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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diferenciação territorial da hanseníase no Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Hansen disease is a public health problem in Brazil and its plan of elimination is a relevant national action. The prevalence reduction since 1991 is not accompanied by decreased detection of new cases. According to an international acknowledgement about focal behavior of Hansen disease, its restricted distribution of space, which coincides with whole social premises for its production in Brazil. The spatiality of leprosy has been studied punctually, in some states and municipal districts, without systemization. The Notifying Diseases Information System (Sinan), recently implemented by the Ministry of Health, allows detailed explorations of the disease. This essay studies the geography of the Hansen disease in Brazil, starting from a summary of states and macro-regional distribution, focused in municipal distribution, in the period of 1998 to 2002. A geographical system of information was conformed to make possible the analysis of the spatial difference of the coefficients of general detection and in people under 15 years old, and by clinical form, fundamental indicators in the examination of the endemic evolution, as well as the identification of the critical spaces of production of the disease. The results suggest the expansion of the local focus of hansen disease in the North, Middle-West and North-East Regions, associated with the agricultural colonization in Legal Amazon and the development of some cities and metropolitan areas.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Diferencia&ccedil;&atilde;o territorial da    hansen&iacute;ase no Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Spatial differentiation of leprosy in Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Maria da Concei&ccedil;&atilde;o Cavalcanti    Magalh&atilde;es<sup>I</sup>; Luisa I&ntilde;iguez Rojas<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Planejamento,    Subsecretaria de Planejamento e Or&ccedil;amento, Secretaria Executiva, Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF    <br>   <sup>II</sup>Universidad de La Habana, Havana, Cuba</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, a hansen&iacute;ase &eacute; um problema    de Sa&uacute;de P&uacute;blica e seu plano de elimina&ccedil;&atilde;o est&aacute;    entre as a&ccedil;&otilde;es de relev&acirc;ncia nacional. A redu&ccedil;&atilde;o    da preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a a partir de 1991 n&atilde;o coincide com    a diminui&ccedil;&atilde;o da detec&ccedil;&atilde;o de casos novos. Existe    um reconhecimento internacional sobre o comportamento focal da hansen&iacute;ase,    ou seja, sua distribui&ccedil;&atilde;o restrita a espa&ccedil;os onde coincide    com um conjunto de premissas para sua produ&ccedil;&atilde;o. No Brasil, a espacialidade    da doen&ccedil;a tem sido estudada de forma pontual em alguns Estados e Munic&iacute;pios,    sem sistematiza&ccedil;&atilde;o. O Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos    de Notifica&ccedil;&atilde;o (Sinan), recentemente implementado pelo Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, permite explora&ccedil;&otilde;es detalhadas da doen&ccedil;a.    Este trabalho foi dedicado ao estudo da hansen&iacute;ase no Brasil a partir    de um esbo&ccedil;o de sua distribui&ccedil;&atilde;o macroregional e estadual    centrado na aten&ccedil;&atilde;o a sua distribui&ccedil;&atilde;o municipal,    no per&iacute;odo de 1998 a 2002. Conformou-se um sistema de informa&ccedil;&atilde;o    geogr&aacute;fica que possibilita a an&aacute;lise da diferencia&ccedil;&atilde;o    espacial das taxas de detec&ccedil;&atilde;o geral em menores de 15 anos de    idade e por formas cl&iacute;nicas, indicadores considerados fundamentais na    an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o da endemia, assim como a identifica&ccedil;&atilde;o    dos espa&ccedil;os cr&iacute;ticos de produ&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a.    Os resultados sugerem a expans&atilde;o da hansen&iacute;ase em focos localizados    nas Regi&otilde;es Norte, Centro-Oeste e Nordeste, associados &agrave;s frentes    de coloniza&ccedil;&atilde;o agr&iacute;cola da Amaz&ocirc;nia Legal e ao crescimento    de determinadas cidades e Regi&otilde;es Metropolitanas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> hansen&iacute;ase; taxa    de detec&ccedil;&atilde;o; diferencia&ccedil;&atilde;o espacial; Brasil.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Hansen disease is a public health problem in    Brazil and its plan of elimination is a relevant national action. The prevalence    reduction since 1991 is not accompanied by decreased detection of new cases.    According to an international acknowledgement about focal behavior of Hansen    disease, its restricted distribution of space, which coincides with whole social    premises for its production in Brazil. The spatiality of leprosy has been studied    punctually, in some states and municipal districts, without systemization. The    Notifying Diseases Information System (<i>Sinan</i>), recently implemented by    the Ministry of Health, allows detailed explorations of the disease. This essay    studies the geography of the Hansen disease in Brazil, starting from a summary    of states and macro-regional distribution, focused in municipal distribution,    in the period of 1998 to 2002. A geographical system of information was conformed    to make possible the analysis of the spatial difference of the coefficients    of general detection and in people under 15 years old, and by clinical form,    fundamental indicators in the examination of the endemic evolution, as well    as the identification of the critical spaces of production of the disease. The    results suggest the expansion of the local focus of hansen disease in the North,    Middle-West and North-East Regions, associated with the agricultural colonization    in Legal Amazon and the development of some cities and metropolitan areas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> Hansen disease; detection tax;    spatial differentiation; Brazil.