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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Relacionamento de sistemas de informação em saúde: uma estratégia para otimizar a vigilância das gestantes infectadas pelo HIV]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Due to its complexity, the surveillance of vertical HIV transmission is a challenge for the health services. The objective of this study is to present a strategy to optimize the surveillance of HIV-infected pregnant women in the Municipality of Fortaleza, Ceará State, Brazil, from 1999 to 2001. The study was carried out in two stages: 1) integration of the three databases of Live Born System (Sinasc), Central Laboratory (Lacen), and Notification Diseases Information System (Sinan), and 2) active surveillance of medical records of public hospitals that are known to assist births of HIV-infected women. The integration of databases of Lacen and Sinasc identified 150 women infected by HIV, and 41 (29.7%) of them were found in the database of Sinan. Seventy percent of these cases (97/138) were not reported in any of the other three databases. The integration of the existing information obtained from the databases represents an appropriate strategy to improve the quality of information allowing a better evaluation of the epidemiological situation in intervention measures.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Relacionamento de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de: uma estrat&eacute;gia para otimizar a vigil&acirc;ncia das    gestantes infectadas pelo HIV<a href="#endereco"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Linkage of health information      systems: a strategy to optimize the surveillance of pregnant women infected      by HIV</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Maria do Socorro Cavalcante<sup>I</sup>;      Alberto Novaes Ramos Jr.<sup>II</sup>; Ligia Regina Sansigolo Kerr Pontes<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>C&eacute;lula de Vigil&acirc;ncia      Epidemiol&oacute;gica, Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Fortaleza,      Fortaleza-CE. Hospital Geral Dr. C&eacute;sar Cals, Secretaria de Estado da      Sa&uacute;de do Cear&aacute;, Fortaleza-CE    <br><sup>II</sup>Departamento de Sa&uacute;de      Comunit&aacute;ria, Universidade Federal do Cear&aacute;, Fortaleza-CE. Comit&ecirc;      Assessor de Epidemiologia, Programa Nacional de DST e Aids, Secretaria de      Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF    ]]></body>
<body><![CDATA[<br><sup>III</sup>Departamento de Sa&uacute;de      Comunit&aacute;ria, Universidade Federal do Cear&aacute;, Fortaleza-CE</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A complexidade do processo de vigil&acirc;ncia    da transmiss&atilde;o vertical do HIV traz grandes desafios para os servi&ccedil;os    de sa&uacute;de. O objetivo deste estudo &eacute; relatar a estrat&eacute;gia    utilizada para melhoria da vigil&acirc;ncia das gestantes infectadas pelo HIV    e das crian&ccedil;as expostas no Munic&iacute;pio de Fortaleza, Estado do Cear&aacute;,    Brasil, no per&iacute;odo de 1999 a 2001. O estudo foi realizado em duas etapas: 1) relacionamento dos bancos de dados do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    sobre Nascidos Vivos (Sinasc), Laborat&oacute;rio Central (Lacen) e Sistema    de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (Sinan);    e 2) busca ativa em prontu&aacute;rios m&eacute;dicos de maternidades p&uacute;blicas    que realizaram partos em gestantes com HIV. O relacionamento dos bancos de dados    do Lacen e do Sinasc identificou 150 mulheres infectadas pelo HIV, 41 (29,7%)    notificadas pelo Sinan. Ap&oacute;s a revis&atilde;o do banco de dados, a subnotifica&ccedil;&atilde;o    encontrada foi de 70,3% (97/138). O cruzamento de bancos de dados representa    uma estrat&eacute;gia adequada para aprimorar a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es    e avaliar a operacionalidade das a&ccedil;&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o,    permitindo uma melhor aproxima&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    real.