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<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S1679-49742008000300006</article-id>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Morbidade hospitalar por causas externas no Município de São José dos Campos, Estado de São Paulo, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[The objective of the study was to identify the external-cause hospital morbidity in the Municipality of São José dos Campos, State of São Paulo, Brazil. Admissions to the Municipal Hospital via Brazilian Health System (SUS) resulting from external-cause injuries were analyzed during the first semester of 2003. The Municipal Hospital is a reference for trauma care, accounting 92.3% of all admissions from SUS due to external causes in the period studied. Among the 873 first-time admissions, land transportation accidents were responsible for 31.8%, falls for 26.7% and undetermined causes for 19.5%. The male ratio was of 3.1:1, and the predominant age was 20-29 years, with 23.3%. The most frequent injuries were fractures (49.8%) and intracranial traumas (13.5%). Among the predominant fractures, femur and leg fractures acted, respectively, for 10.8% and 10.1%. The highest admission rate regarding place of dwelling occurred in the north-side of the city, with 470.0 admissions per 100.000 inhabitants. The profile of hospital morbidity found in this study confirmed land transportation accidents as an important cause for admissions in the city, contradicting the general tendency of fall as primary external cause for hospital admissions. Distribution by sex, age, and nature of injury was similar to the data found in the literature. External-cause admissions by region of residency contributed to the violence mapping of São José dos Campos-SP.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>Morbidade hospitalar por    causas externas no Munic&iacute;pio de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, Estado    de S&atilde;o Paulo, Brasil<a href="#nota"><sup>*</sup></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Hospital admission morbidity due to external    causes in the Municipality of S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, State of S&atilde;o    Paulo, Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Lu&iacute;s Paulo Rodrigues Melione<sup>I</sup>; Maria    Helena P. de Mello Jorge<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Secretaria Municipal de Sa&uacute;de,    Prefeitura Municipal de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, S&atilde;o Jos&eacute;    dos Campos-SP, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Departamento de Epidemiologia, Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica,    Universidade de S&atilde;o Paulo, S&atilde;o Paulo-SP, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O objetivo do estudo foi conhecer o perfil da    morbidade das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares por causas externas no    Munic&iacute;pio   de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, Estado de S&atilde;o Paulo, Brasil. Foram    estudadas as interna&ccedil;&otilde;es pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de    (SUS)   por les&otilde;es decorrentes de causas externas no primeiro semestre de 2003,    no Hospital Municipal. Este hospital &eacute; a principal   refer&ecirc;ncia para o atendimento ao trauma e foi respons&aacute;vel por 92,3%    das interna&ccedil;&otilde;es pelo SUS por causas externas no   per&iacute;odo estudado. Entre os 873 pacientes internados, as les&otilde;es    decorrentes de acidentes de transporte foram respons&aacute;veis   por 31,8% dos casos, as quedas por 26,7% e as causas indeterminadas por 19,5%.    A raz&atilde;o de masculinidade foi de 3,1:1 e a   faixa et&aacute;ria predominante de 20-29 anos, com 23,3% das interna&ccedil;&otilde;es.    