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<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Hábitos de higiene bucal e uso de serviços odontológicos por adolescentes e adultos do Município de Canoas, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Oral hygiene habits and use of dental services by adolescents and adults in the Municipality of Canoas, Rio Grande do Sul State, Brazil]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Sul Faculdade de Odontologia Departamento de Odontologia Preventiva e Social e Pós-Graduação em Odontologia]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The study aimed an investigation of oral hygiene methods and use of dental services by adolescents and adults in the Municipality of Canoas, Rio Grande do Sul State, Brazil. This population-based, cross-sectional study found an average of tooth brushing three times a day. More than a half of the sample revealed no use of dental floss. &#8220;After lunch&#8221; was the moment of the day most chosen for teeth cleaning. Oral hygiene was more frequently performed by women, young adults, and people with higher number of school years. The almost totality of the sample had visited the dentist at least once in their life. The most frequent reason was oral health follow-up. The great majority of the people self-reported use of private dental services. Frequency of tooth brush was high, however use of dental floss was restricted. Public service contributed to a very low percentage of dental service&#8217;s provision, a situation that implies deeper analysis about the barriers to access to dental assistance.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>H&aacute;bitos de higiene bucal e uso de servi&ccedil;os    odontol&oacute;gicos por adolescentes e adultos do Munic&iacute;pio de Canoas,    Estado do Rio Grande do Sul, Brasil<a href="#nota"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Oral hygiene habits and use of dental services    by adolescents and adults in the Municipality of Canoas, Rio Grande do Sul State,    Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Isabel Cristina Lisb&ocirc;a<sup>I</sup>; Cla&iacute;des    Abegg<sup>I</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Departamento de Odontologia Preventiva e Social    e P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Odontologia, Faculdade de Odontologia,    Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre-RS</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo do presente trabalho foi investigar    os h&aacute;bitos de higiene bucal e uso dos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos    por adolescentes e adultos do Munic&iacute;pio de Canoas, Estado do Rio Grande    do Sul, Brasil. Realizou-se um estudo descritivo transversal de base populacional    que constatou uma m&eacute;dia de freq&uuml;&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o    de tr&ecirc;s vezes ao dia. Mais da metade da amostra revelou n&atilde;o usar    o fio dental. &#8220;Depois do almo&ccedil;o&#8221; foi o momento de elei&ccedil;&atilde;o    para a limpeza dos dentes. A higiene foi mais freq&uuml;ente entre mulheres,    adultos jovens e sujeitos com maior escolaridade. A quase totalidade da amostra    visitou o dentista pelo menos uma vez na vida. O motivo mais freq&uuml;ente    foi revis&atilde;o da sa&uacute;de bucal. A maioria das pessoas fazia uso dos    servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos privados. A freq&uuml;&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o    foi alta mas o uso do fio dental mostrou-se reduzido. O servi&ccedil;o p&uacute;blico    contribuiu de forma restrita na presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos,    situa&ccedil;&atilde;o que implica necessidade de an&aacute;lise das barreiras    de acesso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> h&aacute;bitos de higiene    bucal; uso de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos; servi&ccedil;o p&uacute;blico.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The study aimed an investigation of oral hygiene    methods and use of dental services by adolescents and adults in the Municipality    of Canoas, Rio Grande do Sul State, Brazil. This population-based, cross-sectional    study found an average of tooth brushing three times a day. More than a half    of the sample revealed no use of dental floss. &#8220;After lunch&#8221; was    the moment of the day most chosen for teeth cleaning. Oral hygiene was more    frequently performed by women, young adults, and people with higher number of    school years. The almost totality of the sample had visited the dentist at least    once in their life. The most frequent reason was oral health follow-up. The    great majority of the people self-reported use of private dental services. Frequency    of tooth brush was high, however use of dental floss was restricted. Public service    contributed to a very low percentage of dental service&#8217;s provision, a    situation that implies deeper analysis about the barriers to access to dental    assistance.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> oral hygiene habits; use of    dental services; public service.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora as duas doen&ccedil;as mais prevalentes    em odontologia, c&aacute;rie e doen&ccedil;as periodontais, sejam preven&iacute;veis    ou pass&iacute;veis de controle mediante procedimentos relativamente simples,    como a escova&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria, o controle da freq&uuml;&ecirc;ncia    do consumo de a&ccedil;&uacute;cares, o uso adequado do fl&uacute;or e visitas    peri&oacute;dicas ao dentista, o objetivo de uma melhor sa&uacute;de bucal n&atilde;o    &eacute; alcan&ccedil;ado em n&iacute;vel populacional. Uma das poss&iacute;veis    explica&ccedil;&otilde;es para a alta preval&ecirc;ncia e incid&ecirc;ncia dessas    patologias &eacute; sua associa&ccedil;&atilde;o a condi&ccedil;&otilde;es sociais,    econ&ocirc;micas, pol&iacute;ticas e educacionais e n&atilde;o apenas a fatores    determinantes biol&oacute;gicos que interagem na etiologia dessas doen&ccedil;as.