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<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
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<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S1679-49742008000300004</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Grau de satisfação com a saúde entre idosos do Município de Botucatu, Estado de São Paulo, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Level of Satisfaction with the Health in the Elderly in the Municipality of Botucatu, State of São Paulo, Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The proportion of elderly people about 60-year-old or more in Brazil, as well as in most parts of the world, has been increasing and gradually narrowing the base of the population pyramid. This proportion produces prevalence of incapacities which are responsible for physical and psychic dependence, compromising the autonomy of elderly people, and consequently getting worse their satisfaction with their own health. This study aimed to associate factors to the level of satisfaction on health in different aspects of life of the elderly population resident in the Municipality of Botucatu, State of São Paulo, Brazil, in 2003. This cross-sectional study used a questionnaire, result of a composition of existing instruments in literature, applied in a sample of 365 elderly people chosen by means of systematic sampling, for unknown prevalence and p<0.05. The level of satisfaction on health was measured within a scale from 1 to 7. Analyses were made by logistic regression with the event 'level of satisfaction on health' through ranked analysis in blocks. For each block, the variable results were placed one to one, initiating the process with the one of major magnitude of risk. After the study those significant variables were grouped for block, in a final model of logistic regression. The variables associated with health satisfaction are as follows: to be satisfied with the daily activities of life [OR=5.90 (3.35-10.41)]; to be satisfied with life in general [OR=2.40 (1.35-4.26)]; leisure [OR=2.40 (1.35-4.18)]; and no reference of hypertension [OR=1.90 (1.09-3.31)] and cardiopathy [OR=2.32 (1.21-4.42)]. The satisfaction with health has been associated mainly with autonomy, life and leisure, and no reference of hypertension and cardiopathy.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Grau de satisfa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de    entre idosos do Munic&iacute;pio de Botucatu, Estado de S&atilde;o Paulo, Brasil<sup><a href="#nota">*</a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Level of Satisfaction with the Health in the    Elderly in the Municipality of Botucatu, State of S&atilde;o Paulo, Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Luciane Cristina J&oacute;ia<sup>I</sup>; Tania Ruiz<sup>II</sup>;    Maria Rita Donal&iacute;sio<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Faculdade S&atilde;o Francisco de    Barreiras, Barreiras-BA, Brasil    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Departamento de Sa&uacute;de    P&uacute;blica, Faculdade de Medicina de Botucatu, Universidade Estadual Paulista,    Botucatu-SP, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>Departamento de Medicina    Preventiva e Social, Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas, Universidade    Estadual de Campinas, Campinas-SP, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A propor&ccedil;&atilde;o de idosos com 60 anos    e mais vem crescendo no Brasil como na maior parte do mundo, alargando progressivamente    o &aacute;pice da pir&acirc;mide populacional. A maior sobrevida da popula&ccedil;&atilde;o    produz preval&ecirc;ncia de incapacidades desencadeadoras de depend&ecirc;ncia    f&iacute;sica e ps&iacute;quica, comprometendo a autonomia dos idosos e, conseq&uuml;entemente,    piorando sua satisfa&ccedil;&atilde;o com a pr&oacute;pria sa&uacute;de. Objetivou-se    estudar os fatores associados ao grau de satisfa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de    nos diferentes aspectos da vida da popula&ccedil;&atilde;o de 60 anos e mais    residente no Munic&iacute;pio de Botucatu, Estado de S&atilde;o Paulo, Brasil,    em 2003. Trata-se de estudo transversal de base populacional, em que foi aplicado    question&aacute;rio em amostra sistem&aacute;tica da popula&ccedil;&atilde;o    idosa do Munic&iacute;pio (N=365), considerando-se a