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<institution><![CDATA[,Editora Executiva Coordenadora-Geral de Desenvolvimento da Epidemiologia em Serviços/SVS/MS  ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Mestrado Profissional em Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de: uma estrat&eacute;gia que se consolida</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Maria Regina Fernandes de Oliveira</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Editora Executiva    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Coordenadora-Geral de Desenvolvimento da    Epidemiologia em Servi&ccedil;os/SVS/MS</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de    (SVS) do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS), em continuidade &agrave;s a&ccedil;&otilde;es    de seu antecessor, o antigo Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepi) da Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de (Funasa/MS), sempre estabeleceu, como atividade regimental,    a organiza&ccedil;&atilde;o e demanda de capacita&ccedil;&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o    de recursos humanos, traduzindo a compreens&atilde;o de que o gestor federal,    juntamente com Estados e Munic&iacute;pios, &eacute; co-respons&aacute;vel no    processo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A necessidade de profissionais cada vez mais    habilitados nas respectivas tarefas tornou-se premente a partir de 1999. A regulamenta&ccedil;&atilde;o    do processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o das responsabilidades de epidemiologia,    preven&ccedil;&atilde;o e controle de doen&ccedil;as, a partir da publica&ccedil;&atilde;o    das portarias de n&uacute;meros 1.399 e 950, estabeleceu os tetos de financiamento    das a&ccedil;&otilde;es e definiu, com detalhes, as atribui&ccedil;&otilde;es    de cada esfera de governo para um amplo conjunto de atividades &#8211; o que    afinal contribuiu, inegavelmente, para o processo de consolida&ccedil;&atilde;o    do SUS nessa &aacute;rea, de forma definitiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O cotidiano dos servi&ccedil;os de vigil&acirc;ncia    em sa&uacute;de enfrenta v&aacute;rios desafios e necessidades, como, por exemplo:    a) amplia&ccedil;&atilde;o permanente do conhecimento epidemiol&oacute;gico,    de modo a atender as demandas de forma oportuna; b) aperfei&ccedil;oamento cont&iacute;nuo    das tecnologias existentes e desenvolvimento de novas, para acompanhar a din&acirc;mica    do processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a e responder &agrave;s exig&ecirc;ncias    de seu controle adequado; c) avalia&ccedil;&atilde;o do impacto de programas    e atividades, para permitir o aprimoramento ou (re)direcionamento de suas a&ccedil;&otilde;es    e recursos; e d) aperfei&ccedil;oamento cont&iacute;nuo de estruturas e processos,    tendo em considera&ccedil;&atilde;o os profissionais de sa&uacute;de como seus    atores principais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Sobre a import&acirc;ncia dos recursos humanos    no desenvolvimento do SUS, o conjunto dos desafios e necessidades leva &agrave;    exig&ecirc;ncia, cada vez maior, de corpo t&eacute;cnico qualificado, produtivo,    capaz de tomar decis&otilde;es fundamentadas em evid&ecirc;ncias epidemiol&oacute;gicas    e em s&oacute;lido conhecimento cient&iacute;fico. Em &uacute;ltima inst&acirc;ncia,    seu desempenho contribui para o aperfei&ccedil;oamento das a&ccedil;&otilde;es    de vigil&acirc;ncia, preven&ccedil;&atilde;o e controle, bem como para o fortalecimento    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A realiza&ccedil;&atilde;o de cursos de mestrado    profissional no Pa&iacute;s configurou-se como uma estrat&eacute;gia oportuna    e bem-vinda, nesse sentido. Esse processo de forma&ccedil;&atilde;o de profissionais    em grau de excel&ecirc;ncia caracteriza-se pela aplica&ccedil;&atilde;o do m&eacute;todo    cient&iacute;fico na qualifica&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, pautada em modelo    orientado para o desempenho das fun&ccedil;&otilde;es e pr&aacute;ticas dos    servi&ccedil;os, n&atilde;o para a pesquisa de cunho acad&ecirc;mico exclusivo.    &Eacute; essencial, ademais, que a condu&ccedil;&atilde;o dessa forma&ccedil;&atilde;o    seja encarregada a docentes com experi&ecirc;ncia nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de,    pois, entre as habilidades exigidas como resultado dessa forma&ccedil;&atilde;o,    encontram-se: an&aacute;lise de dados prim&aacute;rios e secund&aacute;rios;    avalia&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas, programas e a&ccedil;&otilde;es;    planejamento baseado em evid&ecirc;ncias; e capacidade de comunicar dados de    sa&uacute;de em linguagem adequada e acess&iacute;vel a todos os p&uacute;blicos    &#8211; o leigo, o cient&iacute;fico e &agrave; imprensa inclusivamente. S&atilde;o    essas raz&otilde;es porque a SVS/MS trabalha junto a institui&ccedil;&otilde;es    acad&ecirc;micas parceiras, com o objetivo de elaborar uma grade de disciplinas    que atenda &agrave; miss&atilde;o primordial do mestrado profissional: formar    