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<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S1679-49742006000200007</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Utilização dos leitos hospitalares sob gestão pública em Município de médio porte da Região Sul do Brasil, 1998-2002]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Use of hospital beds under public administration in a medium-size Municipality in the Southern Region of Brazil, 1998-2002]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Prefeitura do Município de Maringá Secretaria Municipal de Saúde de Maringá ]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the present study, the authors analyzed the profile of admissions to hospitals under public administration between 1998 and 2002, and correlated this with changes implemented in the municipal health system of Maringá, a town located in Paraná State, southern Brazil. This hospital network is predominantly private, with deficits in beds available through the National Unified Health System (SUS), a condition aggravated by having almost half of these beds dedicated to the area of Psychiatry. The major findings included low SUS hospitalization rates; and elevated rates of unauthorized transfers to hospitals in other municipalities at the beginning of the period, due to lesions, poisonings and other external causes (65.9%), diseases of the respiratory tract (56.2%), pregnancy, delivery and puerperium (44.1%), and diseases of the circulatory system (34%). However, a marked reduction in these hospitalizations was observed in 2002. The frequency of hospitalizations in Maringá increased among both residents and non-residents. In conclusion, the number of hospital beds is insufficient to attend SUS patients, indicating the need for expansion to guarantee hospital care for the municipality's population, and for patients referred from other towns.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Utiliza&ccedil;&atilde;o dos leitos hospitalares    sob gest&atilde;o p&uacute;blica em Munic&iacute;pio de m&eacute;dio porte da    Regi&atilde;o Sul do Brasil, 1998-2002</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Use of hospital beds under public administration    in a medium-size Municipality in the Southern Region of Brazil, 1998-2002</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Maria da Penha M. Sapata<sup>I</sup>; Darli    Ant&ocirc;nio Soares<sup>II</sup>; Regina Kazue Tanno de Souza<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Secretaria Municipal de Sa&uacute;de    de Maring&aacute;, Prefeitura do Munic&iacute;pio de Maring&aacute;-PR    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Sa&uacute;de Coletiva, Universidade Estadual de    Londrina, Londrina-PR    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Departamento de Enfermagem, Universidade Estadual de Maring&aacute;,    Maring&aacute;-PR</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo procura analisar o perfil de interna&ccedil;&otilde;es    nos leitos hospitalares sob gest&atilde;o p&uacute;blica, entre 1998 e 2002,    e relacion&aacute;-lo &agrave;s mudan&ccedil;as implantadas no sistema municipal    de sa&uacute;de de Maring&aacute;, cidade localizada no Estado do Paran&aacute;,    sul do Brasil, cuja rede hospitalar &eacute;, predominantemente, privada, com    d&eacute;ficit de leitos dispon&iacute;veis para o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de    (SUS), fato agravado pela quase metade desses leitos ser destinada &agrave;    &aacute;rea de Psiquiatria. Entre os principais resultados, observaram-se baixas    taxas de interna&ccedil;&otilde;es pelo SUS e, no in&iacute;cio do per&iacute;odo    estudado, elevada evas&atilde;o para interna&ccedil;&atilde;o em outros Munic&iacute;pios    por les&otilde;es, envenenamentos e outras causas externas (65,9%), doen&ccedil;as    do aparelho respirat&oacute;rio (56,2%), gravidez, parto e puerp&eacute;rio    (44,1%) e doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio (34%). Por&eacute;m,    observou-se not&oacute;ria redu&ccedil;&atilde;o de interna&ccedil;&otilde;es    em 2002. A ocorr&ecirc;ncia de interna&ccedil;&otilde;es em Maring&aacute; foi    sempre crescente, tanto entre os residentes quanto entre os n&atilde;o residentes.    Concluiu-se que os leitos hospitalares s&atilde;o insuficientes para o atendimento    da clientela do SUS, indicando a necessidade de expans&atilde;o dessa oferta    para adequ&aacute;-la &agrave;s necessidades de aten&ccedil;&atilde;o hospitalar    da popula&ccedil;&atilde;o do Munic&iacute;pio, bem como da referenciada por    outras cidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> Sistema &Uacute;nico de    Sa&uacute;de (SUS); interna&ccedil;&atilde;o hospitalar; gest&atilde;o em sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">In the present study, the authors analyzed the    profile of admissions to hospitals under public administration between 1998    and 2002, and correlated this with changes implemented in the municipal health    system of Maring&aacute;, a town located in Paran&aacute; State, southern Brazil.    This hospital network is predominantly private, with deficits in beds available    through the National Unified Health System (SUS), a condition aggravated by    having almost half of these beds dedicated to the area of Psychiatry. The major    findings included low SUS hospitalization rates; and elevated rates of unauthorized    transfers to hospitals in other municipalities at the beginning of the period,    due to lesions, poisonings and other external causes (65.9%), diseases of the    respiratory tract (56.2%), pregnancy, delivery and puerperium (44.1%), and diseases    of the circulatory system (34%). However, a marked reduction in these hospitalizations    was observed in 2002. The frequency of hospitalizations in Maring&aacute; increased    among both residents and non-residents. In conclusion, the number of hospital    beds is insufficient to attend SUS patients, indicating the need for expansion    to guarantee hospital care for the municipality's population, and for patients    referred from other towns.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> National Unified Health System    (SUS); hospitalization; health administration.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal    de 1988, o Brasil avan&ccedil;ou na consagra&ccedil;&atilde;o de novos direitos    sociais, com modifica&ccedil;&atilde;o de alguns pilares b&aacute;sicos do sistema    anterior de prote&ccedil;&atilde;o social, e na conquista de direitos b&aacute;sicos    e universais de cidadania.