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A epidemiologia da hansen&iacute;ase, particularmente    sua distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, permanece com numerosas lacunas    e enigmas. V&aacute;rias das principais &aacute;reas &#8211; historicamente    &#8211; end&ecirc;micas no mundo encontram-se sob clima tropical, elevadas temperaturas    e precipita&ccedil;&otilde;es pluviom&eacute;tricas. Em regi&otilde;es de clima    temperado e frio, entretanto, a hansen&iacute;ase tamb&eacute;m j&aacute; apresentou    incid&ecirc;ncias altas, n&atilde;o obstante fosse eliminada sem uma explica&ccedil;&atilde;o    definitiva.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Atualmente, 80% dos casos novos concentram-se    em pa&iacute;ses localizados na faixa intertropical: &Iacute;ndia; Brasil; Myamar;    Madagascar; Nepal; e Mo&ccedil;ambique.<sup>2</sup> Alguns trabalhos de geografia    m&eacute;dica da hansen&iacute;ase discutem o papel da hist&oacute;ria da ocupa&ccedil;&atilde;o    dos territ&oacute;rios como fundamento da manuten&ccedil;&atilde;o de focos    da doen&ccedil;a. Por outro lado, geralmente, &eacute; aceita a associa&ccedil;&atilde;o    da hansen&iacute;ase com condi&ccedil;&otilde;es desfavor&aacute;veis de vida,    considerando-se fatores econ&ocirc;micos, higi&ecirc;nico-sanit&aacute;rios    e biol&oacute;gicos.<sup>3,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O Brasil mant&eacute;m, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas,    a situa&ccedil;&atilde;o mais desfavor&aacute;vel na Am&eacute;rica e o diagn&oacute;stico    da segunda maior quantidade de casos do mundo, depois da &Iacute;ndia. A hansen&iacute;ase    entre os brasileiros &eacute;, portanto, um problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica    cujo programa de elimina&ccedil;&atilde;o est&aacute; entre as a&ccedil;&otilde;es    priorit&aacute;rias do Minist&eacute;rio de Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica    da doen&ccedil;a no Brasil &eacute; estudada, geralmente, por suas macrorregi&otilde;es    e Estados, da&iacute; n&atilde;o haver um conhecimento sistematizado de sua    distribui&ccedil;&atilde;o espacial. Com a implanta&ccedil;&atilde;o do Sistema    de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (Sinan)    pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS), co-administrado pela Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de (SVS/MS) e Departamento de Inform&aacute;tica    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (Datasus/MS), em processo de gradual    aperfei&ccedil;oamento, atualmente, &eacute; poss&iacute;vel desenvolver explora&ccedil;&otilde;es    detalhadas de doen&ccedil;as em diferentes escalas geogr&aacute;ficas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os fatores associados &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o    espacial da hansen&iacute;ase, de modo geral, podem se agrupar em naturais e    sociais. Entre as premissas naturais, encontram-se o clima, o relevo, tipos    de vegeta&ccedil;&atilde;o e determinados ecossistemas. Entre as premissas sociais,    destacam-se condi&ccedil;&otilde;es desfavor&aacute;veis de vida, desnutri&ccedil;&atilde;o,    movimentos migrat&oacute;rios e outras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Poucas investiga&ccedil;&otilde;es sobre a hansen&iacute;ase    focalizam fontes de infec&ccedil;&atilde;o n&atilde;o humanas. O <i>Mycobacterium    leprae</i> pode sobreviver, durante meses, fora do corpo humano e em condi&ccedil;&otilde;es    favor&aacute;veis de umidade. Assim, solos &uacute;midos, baixas temperaturas    e elevada umidade ambiental favorecem a sobreviv&ecirc;ncia do bacilo; al&eacute;m    dessas fontes ambientais mais conhecidas, deve-se considerar, tamb&eacute;m,    a vegeta&ccedil;&atilde;o, a &aacute;gua, alguns artr&oacute;podes e macacos.<sup>5,6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A fonte mais importante de infec&ccedil;&atilde;o,    provavelmente, s&atilde;o os doentes multibacilares n&atilde;o-tratados, fato    comprovado em trabalhos como o de Paul Fine,<sup>7</sup> onde comunicantes de    doentes multibacilares tiveram um risco de adoecer cinco a dez vezes maior que    o da popula&ccedil;&atilde;o geral; por&eacute;m, a exist&ecirc;ncia de poucos    doentes multibacilares em certas &aacute;reas indica outras fontes de infec&ccedil;&atilde;o.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nessa linha de investiga&ccedil;&atilde;o, discute-se    sobre o significado do tatu na incid&ecirc;ncia da hansen&iacute;ase desde come&ccedil;os    dos anos 70. Opromola <sup>9</sup> afirma que, embora n&atilde;o seja provado    ser a hansen&iacute;ase uma zoonose, a exist&ecirc;ncia de bacilos em animais    selvagens teria s&eacute;rias implica&ccedil;&otilde;es para o programa de controle    e erradica&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a em humanos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Entre as premissas sociais associadas &agrave;    distribui&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica da doen&ccedil;a, reafirmam-se    a pobreza, a desnutri&ccedil;&atilde;o ou algumas car&ecirc;ncias nutricionais,    al&eacute;m de condi&ccedil;&otilde;es higi&ecirc;nicas desfavor&aacute;veis    e movimentos migrat&oacute;rios. A doen&ccedil;a, com freq&uuml;&ecirc;ncia,    relaciona-se a indicadores como baixa renda familiar ou <i>per capita</i>, baixa    escolaridade e falta de condi&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas de sa&uacute;de,    entre outros. N&atilde;o obstante, documentos hist&oacute;ricos sobre os fatores    associados &agrave; transmiss&atilde;o da hansen&iacute;ase sugerem que sua    grande dissemina&ccedil;&atilde;o e r&aacute;pido descenso na Europa medieval    devem-se &agrave; exist&ecirc;ncia de algum fator epid&ecirc;mico desconhecido.