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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Prêmio de incentivo ao desenvolvimento e à aplicação da epidemiologia no sus menção honrosa especialização Prevalência da doença cárie em crianças de cinco anos de idade na cidade de Curitiba - análise crítica]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="3" face="verdana"><strong>Pr&ecirc;mio de incentivo    ao desenvolvimento e &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o da epidemiologia no sus    <br>   </strong><b>men&ccedil;&atilde;o honrosa    especializa&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Preval&ecirc;ncia da doen&ccedil;a c&aacute;rie    em crian&ccedil;as de cinco anos de idade na cidade de Curitiba &#8211; an&aacute;lise    cr&iacute;tica</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Andr&eacute;ia Priscila Monteiro Barbosa;    L&eacute;o Kriger &#40Orientador&#41;; Simone Tet&uuml; Moys&eacute;s &#40Co-orientadora&#41;;    Samuel Jorge Moys&eacute;s &#40Co-orientador&#41</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica    do Paran&aacute;, Curitiba-PR</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A c&aacute;rie dent&aacute;ria &eacute; uma doen&ccedil;a    que tem acompanhado a humanidade ao longo da hist&oacute;ria. Nas &uacute;ltimas    d&eacute;cadas, tem-se observado uma tend&ecirc;ncia de queda nos &iacute;ndices    de c&aacute;rie dent&aacute;ria no Brasil e em outros pa&iacute;ses. M&uacute;ltiplos    fatores s&atilde;o apontados como poss&iacute;veis causas para o decl&iacute;nio    da doen&ccedil;a: a adi&ccedil;&atilde;o de fl&uacute;or &agrave; &aacute;gua    de abastecimento p&uacute;blico, o emprego de dentifr&iacute;cios fluorados    em larga escala e modifica&ccedil;&otilde;es no padr&atilde;o e quantidade de    consumo de a&ccedil;&uacute;car, associados &agrave; melhoria nas condi&ccedil;&otilde;es    de vida; e maior acesso &agrave; aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal    coletiva e amplia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o    e educa&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal. A c&aacute;rie dent&aacute;ria,    entretanto, permanece como um grande problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica,    no Brasil e na maior parte do mundo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Como outras doen&ccedil;as, a c&aacute;rie dent&aacute;ria    &eacute; socialmente determinada e o impacto da assist&ecirc;ncia odontol&oacute;gica    na redu&ccedil;&atilde;o de sua preval&ecirc;ncia &eacute; bastante limitado.    O ponto em comum entre todos os pa&iacute;ses que experimentaram redu&ccedil;&atilde;o    em seus &iacute;ndices de c&aacute;rie &eacute; a melhoria nas condi&ccedil;&otilde;es    globais de sa&uacute;de e qualidade de vida. A condi&ccedil;&atilde;o social    tem sido enfatizada como importante determinante da situa&ccedil;&atilde;o de    sa&uacute;de bucal e estudos t&ecirc;m demonstrado que o decl&iacute;nio da    c&aacute;rie dent&aacute;ria tem sido acompanhado pela polariza&ccedil;&atilde;o    da doen&ccedil;a nos grupos menos privilegiados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Diversos estudos epidemiol&oacute;gicos t&ecirc;m    permitido o monitoramento da experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie em crian&ccedil;as    no Brasil. A maioria desses estudos, contudo, descreve a preval&ecirc;ncia e    severidade da c&aacute;rie em escolares. As condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de    bucal do pr&eacute;-escolar n&atilde;o t&ecirc;m sido documentadas na mesma    extens&atilde;o que a sa&uacute;de bucal do escolar. Isso ocorre, provavelmente,    porque a denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua n&atilde;o tem sua import&acirc;ncia    t&atilde;o considerada quanto a permanente. Em muitos pa&iacute;ses, o ingresso    na escola d&aacute;-se ap&oacute;s os seis anos de idade. Os levantamentos epidemiol&oacute;gicos,    mais freq&uuml;entemente, dedicam-se a crian&ccedil;as em idade escolar, por    sua mais f&aacute;cil localiza&ccedil;&atilde;o e identifica&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A prioriza&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o    a grupos et&aacute;rios resultou em uma melhoria da denti&ccedil;&atilde;o permanente    de escolares de seis a 14 anos &#8211; especialmente restrita a esta faixa et&aacute;ria    &#8211;, sendo a manuten&ccedil;&atilde;o da higidez da denti&ccedil;&atilde;o    dec&iacute;dua muitas vezes menosprezada. &Eacute; reconhecido, por&eacute;m,    que a hist&oacute;ria de c&aacute;rie na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua    pode estar associada &agrave; experi&ecirc;ncia futura em denti&ccedil;&atilde;o    permanente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A identifica&ccedil;&atilde;o de fatores coletivos    de risco &agrave; c&aacute;rie dent&aacute;ria em idade pr&eacute;-escolar surge    como instrumento forte para possibilitar &agrave; pr&aacute;tica odontol&oacute;gica    a adequa&ccedil;&atilde;o dos cuidados de sa&uacute;de bucal e a reorienta&ccedil;&atilde;o    dos gastos em aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de. N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vidas    quanto &agrave; import&acirc;ncia de uma pr&aacute;tica odontol&oacute;gica    que contemple a sa&uacute;de bucal coletiva, universalizando o acesso e garantindo    a eq&uuml;idade no atendimento das necessidades da popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Objetivos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A proposta desta pesquisa foi avaliar a preval&ecirc;ncia    de c&aacute;rie em crian&ccedil;as de cinco anos de idade, tendo por base o    banco de dados do levantamento epidemiol&oacute;gico nacional SB Brasil na Cidade    de Curitiba, capital do Estado do Paran&aacute;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os objetivos espec&iacute;ficos inclu&iacute;ram:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">I. Analisar a preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie    por componente &#40ceo-d&#41 e grupo dental.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">II. Explorar a associa&ccedil;&atilde;o entre    experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie e sexo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">III.Explorar a associa&ccedil;&atilde;o entre    experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie e tipo de escola &#40p&uacute;blica ou privada&#41.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">IV. Explorar a associa&ccedil;&atilde;o entre    experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie e Distritos Sanit&aacute;rios de moradia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A pesquisa desenvolveu-se a partir da utiliza&ccedil;&atilde;o    do banco de dados do levantamento epidemiol&oacute;gico nacional &#8220;SB Brasil:    Condi&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de Bucal na Popula&ccedil;&atilde;o Brasileira&#8221;,    um amplo projeto que avaliou os principais agravos em diferentes grupos et&aacute;rios,    tanto na popula&ccedil;&atilde;o urbana como rural, no ano de 2003.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para este estudo de natureza transversal, utilizaram-se    os dados referentes &agrave; cidade de Curitiba. A amostra foi composta de 1.157    crian&ccedil;as de cinco anos de idade, de ambos os sexos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A an&aacute;lise dos dados foi realizada pelo    <i>software</i> Epi Info vers&atilde;o 3.2.2. A vari&aacute;vel dependente foi    o &iacute;ndice ceo-d e as vari&aacute;veis independentes inclu&iacute;ram sexo,    tipo de escola &#40p&uacute;blica ou privada&#41 e Distritos Sanit&aacute;rios    de moradia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os crit&eacute;rios de inclus&atilde;o para dentes    h&iacute;gidos foram os dentes que apresentaram os c&oacute;digos A e T, respectivamente,    dente h&iacute;gido e com trauma &#40fratura&#41.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Uma an&aacute;lise descritiva das vari&aacute;veis    foi realizada e apresentada na forma de gr&aacute;ficos e tabelas. O teste estat&iacute;stico    do qui-quadrado foi utilizado para avaliar a associa&ccedil;&atilde;o entre    a experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie e tipo de escola, sexo e Distritos Sanit&aacute;rios    de moradia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Um estudo documental qualitativo do perfil de    cada Distrito Sanit&aacute;rio quanto a renda m&eacute;dia da popula&ccedil;&atilde;o    moradora, densidade demogr&aacute;fica, porcentagem da popula&ccedil;&atilde;o    em ocupa&ccedil;&otilde;es irregulares e quantidade total de unidades de sa&uacute;de    por Distrito tamb&eacute;m foi realizado, para analisar as diferen&ccedil;as    de preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie no contexto de moradia da popula&ccedil;&atilde;o    estudada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este estudo foi submetido e recebeu a aprova&ccedil;&atilde;o    de viabilidade do Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Secretaria Municipal    da Sa&uacute;de de Curitiba.