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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Avaliação do processo de implantação e implementação do Programa de Redução da Morbimortalidade por Acidentes de Trânsito]]></article-title>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Evaluating the Process of Implementation of the Reduction Program on Mortality and Morbidity in Transit Accidents]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[This article constitutes a synthesis of an evaluative research realized by investigators of Centro Latino-Americano de Estudos sobre Violência e Saúde of Escola Nacional de Saúde Pública, Instituto Oswaldo Cruz Foundation, Brazilian Ministry of Health, about the implantation and implementation of the Reduction Program on Mortality and Morbidity in Transit Accident, in five Brazilian capitals - Recife, Belo Horizonte, Goiânia, São Paulo, and Curitiba - during 2003 and 2004. The evaluation finished in 2006. It presents and discusses epidemiological data, information system, and indicators of process and results. The results point out: absence of tradition in intersectorial work; short visibility of the problem of traffic accident; frequent change of the managers and coordination; political interventions in the projects. Among the principals factors of success, are cited: anterior experience in treat the problem; intersectorial integration; capacity to give visibility to the theme; production of a kit of indicators and methodology for evaluating the Program.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[pesquisa avaliativa]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Avalia&ccedil;&atilde;o do processo de implanta&ccedil;&atilde;o    e implementa&ccedil;&atilde;o do Programa de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbimortalidade    por Acidentes de Tr&acirc;nsito<a href="#nota"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Evaluating the Process of Implementation of    the   Reduction Program on Mortality and Morbidity in Transit Accidents</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Edinilsa Ramos de Souza<sup>I</sup>; Maria Cec&iacute;lia    de Souza Minayo<sup>I</sup>; Let&iacute;cia Gast&atilde;o Franco<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Centro Latino-Americano de Estudos    sobre Viol&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Jorge Careli, Escola Nacional de Sa&uacute;de    P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca, Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo    Cruz, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Rio de Janeiro-RJ    <br>   <sup>II</sup>Centro Latino-Americano de Estudos sobre Viol&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Jorge Careli,    Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca, Funda&ccedil;&atilde;o    Instituto Oswaldo Cruz, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Rio de Janeiro-RJ    &#8211; Bolsista</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este artigo apresenta s&iacute;ntese da pesquisa    avaliativa realizada por pesquisadores do Centro Latino Americano de Estudos    sobre Viol&ecirc;ncia e Sa&uacute;de da Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica,    Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    sobre implanta&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o do Programa de    Redu&ccedil;&atilde;o de Morbimortalidade por Acidentes de Tr&acirc;nsito do    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de em cinco capitais brasileiras &#8211; Recife,    Belo Horizonte, Goi&acirc;nia, S&atilde;o Paulo e Curitiba &#8211;, nos anos    de 2003 e 2004. A avalia&ccedil;&atilde;o terminou em 2006 e evidencia fatores    que dificultam ou facilitam o processo. S&atilde;o analisados dados epidemiol&oacute;gicos,    sistema de informa&otilde;es, indicadores de avalia&ccedil;&atilde;o e resultados.    Os achados apontam entraves: falta de tradi&ccedil;&atilde;o de trabalho intersetorial;    pouca visibilidade do problema de acidentes de tr&acirc;nsito; mudan&ccedil;as    freq&uuml;entes de coordena&ccedil;&atilde;o; e interfer&ecirc;ncias pol&iacute;ticas    nos projetos. Entre os fatores de &ecirc;xito, destacam-se: antecedentes das    Secretarias Municipais para lidar com a quest&atilde;o; processo de articula&ccedil;&atilde;o    intersetorial; visibilidade do tema para a popula&ccedil;&atilde;o; e produ&ccedil;&atilde;o    de um <i>kit</i> de indicadores e metodologia para avalia&ccedil;&atilde;o do    Programa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> pesquisa avaliativa; indicadores    de avalia&ccedil;&atilde;o; causas externas; preven&ccedil;&atilde;o de acidentes    de tr&acirc;nsito.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><b><font size="2" face="Verdana">SUMMARY</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana">This article constitutes a synthesis of an evaluative    research realized by investigators of Centro Latino-Americano de Estudos sobre    Viol&ecirc;ncia e Sa&uacute;de of Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica,    Instituto Oswaldo Cruz Foundation, Brazilian Ministry of Health, about the implantation    and implementation of the Reduction Program on Mortality and Morbidity in Transit    Accident, in five Brazilian capitals &#8211; Recife, Belo Horizonte, Goi&acirc;nia,    S&atilde;o Paulo, and Curitiba &#8211; during 2003 and 2004. The evaluation    finished in 2006. It presents and discusses epidemiological data, information    system, and indicators of process and results. The results point out: absence    of tradition in intersectorial work; short visibility of the problem of traffic    accident; frequent change of the managers and coordination; political interventions    in the projects. Among the principals factors of success, are cited: anterior    experience in treat the problem; intersectorial integration; capacity to give    visibility to the theme; production of a kit of indicators and methodology for    evaluating the Program.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key-words:</b> evaluative research; indicators    of evaluation; external causes; traffic accident prevention.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este artigo trata da avalia&ccedil;&atilde;o    de um programa de interven&ccedil;&atilde;o realizado para reduzir o n&uacute;mero    de mortes e les&otilde;es ocorridas no tr&acirc;nsito, em cinco Munic&iacute;pios    do Brasil. Entende-se <b>acidente de tr&acirc;nsito</b> como todo evento que    provoque dano e envolva um ve&iacute;culo, a via, a pessoa humana e ou animais    e que, para se caracterizar, tem a necessidade da presen&ccedil;a de pelo menos    dois desses fatores.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A respeito do assunto, o documento sobre Redu&ccedil;&atilde;o    de Acidentes e Viol&ecirc;ncias do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS)<sup>2</sup>    problematiza o tema expondo sua complexidade. Em primeiro lugar, coloca-o no    interior das chamadas causas externas, de acordo com a Classifica&ccedil;&atilde;o    Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas Relacionados    &agrave; Sa&uacute;de &#8211; D&eacute;cima Revis&atilde;o (CID-10, 1997), e    o entende como um evento n&atilde;o intencional e, sobretudo, evit&aacute;vel,    causador de les&otilde;es f&iacute;sicas e emocionais. Tendo em vista a dificuldade    de se estabelecer a intencionalidade em um acidente, os dados e as interpreta&ccedil;&otilde;es    que lhe conferem o car&aacute;ter acidental ou violento comportar&aacute;, sempre,    um grau de imprecis&atilde;o.<sup>2</sup></sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Iniciativas de v&aacute;rios pa&iacute;ses, a    partir do final do s&eacute;culo XX, t&ecirc;m classificado o tr&acirc;nsito    entre os problemas pass&iacute;veis de interven&ccedil;&atilde;o mediante pr&aacute;ticas    saud&aacute;veis. Por esse motivo, entre outros, a Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS) colocou a <b>seguran&ccedil;a nas estradas</b>    como o mote das comemora&ccedil;&otilde;es do Dia Mundial da Sa&uacute;de em    2004. Em torno do tr&acirc;nsito, t&ecirc;m-se desenvolvido a&ccedil;&otilde;es    ligadas &agrave; preven&ccedil;&atilde;o de acidentes em diversos pa&iacute;ses,    com o objetivo de chamar a aten&ccedil;&atilde;o dos governos, das empresas    e da sociedade civil para esse problema que ceifa tantas vidas e deixa milh&otilde;es    de pessoas incapacitadas. O escopo dessas iniciativas &eacute; o de melhorar    a identifica&ccedil;&atilde;o, a assist&ecirc;ncia aos acidentados e a atua&ccedil;&atilde;o    necess&aacute;ria para redu&ccedil;&atilde;o de mortes e traumas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Documentos da OMS <sup>3</sup> e do Minist&eacute;rio da    Sa&uacute;de <sup>4</sup> destacam que, no ano 2000, cerca de 1,2 milh&otilde;es de pessoas    morreram por acidentes de tr&acirc;nsito, sendo essa a 10<sup>a</sup> causa    de &oacute;bito e a 9<sup>a</sup> a contribuir com a carga de doen&ccedil;a    em todo o mundo. Estima-se que o custo anual dos acidentes de tr&acirc;nsito    &eacute;, aproximadamente, de 1% do produto interno bruto (PIB) de pa&iacute;ses    em desenvolvimento e 2% do PIB dos pa&iacute;ses altamente motorizados. Do total    das v&iacute;timas que sofreram les&otilde;es e traumas, 20 a 50 milh&otilde;es    ficaram incapacitadas, parcial ou totalmente. Cerca de 90% das mortes no tr&acirc;nsito    concentraram-se, em 2000, nos pa&iacute;ses com baixa e m&eacute;dia renda.    