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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diagnóstico precoce e progressão da tuberculose em contatos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Early diagnosis and progression of tuberculosis in contacts]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of this work is to evaluate the profitability of chest X-rays as a resource of premature diagnosis of tuberculosis and the risk of secondary cases among contacts of index-cases. A retrospective study was performed at 3,091 contacts of 879 tuberculosis index-cases admitted for treatment in the Sanitary Pulmonary Ambulatory in the Municipality of Londrina, State of Paraná, Brazil. The association between the initial X-ray abnormality and the subsequent occurrence of the disease in contacts was evaluated by the relative risk, and confirmed in 13.7% (10/73). The chest X-ray results, realized in contacts in the admission of the index-cases, were classified as a premature diagnosis for tuberculosis, and 4.3% of contacts (73/1,698) were classified as suspect cases. The progress of the disease in contacts was estimated by Kaplan-Meyer's curve, and its frequency by cumulative incidence and incidence density. The risk of getting ill in the contacts with suspected X-ray results was 6.13 times bigger than the risk in contacts with normal X-ray results. The probability of acquiring the disease in contacts, in five years, was approximately 2%. In conclusion, the chest X-ray exam is important when screening contacts. However, its profitability was considered low in the early diagnosis, and the risk of the disease, during a period of five years, still persists.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[tuberculose]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Diagn&oacute;stico precoce e progress&atilde;o    da tuberculose em contatos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Early diagnosis and progression of tuberculosis    in contacts<a href="#nota"><sup><font size="4">*</font></sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Denison Noronha Freire<sup>I</sup>; Ana Maria    Bonametti<sup>I</sup>; Tiemi Matsuo<sup>II</sup></b> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Departamento de Cl&iacute;nica M&eacute;dica,    Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Universidade Estadual de Londrina    &#8211; Hospital Universit&aacute;rio &#8211;, Londrina-PR, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Estat&iacute;stica e Matem&aacute;tica    Aplicada, Universidade Estadual de Londrina, Londrina-PR, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Resumo</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O objetivo deste trabalho &eacute; o de estimar    o rendimento do exame radiol&oacute;gico pulmonar, como recurso de diagn&oacute;stico    precoce de tuberculose nos contatos, e o risco de casos secund&aacute;rios entre    contatos de casos-indices. Realizou-se uma an&aacute;lise retrospectiva de uma    coorte de 3.091 contatos de 879 prontu&aacute;rios de casos de tuberculose atendidos    no Ambulat&oacute;rio de Pneumologia Sanit&aacute;ria de Londrina, Munic&iacute;pio    do Estado do Paran&aacute;, Brasil. A associa&ccedil;&atilde;o entre altera&ccedil;&atilde;o    radiol&oacute;gica inicial e a ocorr&ecirc;ncia posterior de tuberculose nos    contatos foi avaliada pela estimativa de risco relativo, confirmada em 13,7%.    O resultado do exame radiol&oacute;gico pulmonar, realizado em contatos quando    da inscri&ccedil;&atilde;o dos casos-&iacute;ndice, foi avaliado como diagn&oacute;stico    precoce da doen&ccedil;a; 4,3% dos contatos (73/1.698) foram classificados como    suspeitos. O adoecimento nos contatos foi estimado pela curva de Kaplan-Meyer;    e seu risco de adoecimento, pela incid&ecirc;ncia acumulada e densidade de incid&ecirc;ncia.    O risco de adoecimento nos contatos com exame radiol&oacute;gico suspeito foi    6,13 vezes maior, comparativamente ao dos contatos com exame normal. A probabilidade    de ocorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a nos contatos, em cinco anos, foi de aproximadamente    2%. Conclui-se que o exame radiol&oacute;gico &eacute; importante na triagem    dos contatos; por&eacute;m, seu rendimento foi insuficiente no diagn&oacute;stico    precoce, persistindo o risco da doen&ccedil;a durante o per&iacute;odo de cinco    anos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Palavras-chave:</b> tuberculose; contatos    e progress&atilde;o para doen&ccedil;a; exame radiol&oacute;gico pulmonar.