoa infectada    pelo HIV leva cerca de dez anos, em m&eacute;dia, para evoluir para aids, pode-se    inferir que esses adultos tenham-se infectado quando adolescentes ou adultos    jovens.<sup>3,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os jovens s&atilde;o um segmento vulner&aacute;vel    em todas as sociedades do mundo globalizado. Recentemente, o Fundo das Na&ccedil;&otilde;es    Unidas para a Popula&ccedil;&atilde;o (FNUAP)<sup>5</sup> divulgou um relat&oacute;rio    solicitando urg&ecirc;ncia de investimentos para garantir o futuro da popula&ccedil;&atilde;o    de adolescentes. Segundo a publica&ccedil;&atilde;o, a cada 14 segundos, um    jovem entre 15 e 24 anos &eacute; infectado pelo HIV; e, de todas as novas infec&ccedil;&otilde;es,    cerca da metade ocorre nessa faixa et&aacute;ria. Portanto, a implementa&ccedil;&atilde;o    de programas de preven&ccedil;&atilde;o voltados para jovens, antes que eles    iniciem pr&aacute;ticas comportamentais que possam aumentar o risco de transmiss&atilde;o    do HIV, bem como a avalia&ccedil;&atilde;o do seu impacto, tornam-se imprescind&iacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A Coordena&ccedil;&atilde;o do Programa Nacional    de DST e Aids (CN-DST/AIDS/MS), desde a sua inaugura&ccedil;&atilde;o em 1985,    vem estabelecendo diretrizes para o enfrentamento da epidemia no pa&iacute;s.    Desde 1988, a CN-DST/AIDS coordena a implanta&ccedil;&atilde;o de uma rede de    Centros de Testagem e Aconselhamento, os chamados CTA, servi&ccedil;os de sa&uacute;de    especializados no diagn&oacute;stico, orienta&ccedil;&atilde;o sobre transmiss&atilde;o    e preven&ccedil;&atilde;o do HIV, que atuam como refer&ecirc;ncia para tratamento    quando o resultado do teste &eacute; reagente.<SUP>6</SUP> Os CTA cumprem a    importante fun&ccedil;&atilde;o de intermedia&ccedil;&atilde;o entre a preven&ccedil;&atilde;o    e a assist&ecirc;ncia, centrados na abordagem dial&oacute;gica. Promovendo o    acolhimento e o aconselhamento, seu prop&oacute;sito &eacute; orientar o usu&aacute;rio    na sua decis&atilde;o de realizar o teste anti-HIV ou n&atilde;o. A rela&ccedil;&atilde;o    sujeito-profissional torna-se evidente, pautada no direito &agrave; cidadania,    na escuta adequada, na reflex&atilde;o a respeito dos riscos e comportamentos    sob o enfoque da preven&ccedil;&atilde;o das DST/aids e promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Visando facilitar a organiza&ccedil;&atilde;o    do processo de trabalho dos CTA, a CN-DST/AIDS/MS desenvolveu o Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    sobre Atendimento nos CTA (SI-CTA), que permite a an&aacute;lise da demanda    atendida e enriquece o sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica do    HIV, auxiliando a realiza&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&otilde;es cient&iacute;ficas.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As possibilidades de monitora&ccedil;&atilde;o    de pr&aacute;ticas preventivas relatadas pelos usu&aacute;rios do CTA foram    consideradas pelo presente estudo, que utilizou o SI-CTA com o objetivo de descrever    o perfil de comportamento relacionado ao HIV entre adolescentes que buscaram    o exame de sorologia em um centro de testagem e aconselhamento em DST/aids,    localizado na Cidade do Rio de Janeiro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Trata-se de estudo seccional em que exposi&ccedil;&atilde;o    e desfecho s&atilde;o investigados no mesmo momento do tempo, delineamento &uacute;til    para detectar freq&uuml;&ecirc;ncias de doen&ccedil;as e de fatores de risco    e identificar grupos mais ou menos afetados pelo evento.<sup>8</sup> O estudo abrangeu    todos os testes realizados por adolescentes com idade entre 13 e 19 anos, durante    os per&iacute;odos de janeiro a dezembro de 2002 e de janeiro a setembro de    2003, no CTA do Hospital-Escola S&atilde;o Francisco de Assis (Hesfa) da Universidade    Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Trata-se do primeiro CTA do Estado do Rio    de Janeiro, implantado em 1992, em corredor de tr&aacute;fego intenso do bairro    Cidade Nova, de f&aacute;cil acesso &agrave; popula&ccedil;&atilde;o carioca,    onde circulam ve&iacute;culos de transporte urbano coletivo, como metr&ocirc;,    &ocirc;nibus e trens. O servi&ccedil;o atende, em tr&ecirc;s turnos de funcionamento,    cerca de 500 usu&aacute;rios por m&ecirc;s.