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<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Causas externas: investigação sobre a causa básica de óbito no Distrito Federal, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[External causes: analysis on basic cause death in Federal District, Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[To verify amongst the declarations of death for accidental and/or violent external cause, those which basic causes could have been better described, the authors carried out through an active search of declaration of deaths whose basic cause was not filled up, or the items &#8216;b&#8217; and &#8216;c&#8217; were reported as more likely to be of external basic cause. The study focused on 116 deaths of the last trimester of 2003. The study also consisted of visits to the police station at the Hospital de Base do Distrito Federal, in Brasilia, Federal District, Brazil, aiming at consulting the hospital registration book as well as police bulletin reporting system: 111 (95.7%) of 116 cases had the basic cause altered, and five of them had remained as for external cause of undetermined intention. The study detected 58 victims of traffic accidents, two suicides, 21 homicides, and 16 stumble and falls. The study resulted in the improvement of the mortality statisticians, and it also allowed to evaluate and to propose the rectification of the information flow, starting from the registration of the victim in the hospital until the emission of the declaration of death.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Causas externas: investiga&ccedil;&atilde;o    sobre a causa b&aacute;sica de &oacute;bito no Distrito Federal, Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>External causes: analysis on basic cause death    in Federal District, Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Maria Liz Cunha de Oliveira; Luiz Augusto    Copati Souza</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o, Diretoria    de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica, Secretaria de Estado de Sa&uacute;de,    Governo do Distrito Federal, Bras&iacute;lia-DF, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O objetivo deste trabalho foi verificar, entre    as declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito (DO) por causa externa acidental    e/ou violenta, aquelas que poderiam ter causas b&aacute;sicas melhor descritas,    bem como resgatar e recuperar informa&ccedil;&otilde;es relacionadas ao &oacute;bito.    Investigaram-se os &oacute;bitos em cuja declara&ccedil;&atilde;o a causa b&aacute;sica    n&atilde;o houvesse sido preenchida ou os itens 'b' e 'c' houvessem sido preenchidos    com estados m&oacute;rbidos indicativos de poss&iacute;vel causa b&aacute;sica    externa. Foram investigados 116 &oacute;bitos ocorridos no &uacute;ltimo trimestre    de 2003, cujos corpos passaram pelo Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF),    Bras&iacute;lia, capital do Brasil. A investiga&ccedil;&atilde;o consistiu em    visitas ao posto policial do HBDF para consultas &agrave;s guias de registro    de ocorr&ecirc;ncia e ao livro de ocorr&ecirc;ncia policial. Do total de &oacute;bitos    estudados, 111 (95,7%) tiveram a causa b&aacute;sica alterada e cinco permaneceram    com causa externa de inten&ccedil;&atilde;o indeterminada. Foram detectados    58 &oacute;bitos em acidentes de transporte, dois por suic&iacute;dio, 21 homic&iacute;dios    e 16 por quedas. O trabalho possibilitou o aprimoramento das estat&iacute;sticas    de mortalidade e permitiu avaliar e propor a corre&ccedil;&atilde;o do fluxo    da informa&ccedil;&atilde;o desde a entrada da v&iacute;tima no hospital at&eacute;    a emiss&atilde;o da DO.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave:</b> causa externa; mortalidade;    qualidade da informa&ccedil;&atilde;o.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">To verify amongst the declarations of death for accidental    and/or violent external cause, those which basic causes could have been better    described, the authors carried out through an active search of declaration of    deaths whose basic cause was not filled up, or the items &#8216;b&#8217; and    &#8216;c&#8217; were reported as more likely to be of external basic cause.    