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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mortalidade materna no Município de Belém, Estado do Pará, em 2004: uma avaliação do Sistema de Informações sobre Mortalidade]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The main objective of this paper was to know the importance of maternal deaths in 2004 in the city of Belém, capital of the State of Pará. All the cases of deaths involving women living in Belém-PA who were in their reproductive age were investigated and as a result it become possible to analyze the quality of the Mortality Information System (SIM) used in the analysis concerning the events being studied. The outcomes of the analysis revealed a high percentage of avoidable deaths (78.6%), in which most of the cases were related to direct obstetric causes (92.8%). The maternal mortality ratio was 45.0/100,000 new born, with a 50% reduction in the records of maternal death in the SIM, in which occurred a correction factor of 0.85. This difference can be explained due to the fact that SIM had registered non-confirmed maternal deaths in the study. It was possible to conclude that only the investigation of these death cases and the follow up of the SIM's work are able to qualify the information and provide proper basis to create new heath policies aiming at the reduction of maternal death.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Mortalidade materna no Munic&iacute;pio de    Bel&eacute;m, Estado do Par&aacute;, em 2004: uma avalia&ccedil;&atilde;o do    Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Maternal mortality in the city of Bel&eacute;m,    State of Par&aacute;, in 2004: an evaluation on the Mortality Information System</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Santana Maria Marinho Mota<sup>I</sup>;</b> <b>Silvana    Granado N. da Gama<sup>II</sup>;</b> <b>Mariza Miranda Theme Filha<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Secretaria de Vigil&acirc;ncia em    Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bel&eacute;m-PA, Brasil    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Departamento de Epidemiologia    e M&eacute;todos Quantitativos em Sa&uacute;de, Escola Nacional de Sa&uacute;de    P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca, Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, Rio de Janeiro-RJ, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>Superintend&ecirc;ncia de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de, Secretaria Municipal de Sa&uacute;de, Rio de Janeiro-RJ, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Com o objetivo de conhecer a magnitude da mortalidade    materna em Bel&eacute;m, capital do Estado do Par&aacute;, no ano de 2004, foram    investigados todos os &oacute;bitos de mulheres em idade reprodutiva residentes    no Munic&iacute;pio, o que possibilitou uma an&aacute;lise da qualidade do Sistema    de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM) no tocante ao evento estudado.    Os resultados revelaram elevado percentual de &oacute;bitos evit&aacute;veis    (78,6%), com predomin&acirc;ncia das causas obst&eacute;tricas diretas (92,8%).    Encontrou-se 50% de subenumera&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito materno no SIM    e uma raz&atilde;o de mortalidade materna de 43,0/100.000 nascidos vivos, a    qual foi inferior &agrave; raz&atilde;o obtida por meio do SIM (53,2/100.000    nascidos vivos), sendo pontuado um fator de corre&ccedil;&atilde;o de 0,85.    Tal diferen&ccedil;a &eacute; explicada pelo fato de o SIM ter registrado &oacute;bitos    maternos n&atilde;o confirmados pelo estudo. Concluiu-se que t&atilde;o-somente    a investiga&ccedil;&atilde;o desses &oacute;bitos e o acompanhamento do processo    de trabalho do SIM s&atilde;o capazes de qualificar as informa&ccedil;&otilde;es    e subsidiar adequadamente a elabora&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de    sa&uacute;de que visem &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade materna.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> mortalidade materna; coeficiente    de mortalidade; causa da morte; indicadores.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> The main objective of this paper was to know    the importance of maternal deaths in 2004 in the city of Bel&eacute;m, capital    of the State of Par&aacute;. All the cases of deaths involving women living    in Bel&eacute;m-PA who were in their reproductive age were investigated and    as a result it become possible to analyze the quality of the Mortality Information    System (SIM) used in the analysis concerning the events being studied. The outcomes    of the analysis revealed a high percentage of avoidable deaths (78.6%), in which    most of the cases were related to direct obstetric causes (92.8%). The maternal    mortality ratio was 45.0/100,000 new born, with a 50% reduction in the records    of maternal death in the SIM, in which occurred a correction factor of 0.85.    This difference can be explained due to the fact that SIM had registered non-confirmed    maternal deaths in the study. It was possible to conclude that only the investigation    of these death cases and the follow up of the SIM's work are able to qualify    the information and provide proper basis to create new heath policies aiming    at the reduction of maternal death.