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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Organização do trabalho e perfil dos profissionais do Programa Saúde da Família: um desafio na reestruturação da atenção básica em saúde]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims to trace the professionals profile and the work organization in the quotidian of the Family Health Program (PSF) through a quali-quantitative research with application of semi-structured questionnaires directed to professionals of the family health team from the Municipality of Teixeiras, Minas Gerais State, Brazil. Most of commu-nitarian health agents (ACS) showed complete high school level (55.6%), and only ACS received some kind of training. The wage was considered reasonable by doctors (66.7%), nurses (66.76%), ACS (39.0%), however it was low by most of nursing assistants (66.7%). Transportation was mentioned as main difficulty to realize the work. This research let us point out questions referring to work organization and professional qualification of ACS, as real obstacle to a more adequate implantation of this strategy according to their orientated principles, which have community and family as focus of attention.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><a name="topo"></a><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho e perfil    dos profissionais do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia: um desafio na    reestrutura&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica em sa&uacute;de</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Work organization and professional profile    of the Family Health Program: a challenge in the health basic attention restructuring</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Ros&acirc;ngela Minardi Mitre Cotta<sup>I</sup>;    M&aacute;rcia Schott<sup>I</sup>; Catarina Machado Azeredo<sup>II</sup>; Sylvia    do Carmo Castro Franceschini<sup>I</sup>; S&iacute;lvia Elo&iacute;sa Priore<sup>I</sup>;    Glauce Dias<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de,    Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, Vi&ccedil;osa-MG    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o    e Sa&uacute;de, Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, Vi&ccedil;osa-MG &#8211;    graduanda, bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Inicia&ccedil;&atilde;o    Cient&iacute;fica do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico    e Tecnol&oacute;gico, do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#endereco"><font size="2" face="verdana">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo tem por objetivo delinear o perfil    dos profissionais e a organiza&ccedil;&atilde;o do trabalho no cotidiano do    Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia mediante pesquisa quali-quantitativa,    com aplica&ccedil;&atilde;o de question&aacute;rio semi-estruturado, dirigida    aos profissionais das equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia do Munic&iacute;pio    de Teixeiras, no Estado de Minas Gerais, Brasil. A maior parte dos agentes comunit&aacute;rios    de sa&uacute;de (ACS) conta com 2&ordm; grau de escolaridade completo (55,6%);    apenas os ACS receberam algum tipo de treinamento. A remunera&ccedil;&atilde;o    foi considerada razo&aacute;vel por m&eacute;dicos (66,7%), enfermeiros (66,7%)    e ACS (39%); e baixa, pela maioria dos auxiliares de enfermagem (66,7%). O transporte    foi a principal dificuldade relatada para a realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho.    Essa pesquisa permite apontar as quest&otilde;es referentes &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o    do trabalho e qualifica&ccedil;&atilde;o profissional das ESF como obst&aacute;culos    reais para uma implanta&ccedil;&atilde;o mais adequada dessa estrat&eacute;gia,    segundo seus princ&iacute;pios norteadores, que tem o coletivo e a fam&iacute;lia    como focos de aten&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> recursos humanos em sa&uacute;de;    capacita&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;o; aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria    &agrave; sa&uacute;de; sa&uacute;de da fam&iacute;lia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This study aims to trace the professionals profile    and the work organization in the quotidian of the Family Health Program (<i>PSF</i>)    through a quali-quantitative research with application of semi-structured questionnaires    directed to professionals of the family health team from the Municipality of    Teixeiras, Minas Gerais State, Brazil. Most of commu-nitarian health agents    (<i>ACS</i>) showed complete high school level (55.6%), and only ACS received    some kind of training. The wage was considered reasonable by doctors (66.7%),    nurses (66.76%), ACS (39.0%), however it was low by most of nursing assistants    (66.7%). Transportation was mentioned as main difficulty to realize the work.    This research let us point out questions referring to work organization and    professional qualification of ACS, as real obstacle to a more adequate implantation    of this strategy according to their orientated principles, which have community    and family as focus of attention.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> health manpower; inservice    training; primary health care; family health.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (PSF)    vem sendo implantado em todo o Brasil como uma importante estrat&eacute;gia    para a reordena&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de,    conforme preconizam os princ&iacute;pios e diretrizes do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de (SUS). O PSF prioriza as a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o,    prote&ccedil;&atilde;o e recupera&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de de indiv&iacute;duos    e fam&iacute;lias, de forma integral e continuada.