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> sistemas      de informa&ccedil;&atilde;o; vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica; transmiss&atilde;o      vertical de doen&ccedil;as; v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia humana.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Due to its complexity, the surveillance of vertical    HIV transmission is a challenge for the health services. The objective of this    study is to present a strategy to optimize the surveillance of HIV-infected    pregnant women in the Municipality of Fortaleza, Cear&aacute; State, Brazil,    from 1999 to 2001. The study was carried out in two stages: 1) integration of    the three databases of Live Born System (<i>Sinasc</i>), Central Laboratory    (<i>Lacen</i>), and Notification Diseases Information System (<i>Sinan</i>),    and 2) active surveillance of medical records of public hospitals that are known    to assist births of HIV-infected women. The integration of databases of <i>Lacen</i>    and <i>Sinasc</i> identified 150 women infected by HIV, and 41 (29.7%) of them    were found in the database of <i>Sinan</i>. Seventy percent of these cases (97/138)    were not reported in any of the other three databases. The integration of the    existing information obtained from the databases represents an appropriate strategy    to improve the quality of information allowing a better evaluation of the epidemiological    situation in intervention measures.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words:</b> health information      systems; epidemiological surveillance; vertical transmission of diseases;      human immunodeficiency virus.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como conseq&uuml;&ecirc;ncia do      progressivo crescimento do n&uacute;mero de casos de aids em mulheres no Brasil,      a transmiss&atilde;o vertical &#8211; ou transmiss&atilde;o de m&atilde;e      para filho &#8211; tem assumido grande import&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica,      sendo respons&aacute;vel por, aproximadamente, 85,0% dos casos de aids em      menores de 13 anos de idade.<sup>1</sup> Essa modalidade de transmiss&atilde;o      do v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia humana (HIV) transformou-se em um      grande desafio para a Sa&uacute;de P&uacute;blica, demandando novas estrat&eacute;gias      de vigil&acirc;ncia. Uma delas, por exemplo, &eacute; a vigil&acirc;ncia da      infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV de segunda gera&ccedil;&atilde;o, que incorpora,      de forma integrada, dados relativos &agrave; infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV      e dados de comportamento da popula&ccedil;&atilde;o.<sup>2,3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar da import&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica      e da possibilidade de implementa&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es a      partir dos resultados do protocolo do Aids Clinical Trial Group (ACTG 076),      publicados em 1994,<sup>4</sup> as informa&ccedil;&otilde;es sobre o n&uacute;mero      de gestantes infectadas e a monitora&ccedil;&atilde;o das etapas da profilaxia      para a redu&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o vertical do HIV no conjunto      do pa&iacute;s, ainda s&atilde;o escassas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para dar respostas mais claras      a essa situa&ccedil;&atilde;o no Brasil, a notifica&ccedil;&atilde;o de casos      de gestantes infectadas pelo HIV e crian&ccedil;as expostas tornou-se compuls&oacute;ria      (Decreto n<sup>o</sup> 933, de 4 de setembro de 2000), para permitir, al&eacute;m      da perspectiva epidemiol&oacute;gica, o importante car&aacute;ter operacional      de avalia&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es. Passados mais de      tr&ecirc;s anos do advento dessa medida legal, entretanto, a subnotifica&ccedil;&atilde;o      de casos e a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis &eacute;      uma realidade presente nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, evidenciando in&uacute;meras      falhas, tanto no processo de vigil&acirc;ncia quanto na operacionaliza&ccedil;&atilde;o      das interven&ccedil;&otilde;es para a redu&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o      vertical do HIV.