<sup>1</sup> Por garantia da Carta Magna, a sa&uacute;de    passa a ser direito de todos e dever do Estado, com os princ&iacute;pios da    universalidade de acesso, da integralidade da assist&ecirc;ncia, da eq&uuml;idade    de oferta e da descentraliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tico-administrativa    com dire&ccedil;&atilde;o &uacute;nica em cada esfera de governo e controle    social.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tais garantias, associadas &agrave;s mudan&ccedil;as    em curso na estrutura demogr&aacute;fica e epidemiol&oacute;gica, com altera&ccedil;&otilde;es    nos quadros de mortalidade, morbidade, fecundidade e migra&ccedil;&atilde;o,    t&ecirc;m exigido adequa&ccedil;&otilde;es permanentes na organiza&ccedil;&atilde;o    da assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de, principalmente no que se refere    &agrave; tradu&ccedil;&atilde;o das necessidades em oferta de servi&ccedil;os,    para assegurar a eq&uuml;idade. Essas mudan&ccedil;as, ao mesmo tempo em que    promovem aumento da expectativa de vida e redu&ccedil;&atilde;o dos n&iacute;veis    de mortalidade, paradoxalmente, levam ao aumento da morbidade, inclusive a hospitalar.    Conseq&uuml;entemente, no contexto da organiza&ccedil;&atilde;o do sistema de    sa&uacute;de, as interna&ccedil;&otilde;es hospitalares e, especificamente,    a garantia de seu acesso a todos os usu&aacute;rios que delas necessitam t&ecirc;m-se    apresentado como o maior desafio para a gest&atilde;o da Sa&uacute;de local,    por representarem parcela consider&aacute;vel dos investimentos da &aacute;rea.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na atualidade, estima-se que de 7 a 9% da popula&ccedil;&atilde;o,    anualmente, t&ecirc;m necessidade de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar. A    m&eacute;dia nacional de autoriza&ccedil;&otilde;es de interna&ccedil;&atilde;o    hospitalar (AIH) pagas em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; popula&ccedil;&atilde;o    geral, em 1999, foi de 7,58%;<sup>3</sup> todavia, a demanda por esses servi&ccedil;os    n&atilde;o se traduz, necessariamente, em sua utiliza&ccedil;&atilde;o. A aten&ccedil;&atilde;o    hospitalar, por corresponder a uma assist&ecirc;ncia altamente seletiva, tanto    t&eacute;cnica quanto economicamente, e por necessitar de recursos terap&ecirc;uticos    e/ou diagn&oacute;sticos adicionais,<sup>4</sup> apresenta, historicamente,    oferta insuficiente e demanda reprimida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O setor p&uacute;blico, cujo atendimento hospitalar    &eacute; realizado pelas organiza&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas governamentais    e pelas entidades privadas vinculadas ao Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de    (SUS), mediante o estabelecimento de contratos e conv&ecirc;nios, &eacute; respons&aacute;vel    por cerca de 70% das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares no Pa&iacute;s.<sup>5</sup>    Conforme Yazlle </font><font size="2" face="Verdana">Rocha e Sim&otilde;es,<sup>6</sup>    a participa&ccedil;&atilde;o desse setor no total de interna&ccedil;&otilde;es    tem se reduzido nos &uacute;ltimos anos, especialmente motivada pelo crescimento    do sistema de sa&uacute;de suplementar; em seu estudo, esses autores citam o    exemplo do Munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto, no Estado de S&atilde;o    Paulo, onde, entre 1986 e 1996, a participa&ccedil;&atilde;o do setor p&uacute;blico    passou de 76% para 51,7%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante do cen&aacute;rio de crise que se apresenta    atualmente, de expans&atilde;o da abrang&ecirc;ncia do sistema suplementar e    das transforma&ccedil;&otilde;es em curso, principalmente relacionadas ao controle    e fiscaliza&ccedil;&atilde;o dos contratos discriminat&oacute;rios, n&atilde;o    se pode ignorar a possibilidade de (re) inclus&atilde;o da clientela n&atilde;o-SUS    nesse sistema e sua utiliza&ccedil;&atilde;o de leitos hospitalares sob gest&atilde;o    p&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo objetivou analisar a capacidade    instalada hospitalar e o perfil de utiliza&ccedil;&atilde;o desses leitos por    residentes de Maring&aacute; e de outras localidades, por elas referenciados.    O per&iacute;odo de estudo, a partir de maio de 1998, refere-se ao momento em    que o Munic&iacute;pio assume a gest&atilde;o plena do sistema municipal de    sa&uacute;de e passa a se responsabilizar pela totalidade das a&ccedil;&otilde;es    e servi&ccedil;os, de tal forma a garantir o atendimento integral de sua pr&oacute;pria    popula&ccedil;&atilde;o e, de forma indissoci&aacute;vel no SUS, contribuir    para a evolu&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de nos planos estadual e nacional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O estudo considerou o Munic&iacute;pio de Maring&aacute;,    fundado em 1947 e situado na Macrorregi&atilde;o Noroeste do Estado do Paran&aacute;,    a 425 quil&ocirc;metros da sua capital, Curitiba.<sup>7</sup> Sua localiza&ccedil;&atilde;o    privilegiada no sistema vi&aacute;rio regional fez com que assumisse a posi&ccedil;&atilde;o    de cidade-p&oacute;lo e, ao mesmo tempo, enfrentasse os problemas t&iacute;picos    da &#8220;metropoliza&ccedil;&atilde;o&#8221;, como crescimento disperso em    &aacute;reas lim&iacute;trofes e forma&ccedil;&atilde;o, em torno delas, das    chamadas cidades-dormit&oacute;rios, onde os reflexos da economia e a gera&ccedil;&atilde;o    de empregos s&atilde;o mais lentos.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A estimativa da popula&ccedil;&atilde;o do Munic&iacute;pio    para o ano de 2003 &eacute; de 303.550 habitantes.<sup>9</sup> Sua base produtiva    sempre foi o setor prim&aacute;rio, que se diversificou a partir da d&eacute;cada    de 1970, com o plantio da soja e trigo na regi&atilde;o, e se apresenta como    o terceiro fator gerador de empregos. O setor secund&aacute;rio absorve 25%    da popula&ccedil;&atilde;o economicamente ativa (PEA). Na industrializa&ccedil;&atilde;o    local, caracterizada por forte depend&ecirc;ncia da produ&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola    regional, predomina a produ&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;neros aliment&iacute;cios    e t&ecirc;xteis. O setor terci&aacute;rio &eacute; a principal fonte geradora    de empregos e, nesse sentido, atende &agrave; popula&ccedil;&atilde;o local    e regional de forma satisfat&oacute;ria.