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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Indicadores socioeconômicos e recursos odontológicos em Municípios do Estado de São Paulo, Brasil, no final do século XX]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Socio-economic characteristics of the population were related to the resources of oral health services in the cities of São Paulo State, Brazil, at the end of the 20th century. The variables were submitted to a multiple linear regression analysis. The number of professionals in the public oral health system increases as the indicators of income and illiteracy get worse and expenditures in health increase. The number of dental attendants is still inadequate to introduce a new practice of team work in the heath system. In public services, the amount of dental equipment is equivalent to the number of dentists, which can indicate idleness of installed capacity. This variable is related to the lowest average income rate of the population and high income of the city. Dentists registered at the CRO/SP (responsible for the legalization of all oral health professionals in São Paulo State) are provided with the best socio-economic conditions. Public policy of oral health services is conducted according to the population needs and these resources are proportionally higher in cities presenting low socio-economic indicators.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><a name="topo"></a><font size="2" face="Verdana"><b>RELAT&Oacute;RIO</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Indicadores socioecon&ocirc;micos e recursos    odontol&oacute;gicos em Munic&iacute;pios do Estado de S&atilde;o Paulo, Brasil,    no final do s&eacute;culo XX</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Socio-economic indicators and dental resources    in Cities of S&atilde;o Paulo State, Brazil, at the end of the 20<sup>th</sup>    century</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Simone Renn&oacute; Junqueira<sup>I</sup>; Maria Erc&iacute;lia    de Ara&uacute;jo<sup>I</sup>; Jos&eacute; Leopoldo Ferreira Antunes<sup>I</sup>; Paulo Capel Narvai<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Departamento de Odontologia Social,    Faculdade de Odontologia, Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo-SP    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Departamento de Pr&aacute;tica    de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica, Universidade    de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sabendo-se que indicadores sociais influenciam    o processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a, buscou-se analisar se eles modularam    os servi&ccedil;os p&uacute;blicos municipais odontol&oacute;gicos no Estado    de S&atilde;o Paulo, no final do s&eacute;culo XX. Caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas    da popula&ccedil;&atilde;o foram relacionadas aos recursos de gerenciamento    dos servi&ccedil;os. As vari&aacute;veis foram submetidas &agrave; an&aacute;lise    bivariada e de regress&atilde;o linear m&uacute;ltipla. O n&uacute;mero de profissionais    p&uacute;blicos revelou-se maior quanto piores mostraram-se os indicadores de    renda e analfabetismo e quanto maiores foram as receitas e despesas em sa&uacute;de.    O n&uacute;mero de auxiliares de odontologia manteve-se inadequado para o trabalho    em equipe. O n&uacute;mero de equipamentos equivaleu ao de cirurgi&otilde;es-dentistas,    indicando ociosidade da capacidade instalada; e esteve relacionado com a menor    renda m&eacute;dia e melhor receita municipal. Os cirurgi&otilde;es-dentistas    inscritos no Conselho Regional de Odontologia de S&atilde;o Paulo (CRO/SP) acompanharam    as melhores condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas da popula&ccedil;&atilde;o.    Tem havido, no setor p&uacute;blico, o direcionamento dos recursos humanos e    materiais de acordo com as necessidades da popula&ccedil;&atilde;o, caracterizando-se    a eq&uuml;idade do sistema de sa&uacute;de brasileiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> indicadores sociais; sa&uacute;de    bucal; servi&ccedil;os de atendimento.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Socio-economic characteristics of the population    were related to the resources of oral health services in the cities of S&atilde;o    Paulo State, Brazil, at the end of the 20th century. The variables were submitted    to a multiple linear regression analysis. The number of professionals in the    public oral health system increases as the indicators of income and illiteracy    get worse and expenditures in health increase. The number of dental attendants    is still inadequate to introduce a new practice of team work in the heath system.    In public services, the amount of dental equipment is equivalent to the number    of dentists, which can indicate idleness of installed capacity. This variable    is related to the lowest average income rate of the population and high income    of the city. Dentists registered at the <i>CRO/SP</i> (responsible for the legalization    of all oral health professionals in S&atilde;o Paulo State) are provided with    the best socio-economic conditions. Public policy of oral health services is    conducted according to the population needs and these resources are proportionally    higher in cities presenting low socio-economic indicators.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key Words:</b> social indicators; oral health;    answering services.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O substrato para a melhora das condi&ccedil;&otilde;es    de vida e, em especial, dos indicadores de sa&uacute;de, fundamenta-se, segundo    Waldman,<sup>1</sup> na capacidade dos Estados oferecerem, a todos os cidad&atilde;os,    acesso &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de sobreviv&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para Drachler e colaboradores, <i>&#8220;sa&uacute;de    &eacute; definida pela qualidade de vida e pela capacidade de ser e agir</i>    (...) <i>e desigualdade social, pelas diferen&ccedil;as produzidas socialmente    que sejam moralmente injustas. Assim, desigualdade social em sa&uacute;de refere-se    &agrave;s diferen&ccedil;as produzidas socialmente na qualidade de vida e na    capacidade de ser e agir dos grupos sociais e indiv&iacute;duos</i> (...).