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Munic&iacute;pio de Fortaleza,      Estado do Cear&aacute;, a partir de 1998, algumas maternidades iniciaram a      implementa&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es definidas pelo protocolo      ACTG 076, tendo como refer&ecirc;ncia as recomenda&ccedil;&otilde;es estabelecidas      pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.<sup>5</sup> Embora essas interven&ccedil;&otilde;es      estejam dispon&iacute;veis para toda a popula&ccedil;&atilde;o de gestantes      infectadas e seus filhos, as dificuldades da rede em prover diagn&oacute;stico      laboratorial da infec&ccedil;&atilde;o, a cobertura insuficiente de mulheres      testadas no pr&eacute;-natal &#8211; principalmente entre as popula&ccedil;&otilde;es      mais vulner&aacute;veis &#8211; e a qualidade do acompanhamento &agrave; gestante,      todavia aqu&eacute;m do desej&aacute;vel, resultam em uma situa&ccedil;&atilde;o      bastante prec&aacute;ria em algumas regi&otilde;es.<sup>6,7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Do ponto de vista da vigil&acirc;ncia      epidemiol&oacute;gica, existem in&uacute;meras falhas de informa&ccedil;&atilde;o      referentes ao n&uacute;mero de gestantes infectadas, ao n&uacute;mero de testes      anti-HIV realizados e &agrave;s condutas profil&aacute;ticas adotadas para      a redu&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o vertical do HIV.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A necessidade de dispor, adequadamente,      dados acurados para a obten&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es      norteadoras das a&ccedil;&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o vem-se constituindo      um importante desafio para o desenvolvimento da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica.      Nessa perspectiva, os Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de      (SIS) representam um conjunto de componentes (estruturas administrativas e      unidades de produ&ccedil;&atilde;o), integrados e articulados, que permitem      a obten&ccedil;&atilde;o e a sele&ccedil;&atilde;o de dados, bem como a sua      transforma&ccedil;&atilde;o em informa&ccedil;&atilde;o.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sabe-se que a informa&ccedil;&atilde;o de qualidade    &eacute; essencial na tomada de decis&otilde;es. Para realizar a monitora&ccedil;&atilde;o    sistem&aacute;tica e a avalia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica, as informa&ccedil;&otilde;es devem estar dispon&iacute;veis    o mais precocemente poss&iacute;vel, para que se estabele&ccedil;am prioridades    e recursos sejam alocados com o devido embasamento t&eacute;cnico,<sup>8</sup> permitindo    que as atividades de controle e de preven&ccedil;&atilde;o tenham o impacto    esperado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Diante das quest&otilde;es relacionadas      &agrave; vigil&acirc;ncia da transmiss&atilde;o vertical do HIV, este trabalho      tem por objetivo relatar a estrat&eacute;gia utilizada para a melhoria da      vigil&acirc;ncia da transmiss&atilde;o vertical do HIV mediante o cruzamento      de bancos de dados, permitindo a recupera&ccedil;&atilde;o de dados das gestantes      infectadas pelo HIV nas v&aacute;rias etapas da implementa&ccedil;&atilde;o      das a&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o no Munic&iacute;pio de      Fortaleza, no per&iacute;odo de 1999 a 2001.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Trata-se de um estudo descritivo,      de car&aacute;ter retrospectivo e operacional, desenvolvido no Munic&iacute;pio      de Fortaleza, Estado do Cear&aacute;, no per&iacute;odo de mar&ccedil;o de      2002 a janeiro de 2003.