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A escova&ccedil;&atilde;o dent&aacute;ria &eacute;    o meio mec&acirc;nico individual de mais ampla utiliza&ccedil;&atilde;o para    o controle da placa dental no mundo. O h&aacute;bito de escovar os dentes passou    a receber destaque especial nos &uacute;ltimos 20 anos, tamb&eacute;m por ser    um dos m&eacute;todos mais eficientes de se levar fl&uacute;or &agrave; boca,    tornando-se uma das formas mais eficazes de prevenir a c&aacute;rie dent&aacute;ria.<sup>2</sup>    Outro m&eacute;todo utilizado para limpar os dentes &eacute; o uso do fio dental,    instrumento melhor indicado para os espa&ccedil;os interdentais.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma boa higiene bucal &eacute; parte integrante    das pr&aacute;ticas de sa&uacute;de geral e um significativo elo de seu alcance    e estabelecimento.<sup>4</sup> Pessoas com estilos de vida mais saud&aacute;veis, mais    freq&uuml;entemente, escovam seus dentes e usam o fio dental. Para a popula&ccedil;&atilde;o    geral, h&aacute;bitos de higiene bucal est&atilde;o mais vinculados ao estilo    de vida e ao g&ecirc;nero (feminino), situando-se o n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico    em uma escala menor, por&eacute;m de maior influ&ecirc;ncia no h&aacute;bito    da visita ao dentista.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; busca por servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos    para aten&ccedil;&atilde;o bucal, pesquisa sobre as condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o brasileira &#8211; SB Brasil    2003 &#8211; revelou que 96,73% da amostra estudada foi ao dentista pelo menos    uma vez na vida, 3,27% nunca visitaram o dentista e 51,20% consultaram o servi&ccedil;o    p&uacute;blico &#8211; com um maior percentual entre jovens, que se reduz com    a idade &#8211;; e que cerca de 33,36% consultaram o setor privado e 10,89%    o setor privado suplementar, dos planos de sa&uacute;de.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, existem poucos estudos de base populacional    dedicados a investigar h&aacute;bitos de higiene bucal e utiliza&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos, particularmente na Regi&atilde;o Sul;    e, especificamente, na cidade onde foi realizado o presente estudo. De acordo    com Relat&oacute;rio SB Brasil, em uma amplia&ccedil;&atilde;o para a Regi&atilde;o    Metropolitana de Porto Alegre,<sup>7</sup> o Munic&iacute;pio de Canoas possui fl&uacute;or    na &aacute;gua de abastecimento e apresentou, para a faixa et&aacute;ria de    15 a 19 anos, CPOD de 4,08; e para as pessoas de 35 a 44 anos de idade, CPOD    de 15,51. Quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a periodontal,    entre as pessoas participantes de 15 a 19 anos, 46,80% dos sextantes apresentaram    sangramento; e 4,55%, bolsas de 4 a 5mm. Os indiv&iacute;duos de 35 a 44 anos    de idade apresentaram, dos sextantes examinados, 25,63% com sangramento, 8,06%    com bolsas de 4 a 5mm e 3,23% com bolsas de 6mm ou mais.<sup>7</sup> Do total de 72 estabelecimentos    de sa&uacute;de, 27 s&atilde;o p&uacute;blicos e 45 privados; e 32 &eacute;    o n&uacute;mero de estabelecimentos prestadores de servi&ccedil;os ao SUS.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com base nesses dados, realizou-se este estudo    com o prop&oacute;sito de conhecer os h&aacute;bitos de higiene bucal e utiliza&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal pela popula&ccedil;&atilde;o de adolescentes    e adultos do Munic&iacute;pio de Canoas, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pesquisa utilizou-se dos dados secund&aacute;rios    do estudo transversal de base populacional &#8220;H&aacute;bitos de Higiene    Bucal e Uso de Servi&ccedil;os Odontol&oacute;gicos: um estudo de base populacional    em Canoas, RS, Brasil&#8221;, cujo objetivo foi conhecer a situa&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o do Munic&iacute;pio de Canoas, situado    na Regi&atilde;o Metropolitana de Porto Alegre, capital do Estado do Rio Grande    do Sul, no per&iacute;odo de dezembro de 2002 a maio de 2003.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A amostra do projeto referido em ep&iacute;grafe    foi calculada para eventos com preval&ecirc;ncia de 10%, com uma precis&atilde;o    de 1,4%, intervalo de confian&ccedil;a (IC) de 95% e efeito de delineamento    de 2,0; e com um acr&eacute;scimo de 10% para poss&iacute;veis perdas, totalizando    2.627 indiv&iacute;duos. O presente estudo valeu-se dessa amostra, da qual foram    escolhidos os indiv&iacute;duos de 14 a 49 anos de idade, perfazendo um total    de 1.415 pessoas, 620 do sexo masculino e 795 do sexo feminino. Considerando-se    que os eventos investigados apresentam preval&ecirc;ncia entre 10% e 50%, intervalo    de confian&ccedil;a de 95% e margem de erro de 2,6%, o tamanho da amostra foi    considerado adequado aos objetivos desta pesquisa. Para a sele&ccedil;&atilde;o    dos indiv&iacute;duos componentes da amostra, foi utilizada a amostragem por    conglomerados. O Munic&iacute;pio de Canoas est&aacute; dividido em 391 setores    censit&aacute;rios (SC), dos quais foram sorteados, aleatoriamente, 40 SC. Esse    n&uacute;mero foi considerado conveniente, pois permitiu uma distribui&ccedil;&atilde;o    de domic&iacute;lios que contemplasse diferentes &aacute;reas do Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo incluiu todas as pessoas residentes    nos domic&iacute;lios dos SC sorteados, que aceitaram participar da pesquisa    e que se encontravam dentro da faixa et&aacute;ria de interesse. Foram previstas    e realizadas duas visitas aos domic&iacute;lios dos indiv&iacute;duos sorteados    para participar do estudo e que se encontravam ausentes no momento da primeira;    os indiv&iacute;duos ausentes ap&oacute;s uma terceira visita, tamb&eacute;m    prevista para esses casos, foram considerados perdas. Em raz&atilde;o dessas    perdas, a amostra restringiu-se a 78,9% do m&aacute;ximo fact&iacute;vel calculado    na previs&atilde;o. Desse modo, foram superestimadas as pessoas de 40 anos de    idade ou mais, de ambos os sexos; homens entre 20 e 39 anos, entretanto, foram    subestimados. Por se tratar de uma amostragem por conglomerados, o efeito do    delineamento foi considerado na an&aacute;lise pelo programa CSAMPLE, do Epi    Info 6.04b.