<sup>10</sup> O valor do rendimento    nominal m&eacute;dio/m&ecirc;s das pessoas respons&aacute;veis pelos domic&iacute;lios    permanentes foi de R$ 872,95 para o ano 2000.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o da    assist&ecirc;ncia ambulatorial e hospitalar em 2002, o Munic&iacute;pio contava    com 20 unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de, uma unidade de pronto-atendimento    24 horas, uma unidade mista com plant&atilde;o de 12 horas, um centro integrado    de sa&uacute;de mental, um centro de aten&ccedil;&atilde;o psicossocial (&aacute;lcool    e drogas), al&eacute;m de v&aacute;rios servi&ccedil;os ambulatoriais contratados    para prestar atendimento de m&eacute;dia e alta complexidade, alguns deles de    refer&ecirc;ncia para a Macrorregi&atilde;o Noroeste do Estado. A assist&ecirc;ncia    hospitalar &eacute; prestada por dez hospitais &#8211; dois p&uacute;blicos    (um municipal e um estadual), sete de iniciativa privada e um filantr&oacute;pico    &#8211; que ofertam 1.128 leitos, 65,6% deles pelo SUS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com os crit&eacute;rios de regionaliza&ccedil;&atilde;o    propostos pela NOAS-SUS 2002, Maring&aacute; &eacute; p&oacute;lo para os 29    Munic&iacute;pios da 15<sup>a</sup> Regional de Sa&uacute;de e seus 644.502    habitantes.<sup>9</sup> Os servi&ccedil;os de cirurgia card&iacute;aca, oncologia,    psiquiatria, gastroplastia, UTI neonatal e atendimento a gesta&ccedil;&atilde;o    de alto risco tamb&eacute;m s&atilde;o refer&ecirc;ncia para 116 Munic&iacute;pios,    onde vivem 1.615.875 pessoas.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para fins deste estudo, os dados da capacidade    hospitalar relativos ao per&iacute;odo de 1998 a 2001 foram coletados a partir    das fichas de cadastro hospitalar (FCH); para levantamento do ano de 2002, foram    consultadas as fichas de cadastro de estabelecimentos de sa&uacute;de (FCES),    que substitu&iacute;ram as FCH e v&ecirc;m sendo utilizadas no cadastro de todos    os estabelecimentos de sa&uacute;de existentes no Pa&iacute;s. As FCES cont&ecirc;m    dados sobre o n&uacute;mero de leitos, profissionais, n&iacute;vel de complexidade    e v&iacute;nculo das unidades desses estabelecimentos com o SUS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O perfil das interna&ccedil;&otilde;es foi definido    a partir da an&aacute;lise dos dados extra&iacute;dos do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    Hospitalares do SUS (SIH-SUS), reunidos a partir das autoriza&ccedil;&otilde;es    de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar (AIH). As AIH s&atilde;o transferidas    pelos hospitais &agrave; Secretaria Municipal de Sa&uacute;de (SMS), mensalmente,    em meio magn&eacute;tico. A SMS, por sua vez, disp&otilde;e essas informa&ccedil;&otilde;es    do SIH-SUS aos Munic&iacute;pios, em disco compacto (CD-ROM). A tabula&ccedil;&atilde;o    foi realizada pelo programa Tabwin vers&atilde;o 2.2, do Minist&eacute;rio da    Sa&uacute;de, tamb&eacute;m dispon&iacute;vel aos Munic&iacute;pios no <i>site</i>    do Departamento de Inform&aacute;tica do SUS (Datasus). Especificamente para    o ano de 2002, as interna&ccedil;&otilde;es realizadas no Hospital Municipal    basearam-se no pr&oacute;prio relat&oacute;rio do estabelecimento; apesar de    seus leitos serem, eminentemente, de natureza p&uacute;blica e integrarem a    rede SUS, os dados sobre as interna&ccedil;&otilde;es ali realizadas ainda n&atilde;o    faziam parte do SIH-SUS, haja vista o processo de credenciamento do estabelecimento    ainda se encontrar, naquele momento, em curso.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo foi submetido, ainda em fase    de projeto, &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o e obteve o parecer favor&aacute;vel    &#8211; Parecer n<sup>o</sup> 078/2002 &#8211; do Comit&ecirc; Permanente de    &Eacute;tica em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos, da Universidade Estadual    de Maring&aacute;-PR.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">Resultados</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre 1998 e 2002, a rede hospitalar passou de    oito para dez unidades &#8211; nove gerais e uma especializada em psiquiatria.    Quanto ao n&uacute;mero de leitos, a expans&atilde;o foi de 10,6%, passando    de 1.008 para 1.128. Observa-se, entretanto, diminui&ccedil;&atilde;o no quantitativo    dos leitos de dois hospitais privados, seu incremento no hospital estadual (universit&aacute;rio),    no hospital filantr&oacute;pico e em dois outros, ambos privados, al&eacute;m    da abertura, no ano de 2001, de um hospital especializado no tratamento do c&acirc;ncer;    e, em 2002, do in&iacute;cio das atividades do Hospital Municipal, p&uacute;blico.    Houve, tamb&eacute;m, aumento de 15,3% no n&uacute;mero de leitos sob gest&atilde;o    p&uacute;blica. A compara&ccedil;&atilde;o dos dados da <a href="#tab1">Tabela    1</a> permite verificar que os hospitais G e H n&atilde;o disp&otilde;em leitos    para o sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a07t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A rede p&uacute;blica conta com 740 leitos &#8211;    364 (49,2%) de psiquiatria e 376 gerais &#8211; para atendimento dos residentes    em Maring&aacute; e regi&atilde;o. Entre 1998 e 2002, o n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es    nesses leitos passou de 15.681 para 22.600, correspondendo a um aumento nessa    oferta da ordem de 44,1%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A taxa de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar    de residentes em Maring&aacute;, nos leitos sob gest&atilde;o p&uacute;blica,    foi inferior a 7% (<a href="#tab2">Tabela 2</a>); em 1998, essa taxa foi de    5,7% e, em 2002, de 6,0%. Maiores valores foram observados em 1999 (6,8%) e    em 2000 (6,4%). Entre essas interna&ccedil;&otilde;es, predominaram as do sexo    masculino (exclu&iacute;das, portanto, as interna&ccedil;&otilde;es por gravidez,    parto e puerp&eacute;rio), que responderam por 53,7% dos eventos. Os maiores    diferenciais entre sexos foram observados para os transtornos mentais e comportamentais,    cuja raz&atilde;o masculino/feminino foi de 3,7/1; e para les&otilde;es, envenenamentos    e outras causas externas, cuja raz&atilde;o foi de 2,3/1. Para as doen&ccedil;as    do aparelho geniturin&aacute;rio e neoplasias, contudo, o n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es    do sexo masculino foi inferior ao do sexo feminino &#8211; respectivamente,    raz&otilde;es de 1/2,1 e 1/1,8.