preval&ecirc;ncia desconhecida    e p&lt;0,05. O question&aacute;rio utilizado resultou de uma composi&ccedil;&atilde;o    de instrumentos presentes na literatura. O grau de satisfa&ccedil;&atilde;o    com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de foi medido em uma escala de    1 a 7. Foram realizadas an&aacute;lises por regress&atilde;o log&iacute;stica    sobre o evento 'grau de satisfa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de', mediante    hierarquiza&ccedil;&atilde;o em blocos. Para cada bloco, as vari&aacute;veis    foram inclu&iacute;das uma a uma, iniciando-se o processo pela de maior magnitude    de risco. Aquelas que se mantiveram significativas no modelo inicial foram agrupadas    por bloco, em modelo final de regress&atilde;o log&iacute;stica. As vari&aacute;veis    que se associaram &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de foram:    estar satisfeito com as atividades de vida di&aacute;ria &#91;OR=5,90 (3,35-10,41)&#93;;    estar satisfeito com a vida em geral &#91;OR=2,40 (1,35-4,26)&#93;; o lazer    &#91;OR=2,40 (1,35-4,18)&#93;; e a n&atilde;o-refer&ecirc;ncia de hipertens&atilde;o    &#91;OR=1,90 (1,09-3,31)&#93; e cardiopatia &#91;OR=2,32 (1,21-4,42)&#93;. A    </font><font size="2" face="Verdana">satisfa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de    associou-se, principalmente, com a autonomia, o lazer e a n&atilde;o-refer&ecirc;ncia    de hipertens&atilde;o e cardiopatia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> idoso; qualidade de vida;    estudo transversal; satisfa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The proportion of elderly people about 60-year-old    or more in Brazil, as well as in most parts of the world, has been increasing    and gradually narrowing the base of the population pyramid. This proportion    produces prevalence of incapacities which are responsible for physical and psychic    dependence, compromising the autonomy of elderly people, and consequently getting    worse their satisfaction with their own health. This study aimed to associate    factors to the level of satisfaction on health in different aspects of life    of the elderly population resident in the Municipality of Botucatu, State of    S&atilde;o Paulo, Brazil, in 2003. This cross-sectional study used a questionnaire,    result of a composition of existing instruments in literature, applied in a    sample of 365 elderly people chosen by means of systematic sampling, for unknown    prevalence and p&lt;0.05. The level of satisfaction on health was measured within    a scale from 1 to 7. Analyses were made by logistic regression with the event    'level of satisfaction on health' through ranked analysis in blocks. For each    block, the variable results were placed one to one, initiating the process with    the one of major magnitude of risk. After the study those significant variables    were grouped for block, in a final model of logistic regression. The variables    associated with health satisfaction are as follows: to be satisfied with the    daily activities of life &#91;OR=5.90 (3.35-10.41)&#93;; to be satisfied with    life in general &#91;OR=2.40 (1.35-4.26)&#93;; leisure &#91;OR=2.40 (1.35-4.18)&#93;;    and no reference of hypertension &#91;OR=1.90 (1.09-3.31)&#93; and cardiopathy    &#91;OR=2.32 (1.21-4.42)&#93;. The satisfaction with health has been associated    mainly with autonomy, life and leisure, and no reference of hypertension and    cardiopathy.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> elderly; quality of life; cross-sectional    study.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O processo de envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o    tem   levado &agrave; mudan&ccedil;a nos padr&otilde;es de morbimortalidade   e, conseq&uuml;entemente, ao aumento da sobrevida da   popula&ccedil;&atilde;o e da preval&ecirc;ncia de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas    entre   os mais idosos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A sa&uacute;de n&atilde;o &eacute; algo que se    adquira dentro de um   intervalo de tempo espec&iacute;fico. Trata-se de um processo   cont&iacute;nuo, ao longo da vida, em que s&atilde;o desenvolvidos   todos seus aspectos ou dimens&otilde;es &#8211; corporal, mental   e sentimental &#8211; inter-relacionados harmoniosamente.   