As les&otilde;es mais freq&uuml;entes foram as fraturas (49,8%)   e o traumatismo intracraniano (13,5%). Entre as fraturas, predominaram as do    f&ecirc;mur e as da perna, que representaram,   respectivamente, 10,8% e 10,1%. A maior taxa de interna&ccedil;&atilde;o por    local de resid&ecirc;ncia ocorreu na regi&atilde;o Norte do Munic&iacute;pio,   com 470,0 interna&ccedil;&otilde;es por 100.000 habitantes. O perfil da morbidade    hospitalar encontrado confirmou os acidentes de   transporte como importante causa de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar no Munic&iacute;pio    e contrariou a tend&ecirc;ncia geral das quedas como   principal causa externa de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar. A distribui&ccedil;&atilde;o    por sexo, idade e natureza da les&atilde;o foi semelhante aos dados   encontrados na literatura. A taxa de interna&ccedil;&atilde;o por causas externas    por regi&atilde;o de resid&ecirc;ncia contribuiu para o mapeamento   da viol&ecirc;ncia em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos-SP.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b> Palavras-chave:</b> acidentes; causas externas;    hospitaliza&ccedil;&atilde;o; les&otilde;es; morbidade; viol&ecirc;ncia.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">The objective of the study was to identify the    external-cause hospital morbidity in the Municipality of S&atilde;o Jos&eacute;    dos   Campos, State of S&atilde;o Paulo, Brazil. Admissions to the Municipal Hospital    via Brazilian Health System (SUS) resulting   from external-cause injuries were analyzed during the first semester of 2003.    The Municipal Hospital is a reference   for trauma care, accounting 92.3% of all admissions from SUS due to external    causes in the period studied. Among the   873 first-time admissions, land transportation accidents were responsible for    31.8%, falls for 26.7% and undetermined   causes for 19.5%. The male ratio was of 3.1:1, and the predominant age was 20-29    years, with 23.3%. The most frequent   injuries were fractures (49.8%) and intracranial traumas (13.5%). Among the    predominant fractures, femur and leg   fractures acted, respectively, for 10.8% and 10.1%. The highest admission rate    regarding place of dwelling occurred in   the north-side of the city, with 470.0 admissions per 100.000 inhabitants. The    profile of hospital morbidity found in   this study confirmed land transportation accidents as an important cause for    admissions in the city, contradicting   the general tendency of fall as primary external cause for hospital admissions.    Distribution by sex, age, and nature of   injury was similar to the data found in the literature. External-cause admissions    by region of residency contributed   to the violence mapping of S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos-SP.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Key words:</b> accidents; external causes;    hospitalization; injuries; morbidity; violence.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As causas externas v&ecirc;m se configurando    como uma importante causa de mortalidade e morbidade,   tanto nos pa&iacute;ses desenvolvidos como nos pa&iacute;ses em   desenvolvimento. Estimou-se que, no ano 2000, em   todo o mundo, mais de 1,6 milh&otilde;es de pessoas morreram   como resultado de viol&ecirc;ncia e menos de 10%   dessas mortes ocorreu em pa&iacute;ses de renda alta.<sup>1</sup> No   Brasil, essas causas t&ecirc;m correspondido &agrave; segunda ou   terceira causa de &oacute;bito mas foram a primeira causa   nas faixas et&aacute;rias de um a 44 anos em 2003, atingindo   principalmente os homens jovens. Os homic&iacute;dios foram   respons&aacute;veis por 51 mil mortes e os acidentes de   tr&acirc;nsito por 33 mil mortes no mesmo ano.