&#8221;    A sa&uacute;de de uma popula&ccedil;&atilde;o, genericamente, depende da qualidade    e do acesso ao consumo de bens e de servi&ccedil;os de subsist&ecirc;ncia, como    moradia, alimenta&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o, trabalho e assist&ecirc;ncia    &agrave; sa&uacute;de; portanto, diferen&ccedil;as no acesso a esses bens e    servi&ccedil;os resultam na desigualdade social em sa&uacute;de.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A transforma&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de contida nas propostas pol&iacute;ticas dos governos da Regi&atilde;o    das Am&eacute;ricas &eacute; expressa pela busca de um compromisso de universalidade    e eq&uuml;idade que atenda as necessidades de assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de    de acordo com o perfil epidemiol&oacute;gico, compreendido a partir das determina&ccedil;&otilde;es    hist&oacute;ricas e sociais em que se inserem esses servi&ccedil;os.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Frente aos quadros sociais e epidemiol&oacute;gicos    brasileiros, admitindo-se que a qualidade de vida possa ser avaliada mediante    indicadores ligados &agrave; instru&ccedil;&atilde;o, renda e desigualdade em    sua distribui&ccedil;&atilde;o, entre outros, as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    devem ser direcionadas para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Suas estrat&eacute;gias    devem enfatizar a cria&ccedil;&atilde;o de condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis    ao desenvolvimento da sa&uacute;de e capacidade dos indiv&iacute;duos, o que    demanda uma abordagem intersetorial,<sup>4,5</sup> em conjunto com a&ccedil;&otilde;es    e servi&ccedil;os na &aacute;rea da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A evolu&ccedil;&atilde;o favor&aacute;vel de    uma s&eacute;rie de indicadores sociais no Brasil dos anos 80 esteve relacionada    &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o dos disp&ecirc;ndios e &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o    nas formas de implementa&ccedil;&atilde;o das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    de sa&uacute;de e nutri&ccedil;&atilde;o,<sup>6</sup> o que coincide com a cria&ccedil;&atilde;o    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) no Pa&iacute;s, em 1988.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ruffino Netto, durante o II Congresso Brasileiro    de Epidemiologia, alertou para &#8220;(...) a desigualdade da distribui&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os que n&atilde;o corresponde &agrave;s necessidades&#8221;    e afirmou que &#8220;a distribui&ccedil;&atilde;o de recursos &eacute; inversamente    proporcional &agrave;s necessidades da popula&ccedil;&atilde;o&#8221;.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com a perspectiva de conhecer alguns indicadores    sociais que, sabidamente, influenciam o processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a,    busca-se analisar, neste estudo, se tais indicadores modularam os servi&ccedil;os    p&uacute;blicos municipais de sa&uacute;de bucal no Estado de S&atilde;o Paulo,    no final do s&eacute;culo XX. Investigou-se a associa&ccedil;&atilde;o de algumas    caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas da popula&ccedil;&atilde;o paulista    (referentes ao ano de 1991) e do gerenciamento dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de    (referentes ao ano de 1995) com os recursos humanos e f&iacute;sicos em sa&uacute;de    bucal (referentes aos anos de 1996, 1997 e 1999).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de um estudo transversal englobando    todos os 645 Munic&iacute;pios do Estado de S&atilde;o Paulo, Brasil. O material    foi constitu&iacute;do por dados secund&aacute;rios oficiais, sistematizados    para subsidiar o diagn&oacute;stico situacional da popula&ccedil;&atilde;o,    da produ&ccedil;&atilde;o e do gerenciamento do sistema de sa&uacute;de dos    Munic&iacute;pios paulistas, relativos a anos pr&oacute;ximos do final do s&eacute;culo    XX, entre 1991 e 1999.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados, obtidos da Pesquisa Municipal Unificada,<sup>8</sup>    do Atlas do Desenvolvimento Humano,<sup>9</sup> do Perfil Municipal de Sa&uacute;de    <sup>10</sup> e do Conselho Federal de Odontologia,<sup>11</sup> podem ser divididos    em:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>a) Caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">(referentes ao ano de 1991)</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- &iacute;ndice de condi&ccedil;&otilde;es de    vida (ICV) &#8211; uma extens&atilde;o do &iacute;ndice municipal de desenvolvimento    humano (IDH-M); incorpora, al&eacute;m das dimens&otilde;es Longevidade, Educa&ccedil;&atilde;o    e Renda, outros indicadores destinados a avaliar as dimens&otilde;es Inf&acirc;ncia    e Habita&ccedil;&atilde;o;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- renda familiar m&eacute;dia <i>per capita</i>    &#8211; raz&atilde;o entre o somat&oacute;rio da renda familiar per capita de    todos os indiv&iacute;duos e o total desses indiv&iacute;duos; os valores da    renda familiar <i>per capita</i> est&atilde;o expressos em sal&aacute;rios m&iacute;nimos    de 1<sup>o</sup> de setembro de 1991;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- porcentagem de pessoas com renda insuficiente    &#8211; propor&ccedil;&atilde;o dos indiv&iacute;duos com renda familiar <i>per    capita</i> inferior a 50% do sal&aacute;rio m&iacute;nimo de 1<sup>o</sup> de    setembro de 1991;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- taxa de analfabetismo da popula&ccedil;&atilde;o    adulta &#8211; refere-se ao percentual da popula&ccedil;&atilde;o maior de 20    anos que n&atilde;o &eacute; capaz de ler e escrever um bilhete simples, que    assina apenas o pr&oacute;prio nome ou que declarou ter aprendido a ler e escrever    mas esqueceu;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- &Iacute;ndice de Gini &#8211; indicador de    desigualdade elaborado a partir das informa&ccedil;&otilde;es referentes ao    rendimento m&eacute;dio, em sal&aacute;rios m&iacute;nimos, dos chefes de fam&iacute;lia;    ele compara a propor&ccedil;&atilde;o