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os profissionais da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica    devem ser capazes de planejar, organizar, desenvolver e avaliar a&ccedil;&otilde;es    que respondam &agrave;s necessidades da comunidade, na articula&ccedil;&atilde;o    com os diversos setores envolvidos na promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de.<sup>2</sup>    A qualidade dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, dessa forma, passa a figurar    como resultado de diferentes fatores ou dimens&otilde;es que constituem instrumentos,    de fato, tanto para a defini&ccedil;&atilde;o e an&aacute;lises dos problemas    como para a avalia&ccedil;&atilde;o do grau de comprometimento dos profissionais    sanit&aacute;rios e gestores (prefeitos, secret&aacute;rios e conselheiros municipais    de sa&uacute;de, entre outros) com as normas t&eacute;cnicas, sociais e humanas.<sup>3,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; crescente o consenso entre os gestores    e trabalhadores do SUS, em todas as esferas de governo, de que a forma&ccedil;&atilde;o,    o desempenho e a gest&atilde;o dos recursos humanos afetam, profundamente, a    qualidade dos servi&ccedil;os prestados e o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o    dos usu&aacute;rios.<sup>5,6</sup> Destaca-se, a&iacute;, a forma&ccedil;&atilde;o    e educa&ccedil;&atilde;o dos profissionais para a abordagem do processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a    com enfoque na sa&uacute;de da fam&iacute;lia, importante desafio para o &ecirc;xito    do modelo sanit&aacute;rio proposto. As condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias    &agrave; consecu&ccedil;&atilde;o dessa proposta j&aacute; se encontram descritas    na Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996 &#8211; Lei de Diretrizes e Bases    da Educa&ccedil;&atilde;o (LDB) do Minist&eacute;rio de Educa&ccedil;&atilde;o    e Cultura (MEC) &#8211; e nos atos normativos decorrentes de pareceres e resolu&ccedil;&otilde;es    do Conselho Nacional de Educa&ccedil;&atilde;o (CNE) apud Franco T, Merhy E.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo a IX Confer&ecirc;ncia Nacional de Sa&uacute;de,    realizada em 1992, &eacute; indispens&aacute;vel para a implementa&ccedil;&atilde;o    do SUS uma pol&iacute;tica nacional de recursos humanos efetiva, que incorpore    a&ccedil;&otilde;es como a qualifica&ccedil;&atilde;o e/ou forma&ccedil;&atilde;o    permanente de seus trabalhadores, cuja evolu&ccedil;&atilde;o na carreira conte    com o suporte de escolas de forma&ccedil;&atilde;o nas Secretarias de Sa&uacute;de;    ou mediante articula&ccedil;&atilde;o com Secretarias de Educa&ccedil;&atilde;o,    universidades e outras institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas de ensino    superior.<sup>8</sup> Da&iacute; a cria&ccedil;&atilde;o dos P&oacute;los de Educa&ccedil;&atilde;o    Permanente, geralmente vinculados a centros universit&aacute;rios, articuladores    de uma ou mais institui&ccedil;&otilde;es de forma&ccedil;&atilde;o, capacita&ccedil;&atilde;o    e educa&ccedil;&atilde;o permanente de recursos humanos para a Sa&uacute;de.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A evid&ecirc;ncia cient&iacute;fica informa    sobre uma grave crise de situa&ccedil;&atilde;o de trabalho dos profissionais    de sa&uacute;de atuantes no &acirc;mbito do SUS, desde a quest&atilde;o salarial    e de carreira profissional at&eacute; a car&ecirc;ncia de recursos t&eacute;cnicos    e materiais.<sup>2</sup> Entre os principais fatores agravantes, no Brasil,    est&atilde;o os baixos sal&aacute;rios e as prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es    de trabalho dos profissionais do servi&ccedil;o p&uacute;blico, geradores de    desmotiva&ccedil;&atilde;o, desresponsabiliza&ccedil;&atilde;o na execu&ccedil;&atilde;o    das atividades &#8211; por exemplo, n&atilde;o-cumprimento da carga hor&aacute;ria    &#8211; e abandono do trabalho.<sup>10</sup> Diversas pesquisas mostram que    no SUS, assim como nos demais setores do mercado de trabalho nacional, ao longo    da d&eacute;cada de 90, proliferaram os contratos informais de trabalho e o    n&atilde;o-pagamento, por muitos empregadores, dos encargos sociais de sua responsabilidade,    para, enfim, privar os trabalhadores de direitos garantidos a eles pela lei,    como f&eacute;rias, Fundo de Garantia de Tempo de Servi&ccedil;o (FGTS), licen&ccedil;as,    d&eacute;cimo terceiro sal&aacute;rio e aposentadoria. Sem essa prote&ccedil;&atilde;o,    esses profissionais permanecem &agrave; merc&ecirc; da instabilidade pol&iacute;tico-partid&aacute;ria    e diferen&ccedil;as entre governos que se sucedem no poder, t&atilde;o presentes    na realidade dos Munic&iacute;pios brasileiros.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da    Sa&uacute;de (OPAS)<sup>11</sup> tamb&eacute;m ressalta a necessidade de melhorar    o servi&ccedil;o prestado &agrave; popula&ccedil;&atilde;o pelos profissionais    de sa&uacute;de, tendo com base a qualifica&ccedil;&atilde;o, capacita&ccedil;&atilde;o    e aprimoramento de seu desempenho. Sobre os curr&iacute;culos universit&aacute;rios    que referenciam sua forma&ccedil;&atilde;o, todavia, os cursos de gradua&ccedil;&atilde;o    pautam-se em um paradigma curativo, hospitaloc&ecirc;ntrico e fragmentado do    conhecimento e da abordagem da sa&uacute;de, ao valorizarem as especialidades    sem a compreens&atilde;o global do ser humano e do processo de adoecer.<sup>6,12</sup>    Essa qualidade da forma&ccedil;&atilde;o do profissional faz com que sua atua&ccedil;&atilde;o,    ao ser contratado para o PSF, n&atilde;o raras vezes, se reduza ao consult&oacute;rio.    Sendo assim, pela concep&ccedil;&atilde;o do modelo assistencial ou pela organiza&ccedil;&atilde;o    do servi&ccedil;o ou pr&aacute;tica de trabalho deformada, observa-se a desvaloriza&ccedil;&atilde;o    ou mesmo inexist&ecirc;ncia de proposta de a&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de    coletiva no interior da comunidade.