E do conjunto dos acidentes, 11% ocorreram nas Am&eacute;ricas. As v&iacute;timas    de les&otilde;es e traumas ocuparam 10% dos leitos hospitalares no ano 2000.    Na Am&eacute;rica Latina, o custo aproximado das mortes e das incapacita&ccedil;&otilde;es    por causas ligadas ao tr&acirc;nsito foi de US$ 18,9 bilh&otilde;es; e nos pa&iacute;ses    altamente motorizados, de US$ 453,3 bilh&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2002, foram registrados 126.550 &oacute;bitos    por causas externas no Brasil, dos quais 31.317 (24,75%) corresponderam a acidentes    de tr&acirc;nsito e de transporte. A taxa de mortalidade por causas externas    foi de 72,5 por 100.000 habitantes; e a taxa de mortes por acidentes de tr&acirc;nsito,    de 19,1/100.000 hab., 31,6 no sexo masculino e de 6,9 no feminino. Cerca de    80% dos &oacute;bitos ocorridos no tr&acirc;nsito incidiram sobre a popula&ccedil;&atilde;o    masculina jovem, sobretudo na faixa et&aacute;ria dos 18 aos 29 anos. Foram    9.947 atropelamentos e 13.908 acidentes com colis&atilde;o, perfazendo, respectivamente,    31,76% e 44,41% do total de acidentes de tr&acirc;nsito. Em 2003, os acidentes    de tr&acirc;nsito totalizaram 114.189 interna&ccedil;&otilde;es hospitalares    no Pa&iacute;s, o que significa 15,56% das hospitaliza&ccedil;&otilde;es por    les&otilde;es e envenenamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A r&aacute;pida urbaniza&ccedil;&atilde;o e a    concomitante motoriza&ccedil;&atilde;o nos pa&iacute;ses em desenvolvimento    contribu&iacute;ram para o crescimento dos acidentes de tr&acirc;nsito, o que    n&atilde;o se fez acompanhar de uma engenharia apropriada de estradas e programas    de sensibiliza&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o, preven&ccedil;&atilde;o    de riscos e repress&atilde;o aos abusos. Diante da magnitude do problema, a    atua&ccedil;&atilde;o do setor tem sido incipiente e pouco eficaz. Conforme o    documento da OMS,<sup>3</sup> uma das raz&otilde;es para as parcas respostas dadas ao problema    &eacute; que ele afeta mais pessoas pobres e vulner&aacute;veis que ricas e    poderosas; as primeiras, especialmente, n&atilde;o t&ecirc;m poder ou influ&ecirc;ncia    sobre as decis&otilde;es pol&iacute;ticas. Outra raz&atilde;o &eacute; a cren&ccedil;a    de que o acidente de tr&acirc;nsito diz respeito mais &agrave;s ag&ecirc;ncias    de transporte do que &agrave;s ag&ecirc;ncias de Sa&uacute;de P&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os crimes de tr&acirc;nsito s&atilde;o quase    sempre tratados como fatalidades quando, na maioria das vezes, s&atilde;o fruto    de omiss&otilde;es estruturais quanto &agrave; situa&ccedil;&atilde;o das estradas    e vias p&uacute;blicas, &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es dos ve&iacute;culos,    &agrave; fiscaliza&ccedil;&atilde;o, &agrave;s imper&iacute;cias, imprud&ecirc;ncias    e neglig&ecirc;ncias dos usu&aacute;rios &#8211; motoristas ou pedestres. Todos    os estudiosos da viol&ecirc;ncia no tr&acirc;nsito, no caso brasileiro, reconhecem    que os crimes no sistema vi&aacute;rio, em sua quase totalidade, n&atilde;o    responsabilizam os transgressores, tampouco comovem a opini&atilde;o p&uacute;blica,    como &eacute; o caso de outros tipos de delinq&uuml;&ecirc;ncia.<sup>5</sup>    Atualmente, a maioria das respostas dadas aos problemas do tr&acirc;nsito tem    focalizado &#8211; muito mais &#8211; a mudan&ccedil;a de comportamento do que    a import&acirc;ncia da constru&ccedil;&atilde;o de um ambiente de tr&aacute;fego    de ve&iacute;culos e de pessoas seguro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Frente a um problema com tamanho impacto e magnitude,    em 2001, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de decidiu estimular o desenvolvimento    e a implanta&ccedil;&atilde;o de um programa destinado &agrave; preven&ccedil;&atilde;o    dos acidentes de tr&acirc;nsito, a partir da &oacute;tica de promo&ccedil;&atilde;o    da sa&uacute;de e da qualidade de vida. Em alguns Munic&iacute;pios do Pa&iacute;s,    foi criado o Programa de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbimortalidade por Acidentes    de Tr&acirc;nsito (PRMMAT).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Essa quest&atilde;o passou a incorporar a pauta    de a&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, inicialmente pela    Secretaria de Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de (SAS/MS) e, posteriormente,    pela Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de (SVS/MS), a partir do Repasse    do Seguro Obrigat&oacute;rio de Danos Pessoais Causados por Ve&iacute;culos    Automotores de Vias Terrestres (DPVAT) e da in&eacute;dita aplica&ccedil;&atilde;o    dos recursos desse seguro nas a&ccedil;&otilde;es para as quais, desde seu in&iacute;cio,    foram destinados. Essa iniciativa teve amparo legal no Decreto N<sup>o</sup> 1.017, de 23    de dezembro de 1993, que aloca 50% do valor total do pr&ecirc;mio do DPVAT ao    Fundo Nacional de Sa&uacute;de; 90% desse montante destina-se &agrave; preven&ccedil;&atilde;o    e ao atendimento das v&iacute;timas de acidentes de tr&acirc;nsito e 10% ao    repasse mensal para o coordenador do Sistema Nacional de Tr&acirc;nsito, respons&aacute;vel    por sua aplica&ccedil;&atilde;o exclusiva em programas de preven&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os gestores do setor Sa&uacute;de foram instados    a elaborar e a negociar seus projetos locais, focalizando, principalmente, dois    pontos: a&ccedil;&otilde;es de capacita&ccedil;&atilde;o para os profissionais    envolvidos com o tema do tr&acirc;nsito, abrangendo diversas institui&ccedil;&otilde;es    e setores; e melhoria ou implanta&ccedil;&atilde;o ou integra&ccedil;&atilde;o    dos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es sobre acidentes de tr&acirc;nsito    nos Munic&iacute;pios, com vistas ao monitoramento e vigil&acirc;ncia desses    eventos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Inicialmente, firmaram-se conv&ecirc;nios com    cinco capitais que apresentavam elevadas taxas de mortalidade por acidentes    de tr&acirc;nsito, situadas nas diferentes macrorregi&otilde;es do Pa&iacute;s.    Em algumas delas, a Sa&uacute;de j&aacute; tinha alguma experi&ecirc;ncia de    trabalho conjunto com o setor do Tr&acirc;nsito. Esse projeto-piloto contemplou    as cidades do Recife, Belo Horizonte, Goi&acirc;nia, S&atilde;o Paulo e Curitiba.    A partir do ano de 2004, o Programa foi objeto de um processo de amplia&ccedil;&atilde;o    para incluir mais 11 Munic&iacute;pios, cujos conv&ecirc;nios foram firmados    em 2006.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desde o in&iacute;cio do desenvolvimento das    atividades do Programa, o Centro Latino-Americano de Estudos sobre Viol&ecirc;ncia    e Sa&uacute;de Jorge Careli, da Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica    S&eacute;rgio Arouca, Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz, Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (Claves/ENSP/Fiocruz/MS), centro colaborador para a &aacute;rea    de acidentes e viol&ecirc;ncias do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, foi incumbido    de realizar uma avalia&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica sobre a realiza&ccedil;&atilde;o    dos conv&ecirc;nios com os cinco Munic&iacute;pios contemplados a princ&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O PRMMAT, portanto, trouxe a novidade de ser    acompanhado, desde sua concep&ccedil;&atilde;o, por uma pesquisa avaliativa,    o que lhe garantiu elementos reais para monitorar o que acontecia, al&eacute;m    da possibilidade de generaliza&ccedil;&atilde;o da proposta, ao menos em alguns    aspectos. Apresentar os resultados da avalia&ccedil;&atilde;o realizada &eacute;    o objetivo do presente artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No per&iacute;odo de 2003 a 2006, realizou-se    uma pesquisa estrat&eacute;gica com o objetivo de avaliar o processo de implanta&ccedil;&atilde;o    e implementa&ccedil;&atilde;o do Programa de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbimortalidade    por Acidentes de Tr&acirc;nsito em cinco Munic&iacute;pios brasileiros: Recife,    Belo Horizonte, Goi&acirc;nia, S&atilde;o Paulo e Curitiba.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entende-se por avalia&ccedil;&atilde;o o processo    sistem&aacute;tico de fazer perguntas sobre o m&eacute;rito e a import&acirc;ncia    de determinado assunto, proposta ou programa. Seu sentido mais nobre &eacute;    de fortalecer o movimento de transforma&ccedil;&atilde;o em prol da cidadania    e dos direitos humanos.<sup>6</sup> A modalidade de avalia&ccedil;&atilde;o aqui proposta    &eacute; a de <b>investiga&ccedil;&atilde;o avaliativa</b>, que visa &quot;<i>analisar    a pertin&ecirc;ncia, os fundamentos te&oacute;ricos, a produtividade, os efeitos    e o rendimento de uma interven&ccedil;&atilde;o, assim como as rela&ccedil;&otilde;es    existentes entre a interven&ccedil;&atilde;o e o contexto no qual se situa</i>&quot;.