Mais que a mera aus&ecirc;ncia de doen&ccedil;a ou de capacidade,   sa&uacute;de implica integralidade e funcionamento pleno ou   efici&ecirc;ncia do organismo (mente e corpo), ademais do   devido ajustamento social. Promover a sa&uacute;de significa,   portanto, fortalecer o equil&iacute;brio entre todos os fatores   com ela relacionados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estado de sa&uacute;de est&aacute; intimamente    relacionado &agrave; qualidade de vida, valorizando-se cada vez mais o indicador    'qualidade de vida relacionada &agrave; sa&uacute;de'.<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os indicadores tradicionais de sa&uacute;de n&atilde;o    conseguem explicar o fato de os idosos com doen&ccedil;as se sentirem saud&aacute;veis.    A percep&ccedil;&atilde;o do indiv&iacute;duo do seu estado de sa&uacute;de    est&aacute; se transformando em indicador relevante de seu bem-estar, sendo    &uacute;til para avaliar as necessidades de sa&uacute;de e, ao mesmo tempo,    predizer de forma consistente a sobrevida dessa popula&ccedil;&atilde;o.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maneira como o indiv&iacute;duo lida com o    pr&oacute;prio   corpo e estado de sa&uacute;de determinar&aacute; seu comportamento,   suas escolhas e seu bem-viver dentro de   determinados limites, seja em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; qualidade de   vida que ele deseja para si, seja em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dura&ccedil;&atilde;o   de vida razo&aacute;vel que possa almejar.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O conhecimento dos fatores que interferem na    satisfa&ccedil;&atilde;o   com a sa&uacute;de entre idosos &eacute;, por conseguinte,   um instrumento importante para o planejamento de   pol&iacute;ticas sociais voltadas a essa faixa et&aacute;ria e focadas   em sua qualidade de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo deste trabalho foi estudar o grau    de   satisfa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de entre a popula&ccedil;&atilde;o    idosa de   uma cidade de porte m&eacute;dio no interior do Estado de   S&atilde;o Paulo e verificar os fatores de seu estilo de vida e   de sa&uacute;de associados a ela.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2003, realizou-se um estudo com idosos residentes   no Munic&iacute;pio de Botucatu, Estado de S&atilde;o Paulo.   A sele&ccedil;&atilde;o foi realizada por amostragem aleat&oacute;ria e   proporcional entre os domic&iacute;lios residenciais. Para a   identifica&ccedil;&atilde;o, foi utilizado um cadastro contemplando   9.000 fam&iacute;lias (correspondentes a 26% das resid&ecirc;ncias   do Munic&iacute;pio, considerando-se 1% de ajuste) alocadas   aleatoriamente, sorteadas segundo uma escala de   4/1.<sup>5</sup> Com base nesse cadastro, foram selecionados,   tamb&eacute;m aleatoriamente, moradores com idade igual   ou superior a 60 anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O tamanho da popula&ccedil;&atilde;o-alvo considerada    para c&aacute;lculo baseou-se em um erro amostral de 5%, relativo a um intervalo    de confian&ccedil;a de 95% (&#945; bilateral de 0,025), com uma preval&ecirc;ncia    da caracter&iacute;stica de interesse de 0,5%, desprezando-se o fator de corre&ccedil;&atilde;o    da redu&ccedil;&atilde;o de heterogeneidade associada ao desenho de conglomerado.    Utilizou-se a express&atilde;o abaixo:</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/3a04exp.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Entretanto, registrou-se perda de 5% da amostra   inicialmente estimada (384), pois cinco casas encontravam-   se fechadas em mais de tr&ecirc;s visitas, 11 idosos   haviam morrido no ano de estudo e tr&ecirc;s n&atilde;o residiam   no domic&iacute;lio. Obteve-se, finalmente, uma amostra de   365 entrevistados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo incluiu indiv&iacute;duos de 60 anos    e mais   que fossem capazes de responder coerentemente as   quest&otilde;es a serem formuladas. Exclu&iacute;ram-se aqueles   que apresentaram recusa expl&iacute;cita, incapacidade   de express&atilde;o ou qualquer fator que impedisse sua   entrevista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Utilizou-se um instrumento de coleta de dados   &#8211; question&aacute;rio &#8211; estruturado e pr&eacute;-testado, para   obten&ccedil;&atilde;o das informa&ccedil;&otilde;es referentes ao grau de   satisfa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de entre os idosos. As quest&otilde;es   contemplaram dados sociodemogr&aacute;ficos, qualidade   e estilo de vida, atividade f&iacute;sica, estado emocional e   morbidade referida.