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na busca de melhores condi&ccedil;&otilde;es    de trabalho, a capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais &eacute; de &iacute;mpar    relev&acirc;ncia para o aprendizado e aperfei&ccedil;oamento das rela&ccedil;&otilde;es    sociais pr&oacute;prias do cotidiano dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, Epidemiologia    e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de em decorr&ecirc;ncia da necessidade de trabalhar    em grupo e/ou melhorar o contato com o usu&aacute;rio no atendimento individual.<sup>2,14</sup>    Ressalta-se a import&acirc;ncia do trabalho em equipe e seu incentivo ao aprimoramento    individual em habilidades m&uacute;ltiplas, &agrave; vis&atilde;o interdisciplinar    e interdependente das tarefas segundo um consenso estrat&eacute;gico de objetivos    e, por conseguinte, &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o funcional no desenvolvimento    do potencial criativo e de agrega&ccedil;&atilde;o dos valores existentes e    reconhecidos no servi&ccedil;o.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As caracter&iacute;sticas pessoais, humanas    e interdisciplinares de forma&ccedil;&atilde;o dos profissionais que atuam na    &aacute;rea da Sa&uacute;de s&atilde;o importantes de se considerar, para se    obter uma informa&ccedil;&atilde;o mais ampla e melhor sobre a sa&uacute;de    da comunidade.<sup>15</sup> Faz-se necess&aacute;rio, portanto, um conhecimento    do perfil desses profissionais integrantes do corpo de recursos humanos dos    servi&ccedil;os. A elabora&ccedil;&atilde;o e a ado&ccedil;&atilde;o de medidas    &#8211; quando necess&aacute;rias &#8211; de refor&ccedil;o dessa qualifica&ccedil;&atilde;o    possibilitam, conseq&uuml;entemente, melhor desempenho das atividades sanit&aacute;rias    e aten&ccedil;&atilde;o mais adequada e condizente com as reais necessidades    da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo tem o objetivo central de    caracterizar o perfil dos profissionais que integram as equipes de sa&uacute;de    da fam&iacute;lia (ESF) e as condi&ccedil;&otilde;es definidoras e norteadoras    de suas pr&aacute;ticas sanit&aacute;rias, tendo por refer&ecirc;ncia a a&ccedil;&atilde;o    do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia no Munic&iacute;pio de Teixeiras,    Estado de Minas Gerais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de um estudo de abordagem qualiquantitativa    que utiliza, como instrumento de coleta de informa&ccedil;&atilde;o, um question&aacute;rio    semi-estruturado aplicado em entrevistas individuais com todos os profissionais    componentes das ESF do Munic&iacute;pio de Teixeiras-MG (n=28). Teixeiras possui    &aacute;rea territorial de 167km<sup>2</sup>, densidade demogr&aacute;fica de    66,8 habitantes/km<sup>2</sup> e encontra-se a 648m de altitude; pertence &agrave; microrregi&atilde;o    de Vi&ccedil;osa e &agrave; mesorregi&atilde;o da Zona da Mata mineira.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo o censo demogr&aacute;fico realizado    pela Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica    (IBGE) no ano 2000, o Munic&iacute;pio conta com uma popula&ccedil;&atilde;o    total de 11.149 habitantes, 6.949 residentes na zona urbana (62,33%) e 4.200    (37,67%) na zona rural, que cresce a uma taxa m&eacute;dia anual de 1,23%.<sup>16</sup>    O ano de refer&ecirc;ncia da implanta&ccedil;&atilde;o do PSF na localidade    foi 1997, com a primeira ESF destinada, inicialmente, a cobrir 38% dos domic&iacute;lios    com predomin&acirc;ncia urbana (apenas uma micro&aacute;rea est&aacute; situada    na zona rural), distribu&iacute;dos em cinco micro&aacute;reas. Em setembro    de 1998, incorporou-se uma segunda ESF, predominantemente de cobertura rural.    Ent&atilde;o, o PSF local passou a atender a 1.759 domic&iacute;lios, ou seja,    65% da popula&ccedil;&atilde;o; e em outubro de 1999, com a implanta&ccedil;&atilde;o    da terceira ESF, expandiu-se para 3.160 domic&iacute;lios e um alcance de 114%    da popula&ccedil;&atilde;o, com a inclus&atilde;o de algumas &aacute;reas externas    aos limites municipais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atualmente, a Unidade de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia    (USF) de Teixeiras cobre 100% da popula&ccedil;&atilde;o, gra&ccedil;as &agrave;    atua&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s ESF que funcionam em uma unidade b&aacute;sica    de sa&uacute;de do Munic&iacute;pio. Em sua composi&ccedil;&atilde;o, essas    equipes disp&otilde;em do seguinte perfil interdisciplinar profissional: m&eacute;dico;    enfermeiro; auxiliar/t&eacute;cnico de enfermagem; e agentes comunit&aacute;rios    de sa&uacute;de (ACS). Esses profissionais, proporcionalmente e em termos quantitativos,    distribuem-se da seguinte forma: 64,3% (n=18) ACS; 14,3% (n=4) m&eacute;dicos;    10,7% (n=3) enfermeiros; e 10,7% (n=3) auxiliares/t&eacute;cnicos de enfermagem.    Em uma das equipes, houve substitui&ccedil;&atilde;o do m&eacute;dico, o qual    tamb&eacute;m foi entrevistado. Todos os profissionais (n=28) aceitaram colaborar    com a pesquisa e responder ao question&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados foram coletados na pr&oacute;pria USF,    entre novembro e dezembro de 2003, por entrevistadores devidamente treinados.    De acordo com os objetivos do estudo, determinaram-se as seguintes vari&aacute;veis    de an&aacute;lise: cobertura do atendimento; caracter&iacute;sticas dos profissionais;    forma de contrata&ccedil;&atilde;o; jornada de trabalho; escolaridade e forma&ccedil;&atilde;o    profissional; treinamento/cursos de capacita&ccedil;&atilde;o para atuar no    PSF; remunera&ccedil;&atilde;o; atividades realizadas; dificuldades enfrentadas;    e relacionamento entre profissionais e com a comunidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise dos dados contemplou uma abordagem    quantitativa mediante verifica&ccedil;&atilde;o de freq&uuml;&ecirc;ncia simples    e valor absoluto, pela aplica&ccedil;&atilde;o do <i>software</i> Epi Info.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O projeto de pesquisa foi submetido a an&aacute;lise    e aprova&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o de &Eacute;tica em Pesquisa da    Universidade Federal de Vi&ccedil;osa (UFV). Os participantes do estudo foram    orientados sobre os objetivos e procedimentos da pesquisa e assinaram Termo    de Consentimento Livre e Esclarecido.