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma avalia&ccedil;&atilde;o deve contemplar certos    princ&iacute;pios fundamentais: utilidade &#8211; trazer benef&iacute;cio a    todos os que dela participam &#8211;; viabilidade &#8211; ser do interesse de    quem financia um programa, de quem o gerencia, de quem o aplica e de todos os    participantes &#8211;; &eacute;tica &#8211; acontecer dentro de um ambiente    de respeito entre todas as partes envolvidas &#8211;; e precis&atilde;o &#8211;    ter par&acirc;metros cient&iacute;ficos, t&eacute;cnicos e levar em conta o    contexto onde ocorre o programa social.<sup>6</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">S&atilde;o objetivos de uma avalia&ccedil;&atilde;o    estrat&eacute;gica: (I) possibilitar um terceiro olhar, diferente da vis&atilde;o    dos patrocinadores e dos implementadores; (II) mostrar os pontos principais    que contribuam para o &ecirc;xito da proposta; e (III) apontar os entraves que    emperram e limitam a produ&ccedil;&atilde;o de bons resultados.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pesquisa avaliativa, objeto do presente artigo,    foi elaborada a partir de algumas reuni&otilde;es entre pesquisadores do Claves/ENSP/Fiocruz/MS,    t&eacute;cnicos da SVS/MS e representantes dos Munic&iacute;pios, em que foram    pactuados objetivos e indicadores a serem usados no processo avaliativo. Houve    pelo menos tr&ecirc;s semin&aacute;rios visando &agrave; adequa&ccedil;&atilde;o    dos objetivos e dos instrumentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ficou decidido que haveria duas visitas da equipe    do Claves/ENSP/Fiocruz/MS a cada um dos Munic&iacute;pios, a serem realizadas    em fases diferentes da implementa&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es,    para analisar a evolu&ccedil;&atilde;o do processo n&atilde;o apenas por meio    de dados como tamb&eacute;m pela vis&atilde;o dos atores, e para observa&ccedil;&atilde;o    das iniciativas. Aos Munic&iacute;pios, foram solicitadas, como pe&ccedil;as    necess&aacute;rias &agrave; avalia&ccedil;&atilde;o, informa&ccedil;&otilde;es    de seus bancos de dados e preenchimento de dois relat&oacute;rios auto-avaliativos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em todo o processo, adotou-se a estrat&eacute;gia    de triangula&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos,<sup>1</sup> em uma abordagem quantitativa    e qualitativa para an&aacute;lise da implementa&ccedil;&atilde;o do PRMMAT.    Essa metodologia lan&ccedil;a m&atilde;o de diferentes t&eacute;cnicas e incorpora    distintos pontos de vista dos sujeitos, conforme descrito na experi&ecirc;ncia    avaliativa aqui relatada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Abordagem quantitativa</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para tra&ccedil;ar um panorama epidemiol&oacute;gico    dos dados sobre acidentes de tr&acirc;nsito em cada Munic&iacute;pio, foram    solicitadas informa&ccedil;&otilde;es a diversas institui&ccedil;&otilde;es.    Algumas delas ofereceram os pr&oacute;prios bancos de dados, posteriormente    analisados no Claves/ENSP/Fio-cruz/MS. Outras enviaram os dados j&aacute; consolidados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Houve, entretanto, institui&ccedil;&otilde;es    que n&atilde;o dispuseram as informa&ccedil;&otilde;es solicitadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Abordagem qualitativa</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Do ponto de vista qualitativo, a equipe do Claves/ENSP/Fiocruz/MS    realizou entrevistas e registrou observa&ccedil;&otilde;es de campo. Em conjunto,    foram 60 entrevistas, 20 observa&ccedil;&otilde;es de v&aacute;rias a&ccedil;&otilde;es    nos cinco Munic&iacute;pios e dez relat&oacute;rios auto-avaliativos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a primeira visita, a equipe de avaliadores    elaborou quatro roteiros de entrevista: um para gestores (da Sa&uacute;de e    do Tr&acirc;nsito), um para executores de a&ccedil;&otilde;es (do setor Sa&uacute;de    e parceiros), um para usu&aacute;rios ocasionais das a&ccedil;&otilde;es e um    para pessoas capacitadas pelo projeto local. Esses roteiros foram constru&iacute;dos    para servir de base e guia nas entrevistas com seis pessoas em cada Munic&iacute;pio.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Tamb&eacute;m foi criado um roteiro para auxiliar    os pesquisadores na observa&ccedil;&atilde;o de campo, tendo em vista que algumas    a&ccedil;&otilde;es dos projetos locais ocorreram durante a perman&ecirc;ncia    dos avaliadores nos Munic&iacute;pios. De modo geral, no trabalho de campo,    foram acompanhadas e observadas v&aacute;rias atividades: palestras, semin&aacute;rios,    a&ccedil;&otilde;es voltadas ao lazer e aos esportes, eventos comemorativos    e culturais, oficinas e atividades educativas em locais p&uacute;blicos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nessa primeira etapa, a equipe avaliadora solicitou    ao coordenador do projeto em cada cidade que preenchesse um relat&oacute;rio    auto-avaliativo, no qual seriam detalhadas as a&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento    e as que se pretendia desenvolver.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na segunda visita a campo, a equipe de avaliadores    criou quatro novos roteiros de entrevista, voltados, desta feita, para um balan&ccedil;o    geral de cada projeto &#8211; que j&aacute; se encontrava em fase de finaliza&ccedil;&atilde;o    da vig&ecirc;ncia do conv&ecirc;nio com o Munic&iacute;pio. Um dos roteiros    foi destinado ao gestor da Sa&uacute;de, outro ao coordenador do projeto local.    Os outros dois foram elaborados para serem aplicados aos representantes das    experi&ecirc;ncias: uma bem-sucedida; e uma que houvesse apresentado problemas.    Ambas as experi&ecirc;ncias foram indicadas pelo pr&oacute;prio coordenador    do projeto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nessa segunda fase da avalia&ccedil;&atilde;o,    solicitou-se ao coordenador do projeto o preenchimento de mais um relat&oacute;rio    auto-avaliativo, para o exame geral das a&ccedil;&otilde;es, seus objetivos,    custos, p&uacute;blico-alvo e p&uacute;blico alcan&ccedil;ado, entre outros    pontos. Todo o trabalho de constru&ccedil;&atilde;o de instrumentos levou em    conta os temas tratados a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este artigo constitui uma s&iacute;ntese do trabalho    avaliativo. A &iacute;ntegra dos documentos encontra-se dispon&iacute;vel no    Claves/ENSP/Fiocruz/MS e no Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.<sup>8-13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Indicadores considerados na avalia&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Hist&oacute;rico</b> (registro dos passos    iniciais da implanta&ccedil;&atilde;o e contextualiza&ccedil;&atilde;o do Programa)    &#8211; foram levantadas informa&ccedil;&otilde;es sobre como o Programa chegou    ao Munic&iacute;pio na forma de um projeto local, que articula&ccedil;&otilde;es    foram realizadas, com que apoios institucionais ele contou, quais as maiores    dificuldades encontradas para implanta&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o    e o que foi feito para super&aacute;-las, quais foram os fatores facilitadores    oferecidos pelos gestores do setor Sa&uacute;de e de outras &aacute;reas visando    &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o do conv&ecirc;nio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Equipe</b> &#8211; n&uacute;mero de pessoas,    forma&ccedil;&atilde;o e tempo de experi&ecirc;ncia de cada membro, carga hor&aacute;ria    de cada membro dedicada &agrave;s a&ccedil;&otilde;es do projeto, interdisciplinaridade    e intersetorialidade da equipe, quem foi ou est&aacute; sendo capacitado ou    treinado para atuar na problem&aacute;tica, qual a capacidade da equipe de articular    e mobilizar setores internos e externos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>An&aacute;lise dos dados institucionais</b>    &#8211; para a realiza&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico situacional e    para a avalia&ccedil;&atilde;o, solicitaram-se informa&ccedil;&otilde;es sobre    mortalidade &#91;pelo Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade    (SIM), sob co-gest&atilde;o da SVS/MS e do Departamento de Inform&aacute;tica    do SUS (Datasus/MS), do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de&#93; para o per&iacute;odo    de 1996 a 2003 (todos os cinco Munic&iacute;pios), informa&ccedil;&otilde;es    sobre morbidade &#91;dispon&iacute;veis pelo Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    Hospitalares do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SIH/SUS), alimentado com    as Autoriza&ccedil;&otilde;es de Interna&ccedil;&atilde;o Hospitalar (AIH/SUS)&#93;    referentes ao ano de 2003 (todos os cinco Munic&iacute;pios), dados do Sistema    Integrado de Atendimento ao Trauma em Emerg&ecirc;ncia (Siate) (sob co-gest&atilde;o    da Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de e do Datasus/MS) para 2003 (Curitiba), dados do Servi&ccedil;o    de Atendimento M&oacute;vel de Urg&ecirc;ncia (Samu) para 2003 (Recife) e 2004    (S&atilde;o Paulo) e dados do Centro Integrado de Opera&ccedil;&otilde;es da    Defesa Social (Ciods) e da Companhia de Tr&acirc;nsito e Transporte Urbano do    Recife (CTTU) para 2003 (Recife). Esses dados variaram em fun&ccedil;&atilde;o    de sua disponibilidade nos Munic&iacute;pios. Em alguns casos, utilizaram-se,    tamb&eacute;m, as estat&iacute;sticas do Departamento Nacional de Tr&acirc;nsito    (Denatran), do Minist&eacute;rio das Cidades (MCidades).