do rendimento total auferido por uma parcela    da popula&ccedil;&atilde;o em rela&ccedil;&atilde;o ao peso relativo dessa parcela    no conjunto da popula&ccedil;&atilde;o geral; em um situa&ccedil;&atilde;o de    perfeita igualdade, a cada fra&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o corresponderia    uma parcela equivalente dos rendimentos;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>b) Gerenciamento dos servi&ccedil;os</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">(embora o gerenciamento seja complexo e envolva    outras vari&aacute;veis de avalia&ccedil;&atilde;o, para a finalidade deste    trabalho, a an&aacute;lise restringiu-se ao investimento dos Munic&iacute;pios    em sa&uacute;de no ano de 1995);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- despesa realizada em sa&uacute;de <i>per capita</i>    &#8211; corresponde &agrave; despesa total em reais, realizada no &acirc;mbito    do Programa de Sa&uacute;de Bucal, por habitante;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- receita municipal total em reais &#8211; indicador    transformado em valores <i>per capita</i>, que engloba as receitas pr&oacute;prias    das prefeituras e as receitas transferidas, provenientes das esferas dos governos    estadual e federal e de outras institui&ccedil;&otilde;es, inclusive privadas;    al&eacute;m de opera&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito (recursos captados    junto ao sistema financeiro);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>c) Recursos humanos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- profissionais universit&aacute;rios para cada    10.000 habitantes &#8211; cirurgi&otilde;es-dentistas (CD) sob a ger&ecirc;ncia    das prefeituras em 1997;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- profissionais n&atilde;o universit&aacute;rios    para cada 10.000 habitantes &#8211; auxiliares de odontologia sob a ger&ecirc;ncia    das prefeituras em 1997;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- n&uacute;mero de cirurgi&otilde;es-dentistas    inscritos no Conselho Regional de Odontologia de S&atilde;o Paulo (CRO/SP) em    1999, para cada Munic&iacute;pio do Estado, ajustado para cada 10.000 habitantes;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>d) Recursos f&iacute;sicos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- n&uacute;mero de equipamentos odontol&oacute;gicos    para cada 10.000 habitantes &#8211; refere-se ao total de equipamentos odontol&oacute;gicos    registrado pelo Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS)    em 1996.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> <b>An&aacute;lise</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para estabelecer a rela&ccedil;&atilde;o de algumas    vari&aacute;veis por habitante e facilitar posteriores compara&ccedil;&otilde;es,    considerou-se a popula&ccedil;&atilde;o residente nos Munic&iacute;pios segundo    o Censo Demogr&aacute;fico de 1991, realizado pela Funda&ccedil;&atilde;o Instituto    Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), e a Contagem Populacional    de 1996, tamb&eacute;m do IBGE.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As vari&aacute;veis independentes caracterizam    a condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica da popula&ccedil;&atilde;o, assim    como os aspectos do gerenciamento financeiro das prefeituras referentes aos    servi&ccedil;os de sa&uacute;de. As vari&aacute;veis dependentes refletem o    resultado das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas relacionadas &agrave; sa&uacute;de    bucal adotadas nos Munic&iacute;pios; neste trabalho, est&atilde;o relacionadas    aos recursos humanos e f&iacute;sicos. A utiliza&ccedil;&atilde;o de vari&aacute;veis    de anos distintos foi necess&aacute;ria, para que se pudesse criar um banco    de dados completo, pelo aplicativo Microsoft Excel, com informa&ccedil;&otilde;es    de todos os 645 Munic&iacute;pios de S&atilde;o Paulo. Como etapa intermedi&aacute;ria    &agrave; constru&ccedil;&atilde;o dos modelos estat&iacute;sticos, as vari&aacute;veis    dependentes foram correlacionadas entre si e entre as vari&aacute;veis independentes    &#8211; an&aacute;lise bivariada &#8211;, para um n&iacute;vel de signific&acirc;ncia    de 5%. Posteriormente, realizou-se an&aacute;lise de regress&atilde;o linear    m&uacute;ltipla &#8211; modelo Stepwise &#8211; pelo aplicativo SPSS, para delinear    modelos estat&iacute;sticos que mostrassem quais vari&aacute;veis independentes    interferem nas dependentes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados da an&aacute;lise de correla&ccedil;&atilde;o    bivariada est&atilde;o apresentados na <a href="#tab1">Tabela 1</a>, onde &eacute;    poss&iacute;vel avaliar o sentido e a magnitude da associa&ccedil;&atilde;o    entre as vari&aacute;veis. A distribui&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis    dependentes &eacute; ilustrada em mapas do Estado de S&atilde;o Paulo apresentados    segundo Dire&ccedil;&atilde;o Regional de Sa&uacute;de (DIR), para facilitar    sua visualiza&ccedil;&atilde;o; referem-se a quintis de distribui&ccedil;&atilde;o    (<a href="#fig1">figuras 1</a> a <a href="#fig4">4</a>). Em seguida a cada mapa,    s&atilde;o apresentadas as tabelas resultantes da an&aacute;lise de regress&atilde;o    linear m&uacute;ltipla da vari&aacute;vel em quest&atilde;o, com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave;s caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas e de gerenciamento dos    servi&ccedil;os (<a href="#tab2">tabelas 2</a> a <a href="#tab5">5</a>).</font></p>     <p>&nbsp;<a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a05t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;<a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a05f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;<a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a05f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;<a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a05f3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;<a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a05f4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;<a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a05t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;<a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a05t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;<a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a05t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;<a name="tab5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v15n4/4a05t5.