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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aedes aegypti: vigilância, monitoramento da resistência e alternativas de controle no Brasil]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Fundação Instituto Oswaldo Cruz Instituto Oswaldo Cruz Laboratório de Fisiologia e Controle de Artrópodes Vetores]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[In the 1980's, initiates an intense dengue virus circulation with epidemic bursts all over Brazil. This study describes the current vector surveillance methodologies employed in the country and explains the context of the creation of Aedes aegypti Insecticide Resistance Monitoring Network, in 1998, part of Brazilian Dengue Control Program. It is also mentioned the control strategies adopted by the Ministry of Health as a consequence of the information obtained on the insecticide resistance status of Aedes aegypti populations. This includes the perspective of using alternative products, such as insect growth regulators.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO DE    REVIS&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b><i>Aedes aegypti</i>: vigil&acirc;ncia, monitoramento    da resist&ecirc;ncia e alternativas de controle no Brasil<sup><a href="#nota">*</a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b><i>Aedes aegypti</i>: surveillance, resistance    monitoring, and control alternatives in Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Ima Aparecida Braga<sup>I</sup>; Denise Valle<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Programa Nacional de Controle da Dengue, Diretoria    T&eacute;cnica de Gest&atilde;o, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF, Brasil    <br><sup>II</sup>Laborat&oacute;rio    de Fisiologia e Controle de Artr&oacute;podes Vetores, Instituto Oswaldo Cruz,    Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz, Rio de Janeiro-RJ, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a href="#endereco"><font size="2" face="Verdana">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</font></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Na d&eacute;cada de 1980, iniciou-se um processo    de intensa circula&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus da dengue, com epidemias    explosivas que t&ecirc;m   atingido todas as regi&otilde;es do Brasil. Este trabalho descreve as metodologias    para vigil&acirc;ncia do vetor atualmente utilizadas no   pa&iacute;s e contextualiza a cria&ccedil;&atilde;o da Rede Nacional de Monitoramento    da Resist&ecirc;ncia de <i>Aedes aegypti</i> a Inseticidas em 1998,   parte integrante do Programa Nacional de Controle da Dengue. S&atilde;o mencionadas,    ainda, as medidas de controle desencadeadas   pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de em conseq&uuml;&ecirc;ncia das informa&ccedil;&otilde;es    obtidas sobre o status de resist&ecirc;ncia aos inseticidas   das popula&ccedil;&otilde;es de <i>Aedes aegypti</i>, incluindo a perspectiva de utiliza&ccedil;&atilde;o    de produtos alternativos, como os reguladores de   desenvolvimento de insetos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Palavras-chave:</b> <i>Aedes aegypti</i>; vigil&acirc;ncia    entomol&oacute;gica; monitoramento da resist&ecirc;ncia; controle do vetor.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><b><font size="2" face="verdana">SUMMARY</font></b></p>     <p><font size="2" face="verdana">In the 1980's, initiates an intense dengue    virus circulation with epidemic bursts all over Brazil. This study describes    the current vector surveillance methodologies employed in the country and explains    the context of the creation of <i>Aedes aegypti</i> Insecticide Resistance Monitoring    Network, in 1998, part of Brazilian Dengue Control Program. It is also mentioned    the control strategies adopted by the Ministry of Health as a consequence of    the information obtained on the insecticide resistance status of <i>Aedes aegypti</i>    populations. This includes the perspective of using alternative products, such    as insect growth regulators.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Key words:</b> <i>Aedes aegypti</i>; entomologic    surveillance; resistance monitoring; vector control.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O monitoramento de fatores de risco biol&oacute;gico    relacionados   aos vetores de doen&ccedil;as tem como finalidade   o mapeamento de &aacute;reas de risco em determinados   territ&oacute;rios. Para tanto, ele se utiliza da vigil&acirc;ncia entomol&oacute;gica   (presen&ccedil;a do vetor, &iacute;ndices de infesta&ccedil;&atilde;o,   caracter&iacute;sticas biol&oacute;gicas, tais como susceptibilidade   aos inseticidas e aos v&iacute;rus, avalia&ccedil;&atilde;o da efic&aacute;cia    dos   m&eacute;todos de controle, etc.), das a&ccedil;&otilde;es de controle   &#8211; qu&iacute;mico, biol&oacute;gico ou f&iacute;sico &#8211; e das rela&ccedil;&otilde;es    com   a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica quanto &agrave; incid&ecirc;ncia e   preval&ecirc;ncia dessas doen&ccedil;as e ao impacto das a&ccedil;&otilde;es   realizadas.