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As an&aacute;lises consideraram vari&aacute;veis    de sexo e faixas et&aacute;rias de 0-14, 15-24, 25-59, 60 e mais anos (a faixa    et&aacute;ria dos idosos foi desdobrada para 60-69, 70-79 e 80 e mais anos;    tamb&eacute;m foram analisadas algumas faixas et&aacute;rias espec&iacute;ficas,    como 0-9 e 10-17 anos). Foram, ainda, investigados os tipos de acidentes de    tr&acirc;nsito e de v&iacute;timas definidos pela CID-10. A an&aacute;lise da    morbidade seguiu as mesmas categorias definidas para os dados de mortalidade.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>A&ccedil;&otilde;es previstas e realizadas</b>    &#8211; cada a&ccedil;&atilde;o foi analisada por indicadores quantitativos    e qualitativos &#8211;, apresentados a seguir:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Capacita&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Indicadores quantitativos &#8211; n&uacute;mero    de encontros; n&uacute;mero de pessoas capacitadas; tempo de capacita&ccedil;&atilde;o.    - Indicadores qualitativos &#8211; objetivo; p&uacute;blico-alvo; conte&uacute;do/tema;    quem ministrou; como foi realizada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Sensibiliza&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Indicadores quantitativos &#8211; n&uacute;mero    de sensibiliza&ccedil;&otilde;es; n&uacute;mero de pessoas; tempo de sensibiliza&ccedil;&atilde;o.    - Indicadores qualitativos &#8211; objetivo; p&uacute;blico-alvo; como foi feita;    quem fez; que meios foram utilizados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Produ&ccedil;&atilde;o de materiais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Indicadores quantitativos &#8211; tipo e quantidade    de material produzido. - Indicadores qualitativos &#8211; tipo de material,    popula&ccedil;&atilde;o-alvo, conte&uacute;do e mensagem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Seguran&ccedil;a no tr&acirc;nsito</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">(<i>blitz</i> ou outras; especificar e descrever    cada a&ccedil;&atilde;o) - Indicadores quantitativos &#8211; n&uacute;mero de    a&ccedil;&otilde;es; n&uacute;mero de pessoas abordadas. - Indicadores qualitativos    &#8211; objetivo; local; hor&aacute;rio; quem fez; popula&ccedil;&atilde;o-alvo;    realizada em conjunto com outras institui&ccedil;&otilde;es ou apenas pelo pessoal    da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Integra&ccedil;&atilde;o e monitoramento dos    sistemas de informa&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> - Sistemas de informa&ccedil;&otilde;es existentes    no Munic&iacute;pio, em rela&ccedil;&atilde;o a: atendimento pr&eacute;-hospitalar;    atendimento hospitalar (AIH/SUS); mortalidade (SIM); sistema de informa&ccedil;&otilde;es    de tr&acirc;nsito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Qual &eacute; a proposta de cada Munic&iacute;pio?    O que pretende integrar? O que pretende monitorar?</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Para avaliar a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es,    consideraram-se os indicadores quantitativos referentes aos acidentes de tr&acirc;nsito    n&atilde;o especificados e aos eventos com inten&ccedil;&atilde;o indeterminada.    Para Munic&iacute;pios com boas informa&ccedil;&otilde;es, utilizou-se o indicador    An&aacute;lise e uso da informa&ccedil;&atilde;o para o planejamento das a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Custo das a&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Recursos &#8211; quantitativo recebido do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de; quando; contrapartida do Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Aplica&ccedil;&atilde;o dos recursos &#8211;    quantitativo gasto com cada a&ccedil;&atilde;o; recursos do conv&ecirc;nio e    de outras contrapartidas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Caracteriza&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica    da morbimortalidade por acidentes de tr&acirc;nsito nos cinco Munic&iacute;pios</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2003, os acidentes de tr&acirc;nsito totalizaram    114.189 interna&ccedil;&otilde;es hospitalares no Pa&iacute;s, significando    15,56% das hospitaliza&ccedil;&otilde;es por les&otilde;es e envenenamentos.    Os cinco Munic&iacute;pios avaliados apresentaram, em conjunto, 2.534 mortes    no tr&acirc;nsito no ano de 2003.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No per&iacute;odo de 1996 a 2003, as taxas de    mortalidade (por 100 mil habitantes) por acidentes de transporte nas cinco cidades    estudadas mostraram decr&eacute;scimo, conforme se v&ecirc; na <a href="#fig1">Figura    1</a>. Goi&acirc;nia &eacute; a capital que possui as mais elevadas taxas.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n1/1a03f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As principais v&iacute;timas do tr&acirc;nsito    s&atilde;o os pedestres. Em seguida, aparecem os motociclistas, com grande impacto    em Goi&acirc;nia, apesar de as taxas de v&iacute;timas n&atilde;o especificadas    serem bastante altas, sobrepondo-se aos grupos cujo tipo de v&iacute;tima &eacute;    esclarecido; &eacute; o caso, tamb&eacute;m, de Belo Horizonte e Curitiba.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em geral, as taxas de mortalidade por acidentes    de transporte n&atilde;o especificados s&atilde;o muito baixas, indicando uma    boa qualidade da informa&ccedil;&atilde;o nessas cidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os pedestres e os motociclistas s&atilde;o as    v&iacute;timas com maiores taxas de interna&ccedil;&otilde;es hospitalares em    Belo Horizonte, S&atilde;o Paulo e Goi&acirc;nia. Nesta &uacute;ltima cidade,    encontram-se as maiores taxas de interna&ccedil;&otilde;es de motociclistas.    Mais uma vez, a falta do adequado esclarecimento quanto ao tipo de v&iacute;tima    prejudica a informa&ccedil;&atilde;o, subestimando os demais agrupamentos, cujas    v&iacute;timas s&atilde;o esclarecidas, principalmente em cidades como Curitiba    e Recife, onde os motociclistas constituem o grupo com as mais elevadas taxas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Implanta&ccedil;&atilde;o do Programa nos    Munic&iacute;pios</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Recife, o Programa foi implementado no per&iacute;odo    de outubro de 2003 a abril de 2005. O projeto desenvolvido nesse Munic&iacute;pio    contou com o apoio financeiro do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; por&eacute;m,    boa parte dos recursos necess&aacute;rios para o desenvolvimento das a&ccedil;&otilde;es    foi assumida pela Secretaria de Sa&uacute;de local. Esse projeto demandou grande    articula&ccedil;&atilde;o entre diversos setores, visando criar novas parcerias    e refor&ccedil;ar as j&aacute; existentes. Apesar da vasta mobiliza&ccedil;&atilde;o,    apenas alguns dos &oacute;rg&atilde;os convocados consentiram em aderir e participar,    de modo mais pr&oacute;ximo, das a&ccedil;&otilde;es do projeto, como foi o    caso da Secretaria de Cultura do Recife e da CTTU. Entre algumas das dificuldades    encontradas, pode-se destacar a aus&ecirc;ncia de parceria com o Departamento    Estadual de Tr&acirc;nsito (Detran/PE) e a falta de recursos para a continuidade    das a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em Belo Horizonte, as a&ccedil;&otilde;es foram    desenvolvidas no per&iacute;odo de abril de 2004 a junho de 2005, dando in&iacute;cio    ao conv&ecirc;nio entre a Secretaria Municipal de Sa&uacute;de e a Empresa de    Transporte e Tr&acirc;nsito de Belo Horizonte S.A. (BHTRANS). O projeto da capital    mineira tamb&eacute;m contou com o apoio do Detran de Minas Gerais. Os principais    entraves do conv&ecirc;nio foram de ordem burocr&aacute;tica e administrativa,    raz&atilde;o porque algumas a&ccedil;&otilde;es foram adiadas, n&atilde;o tendo    sido realizadas at&eacute; junho de 2005.