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Summary</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> The objective of this work is to evaluate the    profitability of chest X-rays as a resource of premature diagnosis of tuberculosis    and the risk of secondary cases among contacts of index-cases. A retrospective    study was performed at 3,091 contacts of 879 tuberculosis index-cases admitted    for treatment in the Sanitary Pulmonary Ambulatory in the Municipality of Londrina,    State of Paran&aacute;, Brazil. The association between the initial X-ray abnormality    and the subsequent occurrence of the disease in contacts was evaluated by the    relative risk, and confirmed in 13.7% (10/73). The chest X-ray results, realized    in contacts in the admission of the index-cases, were classified as a premature    diagnosis for tuberculosis, and 4.3% of contacts (73/1,698) were classified as    suspect cases. The progress of the disease in contacts was estimated by Kaplan-Meyer's    curve, and its frequency by cumulative incidence and incidence density. The    risk of getting ill in the contacts with suspected X-ray results was 6.13 times    bigger than the risk in contacts with normal X-ray results. The probability    of acquiring the disease in contacts, in five years, was approximately 2%. In    conclusion, the chest X-ray exam is important when screening contacts. However,    its profitability was considered low in the early diagnosis, and the risk of    the disease, during a period of five years, still persists.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Key words:</b> tuberculosis; contacts and    progression to disease; chest X-ray.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Acompanhando a humanidade h&aacute; mil&ecirc;nios,    a tuberculose permanece como grave problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica,    que atinge cidad&atilde;os socialmente mais vulner&aacute;veis, em sua faixa    et&aacute;ria mais produtiva. Pa&iacute;ses em desenvolvimento s&atilde;o os    que apresentam maior incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a. O Brasil, com preval&ecirc;ncia    estimada em mais de 100.000 pacientes bacil&iacute;feros,<sup>1</sup> ocupa a 13<sup>a</sup> ou 14<sup>a</sup>    posi&ccedil;&atilde;o, a depender da situa&ccedil;&atilde;o m&eacute;dia atual.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para tentar solucion&aacute;-la, &eacute; necess&aacute;rio    tratar os casos diagnosticados de forma adequada, investigar os pacientes sintom&aacute;ticos    respirat&oacute;rios, prevenir a doen&ccedil;a nas pessoas sadias e proteger    as j&aacute; infectadas. Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de    (OMS), estima-se que cerca de 100 milh&otilde;es de pessoas s&atilde;o infectadas    anualmente, em todo o mundo, dos quais oito a dez milh&otilde;es desenvolver&atilde;o    a doen&ccedil;a durante a vida; a metade dos infectados apresentar&aacute; a    forma contagiante e tr&ecirc;s milh&otilde;es deles ir&atilde;o a &oacute;bito,    a cada ano.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O risco de adoecimento entre contatos de casos    de tuberculose depende do estado bacteriol&oacute;gico do caso-&iacute;ndice    e da intimidade.<sup>3-5</sup> Consideram-se contatos de alto risco aqueles que compartilham    ou compartilharam o mesmo ambiente no passado recente.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nos EUA, descreveu-se um caso em que apenas uma    fonte bacil&iacute;fera foi suficiente para infectar 41 de 97 indiv&iacute;duos    freq&uuml;entadores de um bar, causando doen&ccedil;a ativa em 14 e tuberculose-infec&ccedil;&atilde;o    em 27.<sup>7</sup> A freq&uuml;&ecirc;ncia da doen&ccedil;a tamb&eacute;m pode ocorrer    de forma significativa, quando o caso-&iacute;ndice apresenta baciloscopia negativa.<sup>8</sup>    Tais fatos justificam a recomenda&ccedil;&atilde;o de que nenhum grupo de contatos    deve ser exclu&iacute;do da investiga&ccedil;&atilde;o de tuberculose.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A triagem e o acompanhamento sistem&aacute;tico    dos contatos de tuberculose s&atilde;o algumas das principais medidas preventivas    contra novas infec&ccedil;&otilde;es e surtos de doen&ccedil;a na comunidade,    por oferecerem maior oportunidade para diagn&oacute;stico de doen&ccedil;a ativa    e de infec&ccedil;&atilde;o latente.