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> maternal mortality; mortality    rate; cause of death; indicators.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os &iacute;ndices de mortalidade materna nos    pa&iacute;ses em desenvolvimento ainda permanecem bastante elevados: a cada    ano, mais de 500 mil mulheres morrem em conseq&uuml;&ecirc;ncia da gravidez    ou do parto, em sua maioria por falta ou inadequa&ccedil;&atilde;o de atendimento.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O valor m&aacute;ximo aceito pela Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS) para as mortes maternas &eacute; de 20 &oacute;bitos    para cada 100.000 nascidos vivos (NV).<sup>2</sup> Pa&iacute;ses desenvolvidos, como Su&eacute;cia,    Dinamarca, Holanda e Estados Unidos da Am&eacute;rica (EUA), j&aacute; apresentavam    coeficientes menores que 10/100.000 NV ao final da d&eacute;cada de 1970.<sup>3</sup> Atualmente,    na maior parte dos pa&iacute;ses desenvolvidos, as taxas se situam entre 3 e    12/100.000 NV.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Segundo os dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade (SIM) do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, referentes ao    ano de 2002, a raz&atilde;o de mortalidade materna (RMM) n&atilde;o corrigida    foi de 52,7/100.000 NV, 53,7/100.000 NV e 100,0/100.000 NV para o Brasil, o    Estado do Par&aacute; e sua capital, a cidade de Bel&eacute;m, respectivamente.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como indicador extremamente sens&iacute;vel das    condi&ccedil;&otilde;es de vida da popula&ccedil;&atilde;o, a mortalidade materna    reflete, principalmente, a desarticula&ccedil;&atilde;o, desorganiza&ccedil;&atilde;o    e baixa qualidade da assist&ecirc;ncia prestada &agrave; sa&uacute;de da mulher    durante o ciclo grav&iacute;dico-puerperal. Uma assist&ecirc;ncia pronta, oportuna    e adequada poderia evitar a maioria dessas mortes.<sup>6-8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As causas diretamente relacionadas &agrave; gravidez,    ainda que evit&aacute;veis em sua maioria, contribuem com o maior n&uacute;mero    de mortes maternas e foram respons&aacute;veis, em 2002, por 76,7% desses &oacute;bitos    no Brasil, 90,4% no Par&aacute; e 100,0% em Bel&eacute;m-PA.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A RMM &eacute; o indicador por excel&ecirc;ncia    na medi&ccedil;&atilde;o da mortalidade materna. A baixa qualidade das informa&ccedil;&otilde;es,    entretanto, impede que esse indicador traduza a verdadeira magnitude do problema.    Estudos revelam que, mesmo em regi&otilde;es ou pa&iacute;ses com boa cobertura    de registros<sup>9</sup> ou que se encontram na condi&ccedil;&atilde;o de desenvolvidos,    o n&uacute;mero de mortes devido &agrave; gravidez e suas complica&ccedil;&otilde;es    ainda &eacute; subestimado, embora com menor intensidade que nos pa&iacute;ses    em desenvolvimento.<sup>10-12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A subinforma&ccedil;&atilde;o, ou seja, o preenchimento    incorreto da declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito (DO) e o sub-registro    do evento nas estat&iacute;sticas oficiais s&atilde;o dois fatores que dificultam    o monitoramento do n&iacute;vel da mortalidade materna no Brasil.<sup>13</sup> O Estado    do Paran&aacute;, que disp&otilde;e de Comit&ecirc; de Mortalidade Materna (CMM)    e corrige os dados das DO a partir da investiga&ccedil;&atilde;o dos casos,    encontrou, para 1999, quase o dobro de &oacute;bitos maternos quando comparado    com o sistema oficial.<sup>14</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A falta de qualidade das informa&ccedil;&otilde;es    nas diversas Regi&otilde;es brasileiras fez com que o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    em 1990, propusesse a aplica&ccedil;&atilde;o de diferentes fatores de corre&ccedil;&atilde;o    para as RMM obtidas a partir das estat&iacute;sticas oficiais.<sup>15</sup> Posteriormente,    o Minist&eacute;rio promoveu pesquisas com o intuito de se construir fatores    de corre&ccedil;&atilde;o espec&iacute;ficos para as diferentes Regi&otilde;es,    embora n&atilde;o haja consenso, todavia, sobre quais valores s&atilde;o mais    adequados &agrave;s diversas realidades regionais e estaduais:<sup>15</sup> Tanaka e Mitsuiki    (1999)<sup>16</sup> encontraram, em estudo realizado no ano de 1997, um fator de ajuste    para o Brasil de 2,5; j&aacute; no estudo realizado por Laurenti e colaboradores,<sup>17</sup>    os valores encontrados foram de 1,4 para o Brasil, 1,08 para a Regi&atilde;o    Norte, 1,76 para a Nordeste, 1,35 para a Sudeste, 1,83 para a Sul e 1,10 para    a Centro-Oeste.