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para a sua elabora&ccedil;&atilde;o,      foi realizado o cruzamento de fontes de informa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de      existentes no servi&ccedil;o p&uacute;blico como estrat&eacute;gia para a      identifica&ccedil;&atilde;o de gestantes infectadas pelo HIV, atendidas nas      maternidades p&uacute;blicas e que n&atilde;o haviam sido notificadas pelo      Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o      (Sinan). Assim, resgataram-se informa&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o estavam      dispon&iacute;veis para a Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Fortaleza-CE,      no per&iacute;odo de 1999 a 2001. O Sinan &eacute; o sistema de informa&ccedil;&atilde;o      utilizado em todo o Brasil, para notificar e investigar os agravos de notifica&ccedil;&atilde;o      compuls&oacute;ria, regulamentado pelo Decreto n<sup>o</sup> 78.231/76. A sua implanta&ccedil;&atilde;o      no Pa&iacute;s aconteceu a partir de 1992; no Cear&aacute;, de uma forma ampliada,      em 1995. Neste estudo, o Sinan foi utilizado para verifica&ccedil;&atilde;o      das gestantes infectadas pelo HIV e/ou com diagn&oacute;stico de aids.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Desenvolvido em duas etapas, o      trabalho, inicialmente, relacionou o banco de dados do Laborat&oacute;rio      Central do Estado do Cear&aacute; (Lacen-CE) com o banco do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o      sobre Nascidos Vivos (Sinasc). O Lacen-CE constitui-se no laborat&oacute;rio      de refer&ecirc;ncia n&atilde;o s&oacute; para o Cear&aacute;, mas tamb&eacute;m      para os Estados vizinhos. A sua contribui&ccedil;&atilde;o, neste estudo,      coube &agrave; disponibilidade dos bancos de dados das sorologias anti-HIV      realizadas no per&iacute;odo de 1999 a 2001, em Fortaleza. J&aacute; o Sinasc      foi utilizado como uma valiosa fonte de informa&ccedil;&otilde;es sobre as      seguintes caracter&iacute;sticas das mulheres que tiveram filhos nas maternidades      de Fortaleza: dados sociodemogr&aacute;ficos; condi&ccedil;&otilde;es da gravidez;      local do parto; e dados do rec&eacute;m-nascido, incluindo, entre outros,      o peso ao nascer, a idade gestacional e a realiza&ccedil;&atilde;o ou n&atilde;o      de pr&eacute;-natal. O Sinasc foi implantado, neste pa&iacute;s, em 1990;      no Munic&iacute;pio de Fortaleza, a partir de 1996.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para o cruzamento dessas duas fontes de dados,    foram selecionadas: mulheres infectadas pelo HIV que realizaram sorologia no    Lacen; e mulheres que tiveram seus filhos em maternidades p&uacute;blicas de    Fortaleza, com registro, ano a ano, no Sinasc. Como resultado, constituiu-se    o banco de dados de mulheres infectadas pelo HIV que tiveram seus filhos em    maternidades p&uacute;blicas de Fortaleza.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O banco do Lacen dispunha das      seguintes vari&aacute;veis: nome, sexo, proced&ecirc;ncia do exame, unidade      de sa&uacute;de e resultados dos exames. Estruturou-se um novo banco de dados      a partir da sele&ccedil;&atilde;o de mulheres infectadas pelo HIV no banco      de dados do Lacen, considerando-se os seguintes crit&eacute;rios: ser do sexo      feminino; ser procedente de Fortaleza-CE; e ter resultado positivo para o      teste anti-HIV. Paralelamente, procedeu-se &agrave; estrutura&ccedil;&atilde;o      de um segundo banco de dados, com a sele&ccedil;&atilde;o de todas as mulheres      que tiveram filhos no Munic&iacute;pio de Fortaleza e cujos dados encontravam-se      no Sinasc, no per&iacute;odo do estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esses dois bancos de dados, estruturados      para o estudo, foram relacionados em uma planilha comum do aplicativo Microsoft      Excel, tomando-se, como vari&aacute;vel de refer&ecirc;ncia, o nome da mulher.      