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Por se tratar de inqu&eacute;rito multidimensional,    o   question&aacute;rio foi definido a partir da fus&atilde;o de outros,   j&aacute; validados no contexto da realidade brasileira: o de   qualidade de vida de Flanagan;<sup>6</sup> e o Perfil do Estilo de   Vida Individual confeccionado por Nahas e colaboradores,   <sup>7</sup> parte do World Health Organization Quality of Life   (WHOQOL 100) validado por Fleck e colaboradores.<sup>8</sup>   Ap&oacute;s estudo-piloto, foram realizadas adapta&ccedil;&otilde;es e   fus&atilde;o desses question&aacute;rios selecionados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A dificuldade de aplica&ccedil;&atilde;o da entrevista    com indiv&iacute;duos   sem escolaridade, apresentando problemas   visuais e de compreens&atilde;o, impossibilitou, muitas vezes,   que o respondente fosse o pr&oacute;prio idoso. Dessa forma,   optou-se por aplicar o question&aacute;rio resultante, no   inqu&eacute;rito domiciliar, utilizando-se um reconhecimento   visual para obten&ccedil;&atilde;o das respostas. Cada categoria de   resposta foi representada por um desenho da Escala   de Motiva&ccedil;&atilde;o.<sup>9</sup> Esta escala consiste em sete rostos,   desenhados com as seguintes express&otilde;es: uma face   neutra, tr&ecirc;s desmotivadas e tr&ecirc;s motivadas. Como a   escala de motiva&ccedil;&atilde;o pode ser adaptada a qualquer   realidade, optou-se por utiliz&aacute;-la na avalia&ccedil;&atilde;o do grau   de satisfa&ccedil;&atilde;o pretendida por este estudo. O tamanho da   figura foi adequado &agrave; acuidade visual dos entrevistados,   de maneira a incluir todos os idosos sorteados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As vari&aacute;veis que resultaram da aplica&ccedil;&atilde;o    do instrumento foram: vari&aacute;veis sociodemogr&aacute;ficas do idoso e de    seus familiares; vari&aacute;veis relacionadas ao grau de satisfa&ccedil;&atilde;o    com a sa&uacute;de e estilo de vida, classificadas por dom&iacute;nios &#8211;    bem-estar (sa&uacute;de, potenciais e limita&ccedil;&otilde;es), preven&ccedil;&atilde;o    (nutri&ccedil;&atilde;o, v&iacute;cios, acidentes), conforto material (utens&iacute;lios    dom&eacute;stico e residencial, localiza&ccedil;&atilde;o residencial, situa&ccedil;&atilde;o    financeira), relacionamento &iacute;ntimo e familiar, rela&ccedil;&otilde;es    sociais (amizades, lazer, entretenimento), intelectual, habilidades (escolar    e manual), controle do estresse, atividade f&iacute;sica &#8211;; vari&aacute;veis    relacionadas ao estado emocional; vari&aacute;veis relacionadas a morbidade    referida e vacina&ccedil;&atilde;o; e ainda uma pergunta aberta, &quot;<i>O    que &eacute; qualidade de vida para o Senhor(a)?</i>&quot;.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O trabalho de campo foi realizado por uma equipe   de sete entrevistadores, submetidos a treinamento   pr&eacute;vio. A aus&ecirc;ncia do idoso no domic&iacute;lio implicou o   retorno do entrevistador &#8211; at&eacute; tr&ecirc;s vezes &#8211; em momentos   posteriores. Ap&oacute;s a terceira tentativa sem sucesso,   a aus&ecirc;ncia foi registrada como perda amostral.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em seguida &agrave; descri&ccedil;&atilde;o das    vari&aacute;veis, estas foram recodificadas em bin&aacute;rias, inclusive as    categorias </font><font size="2" face="Verdana">de respostas obtidas da an&aacute;lise    da quest&atilde;o aberta. Logo, foi ajustado modelo de regress&atilde;o log&iacute;stica    multivariada, tendo-se como vari&aacute;vel dependente a 'satisfa&ccedil;&atilde;o    com a sa&uacute;de'; e como independentes, as demais vari&aacute;veis do question&aacute;rio,    agregadas nos seguintes blocos: sociodemogr&aacute;ficas; satisfa&ccedil;&atilde;o    com os diversos aspectos da vida; estilo de vida; morbidade; estado emocional;    formas de socializa&ccedil;&atilde;o; atividade f&iacute;sica; e estrato social.    As vari&aacute;veis foram testadas progressivamente (<i>stepwise</i>), segundo    o valor da <i>odds ratio</i> (OR) encontrado na an&aacute;lise univariada, iniciando-se    pelo de maior magnitude e, dentro de cada bloco, testando-se todas as que fossem    estatisticamente significantes para p&lt;0,05.