The study focused on 116 deaths of the last trimester of 2003. The study also    consisted of visits to the police station at the Hospital de Base do Distrito    Federal, in Brasilia, Federal District, Brazil, aiming at consulting the hospital    registration book as well as police bulletin reporting system: 111 (95.7%) of    116 cases had the basic cause altered, and five of them had remained as for    external cause of undetermined intention. The study detected 58 victims of traffic    accidents, two suicides, 21 homicides, and 16 stumble and falls. The study resulted    in the improvement of the mortality statisticians, and it also allowed to evaluate    and to propose the rectification of the information flow, starting from the    registration of the victim in the hospital until the emission of the declaration    of death.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words:</b> external causes; mortality;    quality of information.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em 2003, aproximadamente 13% dos &oacute;bitos    ocorridos no Brasil tiveram como causa b&aacute;sica as 'Causas externas de    mortalidade'.<sup>1</sup> O conhecimento desses &oacute;bitos &eacute; essencial para avalia&ccedil;&atilde;o    de tend&ecirc;ncias, acompanhamento do impacto das interven&ccedil;&otilde;es    voltadas para redu&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia e planejamento de a&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de e assistenciais. Tais atividades abrangem desde atendimento    nas emerg&ecirc;ncias hospitalares at&eacute; a reabilita&ccedil;&atilde;o e    reintegra&ccedil;&atilde;o social das v&iacute;timas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de    (OMS) define que, no caso de &oacute;bito por les&atilde;o ou outro efeito de    uma causa externa, a circunst&acirc;ncia que deu origem essa afec&ccedil;&atilde;o    dever&aacute; ser selecionada como causa b&aacute;sica e codificada de acordo    com o Cap&iacute;tulo XX da Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional    de Doen&ccedil;as e Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de, D&eacute;cima    Revis&atilde;o &#8211; CID-10 (acidentes de transporte, homic&iacute;dio, suic&iacute;dio,    demais acidentes).<sup>2</sup> No &quot;Manual de Instru&ccedil;&otilde;es para    Preenchimento da Declara&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bito&quot;, publicado pela    Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de em 2001, apresenta-se o conceito    de causa b&aacute;sica como &quot;<i>a doen&ccedil;a ou les&atilde;o que iniciou    a cadeia de acontecimentos patol&oacute;gicos que conduziram diretamente &agrave;    morte, ou as circunst&acirc;ncias do acidente ou viol&ecirc;ncia que produziram    a les&atilde;o fatal</i>&quot;.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Essas orienta&ccedil;&otilde;es s&atilde;o importantes    para o enfoque da preven&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o basta conhecer a natureza    da les&atilde;o (hemorragia, les&atilde;o perfurocortante, les&atilde;o perfurocontundente),    &eacute; necess&aacute;rio especificar o tipo de agravo (homic&iacute;dio por    arma de fogo, queda da pr&oacute;pria altura, atropelamento) que a ocasionou.    A partir dessas informa&ccedil;&otilde;es, &eacute; poss&iacute;vel identificar    situa&ccedil;&otilde;es de vulnerabilidade social.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A informa&ccedil;&atilde;o de qualidade referente aos    &oacute;bitos por causa externa n&atilde;o pode ser vista, simplesmente, como    uma quest&atilde;o t&eacute;cnica sen&atilde;o tamb&eacute;m como uma ferramenta    para a tomada de decis&otilde;es coerentes. O monitoramento desses eventos constitui    elemento importante para o conhecimento de suas tend&ecirc;ncias e do impacto    das interven&ccedil;&otilde;es de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas adotadas    para reduzir os &iacute;ndices de viol&ecirc;ncia e melhorar os servi&ccedil;os    de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Brasil, o Artigo n<sup>o</sup> 162 do C&oacute;digo    de Processo Penal determina que, em toda morte decorrente de causa externa e/ou    suspeita, a declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito DO) &#8211; instrumento-padr&atilde;o    de registro do &oacute;bito, de acordo com a Portaria da Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de, SVS/MS n<sup>o</sup> 20, de 3 de outubro de 2003 &#8211; seja fornecida    por perito legista do Instituto M&eacute;dico Legal (IML), ap&oacute;s necropsia.