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">De acordo com a <a href="#fig1">Figura 1</a>,    a Regi&atilde;o Central e a Regi&atilde;o Norte do Estado s&atilde;o as que    apresentam maior n&uacute;mero de auxiliares de odontologia no servi&ccedil;o    p&uacute;blico municipal. Essa propor&ccedil;&atilde;o, todavia, ainda &eacute;    muito pequena: existem de 2,55 a 13,10 profissionais para cada 10.000 habitantes,    nas melhores situa&ccedil;&otilde;es. No modelo estat&iacute;stico multivariado    resultante (<a href="#tab2">Tabela 2</a>), o n&uacute;mero de auxiliares &eacute;    t&atilde;o maior quanto piores s&atilde;o os indicadores de renda e o grau de    analfabetismo; e tanto quanto maiores se apresentam as despesas e receitas municipais    <i>per capita</i>. Com rela&ccedil;&atilde;o ao ICV, este indica que, quanto    melhores as condi&ccedil;&otilde;es de vida, mais auxiliares h&aacute; &#8211;    l&oacute;gica inversa &agrave; dos outros indicadores. Por se tratar de um indicador    que reflete as dimens&otilde;es Longevidade, Educa&ccedil;&atilde;o, Renda,    Inf&acirc;ncia e Habita&ccedil;&atilde;o, entretanto, ele pode refletir uma    condi&ccedil;&atilde;o municipal favor&aacute;vel &agrave; pr&oacute;pria contrata&ccedil;&atilde;o    de profissionais, por exemplo. Pela an&aacute;lise bivariada, a vari&aacute;vel    &eacute; inversamente proporcional ao ICV, o que poderia confirmar o exposto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Percebe-se uma maior propor&ccedil;&atilde;o    de cirurgi&otilde;es-dentistas em toda a Regi&atilde;o Norte do Estado. A maioria    dos Munic&iacute;pios com 7 a 20 profissionais para cada 10.000 habitantes encontra-se    nessa Regi&atilde;o (<a href="#fig2">Figura 2</a>). Pela an&aacute;lise de regress&atilde;o    (<a href="#tab3">Tabela 3</a>), o modelo apresentou-se de maneira similar &agrave;    vari&aacute;vel anterior.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o aos cirurgi&otilde;es-dentistas    inscritos no CRO/SP, percebe-se um padr&atilde;o um pouco diferente (<a href="#fig3">Figura    3</a>): a Regi&atilde;o Norte continua mantendo uma maior propor&ccedil;&atilde;o    de profissionais por 10.000 habitantes (entre 7,81 e 43,50), embora isso tamb&eacute;m    seja observado nas Regi&otilde;es Central e Sudeste, o que demonstra o car&aacute;ter    predominantemente privado dos profissionais que atuam nessas &aacute;reas; na    Regi&atilde;o Sul, predominam Munic&iacute;pios com at&eacute; 7,81 CD por 10.000    habitantes. A vari&aacute;vel est&aacute; fortemente associada, pela an&aacute;lise    de correla&ccedil;&atilde;o bivariada, aos melhores ICV e renda m&eacute;dia    da popula&ccedil;&atilde;o; e &eacute; inversamente proporcional ao maior grau    de analfabetismo e renda insuficiente (<a href="#tab1">Tabela 1</a>). A an&aacute;lise    de regress&atilde;o mostra que o n&uacute;mero de cirurgi&otilde;es-dentistas    registrados no CRO/SP relaciona-se com o &Iacute;ndice de Gini (desigualdade    na distribui&ccedil;&atilde;o da renda), o ICV e a renda m&eacute;dia da popula&ccedil;&atilde;o:    quanto mais elevados esses indicadores sociais, maior &eacute; o n&uacute;mero    desses profissionais nos Munic&iacute;pios (<a href="#tab4">Tabela 4</a>). Essa    &eacute; a l&oacute;gica do setor privado, sustentado pelas melhores condi&ccedil;&otilde;es    socioecon&ocirc;micas da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero    de equipamentos odontol&oacute;gicos (<a href="#fig4">Figura 4</a>) segue o    mesmo padr&atilde;o do n&uacute;mero de profissionais do servi&ccedil;o p&uacute;blico.    A melhor propor&ccedil;&atilde;o observa-se na Regi&atilde;o Norte do Estado:    4 a 26 equipamentos para cada 10.000 habitantes, aproximadamente. O n&uacute;mero    de equipamentos, contudo, &eacute; equivalente ao n&uacute;mero de cirurgi&otilde;es-dentistas    (0,95 equipamentos: 1 CD), em torno de 5 a 20 profissionais por 10.000 habitantes;    o que indica ociosidade da capacidade instalada, pois esses funcion&aacute;rios    p&uacute;blicos trabalham, majoritariamente, em jornadas de 20 horas semanais,    ou seja, apenas meio per&iacute;odo do dia. O mesmo se observa na maioria dos    Munic&iacute;pios das Regi&otilde;es Central, Sul e Sudeste, que apresentam    entre 0,01 a 4,34 equipamentos por 10.000 habitantes. A an&aacute;lise bivariada    (<a href="#tab1">Tabela 1</a>) mostra que o n&uacute;mero de equipamentos &eacute;    proporcional &agrave; maior porcentagem de analfabetismo e de renda insuficiente;    e aos piores &iacute;ndices de renda m&eacute;dia e de condi&ccedil;&otilde;es    de vida. De acordo com a <a href="#tab5">Tabela 5</a>, quanto melhor a receita    municipal <i>per capita</i>, maior &eacute; o n&uacute;mero de equipamentos    odontol&oacute;gicos adquiridos pelos Munic&iacute;pios. A an&aacute;lise de    regress&atilde;o mostra, ainda, que os Munic&iacute;pios com menor renda m&eacute;dia,    por&eacute;m com &Iacute;ndice de Gini maior, tendem a possuir maior propor&ccedil;&atilde;o    de equipamentos odontol&oacute;gicos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Estado de S&atilde;o Paulo, que ocupa uma &aacute;rea    aproximada de 250 mil km<sup>2</sup>, possu&iacute;a, em 1996, pouco mais de    34 milh&otilde;es de habitantes. A taxa de analfabetismo da popula&ccedil;&atilde;o    adulta era de 11,3% em 1991; caiu para 6,1% em 1998. Embora esse indicador tenha    apresentado uma melhora no final do s&eacute;culo XX, n&atilde;o se pode dizer    o mesmo do desemprego. Em 1994, 13,3% dos paulistanos estavam desempregados,    valor que subiu para 16,5% em 1998.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O acesso a bens e servi&ccedil;os essenciais    &agrave; sobreviv&ecirc;ncia ainda depende da possibilidade de pagar por eles.    Embora a no&ccedil;&atilde;o de bem-estar n&atilde;o se restrinja ao fator renda,    &eacute; ineg&aacute;vel sua import&acirc;ncia para uma sociedade como esta.