<sup>9</sup> Foram exclu&iacute;dos da an&aacute;lise    os testes cujo motivo da realiza&ccedil;&atilde;o foi o de &quot;conferir resultado    anterior&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados foram obtidos a partir do formul&aacute;rio    de teste sorol&oacute;gico anti-HIV e do formul&aacute;rio de perguntas preenchido    durante o aconselhamento, dispon&iacute;vel nos prontu&aacute;rios dos clientes    atendidos pelo CTA. As informa&ccedil;&otilde;es obtidas a partir dos formul&aacute;rios    foram inseridas em banco de dados que integra o SI-CTA.<sup>7 </sup>Foram utilizadas    as vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas (sexo, idade, escolaridade, ocupa&ccedil;&atilde;o),    comportamentos relacionados ao HIV &#91;freq&uuml;&ecirc;ncia do uso do preservativo    ao longo do relacionamento com parceiro fixo (atual), do uso do preservativo    na &uacute;ltima rela&ccedil;&atilde;o com parceiro fixo, do uso do preservativo    com parceiro n&atilde;o fixo ao longo da vida, do uso do preservativo na &uacute;ltima    rela&ccedil;&atilde;o sexual com parceiro n&atilde;o fixo; motivos do n&atilde;o-uso    do preservativo; n&uacute;mero de parceiros sexuais&#93;, motivo da busca do    teste e resultado dos testes anti-HIV, mediante relat&oacute;rios estat&iacute;sticos    com cruzamentos de dados pr&eacute;-definidos no SI-CTA.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os adolescentes com sorologia positiva para o    anti-corpo anti-HIV, confirmada por ensaio imunoenzim&aacute;tico (ELISA) e    Western Blot (WB), foram considerados soropositivos para o v&iacute;rus.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As categorias de g&ecirc;nero foram subdivididas,    para melhor compreens&atilde;o de diferentes padr&otilde;es de vulnerabilidade.    As adolescentes foram classificadas em &quot;gestantes&quot; e &quot;n&atilde;o    gestantes&quot;; os adolescentes do sexo masculino, entre &quot;heterossexuais&quot;    e &quot;homens que fazem sexo com homens (HSH)&quot;. Diferen&ccedil;as entre    propor&ccedil;&otilde;es foram avaliadas pelo teste qui-quadrado, com intervalo    de confian&ccedil;a (IC) de 95%. A an&aacute;lise foi feita utilizando-se o    aplicativo Epi Info, vers&atilde;o 6.04.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os testes foram identificados, numericamente;    e as respostas, analisadas apenas como estat&iacute;sticas agrupadas. O estudo    foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Escola de Enfermagem Anna    Nery/Hospital-Escola S&atilde;o Francisco de Assis, da Universidade Federal    do Rio de Janeiro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Durante o per&iacute;odo avaliado, 830 testes    anti-HIV foram realizados entre jovens de 13 a 19 anos de idade, no CTA de estudo    (cerca de 10% da totalidade de testes realizados no per&iacute;odo). Foram exclu&iacute;dos dez   testes, classificados como &quot;Confirma&ccedil;&atilde;o de resultado   anterior&quot; (oito mulheres e dois homens), resultando   em um total de 820 testes considerados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A descri&ccedil;&atilde;o sociodemogr&aacute;fica    da popula&ccedil;&atilde;o de estudo mostra que 74,4% dos adolescentes tinham    idade entre 17 e 19 anos, cerca de 75,2% eram n&atilde;o casados e 55% contavam    oito ou mais anos de escolaridade (<a href="#tab1">Tabela 1</a>). Contudo, foram    observadas diferen&ccedil;as nessa descri&ccedil;&atilde;o, segundo as classifica&ccedil;&otilde;es    de g&ecirc;nero. Entre as gestantes, verificou-se propor&ccedil;&atilde;o mais    alta de jovens entre 13 e 16 anos, de casadas e de baixa escolaridade, quando    comparadas &agrave;s n&atilde;o gestantes, aos heterossexuais e aos HSH (<a href="#tab1">Tabela    1</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v14n2/2a08t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Cerca de metade das adolescentes procuraram o    servi&ccedil;o para realiza&ccedil;&atilde;o do exame na rotina do pr&eacute;-natal    e 25,8% buscaram a testagem por terem sido expostas a situa&ccedil;&atilde;o    de risco, em rela&ccedil;&otilde;es sexuais sem prote&ccedil;&atilde;o. Entre    os adolescentes homens, 60% buscaram o servi&ccedil;o por terem sido expostos    a situa&ccedil;&atilde;o de risco (dados n&atilde;o apresentados em tabela).