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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prêmio de incentivo ao desenvolvimento e à aplicação da epidemiologia no sus 1º lugar doutorado Vítimas do trânsito em São José do Rio Preto, São Paulo]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto  ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="3" face="verdana"><strong>Pr&ecirc;mio de incentivo    ao desenvolvimento e &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o da epidemiologia no sus    <br>   1&ordm; lugar doutorado</strong></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p align="left"><font size="4" face="verdana"><b>V&iacute;timas do tr&acirc;nsito    em S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto, S&atilde;o Paulo</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Marilene Rocha dos Santos; Zaida Aurora Sperli    Geraldes Soler &#40Orientadora&#41</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Faculdade de Medicina de S&atilde;o Jos&eacute;    do Rio Preto, S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto-SP</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font>      <p><font size="2" face="verdana">S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto &eacute;    a cidade mais importante da regi&atilde;o Noroeste do Estado de S&atilde;o Paulo,    rica no setor agropecu&aacute;rio, na oferta de trabalho e educa&ccedil;&atilde;o    e como centro de refer&ecirc;ncia na aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de para    a cidade, a regi&atilde;o e at&eacute; outros Estados. O Munic&iacute;pio possui    alto &iacute;ndice de motoriza&ccedil;&atilde;o: m&eacute;dia de um ve&iacute;culo    para cada dois habitantes, segundo registros do Departamento Estadual de Tr&acirc;nsito    de S&atilde;o Paulo &#40Detran&#47SP&#47 para o ano de 2002. O crescimento da    frota de ve&iacute;culos foi de 4,6% em 2001, principalmente de motocicletas    &#8211; de 6,9%, naquele per&iacute;odo &#8211;, com grande n&uacute;mero de    ve&iacute;culos procedentes de outras localidades, em circula&ccedil;&atilde;o    no Munic&iacute;pio, fator complicador para o tr&acirc;nsito local. Analisando-se    os registros de acidentes de tr&acirc;nsito nos anos de 2001 e 2002, constatou-se    aumento de 20,1% dos acidentes com v&iacute;timas: 6,4 acidentes&#47dia, respons&aacute;veis    por 51% das ocorr&ecirc;ncias atendidas pela Pol&iacute;cia Militar.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A viol&ecirc;ncia do tr&acirc;nsito, tradicionalmente,    &eacute; investigada no enfoque da mortalidade, sendo prec&aacute;rios ou quase    inexistentes os sistemas de informa&ccedil;&otilde;es sobre morbidade. Se &eacute;    dif&iacute;cil apresentar dados conclusivos sobre a mortalidade, mais problem&aacute;tico    ainda &eacute; dimensionar a morbidade por viol&ecirc;ncia, bem como avaliar    suas conseq&uuml;&ecirc;ncias, isto &eacute;, quem fica inv&aacute;lido ou &#8220;doente&#8221;    em raz&atilde;o de causas externas em geral.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto, apesar    de existirem v&aacute;rias fontes produtoras de dados sobre acidentes de tr&acirc;nsito,    como a Pol&iacute;cia Militar, o Corpo de Bombeiros, o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade &#40SIM&#41, hospitais, o Instituto M&eacute;dico Legal &#40IML&#41,    entre outras, n&atilde;o h&aacute; organiza&ccedil;&atilde;o e integra&ccedil;&atilde;o    desses dados que permita uma vis&atilde;o geral e um conhecimento da real dimens&atilde;o    dos acidentes, o que dificulta um planejamento educacional, de sensibiliza&ccedil;&atilde;o    da comunidade, de seguran&ccedil;a e de engenharia de tr&aacute;fego eficiente    na preven&ccedil;&atilde;o, avalia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es    e redu&ccedil;&atilde;o do problema.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em 2001, segundo o SIM, as mortes por causas    externas representaram 11,6% do total de &oacute;bitos, em que os acidentes    de tr&acirc;nsito ocuparam o 1<sup>o</sup> lugar no conjunto das causas de morte.    