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Cobertura do atendimento</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Munic&iacute;pio de Teixeiras conta com tr&ecirc;s    ESF, respons&aacute;veis pela cobertura de 100% de sua popula&ccedil;&atilde;o.    Para a primeira ESF, est&atilde;o referenciados 47% da popula&ccedil;&atilde;o,    todos da zona urbana; a segunda equipe tem uma cobertura de 39% da popula&ccedil;&atilde;o,    todos moradores de sua zona rural; e a terceira equipe atende aos 14% da popula&ccedil;&atilde;o    restante, urbana e rural, ademais de moradores de zona fronteiri&ccedil;a ao    Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caracter&iacute;sticas dos profissionais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em Teixeiras, cada uma das tr&ecirc;s equipes    do PSF &eacute; composta por um m&eacute;dico, um enfermeiro, um auxiliar de    enfermagem e seis ACS, em conformidade com as diretrizes preconizadas pelo Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A faixa et&aacute;ria dos profissionais preponderante    &eacute; de 20 a 30 anos (42,9%); a idade dos entrevistados oscila entre 19    e 57 anos e sua mediana correspondente &eacute; de 28 anos. Predomina o sexo    feminino (57%) entre os profissionais dessas equipes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Forma de contrata&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#tab1">A Tabela 1</a> apresenta um    dado interessante sobre a forma de contrata&ccedil;&atilde;o dos profissionais    no PSF: se grande parte dos ACS e dos auxiliares de enfermagem foi contratada    em fun&ccedil;&atilde;o de concurso p&uacute;blico, todos os enfermeiros e a    maioria dos m&eacute;dicos foram contratados por outros meios, como, por exemplo,    convite ou simples ocupa&ccedil;&atilde;o de vaga dispon&iacute;vel.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n3/3a02t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Jornada de trabalho</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere &agrave; jornada de trabalho    dos profissionais no PSF, todos os ACS e auxiliares de enfermagem cumpriam oito    horas di&aacute;rias, enquanto entre os m&eacute;dicos e enfermeiros, apenas    50% de cada categoria cumpria tal carga hor&aacute;ria &#8211; os demais 50%    trabalhavam seis horas por dia. O tempo de perman&ecirc;ncia dos profissionais    nesses servi&ccedil;os, desde a contrata&ccedil;&atilde;o, &eacute; de 24 meses,    em m&eacute;dia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; disponibilidade    de dedica&ccedil;&atilde;o exclusiva ao PSF, observa-se que 32,1% de seus profissionais    trabalham em outros locais, ou seja, acumulam atividades profissionais (100%    dos m&eacute;dicos, 67% dos enfermeiros e 17% dos ACS).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto a outros v&iacute;nculos de trabalho,    11% dos profissionais trabalham seis horas/dia e o percentual restante (89%)    dedica entre duas e quatro horas/dia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Escolaridade e forma&ccedil;&atilde;o profissional</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sobre o n&iacute;vel de escolaridade dos profissionais    das ESF, conforme demonstra a <a href="#fig1">Figura 1</a>, a maioria dos ACS    (56%) tem segundo grau completo; destes, 22% apresentam forma&ccedil;&atilde;o    t&eacute;cnica. Todos os auxiliares de enfermagem s&atilde;o de n&iacute;vel    t&eacute;cnico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de    algum tipo de especializa&ccedil;&atilde;o, resid&ecirc;ncia ou outra p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o,    75% dos m&eacute;dicos t&ecirc;m alguma especialidade &#8211; um ortopedista    e doutor na &aacute;rea de concentra&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de P&uacute;blica,    uma dermatologista e uma especialista em Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, Nutri&ccedil;&atilde;o    Materno-Infantil e Acupuntura. A resid&ecirc;ncia foi realizada por 50% dos    m&eacute;dicos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; forma&ccedil;&atilde;o dos enfermeiros,    33,3% t&ecirc;m especializa&ccedil;&atilde;o em Administra&ccedil;&atilde;o    em Servi&ccedil;o de Sa&uacute;de, 33,3% cursam especializa&ccedil;&atilde;o    em Nutri&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de na &aacute;rea de concentra&ccedil;&atilde;o    em Sa&uacute;de P&uacute;blica e os demais 33,3% levam o t&iacute;tulo de T&eacute;cnico    em Seguran&ccedil;a do Trabalho.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n3/3a02f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Treinamento/    <br>   cursos de capacita&ccedil;&atilde;o para atuar no PSF</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os profissionais de n&iacute;vel superior (m&eacute;dicos    e enfermeiros) n&atilde;o receberam qualquer tipo de treinamento ou capacita&ccedil;&atilde;o.    J&aacute; os ACS e os auxiliares de enfermagem foram treinados no pr&oacute;prio    PSF: para 72% dos ACS, o treinamento realizou-se somente ap&oacute;s sua contrata&ccedil;&atilde;o,    para 11%, uma vez por ano, e para 17%, duas vezes por ano; entre os auxiliares    de enfermagem, somente 33% relataram submeter-se a treinamento com periodicidade    de duas vezes/ano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao tipo de treinamento, destacam-se as    orienta&ccedil;&otilde;es, que correspondem a 46,42% do treinamento recebido    e s&atilde;o realizadas na forma de acompanhamento de atividades desenvolvidas    pelos ACS, ora por m&eacute;dicos, ora por enfermeiros. <i>Videotapes</i> foram    a segunda forma de treinamento mais freq&uuml;ente, adotada tanto para os ACS    como para os auxiliares de enfermagem. Esporadicamente, utiliza-se de palestras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Remunera&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o ao grau de satisfa&ccedil;&atilde;o    com a remunera&ccedil;&atilde;o recebida pelo trabalho prestado, tem-se que:    43% dos entrevistados a consideraram razo&aacute;vel; 32,1%, baixa; 17,9%, muito    baixa e apenas 7,1% consideram sua remunera&ccedil;&atilde;o boa. A <a href="#fig2">Figura    2</a> mostra o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o com a remunera&ccedil;&atilde;o    por categoria profissional.