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os c&aacute;lculos foram feitos pelo Programa    Estat&iacute;stico SAS Logistic Procedure. O programa Epi Info vers&atilde;o    6.04b foi empregado na constru&ccedil;&atilde;o do banco de dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todo o processo da pesquisa obedeceu aos princ&iacute;pios   &eacute;ticos dispostos na Resolu&ccedil;&atilde;o N<sup>o</sup> 196/96 do   Conselho Nacional de Sa&uacute;de,<sup>10</sup> garantindo aos participantes,   entre outros direitos, seu consentimento livre   e esclarecido, sigilo das informa&ccedil;&otilde;es e privacidade. A   coleta de dados teve in&iacute;cio ap&oacute;s aprova&ccedil;&atilde;o do projeto   de pesquisa pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da   Faculdade de Medicina de Botucatu, da Universidade   Estadual Paulista, em 11 de novembro de 2002.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultado</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Dos 365 idosos, 59,7% (n=218) eram do sexo feminino.    A m&eacute;dia de idade encontrada para o sexo masculino foi de 69,6&plusmn;6,8    anos; e para o sexo feminino, de 71,4&plusmn;8,0 anos. Observa-se um maior percentual    de mulheres idosas, principalmente nas faixas et&aacute;rias mais elevadas,    predom&iacute;nio de casados, a maioria destes do sexo masculino (76,9%), e    n&iacute;veis de escolaridade e renda considerados baixos. A maioria dos idosos    do sexo masculino achava-se aposentada (83,0%), assim como, aproximadamente,    a metade das mulheres idosas entrevistadas (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="#tab1"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/3a04t1.gif" border="0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab2">Tabela 2</a>, apresentam-se    as vari&aacute;veis que se mantiveram associadas &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o    com a sa&uacute;de, na an&aacute;lise de regress&atilde;o log&iacute;stica por    blocos. Das vari&aacute;veis s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas, apenas a 'escolaridade'    (OR=2,63) contribuiu para a satisfa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de. Quanto    &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com diversos aspectos da vida, estar satisfeito    com as 'atividades de vida di&aacute;ria' (OR=3,72), com o 'relacionamento intimo'    (OR=1,84) e com 'a vida em geral' (OR=1,88) associaram-se &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o    com a pr&oacute;pria sa&uacute;de. Das vari&aacute;veis que refletiam estilo    de vida, o 'n&uacute;mero de refei&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias' apresentou    rela&ccedil;&atilde;o positiva (OR=1,79), e o 'habito de fumar' (OR=1,99), associa&ccedil;&atilde;o    negativa para o prop&oacute;sito deste estudo.</font></p>     <p><a name="tab2" id="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="#tab2"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/3a04t2.gif" border="0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Tamb&eacute;m se relacionaram de forma negativa    &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de as refer&ecirc;ncias a    'hipertens&atilde;o' (OR=1,90), 'cardiopatia' (OR=2,60) e 'pneumopatia' (OR=2,63).    Vari&aacute;veis do conjunto referente ao estado </font><font size="2" face="Verdana">emocional    que tamb&eacute;m se relacionaram, desta vez positivamente, ao grau de satisfa&ccedil;&atilde;o    com a sa&uacute;de foram 'acordar bem pela manh&atilde;' (OR=2,62), 'sentir-se    bem a maior parte do tempo' (OR=2,95), 'n&atilde;o sentir solid&atilde;o' (OR=1,74),    ademais do 'equil&iacute;brio do tempo para trabalho e lazer' (OR=1,86). Do    bloco que reuniu as vari&aacute;veis que representavam a socializa&ccedil;&atilde;o    do idoso, a 'rela&ccedil;&atilde;o de lazer' (OR=4,58) tamb&eacute;m mostrou    correla&ccedil;&atilde;o positiva. Nenhuma vari&aacute;vel de mensura&ccedil;&atilde;o    da atividade f&iacute;sica mostrou-se influente &#8211; positiva ou negativamente    &#8211; sobre o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de. Das vari&aacute;veis    reunidas como express&atilde;o do extrato social, a 'renda' (OR=2,24) as</font><font size="2" face="Verdana">sociou-se    positivamente; e das categorias relacionadas nas respostas &agrave; quest&atilde;o    aberta &quot;<i>O que &eacute; qualidade de vida para o Senhor(a)?