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo prop&ocirc;s-se &agrave; abordagem    da distribui&ccedil;&atilde;o territorial da hansen&iacute;ase no Brasil, com    o objetivo de identificar as regularidades de sua diferencia&ccedil;&atilde;o    espacial, sua detec&ccedil;&atilde;o por Munic&iacute;pios e Regi&otilde;es    Metropolitanas no per&iacute;odo de 1998 a 2002. Trata-se de uma iniciativa    de especial signific&acirc;ncia para o reconhecimento da distribui&ccedil;&atilde;o    focal da doen&ccedil;a.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir da avalia&ccedil;&atilde;o da consist&ecirc;ncia    das notifica&ccedil;&otilde;es de casos de hansen&iacute;ase por Munic&iacute;pios,    foram calculadas as taxas de detec&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia nos per&iacute;odos    de 1998-2002 e 2000-2002. No processamento dos dados, foram utilizados os relat&oacute;rios    espec&iacute;ficos do Sinan, Tabwin, Microsoft Excel, Access e Arcview 3.3.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A disponibilidade de bases cartogr&aacute;ficas    digitais e a utiliza&ccedil;&atilde;o de t&eacute;cnicas do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    Geogr&aacute;fica (SIG) permitiram trabalhar em um n&iacute;vel menor de an&aacute;lise,    a escala municipal, decis&atilde;o que permitiu o aprofundamento da leitura    da diferencia&ccedil;&atilde;o espacial da endemia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A base de dados original foi a de 5.634 Munic&iacute;pios    &#8211; segundo a mais recente divis&atilde;o pol&iacute;tico-administrativa    do Pa&iacute;s &#8211; e a malha municipal utilizada foi a de 2001, dispon&iacute;vel    pela Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica    (IBGE).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Fontes de informa&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como fonte de informa&ccedil;&atilde;o, utilizou-se    o banco nacional de dados do Programa de Controle de Hansen&iacute;ase, dispon&iacute;vel    no Sinan. As bases cartogr&aacute;ficas utilizadas foram extra&iacute;das do    Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o Geogr&aacute;fica em Epidemiologia (SIGEpi)    vers&atilde;o 1.0 (2002), elaborado pelo Programa Especial de An&aacute;lise    de Sa&uacute;de da Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de e    pela Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio de    Sa&uacute;de (2000).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Situa&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase    no Brasil em 2002</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No Brasil, no ano 2002, detectaram-se 47.026    casos novos de hansen&iacute;ase, representando um coeficiente de detec&ccedil;&atilde;o    de 2,69/10.000 habitantes. Por macrorregi&otilde;es, esse coeficiente variou    de forma importante: 7,73/10.000 hab. na Regi&atilde;o Norte; 6,61/10.000 hab.    no Centro-Oeste; 3,23/10.000 hab. no Nordeste; e 1,46/10 000 hab. no Sudeste.    A Regi&atilde;o Sul, com um coeficiente de detec&ccedil;&atilde;o de 0,75/10.000,    encontra-se em uma fase de estabiliza&ccedil;&atilde;o da endemia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ainda no ano de 2002, o Brasil registrava 77.154    casos de hansen&iacute;ase, o que correspondia a um coeficiente de preval&ecirc;ncia    de 4,42/10.000 hab. As taxas mais elevadas tamb&eacute;m foram encontradas nas    Regi&otilde;es Centro-Oeste (11,77/10.000 hab), Norte (8,73/10.000 hab) e Nordeste    (6,04/10.000 hab); as Regi&otilde;es Sudeste (2,41/10.000 hab) e Sul (1,43/10.000    hab) responderam pelas menores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O mesmo coeficiente por Estado mostra que Mato    Grosso, Piau&iacute;, Roraima, Goi&aacute;s, Par&aacute;, Rond&ocirc;nia, Tocantins    e Pernambuco apresentam as situa&ccedil;&otilde;es mais desfavor&aacute;veis.    O indicador, entretanto, sofre influ&ecirc;ncia da n&atilde;o-atualiza&ccedil;&atilde;o    do banco de dados do Sinan e reflete n&atilde;o apenas a gravidade da endemia    como, tamb&eacute;m, problemas operacionais do sistema de informa&ccedil;&atilde;o.    Os Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina s&atilde;o os &uacute;nicos    que apresentam coeficiente de preval&ecirc;ncia menor que 1 para cada 10.000    habitantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Diferencia&ccedil;&atilde;o municipal da detec&ccedil;&atilde;o    de casos de hansen&iacute;ase</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como se v&ecirc;, a diferencia&ccedil;&atilde;o    inter-regional e interestadual na detec&ccedil;&atilde;o de casos de hansen&iacute;ase    no Brasil &eacute; grande. S&atilde;o diferen&ccedil;as que se ampliam quando    se observa essa informa&ccedil;&atilde;o nas unidades municipais. Do total dos    Munic&iacute;pios estudados (5.507), 1.126 n&atilde;o apresentaram notifica&ccedil;&otilde;es,    1.479 alcan&ccedil;aram taxas entre 0 e 1/10.000 hab. e 2.605, taxas superiores    a 1/10.000 hab (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v16n2/2a02f1.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No per&iacute;odo de 1998 a 2002, com taxa de    detec&ccedil;&atilde;o maior que 20/10.000 hab., aparecem 75 Munic&iacute;pios.    