<sup>2</sup> A esperan&ccedil;a   de vida ao nascer &eacute; afetada por essa distribui&ccedil;&atilde;o da   mortalidade entre os jovens no Brasil, onde a mortalidade   por acidentes e viol&ecirc;ncias representou 2,6   milh&otilde;es de anos potenciais de vida perdidos (APVP)   em 1981 e 3,4 milh&otilde;es em 1991.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; morbidade,    sabe-se que a propor&ccedil;&atilde;o   de atendimentos ambulatoriais por causas externas   &eacute; bem maior que as interna&ccedil;&otilde;es hospitalares delas   decorrentes. Estima-se que, nos pa&iacute;ses desenvolvidos,   para cada &oacute;bito por les&otilde;es, 30 v&iacute;timas s&atilde;o hospitalizadas   e 300 s&atilde;o tratadas em servi&ccedil;os de emerg&ecirc;ncia   e depois liberadas.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos, ocorreram    tr&ecirc;s interna&ccedil;&otilde;es   pelo SUS para cada &oacute;bito por acidente de transporte   no per&iacute;odo de 1998 a 2002.<sup>5</sup> Em Londrina, Estado   do Paran&aacute;, foram estudadas, no primeiro semestre de   1996, as v&iacute;timas de acidentes de transporte registradas   pela Pol&iacute;cia Militar, os &oacute;bitos, os atendimentos em   pronto-socorro e as interna&ccedil;&otilde;es pelo SUS, tendo sido   encontrada uma propor&ccedil;&atilde;o de interna&ccedil;&atilde;o de 10,8%   em rela&ccedil;&atilde;o ao total de v&iacute;timas identificadas em todas   as fontes citadas, exclu&iacute;das as duplicidades.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares    do Sistema   &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SIH/SUS) permite uma an&aacute;lise   de dados sobre acidentes e viol&ecirc;ncias. Embora esse   sistema seja criticado como fonte de informa&ccedil;&atilde;o   epidemiol&oacute;gica, por seu car&aacute;ter de controle de   pagamento, ele cobre todo o territ&oacute;rio nacional e   seus dados encontram-se dispon&iacute;veis para o p&uacute;blico   geral, em meio eletr&ocirc;nico, com defasagem de cerca   de dois meses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de    &#8211; OMS &#8211; classifica   os acidentes e a viol&ecirc;ncia, para fins de comparabilidade estat&iacute;stica    entre os pa&iacute;ses, como 'causas externas'. Na   D&eacute;cima Revis&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica    Internacional   de Doen&ccedil;as e de Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de   (CID-10), comp&otilde;em o Cap&iacute;tulo XX, denominado 'Causas   externas de morbidade e de mortalidade'.<sup>7</sup> Com este   car&aacute;ter, a D&eacute;cima Revis&atilde;o da CID vem sendo utilizada   para morbidade hospitalar no SUS desde 1998.<sup>8</sup> Na   mesma &eacute;poca, foi institu&iacute;do no SIH/SUS, por interm&eacute;dio   da Portaria n<sup>o</sup> 142, de 13 de novembro de 1997, o   uso da CID-10 com o registro, no campo 'diagn&oacute;stico   principal', do c&oacute;digo referente &agrave; natureza da les&atilde;o;    e no   campo 'diagn&oacute;stico secund&aacute;rio', do c&oacute;digo referente   &agrave; causa externa que motivou a interna&ccedil;&atilde;o.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O perfil epidemiol&oacute;gico da morbidade    por causas   externas &eacute; diferente do da mortalidade. Nos Estados   Unidos da Am&eacute;rica &#8211; EUA &#8211;, em 2003, as principais   causas de morte por les&atilde;o foram os acidentes de   tr&acirc;nsito com ve&iacute;culo a motor, os envenenamentos acidentais,   as quedas n&atilde;o intencionais, os suic&iacute;dios por   arma de fogo e os homic&iacute;dios por arma de fogo, nesta   ordem. No mesmo ano, tamb&eacute;m nos EUA, as principais   causas de les&atilde;o n&atilde;o fatal foram as quedas acidentais,   os impactos acidentais causados por ou contra objeto,   os esfor&ccedil;os excessivos e os acidentes com ocupantes   de ve&iacute;culos a motor.