O coeficiente de mortalidade por acidentes de tr&acirc;nsito foi da ordem de    27,1 por 100.000 habitantes, maior que o encontrado para o conjunto do Pa&iacute;s    (18,0) e alguns Estados, como Rio de Janeiro (18,7), Minas Gerais    (15,1) e S&atilde;o Paulo (18,0), al&eacute;m do Munic&iacute;pio    de S&atilde;o Paulo (15,4), todos esses valores j&aacute; considerados    elevados. No per&iacute;odo de 1980 a 2000, os homic&iacute;dios foram a principal    causa de mortalidade no Brasil e no Estado de S&atilde;o Paulo, enquanto em    S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto, o acidente de tr&acirc;nsito foi respons&aacute;vel    pelo maior risco de morrer.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Analisando-se as causas de morte por acidentes    de tr&acirc;nsito no Munic&iacute;pio em 2002, registrou-se 58,8% de mortes    em acidentes por ve&iacute;culo a motor de natureza n&atilde;o especificada,    mostrando a exist&ecirc;ncia de falhas no sistema de preenchimento das declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bito (DO). Os atropelamentos representaram 18,8% do total de &oacute;bitos    por acidentes, vitimando, principalmente, indiv&iacute;duos maiores de 50 anos.    Tamb&eacute;m se verificou maior n&uacute;mero de &oacute;bitos de v&iacute;timas    de tr&acirc;nsito na faixa de 20 a 49 anos de idade, com propor&ccedil;&atilde;o    sete vezes superior no g&ecirc;nero masculino.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados apresentados retratam a necessidade    de estudos epidemiol&oacute;gicos de acompanhamento das v&iacute;timas, para    melhor compreender a magnitude e transcend&ecirc;ncia da viol&ecirc;ncia no    tr&acirc;nsito em S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto, cuja assist&ecirc;ncia    e repara&ccedil;&atilde;o de danos consome recursos p&uacute;blicos de vulto,    principalmente do setor Sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Objetivos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Analisar os acidentes de tr&acirc;nsito com v&iacute;timas,    caracterizando:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- os acidentes &#8211; tipo de acidente e de    ve&iacute;culo; m&ecirc;s, dia da semana e hor&aacute;rio;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- as v&iacute;timas &#8211; vari&aacute;veis    sociodemogr&aacute;ficas; posi&ccedil;&atilde;o no ve&iacute;culo; coeficientes    de incid&ecirc;ncia e mortalidade por categoria da v&iacute;tima; condi&ccedil;&atilde;o    vital, les&otilde;es e evolu&ccedil;&atilde;o; n&iacute;veis de atendimento;    custo m&eacute;dio do atendimento pr&eacute;-hospitalar, hospitalar e fontes    de custeio;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- pontos de maior risco na rede vi&aacute;ria    municipal &#8211; refer&ecirc;ncias geogr&aacute;ficas dos acidentes e de resid&ecirc;ncia    das v&iacute;timas por &aacute;rea de unidade b&aacute;sica de sa&uacute;de;    dist&acirc;ncia entre local de ocorr&ecirc;ncia e unidade pr&eacute;-hospitalar    e hospitalar; e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- cobertura e qualidade dos registros das fontes    &#8211; pol&iacute;cia; hospital; e DO.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este &eacute; um estudo epidemiol&oacute;gico,    censit&aacute;rio, anal&iacute;tico e descritivo, realizado com base em dados    pr&eacute;-existentes sobre 2.267 v&iacute;timas de acidentes de tr&acirc;nsito    urbano ocorridos no per&iacute;odo entre 1<sup>o</sup> de janeiro a 30 de junho de 2002,    nos limites geogr&aacute;ficos do Munic&iacute;pio de S&atilde;o Jos&eacute;    do Rio Preto-SP.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O conjunto das v&iacute;timas abrangeu:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- as registradas pela Pol&iacute;cia Militar    em boletim de ocorr&ecirc;ncia &#40BO&#41 do acidente;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">- as atendidas nos servi&ccedil;os de urg&ecirc;ncia/emerg&ecirc;ncia    dos cinco hospitais conveniados ao Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de &#40SUS&#41    e a outros planos de sa&uacute;de suplementares, para socorro m&eacute;dico    ou interna&ccedil;&atilde;o;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- as que faleceram no local ou em hospital; e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- as citadas em not&iacute;cias de jornal local.