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O perfil das 1.157 crian&ccedil;as curitibanas    de cinco anos de idade examinadas evidenciou que 51,8% eram do sexo masculino    e 48,2% do sexo feminino. Do total, 78,4% estavam vinculadas a escolas p&uacute;blicas    e 20,1% a escolas particulares. A distribui&ccedil;&atilde;o da amostra por    Distritos Sanit&aacute;rios foi homog&ecirc;nea.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie na denti&ccedil;&atilde;o    dec&iacute;dua aos cinco anos em Curitiba apresentou uma distribui&ccedil;&atilde;o    n&atilde;o normal. A preval&ecirc;ncia de crian&ccedil;as livres de c&aacute;rie    foi de 51,3%. Em m&eacute;dia, crian&ccedil;as de cinco anos j&aacute; possu&iacute;am,    pelo menos, dois dentes com experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria    &#40ceo-d=2,07&#41. O ceo-d m&aacute;ximo encontrado foi de 16. Maior freq&uuml;&ecirc;ncia    do &iacute;ndice ceo-d foi encontrada no componente cariado (63,2%), seguido    do componente restaurado (35,2%) e com extra&ccedil;&atilde;o indicada por    c&aacute;rie (0,9%).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O &iacute;ndice ceo-d para as crian&ccedil;as    com experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie foi de 4,25. Este valor, bastante elevado,    denota um consider&aacute;vel ac&uacute;mulo da doen&ccedil;a nesse subgrupo.    Isso refor&ccedil;a a import&acirc;ncia de realizar estrat&eacute;gias adequadas    para cada grupo da popula&ccedil;&atilde;o, visando diminuir a ocorr&ecirc;ncia    e a severidade da doen&ccedil;a c&aacute;rie nos grupos mais acometidos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">De um modo geral, os dentes mais atacados pela    c&aacute;rie foram os segundos molares inferiores dec&iacute;duos e os menos    atingidos foram os incisivos laterais inferiores dec&iacute;duos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O teste do qui-quadrado evidenciou que n&atilde;o    houve associa&ccedil;&atilde;o, estatisticamente significante, entre experi&ecirc;ncia    de c&aacute;rie &#40ceo-d&#61 0 ou ceo-d&#8800 0&#41 e sexo (p&#61 0,68).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O tipo de escola freq&uuml;entada &eacute; um    indicador confi&aacute;vel de condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica em    ambientes urbanos. No presente estudo, encontrou-se associa&ccedil;&atilde;o    entre experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie nas crian&ccedil;as de cinco anos e    o tipo de escola freq&uuml;entada &#40p&#61 0,00&#41. Observou-se uma maior    preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie nas crian&ccedil;as de escolas p&uacute;blicas    (52,9%).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vari&aacute;vel    Distrito Sanit&aacute;rio, foi encontrada uma associa&ccedil;&atilde;o entre    a experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie e os Distritos Sanit&aacute;rios de moradia    das crian&ccedil;as &#40p=0,01&#41. Os Distritos Sanit&aacute;rios com melhor    e pior &iacute;ndice ceo-d de Curitiba s&atilde;o, respectivamente, Matriz (1,51)    e Pinheirinho (2,78). Os Distritos do Boqueir&atilde;o, Bairro Novo, Port&atilde;o    e Pinheirinho apresentaram m&eacute;dia de ceo-d mais elevada que a m&eacute;dia    de Curitiba (ceo-d=2,07). No Distrito Sanit&aacute;rio Santa Felicidade, encontrou-se    o terceiro melhor &iacute;ndice ceo-d (1,79), sendo o &uacute;nico Distrito    que apresentou maior quantidade de dentes restaurados em rela&ccedil;&atilde;o    aos cariados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na tentativa de explorar o poss&iacute;vel impacto    de condi&ccedil;&otilde;es ambientais relacionado com a qualidade de vida nos    Distritos Sanit&aacute;rios dessas crian&ccedil;as, foram explorados aspectos    relacionados com renda m&eacute;dia da popula&ccedil;&atilde;o, densidade demogr&aacute;fica,    ocupa&ccedil;&otilde;es irregulares e quantidade total de unidades de sa&uacute;de    por Distrito. A an&aacute;lise dos fatores atuantes sobre o perfil do contexto    de vida das crian&ccedil;as evidencia diferen&ccedil;as significativas entre    os Distritos Sanit&aacute;rios de moradia. A Regional Matriz apresentava a maior    renda m&eacute;dia dos Distritos e a menor quantidade de ocupa&ccedil;&otilde;es    irregulares. Apesar de contar com alta densidade demogr&aacute;fica e ter apenas    uma unidade municipal de sa&uacute;de, apresentou um ceo-d baixo. Por outro    lado, o Port&atilde;o tamb&eacute;m apresentava uma alta densidade demogr&aacute;fica,    concentrava a segunda melhor renda m&eacute;dia do Munic&iacute;pio e tinha    a maior quantidade de unidades municipais de sa&uacute;de; embora contasse com    um grande n&uacute;mero de pessoas em ocupa&ccedil;&otilde;es irregulares, apresentou    um elevado &iacute;ndice ceo-d. Isso pode retratar maior desigualdade social,    comparativamente a outras regionais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Conclus&otilde;es, recomenda&ccedil;&otilde;es    e impacto potencial dos resultados em Sa&uacute;de P&uacute;blica</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie na popula&ccedil;&atilde;o    de cinco anos de idade em Curitiba foi de 48,7&#37 &#8211; &iacute;ndice ceo-d&#61 2,07.