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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Diabetes mellitus: magnitude das hospitalizações na rede pública do Brasil, 1999-2001]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Sul Programa de Pós-graduação em Epidemiologia ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>PR&Ecirc;MIO DE INCENTIVO AO    DESENVOLVIMENTO E &Agrave; APLICA&Ccedil;&Atilde;O DA EPIDEMIOLOGIA NO SUS MEN&Ccedil;&Atilde;O    HONROSA DOUTORADO</b></font></p>     <p align="left">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Diabetes <i><i>mellitus</i></i>: magnitude das hospitaliza&ccedil;&otilde;es    na rede p&uacute;blica do Brasil, 1999-2001</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Roger dos Santos Rosa; Maria In&ecirc;s Schmidt    (Orientadora) </b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o    em Epidemiologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre-RS,    Brasil</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O diabetes <i><i>mellitus</i></i> &eacute; uma das    principais causas de morbimortalidade em sociedades ocidentais. Sua preval&ecirc;ncia    aumenta com a idade, embora venha se tornando importante na adolesc&ecirc;ncia,    inclusive. Apesar de pol&iacute;ticas mundiais como &quot;Sa&uacute;de para    Todos&quot; e reformas setoriais dos sistemas de sa&uacute;de, o diabetes continua    a representar um desafio para governos e sociedades, em raz&atilde;o da carga    de sofrimento, incapacidade, perda de produtividade e morte prematura que provoca.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A avalia&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica em    sa&uacute;de &eacute; um campo relativamente novo de investiga&ccedil;&atilde;o,    pouco desenvolvido, particularmente   em nosso pa&iacute;s. Os custos diretos e indiretos associados ao diabetes s&atilde;o    freq&uuml;entemente desconhecidos.   Complica&ccedil;&otilde;es como doen&ccedil;a card&iacute;aca, cegueira, nefropatia    e amputa&ccedil;&atilde;o de extremidades, associadas &agrave;s dificuldades   de acesso aos cuidados de sa&uacute;de para algumas popula&ccedil;&otilde;es,    tornam complexa a apura&ccedil;&atilde;o dos esfor&ccedil;os   realizados no &acirc;mbito individual e social. Sabe-se, entretanto, que as    despesas m&eacute;dicas dos pacientes diab&eacute;ticos   podem ser tr&ecirc;s a quatro vezes maiores do que as verificadas com os pacientes    que n&atilde;o o s&atilde;o (Rubin, Altman &amp;   Mendelson, 1994).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A relev&acirc;ncia do diabetes <i><i>mellitus</i></i>    pode ser dimensionada por sua preval&ecirc;ncia m&eacute;dia em nove capitais    brasileiras, estimada em 7,6% em adultos de 30 a 69 anos de idade, segundo estudo    multic&ecirc;ntrico realizado em fins da d&eacute;cada de 1980 (Malerbi &amp;    Franco, 1992). A investiga&ccedil;&atilde;o evidenciou a tend&ecirc;ncia do    aumento da preval&ecirc;ncia para as Regi&otilde;es Sudeste e Sul, o desconhecimento    da pr&oacute;pria condi&ccedil;&atilde;o por cerca da metade dos indiv&iacute;duos    portadores e a n&atilde;o-realiza&ccedil;&atilde;o de qualquer tratamento entre    1/5 dos que a conhecem. Mais recentemente, outros estudos apontam para conclus&otilde;es    similares (Romero, 2002; Nucci, 2003; Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Instituto    Nacional do C&acirc;ncer, 2004).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A morbidade decorrente do diabetes e de suas    potenciais complica&ccedil;&otilde;es implica n&atilde;o apenas custos econ&ocirc;micos    como tamb&eacute;m custos incomensur&aacute;veis para os indiv&iacute;duos,    em termos de dor e sofrimento. Estimar adequadamente o &quot;tamanho do problema&quot;,    bem como os recursos p&uacute;blicos alocados para seu manejo no &acirc;mbito    hospitalar, representa uma oportunidade para aperfei&ccedil;oar as a&ccedil;&otilde;es    de vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de e repensar a qualidade e a adequa&ccedil;&atilde;o    das interven&ccedil;&otilde;es at&eacute; ent&atilde;o realizadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Outrossim, quanto ao sub-registro de diagn&oacute;sticos    nas hospitaliza&ccedil;&otilde;es, o de diabetes &eacute; um problema comum   em diversos sistemas de sa&uacute;de. An&aacute;lises sobre o impacto do diabetes    <i>mellitus</i> devem considerar essa quest&atilde;o, o   que j&aacute; &eacute; usual em outros pa&iacute;ses, pela ado&ccedil;&atilde;o    da metodologia do risco atribu&iacute;vel (Ada, 2003).