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre as estrat&eacute;gias governamentais brasileiras    para dimensionar o problema e identificar seus determinantes, est&atilde;o:    a Portaria MS n<sup>o</sup> 653, publicada na edi&ccedil;&atilde;o do Di&aacute;rio Oficial    da Uni&atilde;o de 30 de maio de 2003, que obriga, de forma compuls&oacute;ria,    as Secretarias de Estado e Municipais a notificarem ao Minist&eacute;rio da    Sa&uacute;de os casos de morte durante e ap&oacute;s a gravidez; e a Portaria    MS n<sup>o</sup> 1.172, publicada na edi&ccedil;&atilde;o do Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o    de 17 de junho de 2004, que estabelece a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    da mortalidade infantil e materna como uma das atribui&ccedil;&otilde;es do    Munic&iacute;pio, cabendo a ele garantir estrutura e equipes compat&iacute;veis    com o exerc&iacute;cio dessas atividades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">N&atilde;o obstante a import&acirc;ncia do acompanhamento    dos &oacute;bitos maternos e os dispositivos legais existentes, Bel&eacute;m-PA    n&atilde;o possui CMM e sua Secretaria Municipal de Sa&uacute;de n&atilde;o    realiza a investiga&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos de mulheres em idade    f&eacute;rtil, tampouco dos &oacute;bitos maternos declarados no SIM.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo tem como objetivo estimar a    subenumera&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos maternos no Munic&iacute;pio de    Bel&eacute;m-PA, calcular o fator de ajuste da RMM e comparar os casos registrados    no SIM com aqueles identificados pela pesquisa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Trata-se de um estudo descritivo de base populacional    que investigou os &oacute;bitos de mulheres em idade f&eacute;rtil (10 a 49    anos) buscando detectar a presen&ccedil;a de gravidez no momento do &oacute;bito    ou nos 12 meses que o antecederam, para, ent&atilde;o, identificar e investigar    o &oacute;bito materno, assim classificado segundo o conceito definido pela    OMS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram selecionadas todas as DO correspondentes    aos &oacute;bitos de mulheres de 10 a 49 anos de idade ocorridos em 2004 e registrados    no SIM como sendo de residentes em Bel&eacute;m-PA. Para garantir a qualidade    do estudo, tamb&eacute;m foram investigados os &oacute;bitos de residentes em    Bel&eacute;m-PA e ocorridos em outros Munic&iacute;pios do Estado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como todos os &oacute;bitos da popula&ccedil;&atilde;o    de estudo foram trabalhados, al&eacute;m dos &oacute;bitos maternos declarados,    foram investigados aqueles nos quais as causas de morte poderiam ocultar o estado    gestacional ('m&aacute;scaras'); e os ditos &oacute;bitos n&atilde;o maternos,    ou seja, resultantes de causas incidentais ou acidentais n&atilde;o relacionadas    &agrave; gravidez e seu manuseio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os pesquisadores realizaram a busca ativa de    &oacute;bitos no SIM, nos hospitais, no Instituto M&eacute;dico Legal (IML)    local, nos cart&oacute;rios, cemit&eacute;rios e funer&aacute;rias e nos relat&oacute;rios    da Secretaria de Estado da Sa&uacute;de do Par&aacute;. Essa metodologia &eacute;    recomendada pela OMS e pelo Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia    (UNICEF) como padr&atilde;o-ouro para estimar a mortalidade materna.<sup>9,14</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A investiga&ccedil;&atilde;o realizou-se em duas    etapas. Na primeira, foi usada a Ficha Confidencial de Notifica&ccedil;&atilde;o    e Investiga&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bitos de Mulheres em Idade F&eacute;rtil,    composta por quest&otilde;es retiradas da DO, do Instrumento de Notifica&ccedil;&atilde;o    de &Oacute;bito de Mulheres em Idade F&eacute;rtil do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    e da Ficha Confidencial de Notifica&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bito de Mulheres    em Idade F&eacute;rtil. Esta &uacute;ltima foi validada por Valongueiro e colaboradores<sup>18</sup>    em Camaragibe, Estado de Pernambuco, no ano 2000.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com base nas informa&ccedil;&otilde;es coletadas,    os &oacute;bitos foram inicialmente classificados como: 1) &oacute;bito ocorrido    durante a gravidez, parto e puerp&eacute;rio (GPP) ou at&eacute; um ano ap&oacute;s    o t&eacute;rmino da gesta&ccedil;&atilde;o; 2) &oacute;bito n&atilde;o relacionado    com o ciclo grav&iacute;dico-puerperal; e 3) &oacute;bito inconclusivo, ou seja,    que apesar da busca de informa&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o foi poss&iacute;vel    classificar em um dos dois grupos anteriores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na segunda etapa da busca ativa, os casos classificados    como ocorridos durante a GPP (1<sup>o</sup> grupo) foram ent&atilde;o investigados    a partir das partes B, C e D do Instrumento de Investiga&ccedil;&atilde;o Confidencial    de &Oacute;bito Materno, padronizado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    e adotado pelos Comit&ecirc;s de Morte Materna &#8211; CMM. Nessa etapa, analisou-se    a hist&oacute;ria cl&iacute;nica de cada caso e a identifica&ccedil;&atilde;o    original da causa b&aacute;sica do &oacute;bito, sua codifica&ccedil;&atilde;o    e classifica&ccedil;&atilde;o quanto a se tratar ou n&atilde;o de morte materna.    Tais procedimentos foram feitos por um obstetra e um epidemiologista do CMM    do Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro-RJ.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para codifica&ccedil;&atilde;o da causa b&aacute;sica    do &oacute;bito materno, adotou-se o padr&atilde;o estabelecido no Manual dos    CMM, recomendado e publicado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,<sup>13</sup> que segue    as defini&ccedil;&otilde;es da Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica    Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de    &#8211; D&eacute;cima Revis&atilde;o (CID-10).