<sup>12</sup>    A renda m&eacute;dia da popula&ccedil;&atilde;o do Estado mais rico do Pa&iacute;s    foi de 2,2 sal&aacute;rios m&iacute;nimos, em que 8,0% da popula&ccedil;&atilde;o    vivia com renda insuficiente (at&eacute; meio sal&aacute;rio m&iacute;nimo)    e quase metade das pessoas dispunham de at&eacute; tr&ecirc;s sal&aacute;rios    m&iacute;nimos.<sup>9</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O conjunto de reflexos da desigualdade social    sobre as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de constitui objeto de estudo    da &aacute;rea da Sa&uacute;de, como as correla&ccedil;&otilde;es entre indicadores    epidemiol&oacute;gicos e socioecon&ocirc;micos; pessoas e &aacute;reas de pior    n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico apresentam, quase invariavelmente, piores    condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de.<sup>13</sup> Essa associa&ccedil;&atilde;o    tamb&eacute;m se aplica &agrave; sa&uacute;de bucal, pois a preval&ecirc;ncia    de c&aacute;rie mostra-se maior em popula&ccedil;&otilde;es de baixo n&iacute;vel    socioecon&ocirc;mico.<sup>14-16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Lalloo e colaboradores<sup>17</sup> exploraram    a rela&ccedil;&atilde;o entre n&iacute;veis de desenvolvimento socioecon&ocirc;mico    &#91;de acordo com o &iacute;ndice de desenvolvimento humano (IDH) e o produto    nacional bruto (PNB)&#93; de diferentes pa&iacute;ses e o desenvolvimento de    pol&iacute;ticas nacionais de sa&uacute;de bucal. Os autores relataram que as    popula&ccedil;&otilde;es de pa&iacute;ses em transi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica    apresentam os maiores &iacute;ndices de c&aacute;rie.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Alguns estudos relacionaram ser t&atilde;o maior    a experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie, medida pelo &iacute;ndice CPO-D (m&eacute;dia    de dentes cariados, perdidos e obturados em popula&ccedil;&otilde;es) quanto    piores s&atilde;o os indicadores sociais, como IDH, &iacute;ndice de condi&ccedil;&otilde;es    de vida, &iacute;ndice de salubridade, &iacute;ndice de desenvolvimento infantil,    percentual de casas ligadas &agrave; rede de abastecimento de &aacute;gua,<sup>18</sup>    aglomera&ccedil;&atilde;o familiar por domic&iacute;lio,<sup>18,19</sup> localiza&ccedil;&atilde;o    e tipo de escola<sup>19-21</sup> e renda familiar.<sup>18,19,22,23</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Inglaterra, apesar de o &iacute;ndice de c&aacute;rie    em dentes permanentes de suas crian&ccedil;as ser baixo, mostra iniq&uuml;idades    entre classes sociais, regi&otilde;es do pa&iacute;s e grupos &eacute;tnicos    minorit&aacute;rios de pr&eacute;-escola. A experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie    dos adultos ingleses j&aacute; n&atilde;o &eacute; t&atilde;o desigual quanto    em suas crian&ccedil;as; entre os ed&ecirc;ntulos, contudo, a diferen&ccedil;a    &eacute; maior segundo a classe social.<sup>24</sup> Para esses autores, as    melhorias na sa&uacute;de bucal dos ingleses nos &uacute;ltimos 30 anos s&atilde;o    resultado de dentifr&iacute;cios fluoretados e fatores ambientais, sociais e    econ&ocirc;micos. O estudo conclui que as desigualdades em sa&uacute;de s&oacute;    seriam reduzidas se houvesse a implementa&ccedil;&atilde;o efetiva e apropriada    de pol&iacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Apenas com a    atua&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, nunca seria poss&iacute;vel    enfrentar &#8211; com &ecirc;xito &#8211; as causas fundamentais das doen&ccedil;as    bucais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em outro artigo, Watt e Fuller<sup>25</sup> acrescentam    que, para melhorar a sa&uacute;de bucal e reduzir iniq&uuml;idades, &eacute;    vital que o profissional de sa&uacute;de bucal seja um participante ativo na    implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas para essa &aacute;rea.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em toda pol&iacute;tica de sa&uacute;de bucal,    portanto, faz-se presente a quest&atilde;o dos recursos humanos. Antes, no Estado    de S&atilde;o Paulo, havia um auxiliar para cada dois cirurgi&otilde;es-dentistas,    em m&eacute;dia; vale ressaltar que esse profissional n&atilde;o &eacute;, necessariamente,    o atendente de consult&oacute;rio dent&aacute;rio. Muitas vezes, &eacute; o    auxiliar de enfermagem quem se encarrega dessa fun&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">N&atilde;o obstante essa propor&ccedil;&atilde;o    ter aumentado nos &uacute;ltimos anos &#8211; em 1988, era de 0,08 auxiliares    para cada cirurgi&atilde;o-dentista no servi&ccedil;o p&uacute;blico &#8211;,<sup>26</sup>    o n&uacute;mero de auxiliares do servi&ccedil;o p&uacute;blico ainda &eacute;    inadequado para a ado&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas de sistemas de trabalho    de alta cobertura, t&atilde;o desejado em Sa&uacute;de P&uacute;blica, para    simplifica&ccedil;&atilde;o e racionaliza&ccedil;&atilde;o do trabalho odontol&oacute;gico.<sup>27</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando-se o n&uacute;mero de CD inscritos    no CRO/SP, pode-se dizer que, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o da Regi&atilde;o    Sul do Estado, a concentra&ccedil;&atilde;o de profissionais est&aacute; bem    distribu&iacute;da: 65% deles exercem a atividade no setor p&uacute;blico e    se concentram, mais acentuadamente, na Regi&atilde;o Norte do Estado. Em 1992,    68,3% dos v&iacute;nculos empregat&iacute;cios oferecidos em odontologia eram    do setor p&uacute;blico.<sup>28</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sobre a compatibilidade dos recursos humanos    com as necessidades da popula&ccedil;&atilde;o, ainda existe um grande desafio    a ser vencido. O Brasil apresenta um indesej&aacute;vel desequil&iacute;brio    estrutural na distribui&ccedil;&atilde;o de CD pelas macrorregi&otilde;es em    rela&ccedil;&atilde;o a suas respectivas popula&ccedil;&otilde;es. Em 2002,    o Sudeste concentrava 61% dos profissionais e 42% da popula&ccedil;&atilde;o    total; j&aacute; o Nordeste apresentava 13% dos CD e 28% da popula&ccedil;&atilde;o    total.