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre os jovens do estudo, 35,9% referiram de    &quot;tr&ecirc;s   a quatro&quot; e 15,7% referiram &quot;cinco ou mais&quot; parceiros   sexuais nos &uacute;ltimos 12 meses, 5,6% referiram hist&oacute;ria   de DST e 7,5% tinham realizado o teste anteriormente,   no CTA objeto do estudo. Em rela&ccedil;&atilde;o ao uso do preservativo   entre os que referiram relacionamento fixo,   observou-se que 21,2% afirmaram us&aacute;-lo sempre, ao   longo do &uacute;ltimo relacionamento, e 16,8% afirmaram   us&aacute;-lo na &uacute;ltima rela&ccedil;&atilde;o sexual. Quando se trata    de relacionamentos sexuais com parceiro n&atilde;o fixo, as   propor&ccedil;&otilde;es foram de 43% em todas as rela&ccedil;&otilde;es; e    de 41% na &uacute;ltima rela&ccedil;&atilde;o sexual.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entretanto, diferen&ccedil;as de comportamento    importantes relacionadas ao HIV, segundo as categorias de g&ecirc;nero, puderam    ser observadas entre os adolescentes avaliados (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).    Destacaram-se os homens, que referiram maior n&uacute;mero de parceiros. Por    exemplo, 38,1% dos HSH e 34,7% dos heterossexuais referiram &quot;cinco ou    mais&quot; parceiros sexuais nos &uacute;ltimos doze meses. Entre as meninas,    essas propor&ccedil;&otilde;es foram de 12,1% para n&atilde;o gestantes e de    1,4% para gestantes. Ainda entre as gestantes, 71,2% referiram apenas um parceiro,    enquanto as propor&ccedil;&otilde;es para as outras categorias foram de 41,7%    entre n&atilde;o gestantes, 27,9% entre heterossexuais e 17,9% entre HSH (p&lt;0,0001)    (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n2/2a08t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Para os HSH, identificou-se freq&uuml;&ecirc;ncia    mais alta de realiza&ccedil;&atilde;o de teste anterior no CTA de estudo, embora    essas diferen&ccedil;as n&atilde;o sejam significantes no n&iacute;vel de 5%    p=0,094). Para as gestantes, contudo, foram identificadas freq&uuml;&ecirc;ncias    mais baixas de relato de DST anterior e de uso do preservativo com parceiro    fixo (p&lt;0,01). As freq&uuml;&ecirc;ncias no uso do preservativo com parceiro    n&atilde;o fixo (ao longo da vida e na &uacute;ltima rela&ccedil;&atilde;o sexual)    foram semelhantes entre as quatro categorias de g&ecirc;nero avaliadas; menos    da metade dos adolescentes, em quaisquer das categorias de g&ecirc;nero, referiram    seu uso. Entre as gestantes, foi encontrado o menor percentual de uso do preservativo    com parceiro fixo atual e na &uacute;ltima rela&ccedil;&atilde;o sexual (p&lt;0,0001)    (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os principais motivos para o n&atilde;o-uso do    preservativo em relacionamento com parceiro fixo foram &quot;Confian&ccedil;a    no parceiro&quot; e &quot;N&atilde;o gosta&quot;. No caso das mulheres, foram    encontrados percentuais mais altos de respostas &quot;Parceiro n&atilde;o aceita&quot;,    comparativamente aos homens: 12,8% e 4,9%, respectivamante, para homens e mulheres.    Nas parcerias n&atilde;o fixas entre os adolescentes do sexo masculino, predominou    &quot;N&atilde;o dispunha no momento&quot; (do relacionamento), &quot;N&atilde;o    deu tempo/tes&atilde;o&quot; e &quot;N&atilde;o gosta&quot;; entre as mulheres,    destacou-se &quot;Confian&ccedil;a no parceiro&quot; e &quot;N&atilde;o dispunha    no momento&quot; (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n2/2a08t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">De todos os testes realizados entre adolescentes    no per&iacute;odo, 2,1% (IC95%=1,1-3,1) resultaram soropositivos para o HIV.    