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Consideraram-se v&iacute;timas de acidente de    tr&acirc;nsito as pessoas inclu&iacute;das nas condi&ccedil;&otilde;es acima,    classificadas nas rubricas V01 a V89 da Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica    Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de    &#8211; D&eacute;cima Revis&atilde;o &#40CID 10&#41.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Utilizaram-se quatro instrumentos para o registro    dos dados:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Instrumento 1</b> &#8211; dados obtidos junto    aos boletins de ocorr&ecirc;ncia &#40BO&#41 da 1<sup>a</sup>, 3<sup>a</sup>, 4<sup>a</sup>    e 7<sup>a</sup> Companhias de Policiamento Ostensivo do 17<sup>o</sup> Batalh&atilde;o    da Pol&iacute;cia Militar do Estado de S&atilde;o Paulo, para acidentes da &aacute;rea    urbana; e 3<sup>a</sup>. Companhia do Batalh&atilde;o da Policia Rodovi&aacute;ria    Estadual e 9<sup>a</sup> Delegacia de Pol&iacute;cia Rodovi&aacute;ria Federal,    para acidentes ocorridos em rodovias.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Instrumento 2</b> &#8211; dados coletados    das fichas de pronto-atendimento e prontu&aacute;rios hospitalares dos cinco    hospitais gerais; e do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares do    SUS (SIH/SUS).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Instrumento 3</b> &#8211; dados sobre as v&iacute;timas    fatais, coletados dos laudos necrosc&oacute;picos do IML e em consulta ao SIM.    A revis&atilde;o acima se estendeu at&eacute; dezembro de 2002, proporcionando,    a cada v&iacute;tima registrada em BO ou atendida em n&iacute;vel de pronto-socorro    ou interna&ccedil;&atilde;o, um prazo de 180 dias de observa&ccedil;&atilde;o    para verificar ocorr&ecirc;ncia de &oacute;bito.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Instrumento 4</b> &#8211; informa&ccedil;&otilde;es    complementares sobre acidentes de tr&acirc;nsito, a partir da consulta &agrave;s    not&iacute;cias veiculadas pelo jornal local.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados das v&iacute;timas e dos acidentes relacionados    nos quatro instrumentos, foram digitados e processados pelo programa Epi Info    6. &Agrave; medida que os dados eram processados eletronicamente, eram extra&iacute;das    listagens orientadas por nome, com verifica&ccedil;&atilde;o de nomes id&ecirc;nticos    ou semelhantes, e por data, para evitar que grafias diferentes de um mesmo nome    pudessem incluir nomes semelhantes distantes na ordem alfab&eacute;tica. O controle    rigoroso das fichas, tanto manual como eletr&ocirc;nico, evitou multiplicidade    de entrada de uma mesma v&iacute;tima no banco de dados.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">&Eacute; mister esclarecer que uma mesma pessoa,    quando vitimada em acidentes diferentes, foi considerada como duas v&iacute;timas,    entrando duas vezes no banco de dados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por se tratar de censo, o m&eacute;todo estat&iacute;stico    utilizado foi o de an&aacute;lise em n&uacute;meros absolutos, propor&ccedil;&otilde;es    e coeficientes, com representa&ccedil;&atilde;o gr&aacute;fica em tabelas, quadros    e outras figuras. Para o c&aacute;lculo dos coeficientes, utilizaram-se os seguintes    procedimentos:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- para sexo e idade, no denominador, a popula&ccedil;&atilde;o    estimada para o dia 1<sup>o</sup> de junho de 2002 segundo a Funda&ccedil;&atilde;o    Sistema Estadual de An&aacute;lise de Dados (Seade); e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- para o c&aacute;lculo de coeficientes desagregados    por unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de e p&oacute;los de sa&uacute;de,    a popula&ccedil;&atilde;o estimada por t&eacute;cnicos da Secretaria Municipal    de Sa&uacute;de e Higiene para o ano de 2002, por &aacute;reas de abrang&ecirc;ncia    correspondentes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A coleta dos dados foi realizada sob aprova&ccedil;&atilde;o    do projeto de pesquisa pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Faculdade    de Medicina de S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto (Famerp), com pr&eacute;via    autoriza&ccedil;&atilde;o das fontes e setores