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Apesar da disponibilidade de grandes bancos    de dados do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS), a magnitude das interna&ccedil;&otilde;es    por diabetes no Brasil, mesmo que a partir do diagn&oacute;stico principal,    n&atilde;o tem sido adequadamente dimensionada. Avalia&ccedil;&otilde;es que    incorporem a metodologia de risco atribu&iacute;vel e/ou padroniza&ccedil;&otilde;es    em fun&ccedil;&atilde;o da estrutura et&aacute;ria das diferentes Regi&otilde;es    nunca foram desenvolvidas. Eventualmente, apenas o diagn&oacute;stico principal    &eacute; tabulado, carecendo de padroniza&ccedil;&atilde;o, que permita comparabilidade    entre as popula&ccedil;&otilde;es, ou da apresenta&ccedil;&atilde;o de intervalos    de confian&ccedil;a. A limitada capacidade anal&iacute;tica e as dificuldades    de difus&atilde;o sistem&aacute;tica do monitoramento da morbidade por diabetes    levam &agrave; seguinte pergunta: Qual a express&atilde;o de tais interna&ccedil;&otilde;es    no sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de brasileiro?</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Objetivos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> <b>Objetivo geral</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Dimensionar a participa&ccedil;&atilde;o do    diabetes <i>mellitus</i> nas hospitaliza&ccedil;&otilde;es da rede p&uacute;blica brasileira    (1999-2001),   colaborando para a avalia&ccedil;&atilde;o dos custos diretos com a doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Objetivos espec&iacute;ficos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> I. Analisar as hospitaliza&ccedil;&otilde;es    (327.800) e os &oacute;bitos hospitalares (17.760) por diabetes <i>mellitus</i> como    diagn&oacute;stico   principal (CID-10, E10-E14; e procedimento realizado).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> II. Estimar as hospitaliza&ccedil;&otilde;es    atribu&iacute;veis ao diabetes <i>mellitus</i>, incluindo as anteriores e aquelas por    complica&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas e condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas    gerais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A partir dos arquivos p&uacute;blicos do Sistema    de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de    (SIH/SUS), foram analisados 972 arquivos do tipo &quot;reduzidos&quot; (prefixo    RD), correspondentes &agrave;s 27 unidades federadas, das compet&ecirc;ncias    janeiro/99 a dezembro/2001, dispon&iacute;veis em <a href="http//:www.datasus.saude.br" target="_blank">www.datasus.saude.br</a>    (Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, 2002). Consideraram-se, para o dimensionamento    f&iacute;sico, as autoriza&ccedil;&otilde;es de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar    (AIH) pagas do tipo normal (AIH-1); e para o dimensionamento financeiro, somaram-se    as AIH do tipo de longa perman&ecirc;ncia (AIH-5), pois o gasto com o paciente    j&aacute; computado na AIH-1 prossegue.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Na an&aacute;lise do diabetes <i>mellitus</i>    como diagn&oacute;stico principal de hospitaliza&ccedil;&atilde;o, partiu-se,    inicialmente, das causas de interna&ccedil;&atilde;o sob os c&oacute;digos E10-E14    da Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as    e Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de &#8211; 10<sup>a</sup> revis&atilde;o    (CID-10) (OMS, 2000). Para aumentar a precis&atilde;o diagn&oacute;stica, filtraram-se    as interna&ccedil;&otilde;es E10-E14 cujos procedimentos realizados foram tratamento    de &quot;diabetes sacarino&quot; (c&oacute;digos 82.300-04-6 ou 82.500-05-3)    ou diagn&oacute;stico e/ou primeiro atendimento (em cl&iacute;nica m&eacute;dica    &#8211; c&oacute;digo 72.500-00-0&#8211;; ou em cl&iacute;nica pedi&aacute;trica    &#8211; c&oacute;digo 71.300-00-7). Obtiveram-se 327.800 interna&ccedil;&otilde;es,    todas do tipo AIH-1.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para estabilizar flutua&ccedil;&otilde;es anuais,    apurou-se o volume m&eacute;dio de interna&ccedil;&otilde;es e de &oacute;bitos    hospitalares do per&iacute;odo para cada Estado e Regi&atilde;o de resid&ecirc;ncia    do paciente, sexo e 18 intervalos et&aacute;rios (idade no momento da hospitaliza&ccedil;&atilde;o).    