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a07t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No q&uuml;inq&uuml;&ecirc;nio analisado, igualmente,    distintas taxas de interna&ccedil;&atilde;o foram observadas por faixa et&aacute;ria,    bem como por causas. Verificou-se, ainda, diminui&ccedil;&atilde;o das taxas    a partir de 2000, nas faixas et&aacute;rias de menores de 1 ano, 1 a 4 e 5 a    14 anos de idade. Os maiores valores foram observados nas idades extremas: as    taxas em menores de 1 ano variaram de 26,0%, em 1999, para 15,6% em 2002; e    entre os maiores de 65 anos, os &iacute;ndices situaram-se em torno de 20%.    Quanto &agrave;s causas de interna&ccedil;&otilde;es (<a href="#tab3">Tabela    3</a>), as doen&ccedil;as respirat&oacute;rias figuraram como as principais,    seguidas pelas doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio, gravidez, parto    e puerp&eacute;rio, doen&ccedil;as do aparelho digestivo e causas externas.    Ademais, foi not&oacute;rio o crescimento na participa&ccedil;&atilde;o das    interna&ccedil;&otilde;es por neoplasias a partir de 2000; se em 1998, essas    causas ainda representavam 2,8% das interna&ccedil;&otilde;es, seu percentual    nesse conjunto cresceu, progressivamente, de 3,7% em 2000 para 8,2% em 2002.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a07t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#fig1">Figura 1</a> apresenta a propor&ccedil;&atilde;o    de interna&ccedil;&otilde;es de residentes fora do Munic&iacute;pio (evas&atilde;o).    Note-se que a evas&atilde;o de residentes para interna&ccedil;&atilde;o em outros    Munic&iacute;pios foi decrescente no per&iacute;odo, passando de 44,6% para    16,3%. A diminui&ccedil;&atilde;o da evas&atilde;o foi mais evidente para gravidez,    parto e puerp&eacute;rio: em 1998, 44,1% das mulheres que se internaram por    essa causa evadiram para outros Munic&iacute;pios em busca de leitos hospitalares    &#8211; esse percentual foi de apenas 2,0% em 2002. Para as doen&ccedil;as do    aparelho respirat&oacute;rio, em 1998, mais da metade das interna&ccedil;&otilde;es    de residentes ocorreram fora de Maring&aacute; (56,2%); em 2002, todavia, essa    propor&ccedil;&atilde;o foi de apenas 12,1%. Merecem destaque, outrossim, as    doen&ccedil;as do aparelho circulat&oacute;rio, cuja evas&atilde;o em 1999 e    2000 foi superior a 34% &#8211; em 2002, de 18,2%. As interna&ccedil;&otilde;es    decorrentes de les&otilde;es, envenenamentos e outras causas externas, apesar    do decl&iacute;nio da evas&atilde;o (de 65,9% para 51,7%), mantiveram-se acima    dos 50%.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a07f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao comportamento das interna&ccedil;&otilde;es    de residentes noutros Munic&iacute;pios, em Maring&aacute; (invas&atilde;o),    nos cinco anos estudados (<a href="#tab4">Tabela 4</a>), verificou-se tend&ecirc;ncia    crescente, em termos absolutos: de 6.710 em 1998 para 7.524 em 2002. A participa&ccedil;&atilde;o    relativa no conjunto das interna&ccedil;&otilde;es ocorridas em Maring&aacute;,    entretanto, viu-se reduzida de 42,8% para 33,3%. Os transtornos mentais e comportamentais    responderam, em m&eacute;dia, por 35,1% das interna&ccedil;&otilde;es desse    grupo e mantiveram igual quantidade, em termos absolutos, durante o per&iacute;odo.    As neoplasias, de 172 interna&ccedil;&otilde;es em 2000, passaram para 1.559    em 2002; corres-ponderam a 3,2% e 20,7% do total de interna&ccedil;&otilde;es,    respectivamente, para 1998 e 2002. Sobre as demais causas, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o    de gravidez, parto e puerp&eacute;rio em 1998, as varia&ccedil;&otilde;es &#8211;    quando ocorreram &#8211; foram em menor intensidade.</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/2a07t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados obtidos quanto &agrave;s interna&ccedil;&otilde;es    nos leitos p&uacute;blicos poderiam ser discutidos &agrave; luz de tr&ecirc;s    aspectos, referentes a fontes de dados, dificuldades de acesso para utiliza&ccedil;&atilde;o    dos leitos p&uacute;blicos e desafios para os Munic&iacute;pios de m&eacute;dio    porte em gest&atilde;o plena da sa&uacute;de, no sentido da universaliza&ccedil;&atilde;o    da assist&ecirc;ncia hospitalar e do cumprimento do seu papel regional.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Sobre os dados do SIH-SUS, em termos gerais,    s&atilde;o considerados satisfat&oacute;rios, tanto em seu aspecto quantitativo    quanto qualitativo. Diferentemente de outros sistemas oficiais de informa&ccedil;&atilde;o    dispon&iacute;veis na Sa&uacute;de, sua cobertura e seu grau de confiabilidade    s&atilde;o bastante elevados,<sup>12</sup> haja vista tratar-se de um sistema    operacional desenvolvido para fins de avalia&ccedil;&atilde;o e controle da    produ&ccedil;&atilde;o hospitalar e cujo principal objetivo &eacute; o de organizar    o processamento de remunera&ccedil;&atilde;o das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares.    Pelas vari&aacute;veis que contempla, o SIH-SUS tem constitu&iacute;do instrumento    de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica dos agravos prevalentes na popula&ccedil;&atilde;o    e de gest&atilde;o de sistemas de sa&uacute;de; &eacute; bastante prov&aacute;vel    que, no presente estudo, tamb&eacute;m reflita a situa&ccedil;&atilde;o de acesso    e utiliza&ccedil;&atilde;o dos leitos p&uacute;blicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Munic&iacute;pio de Maring&aacute;, a popula&ccedil;&atilde;o    SUS-dependente, possivelmente, assemelha-se aos 70% citados por Mendes,<sup>5</sup>    pois os dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es da Aten&ccedil;&atilde;o    B&aacute;sica (Siab-SUS) mostram que, em 2003, 25,16% dos residentes nas &aacute;reas    cobertas pelas equipes atuantes no Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF)    utilizavam planos privados alternativos. Com base nesse percentual e nos par&acirc;metros    da Portaria MS/GM n<sup>o</sup> 1.101, de 13 de junho de 2002,<sup>3</sup> e    na compara&ccedil;&atilde;o dos resultados com os leitos dispon&iacute;veis    pelo SUS em 2002, &eacute; not&oacute;ria a defici&ecirc;ncia de leitos em quase    todas as &aacute;reas, apesar dos 1.128 existentes. Tal fato deve-se &agrave;    constitui&ccedil;&atilde;o privada predominante da rede hospitalar, que atua    na l&oacute;gica da produ&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os com vistas &agrave;    rentabilidade; por isso, entre os 740 leitos dispon&iacute;veis, 364 (49,2%)    s&atilde;o destinados &agrave;s interna&ccedil;&otilde;es psiqui&aacute;tricas.    