Com a identifica&ccedil;&atilde;o dessas mulheres, procedeu-se &agrave; impress&atilde;o      das Declara&ccedil;&otilde;es de Nascidos Vivos na c&eacute;lula de vigil&acirc;ncia      epidemiol&oacute;gica da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de, preenchendo-se,      preliminarmente, a ficha de notifica&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o      epidemiol&oacute;gica adotada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de com as      informa&ccedil;&otilde;es encontradas no Sinasc (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n2/2a09f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">O banco de dados final foi relacionado      com o banco de dados do Sinan Gestante HIV-positiva e crian&ccedil;as expostas,      visando identificar potenciais subnotifica&ccedil;&otilde;es e avaliar a completitude      das fichas de investiga&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;veis no Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ap&oacute;s a constitui&ccedil;&atilde;o      do banco final do estudo, iniciou- se a segunda etapa do trabalho, quando      foram investigadas as informa&ccedil;&otilde;es de todas as mulheres identificadas      por meio da busca ativa em prontu&aacute;rios m&eacute;dicos nas maternidades      p&uacute;blicas. Realizou-se o preenchimento dos dados existentes na ficha      de notifica&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o da gestante HIV-positiva      e crian&ccedil;as expostas, quando necess&aacute;rio, complementando-os e      corrigindo-os &#8211; principalmente aqueles referentes a sorologia da m&atilde;e,      a utiliza&ccedil;&atilde;o do AZT no pr&eacute;-natal e no parto, tipo de      parto, administra&ccedil;&atilde;o do AZT xarope ao rec&eacute;m-nascido,      suspens&atilde;o do aleitamento materno e informa&ccedil;&otilde;es do seguimento      da crian&ccedil;a. Tamb&eacute;m foi solicitado &agrave;s unidades de refer&ecirc;ncia      que faziam o acompanhamento das crian&ccedil;as expostas uma lista com o nome      da crian&ccedil;a, data do nascimento e nome da m&atilde;e, para confront&aacute;-la      com a lista de gestantes infectadas do banco de dados final, no intuito de      resgatar casos que n&atilde;o haviam sido detectados no relacionamento pr&eacute;vio      e para completar a ficha com a informa&ccedil;&atilde;o da crian&ccedil;a      exposta (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n2/2a09f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Todos os dados recuperados pelo      estudo foram inclu&iacute;dos no Sinan Gestante HIV-positiva e crian&ccedil;as      expostas da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de, contribuindo para a completitude      da notifica&ccedil;&atilde;o dos casos no &acirc;mbito local e nacional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Na estrutura&ccedil;&atilde;o      do banco de dados, foi utilizado o aplicativo Epi Info, vers&atilde;o 6.04d,      dos Centers for Diseases Control and Prevention dos Estados Unidos da Am&eacute;rica      (CDC/EUA), para entrada e an&aacute;lise dos dados. Realizou-se an&aacute;lise      descritiva das vari&aacute;veis, segundo realiza&ccedil;&atilde;o de pr&eacute;-natal      e medidas profil&aacute;ticas utilizadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente trabalho &eacute; parte      integrante de estudo mais amplo, sobre a &quot;Transmiss&atilde;o Vertical      do HIV no Estado do Cear&aacute;, de 1997 a 2001&quot;, que recebeu aprova&ccedil;&atilde;o      do Comit&ecirc; de &Eacute;tica do Hospital S&atilde;o Jos&eacute;, unidade      hospitalar de refer&ecirc;ncia pertencente ao quadro da Secretaria de Estado      da Sa&uacute;de, localizada em no Munic&iacute;pio de Fortaleza.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No per&iacute;odo de 1999 a 2001,      foram realizados 47.260 exames no Lacen-CE para a detec&ccedil;&atilde;o da      infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV, dos quais 36.334 (76,8%) em mulheres. Observou-se      um crescimento da oferta do teste anti-HIV no sexo feminino de 68,7% do total      de testes realizados no ano de 1999, para 82,7% em 2001. Foi identificado      um total de 1.292 (3,5%) mulheres infectadas pelo HIV entre as que foram submetidas      ao teste sorol&oacute;gico no Lacen de Fortaleza, em todo o per&iacute;odo      do estudo, constatando-se um decr&eacute;scimo, ano a ano, no percentual de      positividade. Em 1999, do total de exames realizados, detectaram-se 676 (6,6%)      mulheres com sorologia reagente para a infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV, 319      (2,7%) no ano 2000 e 297 (2,0%) no ano de 2001. Entre essas mulheres, o percentual      de gestantes infectadas encontrado foi de 4,2% em 1999, 15,0% em 2000 e 20,5%      em 2001.