<sup>4</sup>    Sa&iacute;da do IML, a DO deve ser levada ao Cart&oacute;rio de Registro Civil    para a devida lavratura da certid&atilde;o de &oacute;bito.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados de mortalidade por causas externas acidentais    e/ou violentas no Distrito Federal (DF) t&ecirc;m como fontes oficiais a Secretaria    de Estado de Sa&uacute;de (SES/DF) e a Secretaria de Seguran&ccedil;a P&uacute;blica    e Defesa Social. Esta &uacute;ltima obt&eacute;m os dados nos postos policiais    instalados nos hospitais da rede p&uacute;blica, no Instituto de Medicina Legal    (IML/DF) e no Departamento de Tr&acirc;nsito (Detran/DF) local, &oacute;rg&atilde;os    com atribui&ccedil;&otilde;es, objetivos, fun&ccedil;&otilde;es sociais e l&oacute;gicas    de produ&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&atilde;o distintas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No DF, os peritos do IML, ao preencher as DO,    na grande maioria dos casos, t&ecirc;m se limitado a colocar somente a chamada    'causa m&eacute;dica' da morte (les&atilde;o perfurocortante/perfurocontundente),    negligenciando o aspecto relativo ao tipo de causa externa. Procedimentos semelhantes    foram identificados nos IML de S&atilde;o Paulo, Sergipe e Mato Grosso.<sup>5</sup>    Para obter a complementa&ccedil;&atilde;o dessa informa&ccedil;&atilde;o, o    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de incluiu na DO as vari&aacute;veis do campo    VIII &#8211; 'Prov&aacute;veis circunst&acirc;ncias da morte n&atilde;o natural'    &#8211;, que raramente s&atilde;o preenchidas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Eacute; importante ressaltar que percentuais elevados    de causas externas de tipo ignorado ou mal-definido constituem um obst&aacute;culo    para o estabelecimento de um panorama epidemiol&oacute;gico.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Na gera&ccedil;&atilde;o da DO, h&aacute; consider&aacute;vel    perda de informa&ccedil;&otilde;es resultante dos diferentes olhares sobre um    mesmo evento, o que, lamentavelmente, interfere na produ&ccedil;&atilde;o de    dados considerados de interesse epidemiol&oacute;gico. Para os servi&ccedil;os    de sa&uacute;de, esclarecer essas circunst&acirc;ncias significa conhecer o    in&iacute;cio do processo desencadeador do &oacute;bito, o ponto de interven&ccedil;&atilde;o    por excel&ecirc;ncia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o (SIS), setor vinculado    &agrave; Diretoria de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica da SES/DF (Divep/SES/DF),    recebe as declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito de todos os cart&oacute;rios    do Distrito Federal, para serem codificadas. Em seguida, as DO s&atilde;o digitadas    no Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM). O banco de    dados criado &eacute; utilizado para o c&aacute;lculo de indicadores epidemiol&oacute;gicos,    entre eles os de mortalidade por causa externa acidental e/ou violenta.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No processo de codifica&ccedil;&atilde;o da <b>causa    b&aacute;sica</b> dos &oacute;bitos ocorridos no Distrito Federal em 2003, percebeu-se    um significante n&uacute;mero de DO preenchidas por legistas, nas quais n&atilde;o    constava o tipo de causa que provocou a les&atilde;o origin&aacute;ria da morte.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os objetivos deste trabalho s&atilde;o: (I) Avaliar    o preenchimento das DO referentes a mortes classificadas como por 'Causas externas    acidentais e/ou violentas' na perspectiva do SIM do Distrito Federal, do ponto    de vista quantitativo/qualitativo, e (II) Mensurar o impacto da investiga&ccedil;&atilde;o    e resgate das informa&ccedil;&otilde;es de causa b&aacute;sica de &oacute;bito    preenchidas nos campos 56 a 59 do bloco VIII da declara&ccedil;&atilde;o de    &oacute;bito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram estudados os &oacute;bitos que atenderam aos seguintes    crit&eacute;rios de inclus&atilde;o: a) &oacute;bitos ocorridos fora de unidades    hospitalares; b) corpos que passaram pelo servi&ccedil;o de emerg&ecirc;ncia    do Hospital de Base de Bras&iacute;lia (HBDF); c) corpos que foram encaminhados    ao IML para estudo e emiss&atilde;o da declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito;    e d) &oacute;bitos cuja causa b&aacute;sica foi codificada como inconclusiva    ou indeterminada/mal-definida pelo Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o da SES/DF.