</i>&quot;,    apenas a vari&aacute;vel que resumiu as respostas referentes aos 'relacionamentos    pessoais' (OR=2,07) contribuiu para um maior grau de satisfa&ccedil;&atilde;o    com a pr&oacute;pria sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#tab3">Tabela 3</a>, apresenta-se    o modelo final de regress&atilde;o log&iacute;stica com a vari&aacute;vel dependente    'grau de satisfa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de'. Outrossim,    as vari&aacute;veis 'estar satisfeito com sua capacidade para as atividades    de vida di&aacute;ria' (OR=5,90), 'estar satisfeito com o lazer'    (OR=2,40), 'estar satisfeito com a vida em geral' (OR=2,40), 'n&atilde;o    referir cardiopatia' (OR=2,32) e 'n&atilde;o referir hipertens&atilde;o'    (OR=1,90) contribu&iacute;ram para a promo&ccedil;&atilde;o de um maior grau    de auto-satisfa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="#tab3"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/3a04t3.gif" border="0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi encontrado, como fator mais importante relacionado   &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de entre idosos de   Botucatu, 'estar satisfeito com as atividades de vida   di&aacute;ria'. Isso pode indicar que a autonomia para o   exerc&iacute;cio das atividades de vida di&aacute;ria reflete o que   mais se aproxima do que os entrevistados consideram   sa&uacute;de. Esses dados corroboram a afirmativa de que a   capacidade funcional &#8211; ou autonomia &#8211; &eacute; um indicativo   da satisfa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de e com a pr&oacute;pria vida.    Por </font><font size="2" face="Verdana">exemplo, encontrou-se alto &iacute;ndice    de satisfa&ccedil;&atilde;o com a   sa&uacute;de entre idosos com amputa&ccedil;&atilde;o de membro inferior   e, n&atilde;o obstante, com independ&ecirc;ncia funcional.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ryff<sup>12</sup> ratifica os achados deste estudo ao encontrar   &agrave; sa&uacute;de como elemento mais importante e principal   causa de infelicidade entre idosos, ao qual associou   a manuten&ccedil;&atilde;o da pr&oacute;pria autonomia e a aceita&ccedil;&atilde;o    de   altera&ccedil;&otilde;es, entre outras conclus&otilde;es.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Ferraz &amp; Peixoto<sup>13</sup> observaram que o idoso    pode   apresentar uma percep&ccedil;&atilde;o positiva da sa&uacute;de desde   que seus problemas n&atilde;o signifiquem limita&ccedil;&otilde;es para   seu cotidiano, seja como indiv&iacute;duo, seja enquanto   ser social.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mor e colaboradores<sup>14</sup> encontraram    um risco para o desenvolvimento de incapacidade funcional entre idosos que possu&iacute;am    avalia&ccedil;&otilde;es mais pessimistas do que otimistas sobre a pr&oacute;pria    sa&uacute;de, como aqueles que demonstravam apreens&atilde;o ou ansiedade a    respeito dela. Diogo<sup>11</sup> observou, entre idosos com amputa&ccedil;&otilde;es    de membros inferiores, cerca de 85% deles satisfeitos com a sa&uacute;de, a    despeito de sua condi&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica. Vale ressaltar que o idoso    abordado neste estudo foi t&atilde;o-somente questionado sobre a presen&ccedil;a    de patologia e n&atilde;o sobre a gravidade ou o est&aacute;gio da doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As refer&ecirc;ncias de hipertens&atilde;o e    cardiopatias estiveram   associadas negativamente &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a   sa&uacute;de. S&atilde;o doen&ccedil;as de grande preval&ecirc;ncia na popu</font><font size="2" face="Verdana">la&ccedil;&atilde;o,    exigentes de tratamento com medicamentos de   uso cont&iacute;nuo, seguimento cl&iacute;nico e depend&ecirc;ncia dos   servi&ccedil;os de sa&uacute;de, poss&iacute;veis fatores contributivos para   uma percep&ccedil;&atilde;o negativa da sa&uacute;de, particularmente se   n&atilde;o estiverem sob controle.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os autores do presente estudo n&atilde;o encontraram   rela&ccedil;&atilde;o entre a atividade f&iacute;sica e o grau de satisfa&ccedil;&atilde;o   com a sa&uacute;de. Sabe-se, entretanto, que a pr&aacute;tica geral de   atividades f&iacute;sicas regulares pode ampliar a longevidade,   reduzir as taxas de mortalidade, melhorar a capacidade   fisiol&oacute;gica, reduzir o uso de medicamentos e manter o   estado funcional.