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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Transtornos mentais e comportamentais nas mortes de mulheres em idade fértil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[Mental and behavioural disorders (MD) have considerable frequency when studied in the mortality of women in fertile age. The objectives of this research were to analyze the information on MD occurred in the deaths of such women, to know its age distribution and to link its presence, as associated causes, in cases of suicides and deaths by maternal causes. It was investigated a total of 7,332 deaths of women aged 10 to 49 years occurred in the Brazilian state capitals, in the first semester of 2002, using Reproductive Age Mortality Survey (RAMOS) methodology (household interviews and information from physicians, medical records and necropsy reports). There was a gain of information (112%) on MD as an underlying cause of death, when the original and the new certificates (after the research) had been compared. From the total deaths, 1% referred MD as underlying cause of death; in 70 death by MD, 64% used psychoactive substances; depressive episodes corresponded to 13%. There was an average of 0.12 mentions of MD per death (total of 869 mentions). Depression was mentioned in a large number of cases of suicides. The conclusion pointed that MD was mainly related to the use of psychoactive substances, and as an associated cause, had a great importance in the mortality of women in fertile age, indicating the need of studies and programs addressed to their health.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Transtornos mentais e comportamentais nas    mortes de mulheres em idade f&eacute;rtil<a href="#nota"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Mental and behavioral disorders in deaths    of women in fertile age</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Vanessa Luiza Tuono<sup>I</sup>; Maria Helena P. de Mello    Jorge<sup>II</sup>; Sabina L. D. Gotlieb<sup>II</sup>; Ruy Laurenti<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Graduanda da Escola de Enfermagem,    Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo-SP, bolsista do Programa    Institucional de Bolsas de Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica, Conselho    Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico, Minist&eacute;rio    da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Bras&iacute;lia-DF    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Epidemiologia, Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica,    Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo-SP</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os transtornos mentais (TM) analisados na mortalidade    de mulheres em idade f&eacute;rtil representam eventos consider&aacute;veis.    Os objetivos deste estudo foram os de resgatar informa&ccedil;&otilde;es sobre    os TM nessas mulheres, conhecer a distribui&ccedil;&atilde;o de mortes por transtornos    mentais de acordo com as idades e descrever sua presen&ccedil;a em casos de    suic&iacute;dio e mortes por causas maternas. Investigaram-se 7.332 &oacute;bitos    de mulheres de dez a 49 anos de idade, residentes nas capitais brasileiras,    ocorridos no primeiro semestre de 2002, utilizando a metodologia Reproductive    Age Mortality Survey (RAMOS), por meio de entrevistas domicili&aacute;rias,    informa&ccedil;&otilde;es de prontu&aacute;rios e laudos de necropsia. O estudo    permitiu um acr&eacute;scimo (112%) de TM como causa de morte ao se comparar    as declara&ccedil;&otilde;es originais e as refeitas, ap&oacute;s a investiga&ccedil;&atilde;o.    Analisaram-se os casos em que os TM estavam referidos, seja como causa b&aacute;sica    ou associada. No primeiro caso, corresponderam a cerca de 1% do total de mortes;    das 70 mortes por TM, 64% foram devidas ao uso de subst&acirc;ncias psicoativas.    Epis&oacute;dios depressivos foram mencionados em 13% dos &oacute;bitos. Como    causa associada, houve uma m&eacute;dia de 0,12 men&ccedil;&atilde;o de TM por    &oacute;bito (total de 869 men&ccedil;&otilde;es). Em grande n&uacute;mero dos    casos de suic&iacute;dio, foi mencionada depress&atilde;o. Concluiu-se que os    TM foram relacionados, principalmente, ao uso de subst&acirc;ncias psicoativas    e, como causa associada, foram importantes na mortalidade de mulheres em idade    f&eacute;rtil, indicando a necessidade de estudos e programas direcionados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave</b>: mortalidade; sa&uacute;de    da mulher; transtornos mentais e comportamentais.