<sup>9,10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O objetivo do presente estudo &eacute; estimar    (I) o rendimento do exame radiol&oacute;gico como recurso de diagn&oacute;stico    precoce de tuberculose e (II) o risco de casos secund&aacute;rios entre os contatos    de casos-&iacute;ndice admitidos para tratamento em ambulat&oacute;rio municipal    de pneumologia sanit&aacute;ria, durante o tempo de seguimento de cinco anos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Estudo desenvolvido no ambulat&oacute;rio de    pneumologia sanit&aacute;ria (APS) do Centro de Refer&ecirc;ncia Dr. Bruno Piancastelli    Filho, no Munic&iacute;pio de Londrina, Estado do Paran&aacute;, sede da 17<sup>a</sup>    Regional de Sa&uacute;de (RS) do Estado. O Munic&iacute;pio de Londrina possui    uma &aacute;rea territorial de 1.651 km<sup>2</sup> e popula&ccedil;&atilde;o, estimada    em 2005, de 488.287 habitantes.<sup>11</sup> Ocupa o segundo lugar de classifica&ccedil;&atilde;o    entre os 13 Munic&iacute;pios do Estado priorizados pelo Plano Emergencial de    Controle da Tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Uma coorte de 3.091 contatos de 879 pacientes    admitidos para tratamento de tuberculose (casos-&iacute;ndice) no APS de Londrina,    no per&iacute;odo de 1<sup>o</sup> de janeiro de 1991 a 31 de dezembro de 1995, foi analisada    retrospectivamente, para detectar a ocorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a nos contatos.    O seguimento dessa popula&ccedil;&atilde;o estendeu-se at&eacute; 31 de dezembro    de 2000.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram exclu&iacute;dos quatro casos-&iacute;ndice    e seus respectivos contatos, decorrentes de mudan&ccedil;a de diagn&oacute;stico    ap&oacute;s admiss&atilde;o para tratamento. Outros 67 contatos de tuberculose    tamb&eacute;m foram exclu&iacute;dos do estudo por serem contatos de mais de    um caso-&iacute;ndice: o registro de contatos em dois ou mais prontu&aacute;rios    impossibilita a comprova&ccedil;&atilde;o da origem da pressuposta fonte bacil&iacute;fera    infectante e, conseq&uuml;entemente, a determina&ccedil;&atilde;o do tempo decorrido    para o adoecimento dos contatos. Apenas um prontu&aacute;rio foi extraviado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Define-se como caso de tuberculose todo indiv&iacute;duo    com diagn&oacute;stico confirmado por baciloscopia ou cultura e aquele em que    o m&eacute;dico, com base nos dados cl&iacute;nico-epidemiol&oacute;gicos e    nos resultados de exames complementares, firma o diagn&oacute;stico de tuberculose.    Como contato de tuberculose, considera-se a pessoa que se relaciona com o indiv&iacute;duo-foco    transmissor da tuberculose.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A fonte de informa&ccedil;&atilde;o utilizada    foi o prontu&aacute;rio m&eacute;dico de 879 pacientes admitidos para tratamento    (casos-&iacute;ndice) no APS de Londrina. O livro que registra a admiss&atilde;o    de novos casos foi o instrumento utilizado para comprovar o adoecimento nos    contatos. Os casos inclu&iacute;dos correspondem a todas as formas de tuberculose:    casos novos, de retratamento e de associa&ccedil;&atilde;o entre tuberculose    e a s&iacute;ndrome da imunodefici&ecirc;ncia adquirida, a aids. O diagn&oacute;stico    foi estabelecido de acordo com a defini&ccedil;&atilde;o do Plano Nacional de    Controle da Tuberculose,<sup>12</sup> do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As vari&aacute;veis cl&iacute;nicas e epidemiol&oacute;gicas    de interesse no estudo foram analisadas, tanto no grupo de casos-&iacute;ndice    como no de contatos. No grupo de casos-&iacute;ndice, verificou-se: a) condi&ccedil;&atilde;o    pr&eacute;via &agrave; sua inscri&ccedil;&atilde;o (virgem de tratamento, fal&ecirc;ncia,    recidiva); b) ano da inscri&ccedil;&atilde;o para tratamento de tuberculose;    c) formas cl&iacute;nicas da doen&ccedil;a (pulmonar, extrapulmonar e mista);    e d) resultado da baciloscopia do escarro. Nos contatos, foram observados: a)    comparecimento; b) resultado do exame radiol&oacute;gico pulmonar inicial; e    c) progress&atilde;o e tempo decorrido da confirma&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico    de tuberculose.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Um banco de dados foi elaborado, utilizando-se    o programa Epi Info vers&atilde;o 6.04d,<sup>13</sup> para a entrada dos dados cl&iacute;nicos,    radiol&oacute;gicos e laboratoriais dos 879 casos-&iacute;ndice. Esses dados    foram coletados dos prontu&aacute;rios m&eacute;dicos, diretamente. O mesmo    programa foi utilizado para a realiza&ccedil;&atilde;o das an&aacute;lises estat&iacute;sticas.    A coleta dos dados e sua digita&ccedil;&atilde;o foram executadas pelo autor    principal do trabalho, unicamente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O laudo dos exames radiol&oacute;gicos dos contatos    e dos pacientes inscritos para tratamento foi realizado por um dos dois pneumologistas    do APS, ambos concursados e com t&iacute;tulo de especialista em tisiopneumologia.    