<sup>19</sup> Consideraram-se as defini&ccedil;&otilde;es    de morte materna por causas obst&eacute;tricas diretas e indiretas, morte materna    tardia e morte materna n&atilde;o obst&eacute;trica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Calculou-se a distribui&ccedil;&atilde;o percentual    das causas de morte materna e sua classifica&ccedil;&atilde;o segundo crit&eacute;rios    de evitabilidade, a saber: <b>&oacute;bitos evit&aacute;veis</b>, aqueles que,    nas atuais condi&ccedil;&otilde;es de assist&ecirc;ncia, recursos e t&eacute;cnicas,    n&atilde;o deveriam ocorrer; <b>e &oacute;bitos inevit&aacute;veis</b>, aqueles    que ocorreram ainda que todas as a&ccedil;&otilde;es e procedimentos adotados    houvessem sido corretos e oportunos.<sup>13</sup> A an&aacute;lise da evolu&ccedil;&atilde;o    cl&iacute;nica e de todos os procedimentos de condu&ccedil;&atilde;o dos casos,    para ent&atilde;o proceder a classifica&ccedil;&atilde;o definida, foi realizada    pelo obstetra e pelo epidemiologista do CMM do Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro-RJ.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com base nas informa&ccedil;&otilde;es oriundas    do estudo, calculou-se a RMM pela raz&atilde;o entre os &oacute;bitos maternos    por causas diretas e indiretas, ocorridos at&eacute; 42 dias ap&oacute;s o t&eacute;rmino    da gesta&ccedil;&atilde;o, e o n&uacute;mero de nascidos vivos no mesmo local    e ano, multiplicado por 100.000.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A partir da raz&atilde;o entre o n&uacute;mero    de &oacute;bitos maternos de residentes identificados no estudo e os &oacute;bitos    maternos registrados no SIM, definiu-se o valor do fator de corre&ccedil;&atilde;o    ou fator de ajuste dos dados oficiais sobre mortalidade materna do Munic&iacute;pio    de Bel&eacute;m-PA, para o ano de 2004.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O projeto de investiga&ccedil;&atilde;o foi submetido    e aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica da Escola Nacional de Sa&uacute;de    Publica S&eacute;rgio Arouca, da Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz).    Preservou-se o anonimato das institui&ccedil;&otilde;es e dos casos inclu&iacute;dos    no estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> A <a href="#fig1">Figura 1</a> sintetiza todas    as etapas da investiga&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos de mulheres em idade    f&eacute;rtil e os resultados encontrados. Dos 563 &oacute;bitos femininos de    10 a 49 anos de idade trabalhados, 56 (10,1%) foram exclu&iacute;dos da an&aacute;lise    por se tratar de mulheres residentes em outros Munic&iacute;pios e que, equivocadamente,    haviam sido registradas como residentes em Bel&eacute;m-PA, fato detectado durante    o processo de investiga&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n1/1a04f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre os 56 &oacute;bitos de residentes em outro    Munic&iacute;pio, seis eram &oacute;bitos maternos, dos quais tr&ecirc;s constavam    no SIM como tal e tr&ecirc;s estavam subenumerados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos 507 &oacute;bitos de residentes em Bel&eacute;m-PA,    483 (95,3%) encontravam-se registrados no SIM e 24 (4,7%) foram identificados    pela busca ativa. &Eacute; importante referir que n&atilde;o foram detectados    &oacute;bitos maternos no grupo de &oacute;bitos captados por busca ativa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os 507 &oacute;bitos de mulheres em idade f&eacute;rtil    representaram 15,1% dos &oacute;bitos femininos. Ap&oacute;s a investiga&ccedil;&atilde;o,    concluiu-se que 27 (5,3%) ocorreram durante a gravidez, parto e puerp&eacute;rio    &#8211; GPP &#8211; ou at&eacute; um ano ap&oacute;s o t&eacute;rmino da gesta&ccedil;&atilde;o,    465 (91,7%) n&atilde;o estavam relacionados com o ciclo grav&iacute;dico-puerperal    e 15 (3,0%) resultaram inconclusivos quanto a essa rela&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre os casos inconclusivos, ressalta-se que,    para nove deles, os campos 43 e 44 da DO foram assinalados negativamente; nos    seis casos restantes, esses campos n&atilde;o foram preenchidos (estavam em    branco). A n&atilde;o-localiza&ccedil;&atilde;o dos prontu&aacute;rios dessas    mulheres ou o fato de se encontrarem mal preenchidos, aliada aos respectivos    familiares n&atilde;o terem sido localizados para fornecer maiores esclarecimentos,    fez com que estes autores optassem por n&atilde;o excluir a possibilidade de    o &oacute;bito ter alguma rela&ccedil;&atilde;o com o ciclo grav&iacute;dico-puerperal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entre os 27 &oacute;bitos ocorridos durante a    GPP ou at&eacute; um ano ap&oacute;s o t&eacute;rmino da gesta&ccedil;&atilde;o,    14 (51,97%) foram classificados como maternos; destes, 11 ocorreram at&eacute;    o 42<sup>o</sup> dia do puerp&eacute;rio e tr&ecirc;s ap&oacute;s esse per&iacute;odo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab1">Tabela 1</a>, observa-se que,    das 14 mortes relacionadas com GPP, identificadas e codificadas pelo estudo,    em cinco, houve concord&acirc;ncia com a causa b&aacute;sica