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mental and behavioural disorders (MD) have considerable    frequency when studied in the mortality of women in fertile age. The objectives    of this research were to analyze the information on MD occurred in the deaths    of such women, to know its age distribution and to link its presence, as associated    causes, in cases of suicides and deaths by maternal causes. It was investigated    a total of 7,332 deaths of women aged 10 to 49 years occurred in the Brazilian    state capitals, in the first semester of 2002, using Reproductive Age Mortality    Survey (RAMOS) methodology (household interviews and information from physicians,    medical records and necropsy reports). There was a gain of information (112%)    on MD as an underlying cause of death, when the original and the new certificates    (after the research) had been compared. From the total deaths, 1% referred MD    as underlying cause of death; in 70 death by MD, 64% used psychoactive substances;    depressive episodes corresponded to 13%. There was an average of 0.12 mentions    of MD per death (total of 869 mentions). Depression was mentioned in a large    number of cases of suicides. The conclusion pointed that MD was mainly related    to the use of psychoactive substances, and as an associated cause, had a great    importance in the mortality of women in fertile age, indicating the need of    studies and programs addressed to their health.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words</b>: mortality; women health; mental    and behavioral disorders.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Transtornos mentais e comportamentais, express&atilde;o    usada pela Classifica&ccedil;&atilde;o Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas    Relacionados &agrave; Sa&uacute;de &#8211; 10<sup>a</sup> Revis&atilde;o (CID-10),<sup>1</sup>    indica o conjunto de sintomas ou comportamentos reconhec&iacute;veis clinicamente,    acompanhados, na maioria dos casos, de sofrimento e interfer&ecirc;ncia nas    fun&ccedil;&otilde;es pessoais, e que podem ser causa, b&aacute;sica ou associada,    de morte.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os transtornos mentais (TM) incluem-se entre    as patologias de alta incid&ecirc;ncia, dif&iacute;cil identifica&ccedil;&atilde;o    e progn&oacute;sticos variados. Os transtornos psiqui&aacute;tricos na comunidade,    estudados como morbidade, s&atilde;o mais freq&uuml;entes na popula&ccedil;&atilde;o    feminina, aumentam com a idade e apontam para um excesso no estrato social de    baixa renda. Estudos t&ecirc;m contribu&iacute;do para uma melhor compreens&atilde;o    dos elos entre fatores ambientais e sociais, origem e curso de dist&uacute;rbios    psiqui&aacute;tricos. No Brasil, levantamentos epidemiol&oacute;gicos mostram    uma preval&ecirc;ncia de TM em adultos de cerca de 30% em um ano.<sup>3</sup> Ao serem    analisados os casos que necessitam algum tipo de cuidado m&eacute;dico, chega-se    &agrave; estimativa de, aproximadamente, 20% no mesmo per&iacute;odo.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre os transtornos mentais de elevada freq&uuml;&ecirc;ncia,    o alcoolismo destaca-se como um importante indicador para avaliar seus efeitos    sobre a sa&uacute;de. A freq&uuml;&ecirc;ncia de sua ocorr&ecirc;ncia, tanto    da psicose alco&oacute;lica como da s&iacute;ndrome da depend&ecirc;ncia ao    &aacute;lcool, &eacute; citada entre esses transtornos.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O adoecer ps&iacute;quico feminino distingui-se    do masculino. H&aacute; diferen&ccedil;as nas preval&ecirc;ncias de alguns quadros    mentais, no curso e progn&oacute;stico das doen&ccedil;as, em suas co-morbidades    mais freq&uuml;entes e, sobretudo, naqueles transtornos que parecem estar mais    intimamente ligados ao ciclo reprodutivo feminino. Estes t&ecirc;m sido relacionados    a v&aacute;rios transtornos de humor e de comportamento.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas, acompanhando    a evolu&ccedil;&atilde;o da psiquiatria cl&iacute;nica, as diversas fases do    ciclo reprodutivo passaram a ser vistas, potencialmente, como fatores &quot;geradores    de estresse&quot; ou de maior vulnerabilidade para determinados transtornos    mentais. Os fatores atuantes seriam altera&ccedil;&otilde;es neuroqu&iacute;micas,    de horm&ocirc;nios ou, ainda, aqueles associados a agravos menstruais, de personalidade,    de predisposi&ccedil;&atilde;o biol&oacute;gica, resultados esses obtidos por    meio de modelos multifatoriais de causalidade.<sup>5,6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diversas considera&ccedil;&otilde;es podem ser    feitas a partir do estudo da incid&ecirc;ncia dos transtornos mentais em mulheres    na idade f&eacute;rtil, como a associa&ccedil;&atilde;o com &oacute;bitos por    suic&iacute;dios e, tamb&eacute;m, com causas maternas (por exemplo, relacionadas    &agrave; depress&atilde;o puerperal).