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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Detecção precoce de epidemias de malária no Brasil: uma proposta de automação]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In Brazil, 99% of reported malaria cases occur in the Amazon Region. To date, however, an automated system has not yet been defined to detect epidemics in this area. This study proposes several statistical methods that could be useful for early detection of malaria epidemics. Five types of graphs were investigated: average +1.96 standard deviations (Cullen method); inter-quartile range (Albuquerque method); 3rd quartile method; Cusum-tabular method; and smoothing of baselines (Stern & Lightfoot method). The true alarm rate (TAV) detected by these methods was as follows: 100% by all five methods in the Municipality of Manaus, Amazonas State; and in the Municipality of Machadinho D&#8217;Oeste, Rondônia State 100% were detected by the 3rd quartile method; 25% using the Cullen, and Stern & Lightfoot methods, and 0% for other methods. In the Municipality of Amarante do Maranhão, Maranhão State, there were no epidemic months, and no alarm was given by any of the five methods, corresponding to 100% success. The 3rd quartile method is the most appropriate for early detection of malaria epidemics in municipal districts of the Brazilian Amazon Region, and recommended for implantation in routine malaria surveillance.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><a name="topo"></a><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Detec&ccedil;&atilde;o precoce de epidemias    de mal&aacute;ria no Brasil: uma proposta de automa&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Early detection of malaria epidemics in Brazil:    a proposal for automation</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Rui Moreira Braz<sup>I</sup>; Valeska Lima Andreozzi<sup>II</sup>;    Pauline Lorena Kale<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral do Programa Nacional    de Controle da Mal&aacute;ria, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Departamento de Epidemiologia e M&eacute;todos    Quantitativos em Sa&uacute;de, Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica    S&eacute;rgio Arouca, Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz, Rio de    Janeiro-RJ    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>N&uacute;cleo de Estudos de Sa&uacute;de    Coletiva, Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro-RJ</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade> <font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font>      <p><font size="2" face="Verdana">A Amaz&ocirc;nia Legal do Brasil concentra 99%    dos casos de mal&aacute;ria do pa&iacute;s; por&eacute;m, falta um sistema automatizado    para detectar as epidemias da doen&ccedil;a que ocorrem na regi&atilde;o. O    estudo prop&otilde;e alguns m&eacute;todos estat&iacute;sticos para detec&ccedil;&atilde;o    precoce de epidemias de mal&aacute;ria. Foram testados cinco tipos de gr&aacute;ficos:    m&eacute;dia +1,96 desvio-padr&atilde;o (m&eacute;todo de Cullen); amplitude    interquartilar (m&eacute;todo de Albuquerque); m&eacute;todo do 3<sup>o</sup> quartil;    m&eacute;todo Cusum-tabular; e alisamento da linha base (m&eacute;todo de Stern    &amp; Lightfoot). A taxa de alarmes verdadeiros (TAV) disparada pelos cinco    m&eacute;todos no Munic&iacute;pio de Manaus, Estado do Amazonas, foi de 100%;    e em Machadinho D&#8217;Oeste, Estado de Rond&ocirc;nia, foi de 100% para o    m&eacute;todo do 3<sup>o</sup> quartil, de 25% para os m&eacute;todos de Cullen e de Stern    &amp; Lightfoot e, para os demais m&eacute;todos, de 0%. Em Amarante do Maranh&atilde;o,    Estado do Maranh&atilde;o, n&atilde;o houve m&ecirc;s epid&ecirc;mico e nenhum    alarme foi disparado pelos cinco m&eacute;todos, correspondendo a 100% de acerto.    O m&eacute;todo do 3<sup>o</sup> quartil mostrou-se mais adequado para a detec&ccedil;&atilde;o    precoce de epidemias de mal&aacute;ria na Amaz&ocirc;nia Legal Brasileira, sendo    recomendado para implanta&ccedil;&atilde;o na rotina da vigil&acirc;ncia da    doen&ccedil;a na regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> mal&aacute;ria; epidemias;    vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica; gr&aacute;ficos estat&iacute;sticos.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">In Brazil, 99% of reported malaria cases occur    in the Amazon Region. To date, however, an automated system has not yet been    defined to detect epidemics in this area. This study proposes several statistical    methods that could be useful for early detection of malaria epidemics. Five    types of graphs were investigated: average +1.96 standard deviations (Cullen    method); inter-quartile range (Albuquerque method); 3rd quartile method; Cusum-tabular    method; and smoothing of baselines (Stern &amp; Lightfoot method). The true    alarm rate (TAV) detected by these methods was as follows: 100% by all five    methods in the Municipality of Manaus, Amazonas State; and in the Municipality    of Machadinho D&#8217;Oeste, Rond&ocirc;nia State 100% were detected by the    3rd quartile method; 25% using the Cullen, and Stern &amp; Lightfoot methods,    and 0% for other methods. In the Municipality of Amarante do Maranh&atilde;o,    Maranh&atilde;o State, there were no epidemic months, and no alarm was given    by any of the five methods, corresponding to 100% success. The 3rd quartile    method is the most appropriate for early detection of malaria epidemics in municipal    districts of the Brazilian Amazon Region, and recommended for implantation in    routine malaria surveillance.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-words:</b> malaria; epidemics; epidemiology    surveillance; statistical graphs.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No Brasil, 99% dos casos de mal&aacute;ria se    concentram na regi&atilde;o da Amaz&ocirc;nia Legal, onde, no ano de 2003, notificaram-se    407.995 casos da doen&ccedil;a, 70% de <i>P. vivax</i>, 29% de <i>P. falciparum</i>    e 1%<i> P. malariae</i>.