</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n3/3a02f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Atividades realizadas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#fig3">Figura 3</a>, onde s&atilde;o    descritas as principais atividades realizadas pelos profissionais do PSF, destacam-se    as visitas domiciliares, o trabalho com grupos especiais (gestantes, hipertensos    e diab&eacute;ticos), palestras e as atividades j&aacute; previstas para esses    profissionais.<sup>19</sup></font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n3/3a02f3.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Dificuldades enfrentadas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As principais dificuldades enfrentadas para    a realiza&ccedil;&atilde;o do trabalho no PSF est&atilde;o descritas nas <a href="#tab2e3">tabelas    2 e 3</a>, a partir da &oacute;ptica dos profissionais e segundo as &aacute;reas    de desenvolvimento das atividades: urbana; rural; e urbano-rural.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n3/3a02t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n3/3a02t3.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao se analisarem as dificuldades, categorizadas    por servi&ccedil;o, atendimento domiciliar e ao usu&aacute;rio, observou-se    que a falta de transporte foi a mais citada pelos profissionais, tanto em rela&ccedil;&atilde;o    ao servi&ccedil;o (60,71%) quanto ao atendimento domiciliar (61%) &#8211;, haja    vista que mais de 39% dos domic&iacute;lios se encontram na zona rural e compreendem    todas as fam&iacute;lias atendidas pela segunda ESF mais aquelas &#8211; de    zona rural &#8211; atendidas pela terceira equipe. As tr&ecirc;s equipes disp&otilde;em    apenas de um ve&iacute;culo automotor, o que inviabiliza a adequada realiza&ccedil;&atilde;o    das atividades di&aacute;rias que requerem a utiliza&ccedil;&atilde;o desse    meio de transporte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A falta de material (50%) para a realiza&ccedil;&atilde;o    do trabalho foi uma importante dificuldade citada pelos atores entrevistados,    especialmente quanto &agrave; car&ecirc;ncia de medicamentos, curativos e at&eacute;    material de expediente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A resist&ecirc;ncia &agrave; assist&ecirc;ncia    por parte dos usu&aacute;rios (36%), entretanto, destacou-se como a principal    dificuldade enfrentada pelos profissionais, rejei&ccedil;&atilde;o essa atribu&iacute;da,    predominantemente, a quest&otilde;es de ordem pol&iacute;tico-partid&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Relacionamentos entre    <br>   profissionais e com a comunidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O relacionamento dos profissionais foi objeto    de avalia&ccedil;&atilde;o, igualmente, focado em tr&ecirc;s aspectos fundamentais:    a rela&ccedil;&atilde;o entre profissionais da mesma equipe, entre profissionais    de equipes diferentes e entre profissionais e comunidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao se perguntar sobre a rela&ccedil;&atilde;o    entre profissionais da mesma equipe, 71,0% a classificaram como boa, 17,85%    destacaram a exist&ecirc;ncia de coopera&ccedil;&atilde;o entre profissionais,    7,14% revelaram a forma&ccedil;&atilde;o de subgrupos por diferen&ccedil;as    e 3,57% afirmaram que o relacionamento &eacute; pautado por um car&aacute;ter    indiferente. A respeito da rela&ccedil;&atilde;o entre profissionais de equipes    distintas, apresentada na <a href="#Fig%204">Figura 4</a>, revela-se que 67,85%    dos profissionais classificam-na como boa ou cooperativa &#8211; 50% e 17,85%,    respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"></font><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n3/3a02f4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Finalmente, a rela&ccedil;&atilde;o dos profissionais    com a comunidade, segundo 71,4% dos entrevistados, &eacute; boa, 25% consideram    que &eacute; muito boa e apenas 3,6% relatam-na como indiferente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O pensar e o fazer sa&uacute;de requerem uma    nova l&oacute;gica e organiza&ccedil;&atilde;o de trabalho, demandam o desenvolvimento    de um processo educacional que possibilite aos gestores e trabalhadores do SUS,    no territ&oacute;rio das ESF e do sistema municipal de sa&uacute;de como um    todo, o aprendizado de outros conhecimentos, saberes e formas de atua&ccedil;&atilde;o.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No sentido funcional, as equipes constitu&iacute;das    disp&otilde;em, para pessoas de diferentes &aacute;reas, de troca de informa&ccedil;&otilde;es,    desenvolvimento de novas id&eacute;ias e resolu&ccedil;&atilde;o de problemas.<sup>11</sup>    A rela&ccedil;&atilde;o de trabalho no PSF baseia-se na interdisciplinaridade,    n&atilde;o mais na multidisciplinaridade ou na atividade isolada, requer uma    nova abordagem, questionadora das certezas profissionais, estimulante na comunica&ccedil;&atilde;o    horizontal e permanente, entre os componentes da equipe.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados deste estudo apontam para a exist&ecirc;ncia    de problemas na rela&ccedil;&atilde;o interna e entre equipes de sa&uacute;de    da fam&iacute;lia, ainda que em propor&ccedil;&otilde;es n&atilde;o muito altas    (29% deles consideram indiferente a rela&ccedil;&atilde;o entre as equipes;    e 7,14% consideram a exist&ecirc;ncia de subgrupos dentro de uma mesma equipe).    