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Pesquisas conduzidas em popula&ccedil;&otilde;es    ocidentais t&ecirc;m mostrado que as preval&ecirc;ncias de transtornos mentais    n&atilde;o-psic&oacute;ticos variaram de 7 a 26%, com m&eacute;dia de 17% (12,5%    em homens e 20% em mulheres). Outro achado importante &eacute; o fato de que    os quadros depressivos em mulheres t&ecirc;m sido o terceiro problema de sa&uacute;de    em pa&iacute;ses desenvolvidos e o quinto em &aacute;reas subdesenvolvidas,    ap&oacute;s as causas maternas e algumas doen&ccedil;as transmiss&iacute;veis.    Para as mulheres, s&atilde;o mais comuns os transtornos de ansiedade (9%), os    somatoformes (3%) e os depressivos (2,6%).<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos de mortalidade de mulheres em idade f&eacute;rtil    discutem a presen&ccedil;a dos TM como causas b&aacute;sicas e associadas do    &oacute;bito. O conhecimento de sua incid&ecirc;ncia, preval&ecirc;ncia e mortalidade,    medidas em suas reais dimens&otilde;es, permite a elabora&ccedil;&atilde;o e    implanta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de sa&uacute;de adequadas para    mulheres nessa faixa et&aacute;ria.<sup>7</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Para reduzir a mortalidade, &eacute; indiscut&iacute;vel    a necessidade de se conhecer o tamanho do problema e quem est&aacute; sendo    afetado. No Brasil, a abrang&ecirc;ncia do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade (SIM), do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, &eacute;, ainda,    n&atilde;o completa, sendo estimada em 83% do total de &oacute;bitos ocorridos    no Pa&iacute;s, de acordo com estudos da Rede Interagencial de Informa&ccedil;&otilde;es    para a Sa&uacute;de (Ripsa). Ainda h&aacute;, no Brasil, significativa propor&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bitos classificados como mal-definidos (14%) e elevada taxa de subdeclara&ccedil;&atilde;o    das mortes ligadas a gravidez, parto e puerp&eacute;rio.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O &quot;Estudo da mortalidade de mulheres em    idade f&eacute;rtil no Brasil &#8211; Projeto GPP&quot;, patrocinado pelo Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, com a interveni&ecirc;ncia da Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana    da Sa&uacute;de, e levado a efeito pela Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica    da Universidade de S&atilde;o Paulo, procurou analisar e quantificar essas peculiaridades.<sup>7,9</sup>    Sua metodologia adotada foi o Reproductive Age Mortality Survey (RAMOS), que    se inicia com a identifica&ccedil;&atilde;o das declara&ccedil;&otilde;es de    &oacute;bito oficiais de mulheres de dez a 49 anos de idade, aqui chamadas de    declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito originais (DO-O), para obter o endere&ccedil;o    da falecida. Ent&atilde;o, para cada caso, foi feita visita domicili&aacute;ria    com o preenchimento de um formul&aacute;rio espec&iacute;fico, que inclu&iacute;a:    identifica&ccedil;&atilde;o completa da mulher; composi&ccedil;&atilde;o familiar;    h&aacute;bitos; assist&ecirc;ncia m&eacute;dica/hospitalar no ano que precedeu    a morte e em anos anteriores; e dados da hist&oacute;ria da doen&ccedil;a que    levou &agrave; morte. Logo, eram feitas entrevistas junto aos m&eacute;dicos    que trataram do caso, consultas aos prontu&aacute;rios hospitalares, laudos    de necropsia e exames laboratoriais. Os formul&aacute;rios, ent&atilde;o, eram    lidos e analisados por equipe de m&eacute;dicos calibrados, que elaboravam um    resumo de cada caso e preenchiam uma nova declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito,    aqui nomeada DO-N. As DO-N, com as reais causas de morte, foram consideradas    como padr&atilde;o-ouro e serviram para a avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade    do preenchimento das DO-O.