<sup>15</sup> Costa e colaboradores,<sup>16</sup> em estudo   descritivo sobre a popula&ccedil;&atilde;o idosa brasileira baseado   na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios, esta   realizada pela Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de Geografia   e Estat&iacute;stica (PNAD/IBGE), verificaram que os   idosos, ao n&atilde;o praticarem atividades f&iacute;sicas, apresentavam   mais problemas de sa&uacute;de e, conseq&uuml;entemente,   pior satisfa&ccedil;&atilde;o com a vida em geral.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nahas<sup>8</sup> afirma que, nas comunidades onde as pessoas   mais velhas s&atilde;o mais ativas fisicamente, pode-se   esperar que se reduza o custo com cuidados de sa&uacute;de e   com assist&ecirc;ncia social, melhorando sua participa&ccedil;&atilde;o e   produtividade em atividades comunit&aacute;rias. Al&eacute;m disso,   tais atividades contribuem para uma autopercep&ccedil;&atilde;o   geral mais positiva do indiv&iacute;duo mais velho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O lazer revelou-se uma vari&aacute;vel fortemente    associada   &agrave; satisfa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de entre os idosos de   Botucatu-SP. Queiroz &amp; Trinta<sup>17</sup> afirmam que o lazer &eacute; demandado por    pessoas da terceira idade como fuga   da solid&atilde;o e como passatempo sem finalidade, que   60% dos idosos procuram atividades de lazer n&atilde;o   como algo que esteja integrado a sua vida de maneira   natural; e ainda, que 90% deles consideram importante   o conv&iacute;vio com pessoas da mesma faixa et&aacute;ria, por   facilitar o desempenho dessas atividades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O idoso de Botucatu-SP, em v&aacute;rios estratos    sociais,   parece ter consci&ecirc;ncia da import&acirc;ncia da ado&ccedil;&atilde;o de   h&aacute;bitos saud&aacute;veis e do lazer como forma de preservar   e melhorar sua vida, sa&uacute;de e bem-estar. Falta-lhes,   por&eacute;m, acesso a esses bens e servi&ccedil;os. Embora o   idoso com maior escolaridade tenha percep&ccedil;&atilde;o mais   favor&aacute;vel de sua vida e sa&uacute;de, v&aacute;rias quest&otilde;es foram   apontadas pelo conjunto da popula&ccedil;&atilde;o estudada como   essenciais para sua qualidade de vida.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para os autores do presente estudo, pol&iacute;ticas    sociais   que facilitem a inclus&atilde;o dos idosos em atividades de   lazer e cultura, disponibilidade de espa&ccedil;os de conviv&ecirc;ncia   e socializa&ccedil;&atilde;o, formas de participa&ccedil;&atilde;o na comunidade,   al&eacute;m do acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de para   seguimento e controle de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, poderiam   contribuir seu maior bem-estar.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">&Agrave; Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo a Pesquisa    do Estado de   S&atilde;o Paulo &#8211; Fapesp &#8211;, financiadora do estudo que deu   origem a este relato.   </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Bowling A. Health related quality of life:    a discussion   of the concept, its use and measurement. In: Browling   A, editor. Measuring disease. A review of diseasespecific   quality of life measurement scales. Open   University Press 1995:1-19.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Ciconelli RM, Ferraz MB, Santos W, Mein&atilde;o    I,   Quaresma MR. Tradu&ccedil;&atilde;o para a l&iacute;ngua portuguesa   e valida&ccedil;&atilde;o do question&aacute;rio gen&eacute;rico de avalia&ccedil;&atilde;o   de qualidade de vida SF-36 (Brasil SF 36). Revista   Brasileira de Reumatologia 1999;39(3):143-150.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Helmer C, Barberger-Gateon P, Letenneur L,    Dartigues   JE. Subjective health and mortality in French elderly   women and men. Journal of Gerontology. Series B   Psychological Sciences and Social Sciences 1999;54:   S84-S92.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 4. Callahan D. What kind of life: the limits    of   medical progress. New York: Simon &amp; Schuster;   1990.