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Embora a aplica&ccedil;&atilde;o do conceito    venha sendo   estimulada, no Brasil, a vigil&acirc;ncia entomol&oacute;gica   executada pelos programas de controle de vetores   das doen&ccedil;as end&ecirc;micas, como febre amarela,   mal&aacute;ria e dengue, geralmente esteve dissociada   do desenvolvimento de bases epidemiol&oacute;gicas.   Nessa esfera de atua&ccedil;&atilde;o, as metas administrativas e   operacionais prescritas, por exemplo, pela Campanha   de Erradica&ccedil;&atilde;o do <i>Ae. aegypti</i> e pela Campanha de   Erradica&ccedil;&atilde;o da Mal&aacute;ria (CEM), perduram at&eacute; hoje.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A seguir, s&atilde;o relatados alguns aspectos    de vigil&acirc;ncia e controle de <i>Aedes aegypti</i>, incluindo a avalia&ccedil;&atilde;o    cr&iacute;tica dos m&eacute;todos dispon&iacute;veis para coleta de vetor e    o hist&oacute;rico da cria&ccedil;&atilde;o da Rede Nacional de Monitoramento    da Resist&ecirc;ncia de <i>Aedes aegypti</i> a Inseticidas (MoReNAa), que representa    um avan&ccedil;o no controle do vetor de dengue no pa&iacute;s. Os resultados    produzidos por essa Rede, que tem como caracter&iacute;stica uma forte intera&ccedil;&atilde;o    entre a pesquisa acad&ecirc;mica e a presta&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os    em sa&uacute;de, servem como subs&iacute;dio &agrave;s decis&otilde;es do Programa    Nacional de Controle da Dengue (PNCD) para o manejo da resist&ecirc;ncia e apontam    para alternativas de controle do vetor.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"> <b>Vigil&acirc;ncia entomol&oacute;gica de vetores    de dengue</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Nos programas de controle de dengue, a vigil&acirc;ncia   entomol&oacute;gica &eacute; feita, principalmente, a partir de coletas   de larvas, de acordo com proposta de Connor &amp;   Monroe<sup>3</sup> para medir a densidade de <i>Ae. aegypti</i> em   &aacute;reas urbanas. Essa metodologia consiste em vistoriar   os dep&oacute;sitos de &aacute;gua e outros recipientes localizados   nas resid&ecirc;ncias e demais im&oacute;veis, como borracharias, ferros-velhos,    cemit&eacute;rios, etc. (tipos de im&oacute;veis considerados   estrat&eacute;gicos, por produzirem grande quantidade   de mosquitos adultos), para c&aacute;lculo dos &iacute;ndices   de infesta&ccedil;&atilde;o predial (IIP) e de Breteau (IB).<sup>4,5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A coleta de larvas (ou pesquisa larv&aacute;ria,    como &eacute;   comumente chamada no Brasil) &eacute; importante para   verificar o impacto das estrat&eacute;gias b&aacute;sicas de controle   da doen&ccedil;a, dirigidas &agrave; elimina&ccedil;&atilde;o das larvas do    vetor.   Esse, entretanto, n&atilde;o &eacute; um bom indicador para se   medir a abund&acirc;ncia do adulto, ineficaz para estimar   o risco de transmiss&atilde;o, embora venha sendo usado   com essa finalidade.<sup>6-9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outra metodologia adotada &eacute; a coleta de    mosquitos adultos, cuja operacionaliza&ccedil;&atilde;o para a estimativa do   risco de transmiss&atilde;o &eacute; custosa e demorada. Em fun&ccedil;&atilde;o   disso, a coleta de adultos nos programas de dengue   s&oacute; &eacute; realizada em situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas,    ou em estudos   mais aprofundados. Por sua vez, no contexto operacional,   essa informa&ccedil;&atilde;o tem valor limitado para uma   avalia&ccedil;&atilde;o de risco de transmiss&atilde;o.<sup>8,9</sup> Primeiramente,   porque a rela&ccedil;&atilde;o entre as coletas e os n&uacute;meros absolutos   de adultos &eacute; desconhecida: os mosquitos adultos   repousam dentro e fora das casas, freq&uuml;entemente em   locais pouco acess&iacute;veis, e o n&uacute;mero deles coletado   representa apenas uma estimativa do total. O segundo   obst&aacute;culo ao uso desse &iacute;ndice para avalia&ccedil;&atilde;o de    risco   &eacute; que a rela&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero de adultos e a transmiss&atilde;o   &eacute; desconhecida: a correla&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero   de vetores coletados e o n&uacute;mero de humanos na &aacute;rea   de coleta, que poderia fornecer o n&uacute;mero de vetores   adultos por pessoa, n&atilde;o &eacute; suficiente para quantificar   o risco. Contudo, essa correla&ccedil;&atilde;o se aproxima mais   da realidade que os &iacute;ndices larv&aacute;rios.<sup>9</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Ainda para avalia&ccedil;&atilde;o da densidade    do vetor, instalam-se   armadilhas de oviposi&ccedil;&atilde;o e armadilhas para coleta de   larvas, que visam estimar a atividade de postura.