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O conjunto das DO-N possibilitou conhecer o real    panorama epidemiol&oacute;gico da mortalidade de mulheres em idade f&eacute;rtil    nas capitais de Estados brasileiros, informa&ccedil;&atilde;o capaz de mostrar    os caminhos a serem seguidos para um enfrentamento mais eficaz dos problemas    de sa&uacute;de desse segmento da popula&ccedil;&atilde;o feminina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A constata&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia    de muitos estudos referentes &agrave; morbidade por transtornos mentais mas    poucos relativos &agrave; mortalidade, somada &agrave; import&acirc;ncia de    se conhecer os diversos aspectos a eles relacionados, para orientar os programas    espec&iacute;ficos de sa&uacute;de dirigidos a esse grupo populacional, justifica    este trabalho. Seu principal objetivo foi descrever os transtornos mentais como    causas b&aacute;sicas e associadas de morte entre mulheres em idade f&eacute;rtil,    ap&oacute;s o resgate da informa&ccedil;&atilde;o real, permitindo o conhecimento    da distribui&ccedil;&atilde;o desses &oacute;bitos segundo faixa et&aacute;ria    e sua associa&ccedil;&atilde;o com a presen&ccedil;a de suic&iacute;dio e de    causas maternas, enquanto causas b&aacute;sicas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram investigados 7.332 &oacute;bitos de mulheres    de dez a 49 anos de idade residentes nas capitais brasileiras, ocorridos no    1<sup>o</sup> semestre de 2002, conforme a metodologia RAMOS.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desse total, separaram-se os casos em que os    transtornos mentais e comportamentais (c&oacute;digos F00 a F99, Cap&iacute;tulo    V da CID-10)<sup>4</sup> foram referidos como causas de morte. Entende-se como    causa de morte: &quot;<i>todas as doen&ccedil;as, afec&ccedil;&otilde;es m&oacute;rbidas    ou les&otilde;es que ou produziram a morte ou contribu&iacute;ram para ela e    as circunst&acirc;ncias do acidente ou viol&ecirc;ncia que produziram tais les&otilde;es</i>&quot;.    Essas causas de morte s&atilde;o subdivididas em <b>causas b&aacute;sicas</b>    e <b>causas associadas</b>, sendo que ao conjunto delas denomina-se <b>causas    m&uacute;ltiplas de morte</b>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entende-se como causa b&aacute;sica da morte    &quot;<i>a) a doen&ccedil;a ou les&atilde;o que iniciou a cadeia de acontecimentos    patol&oacute;gicos que conduziram diretamente &agrave; morte ou b) as circunst&acirc;ncias    do acidente ou viol&ecirc;ncia que produziram a les&atilde;o fatal</i>&quot;.    As demais causas preenchidas pelo m&eacute;dico nas declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bito formar&atilde;o o conjunto das causas associadas (<i>contribut&oacute;rias</i>    ou <i>conseq&uuml;enciais</i>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse sentido, vale a pena lembrar que o campo    VI da declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito atual, chamado de &quot;Condi&ccedil;&otilde;es    e causas do &oacute;bito&quot;, apresenta-se dividido em duas partes (I e II),    sendo a causa b&aacute;sica registrada na &uacute;ltima linha da parte I (geralmente,    a linha d); e as complica&ccedil;&otilde;es (causas conseq&uuml;enciais), anotadas    nas tr&ecirc;s linhas acima (linhas: c,b,a). A &uacute;ltima causa conseq&uuml;encial    representa a causa terminal. Na parte II, s&atilde;o informadas outras condi&ccedil;&otilde;es    significantes que interferiram no curso do processo m&oacute;rbido, chamadas    de causas contribuintes ou contribut&oacute;rias.<sup>11</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Analisaram-se os casos em que os TM estavam referidos,    primeiramente, como causa b&aacute;sica, relacionando-os &agrave; faixa et&aacute;ria.    Quando mencionados como causa associada do &oacute;bito, foram observados, especificamente,    os casos em que a causa b&aacute;sica era suic&iacute;dio (c&oacute;digos X60    a X64, Cap&iacute;tulo XX, CID-10) ou causa materna (O00 a O99, Cap&iacute;tulo    XV, CID-10),<sup>4</sup> a fim de estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o entre a ocorr&ecirc;ncia    de transtorno mental e sua contribui&ccedil;&atilde;o para esses &oacute;bitos    espec&iacute;ficos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na parte II da declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito,    foram observadas, tamb&eacute;m, as refer&ecirc;ncias aos transtornos mentais,    o que permitiu uma avalia&ccedil;&atilde;o mais completa de sua preval&ecirc;ncia    nessa popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Transtornos mentais como   causa b&aacute;sica do &oacute;bito</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como causa b&aacute;sica, ap&oacute;s a investiga&ccedil;&atilde;o,    os transtornos mentais corresponderam a cerca de 1% do total, qual seja, 70    casos de transtornos mentais referidos nas DO-N, enquanto, oficialmente, os    TM haviam sido mencionados em 33 DO-O. O estudo, portanto, implicou um acr&eacute;scimo    de 112% ao total de &oacute;bitos existentes por essa causa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Verificou-se que 64,3% dos &oacute;bitos por    transtornos mentais corresponderam &agrave;queles devidos ao uso de subst&acirc;ncias    psicoativas, com predom&iacute;nio do &aacute;lcool. (<a href="#tab1">Tabela    1</a>) Esse tipo de causa engloba uma ampla gama de agravos &#8211; que diferem    em gravidade &#8211;, desde uma intoxica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o-complicada    em raz&atilde;o do uso nocivo at&eacute; transtornos psic&oacute;ticos e dem&ecirc;ncias.    