As propor&ccedil;&otilde;es de testes HIV-positivos foram as seguintes: 0,35%    (IC95%=0,00-2,54) entre gestantes; 2,05% (IC95%=0,29-3,76) entre n&atilde;o    gestantes; 3,74% (IC95%=1,02-6,46) entre heterossexuais; e 4,8% (IC95%=0,21-9,42)    entre HSH (p=0,023).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados apresentados evidenciam a vulnerabilidade   dos adolescentes atendidos em rela&ccedil;&atilde;o ao risco de   transmiss&atilde;o/aquisi&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis.   Jovens de 13 a 19 anos representam cerca de   10% dos usu&aacute;rios do CTA. A alta soropositividade para   o HIV entre eles refor&ccedil;a a necessidade de estrat&eacute;gias   espec&iacute;ficas de preven&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o pelo    v&iacute;rus.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As gestantes constitu&iacute;ram categoria bastante    diferenciada das outras demandas de adolescentes do CTA:   em rela&ccedil;&atilde;o ao perfil sociodemogr&aacute;fico, s&atilde;o, em geral,   casadas, mais jovens e de menor escolaridade, quando   comparadas &agrave;s demais categorias avaliadas. Quanto ao   comportamento diante do HIV, elas referiram menor   n&uacute;mero de parceiros e utiliza&ccedil;&atilde;o menos freq&uuml;ente do   preservativo em se tratando de parceiro fixo. Entre elas,   ainda, identificou-se a menor propor&ccedil;&atilde;o de resultados   positivos para o teste anti-HIV, comparativamente &agrave;s   outras categorias de g&ecirc;nero avaliadas. S&atilde;o aspectos que   se justificam, possivelmente, pelo fato de elas buscarem   o teste sorol&oacute;gico motivadas por raz&otilde;es distintas, em   rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s outras demandas do CTA: enquanto as gestantes   s&atilde;o encaminhadas pelos profissionais de sa&uacute;de   para exame de rotina do pr&eacute;-natal, os outros usu&aacute;rios,   geralmente, procuram o servi&ccedil;o por terem sido expostos   a situa&ccedil;&atilde;o de risco. A preval&ecirc;ncia de resultados   HIV-positivos entre elas foi menor do que entre as   gestantes do Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro. Segundo o   Boletim Epidemiol&oacute;gico do HIV,<sup>10</sup> no ano de 2001, foi   confirmado resultado positivo para a presen&ccedil;a do v&iacute;rus   da aids em 0,7% das gestantes que realizaram testagem   para o HIV durante o pr&eacute;-natal, no Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Jovens e adolescentes de baixo n&iacute;vel de    instru&ccedil;&atilde;o e baixo n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico s&atilde;o    mais suscept&iacute;veis &agrave;s infec&ccedil;&otilde;es sexualmente transmiss&iacute;veis.    O estudo encontrou propor&ccedil;&atilde;o consider&aacute;vel de adolescentes    de baixa escolaridade infectados, principalmente entre as gestantes. Outras    pesquisas indicam que a freq&uuml;&ecirc;ncia do uso do preservativo aumenta,    proporcionalmente, com o n&iacute;vel da escolaridade, e que o uso de drogas    diminui com o aumento do n&uacute;mero de anos de estudo.<sup>1,11</sup> A    maior vulnerabilidade dos jovens decorre do uso inadequado de preservativos    <sup>12,13</sup> associado a pr&aacute;ticas sexuais com m&uacute;ltiplos parceiros.<sup>14</sup>    Segundo os resultados apresentados, os adolescentes do sexo masculino, tanto    heterossexuais como HSH, referiram maior n&uacute;mero de parceiros sexuais.    Por&eacute;m, a refer&ecirc;ncia ao uso do preservativo n&atilde;o se mostrou    mais elevada entre eles. De maneira geral, os adolescentes considerados por    este estudo referiram o uso do preservativo menos freq&uuml;entemente, em compara&ccedil;&atilde;o    aos resultados obtidos por estudo realizado no ano de 1998, com rapazes conscritos    do Ex&eacute;rcito Brasileiro.