<sup>1</sup> Esses casos foram transmitidos, principalmente,    pelo mosquito <i>Anopheles darlingi</i>;<sup>2</sup> computaram-se 10.291 interna&ccedil;&otilde;es,    correspondendo a 2,5% do total de casos,<sup>3</sup> e 82 casos evolu&iacute;ram    para &oacute;bito, com taxa de letalidade de 0,02%.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para apoiar os Estados e Munic&iacute;pios da    regi&atilde;o, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS), por interm&eacute;dio    de sua Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de (SVS), implantou, no ano    de 2003, o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    (Sivep-Mal&aacute;ria), destinado &agrave; notifica&ccedil;&atilde;o de casos    da doen&ccedil;a. O sistema representa um avan&ccedil;o por utilizar tecnologia    da Internet, podendo, tamb&eacute;m, ser aplicado em locais que n&atilde;o disp&otilde;em    dessa tecnologia. As notifica&ccedil;&otilde;es s&atilde;o enviadas para uma    base de dados centralizada, a que os tr&ecirc;s n&iacute;veis de gest&atilde;o    &#8211; municipal, estadual e federal &#8211; t&ecirc;m acesso r&aacute;pido    e simult&acirc;neo &agrave;s informa&ccedil;&otilde;es, para an&aacute;lise    e tomada de decis&otilde;es. Apesar do avan&ccedil;o tecnol&oacute;gico, o atual    sistema de informa&ccedil;&atilde;o prescinde de ferramenta para detec&ccedil;&atilde;o    precoce das epidemias de mal&aacute;ria que ocorrem naquela regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Amaz&ocirc;nia Legal &eacute; uma regi&atilde;o    end&ecirc;mica para mal&aacute;ria, altamente favor&aacute;vel &agrave; intera&ccedil;&atilde;o    dos fatores colaboradores da elevada incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a, onde    o risco da ocorr&ecirc;ncia anual de casos &eacute; estimado pela Incid&ecirc;ncia    Parasit&aacute;ria Anual (IPA), em graus variados e expressos pelo n&uacute;mero    de exames positivos de mal&aacute;ria por mil habitantes, em determinado espa&ccedil;o    geogr&aacute;fico: baixo risco (&lt;10); m&eacute;dio risco (10-49); alto risco    (&gt;50).<sup>5</sup> No ano de 2003, foram identificados 71 Munic&iacute;pios    com alto risco para transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a, ou seja, com IPA igual    ou maior que 50 casos por 1.000 habitantes. Desses Munic&iacute;pios, 34 (47,8%)    registraram IPA acima de 100 casos por 1.000 habitantes, chegando a situa&ccedil;&otilde;es    extremas, por exemplo, em Cujubim e em Candeias do Jamari, no Estado de Rond&ocirc;nia,    Anaj&aacute;s, no Estado do Par&aacute;, e Machadinho D&#8217;Oeste, tamb&eacute;m    em Rond&ocirc;nia, localidades onde o IPA chegou a 585, 356, 328 e 327 casos    por 1000 habitantes, respectivamente.<sup>1</sup> Apesar de apresentarem-se    taxas t&atilde;o altas de incid&ecirc;ncia, n&atilde;o se disp&otilde;e de sistema    de informa&ccedil;&atilde;o que permita afirmar quais Munic&iacute;pios se encontravam    em situa&ccedil;&atilde;o epid&ecirc;mica, ou seja, onde ocorrera excesso ou    aumento de casos acima do esperado, de acordo com os conceitos t&eacute;cnicos    de epidemias.<sup>6-8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na regi&atilde;o, o grande desafio est&aacute;    na defini&ccedil;&atilde;o do limiar epid&ecirc;mico da doen&ccedil;a, para    identificar quais os limites de transmiss&atilde;o esperados, para cada Munic&iacute;pio,    e quando esses limites podem ser ultrapassados, tornando-se uma eventualidade    epid&ecirc;mica. Responder a essa quest&atilde;o constitui uma necessidade para    a vigil&acirc;ncia da mal&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com a implanta&ccedil;&atilde;o do sistema de    detec&ccedil;&atilde;o precoce de epidemias de mal&aacute;ria, espera-se a amplia&ccedil;&atilde;o    das op&ccedil;&otilde;es de informa&ccedil;&atilde;o junto aos gestores e t&eacute;cnicos    do setor Sa&uacute;de, de forma a possibilitar a ado&ccedil;&atilde;o de medidas    de controle da doen&ccedil;a mais oportunas. Os gestores ter&atilde;o maior    sustenta&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica ao declarar uma epidemia, evitando    problemas de ordem &eacute;tica, pol&iacute;tica e financeira quanto a poss&iacute;veis    questionamentos sobre a exist&ecirc;ncia de uma verdadeira epidemia. Os tr&ecirc;s    n&iacute;veis de gest&atilde;o poder&atilde;o realizar monitoramento simult&acirc;neo    das poss&iacute;veis epidemias de mal&aacute;ria, para evitar ou minimizar a    ocorr&ecirc;ncia do evento. Assim, poder-se-&aacute; reduzir a incid&ecirc;ncia    da enfermidade nas popula&ccedil;&otilde;es e diminuir o sofrimento humano e    as perdas sociais e econ&ocirc;micas decorrentes, conforme preconiza o Programa    Nacional de Controle da Mal&aacute;ria.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A vigil&acirc;ncia deve prover uma base quantitativa    para pr&aacute;tica de Sa&uacute;de P&uacute;blica, incluindo a preven&ccedil;&atilde;o.<sup>10,11</sup>    Prevenir tem o significado de <i>&quot;preparar, chegar antes de, dispor de    maneira que</i> (se) <i>evite dano ou mal, impedir que se realize&quot;</i>.<sup>12</sup>    As a&ccedil;&otilde;es preventivas definem-se como interven&ccedil;&otilde;es    orientadas a evitar o surgimento de doen&ccedil;as espec&iacute;ficas, reduzindo    a sua incid&ecirc;ncia ou preval&ecirc;ncia na popula&ccedil;&atilde;o. V&aacute;rias    t&eacute;cnicas estat&iacute;sticas foram desenvolvidas para ajudar a prevenir    a ocorr&ecirc;ncia de epidemias;<sup>13-15</sup> a aplica&ccedil;&atilde;o de    cada uma, entretanto, depende das caracter&iacute;sticas de distribui&ccedil;&atilde;o    da doen&ccedil;a. Entre as t&eacute;cnicas dispon&iacute;veis, procurou-se selecionar    aquela que apresentasse melhor aplicabilidade no servi&ccedil;o, visando ao    desenvolvimento de um sistema de informa&ccedil;&otilde;es capaz de subsidiar    a ado&ccedil;&atilde;o de medidas antecipat&oacute;rias de controle de epidemias    de mal&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os sistemas de detec&ccedil;&atilde;o precoce    de epidemias s&atilde;o o meio pelo qual a vigil&acirc;ncia se transforma em    medidas de Sa&uacute;de P&uacute;blica oportunas.