<sup>29</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Adotar como crit&eacute;rio a necessidade de    se aumentar a quantidade de cirurgi&otilde;es-dentistas no mercado de trabalho,    com a alega&ccedil;&atilde;o de que muitos n&atilde;o t&ecirc;m acesso a servi&ccedil;os    de sa&uacute;de bucal por falta de profissionais, n&atilde;o foi &#8211; e n&atilde;o    ser&aacute; &#8211; suficiente para reverter o quadro epidemiol&oacute;gico    de sa&uacute;de bucal dos brasileiros.<sup>30</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para Pack,<sup>31</sup> nos pa&iacute;ses em    desenvolvimento, programas de interven&ccedil;&atilde;o focalizando a aten&ccedil;&atilde;o    prim&aacute;ria e a preven&ccedil;&atilde;o deveriam ser planejados e implantados    com urg&ecirc;ncia; e suas efetividades monitoradas e analisadas cientificamente.    Segundo o autor, esses pa&iacute;ses s&atilde;o muito suscept&iacute;veis a    doen&ccedil;as bucais &#8211; particularmente doen&ccedil;a periodontal &#8211;,    agravadas pela pobreza, condi&ccedil;&otilde;es de vida, ignor&acirc;ncia em    rela&ccedil;&atilde;o &agrave; educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de; e por    lacunas de investimentos e de profissionais suficientes para a Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">H&aacute; uma equival&ecirc;ncia entre o n&uacute;mero    de equipamentos odontol&oacute;gicos e o n&uacute;mero de profissionais no servi&ccedil;o    p&uacute;blico. Pela <a href="#fig4">Figura 4</a>, no &uacute;ltimo quintil,    chega-se a contar mais equipamentos para cada 10.000 habitantes do que CD do    servi&ccedil;o p&uacute;blico (<a href="#fig2">Figura 2</a>). Sabendo-se que    os profissionais trabalham por 20 horas semanais e que as unidades de sa&uacute;de    podem funcionar por dois ou at&eacute; tr&ecirc;s per&iacute;odos, esse mesmo    equipamento poderia ser utilizado por dois ou tr&ecirc;s cirurgi&otilde;es-dentistas.    Portanto, admitindo-se que todos os equipamentos relacionados no banco de dados    estejam em condi&ccedil;&otilde;es de funcionamento, h&aacute; uma ociosidade    nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para Junqueira,<sup>32</sup> ainda &eacute; elevada    a taxa de ociosidade dos profissionais da &aacute;rea da Sa&uacute;de; conseq&uuml;entemente,    h&aacute; <i>deficit</i> de consultas m&eacute;dicas e odontol&oacute;gicas    no Estado de S&atilde;o Paulo. Essa situa&ccedil;&atilde;o &eacute; confirmada    quando se observa o <i>superavit</i> de empregos m&eacute;dicos &#8211; o que    n&atilde;o ocorre com o emprego odontol&oacute;gico. Com respeito &agrave;s    consultas, considerou-se a capacidade instalada para o atendimento ambulatorial    no setor p&uacute;blico, principal respons&aacute;vel pela aten&ccedil;&atilde;o    b&aacute;sica. Segundo o autor, n&atilde;o adianta apenas ampliar a capacidade    instalada, deve-se buscar novas formas de gerenciamento que garantam a efic&aacute;cia    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo esta pesquisa, n&atilde;o &eacute; o    profissional que est&aacute; ocioso mas o equipamento, fundamental para as a&ccedil;&otilde;es    assistenciais em odontologia. O presente trabalho n&atilde;o coloca sob questionamento    a produtividade do profissional, que poderia ilustrar ou n&atilde;o a correspond&ecirc;ncia    de atendimento com a carga hor&aacute;ria; por&eacute;m, certamente, a cobertura    de procedimentos cl&iacute;nicos odontol&oacute;gicos poderia ser aumentada    se esses equipamentos fossem utilizados por todo o per&iacute;odo de funcionamento    das unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mais do que realizar procedimentos odontol&oacute;gicos,    o funcionamento desses equipamentos significa amplia&ccedil;&atilde;o da cobertura    dos servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos. De acordo com a Pesquisa Nacional    por Amostra de Domic&iacute;lios (PNAD),<sup>33</sup> realizada pelo IBGE, 18,7%    da popula&ccedil;&atilde;o brasileira nunca tinha consultado o cirurgi&atilde;o-dentista    at&eacute; 1998. Em estudo de Barros e Bertoldi,<sup>34</sup> ap&oacute;s a    an&aacute;lise dos dados da PNAD, 3,7% dos entrevistados n&atilde;o tiveram    acesso algum a um servi&ccedil;o quando procuraram atendimento; essa propor&ccedil;&atilde;o,    entretanto, foi maior entre os pobres mais idosos (12,6%), dependentes, em sua    maioria, dos atendimentos realizados pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de.    O SUS &eacute; respons&aacute;vel por 68,0% dos atendimentos a esse segmento    da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; poss&iacute;vel incorporar equipes de    sa&uacute;de bucal &#8211; e preencher as lacunas de recursos humanos salientadas    por Pack &#8211;<sup>31</sup> nos locais com estrutura f&iacute;sica j&aacute;    instalada, o que, certamente, reverteria em benef&iacute;cio da popula&ccedil;&atilde;o,    sem custo imediato de investimento para a constru&ccedil;&atilde;o de salas,    compra de equipamentos e instrumental odontol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mudan&ccedil;as socioecon&ocirc;micas t&ecirc;m    causado maior impacto na redu&ccedil;&atilde;o de agravos em sa&uacute;de bucal    do que a pr&oacute;pria oferta de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos,<sup>24</sup>    embora isso n&atilde;o justifique sua ociosidade. O fato de o processo sa&uacute;de-doen&ccedil;a    ser determinado pelas rela&ccedil;&otilde;es sociais e econ&ocirc;micas n&atilde;o    exime o servi&ccedil;o de sa&uacute;de de sua responsabilidade social na disponibilidade    de equipamentos adequados, segundo Akerman e Nadanovsky.<sup>35</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo de Baldani e colaboradores<sup>22</sup>    demonstrou uma correla&ccedil;&atilde;o positiva entre o &iacute;ndice CPO-D    e o n&uacute;mero de consult&oacute;rios dispon&iacute;veis no servi&ccedil;o    p&uacute;blico no Estado do Paran&aacute;. Segundo os autores, o achado poderia    indicar uma tend&ecirc;ncia dos Munic&iacute;pios em oferecer maior cobertura    assistencial onde se encontram os piores indicadores sociais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sobre a associa&ccedil;&atilde;o de caracter&iacute;sticas    socioecon&ocirc;micas, o presente estudo indicou que quanto piores os indicadores    sociais (renda insuficiente, analfabetismo e renda m&eacute;dia familiar), maior    &eacute; o n&uacute;mero de auxiliares e de CD no servi&ccedil;o p&uacute;blico    municipal. O n&uacute;mero de equipamentos do setor p&uacute;blico tamb&eacute;m    foi mais significativo tanto quanto pior foi a renda m&eacute;dia da popula&ccedil;&atilde;o.    