<sup>11</sup> De maneira semelhante a esse estudo,    tenderam a referir a utiliza&ccedil;&atilde;o menos freq&uuml;ente do preservativo    nas rela&ccedil;&otilde;es sexuais com parceiro fixo do que com parceiros eventuais    (n&atilde;o fixos).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Um dos principais motivos apontados para o n&atilde;o-uso    do preservativo foi a &quot;Confian&ccedil;a no parceiro&quot;, principalmente    entre as mulheres. Elas tamb&eacute;m referiram, com mais freq&uuml;&ecirc;ncia,    que o &quot;Parceiro n&atilde;o aceita&quot; o uso do preservativo, em compara&ccedil;&atilde;o    com os homens. Freq&uuml;entemente, o comportamento feminino ainda se encontra    vinculado &agrave; subalternidade na rela&ccedil;&atilde;o da mulher com o homem;    quando o relacionamento envolve o afeto, &eacute; comum a sensa&ccedil;&atilde;o    ilus&oacute;ria de invulnerabilidade, como se o amor garantisse &quot;prote&ccedil;&atilde;o&quot;    contra a infec&ccedil;&atilde;o.<sup>15</sup> O Relat&oacute;rio do Fundo das    Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Popula&ccedil;&atilde;o<sup>5</sup> destaca    que as normas de g&ecirc;nero limitam o poder de negocia&ccedil;&atilde;o das    jovens e, conseq&uuml;entemente, a sua prote&ccedil;&atilde;o efetiva durante    os relacionamentos sexuais. As normas sociais dominantes sobre a masculinidade    colocam os jovens como her&oacute;is e conquistadores, &quot;machos&quot;    respons&aacute;veis pela administra&ccedil;&atilde;o dos riscos envolvidos nas    quest&otilde;es sexuais; &agrave;s jovens mulheres, em geral, cabe corresponder,    com passividade, &agrave;s investidas e desejos masculinos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre os adolescentes do sexo masculino deste    estudo, foram encontradas preval&ecirc;ncias mais elevadas de HIV, comparativamente    ao estudo sobre conscritos do Ex&eacute;rcito Brasileiro,<sup>11</sup> que considerou    rapazes na faixa et&aacute;ria de 17 a 20 anos. Essas diferen&ccedil;as podem    ser explicadas pelo fato de que grande parte dos adolescentes buscou conhecer    a sua sorologia para o HIV no CTA, em raz&atilde;o de haver sido ou ter-se sentido    exposta a uma situa&ccedil;&atilde;o de risco, fazendo deles um contingente    n&atilde;o compar&aacute;vel, diretamente, ao apresentado naquele estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Aspectos referentes &agrave;s limita&ccedil;&otilde;es    das an&aacute;lises devem ser levados em conta na avalia&ccedil;&atilde;o dos    resultados aqui apresentados. &Eacute; digna de relev&acirc;ncia a n&atilde;o-representatividade    da popula&ccedil;&atilde;o de estudo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o    geral de adolescentes. Usu&aacute;rios de CTA, al&eacute;m de constitu&iacute;rem    uma demanda restrita, tendem a comportamentos mais arriscados. Ademais, pelo    fato de o SI-CTA considerar como unidade de an&aacute;lise os testes realizados    no per&iacute;odo, &eacute; de se esperar subestima&ccedil;&atilde;o das preval&ecirc;ncias    e superestima&ccedil;&atilde;o de comportamentos mais arriscados. Apenas 7,5%    dos adolescentes, contudo, haviam realizado o teste anteriormente, no CTA de    estudo, sendo imposs&iacute;vel identificar o momento do tempo em que o teste    anterior ocorreu. Com o objetivo de diminuir as chances de capturar o mesmo    sujeito mais de uma vez, para esta an&aacute;lise, exclu&iacute;ram-se os testes    cujo motivo da realiza&ccedil;&atilde;o foi &quot;Confirmar resultado anterior&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outro aspecto a ser considerado diz respeito    &agrave; aquisi&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre temas envolvendo    a sexualidade, durante o aconselhamento. &Eacute; previs&iacute;vel um vi&eacute;s    de resposta &quot;socialmente aceit&aacute;vel&quot;, haja vista nem sempre    existir uma rela&ccedil;&atilde;o satisfat&oacute;ria de confian&ccedil;a entre    o usu&aacute;rio e o aconselhador. Por conseguinte, estimativas do uso de preservativo    podem estar superestimadas; e o n&uacute;mero de parceiros sexuais, subestimado.    