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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>O desafio do controle do Aedes aegypti e da    assist&ecirc;ncia adequada ao dengue</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Pedro Luiz Tauil</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Membro do Comit&ecirc; Editorial</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Um dos artigos do presente n&uacute;mero de <i>Epidemiologia    e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de</i> refere-se ao sub-registro de casos de    febre hemorr&aacute;gica do dengue em Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais.<sup>1</sup>    Ele tr&aacute;s &agrave; tona um problema dos mais desafiadores para a Sa&uacute;de    P&uacute;blica de pa&iacute;ses tropicais e subtropicais: o aumento da incid&ecirc;ncia    e da gravidade dos casos de dengue.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Desde sua re-emerg&ecirc;ncia no Sudeste Asi&aacute;tico,    na d&eacute;cada de 1950, houve expans&atilde;o da &aacute;rea de incid&ecirc;ncia    da doen&ccedil;a no mundo, bem como a ocorr&ecirc;ncia crescente de formas graves.    Cerca de 2,5 bilh&otilde;es de pessoas vivem em &aacute;reas de risco para a    transmiss&atilde;o do dengue. As causas desse fen&ocirc;meno s&atilde;o m&uacute;ltiplas,    todavia n&atilde;o totalmente conhecidas. Por&eacute;m, n&atilde;o resta d&uacute;vida    de que o intenso e r&aacute;pido fluxo migrat&oacute;rio rural-urbano contribuiu    decisivamente para essa situa&ccedil;&atilde;o. No Brasil, mais de 80% da popula&ccedil;&atilde;o    j&aacute; reside em cidades, onde parte consider&aacute;vel dos habitantes vive    em condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias de habita&ccedil;&atilde;o e saneamento    que favorecem a prolifera&ccedil;&atilde;o do mosquito vetor.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O controle da incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a    est&aacute; baseado naquele que &eacute;, atualmente, o &uacute;nico elo vulner&aacute;vel    de sua cadeia de transmiss&atilde;o: o mosquito <i>Aedes aegypti</i>, seu principal    vetor. A luta contra esse inseto, extremamente adaptado &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es    das cidades de hoje, &eacute; muito complexa e exige a&ccedil;&otilde;es coordenadas    de m&uacute;ltiplos setores da sociedade, al&eacute;m de mudan&ccedil;as de    h&aacute;bitos culturais arraigados na popula&ccedil;&atilde;o. Como conseq&uuml;&ecirc;ncia    dessas dificuldades, assiste-se a uma falta de efetividade das medidas de controle,    n&atilde;o s&oacute; no Brasil como em muitos outros pa&iacute;ses. Interven&ccedil;&otilde;es    recentemente celebradas por terem sido bastante exitosas, mundialmente conhecidas,    como as de Singapura e de Cuba, t&ecirc;m mostrado falta de sustentabilidade    dos resultados alcan&ccedil;ados: em ambos esses pa&iacute;ses, epidemias de    dengue continuam a ser registradas. A luta contra o vetor deve ser mantida de    forma cont&iacute;nua, portanto, aperfei&ccedil;oando-se a execu&ccedil;&atilde;o    das onerosas e complexas medidas e estrat&eacute;gias de controle dispon&iacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; premente a necessidade de novos conhecimentos    e tecnologias para aprimorar o controle do dengue. Al&eacute;m de tecnologias    de maior efic&aacute;cia para redu&ccedil;&atilde;o da densidade de infesta&ccedil;&atilde;o    pelo <i>Aedes aegypti</i>, a busca de uma vacina profil&aacute;tica e eficaz    deve ser alvo de pesquisa a merecer prioridade de apoio. H&aacute; alguns anos,    tenta-se desenvolver uma vacina contra os quatro sorotipos virais da doen&ccedil;a;    at&eacute; o momento, infelizmente, n&atilde;o se chegou a um resultado satisfat&oacute;rio.    A letalidade dos casos de dengue hemorr&aacute;gico ainda permanece alta, pois    a aten&ccedil;&atilde;o aos pacientes nem sempre &eacute; precoce e adequada.    Ainda n&atilde;o se disp&otilde;e, ademais, de medicamentos eficazes para o    tratamento etiol&oacute;gico do dengue e, por enquanto, resta a a&ccedil;&atilde;o    continuada de combate adequado ao vetor e o atendimento precoce e correto dos    casos, medidas com poder de redu&ccedil;&atilde;o da incid&ecirc;ncia e da letalidade    por dengue. O artigo de Corr&ecirc;a PRL &amp; Fran&ccedil;a E contribui com    esse &uacute;ltimo aspecto, fornecendo subs&iacute;dios para a identifica&ccedil;&atilde;o    de casos de febre hemorr&aacute;gica e seu adequado tratamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A import&acirc;ncia do acompanhamento de contatos    de pacientes com tuberculose por um per&iacute;odo m&iacute;nimo de dois anos    &eacute; uma das principais conclus&otilde;es do estudo realizado em Londrina,    Estado do Paran&aacute;, por Freire DN, Bonametti AM &amp; Matsuo T.