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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prêmio de incentivo ao desenvolvimento e à aplicação da epidemiologia no sus menção honrosa mestrado Fatores de risco para a mortalidade perinatal no Recife - 2003]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="3" face="verdana"><strong>Pr&ecirc;mio de incentivo    ao desenvolvimento e &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o da epidemiologia no sus    <br>   </strong><b>men&ccedil;&atilde;o honrosa</b></font>    <font size="3" face="verdana"><b>mestrado</b></font><font size="2" face="verdana"><b>    <br>   </b></font></p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Fatores de risco para a mortalidade perinatal    no Recife &#8211; 2003</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Terezinha de Almeida Aquino<sup>I</sup>; S&iacute;lvia    Wanick Sarinho &#40Orientadora&#41<sup>II</sup>; Maria Jos&eacute; Bezerra Guimar&atilde;es    &#40Co-orientadora&#41<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Secretaria de Sa&uacute;de, Prefeitura da Cidade    do Recife    <br>   <sup>II</sup>Departamento Materno-Infantil, Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas,    Universidade de Pernambuco, Recife-PE    <br>   <sup>III</sup>Diretoria Executiva de Epidemiologia, Secretaria de Sa&uacute;de, Prefeitura    da Cidade do Recife</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A mortalidade perinatal, que compreende os &oacute;bitos    fetais &#40com mais de 500 gramas ou 22 semanas de gesta&ccedil;&atilde;o&#41    e os neonatais precoces &#40ocorridos com at&eacute; seis dias completos de    vida&#41, &eacute; reconhecida como um indicador sens&iacute;vel de avalia&ccedil;&atilde;o    da qualidade da assist&ecirc;ncia materna e neonatal. Constitui um grave problema    de sa&uacute;de materno-infantil, relacionado a uma complexa intera&ccedil;&atilde;o    de fatores determinantes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Anualmente, estimam-se mais de 7,6 milh&otilde;es    de mortes perinatais no mundo, das quais 57% s&atilde;o &oacute;bitos fetais    e 98% ocorrem nos pa&iacute;ses em desenvolvimento. Dos 140 milh&otilde;es de    nascimentos a cada ano, 4,3 milh&otilde;es de fetos v&ecirc;m a &oacute;bito    ap&oacute;s a 22<sup>a</sup> semana de gesta&ccedil;&atilde;o e 3,3 milh&otilde;es de rec&eacute;m-nascidos    morrem antes de completar sete dias de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As mortes fetais compartilham as mesmas circunst&acirc;ncias    e etiologia das neonatais precoces. As pol&iacute;ticas de sa&uacute;de, entretanto,    costumam atribuir menor import&acirc;ncia &agrave;s mortes que ocorrem antes    do nascimento, n&atilde;o destinando investimentos espec&iacute;ficos para sua    redu&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A mortalidade perinatal resulta de uma complexa    cadeia causal, em que determinantes proximais, como prematuridade e crescimento    intra-uterino retardado, s&atilde;o desencadeados por determinantes intermedi&aacute;rios    e distais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os determinantes proximais da mortalidade perinatal    est&atilde;o relacionados com as vari&aacute;veis biol&oacute;gicas da m&atilde;e    e do rec&eacute;m-nascido e constituem as causas diretas dos &oacute;bitos perinatais.    