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As a&ccedil;&otilde;es do projeto em S&atilde;o    Paulo foram desenvolvidas no per&iacute;odo de abril de 2004 a junho de 2005,    em parceria com a Secretaria Municipal de Transportes, Companhia de Engenharia    de Tr&aacute;fego (CET), S&atilde;o Paulo Transporte S.A. (SPTrans) e Secretaria    Municipal de Educa&ccedil;&atilde;o. Embora os recursos financeiros tivessem    chegado em abril de 2004, sua utiliza&ccedil;&atilde;o s&oacute; ocorreu em    agosto, por dificuldades burocr&aacute;ticas. O principal entrave ao desenvolvimento    das a&ccedil;&otilde;es, contudo, encontrava-se na gest&atilde;o administrativa    do Munic&iacute;pio, qual seja, nas mudan&ccedil;as consecutivas de secret&aacute;rios    de Sa&uacute;de durante a implementa&ccedil;&atilde;o do conv&ecirc;nio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Munic&iacute;pio de Curitiba implantou seu    projeto em outubro de 2003. O estabelecimento do conv&ecirc;nio revigorou o    processo de uma parceria j&aacute; constitu&iacute;da, desde 2001, entre a Secretaria    Municipal de Sa&uacute;de e a Urbaniza&ccedil;&atilde;o de Curitiba S.A., visando    a a&ccedil;&otilde;es de educa&ccedil;&atilde;o para o tr&acirc;nsito. De in&iacute;cio,    houve dificuldade com a libera&ccedil;&atilde;o dos recursos por parte do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, o que, de alguma forma, alterou o planejamento das a&ccedil;&otilde;es.    Os recursos tamb&eacute;m n&atilde;o foram repassados de uma s&oacute; vez;    por&eacute;m, as parcelas acabaram sendo liberadas nos prazos previstos. A rela&ccedil;&atilde;o    com o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, no ano de 2005, foi avaliada como &quot;pouco    pr&oacute;xima&quot; pela coordena&ccedil;&atilde;o do projeto curitibano. Outra    dificuldade, ainda n&atilde;o superada totalmente, encontra-se na parceria com    a m&iacute;dia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Goi&acirc;nia foi o &uacute;ltimo Munic&iacute;pio    a ser contemplado com recursos &#8211; em agosto de 2004 &#8211;, divididos    em parcelas, o que gerou problemas nos tr&acirc;mites burocr&aacute;ticos. Houve,    tamb&eacute;m, problemas na comunica&ccedil;&atilde;o com o Denatran/MCidades,    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e Secretaria Municipal de Sa&uacute;de. O    projeto de Goi&acirc;nia contou com forte apoio do Servi&ccedil;o Social do    Transporte e do Servi&ccedil;o Nacional de Aprendizagem do Transporte (SEST-Senat)    &#8211; entidades administradas pela Confedera&ccedil;&atilde;o Nacional do    Transporte &#8211;, al&eacute;m da organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental    Cultura, Cidadania e Arte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Articula&ccedil;&otilde;es e intersetorialidade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os Munic&iacute;pios apresentam diferen&ccedil;as    nas formas, intensidade e parcerias na realiza&ccedil;&atilde;o de seus projetos    locais, no &acirc;mbito do Programa. Em termos de articula&ccedil;&atilde;o    interna, algumas dificuldades, inicialmente observadas no Recife, foram sanadas.    Em S&atilde;o Paulo e Goi&acirc;nia, todavia, h&aacute; pouca divulga&ccedil;&atilde;o    e conhecimento do Programa no interior das respectivas Secretarias Municipais    de Sa&uacute;de. Em Curitiba e Belo Horizonte, uma articula&ccedil;&atilde;o    e um trabalho intersetorial, que j&aacute; existiam antes do conv&ecirc;nio,    foram fortalecidos e ampliados, aprofundados e qualificados a partir de ent&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A articula&ccedil;&atilde;o externa que o conv&ecirc;nio    proporcionou com maior intensidade, em todos os Munic&iacute;pios, foi a da    SMS com &oacute;rg&atilde;os municipais do setor de Transporte, sobretudo na    educa&ccedil;&atilde;o para o tr&acirc;nsito. Tamb&eacute;m foram observadas    parcerias com organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais e envolvimento    entre as SMS e universidades, m&iacute;dia e outras secretarias &#8211; as de    Cultura e de Esportes, por exemplo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Geralmente, as a&ccedil;&otilde;es foram realizadas    de forma intersetorial, em maior ou menor grau. Em Curitiba, Goi&acirc;nia,    Belo Horizonte e no Recife, elas se desenvolveram em conjunto, desde seu planejamento.    Em S&atilde;o Paulo, foram afiliadas a um programa local maior, denominado Resgate    Cidad&atilde;o, que trata da redu&ccedil;&atilde;o de acidentes e viol&ecirc;ncias    em todo o Munic&iacute;pio, apresentando certa dificuldade de se diferenciar    o Programa &#8211; ou o projeto desenvolvido para o Munic&iacute;pio &#8211;    das a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas do Resgate Cidad&atilde;o. Houve    muito bom entrosamento dos coordenadores da &aacute;rea da Sa&uacute;de com    a Secretaria Municipal de Transportes &#8211; sua Companhia de Engenharia de    Tr&aacute;fego e seu Centro de Treinamento e Educa&ccedil;&atilde;o de Tr&acirc;nsito    (Cetet/CET/SMT).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os v&aacute;rios projetos implantados nos Munic&iacute;pios    apresentaram dificuldades de articula&ccedil;&atilde;o das SMS com as Secretarias    de Estado da Sa&uacute;de (SES) e com os Detran, sobretudo quando havia problemas    pol&iacute;tico-partid&aacute;rios entre prefeitos e governadores. As diverg&ecirc;ncias    com as SES tamb&eacute;m t&ecirc;m dificultado a comunica&ccedil;&atilde;o entre    os t&eacute;cnicos (como &eacute; o caso de S&atilde;o Paulo). Isso n&atilde;o    impediu que muitos deles, individualmente, participassem de a&ccedil;&otilde;es    conjuntas (como ocorreu no Recife). Interfer&ecirc;ncias pol&iacute;ticas trouxeram    dificuldades para a articula&ccedil;&atilde;o da SMS com os Departamentos Estaduais    de Tr&acirc;nsito no Recife, em Curitiba e em S&atilde;o Paulo, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o    de Goi&acirc;nia e Belo Horizonte, onde essa rela&ccedil;&atilde;o tem sido    mais intensa e cultivada e h&aacute; evidente boa-vontade e interesse dos respectivos    Detran em integrar seus bancos e dispor seus dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>A&ccedil;&otilde;es e atividades</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As a&ccedil;&otilde;es de capacita&ccedil;&atilde;o,    sensibiliza&ccedil;&atilde;o, produ&ccedil;&atilde;o de materiais, seguran&ccedil;a    no tr&acirc;nsito e integra&ccedil;&atilde;o e monitoramento dos sistemas de    informa&ccedil;&otilde;es foram previstas pelo Programa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para sua consecu&ccedil;&atilde;o no &acirc;mbito    dos projetos municipais, realizaram-se:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- reuni&otilde;es, encontros e oficinas de trabalho    com diversos objetivos (em todos os cinco Munic&iacute;pios);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- elabora&ccedil;&atilde;o de materiais informativos    e educativos, bem como de divulga&ccedil;&atilde;o do projeto (Recife, Curitiba,    Goi&acirc;nia e Belo Horizonte; em S&atilde;o Paulo, esses materiais foram elaborados,    conjuntamente, com a Cetet/CET/SMT e o programa Resgate Cidad&atilde;o);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- oficinas de capacita&ccedil;&atilde;o (Recife,    Goi&acirc;nia e Belo Horizonte);</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- cursos e mini-cursos (Recife e Goi&acirc;nia);    e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- semin&aacute;rios e f&oacute;runs (Curitiba,    Goi&acirc;nia, Recife e Belo Horizonte).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Planejaram-se e realizaram-se, outrossim, grandes    eventos (S&atilde;o Paulo, Recife, Curitiba, Goi&acirc;nia e Belo Horizonte),    atividades de rua (Curitiba, Recife, Goi&acirc;nia, Belo Horizonte e S&atilde;o    Paulo) e passeios cicl&iacute;sticos e motocicl&iacute;sticos (Curitiba e Belo    Horizonte). Estudos de pesquisa foram desenvolvidos em Curitiba, em Belo Horizonte    e no Recife. Campanhas foram realizadas em Belo Horizonte, no Recife, em Curitiba,    Goi&acirc;nia e S&atilde;o Paulo, al&eacute;m de espa&ccedil;os educativos abertos    em Curitiba e Goi&acirc;nia, no Recife e em Belo Horizonte. Em Goi&acirc;nia,    o protagonismo dessa a&ccedil;&atilde;o coube &agrave; Superintend&ecirc;ncia    Municipal de Tr&acirc;nsito. No Recife, a avalia&ccedil;&atilde;o dos materiais    foi feita no decorrer das atividades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Algumas a&ccedil;&otilde;es dirigiram-se a grupos    mais vulner&aacute;veis, como crian&ccedil;as, adolescentes e jovens (Curitiba,    Recife, Belo Horizonte e Goi&acirc;nia), idosos (Curitiba e Belo Horizonte),    portadores de defici&ecirc;ncias (Recife) e consumidores de &aacute;lcool e    outras drogas (Recife e Belo Horizonte). Outras foram orientadas &agrave; popula&ccedil;&atilde;o    geral, em Curitiba, Recife, Belo Horizonte e Goi&acirc;nia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As a&ccedil;&otilde;es visando &agrave; maior    conscientiza&ccedil;&atilde;o do p&uacute;blico foram realizadas em locais de    maior ocorr&ecirc;ncia de acidentes de tr&acirc;nsito (Goi&acirc;nia, Curitiba,    Belo Horizonte e S&atilde;o Paulo), vias de maior risco (Goi&acirc;nia, Curitiba,    Belo Horizonte e S&atilde;o Paulo), locais de consumo de &aacute;lcool e outras    drogas (Recife e Belo Horizonte), bairros e localidades de maior circula&ccedil;&atilde;o    de ve&iacute;culos e transeuntes (S&atilde;o Paulo, Curitiba, Goi&acirc;nia,    Recife e Belo Horizonte), escolas da rede p&uacute;blica (Recife, Goi&acirc;nia,    Curitiba e S&atilde;o Paulo), <i>campi</i> universit&aacute;rios (Curitiba)    e terminal rodovi&aacute;rio-<i>shopping center</i> (Goi&acirc;nia).