Os crit&eacute;rios adotados para o diagn&oacute;stico da tuberculose foram    os preconizados pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.<sup>12</sup> Os resultados dos    exames radiol&oacute;gicos seguiram a recomenda&ccedil;&atilde;o do I Consenso    Brasileiro de Tuberculose, classificados nas categorias 'Suspeito', 'Normal',    'N&atilde;o classificado' e 'Seq&uuml;elas'.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os exames bacteriol&oacute;gicos do escarro foram    realizados no Laborat&oacute;rio Central da Prefeitura de Londrina (Centrolab).    Os exames histopatol&oacute;gicos (bi&oacute;psias de pleura, bi&oacute;psias    e pun&ccedil;&otilde;es de g&acirc;nglios perif&eacute;ricos e bi&oacute;psias    de outros materiais) foram realizados, na maioria das vezes, em hospitais, principalmente    no Hospital Universit&aacute;rio da Universidade Estadual de Londrina. Os exames    bacteriol&oacute;gicos foram realizados na admiss&atilde;o dos casos-&iacute;ndice    e nos contatos que vieram a adoecer.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Pela inexist&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es    nos prontu&aacute;rios, n&atilde;o foi determinado o tipo de relacionamento    entre o contato e o caso-&iacute;ndice &#8211; se membro da fam&iacute;lia,    companheiro de trabalho, colega de escola, amigo(a), namorado(a). Tamb&eacute;m    n&atilde;o foi considerada a intensidade desse relacionamento &#8211; se &iacute;ntimo    ou eventual. Neste estudo, foram considerados contatos todos os indiv&iacute;duos    relatados pelos pacientes como pr&oacute;ximos, listados em seus prontu&aacute;rios.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O risco de tuberculose em contatos foi estimado    sob as formas de incid&ecirc;ncia acumulada e densidade de incid&ecirc;ncia.    Uma estimativa do risco relativo, com intervalo de confian&ccedil;a de 95%,    foi utilizada para verificar a exist&ecirc;ncia de associa&ccedil;&atilde;o    entre duas vari&aacute;veis referentes aos casos-&iacute;ndice (positividade    da baciloscopia e condi&ccedil;&atilde;o terap&ecirc;utica inicial) e o adoecimento    dos contatos. A probabilidade de progress&atilde;o para tuberculose nos contatos    foi estimada mediante a utiliza&ccedil;&atilde;o da curva de Kaplan-Meyer. Para    verifica&ccedil;&atilde;o da associa&ccedil;&atilde;o entre altera&ccedil;&atilde;o    radiol&oacute;gica inicial dos contatos e seu adoecimento posterior, tamb&eacute;m    foi calculado o risco relativo, com intervalo de confian&ccedil;a de 95%.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O estudo foi submetido e aprovado pelo Comit&ecirc;    de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade Estadual de Londrina.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Dos 3.091 contatos eleg&iacute;veis, 71 (2,3%)    evolu&iacute;ram para tuberculose no per&iacute;odo m&iacute;nimo definido de    cinco anos (IC<sub>95%</sub>=1,8%-2,9%). O numero de contatos por caso-&iacute;ndice variou    de zero a 18, com m&eacute;dia de 3,5.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dos 3.091 contatos eleitos, apenas 1.717 (55,5%)    tinham registro de idade; destes, 1.006 (58,6%) eram menores de 21 anos. A diferen&ccedil;a    entre os contatos dessa faixa et&aacute;ria que adoeceram ou mantiveram-se sadios    n&atilde;o foi significativa (p=0,2914), estatisticamente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O risco de tuberculose nos contatos, nos cinco    anos de seguimento, foi de 2.300 casos por 100.000 contatos (IC<sub>95%</sub>=1.800-2.900),    o que equivale a uma incid&ecirc;ncia estimada de 4,6/1.000 contatos/ano.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em 732 dos 879 (83,3%) casos-&iacute;ndice, o    diagn&oacute;stico de tuberculose foi confirmado laboratorialmente: 450 (51,2%)    bacil&iacute;feros, considerando apenas o exame de escarro. No per&iacute;odo    de cinco anos, adoeceram 55 (3,1%) dos 1.769 contatos de casos-&iacute;ndice    bacil&iacute;feros e oito (1,3%) dos 611 contatos de casos-&iacute;ndice n&atilde;o    bacil&iacute;feros. O risco de adoecimento nos contatos de casos- &iacute;ndice    bacil&iacute;feros mostrou ser, aproximadamente, duas vezes maior que o dos    contatos de casos-&iacute;ndice com baciloscopia negativa (<a href="#tab1">Tabela    1</a>); na an&aacute;lise, n&atilde;o foi considerado o resultado da cultura    de escarro por falta de registros nos arquivos m&eacute;dicos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n3/3a02t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar de todos os 3.091 contatos terem sido    convocados para exame radiol&oacute;gico