<sup>16</sup> Os grandes sistemas    de informa&ccedil;&atilde;o devem ser, principalmente, instrumentos de antecipa&ccedil;&atilde;o    aos eventos que ponham em risco a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.<sup>11,17,18</sup>    Assim, diversos sistemas t&ecirc;m-se desenvolvido para detec&ccedil;&atilde;o    precoce de epidemias de mal&aacute;ria, de forma automatizada, destacando-se    aqueles utilizados na Tail&acirc;ndia,<sup>19</sup> no Qu&ecirc;nia,<sup>20,21</sup>    na Eti&oacute;pia, em Uganda e em Botswana.<sup>22,23</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A detec&ccedil;&atilde;o de surtos e epidemias,    visando ao controle oportuno, consta das principais preocupa&ccedil;&otilde;es    da vigil&acirc;ncia da mal&aacute;ria no Brasil.<sup>2</sup> O presente estudo    teve o objetivo de propor um m&eacute;todo estat&iacute;stico para automa&ccedil;&atilde;o    do processo de detec&ccedil;&atilde;o precoce de epidemias de mal&aacute;ria    na regi&atilde;o da Amaz&ocirc;nia Legal e, assim, contribuir para o aprimoramento    dos procedimentos de vigil&acirc;ncia da doen&ccedil;a.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A regi&atilde;o da Amaz&ocirc;nia Legal, ao norte    do Pa&iacute;s, compreende os Estados do Acre (AC), Amap&aacute; (AP), Amazonas    (AM), Maranh&atilde;o (MA), Mato Grosso (MT), Par&aacute; (PA), Rond&ocirc;nia    (RO), Roraima (RR) e Tocantins (TO) &#8211; os quais somavam, em 2002, uma popula&ccedil;&atilde;o    de 22 milh&otilde;es de habitantes. A &aacute;rea total da regi&atilde;o, de    5,1 milh&otilde;es de km<sup>2</sup> (60% da &aacute;rea do Brasil), abrigava, naquele    ano, 805 Munic&iacute;pios (14% do total do Pa&iacute;s).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os registros de casos de mal&aacute;ria no per&iacute;odo    de 1996 a 2002, obtidos do antigo Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es do Programa    Nacional de Controle da Mal&aacute;ria (Sismal/Centro Nacional de Epidemiologia/Funda&ccedil;&atilde;o    Nacional de Sa&uacute;de/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de), foram utilizados    para a constru&ccedil;&atilde;o dos gr&aacute;ficos de controle estat&iacute;stico.    Os dados do ano de 2003, obtidos do atual Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica da Mal&aacute;ria (Sivep-Mal&aacute;ria/Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de/Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de), foram    aplicados como ano de monitoramento. Para o tratamento estat&iacute;stico dos    dados, aplicaram-se os seguintes <i>softwares</i>: Epi Info (vers&atilde;o 6.4);<sup>24</sup>    Epi Info 2000 (vers&atilde;o 3.2.2);<sup>25</sup> R (vers&atilde;o 1.9.1);<sup>26</sup>    e Statistica (vers&atilde;o 6).<sup>27</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram selecionados tr&ecirc;s Munic&iacute;pios,    de acordo com o risco de transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a: Amarante do Maranh&atilde;o-MA    (baixo risco); Manaus-AM (m&eacute;dio risco); e Machadinho D&#8217;Oeste-RO    (alto risco). Exclu&iacute;ram-se os dois anos com maior n&uacute;mero de casos,    considerados anos epid&ecirc;micos, em cada Munic&iacute;pio, para a aplica&ccedil;&atilde;o    dos m&eacute;todos de detec&ccedil;&atilde;o de epidemias. As s&eacute;ries    temporais resultantes de cada Munic&iacute;pio foram obtidas ao se reunir os    dados segundo o m&ecirc;s e ano, resultando em 60 pontos de dados brutos (5    anos x 12 meses). Foram selecionados cinco m&eacute;todos estat&iacute;sticos:    diagrama de controle segundo a m&eacute;dia +1,96 desvio-padr&atilde;o (m&eacute;todo    de Cullen); diagrama de controle segundo a amplitude interquartilar (m&eacute;todo    de Albuquerque); diagrama de controle segundo a distribui&ccedil;&atilde;o por    quartis (m&eacute;todo do 3<sup>o</sup> quartil); m&eacute;todo das somas cumulativas (m&eacute;todo    do Cusum-tabular); e m&eacute;todo de alisamento da linha base (m&eacute;todo    de Stern &amp; Lightfoot).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os m&eacute;todos estat&iacute;sticos analisados    por este estudo baseiam-se na utiliza&ccedil;&atilde;o de gr&aacute;ficos de    controle, compostos de uma linha central representativa do valor m&eacute;dio    da caracter&iacute;stica da qualidade correspondente ao estado do processo &quot;sob    controle&quot;, ou seja, a variabilidade esperada em fun&ccedil;&atilde;o do    acaso (&quot;causas-chances&quot;). Duas linhas horizontais tamb&eacute;m    fazem parte do gr&aacute;fico de controle, chamadas de &quot;limite superior    de controle&quot; (LSC) e &quot;limite inferior de controle&quot; (LIC).    Se os dados das amostras de um processo de controle de qualidade situam-se dentro    dos limites de controle, o processo &eacute; dito &quot;sob controle&quot;    e, portanto, nenhuma a&ccedil;&atilde;o corretiva &eacute; necess&aacute;ria.    N&atilde;o obstante, se algum ponto da amostra apresentar-se fora desses limites,    o processo &eacute; considerado &quot;fora de controle&quot;; assim, uma a&ccedil;&atilde;o    corretiva faz-se necess&aacute;ria para eliminar as denominadas &quot;causas    assinal&aacute;veis&quot; ou &quot;causas respons&aacute;veis&quot; por esse    comportamento. Mesmo que os pontos da amostra permane&ccedil;am dentro dos limites    de controle, por&eacute;m de forma sistem&aacute;tica n&atilde;o aleat&oacute;ria,    h&aacute; indica&ccedil;&atilde;o de que o processo se encontra &quot;fora    de controle&quot; e, portanto, medidas investigativas e corretivas devem ser    adotadas.