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na primeira etapa do estudo, foram identificadas    150 gestantes infectadas pelo HIV no per&iacute;odo de 1999 a 2001, das quais    apenas 41 (29,7%) haviam sido notificadas pelo sistema. Na etapa seguinte, foi    realizada a busca ativa dos casos encontrados nos prontu&aacute;rios m&eacute;dicos    das maternidades de Fortaleza. Ap&oacute;s investiga&ccedil;&atilde;o, foram    exclu&iacute;das 12 mulheres infectadas, que constitu&iacute;am nomes hom&ocirc;nimos    e n&atilde;o haviam engravidado, restando 97 casos que, somados &agrave;s 41    gestantes notificadas, totalizaram 138 (<a href="#fig3">Figura 3</a>).</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v14n2/2a09f3.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Do universo de 138 gestantes infectadas      pelo HIV e identificadas pelo estudo, observou-se uma subnotifica&ccedil;&atilde;o      de casos no Sinan de 70,3% (97/138). Os dados foram categorizados por ano      de realiza&ccedil;&atilde;o do parto, de modo que, nos anos de 1999, 2000      e 2001, identificaram-se 29 (21,0%), 48 (34,8%) e 61 (44,2%) gestantes com      infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV, respectivamente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A taxa de transmiss&atilde;o vertical      do HIV, sem qualquer interven&ccedil;&atilde;o, situa-se em torno de 20%.<sup>4</sup>      Nos pa&iacute;ses desenvolvidos, a extensa implementa&ccedil;&atilde;o de      interven&ccedil;&otilde;es para a redu&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o      vertical do HIV, principalmente na administra&ccedil;&atilde;o de anti-retrovirais,      na cesariana eletiva e na substitui&ccedil;&atilde;o do aleitamento materno,      resultaram em redu&ccedil;&atilde;o significativa da incid&ecirc;ncia incid&ecirc;ncia      de casos de aids em crian&ccedil;as.<sup>9</sup> No Brasil, a preval&ecirc;ncia      m&eacute;dia da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV em parturientes, estabelecida      por meio de estudos transversais (estudos sentinela) realizados em maternidades      selecionadas, foi de 0,6% no per&iacute;odo de mar&ccedil;o de 1997 a outubro      de 2000 (varia&ccedil;&atilde;o de 0,5 a 1,2%).<sup>10</sup> Da mesma forma      que nos pa&iacute;ses desenvolvidos, novos desafios se apresentam para a Sa&uacute;de      P&uacute;blica dos pa&iacute;ses em desenvolvimento, nas &aacute;reas de assist&ecirc;ncia      e de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, como a resist&ecirc;ncia &agrave;      zidovudina em gestantes e pu&eacute;rperas.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados encontrados pelo estudo mostram que    o percentual de exames sorol&oacute;gicos realizados no Lacen apresentou um    crescimento expressivo em mulheres. Esse aumento pode estar associado &agrave;    implementa&ccedil;&atilde;o da oferta do teste anti-HIV como medida profil&aacute;tica    &agrave; transmiss&atilde;o vertical do HIV. Houve um incremento relevante na    oferta de testes, de 68,7% em 1999, para 82,7% em 2001, associado a uma redu&ccedil;&atilde;o    na soropositividade, que pode ser explicada como conseq&uuml;&ecirc;ncia da    oferta da testagem sorol&oacute;gica para o HIV a todas as gestantes, n&atilde;o    mais restrita a pacientes com risco acrescido, diluindo, dessa maneira, os testes    sororreagentes. Em decorr&ecirc;ncia do incremento da testagem, houve, tamb&eacute;m,    um aumento no crescimento da identifica&ccedil;&atilde;o de gestantes infectadas    pelo HIV. No Brasil, desde 1997, &eacute; recomendada a oferta universal do    teste anti-HIV no pr&eacute;-natal.