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A armadilha de oviposi&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m    conhecida no   Brasil como 'ovitrampa', &eacute; destinada &agrave; coleta de ovos.   Em um recipiente de cor escura, adere-se um material   &aacute;spero que permite a fixa&ccedil;&atilde;o dos ovos depositados. Em   1965, iniciou-se o uso das ovitrampas para a vigil&acirc;ncia   das popula&ccedil;&otilde;es adultas de <i>Ae. aegypti</i>.<sup>10</sup> Posteriormente,   ficou demonstrada a superioridade dessas armadilhas   em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pesquisa larv&aacute;ria para verifica&ccedil;&atilde;o    da   ocorr&ecirc;ncia do vetor.<sup>11</sup> As ovitrampas fornecem dados   &uacute;teis sobre distribui&ccedil;&atilde;o espacial e temporal (sazonal).   Dados obtidos com essa metodologia tamb&eacute;m foram   usados para monitorar o impacto de v&aacute;rios tipos de   medidas de controle que envolvem a redu&ccedil;&atilde;o do vetor   com inseticidas. Embora as ovitrampas sejam muito   &uacute;teis para verifica&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a e distribui&ccedil;&atilde;o    de f&ecirc;meas   do vetor, n&atilde;o devem ser usadas como ferramenta   &uacute;nica para estimativa do risco de dengue.<sup>9,12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As armadilhas para coleta de larvas, ou 'larvitrampas',   s&atilde;o dep&oacute;sitos geralmente feitos de se&ccedil;&otilde;es de   pneus usados. Nas larvitrampas, as flutua&ccedil;&otilde;es de &aacute;gua   da chuva induzem a eclos&atilde;o dos ovos e s&atilde;o as larvas   que se contam, ao inv&eacute;s dos ovos depositados nas   paredes da armadilha. A Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana   da Sa&uacute;de (OPAS) recomenda seu uso para detec&ccedil;&atilde;o   precoce de novas infesta&ccedil;&otilde;es e para a vigil&acirc;ncia de   popula&ccedil;&otilde;es de Aedes com baixa densidade.<sup>4,5</sup> No Brasil,   o PNCD recomenda que as larvitrampas sejam usadas   em locais considerados como porta de entrada do   vetor adulto, tais como portos fluviais ou mar&iacute;timos,   aeroportos, terminais rodovi&aacute;rios e ferrovi&aacute;rios e terminais   de carga, para verifica&ccedil;&atilde;o da entrada do vetor   em &aacute;reas ainda n&atilde;o infestadas; e para monitoramento   desses pontos em &aacute;reas infestadas. Em raz&atilde;o do grande   fluxo de pessoas, &eacute; importante que esses locais estejam   livres de Aedes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Tamb&eacute;m no Brasil, confirmou-se a maior    sensibilidade   das ovitrampas, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pesquisa larv&aacute;ria e    &agrave;s   larvitrampas, para verifica&ccedil;&atilde;o da presen&ccedil;a do vetor.<sup>13,14</sup>   Com base nesses estudos, o PNCD introduziu o uso de   ovitrampas de forma rotineira pelo programa. Ademais,   as ovitrampas t&ecirc;m sido bastante &uacute;teis quando se deseja   coletar grande quantidade de ovos para, por exemplo,   iniciar uma col&ocirc;nia representativa de determinada localidade,   para estudos biol&oacute;gicos. Verificou-se, ainda,   que as ovitrampas constituem um instrumento eficaz   quando se estuda a dispers&atilde;o do vetor.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No PNCD, atualmente, as ovitrampas servem para    verificar a presen&ccedil;a e a abund&acirc;ncia de Aedes em &aacute;reas com    baixa densidade do vetor e em &aacute;reas sob vigil&acirc;ncia. No caso do    monitoramento da resist&ecirc;ncia de <i>Ae. aegypti</i> a inseticidas, as ovitrampas    v&ecirc;m sendo usadas para a coleta de ovos de forma amostral.<sup>16,17</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"> <b>O monitoramento da resist&ecirc;ncia do <i>Aedes aegypti</i></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Durante os anos 1990, a incid&ecirc;ncia de    dengue   aumentou consideravelmente, como conseq&uuml;&ecirc;ncia da   dispers&atilde;o do <i>Ae. aegypti</i> no territ&oacute;rio nacional, que   se intensificou a partir de 1994,<sup>18</sup> tornando cada vez   mais evidente a necessidade de melhorar a vigil&acirc;ncia   do vetor. Nesse contexto, a avalia&ccedil;&atilde;o do status de   susceptibilidade aos inseticidas era uma importante   ferramenta de controle.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os primeiros resultados a registrar altera&ccedil;&atilde;o    da suscetibilidade do <i>Ae. aegypti</i> a inseticidas derivam de testes realizados    pela Superintend&ecirc;ncia de Controle de Endemias (Sucen), do Governo do Estado    de S&atilde;o Paulo.<sup>19</sup> Estudos efetuados pelo N&uacute;cleo de Entomologia    do Estado do Rio de Janeiro e a Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de    (Funasa), em 1998, detectaram diminui&ccedil;&atilde;o da persist&ecirc;ncia    de temephos em simula&ccedil;&otilde;es de campo. Resultados dos dois laborat&oacute;rios    indicavam a premente necessidade de implementar o monitoramento da susceptibilidade    do <i>Ae. aegypti</i> a inseticidas, principalmente ao temephos, malation e    fenitrotion, organofosforados que vinham sendo utilizados na rotina do programa    de controle da dengue.