Muitos usu&aacute;rios de drogas costumam ingerir mais de um tipo de subst&acirc;ncia    psicoativa. A CID-101 recomenda, entretanto, sempre que poss&iacute;vel, a classifica&ccedil;&atilde;o    e respectiva codifica&ccedil;&atilde;o de acordo com a subst&acirc;ncia mais    importante usada e que desencadeou o &oacute;bito. Somente nos casos em que    o padr&atilde;o de uso de subst&acirc;ncias referia-se ao uso de m&uacute;ltiplas    drogas em dosagens variadas, sem destacar a principal, utilizou-se a categoria    &quot;Transtornos mentais e comportamentais devidos ao uso de m&uacute;ltiplas    drogas e ao uso de outras subst&acirc;ncias psicoativas&quot; (F19, Cap&iacute;tulo    V, CID-10).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n2/2a03t1.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A presen&ccedil;a de epis&oacute;dios depressivos    correspondeu a 12,9% do total de &oacute;bitos por transtornos mentais, geralmente    com presen&ccedil;a de outros transtornos associados, predominantemente em mulheres    de 35 a 40 anos de idade. Segue-se o retardo mental (F70-79, Cap&iacute;tulo    V, CID-10), transtorno que se caracteriza por uma condi&ccedil;&atilde;o de    desenvolvimento interrompido ou incompleto do sistema nervoso, em 7,1% dos casos.    Essa condi&ccedil;&atilde;o caracteriza-se por comprometimento de habilidades    manifestadas durante o per&iacute;odo de desenvolvimento, que contribuem para    o n&iacute;vel global de intelig&ecirc;ncia, isto &eacute;, aptid&otilde;es    cognitivas, de linguagem, motoras e sociais. O retardo mental pode ocorrer com    ou sem qualquer outro transtorno mental ou f&iacute;sico. Os &oacute;bitos analisados    associavam-se a outros dist&uacute;rbios f&iacute;sicos, desencadeadores de    eventos que levaram a &oacute;bito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">H&aacute;, ainda, uma propor&ccedil;&atilde;o    de cerca de 7% de transtornos n&atilde;o especificados ou de categoria residual    (F99), o que mostra a dificuldade em classificar os transtornos mentais.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Verificou-se, tamb&eacute;m, como faixas et&aacute;rias    predominantes, as de 40 a 49 anos (55,7%) e de 30 a 39 anos (27,1%), dados indicativos    do aumento da incid&ecirc;ncia dos TM com o avan&ccedil;o da idade (<a href="#fig1">Figura    1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n2/2a03f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Transtornos mentais como   causas associadas do &oacute;bito</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os TM como causas conseq&uuml;enciais, isto &eacute;,    aqueles declarados na parte I das DO-N, embora n&atilde;o como causa b&aacute;sica,    compreenderam, em m&eacute;dia, 0,02 men&ccedil;&atilde;o para cada &oacute;bito    de mulher em idade f&eacute;rtil, havendo refer&ecirc;ncia &#8211; principalmente    &#8211; ao alcoolismo em 74,3% das men&ccedil;&otilde;es (<a href="#tab2">Tabela    2</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n2/2a03t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como causa contribut&oacute;ria, os TM declarados    na parte II das DO-N constitu&iacute;ram, em m&eacute;dia, 0,10 men&ccedil;&otilde;es    por mortes femininas de dez a 49 anos de idade; em cerca de 47% das men&ccedil;&otilde;es,    aparecem os TM devidos ao uso do fumo. Em 294 &oacute;bitos por doen&ccedil;as    do aparelho respirat&oacute;rio, houve 57 (19,4%) men&ccedil;&otilde;es a TM,    em sua maioria associadas ao uso do fumo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sobre os suic&iacute;dios, quando analisados    de acordo com a faixa et&aacute;ria, verifica-se uma predomin&acirc;ncia de    sua ocorr&ecirc;ncia nas idades de 20 a 29 (33,3%) e de 40 a 49 anos (31,3%)    (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n2/2a03t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Comparando-se esses achados com a distribui&ccedil;&atilde;o    et&aacute;ria dos &oacute;bitos por transtornos mentais, observa-se uma semelhan&ccedil;a,    principalmente pela concentra&ccedil;&atilde;o na faixa dos 40 a 49 anos (55,7%    dos casos). Segundo alguns autores, essa faixa de idade &eacute; a de maior    susceptibilidade &agrave; ocorr&ecirc;ncia de transtornos mentais.