Conforme Meneghell e colaboradores,<sup>13</sup> a oferta de servi&ccedil;os    obedece &agrave;s leis de mercado e tende a aloc&aacute;-los de acordo com a    capa-cidade de pagamento, o que prejudica, especialmente, os mais desfavorecidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A reduzida oferta de leitos e o fato de sua maioria    pertencer a institui&ccedil;&otilde;es privadas intensificam o fen&ocirc;meno,    denominado por Yazlle Rocha e Sim&otilde;es<sup>6</sup> como Divis&atilde;o    de Tarefas entre Institui&ccedil;&otilde;es Privadas e P&uacute;blicas. Essa    situa&ccedil;&atilde;o dificulta ainda mais o acesso &agrave;s interna&ccedil;&otilde;es    em raz&atilde;o da seletividade negativa exercida pelas institui&ccedil;&otilde;es    privadas, que destinam aos hospitais p&uacute;blicos os casos n&atilde;o rent&aacute;veis,    financeiramente. A incid&ecirc;ncia da falta de leitos na cl&iacute;nica m&eacute;dica    e na pediatria deve-se, provavelmente, ao desinteresse no atendimento a uma    clientela cujo valor ressarcido, de acordo com a tabela SIH-SUS, especialmente    para cl&iacute;nica m&eacute;dica e interna&ccedil;&atilde;o de pessoas portadoras    de problemas cr&ocirc;nicos e de alta depend&ecirc;ncia,<sup>14</sup> muitas    vezes &eacute; baixo, do ponto de vista dessa rentabilidade. Em contrapartida,    verifica-se alta disponibilidade de leitos de psiquiatria, com capacidade instalada    177% superior &agrave; necess&aacute;ria para atendimento dos residentes em    Maring&aacute;, segundo essa mesma l&oacute;gica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A oferta de leitos em unidades de terapia intensiva    (UTI) apresenta-se acima da necessidade estimada para a popula&ccedil;&atilde;o    residente em Maring&aacute;. A taxa de ocupa&ccedil;&atilde;o desses leitos,    contudo, &eacute; bastante elevada; provavelmente, ela decorre do alto custo    dos tratamentos a&iacute; institu&iacute;dos, nem sempre cobertos, na sua integralidade,    pelos planos privados. Nessas condi&ccedil;&otilde;es, o setor p&uacute;blico    acaba por contribuir para a viabiliza&ccedil;&atilde;o do primeiro tratamento    e assume, freq&uuml;entemente, a continuidade da terap&ecirc;utica iniciada.    Acresce-se, ainda, o fato de Maring&aacute; ser Munic&iacute;pio de refer&ecirc;ncia    regional e absorver, ademais, as necessidades dos v&aacute;rios Munic&iacute;pios    de pequeno porte que, em sua maioria, n&atilde;o contam com servi&ccedil;os    de alta complexidade, especialmente de cuidados prolongados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Vale destacar que o aumento do n&uacute;mero    de leitos (15,3%) dispon&iacute;veis pelo SUS ocorreu ap&oacute;s 2000 &#8211;    apesar de sua redu&ccedil;&atilde;o em dois hospitais, conseq&uuml;ente &agrave;    reorganiza&ccedil;&atilde;o dos cadastros de leitos de todos as institui&ccedil;&otilde;es    e em atendimento &agrave; Delibera&ccedil;&atilde;o n<sup>o</sup> 026/99, da    Comiss&atilde;o Intergestores Bipartite do Paran&aacute; (CIB). Essa delibera&ccedil;&atilde;o,    que estabelecia crit&eacute;rios e requisitos para an&aacute;lise e avalia&ccedil;&atilde;o    de solicita&ccedil;&otilde;es de credenciamento e/ou manuten&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os de alta complexidade, obrigava os hospitais com esses servi&ccedil;os    a disporem, como m&iacute;nimo, 50 leitos para o SUS e, desse total, ao menos    40% para as especialidades b&aacute;sicas. Outrossim, todos os leitos deveriam    ser controlados pela Central de Leitos, Internamentos e Consulta (CLIC), &oacute;rg&atilde;o    criado pela Secretaria de Estado da Sa&uacute;de do Paran&aacute; (SES/PR) em    1995, com o prop&oacute;sito de evitar a diminui&ccedil;&atilde;o de oferta    de leitos de m&eacute;dia e baixa complexidade para as especialidades b&aacute;sicas    &#8211; pediatria, cl&iacute;nica m&eacute;dica, cirurgia e ginecologia/obstetr&iacute;cia    &#8211;, bem como de leitos de UTI nos hospitais de m&eacute;dio e grande porte.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar do estabelecimento do prazo de 180 dias    para adequa&ccedil;&atilde;o dos hospitais do Paran&aacute;, somente em 2000,    com a cria&ccedil;&atilde;o da Ger&ecirc;ncia de Auditoria, Controle e Avalia&ccedil;&atilde;o    (Gaca), da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de (SMS), tornou-se poss&iacute;vel    a regula&ccedil;&atilde;o de acordo com as normativas do Sistema Nacional de    Auditoria (SNA) do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. At&eacute; 1999, os leitos    eram gerenciados pela CLIC, mediante sistema informatizado de fluxo de interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares,<sup>16</sup> com o objetivo de controlar a ocupa&ccedil;&atilde;o    de leitos vinculados ao SUS nos hospitais da 15<sup>a</sup> Regional de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir da gest&atilde;o plena em Maring&aacute;,    as mudan&ccedil;as introduzidas na aten&ccedil;&atilde;o hospitalar atestam,    favoravelmente, a redu&ccedil;&atilde;o da taxa de interna&ccedil;&atilde;o    hospitalar pelo SUS da popula&ccedil;&atilde;o residente no Munic&iacute;pio.    Ao se considerar que a demanda, parcialmente traduzida em utiliza&ccedil;&atilde;o,    &eacute; express&atilde;o do acesso e conseq&uuml;ente oferta de servi&ccedil;os,    taxas de morbidade tenderiam ao aumento em situa&ccedil;&otilde;es de expans&atilde;o    de oferta. Esse fato n&atilde;o se observou em Maring&aacute;, apesar do incremento    de 36% no n&uacute;mero absoluto de interna&ccedil;&otilde;es, e indica, de    certa forma, diminui&ccedil;&atilde;o do risco de interna&ccedil;&atilde;o.    