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No segundo semestre de 1998, iniciaram-se   discuss&otilde;es sobre a necessidade de avalia&ccedil;&atilde;o da susceptibilidade   dos vetores aos inseticidas utilizados   para seu controle no Brasil. Um grupo de trabalho foi   formado e, no I Semin&aacute;rio Internacional de Controle   de Vetores e Reservat&oacute;rios, realizado em outubro de   1998, formulou-se uma proposta para a implanta&ccedil;&atilde;o,   em n&iacute;vel nacional, do monitoramento da resist&ecirc;ncia   dos vetores a inseticidas. Como prioridade, optou-se   pelo monitoramento do <i>Ae. aegypti</i>.<sup>20</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Ainda em 1999, em fun&ccedil;&atilde;o da falta    de estrutura necess&aacute;ria &agrave; execu&ccedil;&atilde;o desses procedimentos    no Brasil, foram enviados &agrave; Dra Janet Hemingway, de um laborat&oacute;rio    da Universidade de Gales, Cardiff, ovos de <i>Ae. aegypti</i> coletados em algumas    &aacute;reas do pa&iacute;s, para avalia&ccedil;&atilde;o de resist&ecirc;ncia.    Naquele laborat&oacute;rio, ensaios biol&oacute;gicos, realizados de acordo    com metodologia definida pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de    (OMS),<sup>21</sup> detectaram altera&ccedil;&atilde;o da suscetibilidade a    temephos em algumas popula&ccedil;&otilde;es do vetor no Estado de S&atilde;o    Paulo (Munic&iacute;pios de Ara&ccedil;atuba, Campinas, Barretos, Ribeir&atilde;o    Preto e Santos) e a fenitrotion e malation em popula&ccedil;&otilde;es dos Munic&iacute;pios    de Campinas e Santos (SP), Porto Velho (Rond&ocirc;nia), Vargem Grande/Rio de    Janeiro (Rio de Janeiro) e Uberaba (Minas Gerais). Tamb&eacute;m foram realizados    ensaios bioqu&iacute;micos, de quantifica&ccedil;&atilde;o de atividade de Acetilcolinesterase    (AChE), Glutationa S-transferases (GST), Esterases e Monooxigenases. Detectou-se    altera&ccedil;&atilde;o de AChE na popula&ccedil;&atilde;o de <i>Ae. aegypti</i>    coletada em Uberaba (MG), de GST nos mosquitos provenientes de Porto Velho (RO)    e de Esterase (quando se utilizou acetato de pnitro-fenil como substrato) em    mosquitos coletados nos Munic&iacute;pios do Estado de S&atilde;o Paulo (Ara&ccedil;atuba,    Campinas, Mar&iacute;lia e Santos). Alguma altera&ccedil;&atilde;o de Esterases    tamb&eacute;m foi observada na popula&ccedil;&atilde;o de Porto Velho (RO).    Mosquitos provenientes de Ara&ccedil;atuba e Santos (SP) e de Porto Velho (RO)    tamb&eacute;m apresentaram n&iacute;veis elevados de Monooxigenases.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esses dados foram analisados entre 29 de junho    e 2 de julho de 1999, quando a Funasa reuniu, em Bras&iacute;lia, t&eacute;cnicos    do programa de controle de dengue e da &aacute;rea de entomologia e de controle    de vetores com especialistas nacionais e internacionais em resist&ecirc;ncia    de vetores a inseticidas. O grupo definiu orienta&ccedil;&otilde;es sobre o    uso de inseticidas no pa&iacute;s (piretr&oacute;ides, para controle de adultos;    e temephos, para larvas) e recomendou a implanta&ccedil;&atilde;o do monitoramento    da resist&ecirc;ncia do <i>Ae. aegypti</i> a inseticidas.<sup>20</sup> Na mesma    reuni&atilde;o, a avalia&ccedil;&atilde;o de formula&ccedil;&otilde;es de bact&eacute;rias    pat&oacute;genas <i>Bacillus thuringiensis israelensis</i> (Bti) e de methoprene    para o controle do <i>Ae. aegypti</i> tamb&eacute;m foi recomendada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A Rede Nacional de Monitoramento da Resist&ecirc;ncia   de <i>Ae. aegypti</i> a Inseticidas &#8211; MoReNAa &#8211; foi institu&iacute;da   no mesmo ano, sob a coordena&ccedil;&atilde;o da Ger&ecirc;ncia   de Entomologia e Pesquisa Operacional (GTEPO) da   Funasa, com a proposta de agregar 12 laborat&oacute;rios   para realiza&ccedil;&atilde;o das provas biol&oacute;gicas. Tr&ecirc;s desses   laborat&oacute;rios atuariam tamb&eacute;m como refer&ecirc;ncia para   os ensaios bioqu&iacute;micos. Durante o ano 2000, com a   colabora&ccedil;&atilde;o dos laborat&oacute;rios de refer&ecirc;ncia, t&eacute;cnicos   de sete laborat&oacute;rios dos N&uacute;cleos de Entomologia   da Funasa foram capacitados para realizar provas   biol&oacute;gicas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No bi&ecirc;nio 1999-2000, popula&ccedil;&otilde;es    de <i>Ae. aegypti</i>   de 67 Munic&iacute;pios do pa&iacute;s foram avaliadas, tendo sido   detectada resist&ecirc;ncia a temephos principalmente em   Munic&iacute;pios das Regi&otilde;es Sudeste e Nordeste. O trabalho   consistiu, inicialmente, na exposi&ccedil;&atilde;o de larvas a uma   dose diagn&oacute;stica de temephos, conforme recomendado   pela OMS para detec&ccedil;&atilde;o de resist&ecirc;ncia.<sup>21</sup> Posteriormente,   realizaram-se ensaios do tipo dose-resposta,   que objetivam quantificar a resist&ecirc;ncia detectada.   