Por outro lado, esses vieses podem ter sido minimizados ou prevenidos, gra&ccedil;as    a um processo de treinamento eficiente da equipe de aconselhadores do CTA (psic&oacute;logos    e pedagogos, na sua maioria), contribuindo para a manuten&ccedil;&atilde;o de    um di&aacute;logo franco com os sujeitos e garantindo o sigilo das informa&ccedil;&otilde;es    e a privacidade do conte&uacute;do das entrevistas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Trabalhar na linha lim&iacute;trofe da vida dos    indiv&iacute;duos, sob a condi&ccedil;&atilde;o de todas as formas de transforma&ccedil;&otilde;es    e interfer&ecirc;ncias sociais, apresenta-se como grande desafio para os profissionais    que trabalham com adolescentes, principalmente na abordagem de atitudes positivas    de preven&ccedil;&atilde;o das DST, do HIV e da aids.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Refletir sobre a melhor maneira de trabalhar    com essa faixa et&aacute;ria torna-se imprescind&iacute;vel e implica reconhecer    o adolescer como fase de transi&ccedil;&atilde;o no processo que envolve a viv&ecirc;ncia    da inf&acirc;ncia e o seu reflexo na idade adulta. O grande avan&ccedil;o cognitivo    que ocorre nessa etapa da juventude &eacute; o aparecimento do pensamento abstrato,    que permite ao adolescente entender o mundo de uma forma te&oacute;rica e hipot&eacute;tica;    e elaborar, a partir das suas percep&ccedil;&otilde;es, quest&otilde;es que    n&atilde;o dependem, necessariamente, da sua viv&ecirc;ncia pr&aacute;tica e    do seu pensamento concreto. &Eacute; o que permite a esses jovens sonhar com    o futuro, planej&aacute;-lo a longo prazo. Destacamos, aqui, o pensamento de    Ramos:<sup>16</sup> &quot;<i>Apesar do forte componente f&iacute;sico-corporal    presente nas transforma&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias da adolesc&ecirc;ncia,    elas n&atilde;o s&atilde;o naturais ou decorrentes unicamente de um processo    evolutivo org&acirc;nico. A vida adolescente e as necessidades em sa&uacute;de    relacionadas s&atilde;o, antes de qualquer coisa, processos produzidos no &acirc;mbito    das sociedades, definindo-se e modificando-se na intera&ccedil;&atilde;o com    seus diversos componentes &#8211; econ&ocirc;micos, institucionais, pol&iacute;tico-&eacute;ticos,    culturais, f&iacute;sico-ambientais.&quot;</i></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A adolesc&ecirc;ncia caracteriza-se por uma instabilidade    de humor, efeito da convuls&atilde;o hormonal inerente a essa fase de transforma&ccedil;&atilde;o    do corpo, fato que provoca um certo susto em determinada ordem institu&iacute;da    (contra a qual ele, justamente, tenta-se rebelar). Provavelmente, &eacute; esse    movimento que leva o adolescente a questionar valores sociais para ele ultrapassados,    &agrave; pr&aacute;tica de viol&ecirc;ncia, ao abuso de drogas, ao uso da sua    sexualidade de forma inconseq&uuml;ente e a tantas outras atitudes mais ou menos    extremas. H&aacute; que se considerar que a sexualidade humana &eacute;, sobretudo,    uma constru&ccedil;&atilde;o social e cultural, organizada no interior de complexos    sistemas de significados, articulada dentro de um contexto de diferencia&ccedil;&otilde;es    e desigualdades de ordens sociais espec&iacute;ficas.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Uma primeira grande dificuldade se antep&otilde;e    a qualquer tipo de trabalho com adolescentes: sua rela&ccedil;&atilde;o truncada    com o saber. O adolescente tende a rejeitar qualquer forma de conhecimento que    se lhe queiram impor ou mesmo dispor (ainda que a seu pedido), rejeitando o    saber acumulado pelos mais velhos e priorizando o seu pr&oacute;prio, geralmente    oriundo do grupo ao qual se integra. Mesmo que esse saber, que ele identifica    como seu, seja da ordem do preju&iacute;zo, parecer- lhe-&aacute; mais leg&iacute;timo.    Como, ent&atilde;o, transmitir-lhe &#8211; ele receber e aceitar &#8211; as    informa&ccedil;&otilde;es que se gostaria de lhe passar? Acolhendo e envolvendo    o adolescente em uma din&acirc;mica onde ele assimile saberes sem se dar conta    disso, favorecendo um aprendizado agrad&aacute;vel e sem imposi&ccedil;&otilde;es,    apenas colocado &agrave; sua disposi&ccedil;&atilde;o e capacidade de sele&ccedil;&atilde;o.