Para Fernandes e Peres,<sup>36</sup> ao associar aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica    em sa&uacute;de bucal e indicadores socioecon&ocirc;micos municipais do Estado    de Santa Catarina, maiores coberturas foram associadas ao aumento do n&uacute;mero    de dentistas no SUS; outrossim, os Munic&iacute;pios catarinenses com piores    condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas (menor &iacute;ndice de desenvolvimento    humano) foram associados a maiores propor&ccedil;&otilde;es de exodontias (tratamento    mutilador).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando considerados os profissionais inscritos    no CRO/SP, eles acompanharam os melhores &iacute;ndices de Gini e de condi&ccedil;&otilde;es    de vida, assim como a renda m&eacute;dia da popula&ccedil;&atilde;o. Essa &eacute;    a l&oacute;gica do setor privado, sustentado pelas melhores condi&ccedil;&otilde;es    socioecon&ocirc;micas da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Conclui-se que tem havido, no setor p&uacute;blico,    o direcionamento dos recursos humanos e materiais de acordo com as necessidades    da popula&ccedil;&atilde;o, sendo esses recursos p&uacute;blicos maiores, proporcionalmente,    nas regi&otilde;es que apresentam piores indicadores sociecon&ocirc;micos. Eis    aqui a efetiva&ccedil;&atilde;o de um dos princ&iacute;pios do Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de brasileiro, a Eq&uuml;idade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Waldman EA. A transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica:    tend&ecirc;ncias e diferenciais dos padr&otilde;es de morbimortalidade em diferentes    regi&otilde;es do mundo. O Mundo da Sa&uacute;de 2000;24(1):10-18.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Drachler ML, C&ocirc;rtes SMV, Castro JD,    Leite JCC. Proposta de metodologia para selecionar indicadores de desigualdade    em sa&uacute;de visando definir prioridades de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    no Brasil. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva 2003;8(2):461-470.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da    Sa&uacute;de. Avalia&ccedil;&atilde;o para a transforma&ccedil;&atilde;o: Bol&iacute;via,    Dom&iacute;nica, Haiti, Rep&uacute;blica Dominicana e S&atilde;o Vicente e Granadinas.    Washington: Opas; 1995. Hss/Silos, 16 e 24.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Buss PM. Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de    e qualidade de vida. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva 2000;5(1):163-177.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Czeresnia D. O conceito de sa&uacute;de e    a diferen&ccedil;a entre preven&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o. In:    Czeresnia D, Freitas CM, organizadores. Promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de:    conceitos, reflex&otilde;es, tend&ecirc;ncias. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2003.    p. 39-53.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Ometto AMH, Furtuoso MCO, Silva MV. Economia    brasileira na d&eacute;cada de 80 e seus reflexos nas condi&ccedil;&otilde;es    de vida da popula&ccedil;&atilde;o. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1995;29(5):403-414.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Ruffino Netto A. Qualidade de vida: compromisso    hist&oacute;rico da epidemiologia. Anais do II Congresso Brasileiro de Epidemiologia;    1992; Belo Horizonte, Brasil. Belo Horizonte: Abrasco; 1993. p. 11-18.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Funda&ccedil;&atilde;o Sistema Estadual de    An&aacute;lise de Dados. Pesquisa municipal unificada &#91;CD-ROM&#93;. S&atilde;o    Paulo: Seade; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para    o Desenvolvimento, Instituto de Pesquisa Aplicada, Funda&ccedil;&atilde;o Jo&atilde;o    Pinheiro, Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.    Atlas do desenvolvimento humano &#91;CD-ROM&#93;. S&atilde;o Paulo: PNUD; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o    Paulo, Funda&ccedil;&atilde;o Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados. Perfil    Municipal de Sa&uacute;de &#91;CD-ROM&#93;. S&atilde;o Paulo: SES; 1997(a).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Conselho Federal de Odontologia. Estat&iacute;sticas    do CFO &#91;dados na Internet&#93;. Bras&iacute;lia: CFO &#91;acesso durante    o ano de 1999 para informa&ccedil;&otilde;es do mesmo ano&#93;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.cfo.org.br">http://www.cfo.org.br</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Duchiade MP. Popula&ccedil;&atilde;o brasileira:    um retrato em movimento. In: Minayo MCS, organizador. Os muitos brasis: sa&uacute;de    e popula&ccedil;&atilde;o da d&eacute;cada de 80. S&atilde;o Paulo: Hucitec;    1995. p. 14-56.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Barcellos C, Sabroza PC, Peiter P, Rojas    LI. Organiza&ccedil;&atilde;o espacial, sa&uacute;de e qualidade de vida: a    an&aacute;lise espacial e o uso de indicadores na avalia&ccedil;&atilde;o de    situa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de. Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS    2002;11(3):129-138.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Gillcrist JA, Brumley DE, Blackford JU. Community    socioeconomic status and children&#8217;s dental health. Journal of the American    Dental Association 2001;132(2):216-222.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Peres MA, Peres KG, Antunes JLF, Junqueira    SR, Fraz&atilde;o P, Narvai PC. The association between socioeconomic development    at the town level and the distribution of dental caries in Brazilian children.    Revista Panamericana de Salud P&uacute;blica 2003;14(3):149-157.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Alfonso Betancourt NM, Pria Barros MC, Alfonso    Betancourt O, Garcia Alfonso A. Analisis de la situaci&oacute;n de salud bucal    seg&uacute;n condiciones de vida. Area de salud &#8220;Camilo Cienfuegos&#8221;,    2001. Revista Cubana de Estomatolog&iacute;a 2004;41(1).