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As a&ccedil;&otilde;es, em sua maioria, envolveram    grande n&uacute;mero de pessoas e foram realizadas, estrategicamente, em espa&ccedil;os    amplos e abertos, associadas a eventos festivos e comemorativos das cidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Sistemas de informa&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora todas as cidades analisadas demonstrassem    possuir infra-estrutura para enfrentamento dos acidentes, verificaram-se diferencia&ccedil;&otilde;es    entre elas, nas formas de organiza&ccedil;&atilde;o e de registro dos problemas:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Atendimento pr&eacute;-hospitalar</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- S&atilde;o Paulo &#8211; Samu e Bombeiros (n&atilde;o    integrados).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Curitiba &#8211; Samu, Siate e Corpo de Bombeiros    (integrados).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Recife &#8211; Samu e Corpo de Bombeiros (n&atilde;o    integrados).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Goi&acirc;nia &#8211; Samu e Corpo de Bombeiros    (em processo de integra&ccedil;&atilde;o).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Belo Horizonte &#8211; Samu e Corpo de Bombeiros    (n&atilde;o integrados).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Atendimento hospitalar</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">- S&atilde;o Paulo &#8211; SIH-AIH/SUS</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Curitiba &#8211; SIH-AIH/SUS (informa&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o &eacute; de boa qualidade).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Recife &#8211; SIH-AIH/SUS, Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    do Atendimento nos Hospitais de Emerg&ecirc;ncia (Sape) e Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    sobre Acidentes e Viol&ecirc;ncia (Sisav), os dois &uacute;ltimos para emerg&ecirc;ncias;    o Sisav foi desativado e o Munic&iacute;pio aguarda novo sistema; o Sape n&atilde;o    est&aacute; integrado com o Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Goi&acirc;nia &#8211; SIH-AIH/SUS (informa&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o &eacute; de boa qualidade).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Belo Horizonte &#8211; SIH-AIH/SUS (informa&ccedil;&atilde;o    de boa qualidade).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre    Mortalidade (SIM)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Presente em todos os cinco Munic&iacute;pios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- No Recife, em Curitiba e em Belo Horizonte,    a informa&ccedil;&atilde;o &eacute; considerada boa; no Recife e em Belo Horizonte,    a Diretoria de Vigil&acirc;ncia da SMS e a BHTRANS, respectivamente, afirmam    que disp&otilde;em de informa&ccedil;&otilde;es de boa qualidade (no Recife,    realiza-se busca ativa para esclarecimento da causa da morte).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Em todos os cinco Munic&iacute;pios, a informa&ccedil;&atilde;o    sobre o tipo de acidente de transporte n&atilde;o especificado &eacute; boa,    com percentuais que n&atilde;o ultrapassam 1%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Em todos os cinco Munic&iacute;pios, entretanto,    h&aacute; dificuldade quanto ao esclarecimento da caracteriza&ccedil;&atilde;o    da v&iacute;tima, observando-se grandes percentuais de &oacute;bitos n&atilde;o    especificados &#8211; 30% a 40%.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">- Em S&atilde;o Paulo, faz-se verifica&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bitos mal-classificados, recuperando-se bastante informa&ccedil;&atilde;o,    especialmente de acidentes de tr&acirc;nsito e homic&iacute;dios; para os acidentes    de transporte, houve crescimento de 122% sobre o n&uacute;mero de casos melhor    identificados, para os homic&iacute;dios, esse incremento foi de 11,5%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Sistema de informa&ccedil;&otilde;es de tr&acirc;nsito</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Recife &#8211; CTTU (resolvendo os problemas    com o sistema).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Curitiba &#8211; utilizam-se dados do Siate.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Goi&acirc;nia &#8211; sistema da Superintend&ecirc;ncia    Municipal de Tr&acirc;nsito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- S&atilde;o Paulo &#8211; a Secretaria Municipal    dos Transportes contrata a CET, respons&aacute;vel pela execu&ccedil;&atilde;o    das a&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Belo Horizonte &#8211; BHTRANS (banco integrado    ao Corpo de Bombeiros e &agrave;s pol&iacute;cias).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Integra&ccedil;&atilde;o dos sistemas e trocas    de informa&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Geralmente, os sistemas n&atilde;o s&atilde;o    integrados; muitas vezes, s&atilde;o incompat&iacute;veis e n&atilde;o permitem    comparabilidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Todos os Munic&iacute;pios reconhecem a necessidade    de aprimorar a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es e complement&aacute;-las.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">- No Recife, em Curitiba e em Belo Horizonte,    j&aacute; se encontram em andamento negocia&ccedil;&otilde;es para a integra&ccedil;&atilde;o    das informa&ccedil;&otilde;es sobre acidentes de tr&acirc;nsito; em Goi&acirc;nia,    existe a inten&ccedil;&atilde;o de realizar uma discuss&atilde;o sobre a quest&atilde;o;    em S&atilde;o Paulo, contudo, inexiste di&aacute;logo interinstitucional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- As a&ccedil;&otilde;es de articula&ccedil;&atilde;o    dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o para a vigil&acirc;ncia foram as de    mais dif&iacute;cil negocia&ccedil;&atilde;o para os projetos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Facilidades e entraves</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Facilidades</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Disponibilidade para o trabalho conjunto (todos    os cinco Munic&iacute;pios).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Tradi&ccedil;&atilde;o de trabalho e parcerias    anteriores (Belo Horizonte e Curitiba).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos parceiros    (Belo Horizonte, Goi&acirc;nia, Curitiba e Recife).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Apoio de universidades (Belo Horizonte e Curitiba),    empresas (Curitiba, Recife e Belo Horizonte), &oacute;rg&atilde;os de esportes    (Curitiba e Recife) e organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais (Curitiba,    Goi&acirc;nia, Recife e Belo Horizonte).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Vontade pol&iacute;tica da SMS (Recife, Goi&acirc;nia,    Curitiba e Belo Horizonte).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Projeto ancorado em outro (Recife, Curitiba,    S&atilde;o Paulo e Belo Horizonte).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">- Municipaliza&ccedil;&atilde;o do tr&acirc;nsito    (Recife, Belo Horizonte e Curitiba).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Apoio pol&iacute;tico da gest&atilde;o municipal    do projeto, inclusive nos Munic&iacute;pios onde houve mudan&ccedil;a partid&aacute;ria    nas elei&ccedil;&otilde;es de 2004 (todos os cinco Munic&iacute;pios).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Entraves</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Grande magnitude dos problemas e pouca tradi&ccedil;&atilde;o    de interven&ccedil;&atilde;o (Goi&acirc;nia).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Pouca visibilidade do conv&ecirc;nio dentro    do setor Sa&uacute;de (Goi&acirc;nia e S&atilde;o Paulo).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Baixa cobertura da m&iacute;dia (Belo Horizonte    e Curitiba).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Curto espa&ccedil;o de tempo para o desenvolvimento    do conv&ecirc;nio, gerando necessidade de prorroga&ccedil;&atilde;o da vig&ecirc;ncia    (todos os cinco Munic&iacute;pios).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Muito pouca comunica&ccedil;&atilde;o dos t&eacute;cnicos    do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de encarregados do conv&ecirc;nio com os gestores    locais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Poucas ou desencontradas informa&ccedil;&otilde;es    sobre agenda de libera&ccedil;&atilde;o dos recursos por parte dos t&eacute;cnicos    do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (Recife); em S&atilde;o Paulo, esse problema    ocorreu apenas no momento inicial do conv&ecirc;nio, para, em seguida, as rela&ccedil;&otilde;es    serem consideradas boas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Dificuldades administrativo-burocr&aacute;ticas    na aplica&ccedil;&atilde;o dos recursos (S&atilde;o Paulo, Recife e Belo Horizonte).