<sup>28</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No controle da mal&aacute;ria, se algum ponto    da amostra apresentar-se abaixo do LIC, ser&aacute; necess&aacute;rio investigar    a exist&ecirc;ncia de subnotifica&ccedil;&atilde;o de casos da doen&ccedil;a,    para corre&ccedil;&atilde;o do problema. Se essa situa&ccedil;&atilde;o decorrer    dos resultados das interven&ccedil;&otilde;es para controle da doen&ccedil;a,    nenhuma a&ccedil;&atilde;o corretiva ser&aacute; requerida; a identifica&ccedil;&atilde;o    e a manuten&ccedil;&atilde;o das interven&ccedil;&otilde;es que resultaram na    redu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a, entretanto, ser&atilde;o demandadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na constru&ccedil;&atilde;o dos gr&aacute;ficos    de controle, foram exclu&iacute;dos os LIC por considerar-se que o prop&oacute;sito    do estudo foi medir a capacidade de detectar epidemias de cada m&eacute;todo    estat&iacute;stico, mediante o confronto dos dados monitorados do ano de 2003,    contra a linha do limiar epid&ecirc;mico ou LSC.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na sele&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos estat&iacute;sticos,    consideraram-se os crit&eacute;rios de possibilidade de automa&ccedil;&atilde;o    e facilidade de entendimento dos resultados pelos gerentes dos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de. Foi considerado adequado para detec&ccedil;&atilde;o precoce    de epidemias de mal&aacute;ria o m&eacute;todo estat&iacute;stico que apresentou    maior taxa de alarmes verdadeiros de meses epid&ecirc;micos (TAV) disparados    por cada m&eacute;todo. Esse indicador foi adotado visando &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o    do m&eacute;todo mais sens&iacute;vel para detec&ccedil;&atilde;o de verdadeiras    epidemias, evitando a ocorr&ecirc;ncia de dois tipos de erros: I e II. O erro    de tipo I equivale ao falso positivo, ou seja, aceitar a exist&ecirc;ncia de    uma epidemia quando ela realmente n&atilde;o existe. O erro de tipo II equivale    ao falso negativo, rejeitar a exist&ecirc;ncia de uma epidemia quando ela, realmente,    existe.<sup>28</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para avaliar a TAV, foi elaborado e aplicado    o crit&eacute;rio do &quot;m&ecirc;s com maior n&uacute;mero de casos&quot;.    Por esse crit&eacute;rio, considerou-se verdadeiramente epid&ecirc;mico o m&ecirc;s    do ano de 2003 &#8211; que apresentou n&uacute;mero de casos de mal&aacute;ria    maior que o valor m&aacute;ximo dos meses correspondentes &#8211;, da s&eacute;rie    de dados dos cinco anos considerados n&atilde;o epid&ecirc;micos e que serviram    para constru&ccedil;&atilde;o dos gr&aacute;ficos de controle. Por exemplo,    em Machadinho D&#8217;Oeste, o m&ecirc;s de junho de 2003, que apresentou 810    casos da doen&ccedil;a, foi considerado epid&ecirc;mico porque superou o n&uacute;mero    de casos dos anos anteriores: junho de 1996 (510); junho de 1997 (687); junho    de 1999 (696); junho de 2000 (563); e junho de 2001 (520). Nesse Munic&iacute;pio,    tamb&eacute;m foram considerados epid&ecirc;micos os meses de agosto, outubro    e novembro de 2003, ao se adotar o mesmo crit&eacute;rio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>M&eacute;todo de Cullen</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tamb&eacute;m conhecido como gr&aacute;fico de    controle de Shewhart, esse m&eacute;todo, modificado na &aacute;rea da Sa&uacute;de,    baseia-se em um limiar calculado a partir da m&eacute;dia +1,96 desvio-padr&atilde;o    de uma s&eacute;rie temporal de cinco anos de casos mensais de mal&aacute;ria.    Constr&oacute;i-se o intervalo de varia&ccedil;&atilde;o esperado para a m&eacute;dia    mensal da doen&ccedil;a, considerando-se que, em uma distribui&ccedil;&atilde;o    normal, 95% dos valores se encontram entre a m&eacute;dia +1,96 desvio-padr&atilde;o    (LSC) e a m&eacute;dia -1,96 desvio-padr&atilde;o (LIC).<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>M&eacute;todo de Albuquerque</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O m&eacute;todo pressup&otilde;e que, em tr&ecirc;s    quartos do tempo, o n&uacute;mero de casos de mal&aacute;ria esteja abaixo do    limiar. Assim, o LSC, ou limiar epid&ecirc;mico, &eacute; calculado com base    no valor do terceiro quartil (Q3) da s&eacute;rie temporal mais o desvio quartilar    (Q) &#8211; este, resultante da semidiferen&ccedil;a entre o terceiro e o primeiro    quartis. Qualquer freq&uuml;&ecirc;ncia de casos maior que o limite superior    de controle deve ser considerada representativa de um epis&oacute;dio n&atilde;o    habitual, uma eventualidade epid&ecirc;mica. A aplica&ccedil;&atilde;o desse    m&eacute;todo, no presente estudo, teve como refer&ecirc;ncia o trabalho desenvolvido    por Albuquerque<sup>29</sup> na implanta&ccedil;&atilde;o da vigil&acirc;ncia    de diversos agravos no Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>M&eacute;todo do 3<sup>o</sup> quartil</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na constru&ccedil;&atilde;o do diagrama de controle    segundo a distribui&ccedil;&atilde;o por quartis, s&atilde;o incorporados os    mesmos pressupostos do m&eacute;todo de Albuquerque.<sup>29</sup> O fator diferencial    entre as duas t&eacute;cnicas est&aacute; em que, na primeira (m&eacute;todo    do 3<sup>o</sup> quartil), os limites de controle, inferior e superior, s&atilde;o    constru&iacute;dos a partir do primeiro e terceiro quartis (Q1 e Q3), desprezando-se    os demais procedimentos. Neste estudo, adotou-se a metodologia recomendada pela    Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS).<sup>22,23</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>M&eacute;todo Cusum-tabular</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O pressuposto para constru&ccedil;&atilde;o de    um gr&aacute;fico de controle Cusum &eacute; de que os dados da amostra possuem    distribui&ccedil;&atilde;o normal e s&atilde;o independentes, o que torna o    m&eacute;todo mais efetivo na detec&ccedil;&atilde;o de pequenas trocas ou varia&ccedil;&otilde;es    na m&eacute;dia desse processo, da ordem de 0,5 a 2 desvios-padr&atilde;o. Nesse    intervalo, o Cusum pode detectar mudan&ccedil;as duas vezes mais r&aacute;pido    que os outros gr&aacute;ficos de controle, com amostra de tamanho menor. No    Cusum-tabular, duas somas acumuladas s&atilde;o calculadas: <b>S<sub>H</sub>(i)</b>,    o Cusum tabular unilateral superior para o per&iacute;odo i; e <b>S<sub>L</sub>(i)</b>,    o Cusum-tabular unilateral inferior para o per&iacute;odo <b>i</b>. Essas somas    s&atilde;o calculadas pelas seguintes equa&ccedil;&otilde;es:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>S<sub>H</sub>(i) = max &#91;0,X<sub>i</sub>    &#8211; (&#181;<sub>0</sub> + K) + S<sub>H</sub>(i &#8211; 1)&#93;</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">e </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>S<sub>L</sub>(i) = max &#91;0, (&#181;<sub>0</sub>    &#8211; K) &#8211; x<sub>i</sub> + S<sub>L</sub>(i &#8211; 1)&#93;</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em que:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>X<sub>i</sub></b> = disposi&ccedil;&atilde;o    das observa&ccedil;&otilde;es em coluna, em ordem temporal;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>&#181;<sub>0</sub></b> = valor-alvo ou m&eacute;dia    do processo esperada, ou seja, a m&eacute;dia amostral inicial, antes de adicionar    novas observa&ccedil;&otilde;es ao processo;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>K</b> = valor de refer&ecirc;ncia correspondente    ao estado do processo fora de controle (&eacute; igual a <b>k&#963;</b>); </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>S<sub>H</sub></b> = soma cumulativa superior    (Cusum superior); e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>S<sub>L</sub></b> = soma cumulativa inferior    (Cusum inferior).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os limites, superior e inferior, de controle    correspondem ao intervalo de decis&atilde;o H, o qual &eacute; encontrado aplicando-se    diversos par&acirc;metros, de acordo com Montgomery.<sup>28</sup> Quando as    somas acumuladas ultrapassam o intervalo de decis&atilde;o H, o processo &eacute;    dito &quot;fora de controle&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Cusum-tabular foi testado com os dados brutos    e dados padronizados/normalizados pela t&eacute;cnica da diferencia&ccedil;&atilde;o    da s&eacute;rie hist&oacute;rica dos tr&ecirc;s Munic&iacute;pios, adicionando-se    o valor absoluto da menor diferen&ccedil;a, o que resultou em uma s&eacute;rie    com valores positivos, t&atilde;o-somente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>M&eacute;todo de Stern &amp; Lightfoot</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Ou alisamento da linha base. Trata-se de uma    suaviza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o param&eacute;trica, cujo objetivo principal    &eacute; minimizar a contribui&ccedil;&atilde;o de dados extremos na an&aacute;lise    de uma s&eacute;rie temporal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para execu&ccedil;&atilde;o do alisamento, primeiramente,    s&atilde;o reunidos os 60 pontos de dados brutos que correspondem &agrave;s    s&eacute;ries temporais de mal&aacute;ria de cada Munic&iacute;pio. Esses dados    s&atilde;o alisados pela passagem sucessiva de um filtro, onde cada ponto &eacute;    substitu&iacute;do por outro que contenha informa&ccedil;&atilde;o dos pontos    vizinhos. Em seguida, calculam-se medianas sucessivas de 4, 2, 5 e 3 pontos    vizinhos; finalmente, calcula-se a m&eacute;dia corrente, ou <i>Hanning running    average</i> (<b>H</b>). Para o c&aacute;lculo de <b>H</b>, os pontos dos dados    no tempo <b>t</b>, denominado <b>d(t)</b>, s&atilde;o substitu&iacute;dos aplicando-se    a seguinte equa&ccedil;&atilde;o:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>H = 1/4 d(t &#8211; 1) + 1/2 d(t) + 1/4 d(t    + 1)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sobre os res&iacute;duos, resultantes dos dados    brutos menos os valores dos dados alisados, aplica-se a mesma sucess&atilde;o    de alisamento (4253H). Os res&iacute;duos alisados s&atilde;o somados com os    dados alisados. A diferen&ccedil;a entre o valor dos dados alisados e o valor    dos dados brutos &eacute; usada para calcular o desvio-padr&atilde;o. A linha    de base &eacute; calculada convertendo-se os pontos de dados mensais alisados,    em um ciclo anual (12 meses), e calculando-se a mediana de cinco diferentes    valores alisados para cada m&ecirc;s. A express&atilde;o gr&aacute;fica desse    diagrama &eacute; composta pelas linhas do limite inferior (LIC = linha base    -2 desvios-padr&atilde;o) e limite superior (LSC = linha base +2 desvios-padr&atilde;o),    plotando-se sobre elas os dados referentes ao ano de monitoramento (2003), cujos    meses epid&ecirc;micos s&atilde;o aqueles que ultrapassam o LSC. Os procedimentos    adotados para alisamento da linha base seguiram o m&eacute;todo de Stern &amp;    Lightfoot.<sup>16</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo foi apreciado pela Comiss&atilde;o    de &Eacute;tica da Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio    Arouca (ENSP), da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz, e obteve seu    parecer favor&aacute;vel.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Mal&aacute;ria nos Munic&iacute;pios de Amarante    do Maranh&atilde;o, Manaus e Machadinho D&#8217;Oeste</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As <a href="#tab1">tabelas 1</a>, <a href="#tab2">2</a>    e <a href="#tab3">3</a> apresentam os casos aut&oacute;ctones de mal&aacute;ria    por m&ecirc;s e ano de ocorr&ecirc;ncia (1996 a 2003), segundo os tr&ecirc;s    Munic&iacute;pios selecionados. Os anos considerados epid&ecirc;micos e exclu&iacute;dos    do c&aacute;lculo dos LIC e LSC dos gr&aacute;ficos de controle foram: 1999    e 2000, em Amarante do Maranh&atilde;o; 1997 e 1999, em Manaus; e 1998 e 2002,    em Machadinho D&#8217;Oeste. Pode-se observar ampla varia&ccedil;&atilde;o de    dados, n&atilde;o aleat&oacute;ria, nos Munic&iacute;pios de Amarante do Maranh&atilde;o    e Manaus.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a04t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a04t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab3"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a04t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Aplica&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos    estat&iacute;sticos para detec&ccedil;&atilde;o    precoce de epidemias de mal&aacute;ria</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#fig1">Figura 1</a> apresenta os gr&aacute;ficos    de controle aplicados &agrave;s s&eacute;ries temporais de casos de mal&aacute;ria    no Munic&iacute;pio de Amarante do Maranh&atilde;o. Nenhum m&eacute;todo detectou    epidemias no per&iacute;odo analisado.