<sup>12,13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Verificou-se que, das DO-N relativas aos casos    de suic&iacute;dio, havia uma m&eacute;dia de 0,3 men&ccedil;&atilde;o de TM    como causa associada do &oacute;bito. Dessas men&ccedil;&otilde;es, 63,8% eram    relativas &agrave; depress&atilde;o e 8,6% aos transtornos relacionados ao uso    de fumo. A esquizofrenia foi mencionada em 5,2% dos casos (<a href="#tab4">Tabela    4</a>).</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n2/2a03t4.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na popula&ccedil;&atilde;o estudada, aconteceu    apenas um &oacute;bito por suic&iacute;dio associado ao puerp&eacute;rio (F53).    N&atilde;o se deve subestimar sua import&acirc;ncia, entretanto, haja vista    a alta incid&ecirc;ncia de transtornos mentais e comportamentais associados    ao puerp&eacute;rio que n&atilde;o resultam em &oacute;bito. Esses casos merecem    ser objeto de estudos mais espec&iacute;ficos.<sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave;s mortes por causas maternas,    em 7,1% delas, houve men&ccedil;&atilde;o de transtornos mentais como causa    associada, com destaque especial &agrave; esquizofrenia e &agrave; depress&atilde;o.    A presen&ccedil;a de ambos os transtornos durante a gesta&ccedil;&atilde;o exige    aten&ccedil;&atilde;o especial dos profissionais de sa&uacute;de no planejamento    de uma assist&ecirc;ncia correta a essas gestantes, com adequados servi&ccedil;os    de atendimento e pr&eacute;-natal, para se evitar complica&ccedil;&otilde;es    que levem ao &oacute;bito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Entre os ganhos de informa&ccedil;&atilde;o obtidos    com o estudo, chamou a aten&ccedil;&atilde;o o elevado valor apresentado pelas    mortes por transtornos mentais e comportamentais, que se constituem em importante    causa b&aacute;sica, embora de dif&iacute;cil diagn&oacute;stico, pass&iacute;vel    de incorre&ccedil;&otilde;es. Os achados confirmaram a necessidade de atividades    voltadas para um melhor preenchimento das declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito    pelos m&eacute;dicos, al&eacute;m do aprimoramento do fluxo pelos gestores dos    sistemas de informa&ccedil;&otilde;es em sa&uacute;de,<sup>9</sup> pois, sobre as 33 DO-O    preenchidas com men&ccedil;&atilde;o de transtornos mentais como causa b&aacute;sica,    esta investiga&ccedil;&atilde;o permitiu um acr&eacute;scimo de mais 37 mortes,    totalizando 70 DO-N com essa men&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como causa associada do &oacute;bito, os transtornos    mentais apresentam-se com alta preval&ecirc;ncia, principalmente os agravos    relacionados ao uso de subst&acirc;ncias psicoativas (&aacute;lcool e tabaco).    Recomenda-se que essas situa&ccedil;&otilde;es sejam analisadas minuciosamente,    possibilitando a cria&ccedil;&atilde;o de outros programas espec&iacute;ficos    direcionados &agrave; sa&uacute;de da mulher. Chamaram a aten&ccedil;&atilde;o    os &oacute;bitos relacionados ao suic&iacute;dio e &agrave; depress&atilde;o    p&oacute;s-parto.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No caso da depress&atilde;o, os resultados encontrados    s&atilde;o compat&iacute;veis com os achados da literatura: entre os transtornos    mentais que podem levar ao suic&iacute;dio, ela &eacute; a mais comum. H&aacute;    muitas refer&ecirc;ncias &agrave; presen&ccedil;a da depress&atilde;o na idade    f&eacute;rtil da mulher, apesar de tamb&eacute;m se registrarem taxas elevadas    de esquizofrenia. Comenta-se que essa fase seria mais suscept&iacute;vel a agravos    mentais.<sup>12,13</sup> A prop&oacute;sito, a literatura refere que cometem suic&iacute;dio    de 10 a 15% dos pacientes que sofrem de depress&atilde;o ou esquizofrenia.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outrossim, os resultados aqui apresentados indicam,    relativamente aos &oacute;bitos femininos brasileiros, tend&ecirc;ncia similar    &agrave; mundial: casos de suic&iacute;dio associados &agrave; depress&atilde;o    e ao uso de subst&acirc;ncias psicoativas na faixa et&aacute;ria de 40 a 49    anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto aos achados de transtornos mentais decorrentes    do uso de subst&acirc;ncias psicoativas, pode-se afirmar que apresentam ampla    variabilidade de gravidade e a maior propor&ccedil;&atilde;o de casos; merecem,    por conseguinte, especial aten&ccedil;&atilde;o dos profissionais ligados ao    planejamento em sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados cl&iacute;nicos apontam, entre fatores    de risco para suic&iacute;dio: depress&atilde;o grave; hist&oacute;rico familiar    ou pessoal de depress&atilde;o ou tentativa de suic&iacute;dio; abuso de &aacute;lcool    ou outras subst&acirc;ncias; psicose; agita&ccedil;&atilde;o; ansiedade grave;    ins&ocirc;nia; juventude; falta ou perda de apoio social; encarceramento; perda    recente; crise pessoal ou causa para vergonha; e falta de tratamento psiqui&aacute;trico    ativo e mantido. Esses dados coincidem com os achados epidemiol&oacute;gicos    destes autores, ao terem constatado a presen&ccedil;a de um ou mais dos fatores    mencionados no hist&oacute;rico de cada mulher que se suicidou.