Desde ent&atilde;o, v&ecirc;m sendo avaliados, periodicamente,   cerca de 80 Munic&iacute;pios em todo o pa&iacute;s. A resist&ecirc;ncia   a temephos tem sido detectada em muitas das popula&ccedil;&otilde;es   avaliadas.<sup>16,17.22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em junho de 2003, foi criada a Secretaria de    Vigil&acirc;ncia   em Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (SVS/MS), que   incorporou &agrave;s atribui&ccedil;&otilde;es do antigo Centro Nacional de   Epidemiologia (Cenepi), at&eacute; ent&atilde;o de compet&ecirc;ncia da   Funasa, a coordena&ccedil;&atilde;o dos programas nacionais de   combate &agrave; tuberculose, hansen&iacute;ase, hepatites virais, doen&ccedil;as   sexualmente transmiss&iacute;veis e aids, enfermidades   at&eacute; ent&atilde;o supervisionadas por outras &aacute;reas do Minist&eacute;rio.   <sup>23</sup> A partir da cria&ccedil;&atilde;o da SVS/MS, todas as a&ccedil;&otilde;es    de   preven&ccedil;&atilde;o e controle de doen&ccedil;as, incluindo a MoReNAa,   passaram a ser coordenadas por essa Secretaria.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Na estrutura da rec&eacute;m-criada SVS, a MoReNAa    est&aacute;   incorporada ao PNCD. Essa rede conta, atualmente,   com quatro laborat&oacute;rios de refer&ecirc;ncia, visto que, com   o processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o, alguns laborat&oacute;rios   que, at&eacute; ent&atilde;o, participavam do monitoramento, passaram   a realizar outras atividades.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Hoje, todos os laborat&oacute;rios pertencentes    &agrave; rede de   monitoramento realizam provas de susceptibilidade   do <i>Ae. aegypti</i> a temephos com a dose diagn&oacute;stica e   com ensaios do tipo dose-resposta. Os laborat&oacute;rios localizados na Funda&ccedil;&atilde;o    Oswaldo Cruz (Fiocruz)/Rio   de Janeiro-RJ e na Sucen/Mar&iacute;lia-SP tamb&eacute;m avaliam   a susceptibilidade de adultos a outros organofosforados   e a piretr&oacute;ides &#91;metodologia recomendada pelos   Centers for Disease Control and Prevention (CDC) dos   Estados Unidos da Am&eacute;rica, descrita por Brogdon e   McAllister&#93;<sup>24</sup> e realizam ensaios bioqu&iacute;micos para   detec&ccedil;&atilde;o dos mecanismos de resist&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Durante o monitoramento realizado em 1999-2000,   o laborat&oacute;rio da Fiocruz/RJ foi respons&aacute;vel pelos testes   de popula&ccedil;&otilde;es de <i>Ae. aegypti</i> provenientes dos Estados   do Rio de Janeiro e do Esp&iacute;rito Santo, tendo realizado,   ao todo, avalia&ccedil;&atilde;o de dez Munic&iacute;pios. Foi encontrada   resist&ecirc;ncia a temephos em todos os sete Munic&iacute;pios   do Rio de Janeiro avaliados e em uma das tr&ecirc;s popula&ccedil;&otilde;es   dos Munic&iacute;pios do Esp&iacute;rito Santo. Verificou-se,   tamb&eacute;m, altera&ccedil;&atilde;o do status de susceptibilidade dos   adultos de v&aacute;rias popula&ccedil;&otilde;es aos organofosforados   fenitrotion e malation.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os dados obtidos pelos ensaios biol&oacute;gicos,    conjugados   com observa&ccedil;&otilde;es de campo, foram usados para   definir novas estrat&eacute;gias de controle. A Funasa optou   por substituir o temephos pelo biolarvicida Bti nos   Estados do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Norte,   como tamb&eacute;m em alguns outros Munic&iacute;pios do pa&iacute;s.   Essa substitui&ccedil;&atilde;o foi efetivada entre dezembro de 2000   e janeiro de 2001.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Avalia&ccedil;&atilde;o de popula&ccedil;&otilde;es    de <i>Aedes aegypti</i> coletadas durante o ano de 2001, provenientes dos Estados do    Rio de Janeiro, de Sergipe e de Alagoas, detectou resist&ecirc;ncia ao temephos    em todos os 12 Munic&iacute;pios avaliados. <sup>17</sup> &Eacute; importante ressaltar    que, naquela ocasi&atilde;o, popula&ccedil;&otilde;es do vetor de diferentes    bairros da cidade do Rio de Janeiro foram analisadas separadamente, visando    determinar se diferen&ccedil;as entre bairros eram ou n&atilde;o significativas;    a raz&atilde;o de resist&ecirc;ncia (RR90) verificada variou entre 7,4 e 16,8.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"> <b>Alternativas de controle e perspectivas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A primeira medida tomada pela Funasa para manejar   a resist&ecirc;ncia de <i>Ae. aegypti</i> foi a substitui&ccedil;&atilde;o dos   inseticidas organofosforados por piretr&oacute;ides, para   o controle de adultos. Essa estrat&eacute;gia visava utilizar   inseticidas com modos de a&ccedil;&atilde;o distintos para larvas e   adultos, fundamentada em estudos anteriores demonstrativos   da rota&ccedil;&atilde;o de dois ou mais inseticidas, com   modos de a&ccedil;&atilde;o diferentes, e seu poder de reduzir a taxa de resist&ecirc;ncia    ou postergar a sele&ccedil;&atilde;o de indiv&iacute;duos   resistentes.