envolvidos na avalia&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As v&iacute;timas foram caracterizadas segundo    vari&aacute;veis que possibilitaram conhecer as caracter&iacute;sticas dos acidentes,    o perfil epidemiol&oacute;gico, o atendimento prestado, as les&otilde;es apresentadas    e sua evolu&ccedil;&atilde;o, o custo m&eacute;dio da assist&ecirc;ncia hospitalar    e as fontes de custeio, o georreferenciamento dos locais de ocorr&ecirc;ncia    dos acidentes, bem como avaliar a cobertura e qualidade dos dados obtidos nas    diferentes fontes. As principais categorias de vitimados foram os motociclistas    (50,0%), os ocupantes de carro (21,0%), os ciclistas (12,4%)    e os pedestres (9,1%).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto &agrave;s caracter&iacute;sticas do acidente,    a maior parte aconteceu na sexta-feira e no s&aacute;bado, no per&iacute;odo    das 12 &agrave;s 17:59 horas, com diferen&ccedil;as entre as categorias. O atropelamento    por carro, para os pedestres, e a colis&atilde;o com carro, para os motociclistas,    foram respons&aacute;veis pelo maior percentual de v&iacute;timas fatais nessas    categorias (50,0% e 42,9%).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Houve predom&iacute;nio de v&iacute;timas em    idade produtiva (72,9% na faixa et&aacute;ria de 25 a 59 anos), do sexo masculino    (72,9%) e solteiras (41,0%), a despeito de se observarem diferen&ccedil;as entre    as categorias. A maioria das v&iacute;timas, residia em S&atilde;o Jos&eacute;    do Rio Preto (92,5%). Os coeficientes de morbidade e de mortalidade geral foram    de 1123,3 e 15,5, respectivamente, com varia&ccedil;&atilde;o nas diferentes    unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de, de 325,1 a 1181,6 por 100.000 habitantes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto ao n&iacute;vel de atendimento e evolu&ccedil;&atilde;o,    1.281 v&iacute;timas foram atendidas em pronto-socorro e liberadas, 329 foram    internadas e 32 (1,4%) faleceram at&eacute; 180 dias ap&oacute;s o acidente.    Os pedestres apresentaram a maior taxa de letalidade e de interna&ccedil;&atilde;o    (2,9 e 19,9), seguidos dos ciclistas (1,4 e 17,1) e dos ocupantes de carro (1,3    e 17,6). A m&eacute;dia de interna&ccedil;&atilde;o geral foi de 2,5 dias &#8211;    maior entre pedestres (4,9 dias) e motociclistas (4,5 dias).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s les&otilde;es    apresentadas, entre as v&iacute;timas atendidas no pronto-socorro e internadas,    os traumatismos de regi&atilde;o n&atilde;o especificada predominaram, enquanto    entre as que faleceram, prevaleceu o traumatismo de cr&acirc;nio. O custo estimado    foi de U$ 77,152.32 para o atendimento pr&eacute;-hospitalar e de U$ 3,119,516.79    para o atendimento hospitalar, sendo 85,3% custeados pelo SUS e 13,8% por planos    de sa&uacute;de privados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O georreferenciamento dos acidentes indicou as    avenidas e rodovias como locais geradores de v&iacute;timas mais graves. A &aacute;rea    de abrang&ecirc;ncia da unidade b&aacute;sica de sa&uacute;de central apresentou-se    como a de maior concentra&ccedil;&atilde;o de v&iacute;timas para as principais    categorias e de maior taxa de v&iacute;timas por quil&ocirc;metro quadrado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto &agrave; cobertura e qualidade dos dados,    39,8% das v&iacute;timas n&atilde;o tinham registro em BO; ademais, na maioria    dos registros hospitalares, n&atilde;o havia anota&ccedil;&atilde;o das circunst&acirc;ncias    do acidente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Conclus&otilde;es, recomenda&ccedil;&otilde;es    e impacto potencial dos resultados em Sa&uacute;de P&uacute;blica</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A abrang&ecirc;ncia das vari&aacute;veis de natureza    epidemiol&oacute;gica inclu&iacute;das nesta pesquisa revelou a magnitude do    problema dos acidentes de tr&acirc;nsito em S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto-SP,    indicando a necessidade de proposi&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o    de v&aacute;rias estrat&eacute;gias de interven&ccedil;&atilde;o para sua preven&ccedil;&atilde;o    ou minimiza&ccedil;&atilde;o, como maior cobertura e melhor qualidade dos registros    dos acidentes, com integra&ccedil;&atilde;o entre as diferentes fontes de dados.    