Estudos <sup>22</sup> demonstram que o trabalho dos profissionais envolvidos    nas ESF mant&eacute;m as caracter&iacute;sticas de compartimentaliza&ccedil;&atilde;o,    sem um planejamento coletivo que adapte as atividades &agrave;s necessidades    da popula&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea de abrang&ecirc;ncia. Por outro lado,    relatos <sup>23</sup> sobre o relacionamento interno da equipe de sa&uacute;de    revelam a inexist&ecirc;ncia de responsabilidade coletiva pelos resultados do    trabalho, o que acarreta descontinuidade entre as a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas    de cada profissional. A aus&ecirc;ncia de integra&ccedil;&atilde;o gerencial    de habilidades e talentos individuais em uma compet&ecirc;ncia coletiva produz    servi&ccedil;os menos eficientes e de menor efetividade.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No que se refere &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o    dos profissionais com o sal&aacute;rio, o fato de 50% dos entrevistados estarem    insatisfeitos com sua remunera&ccedil;&atilde;o &#8211; 67% dos m&eacute;dicos,    enfermeiros e auxiliares de enfermagem &#8211; pode estar associado &agrave;s    formas de contrato de trabalho, por outras vias que n&atilde;o a de concurso    p&uacute;blico, e &agrave; acumula&ccedil;&atilde;o de mais de um v&iacute;nculo    de trabalho (32,1% dos profissionais acumulam mais de um emprego). S&atilde;o    raz&otilde;es que induzem os profissionais a n&atilde;o considerarem o trabalho    no PSF como atividade principal. Outra poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o    para essa situa&ccedil;&atilde;o, encontrada na literatura,<sup>24</sup> est&aacute;    na acumula&ccedil;&atilde;o flex&iacute;vel de capital decorrente da maleabilidade    dos processos e mercados de trabalho, a qual parece resultar, entre outros,    nos n&iacute;veis relativamente altos de desemprego estrutural, na r&aacute;pida    destrui&ccedil;&atilde;o e reconstru&ccedil;&atilde;o de habilidades e ganhos    modestos &#8211; quando os h&aacute; &#8211; de sal&aacute;rios reais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tipo de contrato citado pelos componentes das    equipes, tempor&aacute;rio (assinado a cada seis meses), dificulta o estabelecimento    de v&iacute;nculo do profissional com o servi&ccedil;o e a popula&ccedil;&atilde;o    atendida,<sup>25</sup> caracter&iacute;stica indissoci&aacute;vel do trabalho    no PSF. Ademais, a facilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica na    concess&atilde;o desses cargos, permitida por essa forma de contrato, pode confirmar,    de certa forma, uma tradi&ccedil;&atilde;o de barganha pol&iacute;tico partid&aacute;ria    bastante reconhecida em Munic&iacute;pios de pequeno porte. Cabe aos gestores    sanit&aacute;rios implementar pol&iacute;ticas que assegurem os trabalhadores    da sa&uacute;de no PSF e conduzam &agrave; t&atilde;o esperada supera&ccedil;&atilde;o    da alta rotatividade desses profissionais e &agrave; dirimi&ccedil;&atilde;o    de seu medo e da popula&ccedil;&atilde;o por repres&aacute;lias de fundo; &quot;politiqueiro&quot;;.<sup>25</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A consolida&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de deve, entre outras prioridades, alocar seus recursos financeiros    de acordo com a realidade dos problemas e necessidades de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.<sup>13</sup>    A escassez desses recursos, entretanto, conduz &agrave; inevitabilidade da racionaliza&ccedil;&atilde;o    de custos.<sup>26</sup> A literatura aponta algumas estrat&eacute;gias poss&iacute;veis    nesse sentido, como redu&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a de trabalho, especialmente    da for&ccedil;a de trabalho qualificada, redu&ccedil;&atilde;o de sal&aacute;rios    e precariza&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de trabalho; in&uacute;meros    s&atilde;o os estudos que apontam para a presen&ccedil;a dessas quest&otilde;es    no &acirc;mbito do PSF.<sup>27</sup> Neste estudo, destacam-se as conseq&uuml;&ecirc;ncias    de uma racionaliza&ccedil;&atilde;o de custos entre as principais dificuldades    enfrentadas pelos profissionais das ESF para a realiza&ccedil;&atilde;o de seu    trabalho, como a falta de transporte e de material, a precariedade da infra-estrutura    da USF e a escassez de recursos financeiros.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudo realizado com ex-alunos do Curso de Especializa&ccedil;&atilde;o    em Sa&uacute;de P&uacute;blica do Departamento de Medicina Preventiva e Social,    da Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas da Universidade Estadual de Campinas    (Unicamp),<sup>28</sup> constatou que os principais obst&aacute;culos enfrentados    pelos rec&eacute;m-formados, ao ingressarem no sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de,    s&atilde;o: infra-estrutura inadequada e ineficiente &#8211; transporte, medicamentos,    equipamentos, exames e espa&ccedil;o f&iacute;sico &#8211;; inexist&ecirc;ncia    de planejamento ou planejamento ineficaz &#8211; por falta de coopera&ccedil;&atilde;o    e interc&acirc;mbio de conhecimento e experi&ecirc;ncia entre as equipes &#8211;;    reuni&otilde;es improdutivas; baixa resolubilidade; e excesso de demanda para    a oferta dispon&iacute;vel. Essas quest&otilde;es coincidem com as observa&ccedil;&otilde;es    deste relato e s&atilde;o a demonstra&ccedil;&atilde;o clara de que n&atilde;o    se trata de problemas isolados e sim de aspectos gerais importantes no cen&aacute;rio    da Sa&uacute;de P&uacute;blica brasileira, pendentes de solu&ccedil;&atilde;o    e que devem, portanto, ser objeto de estrat&eacute;gias e programas governamentais    de maior amplitude.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Constatou-se, tamb&eacute;m, que apenas os ACS    e os auxiliares de enfermagem receberam treinamento para atuar no PSF, introdut&oacute;rio    e informativo, principalmente com a utiliza&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deos.    Mais do que a simples orienta&ccedil;&atilde;o inicial, &eacute; mister, para    atualiza&ccedil;&atilde;o de profissionais origin&aacute;rios de forma&ccedil;&atilde;o    espec&iacute;fica,<sup>29</sup> um processo de educa&ccedil;&atilde;o continuada    (treinamento em servi&ccedil;o), sistematizado, capaz de corrigir e/ou aprimorar    habilidades. A educa&ccedil;&atilde;o permanente deve se iniciar desde o treinamento    introdut&oacute;rio da equipe, por todos os meios pedag&oacute;gicos e de comunica&ccedil;&atilde;o    dispon&iacute;veis e de acordo com as realidades de cada contexto.