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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>SUS: um amplo espectro de atua&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Jos&eacute; C&aacute;ssio de Moraes</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Membro do Comit&ecirc; Editorial</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O atual n&uacute;mero da <i>Epidemiologia e Servi&ccedil;os    de Sa&uacute;de</i> apresenta-nos o car&aacute;ter de amplo espectro da &aacute;rea    da Sa&uacute;de. Seus artigos abrangem desde a aten&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica    b&aacute;sica, como o atendimento a casos de diarr&eacute;ia, a procedimentos    de alta complexidade, como para as doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o    transmiss&iacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um dos enfoques abordados na maioria dos artigos    desta edi&ccedil;&atilde;o &eacute; o Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia    (PSF), uma das formas de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os b&aacute;sicos    &agrave; popula&ccedil;&atilde;o e tamb&eacute;m um facilitador para a realiza&ccedil;&atilde;o    de estudos de interesse epidemiol&oacute;gico e de organiza&ccedil;&atilde;o    desses servi&ccedil;os.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O PSF, segundo o Minist&eacute;rio de Sa&uacute;de,    &eacute; &quot;<I>...uma estrat&eacute;gia estruturante dos sistemas municipais    de sa&uacute;de... Busca maior racionalidade na utiliza&ccedil;&atilde;o dos    demais n&iacute;veis assistenciais e tem produzido resultados positivos nos    principais indicadores de sa&uacute;de das popula&ccedil;&otilde;es assistidas    pelas equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia</I>&quot;.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2005, havia 24.600 equipes de sa&uacute;de    da fam&iacute;lia atuantes em quase 5.000 Munic&iacute;pios, cobrindo cerca    de 44% da popula&ccedil;&atilde;o e representando um investimento da ordem de    2,7 bilh&otilde;es de reais.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&quot;<i>A atua&ccedil;&atilde;o das equipes    ocorre, principalmente, nas unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de, nas resid&ecirc;ncias    e na mobiliza&ccedil;&atilde;o da comunidade, caracterizando-se: como porta    de entrada de um sistema hierarquizado e regionalizado de sa&uacute;de; por    ter territ&oacute;rio definido, com uma popula&ccedil;&atilde;o delimitada,    sob a sua responsabilidade; por intervir sobre os fatores de risco aos quais    a comunidade est&aacute; exposta; por prestar assist&ecirc;ncia integral, permanente    e de qualidade; por realizar atividades de educa&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de</i>&quot;.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essas caracter&iacute;sticas de responsabilidade,    se cumpridas, facilitam a identifica&ccedil;&atilde;o de problemas de sa&uacute;de    relevantes e a proposi&ccedil;&atilde;o e realiza&ccedil;&atilde;o de pesquisas    operacionais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para as equipes cumprirem com seu papel, necessitam    receber um treinamento adequado no campo da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica.    O primeiro artigo aqui editado, &quot;<i>Organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho    e perfil dos profissionais do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia: um desafio    na reestrutura&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica do SUS</i>&quot;,<sup>2</sup>    aborda a defici&ecirc;ncia de forma&ccedil;&atilde;o das equipes, em que somente    o agente comunit&aacute;rio de sa&uacute;de (ACS) recebe um treinamento espec&iacute;fico.    Outro problema que merece destaque &eacute; o vinculo profissional, tempor&aacute;rio,    o qual dificulta o estabelecimento de uma rela&ccedil;&atilde;o entre o servi&ccedil;o    e a popula&ccedil;&atilde;o atendida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O segundo trabalho, &quot;<i>Preval&ecirc;ncia    de diarr&eacute;ia na popula&ccedil;&atilde;o do Distrito Docente-Assistencial    do Tucum&atilde;, Munic&iacute;pio de Rio Branco, Estado do Acre, Brasil, em    2003</i>&quot;,<sup>3</sup> ressalta a import&acirc;ncia da integra&ccedil;&atilde;o    entre academia e servi&ccedil;os de sa&uacute;de na analise de problemas ainda    relevantes em nosso meio, como as diarr&eacute;ias. Os dados refor&ccedil;am    a necessidade de fortalecimento da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica e de    fomento &agrave; pesquisa. Em ambas as quest&otilde;es abordadas, o PSF pode    e deve ter um papel de destaque.