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados foram coletados mediante entrevistas    domiciliares que se utilizaram de um question&aacute;rio semi-estruturado e    pr&eacute;-codificado. Foram investigadas vari&aacute;veis categ&oacute;ricas    sociodemogr&aacute;ficas, como: faixas et&aacute;rias (14 a 19 anos/20 a 39    anos/35 a 49 anos de idade); sexo (feminino/masculino); renda individual (sem    renda/de 0,1 sal&aacute;rio m&iacute;nimo (SM) at&eacute; dois SM/&gt;2 SM);    escolaridade em anos de estudo (de analfabetos at&eacute; 4 anos de estudo/de    5 a 8 anos de estudo/de 9 a 11 anos de estudo/de 12 ou mais anos de estudo).    Outro grupo de vari&aacute;veis reuniu as comportamentais, a saber: limpa os    dentes? (sim/n&atilde;o); com o que limpa? (escova de dentes/pasta dental/fio    dental); quantas vezes por dia escova? (1 vez ao dia/2 vezes ao dia/3 vezes    ao dia/4 vezes ao dia/mais de 4 vezes ao dia); quando limpa seus dentes? (antes    do caf&eacute; da manh&atilde;/depois do caf&eacute; da manh&atilde;/depois    do almo&ccedil;o/depois do jantar/antes de dormir/ap&oacute;s o lanche); j&aacute;    foi ao consult&oacute;rio do dentista? (sim/n&atilde;o); quando foi a &uacute;ltima    vez que foi ao dentista? (1 a 2 meses atr&aacute;s/3 a menos de 6 meses atr&aacute;s/6    meses a menos de 1 ano atr&aacute;s/1 a 3 anos atr&aacute;s/mais de 3 anos atr&aacute;s);    qual o principal motivo da consulta ao dentista? (dor de dente/acidente, queda    ou pancada na boca/dente cariado/sangramento das gengivas/revis&atilde;o ou    controle/para refazer tratamentos/outro, qual?); em qual servi&ccedil;o &eacute;    atendido com maior freq&uuml;&ecirc;ncia? (consult&oacute;rio particular/consult&oacute;rio    particular com conv&ecirc;nio/consult&oacute;rio do posto de sa&uacute;de/consult&oacute;rio    do sindicato/consult&oacute;rio da escola/outro, qual?); de quanto em quanto    tempo vai ao dentista? (de 6 em 6 meses/1 vez ao ano/a cada 2 anos/s&oacute;    vou ao dentista quando o dente d&oacute;i).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados foram analisados em sua rela&ccedil;&atilde;o    com vari&aacute;veis demogr&aacute;ficas e socioecon&ocirc;micas pelo aplicativo    SPSS &#8211; 10.0 for <i>Windows</i>. Realizou-se a an&aacute;lise univariada    e o teste de associa&ccedil;&atilde;o do qui-quadrado de Pearson (&#967;2); a probabilidade    de erro do tipo I foi sinalizada em cada teste realizado e foi considerado significativo,    estatisticamente, o valor de p&lt;0,05.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta pesquisa foi aprovada pelo Comit&ecirc;    de &Eacute;tica da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) e todos os participantes    assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos entrevistados, a maioria pertencia ao sexo    feminino, com idades entre 14 a 34 anos. A maior parte da amostra declarou ter    at&eacute; 8 anos de estudo e 61,1% tinham rendimentos de at&eacute; 2 SM (SM=R$200,00    &agrave; &eacute;poca das entrevistas) (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a04t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o    dos dentes, a categoria &#8220;Tr&ecirc;s vezes ao dia&#8221; foi a mais comum,    com 53,9% das refer&ecirc;ncias. Mulheres foram as que afirmaram higienizar    seus dentes com mais freq&uuml;&ecirc;ncia. A freq&uuml;&ecirc;ncia de limpeza    n&atilde;o apresentou resultado significativo, quando relacionada &agrave; renda    <i>per capita</i> dos entrevistados (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a04t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mais da metade das pessoas &#8211; 56,7% &#8211;    n&atilde;o utilizava o fio dental. O uso desse instrumento foi mais freq&uuml;ente    entre mulheres, indiv&iacute;duos com idade entre 20 a 34 anos, aqueles com    9 ou mais anos de estudo e renda acima de 2 SM (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a04t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O momento do dia mais freq&uuml;ente para a limpeza    dos dentes foi &#8220;Depois do almo&ccedil;o&#8221;, situa&ccedil;&atilde;o    de escolha de 75,8% dos entrevistados, seguido de &#8220;Antes do caf&eacute;    da manh&atilde;&#8221; (72,4%) e &#8220;Depois do jantar&#8221; (53,6%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sobre a experi&ecirc;ncia de j&aacute; ter ido    ao dentista, 96,5% revelaram j&aacute; t&ecirc;-lo consultado. As mulheres,    os jovens de 20 a 34 anos e as pessoas com escolaridade maior de 9 anos de estudo,    em sua maioria, afirmaram haver visitado o dentista, pela &uacute;ltima vez,    de 1 m&ecirc;s at&eacute; menos de 1 ano antes da data da entrevista, correspondendo    a 66,9% do total da amostra. Os homens, as pessoas de 35 a 49 anos de idade    e os entrevistados com at&eacute; 8 anos de estudo, em sua maior parte, haviam    visitado o dentista, pela &uacute;ltima vez, h&aacute; mais de 3 anos. A renda    n&atilde;o foi significativa, quando associada a essa vari&aacute;vel (<a href="#tab4">Tabela    4</a>).</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a04t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O principal motivo que levou as pessoas a visitarem    o dentista foi a revis&atilde;o ou controle (33,9%), doen&ccedil;a/c&aacute;rie    (17,2%), necessidade de refazer tratamentos (13,2%) e dor de dente (13,1%).    