A taxa mais alta refere-se a Jatob&aacute;, no Estado do Maranh&atilde;o, com    popula&ccedil;&atilde;o de apenas 5.055 habitantes e m&eacute;dia de 29 casos    da doen&ccedil;a &#8211; taxa de 56,58/10.000 hab. no ano 2000. Cabe assinalar    que esse Munic&iacute;pio n&atilde;o registra casos nos &uacute;ltimos dois    anos das s&eacute;ries, raz&atilde;o porque estas autoras sup&otilde;em a elevada    detec&ccedil;&atilde;o nos anos de 1998 e 1999 estar relacionada, possivelmente,    a uma a&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de P&uacute;blica espec&iacute;fica, uma    campanha por exemplo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre as localidades com as maiores taxas, 40%    contam menos de 10.000 habitantes e 25%, entre 10.000 e 20.000 hab., demonstrando    o predom&iacute;nio da doen&ccedil;a em Munic&iacute;pios de pequeno porte.    Somente dois desses Munic&iacute;pios, Imperatriz, no Estado do Maranh&atilde;o,    e Marab&aacute;, no Estado do Par&aacute;, t&ecirc;m mais que 100.000 habitantes.    Imperatriz (230.586 hab. em 2000) &eacute; o que apresenta a mais desfavor&aacute;vel    situa&ccedil;&atilde;o entre os Munic&iacute;pios com maiores taxas de detec&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com mais de 20,0/10.000 hab. e m&eacute;dia de    100 casos, identificaram-se 13 Munic&iacute;pios assim distribu&iacute;dos:    cinco no Estado do Par&aacute;; seis no Estado do Maranh&atilde;o; e dois no    Estado de Mato Grosso. Sessenta e nove Munic&iacute;pios apresentaram taxa de    detec&ccedil;&atilde;o superior a 10/10.000 hab. e m&eacute;dia de casos igual    a 100. Todos esses Munic&iacute;pios localizam-se nos Estados j&aacute; identificados    com as maiores detec&ccedil;&otilde;es, nas Regi&otilde;es Norte, Nordeste e    Centro-Oeste.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O n&uacute;mero m&eacute;dio de casos nos Munic&iacute;pios    com diagn&oacute;stico varia de 0,2 a mais de 1.000. Com uma m&eacute;dia de    1.000 casos, aparecem: o Recife, capital do Estado de Pernambuco; Teresina,    capital do Estado do Piau&iacute;; e Rio de Janeiro, capital do Estado. Com    m&eacute;dia superior a 600 e menor de 1.000 casos, est&atilde;o os Munic&iacute;pios    onde tamb&eacute;m se situam capitais de Estados, como Goi&acirc;nia, Fortaleza,    Manaus, S&atilde;o Lu&iacute;s e Cuiab&aacute;, acompanhados pela cidade de    Imperatriz-MA, tamb&eacute;m com m&eacute;dia superior a 600 casos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os Munic&iacute;pios com n&uacute;mero m&eacute;dio    de casos entre 200 e 600 correspondem &agrave;queles localizados nas capitais    dos Estados do Par&aacute;, S&atilde;o Paulo, Bahia e Tocantins, al&eacute;m    daqueles integrados &agrave;s Regi&otilde;es Metropolitanas de alguns desses    Estados ou, ainda, de cidades situadas nos mesmos Estados do Par&aacute; (Reden&ccedil;&atilde;o),    do Maranh&atilde;o (A&ccedil;ail&acirc;ndia e Bacabal) e do Cear&aacute; (Juazeiro    do Norte).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As taxas desse grupo apresentam varia&ccedil;&otilde;es    de 0,39/10.000 hab. &#8211; Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo, capital do    Estado &#8211; a 43,59/10.000 hab. &#8211; Reden&ccedil;&atilde;o, no Estado    do Par&aacute;, com m&eacute;dia de 281 casos para uma popula&ccedil;&atilde;o    de pouco mais de 60.000 habitantes. Um olhar mais atento sobre a situa&ccedil;&atilde;o    da hansen&iacute;ase nos Munic&iacute;pios que n&atilde;o s&atilde;o capitais    mostra uma distribui&ccedil;&atilde;o irregular da doen&ccedil;a, com freq&uuml;&ecirc;ncias    proporcionais mais altas nos Estados do Par&aacute; e do Maranh&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com m&eacute;dia superior a 100 e inferior a    200 casos, encontram-se 72 Munic&iacute;pios &#8211; 73.6% dos quais reunindo    popula&ccedil;&atilde;o maior que 100.000 &#8211;, a maioria deles tamb&eacute;m    concentrada no Par&aacute; e no Maranh&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma observa&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o    da detec&ccedil;&atilde;o de casos identifica 33 Munic&iacute;pios que mant&ecirc;m    incremento de casos. Esses Munic&iacute;pios caracterizam-se por uma taxa de    detec&ccedil;&atilde;o inferior a 5/10.000 hab. Somente tr&ecirc;s apresentam    detec&ccedil;&atilde;o maior que 10/10.000 hab.: Vila Rica (11,79/10.000 hab.),    Mato Grosso; Itabela (14,03/10.000 hab.), Bahia; e Breu Branco (15,43/10.000    hab.), Par&aacute;. S&atilde;o Munic&iacute;pios que se concentram nos Estados    do Par&aacute;, Maranh&atilde;o, Mato Grosso e Bahia; apenas quatro deles s&atilde;o    das Regi&otilde;es Sudeste e Sul do Pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No &uacute;ltimo tri&ecirc;nio do per&iacute;odo    estudado (2000-2002), cresce o quantitativo de Munic&iacute;pios &#8211; de    33 para 572 &#8211; que incrementam, de modo cont&iacute;nuo, sua detec&ccedil;&atilde;o    de casos. N&atilde;o obstante, as taxas de detec&ccedil;&atilde;o s&atilde;o    baixas e 40% (207) desses Munic&iacute;pios, a maioria com popula&ccedil;&otilde;es    muito pequenas (mais de 60% com menos de 20.000 habitantes), n&atilde;o notificam    casos no ano 2000. Tal constata&ccedil;&atilde;o deve-se, provavelmente, a erros    na transfer&ecirc;ncia do banco de dados para o Sinan, a problemas na capacidade    de diagn&oacute;stico em alguns Munic&iacute;pios pequenos, rec&eacute;m-criados,    ou ao resultado da pr&oacute;pria expans&atilde;o espacial da endemia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">As localidades com popula&ccedil;&atilde;o superior    a 100.000 habitantes e que incrementam a detec&ccedil;&atilde;o de casos no    per&iacute;odo de 2000 a 2002 s&atilde;o 52. A taxa de detec&ccedil;&atilde;o    varia de 0,15/10.000 em Barbacena, Estado de Minas Gerais, a 26,74/10.000 em    Marab&aacute;, no Par&aacute;. Nesse conjunto, aparecem cinco capitais &#8211;    Jo&atilde;o Pessoa, Estado da Para&iacute;ba, e Macei&oacute;, Estado de Alagoas,    na Regi&atilde;o Nordeste; Boa Vista, Estado de Roraima, e Macap&aacute;, Estado    do Amap&aacute;, na Regi&atilde;o Norte; e Vit&oacute;ria, Estado do Esp&iacute;rito    Santo, na