H&aacute; que se ressaltar que a incorpora&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica    favoreceu a diminui&ccedil;&atilde;o de tempo de interna&ccedil;&otilde;es para    algumas patologias; al&eacute;m disso, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de alterou    v&aacute;rios c&oacute;digos de procedimentos, que a AIH utilizava outrora,    transferindo-os para o n&iacute;vel de ambulat&oacute;rio, especialmente na    &aacute;rea de oftalmologia e pequenas cirurgias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora os dados da participa&ccedil;&atilde;o    do sistema suplementar n&atilde;o estejam dispon&iacute;veis, &eacute; prov&aacute;vel    que a redu&ccedil;&atilde;o observada nas taxas, nos anos analisados, n&atilde;o    se atribuam &agrave; migra&ccedil;&atilde;o de usu&aacute;rios para essa modalidade    de financiamento. V&aacute;rios fatores, especialmente relacionados &agrave;    gest&atilde;o do sistema de sa&uacute;de em Maring&aacute;, podem ter contribu&iacute;do    para essa redu&ccedil;&atilde;o. Essa interpreta&ccedil;&atilde;o &eacute; corroborada    pelo perfil predominante de homens, pela diminui&ccedil;&atilde;o das taxas    em menores de 14 anos e pelo atendimento de doen&ccedil;as dos aparelhos respirat&oacute;rio    e circulat&oacute;rio, bem como pelo aumento da import&acirc;ncia das neoplasias    no conjunto das interna&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A queda na taxas de interna&ccedil;&otilde;es    de crian&ccedil;as e por doen&ccedil;as dos aparelhos respirat&oacute;rio e    circulat&oacute;rio podem ser conseq&uuml;&ecirc;ncia, portanto, da melhoria    do acesso &agrave;s interven&ccedil;&otilde;es em unidades ambulatoriais, sejam    de n&iacute;vel b&aacute;sico ou especializado, com destaque para a implanta&ccedil;&atilde;o,    em 2000, da estrat&eacute;gia da Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia e a expans&atilde;o    da oferta de servi&ccedil;os ambulatoriais especializados. Ressalte-se que a    implanta&ccedil;&atilde;o de 57 equipes do PSF significou a amplia&ccedil;&atilde;o    de, aproximadamente, 30% do quadro de pessoal vinculado &agrave; SMS, a que    se acrescentou um incremento da ordem de 36,37% na oferta de consultas especializadas    via servi&ccedil;os pr&oacute;prios e compra de servi&ccedil;os, a partir de    2002.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Por outro lado, o aumento da taxa de interna&ccedil;&atilde;o    por neoplasias &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia do credenciamento do Hospital    do C&acirc;ncer como Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) em 2001,    como parte da pol&iacute;tica de reorganiza&ccedil;&atilde;o das refer&ecirc;ncias    para tratamento da doen&ccedil;a em todo o Estado. Se, at&eacute; ent&atilde;o,    muitos casos de neoplasias eram tratados em qualquer hospital e n&atilde;o constavam    nos registros do SIH-SUS como procedimento oncol&oacute;gico, a reorganiza&ccedil;&atilde;o    favoreceu o pagamento diferenciado aos hospitais credenciados na qualidade de    Cacon e a melhoria do registro de casos dessa patologia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Al&eacute;m disso, o aumento do n&uacute;mero    de interna&ccedil;&otilde;es de residentes no pr&oacute;prio Munic&iacute;pio    e a diminui&ccedil;&atilde;o &#8211; bastante expressiva &#8211; da evas&atilde;o    entre 1998 e 2002 fortalecem a hip&oacute;tese da redu&ccedil;&atilde;o da necessidade    de interna&ccedil;&atilde;o. Em termos absolutos, o n&uacute;mero de interna&ccedil;&otilde;es    de residentes passou de 16.187 para 18.017, sendo que, em 2002, 83,6% delas    ocorreram no pr&oacute;prio Munic&iacute;pio. Diferentemente da situa&ccedil;&atilde;o    observada em 1998, quando esse percentual havia sido de 55,4%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A reorganiza&ccedil;&atilde;o pode ser percebida,    particularmente, nas interna&ccedil;&otilde;es de gestantes, cuja revers&atilde;o    acontece a partir do ano 2000 e coincide com a auditoria do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de e da Secretaria de Estado da Sa&uacute;de do Paran&aacute; sobre    a gest&atilde;o plena do Munic&iacute;pio. Naquela oportunidade, falhas detectadas    na gest&atilde;o hospitalar obrigaram a reorganiza&ccedil;&atilde;o do componente    de auditoria, controle e avalia&ccedil;&atilde;o da administra&ccedil;&atilde;o    municipal, al&eacute;m de outros itens, para favorecer a utiliza&ccedil;&atilde;o    de leitos pr&oacute;prios de Maring&aacute;. Por&eacute;m, a redu&ccedil;&atilde;o    da evas&atilde;o de mulheres em busca de leitos em outros Munic&iacute;pios,    not&oacute;ria a partir de 2000, ocorreu ap&oacute;s efetiva&ccedil;&atilde;o    de conv&ecirc;nio com o hospital filantr&oacute;pico e pagamento de adicional    por atendimento realizado a gestantes. A implementa&ccedil;&atilde;o, em 2002,    do Programa Nacional de Humaniza&ccedil;&atilde;o do Parto e Nascimento do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, que definiu um hospital de refer&ecirc;ncia para aquelas mulheres    que realizassem o pr&eacute;-natal na rede p&uacute;blica, tamb&eacute;m contribuiu    para a diminui&ccedil;&atilde;o dessa evas&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda assim, gravidez, parto e puerp&eacute;rio    n&atilde;o figuraram como primeira causa de interna&ccedil;&atilde;o pelo SUS    em Maring&aacute;, conforme observado em outras localidades. A primeira explica&ccedil;&atilde;o    pode estar relacionada &agrave; diminui&ccedil;&atilde;o da taxa de fecundidade    nos &uacute;ltimos anos; a segunda, &agrave; utiliza&ccedil;&atilde;o de leitos    &#8220;particulares&#8221;. Provavelmente, a inseguran&ccedil;a das gestantes,    que n&atilde;o t&ecirc;m garantia da realiza&ccedil;&atilde;o do parto no SUS    pelo profissional que a acompanhou durante o pr&eacute;-natal, leva-as, muitas    vezes, a recorrer aos hospitais que efetuam &#8220;pacotes&#8221; com custo    mais baixo, talvez com o intuito de realizar a laqueadura e a utiliza&ccedil;&atilde;o    de leitos &#8220;particulares&#8221;. As interna&ccedil;&otilde;es por essa    causa observadas no SIH-SUS em 2002 representam menos da metade dos nascimentos    vivos identificados pelo Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es de Nascidos Vivos    (Sinasc) para o mesmo ano, que foi de 4.203 crian&ccedil;as. Serafim,<sup>17</sup>    em estudo de caso-controle sobre a mortalidade neonatal de residentes entre    crian&ccedil;as nascidas em Maring&aacute; no per&iacute;odo de 1997 a 2000,    observou que 47,5% das mulheres-m&atilde;es de crian&ccedil;as que faleceram    no per&iacute;odo neonatal, realizaram parto pelo SUS; para as crian&ccedil;as    sobreviventes, esse percentual foi de apenas 31,25%. Essa situa&ccedil;&atilde;o    &eacute; bastante distinta da observada no Munic&iacute;pio em 1989, quando    mais de 80% dos partos foram cobertos pelo sistema oficial.