<sup>25,26</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A confirma&ccedil;&atilde;o de resist&ecirc;ncia    a temephos, detectada   em v&aacute;rios Munic&iacute;pios brasileiros, motivou sua substitui&ccedil;&atilde;o   por Bti em &aacute;reas consideradas cr&iacute;ticas. A medida,   embora pertinente, acarretou alguns problemas   operacionais, visto que as formula&ccedil;&otilde;es existentes de   Bti s&atilde;o muito menos persistentes no ambiente, comparativamente   ao temephos.<sup>27</sup> Quando a resist&ecirc;ncia &eacute;   alta (RR&gt;10), entretanto, a persist&ecirc;ncia de temephos &eacute;   curta, uma vez que a concentra&ccedil;&atilde;o do produto diminui   ao longo do tempo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Era necess&aacute;rio, portanto, encontrar alternativas   vi&aacute;veis para a substitui&ccedil;&atilde;o de temephos. Outro larvicida   indicado pela OMS para o controle de <i>Ae. aegypti</i> &eacute;   o methoprene.<sup>28</sup> Uma tentativa inicial de seu uso no   campo demonstrou que, apesar de sua efic&aacute;cia, o   modo de a&ccedil;&atilde;o desse an&aacute;logo de horm&ocirc;nio juvenil,   que &eacute; diferente dos inseticidas convencionais, requer   defini&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via dos par&acirc;metros de avalia&ccedil;&atilde;o    de seus   efeitos sobre o vetor. Esse requisito &eacute; necess&aacute;rio para   sua introdu&ccedil;&atilde;o na rotina do PNCD no Brasil: o principal   efeito de methoprene &eacute; a inibi&ccedil;&atilde;o da emerg&ecirc;ncia de   adultos (e n&atilde;o a indu&ccedil;&atilde;o de mortalidade) e sua efic&aacute;cia   n&atilde;o pode ser quantificada pelo uso de metodologias   que estimam a densidade larv&aacute;ria, como &eacute; feito no pa&iacute;s   nos dias de hoje.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Braga e colaboradores<sup>29</sup> conduziram    ensaios de laborat&oacute;rio com <i>Ae. aegypti</i> &#8211; cepa Rockefeller    (cepa-padr&atilde;o de susceptibilidade a inseticidas) &#8211; para avaliar    a efic&aacute;cia do methoprene. Nesses ensaios, seu efeito sobre a morfog&ecirc;nese,    a mortalidade e a inibi&ccedil;&atilde;o da emerg&ecirc;ncia dos adultos foi    investigado e definiu-se uma metodologia para avalia&ccedil;&atilde;o do efeito    de an&aacute;logos de horm&ocirc;nio juvenil em condi&ccedil;&otilde;es de laborat&oacute;rio.    Posteriormente, o efeito do methoprene sobre popula&ccedil;&otilde;es de campo    (sens&iacute;veis e resistentes a temephos) e o uso combinado de methoprene    e temephos foram avaliados em condi&ccedil;&otilde;es de laborat&oacute;rio,    com base em metodologia definida previamente.<sup>29,30</sup> Embora a resist&ecirc;ncia    ao methoprene j&aacute; tenha sido objeto de registro em algumas linhagens de    culic&iacute;deos,<sup>31-33</sup> todas as popula&ccedil;&otilde;es de <i>Ae.    aegypti</i> estudadas, origin&aacute;rias de diferentes localidades do pa&iacute;s,    mostraram-se suscept&iacute;veis a esse regulador de crescimento de insetos    &#91;<i>Insect Growth Regulator</i> (IGR)&#93;, apesar de possu&iacute;rem diferentes    mecanismos de resist&ecirc;ncia metab&oacute;lica.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Esses resultados iniciais indicam que o methoprene   pode vir a se tornar uma boa alternativa ao   temephos, desde que acompanhada por avalia&ccedil;&atilde;o   em campo capaz de aferir as altera&ccedil;&otilde;es dos n&iacute;veis de   infesta&ccedil;&atilde;o induzidas por esse IGR. Nesse sentido, a   coleta de ex&uacute;vias em criadouros, no campo, tem sido   proposta como par&acirc;metro de avalia&ccedil;&atilde;o para os efeitos   provocados pelo methoprene e outros reguladores de   crescimento.<sup>34</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Na perspectiva de alternativas de controle de    mosquitos atualmente dispon&iacute;veis, pode-se citar, al&eacute;m do methoprene,    um dos mais antigos an&aacute;logos de horm&ocirc;nio juvenil desenvolvidos,    o pyriproxifen, tamb&eacute;m quimicamente relacionado ao horm&ocirc;nio juvenil    natural (HJ), de grande efic&aacute;cia.<sup>35</sup> Ambos s&atilde;o recomendados    pela OMS para controle de <i>Aedes sp.</i> (esp&eacute;cies) em &aacute;gua    pot&aacute;vel.<sup>28,36,37</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Existem outros compostos, os inibidores da s&iacute;ntese   de quitina, que, apesar de n&atilde;o quimicamente relacionados   ao HJ, produzem efeitos similares.<sup>36,38,39</sup> Os mais   conhecidos s&atilde;o o diflubenzuron e o triflumuron, que   atuam sobre as larvas ocasionando sua morte durante   a ecdise. A larva n&atilde;o consegue eliminar a cut&iacute;cula   velha porque, aparentemente devido &agrave; inibi&ccedil;&atilde;o da   deposi&ccedil;&atilde;o de quitina, n&atilde;o h&aacute; rigidez suficiente    para   isso. As larvas ainda sobrevivem por algum tempo mas   acabam por morrer.