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Cordeiro R, Sakate M, Clemente APG, Diniz    CS,   Donalisio MR. Subnotifica&ccedil;&atilde;o de acidentes do   trabalho n&atilde;o fatais em Botucatu, SP, 2002.   Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2005;39(2):254-260.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de,    Centro Nacional de   Epidemiologia. Resolu&ccedil;&atilde;o n<sup>o</sup> 196/96 sobre pesquisa   envolvendo seres humanos. Informe Epidemiol&oacute;gico   do SUS 1996;5:13-41.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Flanagan JC. Changes in school levels of achievement:   Project Talent ten and fifteen year retests. Educ Res   1976;5(8):9-12.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Nahas MV, Barros MVG, Francalacci V. O pent&aacute;culo    do   bem estar &#8211; base conceitual para avalia&ccedil;&atilde;o do estilo   de vida de indiv&iacute;duos ou grupo. Revista Brasileira de   Atividade F&iacute;sica e Sa&uacute;de 2000;5(2):48-59.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Fleck MPA, Lousada S, Xavier M, Chachamovich    E,   Vieira G, Santos L, et al. Aplica&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o em   portugu&ecirc;s do instrumento de avalia&ccedil;&atilde;o de qualidade   de vida da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (WHOQOL   1000). Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1999;33(2):198-205.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Martins CO. A influ&ecirc;ncia da m&uacute;sica    na atividade f&iacute;sica &#91;monografia&#93;. Florian&oacute;polis (SC): Universidade    Federal de Santa Catarina; 1996.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Diogo MJD. Satisfa&ccedil;&atilde;o global    com a vida e determinados dom&iacute;nios entre idosos com amputa&ccedil;&atilde;o    de membros inferiores. Revista Panamericana de Salud P&uacute;blica 2003;13(6):1-9.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Ryff CD. In the eye of the beholder: views    of   psychological well-being among middle-aged and older   adults. Psychologic and Aging 1989;4(2):195-210.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Ferraz AF, Peixoto MRB. Qualidade de vida    na velhice:   estudo em uma institui&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica de recrea&ccedil;&atilde;o    para   idosos. Revista da Escola de Enfermagem da USP   1997;31(2):316.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Mor V, Murphy J, Masterson-Allen S, Willey    C,   Razmpour A, Jackson Me, et al. Risk of functional   declive among well elders. Journal of Clinical   Epidemiology 1989;42:895-904.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Garcia MA, Rodrigues MG, Borega RS. O   envelhecimento e a sa&uacute;de. Revista de Ci&ecirc;ncia e   Medicina 2002;11(3):221-231.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Costa MFL, Barreto SM, Giatti L. Condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de,   capacidade funcional, uso de servi&ccedil;os de sa&uacute;de   e gastos com medicamentos da popula&ccedil;&atilde;o idosa   brasileira: um estudo descritivo baseado na Pesquisa   Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios. Cadernos de   Sa&uacute;de P&uacute;blica 2003;19(3):735-743.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. Queiroz JB, Trinca SF. A influ&ecirc;ncia    do lazer sobre pessoas da terceira idade. Revista Brasileira de Enfermagem do    Rio Grande do Sul 1983;36:95-106. </font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b>Rua Domingos Cariola, 164, Boa Vista,    <br>   Botucatu-SP, Brasil.    <br>   CEP: 18611-830    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:lucianejoia@yahoo.com.br">lucianejoia@yahoo.com.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 21/02/2007    <br>   Aprovado em 16/04/2008</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <sup><a name="nota"></a><a href="#topo">*</a></sup>Pesquisa    realizada pelo Departamento de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Faculdade de Medicina    de Botucatu, Universidade Estadual Paulista, Botucatu-SP, Brasil, financiada    pela Funda&ccedil;&atilde;o de Amparo &agrave; Pesquisa do Estado de S&atilde;o    Paulo &#8211; processo No 02/09842-0 &#8211; artigo elaborado a partir de disserta&ccedil;&atilde;o    de mestrado apresentada junto &agrave; Faculdade de Medicina de Botucatu/UNESP    em janeiro de 2004.</font></p>      ]]></body><back>
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