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No Brasil, em 2000, as causas externas representaram   12,5% dos &oacute;bitos e 5,2% das interna&ccedil;&otilde;es pelo   SUS. As principais causas de mortalidade nesse grupo   foram os homic&iacute;dios (38,3%), seguidos dos acidentes   de transporte (25,0%). Na morbidade hospitalar, a primeira   causa de interna&ccedil;&atilde;o foram as quedas (42,8%),   em segundo lugar as demais causas acidentais (28,4%)   e em terceiro os acidentes de transporte.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A taxa de mortalidade por homic&iacute;dios    apresentou   tend&ecirc;ncia de aumento ao longo da d&eacute;cada de 1990; a   partir de 2000, vem ocorrendo um decr&eacute;scimo dessa   taxa. Esse fen&ocirc;meno, em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos-SP,   seguiu a tend&ecirc;ncia de queda do Estado de S&atilde;o Paulo.<sup>12</sup>   Em rela&ccedil;&atilde;o aos acidentes de transporte, a mortalidade   em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos-SP avan&ccedil;ava em tend&ecirc;ncia   crescente at&eacute; 1997; a partir de 1998, come&ccedil;ou a decrescer.   <sup>12</sup> Esta redu&ccedil;&atilde;o parece ter sido resultado das   medidas de seguran&ccedil;a no tr&acirc;nsito implantadas com a   entrada em vigor da Lei n<sup>o</sup> 9.503, que instituiu o novo   C&oacute;digo de Tr&acirc;nsito Brasileiro &#8211; CTB &#8211; em 22 de janeiro   de 1998. Foi identificada, entretanto, uma revers&atilde;o   da tend&ecirc;ncia de queda das interna&ccedil;&otilde;es pelo SUS por   acidentes de transporte em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos-SP, a partir de    2001,<sup>5</sup> a despeito da tend&ecirc;ncia de queda   da mortalidade no mesmo per&iacute;odo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> O conhecimento detalhado das caracter&iacute;sticas   epidemiol&oacute;gicas das v&iacute;timas de acidentes e viol&ecirc;ncia   &eacute; de grande valia, tanto para a organiza&ccedil;&atilde;o do sistema   de sa&uacute;de &#8211; que arca com os elevados custos da assist&ecirc;ncia   m&eacute;dica a esse tipo de paciente &#8211; como para   gest&atilde;o do planejamento urbano e para as medidas de   preven&ccedil;&atilde;o e controle da viol&ecirc;ncia na sociedade. Os   objetivos deste estudo foram descrever a morbidade   hospitalar por causas externas segundo o tipo de   causa, natureza da les&atilde;o, sexo e idade, al&eacute;m da taxa   de interna&ccedil;&atilde;o por causas externas segundo a regi&atilde;o   de resid&ecirc;ncia no Munic&iacute;pio.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">Metodologia</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O Munic&iacute;pio de S&atilde;o Jos&eacute;    dos Campos-SP est&aacute; situado na regi&atilde;o leste do Estado de S&atilde;o    Paulo, no m&eacute;dio Vale do Para&iacute;ba (Bacia do Rio Para&iacute;ba do    Sul). Segundo censo populacional de 2000, ent&atilde;o o Munic&iacute;pio contava    com uma popula&ccedil;&atilde;o de 539.313 habitantes e taxa de urbaniza&ccedil;&atilde;o    de 98,8%.<sup>13</sup> &Eacute; altamente industrializado em sua    zona urbana, com intenso tr&aacute;fego urbano regional, e &eacute; cortado    por movimentadas rodovias como a Presidente Dutra, que liga as cidades do Rio    de Janeiro e S&atilde;o Paulo-SP, e a Rodovia dos Tamoios, rota para o litoral    norte paulista.