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sob essa perspectiva de an&aacute;lise, Ayres<sup>19</sup>    aponta, como um dos maiores obst&aacute;culos ao trabalho preventivo com essa    popula&ccedil;&atilde;o, a forma estereotipada e naturalizada com que temos    tratado os jovens nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, considerando cada adolescente    como parte de um grupo de risco de relevante gravidade. Se n&atilde;o lhe for    poss&iacute;vel assimilar informa&ccedil;&otilde;es sobre temas como o abuso    das drogas, a gravidez indesejada, o contagio de doen&ccedil;as sexualmente    transmiss&iacute;veis ao praticar sexo n&atilde;o-seguro, o adolescente correr&aacute;    s&eacute;rios riscos de ser envolvido por essas situa&ccedil;&otilde;es (aparentemente,    sem estar consciente delas) e n&atilde;o ser capaz de enfrent&aacute;-las satisfatoriamente,    por n&atilde;o corresponder aos objetivos do trabalho de informa&ccedil;&atilde;o    a ele dirigido. Temos, nesse caso, um c&iacute;rculo vicioso em que adolescente    e profissional acabam-se enredando.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">N&atilde;o basta, portanto, inform&aacute;-lo.    &Eacute; preciso que ele   tome consci&ecirc;ncia, de fato, dos riscos que corre e do   que deve fazer para evit&aacute;-los. Os m&eacute;todos convencionais   de comunica&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de (realiza&ccedil;&atilde;o   de palestras, distribui&ccedil;&atilde;o de folhetos informativos,   etc.) t&ecirc;m-se mostrado pouco eficazes, exigindo, dos   profissionais dedicados, outra forma de abordagem   e uso da linguagem &#8211; mais din&acirc;mica e l&uacute;dica &#8211;, que   atinja, efetivamente, esse adolescente.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Pedro Chequer<sup>20</sup> afirma que, &quot;<i>na    realidade, os jovens est&atilde;o diretamente expostos a mensagens impl&iacute;citas    e/ou expl&iacute;citas sobre sexo e sexualidade e interpretam, &agrave; sua    maneira, essas informa&ccedil;&otilde;es, sejam elas educativas ou n&atilde;o,    podendo responder, diferentemente (com nega&ccedil;&otilde;es, descren&ccedil;as,    esquecimentos ou assimila&ccedil;&atilde;o errada), &agrave; mesma mensagem.</i>&quot;    Chequer tamb&eacute;m destaca que &quot;o trabalho de preven&ccedil;&atilde;o    dessas doen&ccedil;as, desenvolvido em escolas e outras institui&ccedil;&otilde;es,    pode ajudar os adolescentes a terem uma vis&atilde;o positiva da sexualidade&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Desenvolver estrat&eacute;gias que favore&ccedil;am    conhecimentos, oportunidades, op&ccedil;&otilde;es e a imprescind&iacute;vel participa&ccedil;&atilde;o   dos jovens na preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as sexualmente   transmiss&iacute;veis entre si e no seu contexto social constitui,   cada vez mais, um desafio para o Centro de Testagem e   Aconselhamento em DST/Aids do Hospital-Escola S&atilde;o   Francisco de Assis/UFRJ, Rio de Janeiro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Brito AM, Castilho EAC, Szwarcwald CL. Aids    infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV no Brasil: uma epidemia multifacetada. Revista    da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 2001;34(2):207-217.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Bastos FI, Szwarcwald CL. Aids e pauperiza&ccedil;&atilde;o:    principais conceitos e evid&ecirc;ncias emp&iacute;ricas. Cadernos de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 2000;16 (Supl.1):65-76.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Paiva V, Peres C, Blessa C. Jovens e adolescentes    em tempos de aids &#8211; reflex&otilde;es sobre uma d&eacute;cada de trabalho    de preven&ccedil;&atilde;o. Psicologia USP 2002;13(1):55-78.