Regi&atilde;o Sudeste &#8211;, &agrave;s quais se somam Munic&iacute;pios    das Regi&otilde;es Metropolitanas do Rio de Janeiro e de S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao analisar o incremento da detec&ccedil;&atilde;o    em Munic&iacute;pios com popula&ccedil;&atilde;o menor de 20.000 habitantes    e sem notifica&ccedil;&atilde;o no ano 2000, aparece um grupo de 134, dos quais    62 (46%) se localizam em Minas Gerais, o que demonstra o crescimento no n&uacute;mero    de Munic&iacute;pios com notifica&ccedil;&atilde;o nesse Estado. Cabe destacar,    contudo, o n&uacute;mero de casos muito pequeno nesses Munic&iacute;pios, de    maneira geral; metade deles notifica m&eacute;dia de um a dez casos no tri&ecirc;nio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o da taxa de detec&ccedil;&atilde;o    em menores de 15 anos de idade, para o per&iacute;odo de 2000 a 2002, reitera    os Munic&iacute;pios identificados pela taxa geral de detec&ccedil;&atilde;o.    A varia&ccedil;&atilde;o intramunicipal da detec&ccedil;&atilde;o nessa faixa    et&aacute;ria tamb&eacute;m &eacute; ampla, com taxas menores de 1,0/10.000    e maiores de 25,0/10.000 hab. Os Estados de Mato Grosso, Par&aacute; e Maranh&atilde;o    apresentam a situa&ccedil;&atilde;o mais cr&iacute;tica, em que muitos Munic&iacute;pios    apresentam elevada detec&ccedil;&atilde;o de casos at&eacute; essa idade (<a href="#fig2">Figura    2</a>).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n2/2a02f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O percentual m&eacute;dio de casos por forma    cl&iacute;nica tubercul&oacute;ide, para o per&iacute;odo de 2000 a 2002, evidencia    outras regularidades espaciais, com destaque para grupos de Munic&iacute;pios    situados na bacia do rio Amazonas e nos Estados de Minas Gerais e da Bahia (<a href="#fig3">Figura    3</a>).</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n2/2a02f3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o da taxa de detec&ccedil;&atilde;o    de hansen&iacute;ase de acordo com a malha municipal permite identificar algumas    regularidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um espa&ccedil;o de alta detec&ccedil;&atilde;o    de casos &eacute; desenhado pela agrega&ccedil;&atilde;o de v&aacute;rios Munic&iacute;pios    no centro-norte do Pa&iacute;s, pertencentes a Estados das Regi&otilde;es Norte,    Centro-Oeste e Nordeste. Ele abrange, praticamente, todo o Estado de Mato Grosso,    a parte sul e oriental do Estado do Par&aacute;, ocidental do Maranh&atilde;o    e central de Rond&ocirc;nia, Piau&iacute; e Goi&aacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Essa conforma&ccedil;&atilde;o espacial define    a geografia da hansen&iacute;ase no Brasil. Evidentemente, parte dos Estados    do Piau&iacute; e do Maranh&atilde;o apresenta detec&ccedil;&atilde;o muito    mais alta do que o resto dos Estados da Regi&atilde;o Nordeste. No Maranh&atilde;o,    essa &aacute;rea corresponde a uma extens&atilde;o da Amaz&ocirc;nia Legal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; amplamente aceito que a hansen&iacute;ase    tem express&atilde;o espacial focal. Duarte,<sup>10</sup> ao analisar as taxas de preval&ecirc;ncia    e de detec&ccedil;&atilde;o da hansen&iacute;ase para o ano de 1999, observou    a exist&ecirc;ncia de uma alta correla&ccedil;&atilde;o entre ser um Estado    da Amaz&ocirc;nia Legal e apresentar elevadas taxas da doen&ccedil;a. No presente    trabalho, para os Estados dessa regi&atilde;o, identificam-se taxas tr&ecirc;s    vezes maiores que as de outros Estados do Brasil; entre eles, Mato Grosso, Tocantins,    Rond&ocirc;nia e Roraima destacam-se com taxas mais elevadas que a media da    regi&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma vis&atilde;o ampliada da Regi&atilde;o Norte,    dentro das delimita&ccedil;&otilde;es das &aacute;reas ind&iacute;genas, revela    focos localizados da hansen&iacute;ase em Munic&iacute;pios isolados ou em agregados    de Munic&iacute;pios. Alguns s&atilde;o cont&iacute;guos, como &eacute; o caso    do Alto Purus e do Alto Solim&otilde;es, no extremo ocidental do Estado do Amazonas,    e de um espa&ccedil;o compreendido entre o extremo oriental do Par&aacute; e    ocidental do Maranh&atilde;o, o qual se estende, aparentemente sem contig&uuml;idade,    para o sul do Par&aacute; e o noroeste de Mato Grosso. Outras concentra&ccedil;&otilde;es    de Munic&iacute;pios de alta detec&ccedil;&atilde;o aparecem de forma quase    linear, nos Estados do Par&aacute;, Tocantins e Goi&aacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Se a detec&ccedil;&atilde;o de casos de hansen&iacute;ase    &eacute; elevada na parte alta dos rios Purus, Juru&aacute; e Madeira, &eacute;    baixa na bacia do Rio Negro, contraste tamb&eacute;m relatado por Peninni<sup>11</sup>    sobre a preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a na regi&atilde;o. Estas autoras observam,    outrossim, que houve alta concentra&ccedil;&atilde;o de seringueiros nessa &aacute;rea    de mais intensa explora&ccedil;&atilde;o da borracha. A prop&oacute;sito, Valverde    <sup>12</sup> menciona que essas &aacute;reas, incluindo o Estado do Acre e o sul-ocidental    da bacia do Solim&otilde;es (Amazonas), mais altas e de solos eutr&oacute;ficos    de terra firme, contam com uma presen&ccedil;a mais densa de seringueiras do    g&ecirc;nero Hevea.