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a04f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Munic&iacute;pio de Manaus, foi detectada    epidemia nos meses de janeiro a dezembro de 2003, pelos m&eacute;todos de Cullen,    do 3<sup>o</sup> quartil, Cusum-tabular (com dados brutos) e de Stern &amp;    Lightfoot. O m&eacute;todo Cusum-tabular (com dados padronizados) caracterizou    como epid&ecirc;micos os meses de janeiro, fevereiro, mar&ccedil;o, abril, julho    e agosto (<a href="#fig2">Figura 2</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a04f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Machadinho D&#8217;Oeste, foram detectados    os seguintes meses epid&ecirc;micos: junho, pelo m&eacute;todo Cullen; fevereiro,    junho, agosto, setembro, outubro e novembro, pelo m&eacute;todo do 3<sup>o</sup>    quartil; e outubro, pelo m&eacute;todo de Stern &amp; Lightfoot (<a href="#fig3">Figura    3</a>).</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a04f3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com o crit&eacute;rio do &quot;m&ecirc;s    com maior n&uacute;mero de casos&quot;, encontraram-se os seguintes meses epid&ecirc;micos,    verdadeiramente: em Amarante do Maranh&atilde;o, nenhum m&ecirc;s (n=0); em    Manaus, os meses de janeiro a dezembro (n=12); e em Machadinho D&#8217;Oeste,    os meses de junho, agosto, outubro e novembro (n=4).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Analisando a taxa de alarmes verdadeiros (TAV)    disparada pelos cinco m&eacute;todos, verifica-se que, em Amarante do Maranh&atilde;o,    n&atilde;o houve m&ecirc;s epid&ecirc;mico e nenhum tipo de alarme falso foi    disparado (TAV de 100% para os cinco m&eacute;todos). Em Manaus, todos os meses    foram considerados epid&ecirc;micos, pelos cinco m&eacute;todos, e todos os    alarmes disparados foram verdadeiros (TAV de 100% para os cinco m&eacute;todos).    Em Machadinho D&#8217;Oeste, os m&eacute;todos de Cullen e de Stern &amp; Lightfoot    apresentaram um alarme verdadeiro, cada um, nos meses de junho e outubro, respectivamente    (TAV de 25%); o m&eacute;todo do 3<sup>o</sup> quartil apresentou quatro alarmes    verdadeiros, nos meses de junho, agosto, outubro e novembro (TAV de 100%), e    dois alarmes falsos, nos meses de fevereiro e setembro; os m&eacute;todos de    Albuquerque e Cusum-tabular n&atilde;o dispararam qualquer tipo de alarme (TAV    de 0%).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>M&eacute;todos estat&iacute;sticos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os cinco m&eacute;todos estudados puderam ser    reproduzidos em planilha eletr&ocirc;nica, demonstrando possibilidade de automa&ccedil;&atilde;o.    A sua forma gr&aacute;fica de apresenta&ccedil;&atilde;o mostrou ser de f&aacute;cil    entendimento e, portanto, n&atilde;o oferecer dificuldades &agrave; sua interpreta&ccedil;&atilde;o    pelos gerentes dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, seja no n&iacute;vel municipal,    estadual ou federal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O m&eacute;todo do 3<sup>o</sup> quartil apresentou    maiores TAV, identificando, igualmente, todas as epidemias detectadas pelos    outros m&eacute;todos; demonstrou ser o mais adequado para detec&ccedil;&atilde;o    precoce de epidemias da mal&aacute;ria nos Munic&iacute;pios da Amaz&ocirc;nia    Legal Brasileira.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em estudos realizados para controle de epidemias    de mal&aacute;ria no Qu&ecirc;nia, o m&eacute;todo do 3<sup>o</sup> quartil    tamb&eacute;m obteve maior sensibilidade;<sup>20</sup> outrossim, tem apresentado    bom desempenho na detec&ccedil;&atilde;o de epidemias de mal&aacute;ria na Eti&oacute;pia,    em Uganda e em Botswana.<sup>22,23</sup> Seus bons resultados, seguramente,    devem-se ao fato de o m&eacute;todo n&atilde;o sofrer a influ&ecirc;ncia de    valores extremos e usar a mediana como linha central, al&eacute;m de n&atilde;o    utilizar par&acirc;metros dos desvios (padr&atilde;o ou interquartilar), aumentando    a probabilidade de detec&ccedil;&atilde;o de meses epid&ecirc;micos ao aproximar    os LSC e LIC da linha central, o que poderia aumentar o erro de tipo I (rejeitar-se    a hip&oacute;tese nula quando ela &eacute; verdadeira &#8211; falso positivo)    e diminuir o erro de tipo II (n&atilde;o se rejeitar a hip&oacute;tese nula    quando ela &eacute; falsa &#8211; falso negativo);<sup>28</sup> por&eacute;m,    a aplica&ccedil;&atilde;o do crit&eacute;rio do &quot;m&ecirc;s com maior n&uacute;mero    de casos&quot; para detectar alarmes verdadeiros e falsos possibilita melhor    controle desses dois tipos de erros e evita problemas de ordem &eacute;tica    e pol&iacute;tica sobre o questionamento da exist&ecirc;ncia ou n&atilde;o de    uma verdadeira epidemia. Se os dados usados para c&aacute;lculo dos valores    esperados foram retirados de anos n&atilde;o epid&ecirc;micos, &eacute; racional    que, para ser declarado o in&iacute;cio de uma epidemia, seja mais seguro que    os casos observados resultem superiores aos dos anos n&atilde;o epid&ecirc;micos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, para potencializar a confirma&ccedil;&atilde;o    de epidemia, pode-se adicionar outro crit&eacute;rio: o &quot;v&iacute;nculo    cronol&oacute;gico&quot;, pelo qual s&atilde;o considerados epid&ecirc;micos    os dois meses ou mais consecutivos, detectados por cada m&eacute;todo estat&iacute;stico;    por exemplo, em Machadinho D&#8217;Oeste, os meses de outubro e novembro foram    considerados epid&ecirc;micos pelo m&eacute;todo do 3<sup>o</sup> quartil, ao    estarem ligados cronologicamente. Assim, podem-se evitar gastos desnecess&aacute;rios    com recursos financeiros, humanos e materiais na ado&ccedil;&atilde;o das medidas    