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar dos avan&ccedil;os identificados      por estudos, do ponto de vista do manejo da infec&ccedil;&atilde;o pelo HIV      em gestantes e crian&ccedil;as expostas, as a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia      epidemiol&oacute;gica n&atilde;o v&ecirc;m alcan&ccedil;ando &ecirc;xito,      ap&oacute;s quase cinco anos do estabelecimento da compulsoriedade da notifica&ccedil;&atilde;o      de gestantes infectadas e crian&ccedil;as expostas. Os dados epidemiol&oacute;gicos      sobre o percentual de gestantes infectadas pelo HIV no Pa&iacute;s s&atilde;o      os dispon&iacute;veis a partir do estudo sentinela em parturientes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tamb&eacute;m s&atilde;o limitados      os dados dispon&iacute;veis sobre a forma como as a&ccedil;&otilde;es para      preven&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o vertical do HIV est&atilde;o      sendo operacionalizadas no Brasil. O Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de adotou,      como um dos indicadores para o acompanhamento e avalia&ccedil;&atilde;o da      implementa&ccedil;&atilde;o dessas a&ccedil;&otilde;es, a utiliza&ccedil;&atilde;o      do AZT injet&aacute;vel pelas parturientes.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tendo em vista a necessidade de se conhecer a    situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica das gestantes infectadas pelo HIV    nos servi&ccedil;os de Fortaleza, diante da subnotifica&ccedil;&atilde;o, no    Brasil e no Cear&aacute;, dos dados junto ao servi&ccedil;o de vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica, o relacionamento de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o    em sa&uacute;de permitiu rever e recuperar informa&ccedil;&otilde;es importantes    sobre as diferentes modalidades de estrat&eacute;gias de preven&ccedil;&atilde;o    utilizadas, tomando-se como refer&ecirc;ncia as a&ccedil;&otilde;es do Projeto    Nascer e as recomenda&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.<sup>5,10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A partir dos resultados obtidos      com o relacionamento de sistemas, foi poss&iacute;vel complementar os dados      com informa&ccedil;&otilde;es dos registros m&eacute;dicos das unidades de      sa&uacute;de que prestaram esse tipo de atendimento, corrigindo- se o sistema      oficial de informa&ccedil;&otilde;es da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de.      Foram identificadas gestantes infectadas pelo HIV no per&iacute;odo do estudo,      no Munic&iacute;pio de Fortaleza, que n&atilde;o estavam, oficialmente, registradas      no Sinan, gerando uma estimativa de subnotifica&ccedil;&atilde;o no sistema      da ordem de 70,3% dos casos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Diante das dificuldades relacionadas      ao processo de vigil&acirc;ncia, torna-se necess&aacute;rio rever o atual      modo de notifica&ccedil;&atilde;o. Por integrar diferentes momentos em um      &uacute;nico instrumento, ele pode estar gerando dificuldades operacionais      na realidade dos servi&ccedil;os. Uma das possibilidades poderia ser a desvincula&ccedil;&atilde;o      &#8211; do momento da m&atilde;e &#8211; do momento da crian&ccedil;a. Al&eacute;m      disso, deve-se avaliar a incorpora&ccedil;&atilde;o sistem&aacute;tica e eficiente      de novas estrat&eacute;gias de vigil&acirc;ncia da gestante infectada pelo      HIV e crian&ccedil;as expostas ao v&iacute;rus, haja vista os dados epidemiol&oacute;gicos      serem fundamentais, n&atilde;o s&oacute; por permitirem o conhecimento dos      indicadores relacionados &agrave; epidemia nas gestantes, como tamb&eacute;m      a constru&ccedil;&atilde;o de indicadores operacionais para o planejamento      das a&ccedil;&otilde;es, a prioriza&ccedil;&atilde;o e aloca&ccedil;&atilde;o      de recursos para preven&ccedil;&atilde;o e assist&ecirc;ncia ao paciente infectado,      a aquisi&ccedil;&atilde;o de insumos e a monitora&ccedil;&atilde;o do impacto      das interven&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.      