pulmonar, apenas 1.698 (54,9%) foram    radiografados. Do grupo de contatos radiografados, 73 (4,3%) (IC<sub>95%</sub>=3,4%-5,4%)    foram classificados como suspeitos e dez (13,7%) evolu&iacute;ram para doen&ccedil;a    (IC<sub>95%</sub>=7,1%-24,2%). No grupo dos 1.567 contatos com radiografia normal, apenas    35 (2,2%) adoeceram no per&iacute;odo de estudo. O risco de adoecimento dos    contatos com exame radiol&oacute;gico pulmonar inicial suspeito foi cerca de    seis vezes maior, comparativamente ao dos contatos com exame normal na avalia&ccedil;&atilde;o    inicial. A <a href="#tab2">Tabela 2</a> apresenta o resultado dos exames radiol&oacute;gicos    nos contatos por ocasi&atilde;o da inscri&ccedil;&atilde;o dos casos-indice;    e o adoecimento dessa popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n3/3a02t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">As formas pulmonar e mista (pulmonar e extrapulmonar)    foram descritas em 614 (70%) dos casos-&iacute;ndice e foram confirmadas como    respons&aacute;veis por 62 (87,3%) dos contatos que vieram a adoecer.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">De todos os 879 casos-&iacute;ndice inclu&iacute;dos,    772 (87,8%) eram virgens de tratamento &#8211; destes, 91,9% receberam alta    m&eacute;dica por tratamento regular. A reincid&ecirc;ncia de abandono nos casos-&iacute;ndice    inscritos para retratamento foi registrada em 15 (39,5%) dos 38 pacientes. O    adoecimento dos contatos do grupo reincidente ocorreu em 18 (25,4%) dos 71 contatos    que evolu&iacute;ram para tuberculose. Pode-se concluir, com base nas informa&ccedil;&otilde;es    apresentadas na <a href="#tab3">Tabela 3</a>, que o risco de adoecimento dos    contatos de casos-&iacute;ndice cr&ocirc;nicos &eacute;, aproximadamente, duas    vezes maior que o dos contatos de casos-&iacute;ndice virgens de tratamento.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n3/3a02t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente estudo estimou em 98% a probabilidade    de um contato estar livre de tuberculose no quinto ano de seguimento ap&oacute;s    sua convoca&ccedil;&atilde;o inicial, realizada t&atilde;o logo a informa&ccedil;&atilde;o    de potencial cont&aacute;gio fora relatada pelo caso-&iacute;ndice. Em outras    palavras, a probabilidade de ocorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a nos contatos    foi de 2% nos cinco primeiros anos de seguimento, conforme mostra a curva de    Kaplan-Meyer, na <a href="#fig1">Figura 1</a>.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v16n3/3a02f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No Munic&iacute;pio de Londrina-PR, para o per&iacute;odo    de 1991 a 1995, o coeficiente de incid&ecirc;ncia anual m&eacute;dio para tuberculose    &#8211; ao se considerar todos os casos, incluindo casos novos e recidivas &#8211;    foi estimado em 47,8 por 100.000 habitantes. Para o mesmo per&iacute;odo, a    m&eacute;dia do Estado do Paran&aacute; foi calculada em 28,7 por 100.000 habitantes.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Todo caso de tuberculose diagnosticado em Londrina    &eacute; notificado &agrave; Se&ccedil;&atilde;o de Epidemiologia da 17<sup>a</sup> Regional    de Sa&uacute;de do Estado. Apesar de o Ambulat&oacute;rio de Pneumologia de    Londrina centralizar todos os casos de tuberculose durante o per&iacute;odo    desse estudo, &eacute; poss&iacute;vel que um pequeno n&uacute;mero de pacientes,    origin&aacute;rios de outros Munic&iacute;pios e com diagn&oacute;sticos firmados    em hospitais ou cl&iacute;nicas privadas, n&atilde;o tenha sido inclu&iacute;do    nos registros do APS.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tal como em outras cidades, tamb&eacute;m em    Londrina, a maioria dos diagn&oacute;sticos de tuberculose &eacute; realizada    em hospitais (67,4%),<sup>16</sup> a exemplo de Ribeir&atilde;o Preto( 67,2%).<sup>17</sup> A inexist&ecirc;ncia    da informatiza&ccedil;&atilde;o &#8211; esta instrumenta&ccedil;&atilde;o aconteceu    a partir de 1996 &#8211; tamb&eacute;m poderia ser respons&aacute;vel por poss&iacute;veis    diverg&ecirc;ncias entre a casu&iacute;stica notificada na Regional de Sa&uacute;de    e a inscrita para tratamento no APS. Apesar desse potencial vi&eacute;s, estes    autores consideraram que os resultados obtidos pelo estudo ora apresentado proporcionam    uma razo&aacute;vel estimativa da real freq&uuml;&ecirc;ncia da doen&ccedil;a    no Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">N&atilde;o foi poss&iacute;vel confirmar a rela&ccedil;&atilde;o    direta entre cont&aacute;gio-infec&ccedil;&atilde;o ou se caso-&iacute;ndice    e contato possu&iacute;am a mesma cepa. Tal afirma&ccedil;&atilde;o seria poss&iacute;vel,    t&atilde;o-somente, com a utiliza&ccedil;&atilde;o dos recursos da genotipagem    da micobact&eacute;ria pela t&eacute;cnica do RFLP (restriction-fragment-length    polymorphism), n&atilde;o dispon&iacute;vel no local onde foi desenvolvido este    trabalho.