t&eacute;cnicos aptos ao exerc&iacute;cio de suas fun&ccedil;&otilde;es no SUS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A SVS/MS j&aacute; concluiu, juntamente com a    Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica (ENSP) da Funda&ccedil;&atilde;o    Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz/MS), do Rio de Janeiro-RJ, duas turmas de mestrado    profissional. Da primeira, unicamente constitu&iacute;da de t&eacute;cnicos    da gest&atilde;o federal, pode-se apreciar, nesta edi&ccedil;&atilde;o da Epidemiologia    e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de, tr&ecirc;s relat&oacute;rio finais de trabalho    dedicados &agrave; situa&ccedil;&atilde;o end&ecirc;mica da mal&aacute;ria na    Amaz&ocirc;nia Legal,<sup>1-3</sup> cujas contribui&ccedil;&otilde;es s&atilde;o significativas    para o programa de controle da doen&ccedil;a. A segunda turma, cuja composi&ccedil;&atilde;o    reuniu t&eacute;cnicos atuantes nos Estados do Rio de Janeiro e do Esp&iacute;rito    Santo, no Sudeste, e nos Estados da Regi&atilde;o Norte, encontra-se em fase    de conclus&atilde;o de curso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A estrat&eacute;gia da SVS/MS de promo&ccedil;&atilde;o    da Rede de Forma&ccedil;&atilde;o de Recursos Humanos em Vigil&acirc;ncia em    Sa&uacute;de prev&ecirc; a execu&ccedil;&atilde;o de mais seis mestrados profissionais    no per&iacute;odo de 2006 a 2008, para os n&iacute;veis federal, estadual e    municipal &#8211; neste, para capitais &#8211;, com cess&atilde;o de prioridade    &agrave; clientela das Regi&otilde;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste, especialmente    carentes de instrumentos formadores. O planejamento dos cursos j&aacute; foi    solicitado, assim como a sua programa&ccedil;&atilde;o pelas institui&ccedil;&otilde;es    acad&ecirc;micas, &agrave;s quais tamb&eacute;m caber&aacute;, exclusivamente,    a sele&ccedil;&atilde;o dos candidatos &agrave;s vagas dispon&iacute;veis: dever&atilde;o    ser t&eacute;cnicos lotados em &aacute;reas do &acirc;mbito de atua&ccedil;&atilde;o    da SVS/MS, nas tr&ecirc;s esferas de governo, compromissados com o SUS. Pontos    fortes do mestrado profissional a destacar: a parceria da SVS com institui&ccedil;&otilde;es    de ensino, o rigor &#8220;acad&ecirc;mico&#8221; na dire&ccedil;&atilde;o dos    processos de sele&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o e certifica&ccedil;&atilde;o    dos alunos e a preocupa&ccedil;&atilde;o no atendimento &agrave;s prioridades    descritas, s&atilde;o fatores indispens&aacute;veis para que o objetivo de um    alto n&iacute;vel de qualifica&ccedil;&atilde;o profissional seja atingido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A despeito de um processo recente e pass&iacute;vel    de uma avalia&ccedil;&atilde;o ulterior conclusiva, seus resultados preliminares,    alcan&ccedil;ados com a consecu&ccedil;&atilde;o de duas primeiras turmas, t&atilde;o-somente,    demonstram que o mestrado profissional se consolida. A forma&ccedil;&atilde;o    permite a concilia&ccedil;&atilde;o, no formato modular, de estudo e pr&aacute;tica,    o que n&atilde;o afasta o t&eacute;cnico de suas atividades rotineiras; e seus    produtos gerados representam respostas a quest&otilde;es priorit&aacute;rias    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. N&atilde;o obstante seja necess&aacute;ria    a implanta&ccedil;&atilde;o de um sistema de avalia&ccedil;&otilde;es sistem&aacute;ticas    da demanda, da execu&ccedil;&atilde;o e dos resultados dos cursos, seu balan&ccedil;o    &eacute; positivo, tanto para os t&eacute;cnicos da SVS/MS como para os centros    acad&ecirc;micos envolvidos; sua concep&ccedil;&atilde;o atende as melhores    expectativas de forma&ccedil;&atilde;o qualificada e aperfei&ccedil;oamento    de recursos humanos para o exerc&iacute;cio de fun&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. O Mestrado Profissional em Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de veio para ficar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. Ladislau JLB, Leal MC, Tauil PL. Avalia&ccedil;&atilde;o    do Plano de Intensifica&ccedil;&atilde;o das A&ccedil;&otilde;es de Controle    da Mal&aacute;ria na regi&atilde;o da Amaz&ocirc;nia Legal, Brasil, no contexto    da descentraliza&ccedil;&atilde;o. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de    2006; 15(2):9-20.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Braz RM, Andreozzi VL, Kale PL. Detec&ccedil;&atilde;o    precoce de epidemias de mal&aacute;ria no Brasil: uma proposta de automa&ccedil;&atilde;o.    Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2006; 15(2):21-33.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Pereira MPL, Iguchi T, Santos EGOB. Avalia&ccedil;&atilde;o    de discord&acirc;ncias encontradas nos exames de gota espessa para o diagn&oacute;stico    da mal&aacute;ria realizados por microscopistas dos Estados do Amap&aacute;    e do Maranh&atilde;o, Brasil, no per&iacute;odo de 2001 a 2003. Epidemiologia    e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2006; 15(2):35-45.</font> ]]></body><back>
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