<sup>19</sup>    A alternativa metodol&oacute;gica orientadora das pol&iacute;ticas de educa&ccedil;&atilde;o    permanente parte do pressuposto de que esse processo deva ser &quot;recortado&quot;;,    a partir da realidade das pr&aacute;ticas concretas de sa&uacute;de, seus determinantes    e limitantes, no sentido de buscar intera&ccedil;&atilde;o com as exig&ecirc;ncias    do trabalho.<sup>30</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o do Programa    Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, o papel do agente comunit&aacute;rio de sa&uacute;de    foi ampliado, mais al&eacute;m do foco da aten&ccedil;&atilde;o materno-infantil,    para a fam&iacute;lia e a comunidade, a servir de elo entre a comunidade e o    sistema de sa&uacute;de. Esse novo papel exige novas compet&ecirc;ncias no campo    pol&iacute;tico e social e requer do ACS, ator fundamental do PSF, grau de escolaridade    mais elevado, complexo e abrangente.<sup>31</sup> Os ACS entrevistados contam    com um bom n&iacute;vel de escolaridade &#8211; 55,55% referiram segundo grau    completo &#8211;, ainda que 5,55% n&atilde;o hajam completado o ensino fundamental    sequer.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados aqui apresentados corroboram pesquisas    anteriores quanto &agrave; constata&ccedil;&atilde;o das mudan&ccedil;as ocorridas    ao longo da &uacute;ltima d&eacute;cada e sua import&acirc;ncia a ser considerada,    quando da defini&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas relacionadas com o trabalho,    a educa&ccedil;&atilde;o e as finan&ccedil;as p&uacute;blicas. Os atuais problemas    dos profissionais e gestores sanit&aacute;rios e seus novos desafios a enfrentar    confirmam a necessidade de forma&ccedil;&atilde;o de trabalhadores com n&iacute;veis    mais elevados de educa&ccedil;&atilde;o geral e de qualifica&ccedil;&atilde;o    profissional, mais capacitados a atuar em sa&uacute;de coletiva e comunit&aacute;ria.<sup>5,6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma transforma&ccedil;&atilde;o progressiva    desse cen&aacute;rio &#8211; de que &eacute; exemplo o objeto do estudo destes    autores, o Munic&iacute;pio de Teixeiras-MG &#8211;, para cumprir as diretrizes    e objetivos das ESF e, assim, minimizar os obst&aacute;culos encontrados na    pr&aacute;tica cotidiana dos profissionais da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica,    configurar-se-&aacute; em realidade quando efetivadas as atuais diretrizes preconizadas    pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, de valoriza&ccedil;&atilde;o da forma&ccedil;&atilde;o    dos profissionais da &aacute;rea. Componente fundamental para o processo de    reajuste da for&ccedil;a de trabalho, o aprimoramento desses recursos humanos    contribuir&aacute;, decisivamente, para a efetiva&ccedil;&atilde;o da pol&iacute;tica    nacional de sa&uacute;de.<sup>1</sup> A implementa&ccedil;&atilde;o de uma estrat&eacute;gia    de valoriza&ccedil;&atilde;o da qualifica&ccedil;&atilde;o do profissional das    ESF deve ter por objetivo promover a autonomia intelectual dos trabalhadores,    seu dom&iacute;nio do conhecimento t&eacute;cnico-cient&iacute;fico e capacidade    de planejamento, gerenciamento de seu tempo e espa&ccedil;o de a&ccedil;&atilde;o,    exerc&iacute;cio da criatividade, trabalho em equipe, intera&ccedil;&atilde;o    com os usu&aacute;rios dos servi&ccedil;os, consci&ecirc;ncia da qualidade e    das implica&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas e maior humaniza&ccedil;&atilde;o    das atividades de aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria pelo SUS.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A qualifica&ccedil;&atilde;o/capacita&ccedil;&atilde;o    do profissional de sa&uacute;de, certamente, &eacute; um dos caminhos, e, n&atilde;o    menos importante, um dos desafios a afrontar para que se alcance maior qualidade    dos servi&ccedil;os de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de. Outras medidas    s&atilde;o imprescind&iacute;veis, entre elas o aumento salarial, novas formas    de contratos de trabalho que garantam maior estabilidade e fortale&ccedil;am    o v&iacute;nculo empregat&iacute;cio, al&eacute;m da melhoria das condi&ccedil;&otilde;es    de trabalho e de infra-estrutura dos relevantes servi&ccedil;os de responsabilidade    social prestados pelos profissionais do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo foi realizado gra&ccedil;as &agrave;    efetiva colabora&ccedil;&atilde;o e apoio dos profissionais das equipes de sa&uacute;de    da fam&iacute;lia do Munic&iacute;pio de Teixeiras-MG. Estes autores agradecem,    especialmente, aos agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de locais, &agrave;    enfermeira Claudete Costa Lima e ao m&eacute;dico coordenador do PSF, Dr. Jos&eacute;    Sette Cotta Filho, pela dedica&ccedil;&atilde;o e interesse, sem os quais este    trabalho n&atilde;o seria poss&iacute;vel.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio    da Educa&ccedil;&atilde;o. Referencial curricular para curso t&eacute;cnico    de Agente Comunit&aacute;rio de Sa&uacute;de. &Aacute;rea profissional sa&uacute;de.    Bras&iacute;lia: MS/MEC; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. L'Abbate S. Educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de:    uma nova abordagem. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1994;4:481-490.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Gattinara BC, Ibacache J, Puente CT, Giaconi    J, Caprara A. Community Perception on the Quality of Public Health Services    Delivery in the Norte and Ichilo Districts of Bolivia. Cadernos de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 1995;3:425-438.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Cotta RMM, Muniz JN, Mendes FF, Cotta Filho    JS. A Crise do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de e a fuga para o mercado.    Revista Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva 1998;1:94-105.