Outras raz&otilde;es citadas foram exodontia, pr&oacute;tese, acidente, queda    ou pancada na boca, endodontia e sangramento das gengivas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A maioria absoluta dos sujeitos da amostra (70,7%)    declarou ser cliente do servi&ccedil;o privado, enquanto 25,8% responderam utilizar    o servi&ccedil;o p&uacute;blico. Os indiv&iacute;duos de 14 a 19 anos de idade,    os sujeitos com at&eacute; 8 anos de estudo, as pessoas sem renda e com renda    individual at&eacute; 2 SM utilizavam o servi&ccedil;o p&uacute;blico com maior    freq&uuml;&ecirc;ncia. Os indiv&iacute;duos de 20 a 49 anos, com 9 ou mais anos    de estudo e com renda superior a 2 SM, por sua vez, faziam uso, mais freq&uuml;entemente,    dos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos privados. O sexo n&atilde;o foi significativo    quando associado a essa vari&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sobre o intervalo de tempo entre as visitas ao    dentista, mulheres, adolescentes e adultos jovens, pessoas com 9 ou mais anos    de estudo e com renda maior de 2 SM eram mais ass&iacute;duos e faziam-nas de    6 em 6 meses at&eacute; cada 2 anos. Os entrevistados do sexo masculino, pessoas    de 35 a 49 anos, indiv&iacute;duos com at&eacute; 8 anos de estudo e renda at&eacute;    2 SM, em sua maioria, relataram s&oacute; ter ido ao dentista quando sentiam    dor de dente (<a href="#tab5">Tabela 5</a>).</font></p>     <p><a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a04t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos entrevistados que declararam nunca ter ido    ao dentista (49 indiv&iacute;duos), a maioria era formada por homens, pessoas    com at&eacute; 34 anos de idade, analfabetos ou com at&eacute; 4 anos de estudos    e sujeitos com renda at&eacute; 2 SM.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos descritivos partem da realiza&ccedil;&atilde;o    de investiga&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas para informar, em termos    quantitativos, a distribui&ccedil;&atilde;o de um evento na popula&ccedil;&atilde;o    estudada. A distribui&ccedil;&atilde;o da freq&uuml;&ecirc;ncia dos eventos    relacionados &agrave; sa&uacute;de est&aacute; associada &agrave; preven&ccedil;&atilde;o    de doen&ccedil;as, bem como ao planejamento em sa&uacute;de.<sup>9</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Majoritariamente, os indiv&iacute;duos entrevistados    por esta pesquisa relataram uma pr&aacute;tica de autocuidado regular e de freq&uuml;&ecirc;ncia    bastante elevada, com m&eacute;dia de escova&ccedil;&atilde;o dos dentes de    &#8220;Tr&ecirc;s vezes ao dia&#8221;. Observou-se uma associa&ccedil;&atilde;o    significativa com o g&ecirc;nero: as mulheres apresentaram uma freq&uuml;&ecirc;ncia    de escova&ccedil;&atilde;o maior que os homens. Pesquisa nacional que avaliou    o n&iacute;vel das pr&aacute;ticas de higiene bucal na Dinamarca verificou que,    enquanto dois ter&ccedil;os dos adultos e adolescentes pesquisados faziam essa    escova&ccedil;&atilde;o duas vezes ao dia, as mulheres limpavam seus dentes    mais que os homens.<sup>10</sup> Estudos t&ecirc;m relatado que mulheres e pessoas com    estilos de vida mais saud&aacute;veis escovam seus dentes mais freq&uuml;entemente.    Em n&iacute;vel populacional, h&aacute;bitos de higiene bucal est&atilde;o vinculados    ao estilo de vida e ao g&ecirc;nero.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esta pesquisa obteve resultados similares &agrave;    m&eacute;dia de freq&uuml;&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o e &agrave;    influ&ecirc;ncia do g&ecirc;nero encontradas em outra pesquisa, de avalia&ccedil;&atilde;o    de adultos, realizada em Porto Alegre-RS.<sup>11</sup> Quando os autores do    presente trabalho estratificaram a amostra por idade, observaram que os mais    jovens apresentavam uma freq&uuml;&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o dos    dentes maior que a relatada pelas pessoas de mais idade, a exemplo dos resultados    encontrados em estudo que avaliou adolescentes de Torres-RS, dos quais 88% declaravam    escovar seus dentes de tr&ecirc;s a quatro vezes ao dia.<sup>12</sup> O estudo realizado    na Dinamarca,<sup>10</sup> citado no par&aacute;grafo anterior, tamb&eacute;m constatou    serem os mais jovens mais freq&uuml;entes no cuidado com a limpeza de seus dentes,    comparativamente &agrave;s pessoas de maior idade. Para Sheiham,<sup>13</sup> a maioria    dos jovens limpa seus dentes com regularidade em raz&atilde;o da escova&ccedil;&atilde;o    estar associada a boa apar&ecirc;ncia ou bom aspecto exterior. A escova&ccedil;&atilde;o    dos dentes tamb&eacute;m est&aacute; relacionada &agrave; preocupa&ccedil;&atilde;o    dos jovens com a higiene pessoal, &agrave; sensa&ccedil;&atilde;o de frescor    na boca e ao bom h&aacute;lito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No presente estudo, a renda n&atilde;o demonstrou    associa&ccedil;&atilde;o com a freq&uuml;&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o;    observou-se, contudo, que as pessoas com maior escolaridade escovavam os dentes    com maior freq&uuml;&ecirc;ncia. Estudo realizado na Litu&acirc;nia<sup>14</sup> indicou    que menos de um ter&ccedil;o dos adultos jovens escovava seus dentes duas vezes    ao dia, como m&iacute;nimo; e que um quarto deles o fazia menos de uma vez ao    dia. O estudo tamb&eacute;m relatou uma freq&uuml;&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o    maior entre indiv&iacute;duos beneficiados com uma educa&ccedil;&atilde;o de    padr&atilde;o mais elevado, pessoas pertencentes ao g&ecirc;nero feminino e    habitantes de &aacute;reas urbanas daquele pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">S&atilde;o resultados que evidenciam a rela&ccedil;&atilde;o    da freq&uuml;&ecirc;ncia da escova&ccedil;&atilde;o dos dentes com fatores sociodemogr&aacute;ficos    e revelam a import&acirc;ncia dos fatores n&atilde;o biol&oacute;gicos, determinantes    do padr&atilde;o de comportamento das pessoas em rela&ccedil;&atilde;o a sua    sa&uacute;de. O n&iacute;vel de escolaridade dos indiv&iacute;duos e a situa&ccedil;&atilde;o    econ&ocirc;mica das comunidades, os padr&otilde;es culturais e a tradi&ccedil;&atilde;o    popular, portanto, interferem na forma&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos e    condutas de higiene pessoal e coletiva.