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O per&iacute;odo de abrang&ecirc;ncia do estudo    correspondeu ao &uacute;ltimo trimestre de 2003. Foram selecionadas 116 DO cuja    causa b&aacute;sica do &oacute;bito - bloco VI, campo 49, itens 'b' e 'c' -    estava preenchida por uma refer&ecirc;ncia a estado m&oacute;rbido, tal qual:    a&ccedil;&atilde;o de instrumento contundente; a&ccedil;&atilde;o de instrumento    perfurocortante; esclarecer; politraumatismo; hemorragia; fratura &oacute;ssea.    Em resumo, a sele&ccedil;&atilde;o das DO foi pautada no preenchimento desse    dado indicativo de poss&iacute;vel causa b&aacute;sica externa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A an&aacute;lise dessas declara&ccedil;&otilde;es    pela SES/DF n&atilde;o permitia a determina&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica    do &oacute;bito, raz&atilde;o porque, inicialmente, foram classificadas como    resultantes de causa b&aacute;sica externa de inten&ccedil;&atilde;o indeterminada/mal-definida:    &quot;<i>Um caso <b>mal-definido</b></i> <i>&eacute; aquele qual nada se sabe    sobre o tipo de causa externa levou &agrave; morte, a n&atilde;o ser tratar-se    de &oacute;bito decorrente uma les&atilde;o e n&atilde;o de causa natural</i>&quot;.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Sob a &eacute;gide desse conceito, foram selecionadas    e investigadas as DO cuja causa b&aacute;sica externa declarada (pertencente    ao Cap&iacute;tulo XX da CID-10) foi considerada como de inten&ccedil;&atilde;o    indeterminada/mal-definida e cujas vari&aacute;veis do bloco VIII (campos 56,    57, 58 e 59) n&atilde;o estavam completamente preenchidas. O bloco VIII serve    para registrar as prov&aacute;veis circunst&acirc;ncias de morte n&atilde;o    natural: seu campo 56 trata do tipo de morte (acidente; homic&iacute;dio); o    campo 57 refere-se a acidente de trabalho; o campo 58 identifica a fonte de    informa&ccedil;&atilde;o guia de registro/livro de ocorr&ecirc;ncia policial;    fam&iacute;lia); campo 59 descreve o evento, inclusive o local de ocorr&ecirc;ncia;    e o campo 60 solicita o endere&ccedil;o onde ocorreu o &oacute;bito. As informa&ccedil;&otilde;es    resgatadas, portanto, s&atilde;o de car&aacute;ter estritamente epidemiol&oacute;gico.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A coleta de dados teve in&iacute;cio por ocasi&atilde;o    das visitas ao posto policial do HBDF, onde foram consultados as guias de registro    de ocorr&ecirc;ncia e o livro de ocorr&ecirc;ncia policial, instrumentos que,    normalmente, trazem um breve hist&oacute;rico dos casos e, na maioria das vezes,    cont&ecirc;m informa&ccedil;&otilde;es sobre as circunst&acirc;ncias dos eventos    geradores das les&otilde;es que levaram ao &oacute;bito.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Para o resgate das informa&ccedil;&otilde;es    de cada &oacute;bito, foi aplicada uma ficha preparada especificamente para    esse fim, composta de duas partes: na primeira parte, denominada de <b>Pr&eacute;-investiga&ccedil;&atilde;o</b>,    foram transcritos os dados de identifica&ccedil;&atilde;o do falecido e as informa&ccedil;&otilde;es    dos blocos VI e VIII da DO, informados pelo IML; e na segunda parte, denominada    de <b>P&oacute;s-investiga&ccedil;&atilde;o</b>, foram reproduzidos os blocos    VI e VIII, para coloca&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es obtidas    durante o processo de investiga&ccedil;&atilde;o. Assim, em um mesmo documento,    eram vis&iacute;veis parte da DO original e parte da nova DO elaborada pelo    investigador.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Agrave;s fichas, foram anexadas as DO originais    e as informa&ccedil;&otilde;es coletadas na investiga&ccedil;&atilde;o, j&aacute;    analisadas. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Desse modo, determinou-se a nova causa b&aacute;sica    do &oacute;bito, de acordo com a CID-10, e corrigiu-se o banco de dados do SIM.