<sup>40</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Embora eficazes, esses produtos n&atilde;o s&atilde;o    recomendados   para aplica&ccedil;&atilde;o em &aacute;gua pot&aacute;vel, o que restringe   seu uso em &aacute;reas do pa&iacute;s nas quais os criadouros predominantes    s&atilde;o recipientes de abastecimento de   &aacute;gua para consumo humano, como ton&eacute;is, tambores   e caixas d'&aacute;gua.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> O maior conhecimento sobre a a&ccedil;&atilde;o    e a efici&ecirc;ncia   dos reguladores de crescimento &eacute; pr&eacute;-requisito para   sua ado&ccedil;&atilde;o no controle do <i>Aedes aegypti</i>, assim como   nas atividades de rotina dos programas de controle   de dengue.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Outro aspecto importante a ser considerado &eacute;    a contribui&ccedil;&atilde;o do monitoramento da susceptibilidade das popula&ccedil;&otilde;es    de <i>Ae. aegypti</i> a inseticidas, em diferentes &aacute;reas do pa&iacute;s,    na defini&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias racionais de controle com base    em conhecimento detalhado sobre o perfil da resist&ecirc;ncia e dos mecanismos    envolvidos no n&iacute;vel local. Por esse motivo, a manuten&ccedil;&atilde;o    da rede de monitoramento e, inclusive, o aumento do n&uacute;mero de Munic&iacute;pios    avaliados devem ser estimulados. Adicionalmente, a inclus&atilde;o, na Rede    de Monitoramento da Resist&ecirc;ncia de <i>Aedes aegypti</i> a Inseticidas,    de avalia&ccedil;&otilde;es da efic&aacute;cia de an&aacute;logos de horm&ocirc;nio    juvenil, de Bti e de outros inseticidas alternativos sobre as popula&ccedil;&otilde;es    resistentes aos inseticidas convencionais poderia colaborar com o controle dos    n&iacute;veis de infesta&ccedil;&atilde;o por <i>Ae. aegypti</i> no pa&iacute;s.    Essas medidas, em conjunto, seriam importantes para a redu&ccedil;&atilde;o,    em &uacute;ltima an&aacute;lise, dos casos de dengue. Finalmente, a ades&atilde;o    de outros laborat&oacute;rios, com infra-estrutura adequada e capacita&ccedil;&atilde;o    t&eacute;cnica, seria fundamental para o fortalecimento do Programa Nacional    de Controle da Dengue.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 1. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Programa Nacional de   Controle da Dengue (PNCD). Bras&iacute;lia: Funasa; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 2. Gomes AC. Vigil&acirc;ncia entomol&oacute;gica.    Informe   Epidemiol&oacute;gico do SUS 2002;1(2):79-90.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 3. Connor ME, Monroe WM. <i>Stegomyia</i> indices    and their value in yellow fever control. American Journal of Tropical Medicine    and Hygiene 1923;3:9-19.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 4. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Dengue &#8211; instru&ccedil;&otilde;es   para pessoal de combate ao vetor. Manual de normas   t&eacute;cnicas. Bras&iacute;lia: Funasa; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 5. Organiza&ccedil;&atilde;o Panamericana de    la Salud. Dengue y   dengue hemorr&aacute;gico en las Am&eacute;ricas: gu&iacute;as para su   prevenci&oacute;n y control. Washington, DC: OPS; 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 6. Nelson M. The significance of indicators    and indices.   CTD/FIL(DEN)/IC/95 WP.3.4.1, 1995.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 7. Tun-Lin W, Kay BH, Barnes A. The Premise    Condition   Index: a tool for streamlining surveys of <i>Aedes aegypti</i>. American Journal of Tropical Medicine &amp;   Hygiene 1995;53(6):591-594.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 8. Focks DA. Epidemiology. In: Halstead Scott    B,   editor. Dengue. Geoffrey Pasvol &amp; Stephen Hoffman;   1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 9. Focks DA. A review of entomological sampling    methods and indicators for dengue vectors &#91;monografia na Internet&#93; 2000.    &#91;citado 2003 May 5&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.who.int/tdr/publications/publications/dengue_vectors.htm" target="_blank">www.ID-Analysis.com</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Fay RW, Perry AS. Laboratory studies of ovipositional   preferences of <i>Aedes aegypti</i>. Mosquito News   1965;25:270-281.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 11. Fay RW, Eliason DA. A preferred oviposition    site as   a surveillance method for <i>Aedes aegypti</i>. Mosquito   News 1966;26:531-534.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 12. Gomes AC. Medidas dos n&iacute;veis de infesta&ccedil;&atilde;o    urbana para <i>Aedes (Stegomyia) aegypti</i> e <i>Aedes (Stegomyia) albopictus</i>.    Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 1998;7(3):49-57.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 13. Braga IA, Gomes AC, Nelson MM, Mello RCG,   Bergamaschi DP, Souza JMP. Comparative study   between larval surveys and ovitraps to monitor   populations of <i>Aedes aegypti</i>. Revista da Sociedade   Brasileira de Medicina Tropical 2000;33(4):   347-353.