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As medidas adotadas tamb&eacute;m devem ter causado    impacto na redu&ccedil;&atilde;o da evas&atilde;o por doen&ccedil;as dos aparelhos    respirat&oacute;rio e circulat&oacute;rio; al&eacute;m disso, a partir de 2002,    a ativa&ccedil;&atilde;o de 15 leitos cl&iacute;nicos de atendimento aos adultos    no Hospital Municipal contribuiu, provavelmente, para facilitar o acesso &agrave;s    interna&ccedil;&otilde;es no pr&oacute;prio Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para as interna&ccedil;&otilde;es decorrentes    de les&otilde;es, envenenamentos e outras causas externas, mais da metade delas    realizam-se em outros Munic&iacute;pios, apesar de ter-se verificado um decl&iacute;nio    &#8211; discreto &#8211; na evas&atilde;o desse grupo. Como a dificuldade em    obter atendimento ortop&eacute;dico de necessidade pelo SUS ainda persiste em    Maring&aacute;, a repress&atilde;o dessa demanda provoca a busca por atendimento    em outros Munic&iacute;pios, quase sempre em hospitais de localidades pr&oacute;ximas    e de pequeno porte &#8211; como Mandaguari, que, h&aacute; anos, efetua tratamento    dos casos de ortopedia oriundos de Maring&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A diminui&ccedil;&atilde;o das interna&ccedil;&otilde;es    de residentes ocorreu, principalmente, nos Munic&iacute;pios pequenos, poss&iacute;vel    reflexo da melhora do acesso aos servi&ccedil;os de baixa complexidade em Maring&aacute;;    o que n&atilde;o se verificou para a capital do Estado, refer&ecirc;ncia no    tratamento oncol&oacute;gico de crian&ccedil;as, no atendimento de grandes queimaduras,    em cirurgia card&iacute;aca infantil e outras especialidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A tend&ecirc;ncia crescente do n&uacute;mero    de interna&ccedil;&otilde;es de residentes em Maring&aacute; foi acompanhada,    embora em menor propor&ccedil;&atilde;o, por interna&ccedil;&otilde;es de residentes    em outros Munic&iacute;pios. Assim, &eacute; previs&iacute;vel que a invas&atilde;o    se caracterize, predominantemente, por residentes em Munic&iacute;pios integrantes    da regi&atilde;o metropolitana, as &#8220;cidades-dormit&oacute;rios&#8221;    de parcela importante da popula&ccedil;&atilde;o que, embora a&iacute; resida,    trabalha em Maring&aacute;. Eis um fen&ocirc;meno bastante comum na vida da    maioria das metr&oacute;poles brasileiras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Associada &agrave; oferta de servi&ccedil;os,    a participa&ccedil;&atilde;o relativa de interna&ccedil;&otilde;es de residentes    em outros Munic&iacute;pios ocorre, principalmente, para atendimento especializado,    como interna&ccedil;&otilde;es por neoplasias e transtornos mentais e comportamentais.    O aumento das interna&ccedil;&otilde;es por neoplasias, que, em termos absolutos,    foi da ordem de 223% (conforme j&aacute; mencionado), explica-se pela reestrutura&ccedil;&atilde;o    da refer&ecirc;ncia de tratamento no Hospital do C&acirc;ncer e pela cria&ccedil;&atilde;o    do Cacon.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No caso dos transtornos mentais, o Munic&iacute;pio,    em conson&acirc;ncia com as diretrizes do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de<sup>19</sup>    e com a participa&ccedil;&atilde;o efetiva dos Conselhos e outras formas de    organiza&ccedil;&atilde;o popular, desenvolve pol&iacute;ticas voltadas &agrave;    desospitaliza&ccedil;&atilde;o e ao fortalecimento da rede extra-hospitalar,    mediante a descentraliza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es, da capacita&ccedil;&atilde;o    de profissionais da rede b&aacute;sica, da redu&ccedil;&atilde;o da oferta de    leitos psiqui&aacute;tricos (inicialmente, em 20%), al&eacute;m da implanta&ccedil;&atilde;o    do Centro de Aten&ccedil;&atilde;o Psicossocial-&aacute;lcool e drogas (CAPS-ad)    em 2002; e, mais recentemente (2003), do servi&ccedil;o de emerg&ecirc;ncia    psiqui&aacute;trica do Hospital Municipal, porta de entrada para as interna&ccedil;&otilde;es    na &aacute;rea. Apesar das a&ccedil;&otilde;es de controle de porta de entrada    e de alternativas de tratamento dos portadores de transtornos mentais, o fator    agravante maior ainda se encontra na quantidade de leitos dispon&iacute;veis,    muitas vezes utilizados indiscriminadamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave;s demais causas, a manuten&ccedil;&atilde;o    das interna&ccedil;&otilde;es de residentes em outros Munic&iacute;pios, possivelmente,    tamb&eacute;m decorra da falta de oferta de leitos e de servi&ccedil;os de m&eacute;dia    e alta complexidade. A participa&ccedil;&atilde;o das interna&ccedil;&otilde;es    de baixa complexidade, outro aspecto de grande relev&acirc;ncia na gest&atilde;o    do sistema municipal, n&atilde;o foi objeto de alcance do presente estudo. Apesar    do reconhecimento pela Norma Operacional da Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de    (NOAS), os Munic&iacute;pios-p&oacute;los de m&eacute;dio porte, condi&ccedil;&atilde;o    de centenas no Pa&iacute;s, n&atilde;o t&ecirc;m suas interven&ccedil;&otilde;es    demarcadas pelos seus limites geogr&aacute;ficos; pequenos Munic&iacute;pios    circunvizinhos, muitos deles hipertrofiados pela ocupa&ccedil;&atilde;o desordenada    de espa&ccedil;os urbanos, carecem de infra-estrutura b&aacute;sica, inclusive    de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de da sua comunidade. A invas&atilde;o    de Munic&iacute;pios pr&oacute;ximos para utiliza&ccedil;&atilde;o de seus servi&ccedil;os    de baixa complexidade &eacute;, possivelmente, reflexo da dificuldade de acesso    a esses servi&ccedil;os no pr&oacute;prio local de moradia e constitui um importante    componente a ser considerado na gest&atilde;o de leitos hospitalares por Munic&iacute;pios    de m&eacute;dio porte, principalmente quando a pactua&ccedil;&atilde;o de recursos    dispon&iacute;veis n&atilde;o contempla tais dimens&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo possibilitou a an&aacute;lise    da utiliza&ccedil;&atilde;o dos leitos hospitalares