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">- Mudan&ccedil;a de coordena&ccedil;&atilde;o    do projeto logo no inicio de sua implanta&ccedil;&atilde;o (Recife); diverg&ecirc;ncias    pol&iacute;tico-partid&aacute;rias impediram as articula&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias    nos diferentes n&iacute;veis da gest&atilde;o, tanto para o desempenho de a&ccedil;&otilde;es    como para a integra&ccedil;&atilde;o de dados (Recife, Curitiba e S&atilde;o    Paulo).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Interfer&ecirc;ncias pol&iacute;ticas no per&iacute;odo    pr&eacute;-eleitoral (todos os cinco Munic&iacute;pios).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Falta de integra&ccedil;&atilde;o dos sistemas    de informa&ccedil;&otilde;es (todos, embora o grupo de Belo Horizonte seja o    que mais tenha avan&ccedil;ado).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Demora na chegada dos recursos do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de (Goi&acirc;nia, Belo Horizonte e Recife) e de libera&ccedil;&atilde;o    na SMS (S&atilde;o Paulo); na primeira visita ao projeto de S&atilde;o Paulo,    os respons&aacute;veis pelo conv&ecirc;nio nem sequer tinham conhecimento da    entrada do recurso em caixa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Benef&iacute;cios e influ&ecirc;ncias da avalia&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A equipe avaliadora levantou, junto aos coordenadores    dos projetos municipais, os benef&iacute;cios por eles reconhecidos no processo    de avalia&ccedil;&atilde;o. Eis o resultado:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Possibilidade de reuni&atilde;o das diversas    institui&ccedil;&otilde;es envolvidas ou que passaram a se interessar pela tem&aacute;tica    (Belo Horizonte, Goi&acirc;nia, Curitiba e Recife).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Facilidade de contatos entre setores e institui&ccedil;&otilde;es    municipais e estaduais (Belo Horizonte, Goi&acirc;nia, Curitiba e Recife).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Facilidade de aproxima&ccedil;&atilde;o com    a m&iacute;dia (Goi&acirc;nia e Recife).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Reflex&atilde;o sobre o projeto e aproxima&ccedil;&atilde;o    dos setores internos &agrave; SMS em torno das a&ccedil;&otilde;es propostas    (Curitiba, Recife e Belo Horizonte).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">- Agilidade na realiza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es,    ainda que os recursos do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de n&atilde;o tivessem    chegado ou sido repassados totalmente (Belo Horizonte, Goi&acirc;nia, Curitiba,    Recife e S&atilde;o Paulo).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Legitimidade das a&ccedil;&otilde;es do conv&ecirc;nio    no &acirc;mbito da SMS e de outros &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos e organiza&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o governamentais (Belo Horizonte, Goi&acirc;nia, Curitiba e Recife).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Refor&ccedil;o &agrave; necessidade de melhorar    a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o sobre acidente de tr&acirc;nsito e da    complementaridade e integra&ccedil;&atilde;o dos bancos de dados (Belo Horizonte,    Goi&acirc;nia, Curitiba e Recife).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Visibilidade do conv&ecirc;nio, provocando    desconforto com a lacuna de informa&ccedil;&otilde;es (S&atilde;o Paulo e Recife).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Reafirma&ccedil;&atilde;o do compromisso e    responsabilidade com o conv&ecirc;nio (Belo Horizonte, Goi&acirc;nia, Curitiba    e Recife).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Orienta&ccedil;&atilde;o e promo&ccedil;&atilde;o    de pesquisas espec&iacute;ficas visando a grupos ou problemas cruciais em &acirc;mbito    local (Goi&acirc;nia, Curitiba, Belo Horizonte e Recife).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Sugest&otilde;es de novas e diversificadas    formas de atua&ccedil;&atilde;o (Belo Horizonte, Goi&acirc;nia, Curitiba e Recife).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A exig&uuml;idade do prazo para a aplica&ccedil;&atilde;o    dos recursos dos conv&ecirc;nios na execu&ccedil;&atilde;o dos projetos e sua    avalia&ccedil;&atilde;o em um ano de elei&ccedil;&otilde;es municipais afetou,    seriamente, algumas a&ccedil;&otilde;es, impedindo parcialmente, de forma legal    ou informal, sua realiza&ccedil;&atilde;o, sobretudo em S&atilde;o Paulo, em    Curitiba e no Recife; ou atrasando os processos, como foi o caso de Belo Horizonte.    Da mesma forma, em algumas localidades, a conjuntura eleitoral de 2004 levou    gestores e executores dos projetos a assumirem discursos altamente politizados,    ressaltando os aspectos que lhes convinham naquele momento. A busca de isen&ccedil;&atilde;o    &quot;eleitoreira&quot; exigiu que, em alguns locais, as a&ccedil;&otilde;es    ocorressem em recintos fechados, impedindo a distribui&ccedil;&atilde;o de materiais    e divulga&ccedil;&atilde;o da proposta, o que seria muito importante para sensibilizar    a popula&ccedil;&atilde;o. Essa conjuntura gerou, igualmente, a necessidade    de prorroga&ccedil;&atilde;o da vig&ecirc;ncia do conv&ecirc;nio para que os    Munic&iacute;pios pudessem completar as a&ccedil;&otilde;es previstas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Tamb&eacute;m houve dificuldades para obten&ccedil;&atilde;o    dos bancos de dados que seriam analisados pelos avaliadores, exigindo-se uma    s&eacute;rie de articula&ccedil;&otilde;es, solicita&ccedil;&otilde;es e interfer&ecirc;ncias.    Infelizmente, n&atilde;o se conseguiu o banco do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    do Atendimento nos Hospitais de Emerg&ecirc;ncia do Recife e os bancos dos Corpos    de Bombeiros de Goi&acirc;nia, Curitiba e S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram muitos os pontos positivos que a avalia&ccedil;&atilde;o    identificou. Cada um dos Munic&iacute;pios possu&iacute;a, no momento da finaliza&ccedil;&atilde;o    deste artigo, um registro, ao mesmo tempo descritivo e anal&iacute;tico, sobre    a implanta&ccedil;&atilde;o e a implementa&ccedil;&atilde;o de seu projeto espec&iacute;fico,    com a hist&oacute;ria, a consolida&ccedil;&atilde;o de dados, os indicadores    de processo, os resultados conseguidos e os pontos cr&iacute;ticos referentes    a seu desempenho e continuidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O processo comparativo entre os Munic&iacute;pios    permitiu a cada um deles, aos observadores e ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    perceber que as sementes caem e germinam diferentemente, em cada contexto. A    fertilidade do terreno, em cada contexto, tem muito a ver com os antecedentes    que influenciaram a constru&ccedil;&atilde;o da proposta, entre os quais se    destacam a disponibilidade e o protagonismo dos t&eacute;cnicos que a gerenciam,    a capacidade institucional de legitimar as a&ccedil;&otilde;es e, sobretudo,    o interesse das Secretarias Municipais de Sa&uacute;de. Essa lideran&ccedil;a    do setor Sa&uacute;de &#8211; os projetos das cinco cidades o comprovam &#8211;,    contagia outros &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos e da sociedade civil. A    avalia&ccedil;&atilde;o, por outra parte, tamb&eacute;m mostrou que muitos fatores    locais fogem ao controle dos gestores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em todos os cinco casos, o processo de continuidade    foi colocado como ponto crucial, ainda que de forma diferenciada. A avalia&ccedil;&atilde;o    permite distinguir caso a caso. Por exemplo, ao haver gerenciado uma situa&ccedil;&atilde;o    de extrema complexidade e com cadeias de mando bastante burocr&aacute;ticas    e fragmentadas, a gestora de S&atilde;o Paulo desejaria que, caso o conv&ecirc;nio    com esse Munic&iacute;pio fosse renovado, sua administra&ccedil;&atilde;o passasse    &agrave; Secretaria Municipal de Transportes (SMT), por interm&eacute;dio do    Cetet/CET/SMT, deixando &agrave; Secretaria Municipal de Sa&uacute;de o papel    de parceira, o que caracterizaria uma invers&atilde;o na l&oacute;gica da proposta    da SVS/MS. Todos os outros quatro coordenadores sabem que precisam institucionalizar    as a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o e de preven&ccedil;&atilde;o    relacionadas ao tr&acirc;nsito, nos projetos existentes em suas Secretarias.    Eles iniciaram esse processo, marcaram-no com ritos de interven&ccedil;&otilde;es    concretas mas temem por sua continuidade. Do ponto de vista da equipe avaliadora,    cabe &agrave; SVS/MS prover mecanismos para n&atilde;o deixar retroceder o conjunto    de bens simb&oacute;licos, relacionais e materiais conseguidos com parcerias    e legitima&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O pr&oacute;prio Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    passa, a partir de agora, a contar com um <i>kit</i> de tecnologia &quot;<i>soft</i>&quot;    de avalia&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es semelhantes, que lhe    permite reunir instrumentos para defini&ccedil;&atilde;o dos termos de negocia&ccedil;&atilde;o    de continuidade das propostas atuais e de amplia&ccedil;&atilde;o dos investimentos.    