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O padr&atilde;o de freq&uuml;&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o    descrito nos estudos nacionais &eacute; mais alto, se comparado com o dos pa&iacute;ses    europeus aqui relatados. Esse fato, talvez, possa ser explicado pela a&ccedil;&atilde;o    dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social na veicula&ccedil;&atilde;o das    mensagens publicit&aacute;rias de produtos dirigidos &agrave; higiene bucal    &#8211; de h&aacute; muito tempo, principalmente nos dias de hoje &#8211;, com    recomenda&ccedil;&atilde;o da limpeza dos dentes tr&ecirc;s vezes ao dia.<sup>16</sup>    Possivelmente, na sociedade brasileira, para os cuidados de sa&uacute;de revelados    por esta pesquisa, deve contribuir a informa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de    bucal divulgada pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa; particularmente    a m&iacute;dia eletr&ocirc;nica, que se encarrega da divulga&ccedil;&atilde;o    t&atilde;o ampla de informa&ccedil;&otilde;es sobre a higiomania, ou adora&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de, e a somatolatria, ou dimens&atilde;o do corpo.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O h&aacute;bito do uso da escova e do creme dental    foi relatado, praticamente, pela totalidade dos entrevistados. Mais da metade    deles, entretanto, n&atilde;o utilizava o fio dental, especialmente os do sexo    masculino, os mais jovens e aqueles com menor escolaridade e renda. Na Dinamarca,    encontraram-se resultados mais modestos, todavia, onde pouco mais de 10% da    popula&ccedil;&atilde;o total estudada usava fio dental diariamente, n&atilde;o    obstante esse percentual fosse um pouco maior entre mulheres e usu&aacute;rios    regulares de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos. Ainda sobre o estudo escandinavo,    revelaram-se preditores do uso do fio dental: ter o h&aacute;bito de visitar    o dentista; ser do sexo feminino; ter recebido cuidados odontol&oacute;gicos    durante os anos escolares; e ter um maior n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o.    Dinamarqueses com menor renda, raramente ou nunca usavam o fio dental.<sup>10</sup>    Embora a divulga&ccedil;&atilde;o do uso do fio dental tenha crescido nos &uacute;ltimos    anos, sua pr&aacute;tica n&atilde;o &eacute; comum entre a popula&ccedil;&atilde;o    brasileira, a exemplo dos resultados encontrados em estudo realizado com universit&aacute;rios    de Canoas-RS e de Itaja&iacute;, Estado de Santa Catarina, onde apenas 44% dos    pesquisados declararam utilizar fio dental.<sup>18</sup> Tamb&eacute;m se observaram varia&ccedil;&otilde;es    como as encontradas no estudo realizado por Abegg,<sup>11</sup> em que 67,5% dos entrevistados    declararam usar fio dental diariamente, achado de associa&ccedil;&atilde;o direta    com uma situa&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica mais elevada. Nos estudos    brasileiros, a varia&ccedil;&atilde;o encontrada para o uso do fio dental, provavelmente,    est&aacute; relacionada &agrave;s diferen&ccedil;as de condicionantes demogr&aacute;ficos    e socioculturais entre as comunidades cujas amostras foram estudadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#8220;Depois do almo&ccedil;o&#8221; foi o momento    do dia preferido para a realiza&ccedil;&atilde;o da higiene bucal, seguido dos    hor&aacute;rios &#8220;Antes do caf&eacute; da manh&atilde;&#8221; e &#8220;Depois    do jantar&#8221;. No estudo com adolescentes da Regi&atilde;o Sul do Brasil,    j&aacute; mencionado, tamb&eacute;m se verificou que a ocasi&atilde;o em que    a maioria dos jovens higienizava os dentes era depois do almo&ccedil;o.<sup>12</sup>    Em pesquisa nacional realizada na Finl&acirc;ndia, que investigou indiv&iacute;duos    a partir de 15 anos de idade, estes referiram como primeira escolha, em todas    as idades, limpar os dentes antes de dormir, seguida dos primeiros momentos    ap&oacute;s acordar pela manh&atilde; e ap&oacute;s as refei&ccedil;&otilde;es.<sup>19</sup>    A limpeza matinal dos dentes pode estar relacionada &agrave; sa&uacute;de ou    a comportamentos que a afetam mas que n&atilde;o s&atilde;o executados em fun&ccedil;&atilde;o    dela, como por exemplo, a higiene bucal e os cuidados com o corpo visando &agrave;    melhor apar&ecirc;ncia. J&aacute; a escova&ccedil;&atilde;o noturna, geralmente,    &eacute; realizada por raz&otilde;es de sa&uacute;de, com o objetivo de prevenir    doen&ccedil;as bucais.<sup>13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desde nossa inf&acirc;ncia, recomendam-nos o    h&aacute;bito da limpeza da boca ap&oacute;s as refei&ccedil;&otilde;es e, principalmente,    antes de se deitar, para um adequado controle da placa bacteriana depositada    sobre a superf&iacute;cie dos dentes. Em verdade, essa limpeza pode ser realizada    a qualquer hora do dia, em momentos de maior tranq&uuml;ilidade e disponibilidade    de tempo. H&aacute; evid&ecirc;ncias de que apenas uma limpeza di&aacute;ria    dos dentes, desde que meticulosa, &eacute; eficaz. Sendo assim, a qualidade    da limpeza importa mais que sua freq&uuml;&ecirc;ncia.<sup>20</sup> Como a placa bacteriana    &eacute; um dos fatores determinantes da c&aacute;rie e das doen&ccedil;as periodontais,    para prevenir doen&ccedil;as de alta preval&ecirc;ncia persistentes em nossas    comunidades, particularmente entre adolescentes e adultos,<sup>6</sup> o incentivo &agrave;    limpeza bucal &eacute; uma das a&ccedil;&otilde;es mais importantes de cuidado    prim&aacute;rio com a sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesta pesquisa, apenas 3% dos entrevistados declararam    nunca ter ido ao dentista, a exemplo do levantamento epidemiol&oacute;gico sobre    as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o    brasileira &#8211; Regi&atilde;o Metropolitana de Porto Alegre &#8211;, publicado    no Relat&oacute;rio SB-RS 2003.