<sup>18,19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A m&eacute;dia de 3,5 contatos por caso-&iacute;ndice    foi menor que a encontrada em Edimburgo (4,7) ou na Espanha (4,5), por&eacute;m    maior do que a m&eacute;dia revelada por um estudo sobre Hong Kong, de 3,0 contatos    por caso-&iacute;ndice. <sup>3,8,20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Nos Estados Unidos da Am&eacute;rica, pesquisadores    n&atilde;o confirmaram a m&eacute;dia de quatro contatos declarados na admiss&atilde;o    dos casos-&iacute;ndice; dois novos contatos, especialmente crian&ccedil;as,    foram identificados em visita domiciliar.<sup>21</sup> Sup&otilde;e-se que fato semelhante    ocorra na rela&ccedil;&atilde;o dos contatos relatados nos prontu&aacute;rios    do APS de Londrina, o que ressalta a import&acirc;ncia de uma vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica mais efetiva, que inclua visitas domiciliares rotineiras.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O resultado do exame radiol&oacute;gico pulmonar    realizado em contatos, quando da inscri&ccedil;&atilde;o dos casos-&iacute;ndice,    foi avaliado como diagn&oacute;stico precoce da doen&ccedil;a. A elevada freq&uuml;&ecirc;ncia    de exame radiol&oacute;gico de t&oacute;rax normal na avalia&ccedil;&atilde;o    inicial dos contatos e o baixo n&uacute;mero de diagn&oacute;sticos realizados    no APS, associados ao fato de a maioria dos casos diagnosticados nos hospitais    ser contato de paciente inscrito para tratamento no ambulat&oacute;rio, sugerem    que o rastreamento dos contatos de tuberculose pelo exame radiol&oacute;gico    de t&oacute;rax, realizado durante a inscri&ccedil;&atilde;o dos casos-&iacute;ndice,    n&atilde;o alcan&ccedil;ou o resultado ideal, n&atilde;o evitou a progress&atilde;o    dos contatos para doen&ccedil;a ativa. Melhores resultados poderiam ter sido    obtidos se os contatos tivessem retornado para controle peri&oacute;dico, ap&oacute;s    a triagem inicial.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A irregularidade no fornecimento do teste tubercul&iacute;nico    durante parte do per&iacute;odo estudado direcionou o controle dos contatos    de casos-&iacute;ndice, sintom&aacute;ticos ou n&atilde;o, para o exame radiol&oacute;gico    &#8211; abreugrafia at&eacute; 1998; RX de t&oacute;rax, desde ent&atilde;o.    Acredita-se que o exame radiol&oacute;gico pulmonar tenha maior rendimento se    indicado apenas para os contatos infectados (reatores ao teste tubercul&iacute;nico)    e os sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios, atual rotina adotada para o Ambulat&oacute;rio    de Pneumologia Sanit&aacute;ria de Londrina.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A tomografia computadorizada de pulm&otilde;es    e mediastino, se realizada, contribuiria para o diagn&oacute;stico de les&otilde;es    m&iacute;nimas, eventualmente despercebidas no exame radiol&oacute;gico de t&oacute;rax.    O alto custo desse exame, entretanto, torna invi&aacute;vel sua aplica&ccedil;&atilde;o    na rotina da Sa&uacute;de P&uacute;blica.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A associa&ccedil;&atilde;o da contagiosidade    dos casos-&iacute;ndice e a progress&atilde;o para tuberculose nos contatos    &eacute; conclusiva, para estes autores, quando se compara contatos advindos    de casos-&iacute;ndice bacil&iacute;feros com contatos cujos casos-&iacute;ndice    n&atilde;o eram bacil&iacute;feros. Fatos semelhantes tamb&eacute;m foram constatados    em casos-&iacute;ndice cr&ocirc;nicos e portadores de formas pulmonares e mistas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A cultura de escarro constitui procedimento mais    sens&iacute;vel que a baciloscopia, fato comprovado em estudo realizado na &Iacute;ndia,    onde, para 61% dos casos, o diagn&oacute;stico de tuberculose foi confirmado    apenas pela cultura do escarro;<sup>22</sup> nesse estudo, por falta de registros nos arquivos    m&eacute;dicos, n&atilde;o foi poss&iacute;vel estimar o n&uacute;mero, tampouco    resultados das culturas de escarro, tanto nos casos-&iacute;ndice como nos contatos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#fig1">Figura 1</a> registra que a    maioria de adoecimentos ocorreu nos dois primeiros anos ap&oacute;s o cont&aacute;gio,    situa&ccedil;&atilde;o semelhante &agrave; j&aacute; demonstrada em outros estudos.