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foram estudadas as interna&ccedil;&otilde;es    por causas externas   pagas pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de no Hospital   Municipal Dr. Jos&eacute; de Carvalho Florence, entre 1<sup>o</sup> de   janeiro e 30 de junho de 2003. Este ano foi escolhido   para que fosse poss&iacute;vel o c&aacute;lculo de taxas de interna&ccedil;&atilde;o   por regi&atilde;o geogr&aacute;fica de resid&ecirc;ncia, pois a base   populacional pode ser obtida a partir da "Pesquisa de   instrumenta&ccedil;&atilde;o do planejamento urbano e avalia&ccedil;&atilde;o    do   d&eacute;ficit habitacional em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos &#8211; 2003",   coordenada pelo N&uacute;cleo de Estudos de Popula&ccedil;&atilde;o   da Universidade Estadual de Campinas &#8211; Unicamp.   Nessa pesquisa, feita por amostragem em 24 setores   socioecon&ocirc;micos da &aacute;rea urbana do Munic&iacute;pio, fez-se uma    estimativa da popula&ccedil;&atilde;o urbana das seis regi&otilde;es   geogr&aacute;ficas oficiais para o ano de 2003.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No mesmo per&iacute;odo, segundo um levantamento    preliminar, 92,3% das interna&ccedil;&otilde;es registradas pelo SUS no Munic&iacute;pio,    por les&otilde;es decorrentes de causas externas, ocorreu no Hospital Municipal    &#8211; a principal refer&ecirc;ncia local para os servi&ccedil;os de resgate    &agrave;s v&iacute;timas. A maioria das interna&ccedil;&otilde;es particulares    e por seguro-sa&uacute;de, por sua vez, ocorre ap&oacute;s o primeiro atendimento    e estabiliza&ccedil;&atilde;o da v&iacute;tima nesse hospital. Por apresentar    o maior grau de resolubilidade para o atendimento ao trauma na regi&atilde;o,    o Hospital Municipal conta com grande cobertura de atendimento. Sabe-se que    no ano de 2002, na Regi&atilde;o de Sa&uacute;de de S&atilde;o Jos&eacute; dos    Campos-SP, 81,0% das interna&ccedil;&otilde;es hospitalares por causas naturais    e externas foi financiada pelo SUS.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O desenho de estudo foi descritivo, sobre as   interna&ccedil;&otilde;es hospitalares por les&otilde;es decorrentes de   causas externas codificadas como tais no Sistema de   Informa&ccedil;&otilde;es Hospitalares do SUS. O SIH/SUS &eacute; um   sistema de informa&ccedil;&otilde;es desenvolvido pelo Minist&eacute;rio   da Sa&uacute;de para coleta, cr&iacute;tica e pagamento de todas   as interna&ccedil;&otilde;es hospitalares realizadas pelo SUS. A   unidade de registro e pagamento &eacute; a Autoriza&ccedil;&atilde;o de   Interna&ccedil;&atilde;o Hospitalar (AIH). A partir das AIH aprovadas   pelo Munic&iacute;pio, as interna&ccedil;&otilde;es s&atilde;o apresentadas   ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O crit&eacute;rio de sele&ccedil;&atilde;o de    casos considerou todas as   interna&ccedil;&otilde;es que referiram a les&atilde;o ou a causa externa,   indistintamente, como diagn&oacute;stico principal ou   secund&aacute;rio. Assim, seria poss&iacute;vel recuperar registros   que, eventualmente, tivessem sido codificados em   desacordo com as regras de morbidade da CID-10<sup>7</sup>   e do pr&oacute;prio SIH/SUS:<sup>9</sup> toda AIH com diagn&oacute;stico   principal no Cap&iacute;tulo XIX deve ter o diagn&oacute;stico secund&aacute;rio   obrigatoriamente codificado no Cap&iacute;tulo XX   da CID-10. Foram selecionadas AIH pagas no per&iacute;odo,   desconsiderando-se as de prorroga&ccedil;&atilde;o da interna&ccedil;&atilde;o   (longa perman&ecirc;ncia).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o do prontu&aacute;rio    do paciente, foram   consideradas interna&ccedil;&otilde;es por causas externas os casos   de pessoas com les&otilde;es classificadas no Cap&iacute;tulo XIX   da CID-10 (diagn&oacute;stico principal) e causa externa   classificada no Cap&iacute;tulo XX (diagn&oacute;stico secund&aacute;rio).   As fontes de dados utilizadas foram:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Banco de dados de AIH pagas pelo Minist&eacute;rio    da   Sa&uacute;de, obtido dos arquivos p&uacute;blicos disponibilizados   em meio eletr&ocirc;nico pelo Departamento de Inform&aacute;tica do SUS (Datasus).