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O terceiro artigo, uma &quot;<i>Avalia&ccedil;&atilde;o    normativa da a&ccedil;&atilde;o program&aacute;tica Imuniza&ccedil;&atilde;o    nas equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia do Munic&iacute;pio de Olinda,    Estado de Pernambuco, Brasil, em 2003</i>&quot;,<sup>4</sup> mostra-nos um dos    programas priorit&aacute;rios de Sa&uacute;de P&uacute;blica em n&iacute;vel    nacional, no qual o Brasil destaca-se pela elimina&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o    aut&oacute;ctone do poliov&iacute;rus selvagem em 1989, pela recente elimina&ccedil;&atilde;o    do sarampo, pela redu&ccedil;&atilde;o significativa das demais doen&ccedil;as    imunopreven&iacute;veis, embora a a&ccedil;&atilde;o n&atilde;o se encontre    implantada, com toda sua potencialidade, entre as equipes de sa&uacute;de de    fam&iacute;lia no Munic&iacute;pio de Olinda, Pernambuco. Os resultados obtidos    refor&ccedil;am a necessidade da integra&ccedil;&atilde;o do PSF &agrave;s demais    atividades de aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, sob risco de refor&ccedil;armos    sua fragmenta&ccedil;&atilde;o e testemunharmos a constitui&ccedil;&atilde;o    de um programa paralelo aos demais desenvolvidos pelos servi&ccedil;os de sa&uacute;de    do Munic&iacute;pio; e, conseq&uuml;entemente, a diminui&ccedil;&atilde;o da    efici&ecirc;ncia do Programa Nacional de Imuniza&ccedil;&atilde;o, PNI.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O quarto trabalho, &quot;<i>Conhecimento popular    sobre medicamento gen&eacute;rico em um Distrito Docente-Assistencial do Munic&iacute;pio    de Rio Branco, Estado do Acre, Brasil</i>&quot;,<sup>5</sup> avalia outro programa    estrat&eacute;gico do SUS, no uso de medicamento gen&eacute;rico por parte da    popula&ccedil;&atilde;o. O estudo demonstra, claramente, que o pequeno uso desses    medicamentos est&aacute; relacionado ao pior n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico    da popula&ccedil;&atilde;o estudada e &agrave; baixa efici&ecirc;ncia das campanhas    educativas. A identifica&ccedil;&atilde;o desse problema refor&ccedil;a a necessidade    de avaliarmos, de forma continuada, os programas desenvolvidos e/ou estimulados    pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretarias de Estado e Municipais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Finalmente, o &uacute;ltimo manuscrito publicado,    &quot;<i>A constru&ccedil;&atilde;o da vigil&acirc;ncia e preven&ccedil;&atilde;o    das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis no contexto    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;</i>de&quot;,<sup>6</sup> descreve, com    objetividade e transpar&ecirc;ncia, o trabalho estruturante realizado pelo Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de nessa &aacute;rea. A Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica    de status institucional, segundo os autores, necessita se adequar &agrave; nova    realidade epidemiol&oacute;gica. Saber usar, com sentido de oportunidade, todos    os sistemas de informa&ccedil;&atilde;o dispon&iacute;veis, com melhoria de    sua abrang&ecirc;ncia e qualidade, na implanta&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o    de novas formas de vigil&acirc;ncia e na pesquisa contribuir&aacute; para conferir    continuidade e perman&ecirc;ncia ao processo de produ&ccedil;&atilde;o e incorpora&ccedil;&atilde;o    de conhecimentos sobre os fatores de risco e o impacto dos programas de vigil&acirc;ncia    e preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o    B&aacute;sica. Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica e a Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia.    &#91;p&aacute;gina na Internet&#93;. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    &#91;acessado em julho de 2006, para informa&ccedil;&otilde;es de 2005&#93;.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://dtr2004.saude.gov.br/dab/atencaobasica.php" target="_blank">http://dtr2004.saude.gov.br/dab/atencaobasica.php</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Cotta RMM, JLB, Schott M, Azeredo CM, Franceschini    SCC, Priore SE, Dias G. Organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho e perfil dos profissionais    do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia: um desafio na reestrutura&ccedil;&atilde;o    da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica em sa&uacute;de. Epidemiologia e Servi&ccedil;os    de Sa&uacute;de 2006; 15(3):7-18.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Cesario RR, Tavares-Neto J. Preval&ecirc;ncia    de diarr&eacute;ia na popula&ccedil;&atilde;o do Distrito Docente-Assistencial    do Tucum&atilde;, Munic&iacute;pio de Rio Branco, Estado do Acre, Brasil, em    2003. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2006; 15(3):19-28.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Santos DM, Dubeux LS, Frias PG, Vanderlei    LCM, Vidal AS. Avalia&ccedil;&atilde;o normativa da a&ccedil;&atilde;o program&aacute;tica    Imuniza&ccedil;&atilde;o nas equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia do Munic&iacute;pio    de Olinda, Estado de Pernambuco, Brasil, em 2003. Epidemiologia e Servi&ccedil;os    de Sa&uacute;de 2006; 15(3): 29-35.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Faria MAS, Tavares-Neto J. Conhecimento popular    sobre medicamento gen&eacute;rico em um Distrito Docente-Assistencial do Munic&iacute;pio    de Rio Branco, Estado do Acre, Brasil. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de    2006; 15(3): 37-45.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Malta DC, Cez&aacute;rio AC, Moura L, Morais    Neto, OL, Silva Junior, JB. A constru&ccedil;&atilde;o da vigil&acirc;ncia e    preven&ccedil;&atilde;o das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis    no contexto do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Epidemiologia e Servi&ccedil;os    de Sa&uacute;de 2006; 15(3): 47-65.</font> ]]></body><back>
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