de controle de uma epidemia, gra&ccedil;as &agrave; confirma&ccedil;&atilde;o    do evento a partir do segundo m&ecirc;s. Tal procedimento refor&ccedil;a as    decis&otilde;es t&eacute;cnicas e pol&iacute;ticas de se declarar exist&ecirc;ncia    de epidemia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com esses dois crit&eacute;rios, &quot;m&ecirc;s    com maior n&uacute;mero de casos&quot; e &quot;v&iacute;nculo cronol&oacute;gico&quot;,    o erro de tipo I sofreria rigoroso controle e o erro de tipo II seria minimizado    pelas caracter&iacute;sticas de maior sensibilidade do m&eacute;todo do 3<sup>o</sup>    quartil. Levando-se em conta que a Amaz&ocirc;nia Legal Brasileira possuiu caracter&iacute;sticas    geogr&aacute;ficas, ecol&oacute;gicas e socioculturais altamente favor&aacute;veis    &agrave; transmiss&atilde;o da mal&aacute;ria, acredita-se que, para o controle    da doen&ccedil;a sob tais condi&ccedil;&otilde;es, &eacute; mais seguro aplicar    o m&eacute;todo do 3<sup>o</sup> quartil, por apresentar maior taxa de alarmes verdadeiros    (TAV).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Anos epid&ecirc;micos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os dados mensais de cinco anos retrospectivos,    com exclus&atilde;o dos anos epid&ecirc;micos, utilizados para os c&aacute;lculos    das linhas centrais e dos LSC dos gr&aacute;ficos de controle, est&atilde;o    de acordo com o que preconiza a OMS.<sup>22,23</sup> Esse procedimento tamb&eacute;m    foi adotado nos sistemas de detec&ccedil;&atilde;o precoce de mal&aacute;ria    na Tail&acirc;ndia e no Qu&ecirc;nia,<sup>19,20</sup> bem como no controle de    salmonelas, na Austr&aacute;lia.<sup>16</sup> Em fun&ccedil;&atilde;o da din&acirc;mica    da mal&aacute;ria, que apresenta grande variabilidade de um ano para outro &#8211;    como ocorre em Amarante do Maranh&atilde;o e em Manaus &#8211;, &eacute; importante    manter o conjunto de sete anos retrospectivos, com exclus&atilde;o de dois anos    epid&ecirc;micos, na constru&ccedil;&atilde;o do Sistema de Detec&ccedil;&atilde;o    Precoce de Epidemias de Mal&aacute;ria (SDEM), conforme procedimento adotado    por estes autores, para que o limiar epid&ecirc;mico n&atilde;o sofra grandes    distor&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>O Sistema de Detec&ccedil;&atilde;o Precoce    de Epidemias de Mal&aacute;ria (SDEM)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A implanta&ccedil;&atilde;o do SDEM deve fortalecer    a vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de e consolidar o processo informa&ccedil;&atilde;o-decis&atilde;o-a&ccedil;&atilde;o.    &Eacute; inquestion&aacute;vel a melhoria no controle da mal&aacute;ria ap&oacute;s    a implanta&ccedil;&atilde;o de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o automatizados    como o Sismal, em 1996, e o Sivep-Mal&aacute;ria, em 2003. O uso dessas informa&ccedil;&otilde;es,    todavia, deve ser potencializado com outras t&eacute;cnicas que permitam antecipar    a ocorr&ecirc;ncia de epidemias. O SDEM dever&aacute; somar mais op&ccedil;&otilde;es    para &quot;chegar antes&quot; ou &quot;impedir que se realizem&quot; &#8211;    nesse caso, as epidemias de mal&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A implanta&ccedil;&atilde;o do SDEM n&atilde;o    deve ser mero ato de programa&ccedil;&atilde;o em computador e distribui&ccedil;&atilde;o    entre os Munic&iacute;pios; dessa forma, n&atilde;o ajudaria a modificar, em    grau satisfat&oacute;rio, a atual forma de vigil&acirc;ncia da mal&aacute;ria    o bastante. Faz-se necess&aacute;rio um projeto bem elaborado, com quatro etapas    definidas: planejamento, desenvolvimento, implanta&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o    do sistema. Todas essas etapas demandar&atilde;o profundo conhecimento da doen&ccedil;a    e participa&ccedil;&atilde;o de epidemiologistas e t&eacute;cnicos da &aacute;rea    de Inform&aacute;tica. Sua principal import&acirc;ncia ser&aacute; a de enviar    as mensagens de alerta aos gestores estaduais e municipais de &aacute;reas onde    o processo estiver &quot;fora de controle&quot; ou a caminho dessa situa&ccedil;&atilde;o.    Para tanto, o SDEM deve atuar com n&iacute;veis de alerta, que auxiliem na elimina&ccedil;&atilde;o    das &quot;causas assinal&aacute;veis&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Limita&ccedil;&otilde;es do estudo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A falta de outro m&eacute;todo estat&iacute;stico    como padr&atilde;o-ouro pode ter afetado os resultados do estudo, por falta    de um par&acirc;metro de compara&ccedil;&atilde;o; assim, os gr&aacute;ficos    testados foram comparados entre si. &Eacute; poss&iacute;vel, tamb&eacute;m,    que a grande variabilidade nos registros de mal&aacute;ria, nos tr&ecirc;s Munic&iacute;pios    estudados, tenha afetado o desempenho dos gr&aacute;ficos estat&iacute;sticos.    A detec&ccedil;&atilde;o de epidemias de mal&aacute;ria por meio de m&eacute;todos    estat&iacute;sticos dever&aacute; ser aprimorada com a incorpora&ccedil;&atilde;o,    no futuro, de t&eacute;cnicas de controle entomol&oacute;gico e de geoprocessamento    para monitoramento dos fatores ambientais que interferem na produ&ccedil;&atilde;o    da mal&aacute;ria. Modelos matem&aacute;ticos tamb&eacute;m podem ser &uacute;teis    na antecipa&ccedil;&atilde;o de eventos epid&ecirc;micos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.    Diretoria de Gest&atilde;o. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de;    2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Guia de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica &#8211; vol. II. 5<sup>a</sup>    ed. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Informa&ccedil;&otilde;es    sobre interna&ccedil;&atilde;o por mal&aacute;ria &#91;dados na Internet&#93;&#91;acesso    durante o ano de 2005, para informa&ccedil;&otilde;es de 2003&#93;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.datasus.gov.br">http://www.datasus.gov.br</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.    