O baixo peso ao nascer, considerado como aquele inferior a 2.500 gramas no momento    do nascimento, representa o fator biol&oacute;gico que mais influencia a mortalidade    perinatal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Os determinantes intermedi&aacute;rios s&atilde;o    capazes de interferir nos fatores de risco biol&oacute;gicos. S&atilde;o representados    pela assist&ecirc;ncia pr&eacute; e perinatal, tipo de parto, tipo de hospital    de ocorr&ecirc;ncia do parto, hist&oacute;ria reprodutiva, h&aacute;bitos de    vida e doen&ccedil;as maternas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre os determinantes distais da mortalidade    perinatal, os fatores socioecon&ocirc;micos s&atilde;o os mais importantes,    por sua capacidade de influenciar alguns efeitos dos fatores biol&oacute;gicos    e dificultar o acesso a uma assist&ecirc;ncia adequada &agrave; gestante durante    o pr&eacute;-natal e no nascimento da crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Uma das limita&ccedil;&otilde;es do estudo da    mortalidade perinatal refere-se &agrave; m&aacute; qualidade dos registros dos    &oacute;bitos, tanto a subnotifica&ccedil;&atilde;o como nas diferen&ccedil;as    entre os crit&eacute;rios utilizados para a classifica&ccedil;&atilde;o de nascido    vivo e nascido morto. Erros nessa classifica&ccedil;&atilde;o &#8211; um cl&aacute;ssico    problema nas estimativas de mortalidade infantil &#8211; podem subestimar ou    superestimar a mortalidade fetal ou neonatal.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente estudo, ao enfocar os fatores de risco    para a mortalidade perinatal, considerou a import&acirc;ncia das mortes perinatais    para a sa&uacute;de materno-infantil no Pa&iacute;s e, mais especificamente,    no Munic&iacute;pio do Recife, capital do Estado de Pernambuco, cujos fatores    de risco s&atilde;o potencialmente redut&iacute;veis, especialmente aqueles    relacionados &agrave; aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de. No Brasil,    s&atilde;o poucos os estudos que enfocam esses fatores e nenhum deles, particularmente,    refere-se a essa situa&ccedil;&atilde;o no Estado ou nos Munic&iacute;pios de    Pernambuco. Desse modo, este trabalho contribui para uma melhor compreens&atilde;o    dos fatores determinantes da mortalidade perinatal no Recife, bem como ao embasamento    de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de    materno-infantil. Ele deve servir, ademais, &agrave; ado&ccedil;&atilde;o de    medidas mais apropriadas de aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s gestantes, no pr&eacute;-natal    e na ocasi&atilde;o do parto, e aos rec&eacute;m-nascidos, de modo a reduzir    a mortalidade fetal, neonatal e perinatal no Munic&iacute;pio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Objetivos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Objetivo geral</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Analisar os fatores de risco associados &agrave;    mortalidade perinatal na cidade do Recife, no ano de 2003, de acordo com um    modelo hierarquizado de determinantes proximais, intermedi&aacute;rios e distais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Objetivos espec&iacute;ficos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">I. Verificar a associa&ccedil;&atilde;o entre    a mortalidade perinatal e vari&aacute;veis relacionadas a seus determinantes    proximais, intermedi&aacute;rios e distais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">II. Analisar o conjunto dos fatores de risco    proximais, intermedi&aacute;rios e distais para a mortalidade perinatal, identificando    aqueles que mais contribuem para a ocorr&ecirc;ncia do &oacute;bito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados do estudo referem-se no Munic&iacute;pio    do Recife, cuja &aacute;rea &eacute; de 219 km<sup>2</sup>, totalmente urbana,    apresenta caracter&iacute;sticas ambientais diversificadas e acentuadas desigualdades    sociais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O desenho de estudo foi o de caso-controle: como    casos, consideraram-se todos os &oacute;bitos perinatais ocorridos em 2003,    com peso ao nascer maior ou igual a 500g, de gravidez &uacute;nica e n&atilde;o    portadores de anencefalia; e como