p&uacute;blicos e as dificuldades    que se apresentam na conflitiva tentativa de implementar sistema de sa&uacute;de    universal e gratuito em uma sociedade como a brasileira. Em Maring&aacute;,    Munic&iacute;pio de m&eacute;dio porte da Regi&atilde;o Sul do Brasil, as tens&otilde;es    intensificam-se por se tratar de uma localidade cuja grande maioria de leitos    encontra-se fora das institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas. O dimensionamento    da express&atilde;o dos leitos hospitalares sob gest&atilde;o p&uacute;blica    no atendimento &agrave;s reais necessidades da popula&ccedil;&atilde;o residente,    bem como da referenciada, n&atilde;o foi de alcance deste estudo. Para que se    lhe d&ecirc; continuidade, deve-se esclarecer a participa&ccedil;&atilde;o do    sistema suplementar nesse n&iacute;vel de aten&ccedil;&atilde;o. A participa&ccedil;&atilde;o    expressiva dessa modalidade de autofinanciamento &eacute; reveladora das fragilidades    no sistema e somente com o conhecimento da cobertura efetiva do servi&ccedil;o    p&uacute;blico ser&aacute; poss&iacute;vel gerir planos que promovam a eq&uuml;idade    e a integralidade como princ&iacute;pios, na presta&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o    hospitalar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Marques RM, Mendes AN. Financiamento da seguridade    social brasileira: uma hist&oacute;ria de conflitos. Augusto Guzzo Rev Acad&ecirc;mica    2001;2:53-61. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Brasil. Constitui&ccedil;&atilde;o &#8211;    1988. Constitui&ccedil;&atilde;o &#91;da&#93; Rep&uacute;blica Federativa do    Brasil. Bras&iacute;lia: Senado Federal; 1988.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de. Portaria n<sup>o</sup> 1.101, de    12 de junho de 2002. Estabelece par&acirc;metros da cobertura assistencial no    &acirc;mbito do SUS &#91;acessado 12 out. 2003&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.saude.gov.br">http://portal.saude.gov.br</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Yazlle Rocha JS, Silva GCM. Hospitaliza&ccedil;&atilde;o    por infarto agudo do mioc&aacute;rdio segundo o dia da semana: estudo retrospectivo,    2000. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2000;34(v. 2):157-162.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Mendes EV. Uma agenda para a sa&uacute;de.    S&atilde;o Paulo: Editora Hucitec; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Yazlle Rocha JS, Sim&otilde;es BJG. Estudo    da assist&ecirc;ncia hospitalar p&uacute;blica e privada em bases populacionais,    1986-1996. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1999;1:44-54.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Prefeitura Municipal de Maring&aacute;. Dados,    2003 &#91;acessado 10 mai. 2003&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.maringa.pr.gov.br/dados/dadoger.htm" target="_blank">http//www.maringa.pr.gov.br./dados/    dadoger.htm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Fonzar UJV, Soares DFPP, Santil FLP. Espacializa&ccedil;&atilde;o    das tr&ecirc;s principais causas de morte no Munic&iacute;pio de Maring&aacute;,    Estado do Paran&aacute;, em 1996. Acta Scientiarum 2002;3:765-774.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro    de Geografia e Estat&iacute;stica. Tabelas das estimativas das popula&ccedil;&otilde;es    residentes &#91;acessado 20 ago. 2003&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="ftp://ftp.ibge.gov.br" target="_blank">ftp://ftp.ibge.gov.br</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Prefeitura Municipal de Maring&aacute;. Perfil    da cidade de Maring&aacute;. Maring&aacute;: Secretaria de Planejamento; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro    de Geografia e Estat&iacute;stica. Censo demogr&aacute;fico, 2000. Rio de Janeiro:    IBGE; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Veras CMT, Martins A. Confiabilidade dos    dados nos formul&aacute;rios de Autoriza&ccedil;&atilde;o de Interna&ccedil;&otilde;es    Hospitalares (AIH). Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1994;3:339-355.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Meneghell SN, Armani TB, Rosa RS, Carvalho    L. Interna&ccedil;&otilde;es hospitalares no Rio Grande do Sul. Informe Epidemiol&oacute;gico    do SUS 1997;2:50-59.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Souza RKT, Silva DMPP, Balielo V, Kuroda    CM, Molina RCM. Perfil assistencial e complexidade do cuidado de enfermagem    prestado aos adultos internados no Hospital Universit&aacute;rio de Maring&aacute;.    In: Anais do 53<sup>o</sup> Congresso Brasileiro de Enfermagem 2001. v.1 p.77.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Secretaria de Estado da Sa&uacute;de do Paran&aacute;.    Comiss&atilde;o Intergestores Bipartite do Paran&aacute;. Delibera&ccedil;&atilde;o    n<sup>o</sup> 026/99. Curitiba: CIB/PR; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Cruz M. An&aacute;lise do atendimento realizado    no setor de internamento pelo Sistema de Sa&uacute;de da 15<sup>a</sup> Regional    de Sa&uacute;de de Maring&aacute;, atrav&eacute;s de um paralelo anterior e    posterior ao processo de informatiza&ccedil;&atilde;o: Estudo de Caso da Central    de Leitos e Internamentos de Maring&aacute; &#91;monografia&#93;. Maring&aacute;    (PR): Uniandrade de Maring&aacute;; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Serafim D. Mortalidade neonatal em Maring&aacute;-PR,    1997-2000 &#91;tese Doutorado&#93;. S&atilde;o Paulo (SP): Universidade de S&atilde;o    Paulo; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Souza RKT, Gotlieb SL. Probabilidade de morrer    no primeiro ano de vida em &aacute;rea urbana da Regi&atilde;o Sul, Brasil.    Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1993;6:445-454.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Pol&iacute;tica    de Sa&uacute;de Mental &#91;acessado 10 out. 2003. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.saude.gov.br" target="_blank">http://portal.saude.gov.br</a>.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v15n2/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</b><strong>:</strong>    <br>   Avenida Prudente de Morais, 885, Zona 7,    <br>   Maring&aacute;-PR.    <br>   CEP: 87020-010    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:mpms@brturbo.com">mpms@brturbo.com</a></font></p>      ]]></body><back>
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