registrada no SIM    (casos: 1, 4, 7, 8 e 11); em dois casos, a causa b&aacute;sica foi corrigida,    com troca de agrupamento dentro do mesmo cap&iacute;tulo da CID-10 (casos: 12    e 13); e em sete casos, promoveu-se corre&ccedil;&atilde;o, com altera&ccedil;&atilde;o    de cap&iacute;tulo (casos: 2, 3, 5, 6, 9, 10 e 14). Ao t&eacute;rmino da investiga&ccedil;&atilde;o,    as principais causas de &oacute;bitos foram reagrupadas, verificando-se o predom&iacute;nio    das complica&ccedil;&otilde;es da hipertens&atilde;o arterial (<a href="#tab2">Tabela    2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n1/1a04t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n1/1a04t2.gif" border="0" ></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A subenumera&ccedil;&atilde;o das mortes foi    de 50%, haja vista sete casos identificados pelo estudo como &oacute;bito materno    n&atilde;o haverem sido informados ao SIM como tal. Deles, quatro ocorreram    at&eacute; 42 dias ap&oacute;s o t&eacute;rmino da gesta&ccedil;&atilde;o e    tr&ecirc;s durante o puerp&eacute;rio tardio. &Eacute; importante ressaltar    que, dos casos subenumerados na DO/SIM, em quatro, fazia-se refer&ecirc;ncia    &agrave; rela&ccedil;&atilde;o com a GPP. Tais informa&ccedil;&otilde;es, contudo,    n&atilde;o foram usadas por ocasi&atilde;o da operacionaliza&ccedil;&atilde;o    do sistema.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A RMM do estudo foi de 45,0 por 100.000 NV, levando-se    em conta apenas as mortes ocorridas at&eacute; o 42<sup>o</sup> dia de puerp&eacute;rio,    passando para 57,3 por 100.000 NV quando consideradas as mortes maternas tardias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O fator de corre&ccedil;&atilde;o encontrado    para os dados oficiais foi de 0,85, ou seja, menor que 1, considerando- se,    para tanto, a rela&ccedil;&atilde;o entre os 11 &oacute;bitos ocorridos at&eacute;    42 dias ap&oacute;s o t&eacute;rmino da gravidez &#8211; identificados por esta    investiga&ccedil;&atilde;o &#8211; e os 13 casos registrados no SIM.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab3">Tabela 3</a> apresenta a classifica&ccedil;&atilde;o    dos 14 &oacute;bitos relacionados com o ciclo grav&iacute;dico-puerperal, segundo    os crit&eacute;rios de evitabilidade. Ressalta-se que 13 mortes (92,8%) foram    devidas a causas diretas e 11 (78,6%) consideradas evit&aacute;veis, por integrantes    de Comit&ecirc; de &Oacute;bito Materno do Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro-RJ.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab3"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n1/1a04t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Tanaka e Mitsuiki<sup>16</sup> apontam a situa&ccedil;&atilde;o    que neste estudo se confirma: a capital do Estado do Par&aacute;, p&oacute;lo    de refer&ecirc;ncia para a assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de regional,    provavelmente por essa condi&ccedil;&atilde;o, acaba registrando &oacute;bitos    de pacientes procedentes de outros Munic&iacute;pios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As mortes por causas maternas representaram a    d&eacute;cima <i>causa mortis</i> entre as mulheres em idade reprodutiva em    Bel&eacute;m-PA, valor pr&oacute;ximo ao citado por Laurenti<sup>20</sup> para as capitais    brasileiras. O achado pode indicar que, apesar de consituir s&eacute;rio problema    de Sa&uacute;de P&uacute;blica, o &oacute;bito materno vem se reduzindo ao longo    dos anos. Outra pesquisa realizada no Par&aacute;, no ano de 1997, verificou    que esses &oacute;bitos ocupavam a sexta coloca&ccedil;&atilde;o entre as causas    de morte feminina.<sup>16</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em conson&acirc;ncia com outras pesquisas,<sup>16,17,21,22</sup>    ademais, a hipertens&atilde;o arterial mant&eacute;m-se como causa principal    de morte materna em Bel&eacute;m-PA (28,6%), comportamento observado mesmo em    pa&iacute;ses que j&aacute; alcan&ccedil;aram bons resultados na preven&ccedil;&atilde;o    do &oacute;bito materno, caso do Chile,<sup>23</sup> do Canad&aacute;<sup>24</sup> e dos EUA.<sup>25</sup> Est&aacute;    claro que a implanta&ccedil;&atilde;o de medidas adequadas para reduzir a mortalidade    materna deve considerar que, quase sempre, essa redu&ccedil;&atilde;o &eacute;    gradual.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Complica&ccedil;&otilde;es do aborto e infec&ccedil;&otilde;es    puerperais tamb&eacute;m foram importantes causas de &oacute;bitos maternos    em 2004. Essas quest&otilde;es evidenciam que a morte materna &eacute; um relevante    problema de sa&uacute;de, n&atilde;o s&oacute; pela magnitude como pela evitabilidade    que envolve suas causas, traduzindo-se no acesso ao Sistema &Uacute;nico de    Sa&uacute;de e na pouca efic&aacute;cia de seus servi&ccedil;os, na freq&uuml;&ecirc;ncia    &agrave;s consultas do pr&eacute;-natal e na assist&ecirc;ncia ao parto e puerp&eacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A predomin&acirc;ncia de causas diretas e evit&aacute;veis    mediante a&ccedil;&otilde;es direcionadas ao planejamento familiar, gravidez,    parto e puerp&eacute;rio mostra ainda qu&atilde;o fr&aacute;gil &eacute;, todavia,    a aten&ccedil;&atilde;o dispensada a esse segmento da popula&ccedil;&atilde;o,    quando se considera a disponibilidade e qualidade dos recursos de sa&uacute;de    existentes.