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">No Par&aacute;, a maior detec&ccedil;&atilde;o    de casos na parte centro-sul e sudeste do Estado coincide com a ocupa&ccedil;&atilde;o,    relativamente recente, associada &agrave; constru&ccedil;&atilde;o da rodovia    An&aacute;polis-Bel&eacute;m (BR-153) (conhecida como Bel&eacute;m-Bras&iacute;lia,    iniciada na d&eacute;cada de 70), um marco de expans&atilde;o da fronteira agr&iacute;cola    no Pa&iacute;s, n&atilde;o obstante o Estado apresentar hist&oacute;rico de    elevadas preval&ecirc;ncias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Chama a aten&ccedil;&atilde;o a coincid&ecirc;ncia    entre Munic&iacute;pios com altas taxas de detec&ccedil;&atilde;o e rodovias    de implanta&ccedil;&atilde;o posterior &agrave; d&eacute;cada de 70, todas federais,    algumas ainda em constru&ccedil;&atilde;o: a BR-153, citada anteriormente, que    cruza os Estados de Goi&aacute;s e do Tocantins; a Cuiab&aacute;-Bel&eacute;m    (BR-158), que, atualmente, chega at&eacute; o limite norte do Estado de Mato    Grosso; a rodovia Cuiab&aacute;-Santar&eacute;m (BR-163), parcialmente asfaltada,    que atravessa o extremo leste desse Estado; e a BR-364, que atravessa o centro    do Estado de Rond&ocirc;nia. Essas estradas facilitaram o processo de ocupa&ccedil;&atilde;o    da fronteira agr&iacute;cola norte do Pa&iacute;s e, portanto, o aparecimento    de assentamentos, geralmente urbanos, sedes de novos Munic&iacute;pios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como se sabe, a popula&ccedil;&atilde;o que ocupou    esses espa&ccedil;os veio, principalmente, da Regi&atilde;o Sul. Acredita-se    que, do mais de um milh&atilde;o de habitantes que deixaram o Estado do Paran&aacute;    em conseq&uuml;&ecirc;ncia da moderniza&ccedil;&atilde;o da agricultura, 112.000    foram para Mato Grosso e 116.000 para Rond&ocirc;nia, Acre, Roraima e Amap&aacute;.<sup>13</sup>    As considera&ccedil;&otilde;es anteriores sugerem que a expans&atilde;o da fronteira    agr&iacute;cola promoveu a expans&atilde;o espacial da endemia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nas Regi&otilde;es Nordeste e Sudeste, salvo    algumas exce&ccedil;&otilde;es, as taxas de detec&ccedil;&atilde;o de hansen&iacute;ase    dos Munic&iacute;pios s&atilde;o, em geral, baixas. Destacam-se, espa&ccedil;os    que agregam Munic&iacute;pios com elevadas taxas de detec&ccedil;&atilde;o,    distribu&iacute;dos nessas regi&otilde;es de maneira irregular. Entre esses    agregados de Munic&iacute;pios &#8211; de pequeno porte, quase sempre &#8211;,    aparecem os das Regi&otilde;es Metropolitanas de Recife e de Vit&oacute;ria,    assim como outros ao norte, noroeste e sul do Estado da Bahia, norte dos Estados    do Esp&iacute;rito Santo e de S&atilde;o Paulo e norte e centro do Estado do    Paran&aacute;. O Paran&aacute;, onde a hansen&iacute;ase evoluiu historicamente,    com particular gravidade em rela&ccedil;&atilde;o aos demais Estados do Sul,    mant&eacute;m focos de alta detec&ccedil;&atilde;o que merecem uma investiga&ccedil;&atilde;o    mais profunda sobre essa situa&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o dos casos por Munic&iacute;pios    aporta outro marco de an&aacute;lise, especialmente importante no caso brasileiro,    de amplas diferen&ccedil;as populacionais entre Munic&iacute;pios. Por exemplo,    dentro de um mesmo Estado, S&atilde;o Paulo, encontram-se a cidade de S&atilde;o    Paulo, Munic&iacute;pio brasileiro com maior popula&ccedil;&atilde;o &#8211;    mais de 10 milh&otilde;es de habitantes, segundo estimativa populacional do    IBGE (2004) &#8211;, e o Munic&iacute;pio menos populoso do Pa&iacute;s, Bor&aacute;,    de pouco mais de 700 habitantes.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aproximadamente metade dos Munic&iacute;pios    da malha de 2001 soma menos de 10.000 habitantes cada, raz&atilde;o porque deveriam    apresentar taxas bastante altas e, relativamente, pequeno n&uacute;mero de casos.    Observa-se, entretanto, uma proximidade entre as regularidades da diferencia&ccedil;&atilde;o    espacial de casos e as taxas de detec&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em v&aacute;rios resultados de investiga&ccedil;&atilde;o,    h&aacute; falhas na classifica&ccedil;&atilde;o de casos por forma cl&iacute;nica.    Os resultados da Monitora&ccedil;&atilde;o da Elimina&ccedil;&atilde;o da Hansen&iacute;ase    (LEM),<sup>15</sup> realizada em 2003, sugerem a valida&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico    por formas cl&iacute;nicas. O documento cita os Estados do Rio Grande do Sul,    Goi&aacute;s e Minas Gerais como os que mais contribuem com casos multibacilares,    enquanto Mato Grosso possui a menor propor&ccedil;&atilde;o desses casos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar das defici&ecirc;ncias dessa informa&ccedil;&atilde;o,    pode-se considerar que, ao menos em alguns espa&ccedil;os de Mato Grosso, de    alta detec&ccedil;&atilde;o de formas paucibacilares, a endemia encontra-se    em expans&atilde;o. Em outros espa&ccedil;os, de baixa detec&ccedil;&atilde;o,    como no Estado do Amazonas, predomina absoluta a forma tubercul&oacute;ide,    situa&ccedil;&atilde;o que tamb&eacute;m requer melhor avalia&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A distribui&ccedil;&atilde;o de casos e as mais    altas taxas de detec&ccedil;&atilde;o coincidem, em parte, com as &aacute;reas    de maior povoamento, como as capitais e Regi&otilde;es Metropolitanas de Manaus,    Roraima e Bel&eacute;m, enquanto reitera a distribui&ccedil;&atilde;o focal    em certos espa&ccedil;os da Amaz&ocirc;nia ocidental e oriental. A concentra&ccedil;&atilde;o    na costa Atl&acirc;ntica associa-se &agrave; maior densidade hist&oacute;rica    da popula&ccedil;&atilde;o em cidades dessa faixa do Pa&iacute;s, como o Rio    de Janeiro e o Recife,<sup>16</sup> sem esquecer suas Regi&otilde;es Metropolitanas    e, tamb&eacute;m, a de Vit&oacute;ria do Esp&iacute;rito Santo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na literatura especializada, s&atilde;o numerosos    os trabalhos que relacionam a preval&ecirc;ncia da hansen&iacute;ase a fatores    sociais, operacionais &#8211; como programas de controle &#8211; ou, com menor    freq&uuml;&ecirc;ncia, do ambiente biof&iacute;sico ou qu&iacute;mico desses    territ&oacute;rios. Poucos estudos procuram associar vari&aacute;veis dessas    duas aproxima&ccedil;&otilde;es e, assim, permitir um maior esclarecimento sobre    as regularidades da diferencia&ccedil;&atilde;o espacial da doen&ccedil;a. &Agrave;    escala global e regional, as &aacute;reas de maiores n&iacute;veis</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">end&ecirc;micos de hansen&iacute;ase no mundo    associam-se &agrave; pobreza, embora alguns resultados de investiga&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o pare&ccedil;am conclusivos. A rela&ccedil;&atilde;o direta da doen&ccedil;a    com a pobreza n&atilde;o &eacute; question&aacute;vel, o que n&atilde;o significa    que todos os lugares sob essas condi&ccedil;&otilde;es sejam end&ecirc;micos.    