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dentes mais e menos atingidos pela c&aacute;rie    foram os segundos molares inferiores e os incisivos laterais inferiores, respectivamente.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O maior peso do &iacute;ndice ceo-d foi no componente    cariado (63,29%).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente estudo demonstrou que n&atilde;o houve    associa&ccedil;&atilde;o, estatisticamente significante, entre experi&ecirc;ncia    de c&aacute;rie e sexo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os resultados sugerem que o tipo de escola freq&uuml;entada    e o Distrito Sanit&aacute;rio onde a crian&ccedil;a residia influenciaram a    experi&ecirc;ncia da doen&ccedil;a c&aacute;rie. Crian&ccedil;as em escolas    p&uacute;blicas tiveram maior preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie (52,9%), comparadas    com as de escolas privadas. Crian&ccedil;as moradoras dos Distritos Sanit&aacute;rios    Matriz e Pinheirinho apresentaram menor e maior preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie,    respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A meta da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da    Sa&uacute;de para o ano 2000, com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; c&aacute;rie    dent&aacute;ria para a idade de cinco anos, j&aacute; foi alcan&ccedil;ada em    Curitiba (50% livres de c&aacute;rie). Para atingir a meta proposta para    o ano 2010, de 90&#37 dessas crian&ccedil;as livres de c&aacute;rie, ainda h&aacute;    um longo caminho a percorrer.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na popula&ccedil;&atilde;o estudada, observou-se    o fen&ocirc;meno da polariza&ccedil;&atilde;o da c&aacute;rie, com a observa&ccedil;&atilde;o    de subgrupos com grande experi&ecirc;ncia de c&aacute;rie. A identifica&ccedil;&atilde;o    precoce de subgrupos de maior risco, associada a estrat&eacute;gias populacionais    para controle da doen&ccedil;a c&aacute;rie nessa popula&ccedil;&atilde;o, devem    ser incrementadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os levantamentos epidemiol&oacute;gicos realizados    em Curitiba com crian&ccedil;as de cinco anos, nos per&iacute;odos de 1994,    1996, 1999 e 2003, t&ecirc;m mostrado um decl&iacute;nio da ocorr&ecirc;ncia    da doen&ccedil;a c&aacute;rie &#8211; ceo-d: 3,56; 3,54; 3,18 e 2,07, respectivamente    &#8211;, principalmente entre os anos de 1999 e 2003. Para tanto, ressalta-se    a import&acirc;ncia dos programas de aten&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal    existentes no Munic&iacute;pio. Evidencia-se, entretanto, a necessidade de a&ccedil;&otilde;es    ampliadas de promo&ccedil;&atilde;o em sa&uacute;de bucal, mais efetivas para    essa faixa et&aacute;ria, que, possivelmente em raz&atilde;o de fatores biol&oacute;gicos,    psicol&oacute;gicos, sociais, culturais, f&iacute;sicos e econ&ocirc;micos,    n&atilde;o t&ecirc;m apresentado um controle da doen&ccedil;a c&aacute;rie de    forma t&atilde;o significativa quanto o observado em crian&ccedil;as de 12 anos    na cidade. &Eacute; necess&aacute;rio implementar a&ccedil;&otilde;es que sejam    destinadas, principalmente, aos grupos de maior vulnerabilidade e/ou mais expostos    aos fatores de risco.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As pol&iacute;ticas em sa&uacute;de bucal devem    ser orientadas a partir de informa&ccedil;&otilde;es epidemiol&oacute;gicas.    Os dados obtidos s&atilde;o instrumentos importantes para o planejamento e reorienta&ccedil;&atilde;o    das atividades existentes. Assim, adquirir um conhecimento detalhado da distribui&ccedil;&atilde;o    da c&aacute;rie e seus determinantes biopsicossociais &eacute; de suma relev&acirc;ncia.    A realiza&ccedil;&atilde;o de outros levantamentos epidemiol&oacute;gicos deveria    incluir indicadores de car&aacute;ter socioecon&ocirc;mico, vari&aacute;veis    como a percep&ccedil;&atilde;o dos respons&aacute;veis e dos cirurgi&otilde;es-dentistas,    ou seja, outros &iacute;ndices e indicadores que n&atilde;o apenas o ceo-d.</font></p>      ]]></body>
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