<sup>2</sup> O controle    da tuberculose tamb&eacute;m constitui um desafio. A doen&ccedil;a insiste em    manter n&iacute;veis elevados de incid&ecirc;ncia. Agravada pelo surgimento    da aids e pelo aparecimento da resist&ecirc;ncia do bacilo &agrave;s drogas    dispon&iacute;veis, a tuberculose tem seus pilares de controle fundados no diagn&oacute;stico    precoce e no tratamento adequado. O artigo publicado neste n&uacute;mero fornece    subs&iacute;dios para o alcance desse fim.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo de eliminar a s&iacute;filis cong&ecirc;nita    ainda n&atilde;o foi atingido. No artigo de Donal&iacute;sio MR, Freire JB &amp;    Mendes ET,<sup>3</sup> os autores buscam identificar falhas nos servi&ccedil;os de pr&eacute;-natal    e aten&ccedil;&atilde;o ao parto que expliquem a incid&ecirc;ncia de casos,    em princ&iacute;pio, plenamente evit&aacute;vel. O trabalho foi realizado na    microrregi&atilde;o de Sumar&eacute;, Estado de S&atilde;o Paulo, usando dados    do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o    (Sinan) e consulta a prontu&aacute;rios das m&atilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A mortalidade neonatal &eacute; o tema do artigo    de Carvalho PI e colaboradores,4 realizado em Recife, Estado de Pernambuco.    Tamb&eacute;m nesse estudo, foram trabalhados dados dispon&iacute;veis em sistemas    de informa&ccedil;&otilde;es, agora os de mortalidade &#91;Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade (SIM)&#93; e de nascidos vivos (&#91;Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Nascidos Vivos (Sinasc)&#93;, fazendo linkage entre os respectivos bancos    de dados. O manuscrito ainda re&uacute;ne o m&eacute;rito de introduzir o recorte    de cor da pele como um indicador de desigualdade em &oacute;bitos neonatais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No artigo sobre a s&eacute;rie temporal de mortalidade    por aids no Brasil,<sup>5</sup> Reis CM, Santos EM &amp; Cruz MM, da Escola Nacional de    Sa&uacute;de P&uacute;blica da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz    (Fiocruz), Rio de Janeiro- RJ, mostram o decr&eacute;scimo das taxas de mortalidade    a partir do uso de medicamentos anti-retrovirais pelos servi&ccedil;os p&uacute;blicos    de sa&uacute;de, embora o ritmo de queda tenha diminu&iacute;do nos &uacute;ltimos    tr&ecirc;s anos do per&iacute;odo estudado (1982 a 2002). Tamb&eacute;m nesse    artigo, a fonte de dados foi um sistema de informa&ccedil;&otilde;es (SIM).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica sistem&aacute;tica    &eacute; apresentada no artigo de Minto EC e colaboradores,<sup>6</sup> da Faculdade de    Medicina de Ribeir&atilde;o Preto da Universidade de S&atilde;o Paulo, cujo    tema &eacute; a avalia&ccedil;&atilde;o de interven&ccedil;&otilde;es breves    para redu&ccedil;&atilde;o do uso abusivo de bebida alco&oacute;lica em aten&ccedil;&atilde;o    prim&aacute;ria. Al&eacute;m da import&acirc;ncia metodol&oacute;gica do trabalho,    salienta-se a necessidade do desenvolvimento de estudos sobre o tema no Brasil,    uma vez que o abuso de bebida alco&oacute;lica foi considerado pelo Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de como um dos dez problemas de sa&uacute;de a serem priorizados    nas a&ccedil;&otilde;es do Programa de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias Bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Corr&ecirc;a PRL, Fran&ccedil;a E. Dengue    hemorr&aacute;gico em unidade de refer&ecirc;ncia como indicador de sub-registro    de casos no Munic&iacute;pio de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, Brasil,    1998. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2007; 16(3): 175-184.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Freire DN, Bonametti AM, Matsuo T. Diagn&oacute;stico    precoce e progress&atilde;o da tuberculose em contatos. Epidemiologia e Servi&ccedil;os    de Sa&uacute;de 2007; 16(3): 155-163.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Donal&iacute;sio MR, Freire JB, Mendes ET.    Investiga&ccedil;&atilde;o da s&iacute;filis cong&ecirc;nita na microrregi&atilde;o    de Sumar&eacute;, Estado de S&atilde;o Paulo, Brasil &#8211; desvelando a fragilidade    do cuidado &agrave; mulher gestante e ao rec&eacute;m-nascido. Epidemiologia    e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2007; 16(3): 165-173.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Carvalho PI, Pereira PMH, Frias PG, Vidal    SA, Figueiroa JN. Fatores de risco para mortalidade neonatal em coorte hospitalar    de nascidos vivos. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2007; 16(3):    185-194.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Reis AC, Santos EM, Cruz MM. A mortalidade    por aids no Brasil: um estudo explorat&oacute;rio de sua evolu&ccedil;&atilde;o    temporal. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2007; 16(3): 195-205.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Minto EC, Corradi-Webster CM, Gorayeb R, Laprega    MR, Furtado EF. Interven&ccedil;&otilde;es breves para o uso abusivo de &aacute;lcool    em aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de    Sa&uacute;de 2007; 16(3): 207-220.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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