Este relato de pesquisa apresenta, de forma contextualizada, um censo das v&iacute;timas    produzidas pelo tr&acirc;nsito no Munic&iacute;pio. Sua realiza&ccedil;&atilde;o    visa subsidiar a&ccedil;&otilde;es dos setores p&uacute;blicos de gest&atilde;o    do Tr&acirc;nsito, Educa&ccedil;&atilde;o, Sa&uacute;de e Seguran&ccedil;a.    Os autores adotaram as seguintes estrat&eacute;gias, para divulga&ccedil;&atilde;o    dos dados e informa&ccedil;&otilde;es deste estudo de tese:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- convite para assistir &agrave; defesa de tese,    dirigido &agrave;s autoridades p&uacute;blicas do Munic&iacute;pio &#91prefeito,    representantes dos Comandos da Pol&iacute;cia Militar e Rodovi&aacute;ria Estadual    e Federal, da Coordena&ccedil;&atilde;o Regional do Departamento de Estradas    de Rodagem (DER/SP), do Departamento Nacional de Infra-estrutura de Transportes    (DNIT) e de setores da sociedade civil (organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o    governamentais, &oacute;rg&atilde;os de controle social, diretorias de hospitais    e planos de sa&uacute;de, seguradoras, postos de revenda de ve&iacute;culos,    faculdades)&#93, representantes dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e outros    interessados, para cobertura e divulga&ccedil;&atilde;o dessas informa&ccedil;&otilde;es    &agrave; comunidade; e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- elabora&ccedil;&atilde;o e confec&ccedil;&atilde;o    de p&ocirc;steres para divulga&ccedil;&atilde;o de um resumo dos principais    resultados da pesquisa, por categoria de v&iacute;tima, com o prop&oacute;sito    de facilitar a compreens&atilde;o do contexto e a aplica&ccedil;&atilde;o de    medidas educativas de preven&ccedil;&atilde;o e controle dos agravos associados.    Ap&oacute;s a defesa p&uacute;blica da tese, o relat&oacute;rio deste estudo    tem subsidiado a&ccedil;&otilde;es governamentais, especialmente de projetos    nas seguintes &aacute;reas:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">- na Educa&ccedil;&atilde;o, nas escolas p&uacute;blicas    e privadas do ensino m&eacute;dio e fundamental, mediante parceria entre a Associa&ccedil;&atilde;o    de Preven&ccedil;&atilde;o de Tr&acirc;nsito Urbano (Apatru), a Dire&ccedil;&atilde;o    Regional de Ensino e as Secretarias Municipais de Tr&acirc;nsito e Transportes    e de Educa&ccedil;&atilde;o;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- na Sa&uacute;de, na assist&ecirc;ncia pr&eacute;-hospitalar    como refer&ecirc;ncia para a instala&ccedil;&atilde;o do Servi&ccedil;o de Atendimento    M&oacute;vel de Urg&ecirc;ncia (Samu) em S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto,    bem como no desenvolvimento de novas pesquisas nessa &aacute;rea; e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- nos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es e    fontes de dados de v&iacute;timas e de acidentes de tr&acirc;nsito, com a constitui&ccedil;&atilde;o    do Comit&ecirc; de Acidentes de Tr&acirc;nsito no Munic&iacute;pio por representantes    das Secretarias Municipais de Tr&acirc;nsito e Transportes e de Sa&uacute;de    e Higiene, IML, Circunscri&ccedil;&atilde;o Regional de Tr&acirc;nsito &#40Ciretran&#41,    Corpo de Bombeiros, Pol&iacute;cias Militar e Rodovi&aacute;ria, Seccional de    Pol&iacute;cia e Faculdade de Medicina de S&atilde;o Jos&eacute; do Rio Preto,    para a cria&ccedil;&atilde;o do Banco &Uacute;nico de Informa&ccedil;&otilde;es    de Acidentes de Tr&acirc;nsito; o Banco ter&aacute; a fun&ccedil;&atilde;o de    registrar e dispor &agrave; comunidade informa&ccedil;&otilde;es atualizadas    periodicamente; dessa forma, ser&aacute; poss&iacute;vel propor, implantar e    avaliar a&ccedil;&otilde;es nas &aacute;reas de Seguran&ccedil;a, Engenharia,    Educa&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de no Munic&iacute;pio, relacionadas a acidentes    de tr&acirc;nsito; atualmente, encontra-se em fase de estudo a defini&ccedil;&atilde;o    das vari&aacute;veis que dever&atilde;o constar do Banco &Uacute;nico de Informa&ccedil;&otilde;es    sugerido.</font></p>      ]]></body>
</article>