<sup>17,21,26</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O sub-registro em cart&oacute;rio, fato constatado    para algumas cidades brasileiras,<sup>16</sup> n&atilde;o foi detectado no presente    estudo. J&aacute; a exist&ecirc;ncia de &oacute;bitos que, apesar de registrados    em cart&oacute;rio, n&atilde;o se encontravam notificados no SIM, denota falha    no fluxo das DO, possivelmente agravada pela interposi&ccedil;&atilde;o das    funer&aacute;rias na rotina funcional dos &oacute;bitos domiciliares, devendo-se    proceder a averigua&ccedil;&atilde;o dessa possibilidade, para que sejam efetuados    os ajustes necess&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A diferen&ccedil;a entre os dados obtidos ap&oacute;s    investiga&ccedil;&atilde;o e os dispon&iacute;veis no SIM revelou a elevada    subenumera&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos ocorridos em alguns momentos do    ciclo grav&iacute;dico-puerperal, evid&ecirc;ncia tamb&eacute;m identificada    por outros estudos.<sup>11,12,17,27,28</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Agrave; semelhan&ccedil;a do encontrado por    Parpinelli e colaboradores<sup>27</sup> para a cidade de Campinas, Estado de S&atilde;o    Paulo, a maior subenumera&ccedil;&atilde;o observou-se no grupo relacionado    &agrave;s complica&ccedil;&otilde;es do aborto e do puerp&eacute;rio. Para o    restante dos casos, principalmente por se tratar de &oacute;bitos maternos tardios,    a subenumera&ccedil;&atilde;o no SIM foi conseq&uuml;&ecirc;ncia do incorreto    preenchimento da DO. Isso acontece quando o m&eacute;dico, ao preencher o documento,    registra apenas o diagn&oacute;stico ou complica&ccedil;&atilde;o da patologia    associada &agrave; gravidez e omite o passado gestacional &#8211; talvez, por    desconhecer sua influ&ecirc;ncia sobre o agravamento da doen&ccedil;a existente    ou n&atilde;o lhe dar a devida import&acirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O atual estudo evidencia o quanto &eacute; necess&aacute;rio,    al&eacute;m do correto preenchimento da DO, o investimento na supervis&atilde;o    do processo de trabalho relacionado &agrave; codifica&ccedil;&atilde;o, digita&ccedil;&atilde;o    e elabora&ccedil;&atilde;o de relat&oacute;rios emitidos pelo SIM.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; importante ressaltar que as falhas detectadas    em Bel&eacute;m-PA refletem-se, efetivamente, na qualidade das informa&ccedil;&otilde;es    do Estado do Par&aacute;. Segundo dados da Secretaria de Estado da Sa&uacute;de,    em 2004, o SIM registrou 79 &oacute;bitos maternos &#8211; que passariam a ser    89, caso os dez &oacute;bitos subenumerados &#8211; sete de Bel&eacute;m e tr&ecirc;s    de outros Munic&iacute;pios &#8211; fossem corretamente computados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Comparativamente &agrave;s RMM de outras cidades    brasileiras, entre 50 e 80/100.000 NV,<sup>17,21,26,28</sup> a mortalidade materna encontrada    em Bel&eacute;m-PA foi inferior &#8211; 45/100.000 NV &#8211;; e praticamente    igual &agrave; referida por Parpinelli e colaboradores<sup>27</sup> para a cidade de Campinas-SP    (42,2/100.000 NV).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diferentemente do esperado diante da elevada    subenumera&ccedil;&atilde;o detectada, a RMM de Bel&eacute;m-PA (45,0/100.000    NV) foi inferior &agrave; calculada com base t&atilde;o-somente nos dados do    SIM (53,2/100.000 NV). O fator de corre&ccedil;&atilde;o ou de ajuste foi negativo    (0,85), bem menor que o observado em pesquisas realizadas sobre outros Munic&iacute;pios    brasileiros.<sup>16,17,27,28</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Considerando o resultado contradit&oacute;rio    referido e o fator de corre&ccedil;&atilde;o pontuado resultante da rela&ccedil;&atilde;o    entre o dado da pesquisa e o originalmente existente no SIM, estes pesquisadores    optaram por aprofundar o estudo e analisar cada um dos &oacute;bitos registrados    no sistema como maternos. Verificaram que a situa&ccedil;&atilde;o descrita    &eacute; fruto da invas&atilde;o de &oacute;bitos maternos no SIM/Bel&eacute;m-PA:    alguns, erroneamente codificados e registrados originalmente como sendo maternos;    outros, ainda que maternos, na verdade procedentes de outros Munic&iacute;pios.    Tais &oacute;bitos compensaram, numericamente, a subenumera&ccedil;&atilde;o    dos sete &oacute;bitos maternos de residentes em Bel&eacute;m-PA e contribu&iacute;ram    para que o valor da RMM do SIM fosse superior ao registrado pelo estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este achado pode caracterizar um resultado pouco    comum,<sup>29</sup> merecedor de outras avalia&ccedil;&otilde;es. O fato &eacute; que,    se numericamente, o fator de ajuste apresenta potencial para corrigir os dados    oficiais, n&atilde;o acompanha as mudan&ccedil;as na qualidade das informa&ccedil;&otilde;es    decorrentes do n&iacute;vel de organiza&ccedil;&atilde;o que o sistema pode    alcan&ccedil;ar. Assim, as inconsist&ecirc;ncias internas n&atilde;o s&atilde;o    resolvidas. O fator de corre&ccedil;&atilde;o, portanto, n&atilde;o &eacute;    suficiente para detectar os verdadeiros casos de forma a qualificar as informa&ccedil;&otilde;es    sobre os &oacute;bitos maternos e apontar os determinantes do processo desse    evento. Esse prop&oacute;sito somente ser&aacute; alcan&ccedil;ado com a implanta&ccedil;&atilde;o    da investiga&ccedil;&atilde;o rotineira dos &oacute;bitos de mulheres em idade    reprodutiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Torna-se evidente que as informa&ccedil;&otilde;es    sobre &oacute;bito materno no SIM s&atilde;o inconsistentes. Estudos focados    na morte materna devem ser estimulados, portanto, e o conhecimento advindo sobre    suas causas e verdadeira magnitude definir&atilde;o o ponto de partida para    o desenvolvimento de uma pol&iacute;tica adequada de combate &agrave; mortalidade    materna.