Requer-se, al&eacute;m de microambientes favor&aacute;veis &agrave; exist&ecirc;ncia    e sobreviv&ecirc;ncia do pat&oacute;geno, outros fatores prop&iacute;cios &agrave;    transmiss&atilde;o ou mesmo evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica da hansen&iacute;ase.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As desigualdades regionais do desenvolvimento    econ&ocirc;mico e social no Brasil t&ecirc;m marcado car&aacute;ter hist&oacute;rico.    As Regi&otilde;es Sudeste e Sul localizam-se no extremo favor&aacute;vel do    Pa&iacute;s e o Nordeste, no mais desfavor&aacute;vel. As Regi&otilde;es Norte    e Centro-Oeste, tradicionalmente atrasadas, t&ecirc;m sido objeto, especialmente    a partir da d&eacute;cada de 60, de a&ccedil;&otilde;es de desenvolvimento,    n&atilde;o obstante o reconhecimento da exist&ecirc;ncia, tamb&eacute;m nas    grandes aglomera&ccedil;&otilde;es urbanas, capitais e Regi&otilde;es Metropolitanas    do Sudeste e do Sul, de lugares de extrema pobreza.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os processos de urbaniza&ccedil;&atilde;o, migra&ccedil;&atilde;o    interna e altera&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas t&ecirc;m apresentado, como    conseq&uuml;&ecirc;ncia, mudan&ccedil;as na ocorr&ecirc;ncia e distribui&ccedil;&atilde;o    de muitas doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A n&atilde;o-coincid&ecirc;ncia atual das &aacute;reas    mais pobres do Nordeste com n&iacute;veis altos da endemia ou a coincid&ecirc;ncia    de n&iacute;veis end&ecirc;micos menores no Sul desenvolvido poderiam sugerir,    de in&iacute;cio, a contribui&ccedil;&atilde;o de outros fatores condicionantes;    por exemplo, o fator clim&aacute;tico. A despeito disso, s&atilde;o hist&oacute;ricas    as diferen&ccedil;as entre a incid&ecirc;ncia da hansen&iacute;ase nos sert&otilde;es    de clima semi-&aacute;rido e nas franjas de costa &uacute;midas do Nordeste,    diferen&ccedil;as essas marcadas por distintos processos de ocupa&ccedil;&atilde;o    e organiza&ccedil;&atilde;o espacial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A baixa preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a no    Sul, entretanto, coincide com seu maior n&iacute;vel de desenvolvimento porque    tamb&eacute;m &eacute; hist&oacute;rica, desde quando a Regi&atilde;o ainda    era pouco desenvolvida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre os estudos recentes sobre a geografia das    desigualdades no Brasil, merece destaque o Atlas de Exclus&atilde;o Social,<sup>18</sup>    que mostra a diferencia&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o social no    Pa&iacute;s por meio de &iacute;ndices de pobreza, escolaridade, alfabetiza&ccedil;&atilde;o,    emprego formal, juventude, viol&ecirc;ncia e desigualdade social. Seu &iacute;ndice    constru&iacute;do de exclus&atilde;o social (IE) move-se de 0 a 1, em uma escala    crescente, de menos a mais favor&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Observa-se uma desvantagem social nas Regi&otilde;es    Norte e Nordeste em rela&ccedil;&atilde;o ao Sul e Sudeste. No Amazonas, somente    dois Munic&iacute;pios apresentam esse &iacute;ndice superior a 0,5, um no Acre    e o outro em Roraima. De forma similar, muito poucos Munic&iacute;pios dos Estados    do Nordeste superam o n&iacute;vel de 0,4 para o IE. Na Regi&atilde;o Centro-Oeste,    igualmente, predomina uma situa&ccedil;&atilde;o social desfavor&aacute;vel,    embora o sul de Goi&aacute;s, o centro de Mato Grosso e o nordeste de Mato Grosso    do Sul tenham alcan&ccedil;ado situa&ccedil;&otilde;es mais favor&aacute;veis    (IE entre 0,5 e 0,6), caso igual ao do Distrito </font><font size="2" face="Verdana">Federal    (IE&gt;0,6). Chama a aten&ccedil;&atilde;o a situa&ccedil;&atilde;o mais desfavor&aacute;vel    (IE&lt;0,4) de agregados de Munic&iacute;pios do extremo sul de S&atilde;o Paulo    e de parte central do Estado do Paran&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos 100 Munic&iacute;pios com os maiores &iacute;ndices    de exclus&atilde;o social, 13 apresentam taxa m&eacute;dia de detec&ccedil;&atilde;o    maior de 10/10.000 hab. (1998-2002), 14 apresentam taxas entre 5,14 e 8,74 para    10.000 hab. e 32 apresentam taxas entre 1,05 e 4,94 para 10.000 hab. Apenas    11 desses 100 Munic&iacute;pios n&atilde;o registram casos de hansen&iacute;ase.    Todos esses Munic&iacute;pios, de pequena extens&atilde;o e popula&ccedil;&atilde;o    inferior a 15.000 habitantes, localizam-se, principalmente, nos Estados de Sergipe    e do Piau&iacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tamb&eacute;m chama a aten&ccedil;&atilde;o a    concentra&ccedil;&atilde;o de Munic&iacute;pios de mais alta exclus&atilde;o    social nos Estados do Maranh&atilde;o e do Amazonas. Neste &uacute;ltimo, os    Munic&iacute;pios agregam-se para formar uma &aacute;rea, no extremo sul ocidental    do Estado, coincidente com o espa&ccedil;o hist&oacute;rico de hansen&iacute;ase    na Amaz&ocirc;nia, previamente identificado. Outra rela&ccedil;&atilde;o entre    pobreza e hansen&iacute;ase &eacute; constat&aacute;vel ao relacionar o grupo    de Munic&iacute;pios de mais de 20 casos m&eacute;dios e uma detec&ccedil;&atilde;o    maior de 10/10.000 hab.: 86% desses Munic&iacute;pios apresentam elevada e</font><font size="2" face="Verdana">xclus&atilde;o    social (IE&lt;0,5).