Programa Nacional de DST e AIDS. AIDS: Boletim Epidemiol&oacute;gico 2004;XVIII(1)      1<sup>a</sup> a 26<sup>a</sup> Semanas Epidemiol&oacute;gicas &#8211; Janeiro a Junho      de 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. United Nations AIDS. Guidelines      for Second Generation HIV Surveillance: the next decade. Geneva: UNAIDS/WHO;      2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.      Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de DST e AIDS. Vigil&acirc;ncia do HIV      no Brasil: novas diretrizes. Bras&iacute;lia: MS; 2002. p.38-41.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Connor EM, Sperling RS, Gelber R, Kiselev    P, Scott G, O'Sullivan MJ, et al. Reduction of maternal-infant transmission    of human immunodeficiency virus type 1 with zidovudine treatment. New England    Journal of Medicine 1994;31:1173-1180.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.      Programa Nacional de DST e AIDS. Recomenda&ccedil;&otilde;es para profilaxia      da transmiss&atilde;o vertical do HIV e terapia anti-retroviral em gestantes,      2004. Bras&iacute;lia: MS; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Cavalcante MS. Gestantes infectadas      pelo HIV: an&aacute;lise das condutas utilizadas na preven&ccedil;&atilde;o      da transmiss&atilde;o vertical do V&iacute;rus da Imunodefici&ecirc;ncia Humana      (HIV) em Fortaleza, Cear&aacute;, no Per&iacute;odo de 1999 a 2001 &#91;disserta&ccedil;&atilde;o&#93;.      Fortaleza (CE): Universidade Federal do Cear&aacute;; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Cavalcante MS, Ramos Jr NA,      Silva TMJ, Kerr-Pontes LRS. Transmiss&atilde;o vertical do HIV em Fortaleza:      revelando a situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica em uma Capital do      Nordeste. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetr&iacute;cia 2004 Mar      2;26:131-138.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Mota E, Carvalho DMT. Sistemas      de Informa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de. In: Rouquayrol MZ, Almeida Filho      N, editores. Epidemiologia e Sa&uacute;de: 6<sup>a</sup> ed. Rio de Janeiro: Medsi; 2003.      p.605-628.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Center for Diseases Control and Prevention.    Recommendations of U.S. Public Health Service for Human Immunodeficiency Virus    Counseling and Voluntary Testing for Pregnant Women. MMWR 1995;44(N<sup>o</sup>.RR-7):1-15.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.      Programa Nacional de DST e AIDS. Projeto Nascer-Maternidades. Bras&iacute;lia:      MS; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Sibailly TS, Ekpini E, Boni-Ouattara E, Nkengasong    J, Maurice C, Kouassi MK, et al. Clinical course of HIV infection and surveillance    for zidovudine resistance among HIV-infected women receiving short-course zidovudine    therapy in Abidjan, C&ocirc;te d'&Iacute;voire. In: The XIII International of    AIDS Conference; 2000; Durban, &Aacute;frica do Sul.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Veloso VG, Vasconcelos AL, Grinsztejn B.    Epidemiologia da transmiss&atilde;o vertical do HIV no Brasil. Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de DST e Aids. AIDS Boletim    Epidemiol&oacute;gico 1999;XII(3) 22<sup>a</sup> a 34<sup>a</sup> Semanas Epidemiol&oacute;gicas &#8211;    Junho a Agosto. p.1006-23.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco" id="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v14n2/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Rua Guilherme Rocha, 1476, Apto. 601,    <br>   Centro, Fortaleza-CE.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   CEP: 60030-141    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:socorro@baydenet.com.br">socorro@baydenet.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#topo"><sup>*</sup></a>Projeto financiado    com recursos da Funda&ccedil;&atilde;o Cearense de Apoio ao Desenvolvimento    Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico.</font></p>      ]]></body><back>
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