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 14. Marques CC, Marques GR, de Brito M, dos    Santos   Neto LG, Ishibashi V de C, Gomes F de A. Comparative   study of the efficiency of larval and ovitraps for the   surveillance of dengue and yellow fever vectors.   Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1993;27(4):237-241.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 15. Hon&oacute;rio NA, Silva W da C, Leite PJ,    Goncalves JM, Lounibos LP, Lourenco-de-Oliveira R. Dispersal of <i>Aedes aegypti</i>    and <i>Aedes albopictus</i> (Diptera: Culicidae) in an urban endemic dengue    area in the State of Rio de Janeiro, Brazil. Mem&oacute;rias do Instituto Oswaldo    Cruz 2003;98(2):191-198.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 16. Lima JBP, Pereira da Cunha M, Silva Jr RCS,    Galardo   AKR, Soares SS, Braga IA, Ramos RP, Valle D.   Resistance of <i>Aedes aegypti</i> to organophosphates in   several municipalities in the states of Rio de Janeiro   and Esp&iacute;rito Santo, Brazil. American Journal of   Tropical Medicine &amp; Hygiene 2003;68:329-333.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 17. Braga IA, Lima JBP, Soares SS, Valle D.    <i>Aedes aegypti</i>   resistance to temephos during 2001 in several   municipalities in the States of Rio de Janeiro, Sergipe,   and Alagoas, Brazil. Mem&oacute;rias do Instituto Oswaldo   Cruz 2004;99(2):199-203.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 18. Barbosa da Silva J Jr, Siqueira JB Jr, Coelho   GE, Vilarinhos PT, Pimenta FG Jr. Dengue in   Brazil: current situation and control activities.   Epidemiological Bulletin 2002;23(1):3-6.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 19. Macoris MLG, Camargo MF, Silva IG, Takaku    L, Andrighetti MT. Modifica&ccedil;&atilde;o da susceptibilidade de <i>Aedes    (Stegomyia) aegypti</i> ao temephos. Revista de Patologia Tropical 1995;24(1):31-40.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 20. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Reuni&atilde;o t&eacute;cnica para discutir <i>status</i> de resist&ecirc;ncia    de <i>Aedes aegypti</i> e definir estrat&eacute;gias a serem implantadas para    monitoramento da resist&ecirc;ncia no Brasil. Bras&iacute;lia: Funasa; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 21. World Health Organization. Instructions    for   determining the susceptibility or resistance of   mosquito larvae to insecticides. Geneve: WHO; 1981.   WHO/VBC/81.807.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 22. Macoris MLG, Andrighetti MTM, Takaku L,    Glasser   CM, Garbeloto VC, Bracco JE. Resistance of <i>Aedes aegypti</i> from the state of S&atilde;o Paulo, Brazil, to   organophosphates insecticides. Mem&oacute;rias do Instituto   Oswaldo Cruz 2003;98(5):703-708.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 23. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.    Conhe&ccedil;a a Secretaria 2004 &#91;dados na Internet&#93;. Bras&iacute;lia:    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004 &#91;capturado 2004 mar 10&#93;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://dtr2004.saude.gov.br/sinanweb/novo/" target="_blank">http://saude.gov.br/svs/info/info00.htm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 24. Brogdon WG, McAllister JC. Insecticide resistance   and vector control. Emerging Infectious Diseases   1998;4(4):605-613.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 25. Ferrari JA. 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Journal of American Mosquito Control   Association 1995;11:269 -273.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v16n4/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    <br>   Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    <br>   Diretoria T&eacute;cnica de Gest&atilde;o,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Programa Nacional de Controle da Dengue,    <br>   Esplanada dos Minist&eacute;rios,    <br>   Bloco G, Edif&iacute;cio-sede, 1<sup>o</sup> Andar,    <br>   Bras&iacute;lia-DF.    <br>   CEP: 70058-900, Brasil    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:ima.braga@saude.gov.br">ima.braga@saude.gov.br</a>;    <a href="mailto:dvalle@ioc.fiocruz.br">dvalle@ioc.fiocruz.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Recebido em 20/11/2005    <br>   Aprovado em 04/06/2007</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="nota"></a><sup><a href="#topo"><font size="2" face="verdana">*</font></a></sup><font size="2" face="verdana">Este trabalho contou com o apoio da Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de    e da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    do Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico    do Minist&eacute;rio da Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, e da Funda&ccedil;&atilde;o    Carlos Chagas Filho de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro.</font></p>      ]]></body><back>
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