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Confrontados os dados originais com os da investiga&ccedil;&atilde;o,    observou-se relevante diferen&ccedil;a entre as constata&ccedil;&otilde;es do    investigador/codificador e os registros do IML. Foi poss&iacute;vel definir    uma nova causa b&aacute;sica de &oacute;bito para 111 casos, o que representa    95,7% do total de DO investigadas. O percentual, bastante elevado, evidencia    a alta propor&ccedil;&atilde;o de resgate de informa&ccedil;&atilde;o e indica    a necessidade de um trabalho de investiga&ccedil;&atilde;o rotineiro. Em apenas    cinco casos, a causa b&aacute;sica de &oacute;bito manteve-se como de inten&ccedil;&atilde;o    indeterminada/mal-definida (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v16n4/4a03t1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Com a nova classifica&ccedil;&atilde;o de causa b&aacute;sica,    foram detectados 58 &oacute;bitos por acidentes de transporte, 2 suic&iacute;dios    e 21 homic&iacute;dios.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto ao preenchimento do bloco VIII, conseguiu-se    resgatar somente parte das informa&ccedil;&otilde;es (<a href="#tab2">Tabela    2</a>). No campo 57, constatou-se que, dos 16 &oacute;bitos por quedas notificados,    quatro eram atribu&iacute;dos a acidentes de trabalho: dois &oacute;bitos por    queda de andaime e dois por queda de edif&iacute;cios em constru&ccedil;&atilde;o.    Com os dados obtidos para a complementa&ccedil;&atilde;o do campo 59, verificou-se    que, dos 12 &oacute;bitos por quedas restantes, quatro foram por queda da pr&oacute;pria    altura e um por mergulho em &aacute;guas rasas. Em quatro &oacute;bitos por    queda de telhado e em tr&ecirc;s por queda do interior de ve&iacute;culos, n&atilde;o    foi poss&iacute;vel identificar se se tratava de pessoas trabalhando ou n&atilde;o.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v16n4/4a03t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Entre as mortes recodificadas por este estudo como acidentais,    destacam-se as causadas por queda. Estes autores compartilham da preocupa&ccedil;&atilde;o    sobre as quedas serem consideradas acidentes sem que se saiba ou se verifique    se a morte foi acidental ou intencional.6 Essa especifica&ccedil;&atilde;o depende    de uma per&iacute;cia t&eacute;cnica mais apurada, igualmente aplic&aacute;vel    a outras mortes consideradas acidentais. Como j&aacute; foi observado anteriormente,    diversos casos, a princ&iacute;pio codificados como acidentes, n&atilde;o se    confirmaram ap&oacute;s a investiga&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto aos 58 acidentes de transporte identificados,    em 54, detalhou-se o tipo de acidente; em quatro, isso n&atilde;o foi poss&iacute;vel    porque os respectivos registros nas fontes de informa&ccedil;&atilde;o mencionavam    apenas acidente de tr&acirc;nsito (<a href="#tab3">Tabela 3</a>). Tamb&eacute;m    n&atilde;o foi poss&iacute;vel resgatar informa&ccedil;&otilde;es sobre o local    de ocorr&ecirc;ncia (campo 60) de qualquer um dos eventos investigados.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v16n4/4a03t3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os dados encontrados possibilitam afirmar que a Pol&iacute;cia    Civil do Distrito Federal disp&otilde;e de informa&ccedil;&otilde;es que permitem    esclarecer melhor a causa b&aacute;sica de cada morte. Entretanto, observou-se    que o fluxo da informa&ccedil;&atilde;o do Hospital de Base para o Instituto    de Medicina Legal passa por processos que prejudicam o alcance desse objetivo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em caso de morte violenta, o corpo &eacute; encaminhado    ao IML acompanhado de uma guia de registro de ocorr&ecirc;ncia emitida pelo    posto policial do hospital que recebeu a v&iacute;tima. O cuidado com que o    policial plantonista da emerg&ecirc;ncia do hospital redige esse documento &eacute;    essencial para o esclarecimento das condi&ccedil;&otilde;es que levaram a v&iacute;tima    ao &oacute;bito. Se ele resumir toda a informa&ccedil;&atilde;o e colocar apenas,    por exemplo, 'Acidente de tr&acirc;nsito', perdem-se dados importantes para    o preenchimento da DO. Se ele especificar 'Atropelada' ou 'Colis&atilde;o',    a informa&ccedil;&atilde;o torna-se um pouco mais espec&iacute;fica. E se ele    detalhar 'V&iacute;tima atropelada por motocicleta' ou 'V&iacute;tima de colis&atilde;o    entre um carro e uma motocicleta' e, ademais, identificar o local onde ocorreu    o acidente &#8211; nome da rua, quadra, estrada &#8211;, obter-se-&aacute; uma    informa&ccedil;&atilde;o completa e de qualidade superior, capaz de gerar dados    com significado epidemiol&oacute;gico mais apurado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Durante a