<sup>7</sup> Esse percentual difere do encontrado na pesquisa    que utilizou dados do Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios (PNAD),<sup>21</sup>    que indica serem 19% da popula&ccedil;&atilde;o os que nunca foram ao dentista.    Tal diferen&ccedil;a atribuir-se-ia &agrave;s diversidades regionais caracter&iacute;sticas    do Brasil, marcantes no que se refere aos aspectos culturais, sociais e econ&ocirc;micos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Avalia&ccedil;&atilde;o das tend&ecirc;ncias    de consulta de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos entre finlandeses, por duas    d&eacute;cadas, revelou aumento no uso desses servi&ccedil;os durante o ano    anterior &agrave; coleta dos dados; ser mulher e ser mais jovem foram as caracter&iacute;sticas    que se associaram a essas consultas mais freq&uuml;entemente; ter mais idade,    entretanto, foi o que menos se associou &agrave; visita ao dentista, em virtude    da maior preval&ecirc;ncia de edentulismo.<sup>22</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Observou-se que mais de dois ter&ccedil;os do    total de entrevistados haviam visitado o dentista com intervalo de tempo igual    ou inferior a um ano, considerando-se o per&iacute;odo transcorrido desde a    &uacute;ltima visita at&eacute; a data da entrevista &#8211; a exemplo dos resultados    encontrados por estudo internacional <sup>14</sup> e por estudo nacional,<sup>21</sup> em que a maioria    da popula&ccedil;&atilde;o visitara o dentista no per&iacute;odo de um ano anterior    &agrave; entrevista. Ser do sexo feminino, ser mais jovem e possuir maior escolaridade    mostraram-se vari&aacute;veis fortemente associadas &agrave; data da &uacute;ltima    visita ao dentista. O mesmo n&atilde;o ocorreu quando se procurou associar o    intervalo entre essas visitas e a renda do entrevistado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudo realizado no Munic&iacute;pio de Bambu&iacute;,    Estado de Minas Gerais, demonstrou que, al&eacute;m do atendimento odontol&oacute;gico    regular de pessoas de maior escolaridade ser dez vezes maior, ele tamb&eacute;m    foi maior para o segmento dos mais ricos. A idade e o sexo, por&eacute;m, n&atilde;o    se mostraram associados ao uso de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos, segundo    o mesmo estudo.<sup>23</sup> Os dados do &uacute;ltimo levantamento nacional sobre sa&uacute;de    bucal SB Brasil 2003 <sup>6</sup> revelaram que mais da metade dos jovens entrevistados    visitou o cirurgi&atilde;o-dentista no ano anterior &agrave; entrevista, 14%    menos que o valor encontrado no levantamento epidemiol&oacute;gico de 1988 &#8211;    a prop&oacute;sito, esse percentual reduz-se &agrave; medida que a idade avan&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O principal motivo de visita ao dentista relatado    pelos participantes deste estudo foi o de revis&atilde;o ou controle da sa&uacute;de    bucal, seguido da necessidade de refazer tratamento(s), a exemplo das conclus&otilde;es    do SB Brasil 2003 para a Regi&atilde;o Metropolitana de Porto Alegre.<sup>7</sup>    Esses resultados diferem dos achados apresentados no relato do estudo na Litu&acirc;nia,<sup>14</sup>    j&aacute; citado aqui, onde a raz&atilde;o da &uacute;ltima visita ao dentista,    em mais de 80% dos pesquisados, deveu-se a algum sintoma ou problema bucal agudo.    Pouco mais de 10% das pessoas entrevistadas responderam ter ido ao dentista    para um <i>check-up</i>; e pouco mais de 5%, t&atilde;o-somente, realizou consulta    para tratamento(s) em curso. Dor de dente foi a terceira raz&atilde;o da ida    ao dentista, de acordo com o presente estudo. Resultados semelhantes tamb&eacute;m    foram identificados no &uacute;ltimo levantamento nacional sobre sa&uacute;de    bucal SB Brasil 2003,<sup>7</sup> em que a consulta de rotina e manuten&ccedil;&atilde;o    e a procura de atendimento em raz&atilde;o da dor foram os motivos mais freq&uuml;entes    da ida ao consult&oacute;rio dent&aacute;rio.<sup>24</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos privados    foram, significativamente, os mais utilizados    pela maioria da amostra da popula&ccedil;&atilde;o pesquisada acima dos 19 anos    de idade; o SUS, por conseguinte, aparece como respons&aacute;vel por um percentual    bastante baixo de presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os na &aacute;rea.    Esses resultados divergem dos alcan&ccedil;ados no levantamento sobre sa&uacute;de    bucal SB Brasil 2003, publicado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,<sup>24</sup> em    que mais da metade de toda a amostra estudada relatou valer-se do servi&ccedil;o    p&uacute;blico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os estudos citados s&atilde;o semelhantes, contudo,    quando s&atilde;o comparados seus resultados para as vari&aacute;veis idade    e escolha do tipo de servi&ccedil;o; os mais jovens foram os que mais utilizaram    o servi&ccedil;o p&uacute;blico, enquanto os adultos, em maior propor&ccedil;&atilde;o,    elegeram os servi&ccedil;os privados. No estudo mencionado anteriormente, realizado    por Barros e Bertoldi,<sup>21</sup> os resultados tamb&eacute;m foram semelhantes: a maioria    da amostra (69%) selecionada, tanto dos mais pobres quanto dos mais ricos, valeu-se    de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos particulares que envolveram, certamente,    algum tipo de pagamento. Os pesquisadores ainda verificaram, sobre a reduzida    participa&ccedil;&atilde;o do sistema p&uacute;blico no atendimento &agrave;    sa&uacute;de bucal, que o SUS respondeu por menos de um quarto (24%) dos atendimentos    odontol&oacute;gicos, enquanto foi respons&aacute;vel por 52% dos atendimentos    n&atilde;o odontol&oacute;gicos prestados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo observou que os indiv&iacute;duos    mais jovens, as pessoas com baixa escolaridade, os sem rendimentos ou com baixa    renda foram usu&aacute;rios do servi&ccedil;o odontol&oacute;gico p&uacute;blico;    e que as seguintes vari&aacute;veis, idade, escolaridade e renda, mostraram-se    fortemente associadas ao tipo de servi&ccedil;o odontol&oacute;gico de escolha.    