A avalia&ccedil;&atilde;o permite ver o que d&aacute; certo, o que &eacute;    dispens&aacute;vel e onde se encontram os pontos decisivos para o &ecirc;xito    do trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A avalia&ccedil;&atilde;o, que propicia a reafirma&ccedil;&atilde;o    de pontos positivos, permite ajustes necess&aacute;rios durante o processo de    constru&ccedil;&atilde;o do projeto, redirecionando rumos. Ela &eacute; um instrumento    de presta&ccedil;&atilde;o de contas do dinheiro p&uacute;blico investido. Desde    esse ponto de vista, &eacute; poss&iacute;vel afirmar que o Programa de Redu&ccedil;&atilde;o    da Morbimortalidade por Acidentes de Tr&acirc;nsito antecipou, no interior do    setor Sa&uacute;de, uma proposta inovadora. Ao faz&ecirc;-lo, demonstrou, uma    vez mais, que a Sa&uacute;de tem tradi&ccedil;&atilde;o e legitimidade para    construir parcerias intersetoriais e com a sociedade civil &#8211; esta, alvo    de toda a filosofia de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de &#8211;, conferindo    &ecirc;nfase a um problema de elevado significado para a popula&ccedil;&atilde;o    brasileira: os acidentes de tr&acirc;nsito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A realiza&ccedil;&atilde;o desta avalia&ccedil;&atilde;o    foi, tamb&eacute;m, uma experi&ecirc;ncia valiosa para o Claves/ENSP/Fiocruz/MS,    desafiado a buscar estrat&eacute;gias te&oacute;ricas e metodol&oacute;gicas    para alcan&ccedil;ar uma abordagem eficiente do tema e ajudar a corrigir o rumo    das a&ccedil;&otilde;es durante seu processo. O grupo aprendeu mais, exercitou    sua capacidade de trabalho em equipe e teve a oportunidade, pela qual agradece    &agrave; SVS/MS, de contribuir para a promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de    da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, que busca meios para prevenir e reduzir    acidentes e viol&ecirc;ncias no tr&acirc;nsito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aos pesquisadores do Centro Latino-Americano    de Estudos sobre Viol&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Jorge Careli, da Escola Nacional    de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca, Funda&ccedil;&atilde;o    Instituto Oswaldo Cruz, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, que participaram    da avalia&ccedil;&atilde;o: Kathie Njaine, Liana Furtado Ximenes, Suely Ferreira    Deslandes, Simone Gon&ccedil;alves de Assis e F&aacute;tima Gon&ccedil;alves    Cavalcante.   Aos coordenadores dos projetos nos cinco Munic&iacute;pios: Raquel Gandelsman,    M&aacute;rcia Cirstina Krempel, Celeste de Sousa Rodrigues, Cheila Marina de    Lima e Mari&acirc;ngela Aoki.   &Agrave; Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, pelo apoio a esta pesquisa.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Souza ER, Minayo MCS. Viol&ecirc;ncia no tr&acirc;nsito:    express&atilde;o da viol&ecirc;ncia social. In: Souza ER, Minayo MCS. Impacto    da viol&ecirc;ncia na sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o brasileira. 1<sup>a</sup>    ed. Bras&iacute;lia: Editora do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2005. p.    279-312.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Portaria GM n<sup>o</sup> 737, de 16 de maio de 2001. Disp&otilde;e sobre a Pol&iacute;tica    Nacional de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbimortalidade por Acidentes e Viol&ecirc;ncias.    Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, n<sup>o</sup> 96, Bras&iacute;lia, 18 de maio de    2001. Se&ccedil;&atilde;o 1e.</font><p><font size="2" face="Verdana">3. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de.    Informe mundial sobre preven&ccedil;&atilde;o dos traumatismos causados pelo    tr&acirc;nsito: resumo &#91;monografia na Internet&#93;. Genebra: OMS; 2004.    &#91;Acesso em 15 de maio de 2004&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.who.int." target="_blank">http://www.who.int.</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">4. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Redu&ccedil;&atilde;o    da morbimortalidade por acidentes de tr&acirc;nsito: mobilizando a sociedade    e promovendo a sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: MS; 2001a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">5. Esteves R, et al. Por uma cultura do tr&acirc;nsito.    Revista da Abramet 2001;36:25-35.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">6. Minayo MCS. Conceito de avalia&ccedil;&atilde;o    por triangula&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos. In: Minayo MCS, Assis SG,    Souza ER. Avalia&ccedil;&atilde;o por triangula&ccedil;&atilde;o de m&eacute;todos:    abordagem de programas sociais. Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 2005. p. 19-54.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">7. Contandriopoulos AP, Champagne F, Denis JL,    Pineau LT. A avalia&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da sa&uacute;de: conceitos    e m&eacute;todos. In: Hartz ZM. Avalia&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de: dos    modelos conceituais a pr&aacute;ticas da implanta&ccedil;&atilde;o de programada.    Rio de Janeiro: Editora Fiocruz; 1997. p. 29-47.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">8. Centro Latino-Americano de Estudos sobre Viol&ecirc;ncia    e Sa&uacute;de. Relat&oacute;rio de avalia&ccedil;&atilde;o do processo de implanta&ccedil;&atilde;o    e implementa&ccedil;&atilde;o do Programa de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbimortalidade    por Acidentes de Tr&acirc;nsito. Munic&iacute;pios de Recife, Belo Horizonte,    Goi&acirc;nia, S&atilde;o Paulo e Curitiba: Avalia&ccedil;&atilde;o Geral. Rio    de Janeiro: Claves/MS; 2006. Mimeografado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">9. Centro Latino-Americano de Estudos sobre Viol&ecirc;ncia    e Sa&uacute;de. Avalia&ccedil;&atilde;o do processo de implanta&ccedil;&atilde;o    e de implementa&ccedil;&atilde;o do Programa de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbimortalidade    por Acidentes de Tr&acirc;nsito no Munic&iacute;pio de Recife. Rio de Janeiro:    Claves/MS; 2006. Mimeografado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">10. Centro Latino-Americano de Estudos sobre    Viol&ecirc;ncia e Sa&uacute;de. Avalia&ccedil;&atilde;o do processo de implanta&ccedil;&atilde;o    e de implementa&ccedil;&atilde;o do Programa de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbimortalidade    por Acidentes de Tr&acirc;nsito no Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo. Rio    de Janeiro: Claves/MS; 2006. Mimeografado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">11. Centro Latino-Americano de Estudos sobre    Viol&ecirc;ncia e Sa&uacute;de. Avalia&ccedil;&atilde;o do processo de implanta&ccedil;&atilde;o    e de implementa&ccedil;&atilde;o do Programa de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbi-mortalidade    por Acidentes de Tr&acirc;nsito no Munic&iacute;pio de Curitiba. Rio de Janeiro:    Claves/MS; 2006. Mimeografado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">12. Centro Latino-Americano de Estudos sobre    Viol&ecirc;ncia e Sa&uacute;de. Avalia&ccedil;&atilde;o do processo de implanta&ccedil;&atilde;o    e de implementa&ccedil;&atilde;o do Programa de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbimortalidade    por Acidentes de Tr&acirc;nsito no Munic&iacute;pio de Belo Horizonte. Rio de    Janeiro: Claves/MS; 2006. Mimeografado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">13. Centro Latino-Americano de Estudos sobre    Viol&ecirc;ncia e Sa&uacute;de. Avalia&ccedil;&atilde;o do processo de implanta&ccedil;&atilde;o    e de implementa&ccedil;&atilde;o do Programa de Redu&ccedil;&atilde;o da Morbimortalidade    por Acidentes de Tr&acirc;nsito no Munic&iacute;pio de Goi&acirc;nia. Rio de    Janeiro: Claves/MS; 2006. Mimeografado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v16n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    <br>   Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo    Cruz,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca,    <br>   Centro Latino-Americano de Estudos de Viol&ecirc;ncia e Sa&uacute;de Jorge Careli,    <br>   Av. Brasil, 4036, Sala 700,    <br>   Manguinhos, Rio de Janeiro-RJ.    <br>   CEP: 21040-361    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:edinilsa@claves.fiocruz.br">edinilsa@claves.fiocruz.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup><a name="nota"></a><a href="#topo">*</a></sup>Apoio    financeiro: Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de.</font></p>      ]]></body><back>
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<collab>Brasil. Ministério da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Portaria GM nº 737, de 16 de maio de 2001: Dispõe sobre a Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências]]></source>
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<publisher-name><![CDATA[Diário Oficial da União, nº 96]]></publisher-name>
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