<sup>16</sup>    As bases de dados   do ano de compet&ecirc;ncia de 2003 foram consultadas   para a sele&ccedil;&atilde;o das interna&ccedil;&otilde;es com data de ingresso   entre 1<sup>o</sup> de janeiro e 30 de junho de 2003.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> - Banco de dados de AIH identificadas e apresentadas   pelo Munic&iacute;pio. Os dados foram obtidos do   programa SISAIH01 &#8211; Sistema de AIH em disquete   &#8211; desenvolvido pelo Datasus e dispon&iacute;vel no Munic&iacute;pio.   Os crit&eacute;rios para consultas &agrave;s bases de dados   foram os mesmos j&aacute; citados para as AIH pagas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Prontu&aacute;rios m&eacute;dicos dos pacientes    internados por   causas externas. Os n&uacute;meros dos prontu&aacute;rios foram   obtidos do banco de dados de AIH identificadas   como do Munic&iacute;pio, arquivados no Hospital Municipal.   Por esse m&eacute;todo, foram encontrados 990   dos 993 prontu&aacute;rios de pacientes internados por   causas externas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As bases de dados de AIH pagas e de AIH identificadas   foram relacionadas e transformadas em um &uacute;nico   banco de dados, para facilitar a identifica&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero   do prontu&aacute;rio. A chave prim&aacute;ria de relacionamento   dos bancos de dados de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar foi o   n&uacute;mero da AIH e o m&ecirc;s e ano de compet&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As vari&aacute;veis necess&aacute;rias ao estudo    pertenceram a   tr&ecirc;s grupos: as vari&aacute;veis relativas &agrave; v&iacute;tima; as    relativas   &agrave; interna&ccedil;&atilde;o; e as relativas ao agravo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Vari&aacute;veis relativas &agrave; v&iacute;tima:    sexo; idade em anos;   bairro de resid&ecirc;ncia; Munic&iacute;pio de resid&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Vari&aacute;veis relativas &agrave; interna&ccedil;&atilde;o:    tipo de entrada   hospitalar, categorizado em 'primeira interna&ccedil;&atilde;o   na unidade'; e 'reinterna&ccedil;&atilde;o na unidade por les&atilde;o   decorrente da mesma causa'.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Vari&aacute;veis relativas ao agravo:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Diagn&oacute;stico principal:</b> &eacute;    definido como a afec&ccedil;&atilde;o primariamente respons&aacute;vel pela    necessidade de tratamento ou investiga&ccedil;&atilde;o do paciente. Foram selecionados    os diagn&oacute;sticos principais de interna&ccedil;&atilde;o com os c&oacute;digos    de categorias da CID-10 S00 a T98, que representam as 'Les&otilde;es, envenenamentos    e algumas outras conseq&uuml;&ecirc;ncias de causas externas' (Cap&iacute;tulo    XIX). Esses diagn&oacute;sticos foram subdivididos pelos agrupamentos da CID-10    de natureza da les&atilde;o: S02 (fratura do cr&acirc;nio e ossos da face);    S12 (fratura do pesco&ccedil;o); S22 (fratura do t&oacute;rax: costelas, esterno    e coluna tor&aacute;cica); S32 (fratura de coluna lombar e da pelve); S42 (fratura    do ombro e do bra&ccedil;o); S52 (fratura do antebra&ccedil;o); S62 (fratura    do punho e da m&atilde;o); S72 (fratura do f&ecirc;mur); S82 (fratura da perna,    incluindo tornozelo) e S92 (fratura do p&eacute;); S03, S13, S23, S33, S43,    S53, S63, S73, S83, S93 e T03 (luxa&ccedil;&otilde;es, entorses e distens&otilde;es);    S06 (traumatismo intracraniano); S27 (traumatismo de outros &oacute;rg&atilde;os    intrator&aacute;cicos); S36 (traumatismo de &oacute;rg&atilde;os intra-abdominais);    T01 a T07 (traumatismos m&uacute;ltiplos); T20 a T32 (queimaduras e corros&otilde;es);    T36 a T65 (intoxica&ccedil;&otilde;es); T79 a T88 (complica&ccedil;&otilde;es    de cuidados m&eacute;dicos); T90 a T98 (seq&uuml;elas de causas externas); e    todas as demais categorias do Cap&iacute;tulo XIX da CID-10 (demais les&otilde;es).