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A heterogeneidade intramunicipal da detec&ccedil;&atilde;o    de casos de hansen&iacute;ase &eacute; muito alta, evid&ecirc;ncia para a qual    teriam contribu&iacute;do fatores associados &agrave; capacidade diagn&oacute;stica    dos Munic&iacute;pios, acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de e uma real    diferencia&ccedil;&atilde;o da vulnerabilidade territorial pela presen&ccedil;a    ou n&atilde;o de numerosas fontes de infec&ccedil;&atilde;o humana ou ambiental.    As autoras deste artigo consideram, entretanto, a influ&ecirc;ncia das varia&ccedil;&otilde;es    de popula&ccedil;&atilde;o da malha municipal, especialmente nos Munic&iacute;pios    com popula&ccedil;&atilde;o menor do que 10.000 habitantes, que correspondem    a, aproximadamente, 50% do total.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A regularidade da diferencia&ccedil;&atilde;o    municipal da detec&ccedil;&atilde;o de casos de hansen&iacute;ase no Brasil    sugere a expans&atilde;o da endemia nos espa&ccedil;os de ocupa&ccedil;&atilde;o    de fronteira agr&iacute;cola &#8211; para o centro e o norte do Pa&iacute;s    &#8211; e sua rela&ccedil;&atilde;o com o crescimento de determinadas cidades    e Regi&otilde;es Metropolitanas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As autoras agradecem a Luis Gustavo Caiaffa de    Sousa, pela elabora&ccedil;&atilde;o das figuras.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Meima A, Irgens LM, Oortmarssen GJ, Richardus    JH, Habbema JD. Disappearance of leprosy from Norway: an exploration of critical    factors using an epidemiological modelling approach. International Journal of    Epidemiology 2002; 31:991-1000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. World Health Organization. Study group chemotherapy    of leprosy for control programs. Geneva: WHO; 1982. WHO Technical Report Series    675.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. I&ntilde;iguez RL, Gil SR, Rodriguez FC, Pacin    MA. Diferenciaci&oacute;n geogr&aacute;fica en la trasmisi&oacute;n de la lepra    en Cuba. Centro de Estudios de Ciencias Naturales, Universidad de la Habana,    Ciudad de la Habana 1993. Informe final del proyecto SGP: 91-99.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Pichenhayn J. Geograf&iacute;a hist&oacute;rica    de Jachal. San Juan (Argentina): Universidad Nacional de San Juan; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Kazda J, Irgens LM, Kolk AM. Acid fast bacilli    found in sphangnum vegetation of coastal Norway containing <i>Mycobacterium    leprae</i>-specific phenolic glycolipid-I. International Journal of Leprosy    1990;58:353-357.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Kazda J, Ganapati R, Revankai C. Isolation    of environment derived <i>Mycobacterium leprae</i> from soil in Bombay. Leprosy    Review 1986;579(3):201-208.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Fine PEM, Stern JA, Ponnighaus JM et al. Household    and dwelling contact as risk factors for leprosy in the Northern Malawi. American    Journal of Epidemiology 1997;146:91-102.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Guinto RS, Rodrigues JN. A field study of leprosy    in Talisay, Cebu. International Journal of Leprosy 1941;9:149-166.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Opromola DVA. No&ccedil;&otilde;es de Hansenologia.    Bauru: Centro de Estudos Dr. Reynaldo Quagliato; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Duarte EC, Schneider MC, Paes-Souza R, Ramalho    MW, Sardinha LV, Silva JB, Castillo-Salgado C. Epidemiologia das desigualdades    em sa&uacute;de no Brasil: um estudo explorat&oacute;rio. Bras&iacute;lia: OPAS;    2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Penine SN. Hansen&iacute;ase no Estado de    Amazonas. In: I&ntilde;iguez RL, Toledo L, coordenador. Espa&ccedil;o e doen&ccedil;a:    um olhar sobre o Amazonas. Rio de Janeiro: Fiocruz; 1998. c.II.5.1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Valverde O. Uma hist&oacute;ria de vida no    Amazonas. In: I&ntilde;iguez RL, Toledo L, coordenador. Espa&ccedil;o e doen&ccedil;a:    um olhar sobre o Amazonas. Rio de Janeiro: Fiocruz. 1988: c.I.1.3.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Santos M, Silveira ML. O Brasil: territ&oacute;rio    e sociedade no in&iacute;cio do s&eacute;culo XXI. S&atilde;o Paulo: Record,    2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.    Censo Demogr&aacute;fico &#8211; 2000: caracter&iacute;sticas gerais da popula&ccedil;&atilde;o.    Rio de Janeiro: IBGE; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da    Sa&uacute;de. Monitoramento da Elimina&ccedil;&atilde;o da Hansen&iacute;ase    (LEM). Bras&iacute;lia: OPAS; 2004. OPS/DPC/CD 288/04 (11MB).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Prado JC. Forma&ccedil;&atilde;o do Brasil    contempor&acirc;neo. S&atilde;o Paulo: Brasiliense; 1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Martelli CMT. Spatial patterns of leprosy    in an urban area of central Brasil. Bulletin of the Word Health Organization;73(3):315-319.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Pochman M, Amorin R, organizadores. Atlas    da exclus&atilde;o social no Brasil. 2<sup>a</sup> ed. S&atilde;o Paulo: Cortez; 2003.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v16n2/seta.gif" border="0"></a>    Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   SQS 216, Bloco E, Apto. 204,    <br>   Asa Sul, Bras&iacute;lia-DF.    <br>   CEP: 70295-050    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:mariac.magalhaes@uol.com.br">mariac.magalhaes@uol.com.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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