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o    Nacional de DST e Aids. AIDS Boletim Epidemiol&oacute;gico &#91;peri&oacute;dico    on-line&#93; 2001;15(1). Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.aids.gov.br" target="_blank">http://www.aids.gov.br</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Fondo de Poblaci&oacute;n de las Naciones    Unidas. Estado de la poblaci&oacute;n mundial 2003: inversiones en su salud    e sus derechos. Nova York: UNFPA, 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    da Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de. Programa Nacional de DST e Aids.    Diretrizes dos Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA): manual. Bras&iacute;lia:    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de DST    e Aids. Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o dos Centros de Testagem e Aconselhamento    em Aids (SI-CTA): manual de utiliza&ccedil;&atilde;o. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Pereira, MG. Epidemiologia: teoria e pr&aacute;tica.    Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Da Silva SM, Barros SR. CTA: contextualizando    a sua hist&oacute;ria. In: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de    Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Programa Nacional de DST e Aids. Centros de    Testagem e Aconselhamento (CTA): integrando preven&ccedil;&atilde;o e assist&ecirc;ncia.    Bras&iacute;lia: MS; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Secretaria Municipal de Sa&uacute;de do Rio    de Janeiro. Boletim Epidemiol&oacute;gico da Aids &#91;acessado durante o ano    de 2003, para informa&ccedil;&otilde;es de 2002&#93;. Dispon&iacute;vel em:    <a href="http://www.saude.rj.rio.gov.br">http://www.saude.rj.rio.gov.br</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Szwarcwald CL, Castilho EA, Barbosa-JR A,    Gomes MRO, Costa EAMM, Maletta BV, Carvalho RFM, Oliveira SR, Chequer P. Comportamento    de risco dos conscritos do Ex&eacute;rcito Brasileiro, 1998: uma aprecia&ccedil;&atilde;o    da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV segundo diferenciais socioecon&ocirc;micos.    Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2000;6 (Supl.1):113-128.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Anderson JE, Kann L, Holtzman D, Arday S,    Truman B, Kolbe L. HIV/AIDS knowledge and sexual behavior among high school    students. Family Planning Perspectives 1990;22:252-255.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Kann L, Kinchen SA, Williams BI, Ross JG,    Lowry R, Hill CV, Grunbaum JA, Blumson PS, Collins JL, Kolbe LJ. Youth risk    behavior surveillance &#8211; United States, 1998. Journal of School Health    2002;68:355-369</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Santelli JS, Brener ND, Lowry R, Bhatt A,    Zabin LS. 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Ara&uacute;jo CLF, Camargo Jr KR. Aconselhamento    em DST/ HIV: repensando conceitos e pr&aacute;tica. Rio de Janeiro: Folha Carioca;    2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">19. Ayres RCM. HIV/AIDS, DST e abuso de drogas    entre adolescentes: vulnerabilidade e avalia&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es    preventivas. S&atilde;o Paulo: Casa de Edi&ccedil;&atilde;o; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">20. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o    Nacional de DST e AIDS. Manual do multiplicador: adolescentes. Bras&iacute;lia:    MS; 1997.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="2" face="verdana"><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v14n2/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:    <br>   </font></b><font size="2" face="verdana">Rua Afonso Cavalcanti, 275,    <br>   Cidade Nova, Rio de Janeiro-RJ.    <br>   CEP: 20211-110    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:rohgriep@terra.com.br">rohgriep@terra.com.br</a>;    <a href="mailto:araujo@infolink.com.br">araujo@infolink.com.br</a>; <a href="mailto:sonia@ponze.ufrj.br">sonia@ponze.ufrj.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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