Quanto ao g&ecirc;nero, este n&atilde;o se mostrou significativo para essa op&ccedil;&atilde;o,    segundo a amostra dos entrevistados nesta pesquisa. No Brasil, &eacute; mister    considerar que as maiores dificuldades de acesso aos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos    devem-se, ainda, aos reduzidos rendimentos ganhos pela maioria das pessoas,    causa primeira de extra&ccedil;&otilde;es dent&aacute;rias.<sup>25</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As mulheres, os adolescentes e os adultos jovens    at&eacute; 34 anos relataram visitar o dentista com uma periodicidade de seis    em seis meses, enquanto aqueles com idade superior a 35 anos e homens, em sua    maioria, recorrem a seus servi&ccedil;os apenas em situa&ccedil;&atilde;o de    dor, como as pessoas de escolaridade e renda inferiores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos t&ecirc;m demonstrado que as mulheres    adotam h&aacute;bitos preventivos com maior freq&uuml;&ecirc;ncia que os homens    e utilizam mais os servi&ccedil;os preventivos e curativos. Esta pesquisa, particularmente,    identificou que a quase metade da popula&ccedil;&atilde;o estudada visita o    dentista em situa&ccedil;&atilde;o de dor, exclusivamente. A queixa de dor de    origem dental como motivo da &uacute;ltima consulta odontol&oacute;gica atingiu    o percentual de 87,7% em estudo realizado no Estado de Santa Catarina,26 situa&ccedil;&atilde;o    atribu&iacute;da &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es sociais de uma amostra representada,    mais significativamente, por indiv&iacute;duos com menor grau de escolaridade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pode-se afirmar que uma das limita&ccedil;&otilde;es    deste estudo foi o percentual elevado de perdas, superestimando as pessoas de    40 anos de idade ou mais, de ambos os sexos, e subestimando homens entre 20    e 39 anos, o que teria introduzido um vi&eacute;s com rela&ccedil;&atilde;o    aos trabalhadores entrevistados. Portanto, os resultados para essa faixa et&aacute;ria    devem ser vistos com cautela.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Se a maioria dos participantes escovava seus    dentes tr&ecirc;s vezes ao dia, o uso do fio dental revelou-se baixo; &#8220;Depois    do almo&ccedil;o&#8221; foi o hor&aacute;rio escolhido pela maioria deles para    a realiza&ccedil;&atilde;o da higiene bucal. A revis&atilde;o ou controle odontol&oacute;gico    foi o principal motivo da ida ao consult&oacute;rio dent&aacute;rio; e os servi&ccedil;os    privados, os mais utilizados. Um fato positivo observado foi a elei&ccedil;&atilde;o    preferencial dos servi&ccedil;os p&uacute;blicos pelos mais jovens &#8211; uma    mudan&ccedil;a de op&ccedil;&atilde;o na escolha dos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos    que demonstra valoriza&ccedil;&atilde;o do setor p&uacute;blico. Essa tamb&eacute;m    foi a op&ccedil;&atilde;o das pessoas com menor escolaridade e renda, evidenciando    as desigualdades sociais e econ&ocirc;micas do Pa&iacute;s, refletidas nos cuidados    de nossa popula&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de bucal. Se as pessoas de    baixa renda, que apresentam mais problemas de sa&uacute;de bucal, utilizam os    servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos com menor freq&uuml;&ecirc;ncia quando    comparadas &agrave;s de maior renda,<sup>27</sup> trata-se de uma situa&ccedil;&atilde;o    a demandar medidas efetivas de amplia&ccedil;&atilde;o do acesso da comunidade    mais pobre aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Estudos mais profundos fazem-se necess&aacute;rios,    com o objetivo de identificar as barreiras ao uso dos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos    e subsidiar um adequado planejamento das pol&iacute;ticas de sa&uacute;de bucal.    A realidade de verbas sempre limitadas para o setor Sa&uacute;de confere import&acirc;ncia    &agrave; reflex&atilde;o sobre a possibilidade do uso regular dos servi&ccedil;os    odontol&oacute;gicos, cujos custos tornar-se-&atilde;o mais baixos quando se    valerem de medidas educativas e preventivas de maior alcance, dirigidas a toda    popula&ccedil;&atilde;o. Deve-se lembrar que, nas pr&oacute;ximas d&eacute;cadas,    a possibilidade real de amplia&ccedil;&atilde;o da expectativa de vida dos brasileiros    implicar&aacute; um efetivo aumento das demandas populacionais por maiores cuidados    de sa&uacute;de bucal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Maciel SM. Sa&uacute;de bucal infantil: a    participa&ccedil;&atilde;o da m&atilde;e &#91;tese de Doutorado&#93;. S&atilde;o Paulo    (SP): Universidade de S&atilde;o Paulo; 1994.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Axelsson P. An introduction to risk prediction    and preventive dentistry. Karsltad, Sweden: Quintessence Publishing; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Loesche WJ. C&aacute;rie dental: uma infec&ccedil;&atilde;o    trat&aacute;vel. Rio de Janeiro: Cultura M&eacute;dica; 1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Woodall IR. Preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a    periodontal. In: Genco RJ, Cohen WD, Goldman HM. Periodontia contempor&acirc;nea.    2<sup>a</sup> ed. S&atilde;o Paulo: Santos; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Fischer RG. Controle mec&acirc;nico e qu&iacute;mico    do biofilme dental. In: Tunes UR, Rapp GE. Atualiza&ccedil;&atilde;o em Periodontia    e Implantodologia. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Secretaria de Estado da Sa&uacute;de do Rio    Grande do Sul. Divis&atilde;o de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de.    