Os coeficientes de interna&ccedil;&otilde;es e de &oacute;bitos hospitalares    foram calculados a partir das m&eacute;dias anuais do tri&ecirc;nio por 10.000    habitantes e por 1.000.000 de habitantes, conforme popula&ccedil;&atilde;o residente    informada pelo Censo Demogr&aacute;fico 2000 &#91;Instituto Brasileiro de Geografia    e Estat&iacute;stica (IBGE), 2004&#93;. Para os resultados por sexo em cada Regi&atilde;o,    tomou-se como padr&atilde;o o m&eacute;todo direto, com a popula&ccedil;&atilde;o    brasileira em 2000, segundo cinco intervalos et&aacute;rios. Os valores pagos,    &agrave; exce&ccedil;&atilde;o dos referentes aos gastos em unidade de tratamento    intensivo (UTI), j&aacute; estavam convertidos pelo d&oacute;lar norte-americano,    nos arquivos RD do SIH/SUS.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; an&aacute;lise    estat&iacute;stica, utilizaram-se intervalos de confian&ccedil;a de 95%. A regress&atilde;o    log&iacute;stica foi desenvolvida   para verificar associa&ccedil;&otilde;es com a ocorr&ecirc;ncia de &oacute;bito    hospitalar. A an&aacute;lise dos dados foi realizada pelos   aplicativos Microsoft Excel&reg; vers&atilde;o 2002 e SPSS&reg; vers&atilde;o    10.0.1.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Na an&aacute;lise do diabetes <i>mellitus</i> como    diagn&oacute;stico atribu&iacute;vel, foram geradas 1.440 fra&ccedil;&otilde;es    etiol&oacute;gicas a partir   da combina&ccedil;&atilde;o das preval&ecirc;ncias de diabetes <i>mellitus</i> por    Regi&atilde;o de resid&ecirc;ncia do paciente, sexo e 18 intervalos   et&aacute;rios originais, com os riscos relativos de hospitaliza&ccedil;&atilde;o    por sete subgrupos de complica&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas e pelo   grupo de condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas gerais. As fra&ccedil;&otilde;es    foram aplicadas na base de AIH-1 do per&iacute;odo (35,6 milh&otilde;es de   interna&ccedil;&otilde;es) e na base total de AIH (37 milh&otilde;es de hospitaliza&ccedil;&otilde;es),    para estimar o gasto governamental &#091;metodologia   do risco atribu&iacute;vel (Ada, 2003). Os resultados foram somados &agrave;s    interna&ccedil;&otilde;es e gastos por diabetes <i>mellitus</i>   como diagn&oacute;stico principal. Na an&aacute;lise de sensibilidade, foram    utilizadas varia&ccedil;&otilde;es de 150 a 200% dos valores   iniciais da preval&ecirc;ncia e de 50 a 200% para os de risco relativo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A perspectiva econ&ocirc;mica adotada foi a    do financiador p&uacute;blico universal &#8211; o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de    brasileiro   &#8211; e os valores correspondem &agrave; despesa governamental.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o aos aspectos &eacute;ticos,    os arquivos do SIH/SUS s&atilde;o de dom&iacute;nio p&uacute;blico, dispon&iacute;veis    na Internet e divulgados pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de de forma a preservar    a identifica&ccedil;&atilde;o dos sujeitos, garantindo a confidencialidade.    O autor e sua orientadora n&atilde;o t&ecirc;m a declarar qualquer conflito    de interesse.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Houve maior volume de hospitaliza&ccedil;&otilde;es    por diabetes <i>mellitus</i> como diagn&oacute;stico principal no sexo feminino    &#91;7,5/10.000 habitantes (IC<sub>95%</sub>: 7,4-7,6)&#93;, relativamente ao    masculino &#91;5,2 (5,2-5,3)&#93;; e mais &oacute;bitos hospitalares de mulheres    &#91;38,1/1.000.000 hab. (36,8-39,3) <i>versus</i> 30,7 (29,5-32,0) para homens&#93;;    por&eacute;m, observou-se maior letalidade no sexo masculino (5,9 <i>vs</i>.    5,0%), em todas as Regi&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Observou-se incremento das hospitaliza&ccedil;&otilde;es    com a idade (mais acentuado para as mulheres), predomin&acirc;ncia do sexo feminino    nas interna&ccedil;&otilde;es e na mortalidade hospitalar acima dos 45 anos    de idade e maior letalidade para homens adultos (&#8805;20 anos), achados comuns a    todas as Regi&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> N&atilde;o houve diferen&ccedil;a significativa    entre a perman&ecirc;ncia nas interna&ccedil;&otilde;es com &oacute;bito &#91;6,5    dias (6,3-6,6)&#93; ou sem &#91;6,4 (6,3-6,6)&#93;; h&aacute; diferen&ccedil;a    significante, entretanto, no gasto total m&eacute;dio por interna&ccedil;&atilde;o    &#91;US$ 275.27 (268.37- 282.16) <i>vs</i>. US$143.45 (136.56-150.35)&#93;.