controles, os nascidos vivos &#40NV&#41 entre    26 de dezembro de 2002 e 31 de dezembro de 2003, que n&atilde;o evolu&iacute;ram    a &oacute;bito at&eacute; seis dias completos de vida, com as mesmas caracter&iacute;sticas    dos casos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O tamanho m&iacute;nimo da popula&ccedil;&atilde;o    a ser estudada (283 &oacute;bitos e 1.132 sobreviventes), baseou-se na identifica&ccedil;&atilde;o    de estudos brasileiros, a partir da d&eacute;cada de 1990, sendo considerada    a rela&ccedil;&atilde;o de um caso para quatro controles, n&iacute;vel de signific&acirc;ncia    de 95%, poder de 80% e <i>odds ratio</i> &#40OR&#41 igual a 1,5. O estudo, cuja    preocupa&ccedil;&atilde;o foi garantir a maior margem de seguran&ccedil;a poss&iacute;vel,    incluiu, entre suas vari&aacute;veis, o indicador de condi&ccedil;&atilde;o    de vida &#40ICV&#41 &#8211; indicador sint&eacute;tico constru&iacute;do por    Guimar&atilde;es (2003), n&atilde;o testado nesse tipo de an&aacute;lise,    at&eacute; ent&atilde;o, aplicado a todos os 403 &oacute;bitos perinatais. Para    a sele&ccedil;&atilde;o dos controles, optou-se por uma amostra aleat&oacute;ria    simples, tendo por popula&ccedil;&atilde;o-alvo os 24.233 NV que se adequavam    aos crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o; assim, obteve-se 1.612 controles.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A sele&ccedil;&atilde;o das vari&aacute;veis    considerou os referenciais te&oacute;ricos sobre os determinantes da mortalidade    perinatal, sua disponibilidade no Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre    Nascidos Vivos &#40Sinasc&#41 e no Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre    Mortalidade &#40SIM&#41 e seu grau de preenchimento. O n&uacute;mero de consultas    de pr&eacute;-natal n&atilde;o foi estudado por n&atilde;o ser conhecido para    os &oacute;bitos fetais; tampouco o Apgar no 1<sup>o</sup> e 5<sup>o</sup> minuto    de vida, por n&atilde;o se aplicar aos &oacute;bitos fetais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A vari&aacute;vel dependente correspondeu ao    &oacute;bito perinatal. As vari&aacute;veis independentes contemplaram os tr&ecirc;s    n&iacute;veis hier&aacute;rquicos de determina&ccedil;&atilde;o: proximal &#40peso    ao nascer; idade gestacional; sexo e idade da m&atilde;e&#41;; intermedi&aacute;rio    &#40local de ocorr&ecirc;ncia do nascimento; tipo de hospital; e tipo de parto&#41;;    e distal &#40escolaridade da m&atilde;e; e condi&ccedil;&atilde;o de vida do    bairro de resid&ecirc;ncia&#41. A condi&ccedil;&atilde;o de vida, mensurada    pelo ICV, foi obtida mediante an&aacute;lise fatorial, a partir de indicadores    de saneamento, educa&ccedil;&atilde;o e renda.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para estrutura&ccedil;&atilde;o do banco final    de dados, de forma a permitir sua an&aacute;lise, realizou-se um <i>linkage</i>    entre os bancos do SIM 2003 e do Sinasc 2003, excluindo-se os casos que n&atilde;o    cumpriram os crit&eacute;rios de sele&ccedil;&atilde;o. Finalmente, gerou-se    um novo banco, denominado &#8220;Banco Final Caso-Controle&#8221;, com n=2.015.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na an&aacute;lise multivariada, utilizou-se a    t&eacute;cnica de regress&atilde;o log&iacute;stica m&uacute;ltipla, para determinar    o efeito independente de cada vari&aacute;vel sobre a mortalidade perinatal.    Inicialmente, foi realizada para cada n&iacute;vel hierarquizado de determina&ccedil;&atilde;o    da mortalidade perinatal; e a seguir, para o conjunto de vari&aacute;veis dos    tr&ecirc;s n&iacute;veis de determina&ccedil;&atilde;o que apresentaram OR com    signific&acirc;ncia estat&iacute;stica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A regress&atilde;o log&iacute;stica foi realizada    por meio do programa SPSS, utilizando-se o procedimento Forward Stepwise &#40LR&#41    n&atilde;o condicional, com n&iacute;veis de signific&acirc;ncia de 5 e 10%    para inclus&atilde;o e exclus&atilde;o de vari&aacute;veis, respectivamente.    