Sec&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de Bucal. Projeto SB-RS. Condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o do Rio Grande do Sul. In: Projeto    SB Brasil 2003: condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o    brasileira. Amplia&ccedil;&atilde;o da amostra para o Rio Grande do Sul &#8211;    Relat&oacute;rio Final. Porto Alegre: SES; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Projeto SB Brasil 2003. Amplia&ccedil;&atilde;o    da amostra para o Rio Grande do Sul &#8211; Relat&oacute;rio para a popula&ccedil;&atilde;o    da macrorregi&atilde;o metropolitana, Porto Alegre-RS, 2003. Porto Alegre: SES;    2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro    de Geografia e Estat&iacute;stica. Assist&ecirc;ncia m&eacute;dica sanit&aacute;ria,    2002. Rio de Janeiro: IBGE; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Pereira MG. Servi&ccedil;os de sa&uacute;de.    In: Pereira MG. Epidemiologia: teoria e pr&aacute;tica. 5<sup>a</sup> ed. Rio de Janeiro:    Guanabara Koogan; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Christensen LB. Self-reported oral hygiene    practices among adults in Denmark. Community Dental Health 2003;20:229-235.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Abegg C. H&aacute;bitos de higiene bucal    de adultos porto-alegrenses. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1997; 31:586-593.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Brew MCCCH. Conhecimentos e h&aacute;bitos    dos adolescentes do ensino m&eacute;dio do Munic&iacute;pio de Torres-RS, em    rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de bucal &#91;disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado&#93;. Canoas (RS): Ulbra; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Sheiham A. Abordagens de Sa&uacute;de P&uacute;blica    para promover sa&uacute;de periodontal. In: B&ouml;necker M, Sheiham A. Promovendo    sa&uacute;de bucal na inf&acirc;ncia e adolesc&ecirc;ncia: conhecimentos e pr&aacute;ticas.    S&atilde;o Paulo: Santos; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Petersen PE, et al. Oral health behavior    and attitudes of adults in Lithuania. Acta Odontologica Scandinavica 2000;58:243-248.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Pinto VG. Relacionamento entre padr&otilde;es    de doen&ccedil;a e servi&ccedil;os de aten&ccedil;&atilde;o odontol&oacute;gica.    Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1989;23(6):509-514.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Gil AM. H&aacute;bitos, costumbres, aptitudes    de higiene bucal y tratamientos odontol&oacute;gicos realizados en la actualidad.    Acta Odontologica Venezoelana 1996;34(1):22-34.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Nogueira RN. Higiomania: a obsess&atilde;o    com a sa&uacute;de na sociedade contempor&acirc;nea. In: Vasconcelos EM, organizador.    S&atilde;o Paulo: Hucitec; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Petry PC, Victora CG, Santos IS. Adultos    livres de c&aacute;rie: estudo de casos e controles sobre conhecimentos, atitudes    e pr&aacute;ticas preventivas. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2000;16:145-153.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Murtomaa H. Toothbrushing in Finland. Community    Dentistry Oral Epidemiology 1979;7:183-190.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Kuwon HS, Guedes-Pinto AC. Higiene bucodental    em crian&ccedil;as. In: Guedes-Pinto AC. Odontopediatria. 6<sup>a</sup> ed.    S&atilde;o Paulo: Santos; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Barros AJD, Bertoldi AD. Desigualdades na    utiliza&ccedil;&atilde;o e no acesso a servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos:    uma avalia&ccedil;&atilde;o em n&iacute;vel nacional. Ci&ecirc;ncias e Sa&uacute;de    Coletiva 2002;7(4):709-717.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Suominen-Taipale AL, et al. Trends in self-reported    use of dental services among finish adults during two decades. Community Dental    Health 2000;17:31-37.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Matos DL, Lima-Costa MF, Guerra HL, Marcenes    W. Projeto Bambu&iacute;: estudo de base populacional dos fatores associados    com o uso regular de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos em adultos. Cadernos    de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2001;17(3):661-668.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Projeto    SB Brasil 2003: condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o    brasileira 2002-2003: resultados principais. Bras&iacute;lia: MS, 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">25. Pinto VG. Sa&uacute;de bucal coletiva. 4<sup>a</sup>    ed. S&atilde;o Paulo: Santos; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">26. Lacerda JT, Simionato EM, Peres KG, Peres    MA, Traebert J, Marcenes W. Dor de origem dental como motivo de consulta odontol&oacute;gica    em uma popula&ccedil;&atilde;o adulta. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica    2004;38(3):453-458.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">27. Matos DL, Lima-Costa MF, Guerra HL, Marcenes    W. Projeto Bambu&iacute;: avalia&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos    privados, p&uacute;blicos e de sindicato. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica    2002;36(2):237-243.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v15n4/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Rua Portuguesa, 218, Apto. 201,    <br>   Porto Alegre-RS.    <br>   CEP: 90650-120    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:isabelcristinalisboa@terra.com.br">isabelcristinalisboa@terra.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nota"></a><a href="#topo"><sup>*</sup></a>Estudo    de pesquisa financiado com recursos da Christoffel-Blindenmission.</font></p>     ]]></body>
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