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; premente a necessidade de pesquisas    locais para uma melhor compreens&atilde;o desse grave problema de Sa&uacute;de    P&uacute;blica, aumentando, assim, as possibilidades de sua preven&ccedil;&atilde;o.    A psicose puerperal &eacute; um quadro delirante, freq&uuml;entemente alucinat&oacute;rio,    grave e agudo, que aparece do segundo dia at&eacute; tr&ecirc;s meses depois    do parto. Sua incid&ecirc;ncia no p&oacute;s-parto &eacute; elevada, chegando    a 10 at&eacute; 15% das mulheres que amamentam.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudos epidemiol&oacute;gicos t&ecirc;m estimado    que mais de 80% das mulheres em idade reprodutiva, de modo geral, experimentam    algum sintoma de humor deprimido. A tristeza materna, por sua vez, apresenta    uma preval&ecirc;ncia de 25 a 85%, a depender do crit&eacute;rio diagn&oacute;stico    utilizado.<sup>15</sup> Embora as men&ccedil;&otilde;es de transtornos mentais    associados ao puerp&eacute;rio n&atilde;o tenham sido muito elevadas, n&atilde;o    se pode subestimar a import&acirc;ncia desse dado, considerando-se que, nos    casos citados, as mulheres suicidaram-se. O que ocorre, muitas vezes, &eacute;    uma alta incid&ecirc;ncia de transtornos associados ao puerp&eacute;rio que    n&atilde;o chegam a &oacute;bito mas que, por sua signific&acirc;ncia, devem    ser objeto de novos estudos.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A rela&ccedil;&atilde;o entre os transtornos    mentais e o evento suic&iacute;dio pode e deve nortear a equipe de sa&uacute;de    no sentido de se manter alerta diante dos primeiros sinais de transtornos mentais    e, assim, evitar que a morte venha a se concretizar. As mortes maternas e os    transtornos mentais associados ao puerp&eacute;rio merecem ser analisados mais    profundamente, permitindo conhecer fatores de risco associados a esses agravos,    para que as equipes de sa&uacute;de estejam aptas a planejar e a atender adequadamente,    nos servi&ccedil;os de pr&eacute;-natal e de sa&uacute;de da mulher.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A an&aacute;lise por causas m&uacute;ltiplas    da morte mostrou a real import&acirc;ncia dos transtornos mentais, o que n&atilde;o    seria evidente, por completo, unicamente pela &oacute;tica das causas b&aacute;sicas    de morte.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de.    Centro Brasileiro para Classifica&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as. Classifica&ccedil;&atilde;o    Internacional de Doen&ccedil;as &#8211; CID-10: 10<sup>a</sup> revis&atilde;o.   S&atilde;o Paulo: OMS; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de.    Classifica&ccedil;&atilde;o de transtornos mentais e de comportamento da CID-10    &#8211; Crit&eacute;rios diagn&oacute;sticos para pesquisa. Porto Alegre: Artes    M&eacute;dicas; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Lopes CS, Foerstein E, Chor D. Eventos de    vida produtores de estresse e transtornos mentais comuns: resultados do estudo    Pr&oacute;-Sa&uacute;de. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2003;19(6):1713-1720.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da    Sa&uacute;de. Relat&oacute;rio sobre a sa&uacute;de no mundo &#91;monografia    na Internet&#93;. Washington (DC): OPAS; 2001 &#91;acesso 2006 nov. 6&#93;.    Dispon&iacute;vel em: <a href="http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=339&sec=29" target="_blank">http://www.psiqweb.med.br/acad/oms1.html</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Chesler P. Women and madness. New York: Doubleday    &amp; Company; 1984.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Mari JJ, Jorge MR. Transtornos psiqui&aacute;tricos    na cl&iacute;nica geral &#91;monografia na Internet&#93;. S&atilde;o Paulo;    2003 &#91;acesso 2006 nov. 6&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.unifesp.br/" target="_blank">http//    www.epm.br/pisiq.htm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Laurenti R, Mello Jorge MHP, Gotlieb SLD.    A mortalidade materna nas capitais brasileiras: algumas caracter&iacute;sticas    e estimativas de um fator de ajuste. Revista Brasileira de Epidemiologia 2004;7(4):534-548.