Foram obtidos os OR ajustados com seus respectivos intervalos de confian&ccedil;a,    considerado-se o valor de p significante = 5%.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente estudo, embora n&atilde;o apresentasse    implica&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas&#47morais na utiliza&ccedil;&atilde;o    de dados secund&aacute;rios e de dom&iacute;nio p&uacute;blico, foi submetido    &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o e recebeu a aprova&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc;    de &Eacute;tica do Instituto Materno-Infantil Professor Fernando Figueira, de    Recife-PE.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre os &oacute;bitos perinatais inclu&iacute;dos    no estudo, houve predomin&acirc;ncia dos fetais, que representaram 57,8% das    mortes. Considerando-se os nascimentos ocorridos em 2003 e com as mesmas caracter&iacute;sticas    observadas para os &oacute;bitos, encontrou-se um coeficiente de mortalidade    perinatal de 16,6 por mil nascimentos, com risco de morte fetal (9,6 &oacute;bitos    por mil nascimentos) superior ao encontrado no per&iacute;odo neonatal precoce    (7,1 &oacute;bitos por mil nascidos vivos).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na an&aacute;lise multivariada para identifica&ccedil;&atilde;o    dos fatores de risco proximais, peso ao nascer menor que 2.500g apresentou risco    de morte 4,90 vezes maior, comparativamente ao peso igual ou superior a 2.500g.    A prematuridade &#40idade gestacional menor que 37 semanas&#41 mostrou risco    elevado de morte perinatal em rela&ccedil;&atilde;o ao dos nascidos a termo    &#40OR=19,90&#41 e a idade materna igual ou superior a 35 anos apresentou risco    1,84 vezes maior que para os filhos de mulheres com menos de 35 anos. O sexo    masculino n&atilde;o mostrou associa&ccedil;&atilde;o com a mortalidade perinatal.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na identifica&ccedil;&atilde;o dos fatores de    risco intermedi&aacute;rios, para os nascidos em estabelecimentos de sa&uacute;de    participantes do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de &#40SUS&#41, o risco de    morte perinatal foi 1,65 vezes maior, em compara&ccedil;&atilde;o ao dos que    nasceram em hospitais que n&atilde;o integram o SUS. O parto cesariano apresentou-se    como fator de prote&ccedil;&atilde;o para o &oacute;bito perinatal &#40OR=0,52&#41.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto aos determinantes distais, a escolaridade    da m&atilde;e com menos de quatro anos de estudo apresentou-se como fator de    risco para a mortalidade perinatal, 2,09 vezes maior que o dos nascidos de mulheres    com quatro ou mais anos de estudo. Sob a condi&ccedil;&atilde;o de vida do bairro    de resid&ecirc;ncia, para os filhos de m&atilde;es residentes no estrato social    de baixa e intermedi&aacute;ria condi&ccedil;&atilde;o de vida, o risco de morte    perinatal foi 1,45 vezes maior que para os filhos de mulheres pertencentes ao    estrato de alta condi&ccedil;&atilde;o de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Todos esses fatores de risco foram submetidos,    conjuntamente, &agrave; t&eacute;cnica da regress&atilde;o log&iacute;stica    m&uacute;ltipla. Como resultados, permaneceram, com signific&acirc;ncia estat&iacute;stica,    a prematuridade &#40OR=18,23&#41 &#8211; fator mais fortemente associado &agrave;    mortalidade perinatal &#8211; e, em ordem decrescente de risco: baixo peso ao    nascer &#40OR=4,90&#41;; idade da m&atilde;e igual ou maior que 35 anos &#40OR=1,97&#41;;    hospital participante do SUS &#40OR=1,93&#41;; e m&atilde;e com menos de quatro    anos de estudo &#40OR=1,78&#41.