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Lalloo R, Myburgh NG, Hobdell MH. Dental    caries, socio-economic development and national oral health policies. International    Dental Journal 1999; 49(4):196-202.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Baldani MH, Narvai PC, Antunes JLF. C&aacute;rie    dent&aacute;ria e condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas no Estado do    Paran&aacute;, Brasil, 1996. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2002;18(3):755-763.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Antunes JLF, Fraz&atilde;o P, Narvai PC,    Biso CM, Pegoretti T. Spatial analysis to identify differentials in dental needs    by area-based measures. Community Dental Oral Epidemiology 2002;30(2):133-142.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Moura MS, Santos-Pinto LAM, Giro EMA, Cordeiro    RCL. C&aacute;rie dent&aacute;ria relacionada ao n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico    em escolares de Araraquara. Revista de Odontologia da Unesp 1996;25(1):97-107.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Irigoyen ME, Maupom&eacute; G, Mej&iacute;a    AM. Caries experience and treatment needs in a 6-to 12-year-old urban population    in relation to socio-economic status. Community Dental Health 1999;16(4):245-249.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Baldani MH, Vasconcelos AGG, Antunes JLF.    Associa&ccedil;&atilde;o do &iacute;ndice CPO-D com indicadores socioecon&ocirc;micos    e de provis&atilde;o de servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos no Estado do Paran&aacute;,    Brasil. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2004;20(1):143-152.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Peres KGA, Bastos JRM, Latorre MRDO. Severidade    de c&aacute;rie em crian&ccedil;as e rela&ccedil;&atilde;o com aspectos sociais    e comportamentais. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2000;34(4):402-408.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. Watt RG, Sheihram A. Inequalities in oral    health: a review of the evidence and recommendations for action. British Dental    Journal 1999;187(1):6-12.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">25. Watt RG, Fuller SS. Oral health promotion    &#8211; opportunity knocks. British Dental Journal 1999;186(1):3-6.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">26. Botazzo C, Manfredini MA, Narvai PC. For&ccedil;a    de trabalho em sa&uacute;de bucal. Sa&uacute;de em Debate 1989;24:74-77.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">27. Fraz&atilde;o P. Sistemas de trabalho de    alta cobertura na assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica na perspectiva do Sistema    &Uacute;nico de Sa&uacute;de. In: Ara&uacute;jo ME, organizador. Odontologia    em Sa&uacute;de Coletiva. S&atilde;o Paulo: Faculdade de Odontologia da Universidade    de S&atilde;o Paulo; 1999. p. 100-118. Apostila.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">28. Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de S&atilde;o    Paulo, Secretaria da Administra&ccedil;&atilde;o e Moderniza&ccedil;&atilde;o    do Servi&ccedil;o P&uacute;blico. Distribui&ccedil;&atilde;o da for&ccedil;a    de trabalho de n&iacute;vel superior na &aacute;rea da Sa&uacute;de no Estado    de S&atilde;o Paulo em 1992 &#91;An&aacute;lise preliminar dos dados da pesquisa&#93;.    S&atilde;o Paulo: Fundap; 1997(b).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">29. Narvai PC. Recursos humanos para promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de bucal. In: Kriger L, coordenador. Promo&ccedil;&atilde;o de    Indicadores socioecon&ocirc;micos e recursos odontol&oacute;gicos sa&uacute;de    bucal. 2<sup>a</sup> ed. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas; 1999. p. 447-463.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">30. Junqueira SR, Frias AC, Zilbovicius C. Sa&uacute;de    bucal coletiva: quadros social, epidemiol&oacute;gico e pol&iacute;tico. In:    Rode SM, Gentil SN, organizadores. Atualiza&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica    em odontologia. S&atilde;o Paulo: Artes M&eacute;dicas; 2004. p. 591-604.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">31. Pack ARC. Dental services and needs in developing    countries. International Dental Journal 1998;8(supl.1):239-247.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">32. Junqueira LAP, coordenador. Programa decenal    para a &aacute;rea social em S&atilde;o Paulo: gest&atilde;o p&uacute;blica    no setor Sa&uacute;de; um plano estrat&eacute;gico &#91;Documento de trabalho/Quest&atilde;o    Social 14&#93;. S&atilde;o Paulo: Fundap; 1992.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">33. Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro    de Geografia e Estat&iacute;stica. Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios    (PNAD 1998). Rio de Janeiro: IBGE, 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">34. Barros AJD, Bertoldi AD. Desigualdades na    utiliza&ccedil;&atilde;o e no acesso a servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos:    uma avalia&ccedil;&atilde;o em n&iacute;vel nacional. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de    Coletiva 2002;7(4):709-717.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">35. Akerman M, Nadanovsky P. Avalia&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de &#8211; avaliar o qu&ecirc;? Cadernos de    Sa&uacute;de P&uacute;blica 1992;8(4):361-365.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">36. Fernandes LS, Peres MA. Associa&ccedil;&atilde;o    entre aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica em sa&uacute;de bucal e indicadores    socioecon&ocirc;micos municipais. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2005;39(6):930-936.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v15n4/seta.gif" border="0"></a><font size="2" face="Verdana"><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Departamento de Odontologia Social,    <br>   Faculdade de Odontologia,    <br>   Universidade de S&atilde;o Paulo.    <br>   Av. Prof. Lineu Prestes, 2227,    <br>   Cidade Universit&aacute;ria,    <br>   S&atilde;o Paulo-SP.    <br>   CEP: 05508-900    ]]></body>
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