<sup>23,24</sup>    Na Esc&oacute;cia, por exemplo, 7,6% (42/555) dos contatos progrediram para    tuberculose em diferentes per&iacute;odos: 71% (30/42) foram diagnosticados    na primeira visita; 19% (8/42), ap&oacute;s seis meses; e 9,5% (4/42), ap&oacute;s    16 a 24 meses do atendimento inicial. O presente estudo contesta Selby e colaboradores    quanto &agrave; proposta de redu&ccedil;&atilde;o do tempo de seguimento radiol&oacute;gico    dos contatos para seis meses, reafirmando a import&acirc;ncia do seguimento    cl&iacute;nico radiol&oacute;gico dos contatos de pacientes bacil&iacute;feros    por um per&iacute;odo de pelo menos dois anos, principalmente de pacientes com    prec&aacute;rias condi&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas. <sup>25,26</sup> O documento    de guidelines (diretrizes) da British Thoracic Society recomenda que os contatos    familiares devam ser examinados anualmente, durante dois anos; e os contatos    casuais, apenas quando sintom&aacute;ticos ou se relacionados com casos-&iacute;ndice    de alta contagiosidade.<sup>27</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Programa Nacional de Controle da Tuberculose    (PNCT) implantado no Brasil privilegia a busca de novos casos da doen&ccedil;a    pela investiga&ccedil;&atilde;o dos sintom&aacute;ticos respirat&oacute;rios    e pelo tratamento da doen&ccedil;a diagnosticada. O seguimento da popula&ccedil;&atilde;o    de contatos ap&oacute;s a triagem inicial, por&eacute;m, n&atilde;o tem sua    recomenda&ccedil;&atilde;o enfatizada pelo PNCT.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A tuberculose latente, com freq&uuml;&ecirc;ncia    decorrente de uma exposi&ccedil;&atilde;o remota ao bacilo de Koch (bK), &eacute;    a respons&aacute;vel pelo aumento do n&uacute;mero de novos casos de indiv&iacute;duos    tamb&eacute;m infectados pelo v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia humana,    o HIV, agente causador da aids.<sup>28</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Ambulat&oacute;rio de Pneumologia Sanit&aacute;ria    do Centro de Refer&ecirc;ncia Dr. Bruno Piancastelli Filho, em Londrina-PR,    de onde se coletaram os dados que serviram de base a este estudo, &eacute; rotina    realizar o exame radiol&oacute;gico pulmonar em todos os contatos de tuberculose    &#8211; somente por ocasi&atilde;o da inscri&ccedil;&atilde;o para tratamento    dos casos-&iacute;ndice &#8211;, independentemente de serem ou n&atilde;o sintom&aacute;ticos    respirat&oacute;rios. Acredita-se, entretanto, que o acompanhamento posterior    dos contatos bacil&iacute;feros, com o prop&oacute;sito de diagnosticar e tratar    a doen&ccedil;a precocemente, &eacute; uma medida de fundamental import&acirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este estudo demonstra que o exame radiol&oacute;gico    de t&oacute;rax deve ser indicado a todos os contatos &iacute;ntimos de casos-&iacute;ndice    com doen&ccedil;a ativa por ocasi&atilde;o de seu diagn&oacute;stico na fonte    contagiante, mesmo quando esses contatos s&atilde;o assintom&aacute;ticos. Conclui,    ademais, que um seguimento com avalia&ccedil;&otilde;es peri&oacute;dicas de    pelo menos dois anos de dura&ccedil;&atilde;o &eacute; uma pr&aacute;tica que    deve contribuir para o aumento da efici&ecirc;ncia do controle da tuberculose    no Pa&iacute;s.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Aos funcion&aacute;rios do Ambulat&oacute;rio    de Pneumologia Sanit&aacute;ria do Centro de Refer&ecirc;ncia Dr. Bruno Piancastelli    Filho e &agrave; Se&ccedil;&atilde;o de Epidemiologia da 17<sup>a</sup> Regional de Sa&uacute;de    do Estado do Paran&aacute;, pela colabora&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o    da import&acirc;ncia deste trabalho.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Centro de Refer&ecirc;ncia Professor H&eacute;lio Fraga. Sociedade Brasileira    de Medicina. Controle da tuberculose: uma proposta de integra&ccedil;&atilde;o    ensino-servi&ccedil;o. Bras&iacute;lia: Centro de Refer&ecirc;ncia H&eacute;lio    Fraga; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. WHO. Global tuberculosis programme: Global    tuberculosis control. WHO Report 1998. Geneva: WHO; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 3. Capewell S, Leitch AG. The value of contact    procedures for tuberculosis in Edinburgh. British Journal of Disease of the    Chest 1984;78:317:329.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 4. Grzybowski S, Barnett GD, Styblo K. Contacts    of cases of active pulmonary tuberculosis. Bulletin of the International Union    Against Tuberculosis 1975;50:90-106.