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da    Sa&uacute;de. Avalia&ccedil;&atilde;o de tend&ecirc;ncias e prioridades sobre    recursos humanos de sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: Opas; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Cotta RMM, Pereira RJ, Maia TM, Marques ES,    Franceschini SCC. Aprehensi&oacute;n y conocimiento de las directrices    del Sistema &Uacute;nico de Salud (SUS): un reto en la consolidaci&oacute;n    de la pol&iacute;tica de salud brasile&ntilde;a. Rev. Agathos &#8211; Atenci&oacute;n    Sociosanitaria y Bienestar 2004;3:16-23.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Franco T, Merhy E. PSF: contradi&ccedil;&otilde;es    e novos desafios. Tribuna Livre [monografia na Internet]. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. &#91;acessado 2004 nov. 29&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.datasus.gov.br/cns/temas/Tribu-buna/PSFTito.html" target="_blank">http://www.datasus.gov.br/cns/temas/Tribu-buna/PSFTito.html</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Cadernos    RH Sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: MS; 1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Programa    Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia. Bras&iacute;lia: MS; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Valla V. Educa&ccedil;&atilde;o popular,    sa&uacute;de comunit&aacute;ria e apoio social numa conjuntura de globaliza&ccedil;&atilde;o.    Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1999;2:7-14.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana    da Sa&uacute;de. Desempenho em equipes de sa&uacute;de &#8211; manual. 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Bras&iacute;lia:    MS; 2004. parte 2. p. 60.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de    S&atilde;o Paulo. Responsabilidades da rede de apoio &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o    do PSF. S&atilde;o Paulo: Prefeitura Municipal de S&atilde;o Paulo; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana    da Sa&uacute;de. Projeto de Desenvolvimento de Sistemas e Servi&ccedil;os de    Sa&uacute;de: experi&ecirc;ncias e desafios da aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica    e sa&uacute;de familiar: caso Brasil. Bras&iacute;lia: Opas; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Pol&iacute;ticas de Sa&uacute;de. Departamento de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica.    A Implanta&ccedil;&atilde;o da Unidade B&aacute;sica de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia.    Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Fertomani HP. O Desafio de construir um novo    modelo assistencial em sa&uacute;de: reflex&otilde;es de trabalhadores do PSF    de uma unidade de sa&uacute;de de Maring&aacute;-PR [projeto de qualifica&ccedil;&atilde;o    de disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado]. Florian&oacute;polis (SC): Universidade    Federal de Santa Catarina; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Pedrosa JIS, Teles JBM. Consenso e diferen&ccedil;as    em equipes do Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia. Revista de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 2001;3:303-311.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Harvey D. Condi&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-moderna.    S&atilde;o Paulo: Edi&ccedil;&otilde;es Loyola; 1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">25. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana    da Sa&uacute;de. Informe sobre a reuni&atilde;o de trabalho Discuss&atilde;o    sobre o marco referencial e conceitual da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica    e Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia no Brasil. Projeto de Desenvolvimento de Sistemas    e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: Opas; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">26. Offe C. Trabalho e sociedade. Rio de Janeiro:    Tempo Brasileiro; 1991.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">27. Ribeiro EM, Pires D, Blank VLG. A Teoriza&ccedil;&atilde;o    sobre processo de trabalho em sa&uacute;de como instrumental para an&aacute;lise    do trabalho no Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia. Cadernos de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 2004;2:438-446.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">28. L'Abbate S. Educa&ccedil;&atilde;o e servi&ccedil;os    de sa&uacute;de: avaliando a capacita&ccedil;&atilde;o dos profissionais. Cadernos    de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1999;2:15-27.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">29. Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia e    Assist&ecirc;ncia Social. Instituto Nacional de Assist&ecirc;ncia M&eacute;dica    da Previd&ecirc;ncia Social. Programa de forma&ccedil;&atilde;o de pessoal de    n&iacute;vel m&eacute;dio. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia    e Assist&ecirc;ncia Social.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">30. Oficina Regional da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de. Processo Educativo nos Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de.    Bras&iacute;lia:Opas; 1991. S&eacute;rie Desenvolvimento de Recursos Humanos    n<sup>o</sup>1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 31. Tomaz JBC. O Agente Comunit&aacute;rio de    Sa&uacute;de n&atilde;o deve ser um ;&quot;super-her&oacute;i&quot;. Comunica&ccedil;&atilde;o,    Sa&uacute;de, Educa&ccedil;&atilde;o 2002;10:75-94</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v15n3/seta.gif" border="0"></a>    <font size="2" face="Verdana"><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Departamento de Nutri&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de,    <br>   Universidade Federal de Vi&ccedil;osa,    <br>   Avenida PH Rolfs, S/N, Campus Universit&aacute;rio,    <br>   Vi&ccedil;osa-MG.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   CEP: 36570-000    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:rmmitre@ufv.br">rmmitre@ufv.br</a></font></p>      ]]></body><back>
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