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> O gasto por 10.000 habitantes equivaleu a US$    969.09.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A raz&atilde;o de chances dos homens falecerem    durante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o foi maior que a das mulheres &#91;<i>odds    ratio</i> (OR) IC<sub>95%</sub>: 1,2 (1,2-1,2)&#93;. Tamb&eacute;m foi maior    a raz&atilde;o de chances de falecimento dos indiv&iacute;duos com idade acima    de 75 anos &#91;OR IC<sub>95%</sub>: 11,7 (10,2-13,4)&#93;, 65-74 anos &#91;OR    IC<sub>95%</sub>: 6,9 (6,0-7,9)&#093;, 45-64 anos &#91;OR IC<sub>95%</sub>: 4,4 (3,9-    5,1)&#93; e 20-44 anos &#91;OR IC<sub>95%</sub>: 3,2 (2,8-3,7)&#93;, relativamente    aos indiv&iacute;duos de 0-19 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os habitantes das Regi&otilde;es Nordeste e    Sudeste apresentaram raz&atilde;o de chances duas vezes maior de morrerem durante   uma interna&ccedil;&atilde;o por diabetes <i>mellitus</i> como diagn&oacute;stico principal,    comparativamente aos da Regi&atilde;o Sul.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As hospitaliza&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;veis    ao diabetes <i>mellitus</i> foram estimadas em 836,3 mil anuais (49,3/10.000 hab.),   atingindo US$243.9 milh&otilde;es por ano (US$14.4 mil/10.000 hab.).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As hospitaliza&ccedil;&otilde;es por diabetes    <i>mellitus</i> como diagn&oacute;stico principal (13,1%), complica&ccedil;&otilde;es    cr&ocirc;nicas (41,5%)   e condi&ccedil;&otilde;es m&eacute;dicas gerais (45,4%) representaram, respectivamente,    6,7%, 51,4% e 41,9% dos gastos anuais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O valor m&eacute;dio das interna&ccedil;&otilde;es    atribu&iacute;veis ao diabetes <i>mellitus</i> (US$292.0) foi 36% mais elevado que    o das n&atilde;o   atribu&iacute;veis &agrave; doen&ccedil;a. A diferen&ccedil;a mais expressiva    no valor m&eacute;dio entre hospitaliza&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;veis    e n&atilde;o atribu&iacute;veis   a diabetes <i>mellitus</i> ocorreu nas doen&ccedil;as vasculares perif&eacute;ricas    (24%), embora as complica&ccedil;&otilde;es cardiovasculares   tenham se destacado em quantidade (27%) e volume de gastos (37%) totais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Homens se internaram menos (48%) que mulheres,    por&eacute;m com maior gasto total (53%). Interna&ccedil;&otilde;es de pacientes   com 45-64 anos representaram o maior volume (45%) e gastos (48%), enquanto as    de 75 anos ou mais,   os maiores coeficientes de hospitaliza&ccedil;&atilde;o (350/10.000 hab.) e    de despesa (US$93.4 mil/10.000 hab.).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As Regi&otilde;es mais desenvolvidas gastaram    praticamente o dobro por 10.000 hab., em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Conclus&otilde;es, recomenda&ccedil;&otilde;es    e impacto potencial dos resultados em Sa&uacute;de P&uacute;blica</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A utiliza&ccedil;&atilde;o da metodologia do    risco atribu&iacute;vel em nosso meio &eacute; vi&aacute;vel para contornar    os problemas gerados   pelo sub-registro do uso de recursos da Sa&uacute;de em diabetes <i>mellitus</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As configura&ccedil;&otilde;es do consumo de    servi&ccedil;os hospitalares da rede p&uacute;blica brasileira s&atilde;o semelhantes    &agrave;s de pa&iacute;ses   mais desenvolvidos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O gasto governamental exclusivamente com hospitaliza&ccedil;&otilde;es    atribu&iacute;veis ao diabetes <i>mellitus</i> &eacute; expressivo (2,2%   no or&ccedil;amento executado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> H&aacute; importantes desigualdades regionais    e de distribui&ccedil;&atilde;o sexual nas interna&ccedil;&otilde;es, seja como    primeiro diagn&oacute;stico,   seja como hospitaliza&ccedil;&otilde;es atribu&iacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recomenda-se:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - A atualiza&ccedil;&atilde;o das estimativas    de preval&ecirc;ncia, uma vez que os dados do &quot;Estudo Multic&ecirc;ntrico    sobre a Preval&ecirc;ncia do Diabetes <i>mellitus</i> no Brasil&quot; referem-se ao    final dos anos 1980.