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Banco de    Dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM) &#8211;    Datasus, 2005 &#91;dados na Internet&#93;. Bras&iacute;lia: MS &#91;acesso 2006    nov. 6&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.datasus.gov.br" target="_blank">http://www.datasus.gov.br</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Laurenti R, Mello Jorge MHP, Gotlieb SLD.    Projeto GPP: estudo da mortalidade de mulheres em idade f&eacute;rtil com &ecirc;nfase    na mortalidade materna. S&atilde;o Paulo; 2002. Relat&oacute;rio enviado ao    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Laurenti R, Mello Jorge MHP, Gotlieb SLD.    Mortes maternas no Brasil: an&aacute;lise do preenchimento da vari&aacute;vel    da declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito. Informe Epidemiol&oacute;gico do    SUS 2000;9(1):43-50.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Laurenti R, Mello Jorge MHP. O atestado de    &oacute;bito. Edi&ccedil;&atilde;o revista e atualizada. S&atilde;o Paulo: CBCD;    2004. S&eacute;rie Divulga&ccedil;&atilde;o.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Souza CV. O suic&iacute;dio no mundo: alguns    dados &#8211; Adventista de vida saud&aacute;vel &#91;monografia na Internet&#93;.    S&atilde;o Paulo; 2003 &#91;acesso 2006 nov. 6&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.cavs.org.br" target="_blank">http://www.cavs.org.br</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de.    Classifica&ccedil;&atilde;o de transtornos mentais e de comportamento da CID-10:    descri&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas e diretrizes diagn&oacute;sticas. Porto    Alegre: Artes M&eacute;dicas; 1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Ballone GJ. Depress&atilde;o p&oacute;s-parto    &#91;monografia na Internet&#93;. &Uacute;ltima revis&atilde;o 2001 PsiqWeb    - Psiquiatria Geral &#91;acesso 2006 nov. 6&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://virtualpsy.locaweb.com.br/index.php?art=366&sec=14" target="_blank">http://www.psiqweb.med.br/sexo/posparto.html</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Ribeiro CS. Depress&atilde;o p&oacute;s-parto    e rela&ccedil;&atilde;o m&atilde;e-filho &#91;monografia na Internet&#93;. PsiqWeb    &#91;acesso 2006 nov. 6&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://gballone.sites.uol.com.br/colab/carmen.html" target="_blank">http://gballone.sites.uol.com.br/colab/carmen.html</a></font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v16n2/seta.gif" border="0"></a><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Universidade de S&atilde;o Paulo,    <br>   Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica,    <br>   Departamento de Epidemiologia,    <br>   Av. Dr. Arnaldo, 715,    <br>   Cerqueira C&eacute;sar, S&atilde;o Paulo-SP.    <br>   CEP: 01246-904    <br>   <em> E-mail</em>:<a href="mailto:vanenf@usp.br">vanenf@usp.br</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup><a name="nota"></a><a href="#topo">*</a></sup>Este    estudo &eacute; parte integrante do projeto &quot;Estudo sobre a mortalidade    de mulheres de 10 a 49 anos com &ecirc;nfase na mortalidade materna&quot;, realizado    pela Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de S&atilde;o    Paulo, apoiado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Organiza&ccedil;&atilde;o    Pan-Americana da Sa&uacute;de e Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico    e Tecnol&oacute;gico do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
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<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Organização Mundial da Saúde^dCentro Brasileiro para Classificação de Doenças</collab>
<source><![CDATA[Classificação Internacional de Doenças - CID-10]]></source>
<year>1995</year>
<edition>10</edition>
<publisher-loc><![CDATA[São Paulo ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[OMS]]></publisher-name>
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<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Organização Mundial da Saúde</collab>
<source><![CDATA[Classificação de transtornos mentais e de comportamento da CID-10: Critérios diagnósticos para pesquisa]]></source>
<year>1998</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Artes Médicas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
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<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="journal">
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<surname><![CDATA[Lopes]]></surname>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Eventos de vida produtores de estresse e transtornos mentais comuns: resultados do estudo Pró-Saúde]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]></source>
<year>2003</year>
<volume>19</volume>
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