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 5. Rose Jr CE, Zerbe GO, Lantz SO, Bailey W.    Establishing priority during investigation of tuberculosis contatcts. The American    Review of Respiratory Diseases 1979;119:603-609.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 6. Dobre V, Silaghi I, Muller A, Barbosu I.    Effectiveness of the examination of the different categories of contacts of    pulmonary tuberculosis patients as a part of epidemiological investigations.    Revista de Igiena, Bacteriologie, Virusologie, Parazitologie, Epidemiologie,    Pneumoftiziologie, 1982;31: 187-194.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Kline SE, Hedemark LL, Davies SF. Outbreak    of tuberculosis among regular patrons of a neighborhood bar. New England Journal    of Medicine 1995;333:222-227.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 8. 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Dispon&iacute;vel em    <a href="http://www.ibge.gov.br" target="_blank">http://www.ibge.gov.br</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Plano    Nacional de Controle da Tuberculose. Bras&iacute;lia: Funasa; 1999. p. 184.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 13. Dean AG, Dean JA, Coulombier D et al. Epi    Info: a word processing, database and statistics program for epidemiology on    microcomputers. Atlanta: CDC; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 14. Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.    I Consenso brasileiro de tuberculose. Jornal de Pneumologia 1997;23:343.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 15. SESA. ISEP. N&uacute;mero de casos novos    de tuberculose pulmonar bacil&iacute;fera, todas as formas e coeficiente de incid&ecirc;ncia    por 100.000 habitantes &agrave; nivel de Regional de Sa&uacute;de no Paran&aacute;.    Vol. 2003: Diretoria de Sistemas de Sa&uacute;de, 1997-2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 16. Melo VO. Tuberculose em Londrina, Paran&aacute;    em 1996: perfil epidemiol&oacute;gico e avalia&ccedil;&atilde;o do programa de    controle. Londrina: Universidade Estadual de Londrina; 1998. p. 130.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 17. Watanabe A, Ruffino-Netto A. O perfil epidemiol&oacute;gico    dos casos de tuberculose notificados em hospital terci&aacute;rio, Ribeir&atilde;o    Preto &#8211; S&atilde;o Paulo. Boletim de Pneumologia Sanit&aacute;ria 2001;9:65.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 18. Bauer J, Kok-Jensen A, Faurschou P, Thuesen    J, Taudorf E, Andersen AB. A prospective evaluation of the clinical value of    nation-wide DNA fingerprinting of tuberculosis isolates in Denmark. The International    Journal of Tuberculosis and Lung Diseases 2000;4:295-299.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 19. Rosemberg J. Do acidente de Lubeck ao advento    do BCG recombinante com maior poder protetor e polivalente. Pulm&atilde;o RJ    1994;IV:29:46.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 20. Fernandez Revuelta A, Arazo Garces P, Aguirre    Errasti JM, Arribas Llorente JL. The study of contacts of tuberculosis patients.    Anales de Medicina Interna 1994;11:62-66.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 21. Marks SM, Taylor Z, Qualls NL, Shrestha-Kuwahara    RJ, Wilce MA, Nguyen CH. Outcomes of contact investigations of infectious tuberculosis    patients. American Journal of Respiratory Critical Care Medicine 2000;162:2033-2038.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 22. Narain R, Rao S, Chandrasekhar P. Microscopy    positive and microscopy negative cases of pulmonary tuberculosis. The American    Review of Respiratory Diseases 1971;103:761-773.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">23. Mohle-Boetani JC, Flood J. 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<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Recebido em 25/04/2006    <br>   Aprovado em 26/02/2007</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="nota"></a><a href="#topo">*</a> Disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado apresentada ao Curso de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Medicina    e Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, do Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de    da Universidade Estadual de Londrina, Estado do Paran&aacute;. O trabalho foi    realizado no Ambulat&oacute;rio de Pneumologia Sanit&aacute;ria do Centro de    Refer&ecirc;ncia Dr. Bruno Piancastelli Filho, Londrina-PR, sob orienta&ccedil;&atilde;o    da Professora Doutora Ana Maria Bonametti.</font></p>     <p>&nbsp;</p>      ]]></body><back>
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