investiga&ccedil;&atilde;o, observou-se que    o n&uacute;mero de informa&ccedil;&otilde;es adicionais obtidas pela simples    consulta aos documentos da Pol&iacute;cia Civil &eacute; relevante. O fato refor&ccedil;a    a necessidade de aten&ccedil;&atilde;o dos t&eacute;cnicos do IML na transcri&ccedil;&atilde;o    das informa&ccedil;&otilde;es da guia de registro de ocorr&ecirc;ncia policial    para o laudo cadav&eacute;rico, preservando informa&ccedil;&otilde;es que ser&atilde;o    &uacute;teis para os servi&ccedil;os de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Constatou-se, ainda, que a pr&aacute;xis dos legistas    no DF de n&atilde;o registrar, na declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito,    o tipo de causa que provocou a les&atilde;o e originou a morte &eacute; a mesma    evidenciada por Drumond e colaboradores<sup>7</sup> e Souza e colaboradores,<sup>8</sup> autores que    apontam a necessidade de os m&eacute;dicos legistas alcan&ccedil;arem um patamar    ideal no preenchimento das DO. Uma simples mudan&ccedil;a no comportamento dos    t&eacute;cnicos do IML pode atender &agrave;s necessidades do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    da SES/DF. Enquanto essa mudan&ccedil;a n&atilde;o ocorrer, o SIS/SES/DF deve    manter, como rotina de trabalho, a pr&aacute;tica da investiga&ccedil;&atilde;o    de causa b&aacute;sica do &oacute;bito para o resgate das informa&ccedil;&otilde;es    sobre cada morte. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Este trabalho permitiu recuperar as causas b&aacute;sicas    ausentes, destacando-se os ganhos quanto ao detalhamento da causa e &agrave;    produ&ccedil;&atilde;o de novas informa&ccedil;&otilde;es, para a conseq&uuml;ente    modifica&ccedil;&atilde;o do quadro epidemiol&oacute;gico retratado pelo SIM.    Sem a investiga&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos, essas informa&ccedil;&otilde;es    n&atilde;o seriam registradas e, portanto, n&atilde;o seriam incorporadas &agrave;s    estat&iacute;sticas oficiais de mortalidade do DF.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Concordamos com Mello Jorge quando salienta que car&aacute;ter    da investiga&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito consiste, estritamente, no esclarecimento    da causa b&aacute;sica do &oacute;bito com finalidade epidemiol&oacute;gica.<sup>9</sup>    Os achados dos autores deste trabalho evidenciam ganho apreci&aacute;vel na    qualidade da informa&ccedil;&atilde;o de mortalidade; se dificuldades existem,    desde a gera&ccedil;&atilde;o at&eacute; a divulga&ccedil;&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es,    &eacute; fun&ccedil;&atilde;o da vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de super&aacute;-las.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente estudo analisou a gera&ccedil;&atilde;o da    informa&ccedil;&atilde;o e o caminho por ela percorrido at&eacute; seu aproveitamento    pelos legistas do IML, observando um descompasso entre os profissionais envolvidos    no processo. Esse fato contribuiu para perda de informa&ccedil;&atilde;o no    ato de preenchimento das DO, o que poderia induzir o servi&ccedil;o de vigil&acirc;ncia    epidemiol&oacute;gica da Secretaria de Estado de Sa&uacute;de do Distrito Federal    a divulgar dados e indicadores epidemiol&oacute;gicos que n&atilde;o refletissem    a realidade do DF.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O maior ganho deste trabalho foi a melhor especifica&ccedil;&atilde;o    das causas b&aacute;sicas dos acidentes de tr&acirc;nsito, quedas acidentais    e acidentes de trabalho. Outro ponto importante foi o esclarecimento do n&uacute;mero    real de casos de homic&iacute;dios e suic&iacute;dios.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Do ponto de vista dos gestores da Sa&uacute;de,    as informa&ccedil;&otilde;es sobre as causas b&aacute;sicas de &oacute;bito    constantes nas DO s&atilde;o fundamentais para a avalia&ccedil;&atilde;o do    sistema de sa&uacute;de do Distrito Federal. Os dados encontrados por esta pesquisa    indicam a necessidade de capacita&ccedil;&atilde;o dos agentes da pol&iacute;cia    envolvidos no preenchimento da guia de registro de ocorr&ecirc;ncia policial    sobre a import&acirc;ncia de obter, escrever e transcrever informa&ccedil;&otilde;es    mais completas poss&iacute;veis. Em rela&ccedil;&atilde;o aos peritos m&eacute;dicos    do IML, tamb&eacute;m &eacute; necess&aacute;rio um trabalho efetivo objetivando    conscientiz&aacute;-los sobre a import&acirc;ncia do preenchimento correto e    integral das declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Agrave; coordena&ccedil;&atilde;o do Sistema    de Informa&ccedil;&atilde;o da SES/DF, ao apoio de Delmason Carvalho, Luiz Ant&ocirc;nio    B. Lopes e Luiza Lorenzoni.