<sup>30</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nesse sentido, dada a import&acirc;ncia do problema,    um encaminhamento mais resolutivo &#8211; do que a realiza&ccedil;&atilde;o    de estudos com objetivo de calcular fatores de ajuste &#8211; ser&aacute; a    convoca&ccedil;&atilde;o dos Munic&iacute;pios para o desenho e implementa&ccedil;&atilde;o    de sistemas de vigil&acirc;ncia ativos, de cont&iacute;nua e sistem&aacute;tica    coleta de dados, capazes de melhor retratar a mortalidade materna.<sup>24,31</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como parte integrante da estrutura do sistema    de vigil&acirc;ncia, a a&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de Mortalidade Materna    &#8211; CMM &#8211; constitui uma das estrat&eacute;gias existentes para a supera&ccedil;&atilde;o    da precariedade de informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis e das dificuldades    na obten&ccedil;&atilde;o de dados consistentes sobre a morte materna em nosso    pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Como instrumento pol&iacute;tico e de controle    social, o CMM assume tal dimens&atilde;o que lhes confere <i>status</i>, mais    al&eacute;m de uma estrat&eacute;gia de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica,    de inst&acirc;ncia de participa&ccedil;&atilde;o da sociedade na proposi&ccedil;&atilde;o    das medidas para a preven&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o da morte    materna.<sup>32</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; pouco prov&aacute;vel que medidas t&eacute;cnicas,    exclusivamente, levem &agrave; redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade materna.    Faz-se necess&aacute;rio o comprometimento das autoridades pol&iacute;ticas<sup>12</sup>    com a quest&atilde;o, colocando-a &agrave; altura das prioridades da Sa&uacute;de    e encarregando &agrave;s Secretarias de Estado e Municipais a responsabilidade    pelo est&iacute;mulo &agrave; cria&ccedil;&atilde;o, promo&ccedil;&atilde;o    e garantia de condi&ccedil;&otilde;es para que os Comit&ecirc;s de Mortalidade    Materna sejam atuantes, capacitados mediante treinamentos peri&oacute;dicos,    organizados de forma descentralizada e coordenados por um CMM no n&iacute;vel    central.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; mister que Bel&eacute;m-PA invista na    implanta&ccedil;&atilde;o de seu Comit&ecirc; de Mortalidade Materna. Ele deve    se constituir em um sistema de vigil&acirc;ncia da morte materna, visando n&atilde;o    apenas &agrave; melhoria da certifica&ccedil;&atilde;o do &oacute;bito como    tamb&eacute;m ao aprimoramento do processo de trabalho previsto pelo SIM, para    aprimorar o conhecimento sobre o problema e, dessa forma, permitir a proposi&ccedil;&atilde;o    de atividades que tenham por meta o &ecirc;xito da preven&ccedil;&atilde;o da    mortalidade associada &agrave; gravidez.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A limita&ccedil;&atilde;o do estudo consistiu    na exist&ecirc;ncia de dois &oacute;bitos ocorridos durante a GPP, classificados    como ignorados quanto ao fato de serem ou n&atilde;o &oacute;bitos maternos.    Suas informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veiss nas fontes consultadas n&atilde;o    foram suficientes para assegurar causas relacionadas com ou agravadas pela gravidez,    ou ainda, por procedimentos de aten&ccedil;&atilde;o a ela. A limita&ccedil;&atilde;o    inicial diante dos 15 &oacute;bitos inconclusivos foi atenuada pelo fato de    os campos 43 e 44 das DO n&atilde;o estarem assinalados positivamente.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Sen G. Meio milh&atilde;o de gr&aacute;vidas    morre sem atendimento. Radis &#8211; Comunica&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de    2004; 24:5.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Theme-Filha MM, Silva RI, Noronha CP. Mortalidade    materna no Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro, 1993-1996. Cadernos de Sa&uacute;de    P&uacute;blica 1999;15(2):397-403.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Laurenti R, Mello-Jorge MHP, Lebr&atilde;o    ML, Gotlieb SLD. Estat&iacute;sticas de sa&uacute;de. 2<sup>a</sup> ed. rev.    e atual. S&atilde;o Paulo-SP: Editora Pedag&oacute;gica e Universit&aacute;ria;    1987.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Laurenti R. Perfil da mortalidade materna.    In: Minayo MCS, organizador. Os Muitos brasis &#8211; sa&uacute;de e popula&ccedil;&atilde;o    na d&eacute;cada de 80. S&atilde;o Paulo-SP: Hucitec; 1995; p. 304-319.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Informa&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de &#91;dados na Internet&#93;. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de. &#91;acessado 2005 jun. 7&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.saude.gov.br/datasus" target="_blank">http://www.saude.gov.br/datasus</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Tanaka AC, organizador. Sa&uacute;de da mulher    e direitos reprodutivos: dossi&ecirc; mortalidade materna. S&atilde;o Paulo-    SP: Rede Nacional Feminista de Sa&uacute;de e Direitos Reprodutivos &#8211;    Rede Sa&uacute;de; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Silva KS, D'Orsi E, Lowndes CM, Reis ACCV.    A mortalidade materna no Brasil no per&iacute;odo 1980- 1993. In: Giffin K,    Costa SH, organizadores. 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Obstetrics    and Gynecology 1995 Oct;86(4 Pt 2): 700-705.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Bouvier-Colle MH, Varnoux N, Costes P, Hatton    F. Reasons for the underreporting of maternal mortality in France, as indicated    by a survey of all deaths of women of childbearing age. International Journal    of Epidemiology 1991;20:717-721.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Manual    dos comit&ecirc;s de mortalidade materna. 2<sup>a</sup> ed. Bras&iacute;lia:    MS; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Laurenti R. Medindo a mortalidade materna.    S&atilde;o Paulo-SP: Centro Brasileiro de Classifica&ccedil;&atilde;o de Doen&ccedil;as/Universidade    de S&atilde;o Paulo; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.    Sa&uacute;de Brasil 2004: uma an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de.    Evolu&ccedil;&atilde;o da mortalidade materna no Brasil. Bras&iacute;lia-DF:    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004. p. 85-133.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Tanaka AC, Mitsuiki L. Estudo da magnitude    da mortalidade materna em 15 cidades brasileiras: relat&oacute;rio de pesquisa.    S&atilde;o Paulo-SP: Universidade de S&atilde;o Paulo; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Laurenti R, Mello-Jorge MHPM, Gotlieb SLD.    A mortalidade materna nas capitais brasileiras: algumas caracter&iacute;sticas    e estimativas de um fator de ajuste. Revista Brasileira de Epidemiologia 2004;7(4):    449-460.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Valongueiro S, Ludermir AB, Gominho LAF.    Avalia&ccedil;&atilde;o de procedimentos para identificar mortes maternas. Cadernos    de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2003;19supl:2.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de.    Classifica&ccedil;&atilde;o estat&iacute;stica internacional de doen&ccedil;as    e problemas relacionados &agrave; sa&uacute;de. 10<sup>a</sup> revis&atilde;o.    9<sup>a</sup> ed. rev. S&atilde;o Paulo-SP: Editora da Universidade de S&atilde;o    Paulo; 2003. V 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Laurenti R. Mortalidade materna: desafios    para sua redu&ccedil;&atilde;o e a quest&atilde;o da mensura&ccedil;&atilde;o    e coleta de dados. Apresenta&ccedil;&atilde;o feita na Eurolac Conference; 2004    abr.16; Recife-PE, Brasil.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Costa AAR, Ribas MSSS, Amorim MMR, Santos    LC. Mortalidade materna na cidade do Recife. Revista Brasileira de Ginecologia    e Obstetr&iacute;cia 2002;24(7):455-462.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Cecatti JG, Albuquerque RM, Hardy E, Fa&uacute;ndes    A. Mortalidade materna em Recife: causas de &oacute;bitos maternos. 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Estudo da mortalidade materna no Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo durante    o ano de 1995. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetr&iacute;cia 1996;18(9):731-736.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">27. Parpinelli MA, Fa&uacute;ndes A, Cecatti    JG, Surita FGC, Pereira BG, J&uacute;nior RP, Amaram E. Subnotifica&ccedil;&atilde;o    da mortalidade materna em Campinas: 1992-1994. Revista Brasileira de Ginecologia    e Obstetr&iacute;cia 2000;22(1):27-32.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 28. Albuquerque RM, Cecatti JG, Hardy E, Fa&uacute;ndes    A. Mortalidade materna em Recife. Avalia&ccedil;&atilde;o da subenumera&ccedil;&atilde;o    de estat&iacute;sticas oficiais. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1997;13:59-65.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">29. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Estudo    da mortalidade de mulheres de 10 a 49 anos, com &ecirc;nfase na mortalidade    materna: relat&oacute;rio final. 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Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2003;19(1):183-189.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v17n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   N&uacute;cleo do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de/Par&aacute;,    <br>   Rua Senador Manoel Barata, 869, Sala 401-403,    <br>   Centro, Bel&eacute;m-PA, Brasil.    <br>   CEP: 66010-140    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <i> E-mail</i>:<a href="mailto:santana.mota@saude.gov.br">santana.mota@saude.gov.br</a>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 27/09/2006<b>    <br>   </b>Aprovado em 09/10/2007</font></p>      ]]></body><back>
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