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - A perman&ecirc;ncia das bases de dados do    Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares do Sistema &Uacute;nico de    Sa&uacute;de &#8211; SIH/SUS   &#8211; dispon&iacute;veis de forma ampla e irrestrita, propiciando a realiza&ccedil;&atilde;o    e a continuidade de estudos espec&iacute;ficos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - A realiza&ccedil;&atilde;o de investiga&ccedil;&otilde;es    incluindo n&atilde;o apenas as hospitaliza&ccedil;&otilde;es no sistema p&uacute;blico    como tamb&eacute;m as do   sistema de sa&uacute;de suplementar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - E que, para tanto, a Ag&ecirc;ncia Nacional    de Sa&uacute;de Suplementar &#8211; ANS &#8211; prossiga em seus esfor&ccedil;os    de compatibiliza&ccedil;&atilde;o   dos sistemas informatizados dos planos e seguros privados de assist&ecirc;ncia    &agrave; sa&uacute;de, para possibilitar   a cria&ccedil;&atilde;o de bancos de dados semelhantes aos do SIH/SUS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Estudos sobre hospitaliza&ccedil;&otilde;es    que incluam indicadores populacionais e de incid&ecirc;ncia de despesa, usem   intervalos de confian&ccedil;a e adotem o padr&atilde;o de estrutura et&aacute;ria    da popula&ccedil;&atilde;o brasileira quando compararem   unidades geogr&aacute;ficas subnacionais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> - Pesquisas localizadas que incorporem outras    vari&aacute;veis de an&aacute;lise, como &iacute;ndice de massa corporal, ra&ccedil;a/cor,   escolaridade, gravidade da condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica no momento    da interna&ccedil;&atilde;o, grau de utiliza&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os,    reinterna&ccedil;&otilde;es   e outras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - A busca do conhecimento, al&eacute;m do gasto    governamental, do custo da interna&ccedil;&atilde;o e seu custo-efetividade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Estudos sobre o impacto econ&ocirc;mico do    diabetes <i>mellitus</i> na sociedade brasileira, incluindo, al&eacute;m das    hospitaliza&ccedil;&otilde;es, outros componentes de custo direto e custos indiretos    relacionados a perda de produtividade por morte prematura e incapacidades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - A considera&ccedil;&atilde;o das diferen&ccedil;as    entre sexos, faixas et&aacute;rias e Regi&otilde;es na elabora&ccedil;&atilde;o    de planos operativos de   preven&ccedil;&atilde;o e controle do diabetes <i>mellitus</i> e na defini&ccedil;&atilde;o    de pol&iacute;ticas de sa&uacute;de pelas diferentes esferas de   governo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - A amplia&ccedil;&atilde;o do acesso aos servi&ccedil;os    de sa&uacute;de, para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes diab&eacute;ticos   e de suas fam&iacute;lias, reduzindo a necessidade de interna&ccedil;&otilde;es,    minimizando as complica&ccedil;&otilde;es e diminuindo a   severidade de outras condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de mais gerais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - O incremento das estrat&eacute;gias relacionadas    a atividades preventivas, para cobrir a popula&ccedil;&atilde;o mais adequadamente,   evitar as hospitaliza&ccedil;&otilde;es e reduzir a incid&ecirc;ncia do pr&oacute;prio    diabetes <i>mellitus</i>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Finalmente, como impacto potencial, o trabalho    fortalece uma das fun&ccedil;&otilde;es essenciais da Sa&uacute;de P&uacute;blica,    qual   seja, o monitoramento, a an&aacute;lise e a avalia&ccedil;&atilde;o da situa&ccedil;&atilde;o    de sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o ou de grupos de especial interesse,   com &ecirc;nfase na identifica&ccedil;&atilde;o das desigualdades de riscos,    danos e acesso aos servi&ccedil;os.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A mesma metodologia de risco atribu&iacute;vel    poder&aacute; ser aplicada a partir dos arquivos do SIH/SUS, bem como de   outros sistemas de informa&ccedil;&otilde;es sobre morbidade e/ou mortalidade,    em an&aacute;lises de outras doen&ccedil;as e agravos,   para permitir melhor identifica&ccedil;&atilde;o das necessidades de sa&uacute;de    da popula&ccedil;&atilde;o e avalia&ccedil;&atilde;o mais adequada das interven&ccedil;&otilde;es   propostas e realizadas.</font></p>      ]]></body>
</article>