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Conclus&otilde;es, recomenda&ccedil;&otilde;es    e impacto potencial dos resultados em Sa&uacute;de P&uacute;blica</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre os &oacute;bitos perinatais ocorridos na    cidade do Recife, em 2003, predominaram os fetais. A maior parte ocorreu em    maternidades p&uacute;blicas participantes do SUS. Em sua maioria, igualmente,    foram &oacute;bitos de prematuros, com menos de 2.500g, do sexo masculino, nascidos    de parto normal. As m&atilde;es, majoritariamente, encontravam-se na faixa et&aacute;ria    de 20 a 34 anos, com menos de oito anos de estudo. Mais da metade delas residia    em bairros com baixa condi&ccedil;&atilde;o de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o aos fatores de risco,    a prematuridade e o baixo peso ao nascer revelaram maior for&ccedil;a de associa&ccedil;&atilde;o    com a morte perinatal, surgindo, em ordem decrescente de risco: idade da m&atilde;e    igual ou maior do que 35 anos; nascimento em hospitais participantes do SUS;    e escolaridade da m&atilde;e inferior a quatro anos de estudo. A identifica&ccedil;&atilde;o    de fatores de risco para a mortalidade perinatal no Munic&iacute;pio, de acordo    com um modelo hierarquizado de determina&ccedil;&atilde;o e utilizando vari&aacute;veis    provenientes de sistemas oficiais de informa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica,    contribui para o conhecimento do problema na cidade e fornece elementos para    seu enfrentamento pelo poder p&uacute;blico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O estudo, seja em sua operacionaliza&ccedil;&atilde;o    como nos resultados alcan&ccedil;ados, indica algumas recomenda&ccedil;&otilde;es    a serem tomadas, de car&aacute;ter geral, e outras mais espec&iacute;ficas:    a&#41 avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade da aten&ccedil;&atilde;o oferecida    pelos servi&ccedil;os de sa&uacute;de durante o pr&eacute;-natal e o parto;    b&#41 disponibilidade de assist&ecirc;ncia obst&eacute;trica e neonatal de qualidade,    que propicie condi&ccedil;&otilde;es para uma gesta&ccedil;&atilde;o e nascimento    seguros; c&#41 garantia de que os nascimentos de rec&eacute;m-nascidos de risco    ocorram em maternidades com maior complexidade assistencial; d&#41 utiliza&ccedil;&atilde;o    dos dados gerados pelos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es de base epidemiol&oacute;gica    no planejamento das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de; e&#41 capacita&ccedil;&atilde;o    peri&oacute;dica das equipes que prestam assist&ecirc;ncia ao parto e a rec&eacute;m-nascidos;    f&#41 amplia&ccedil;&atilde;o da vigil&acirc;ncia do &oacute;bito infantil para    todo o Munic&iacute;pio; g&#41 implanta&ccedil;&atilde;o da vigil&acirc;ncia    dos &oacute;bitos fetais com peso maior ou igual a 1.500 gramas; h&#41 an&aacute;lise    mais profunda dos &oacute;bitos fetais; i&#41 orienta&ccedil;&atilde;o dos profissionais    de sa&uacute;de quanto &agrave; import&acirc;ncia de utilizar a defini&ccedil;&atilde;o    de nascido vivo, ao emitir o documento Declara&ccedil;&atilde;o de Nascido Vivo    &#40DN&#41;; j&#41 sensibiliza&ccedil;&atilde;o dos profissionais de sa&uacute;de    para o preenchimento de todas as vari&aacute;veis do documento Declara&ccedil;&atilde;o    de &Oacute;bito &#40DO&#41; e l&#41 respaldo pol&iacute;tico ao projeto desenvolvido    pela Secretaria de Sa&uacute;de do Recife, de acompanhamento das crian&ccedil;as    com maior risco de morte no primeiro ano de vida, identificadas pelo Sinasc.</font></p>      ]]></body>
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