Departamento de An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de. Bras&iacute;lia:    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Rede Interagencial de Informa&ccedil;&otilde;es    para Sa&uacute;de. Indicadores b&aacute;sicos para sa&uacute;de no Brasil: conceitos    e aplica&ccedil;&otilde;es. Bras&iacute;lia: Opas; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Medronho RA, Perez MA. Distribui&ccedil;&atilde;o    das doen&ccedil;as no espa&ccedil;o e no tempo. In: Medronho RA, Carvalho DM,    Bloch KV, Luiz RR, Werneck GL. Epidemiologia. S&atilde;o Paulo: Editora Atheneu;    2003. p. 57-71.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Rouquayrol MZ, Filho NA. Epidemiologia &amp;    sa&uacute;de. Rio de Janeiro: Editora M&eacute;dica e Cient&iacute;fica; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Brookmeyer R, Stroup D. Monitoring the health    of populations: statistical principles &amp; methods for public health surveillance.    New York: Oxford University Press; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.    Programa Nacional de Controle da Mal&aacute;ria. 2<sup>a</sup> ed. Bras&iacute;lia:    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Thacker SB, Berkelman RL. Public health surveillance    in the United States. 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Princ&iacute;pios b&aacute;sicos    de procedimentos estat&iacute;sticos aplicados na an&aacute;lise de dados de    vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de P&uacute;blica: uma revis&atilde;o. Cadernos    de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2000;16(2):317-333.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Braz RM. Detec&ccedil;&atilde;o precoce de    epidemias de mal&aacute;ria no Brasil: uma proposta de automa&ccedil;&atilde;o    &#91;disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Rio de Janeiro (RJ): Escola    Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Stern L, Lightfoot D. Automated outbreak    detection: a quantitative retrospective analysis. Epidemiology Infectious 1999;122:103-110.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. White ME, McDonnell SM. Public health surveillance    in low-and middle-income countries. In: Teutsch SM, Churchill RE. Principles    and practice of public health surveillance. New York: Oxford University Press;    2000. p.287-315.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Farrington P, Andrews N. Outbreak detection:    application to infectious disease surveillance. In: Stroup DF, Brookmeyer R.    Monitoring the health of populations: statistical principles &amp; methods for    public health surveillance. New York: Oxford University Press; 2004. p. 203-230.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Cullen JR, Chitprarop U, Doberstyn EB, Sombatwattanangkul    K. An Epidemiological early warning system for malaria control in northern Thailand.    Bulletin of the World Health Organization 1984;62(1):107-114.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Hay SI, Rogers DJ, Shanks GD, Myers MF, Snow    RW. Malaria early warning in Kenya. Trends in Parasitology 2001;17(2):96-99.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Hay SI, Simba M, Busolo M, Noor AM, Guyatt    HL, Ochola SA, Snow RW. Defining and detecting malaria epidemics in the highlands    of western Kenya. Emerging Infectious Diseases 2002;8(6):555-562.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. World Health Organization. Malaria early    warning system, a framework for field research in Africa: concepts, indicators    and partners &#91;monography on the Internet&#93; &#91;acesso durante o ano    de 2005&#93; Available from: <a href="http://www.who.int/malaria/cmc%20upload/0/000/%20014/807/%20mews2.pdf.">http://www.who.int/malaria/cmc    upload/0/000/ 014/807/ mews2.pdf.</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Organisation Mondiale de la Sant&eacute;.    Manuel pour l&#8217;&eacute;valuation et la d&eacute;claration des &eacute;pid&eacute;mies    de paludisme sur le terrain: version a tester sur le terrain &#91;monografia    na Internet&#93; &#91;acessado durante o ano de 2005&#93;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.who.int/malaria/cmc_upload/%200/000/016/569/FTest_fr.pdf.">http://www.who.int/malaria/cmc_upload/    0/000/016/569/FTest_fr.pdf.</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Epi Info, version 6.04. Produzido pelos Centers    for Disease Control and Prevention (CDC), USA. Geneva: Word Health Organization;    1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">25. Epi Info 2000, version 3.2.2. Produzido pelos    Centers for Disease Control and Prevention (CDC), USA; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">26. Development Core Team R. A Language and environment    for statistical computing. Foundation for Statistical Computing, Vienna, Austria.    Available from: <a href="http://www.R-project.org">http://www.R-project.org</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">27. Statistica, vers&atilde;o 6. StatSoft, Inc.    STATISTICA &#91;data analysis software system&#93; version 6 2003. Available    from: <a href="http://www.statsoft.com">http://www.statsoft.com</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">28. Montgomery DC. Introduction to Statistical    Control. Unite State of America: Hamilton Printing Company; 1990.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">29. Albuquerque AM. Indicadores gr&aacute;ficos    de controle epidemiol&oacute;gico. Revista da Funda&ccedil;&atilde;o SESP 1975;20(1):105-125.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/seta.gif" border="0"></a><font size="2" face="Verdana"><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral do Programa Nacional de Controle da Mal&aacute;ria/SVS/MS,    <br>   SEPN (W3 Norte), Quadra 511, Bloco C,    <br>   Edif&iacute;cio Bittar IV, 3<sup>o</sup> andar,    <br>   Unidade III do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    <br>   Bras&iacute;lia-DF.    <br>   CEP: 70750-593    <br>   <i>E-mail:</i><a href="mailto:rui.braz@saude.gov.br">rui.braz@saude.gov.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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