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.    Departamento de An&aacute;lise de situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. Vigil&acirc;ncia    em sa&uacute;de: dados e indicadores selecionados &#8211; ano 3, n<sup>o</sup>3,    nov. 2005. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de.    CID-10. Classifica&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica internacional de doen&ccedil;as    e problemas relacionados &agrave; sa&uacute;de. 10<sup>a</sup> revis&atilde;o. S&atilde;o    Paulo: EDUSP; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Manual de instru&ccedil;&otilde;es para o preenchimento da Declara&ccedil;&atilde;o    de &Oacute;bito. 3<sup>a</sup> ed. Bras&iacute;lia: Funasa; 2001. p. 44.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Brasil. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.    Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Portaria n<sup>o</sup> 20, de    3 de outubro de 2003. Regulamenta a coleta de dados, fluxo e periodicidade de    envio de informa&ccedil;&otilde;es sobre &oacute;bitos e nascidos vivos para    o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade &#8211; SIM e Sistema    de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Nascidos Vivos &#8211; SINASC [monografia    na Internet]. Bras&iacute;lia: MS; 2007 [acesso 2007 maio 21]. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.funasa.gov.br/Web%20Funasa/Legis/pdfs/portarias_m/pm_20_2003.pdf">http://www.funasa.gov.br/Web%20Funasa/Legis/pdfs/    portarias_m/pm_20_2003.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Mello Jorge MHP, Gotlieb SLD, Laurenti R. O Sistema    de Informa&ccedil;&atilde;o sobre Mortalidade: problemas e propostas para o    seu enfrentamento II &#8211; Mortes por causas externas. Revista Brasileira    de Epidemiologia 2002;5(2);212-223.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Mello Jorge MHP, Casc&atilde;o AM, Silva RC.    Acidentes e viol&ecirc;ncias: um guia para o aprimoramento da qualidade de sua    informa&ccedil;&atilde;o. S&atilde;o Paulo: Centro da OMS para a Classifica&ccedil;&atilde;o    de Doen&ccedil;as em Portugu&ecirc;s. 2003. (S&eacute;rie Divulga&ccedil;&atilde;o,    n<sup>o</sup> 10); p. 31-51.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Drumond JRM, et al. Avalia&ccedil;&atilde;o da qualidade    das informa&ccedil;&otilde;es de mortalidade por acidentes n&atilde;o especificados    e eventos com inten&ccedil;&atilde;o indeterminada. Revista de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 1999;33(3):273-280.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Souza ER, Njaine K, Minayo MCS. Qualidade da informa&ccedil;&atilde;o    sobre viol&ecirc;ncia: um caminho para a constru&ccedil;&atilde;o da cidadania.    Cadernos do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia    da Informa&ccedil;&atilde;o 1996;2:104-112.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Mello-Jorge MHP. Situa&ccedil;&atilde;o atual    das estat&iacute;sticas oficiais relativas &agrave; mortalidade por causas externas.    Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1990;24(3):217-223.</font><p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><a name="Endereco" id="Endereco"></a><a href="#topo"><img src="../img/revistas/ess/v16n4/seta.gif" border="0"></a><b>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b></font><font size="2" face="verdana">Governo do Distrito Federal, Secretaria    de Estado de Sa&uacute;de,    <br>   Diretoria de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica, Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o,    SIA,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Trecho 1, Lote 1730/1760,    <br>   Guar&aacute;, Bras&iacute;lia-DF    <br>   CEP: 71200-010    <br>   <em>E-mail</em>:<a href="mailto:lizcunha@uol.com.br">lizcunha@uol.com.br</a>;<a href="mailto:gutocopati@yahoo.com">gutocopati@yahoo.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido em 27/03/2006    <br>   Aprovado em 23/05/2007</font></p>      ]]></body><back>
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