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Diagn&oacute;stico secund&aacute;rio:</b>    obrigatoriamente, deve ser uma causa externa, desde que o diagn&oacute;stico    principal tenha sido uma les&atilde;o, segundo a regra internacional de codifica&ccedil;&atilde;o    da CID-10<sup>7</sup> e a regra do SIH/SUS.<sup>9</sup> Foram selecionados os diagn&oacute;sticos    secund&aacute;rios de interna&ccedil;&atilde;o, com os c&oacute;digos de categorias    V01 a Y98, que representam as chamadas 'Causas externas de morbidade e de mortalidade'    da CID-10 (Cap&iacute;tulo XX). Foram constitu&iacute;dos agrupamentos segundo    as categorias da CID-10: V01 a V99 (acidentes de transporte); W01 a W19 (quedas);    X85 a Y09 e Y35 a Y36 (agress&otilde;es); X60 a X84 (les&otilde;es autoprovocadas    intencionalmente); Y40 a Y84 (complica&ccedil;&otilde;es da assist&ecirc;ncia    m&eacute;dica); Y10 a Y34 (eventos cuja inten&ccedil;&atilde;o &eacute; indeterminada);    Y85 a Y89 (seq&uuml;elas de causas externas); e todas as demais categorias do    Cap&iacute;tulo XX da CID-10 (demais causas acidentais).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As reinterna&ccedil;&otilde;es foram identificadas    pela consulta ao prontu&aacute;rio. Ambos os diagn&oacute;sticos &#8211; principal    e secund&aacute;rio &#8211; foram codificados pelo pesquisador <i>a posteriori</i>,    sem o conhecimento da codifica&ccedil;&atilde;o no SIH/SUS.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Para an&aacute;lise dos dados e tabula&ccedil;&otilde;es    de n&uacute;mero e   propor&ccedil;&atilde;o dos dados originais coletados de prontu&aacute;rios,   foi utilizado o programa de dom&iacute;nio p&uacute;blico   Epi Info 6.04.<sup>17</sup> Foram elaborados indicadores de   morbidade hospitalar (tipo de causa, natureza da   les&atilde;o, sexo e faixa et&aacute;ria) e taxa de interna&ccedil;&atilde;o    por   regi&atilde;o de resid&ecirc;ncia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para o c&aacute;lculo da taxa de interna&ccedil;&atilde;o,    foi assumido   pelo pesquisador que as interna&ccedil;&otilde;es por causas externas   ocorridas no Hospital Municipal foram representativas   da morbidade da popula&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Jos&eacute; dos   Campos-SP. A base populacional utilizada foi obtida na   referida "Pesquisa de instrumenta&ccedil;&atilde;o do planejamento   urbano e avalia&ccedil;&atilde;o do d&eacute;ficit habitacional em S&atilde;o    Jos&eacute;   dos Campos &#8211; 2003".<sup>14</sup> Por esse m&eacute;todo, a soma da popula&ccedil;&atilde;o    urbana estimada das seis regi&otilde;es foi de   541.048 habitantes; n&atilde;o foi estimada a popula&ccedil;&atilde;o da   zona rural. Assim, as sete interna&ccedil;&otilde;es de residentes na   zona rural (Norte) foram exclu&iacute;das do numerador da   taxa de interna&ccedil;&atilde;o do Munic&iacute;pio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As taxas de interna&ccedil;&atilde;o por causas    externas foram constitu&iacute;das em seu denominador pelas referidas estimativas    populacionais para o ano de 2003. Para o numerador, considerou-se o n&uacute;mero    de interna&ccedil;&otilde;es multiplicado por dois, a partir do pressuposto    da n&atilde;o-exist&ecirc;ncia de sazonalidade entre essas interna&ccedil;&otilde;es.    Para auxiliar a op&ccedil;&atilde;o por essa metodologia, considerou-se a distribui&ccedil;&atilde;o,    ao longo do ano de 2003, das propor&ccedil;&otilde;es de interna&ccedil;&atilde;o    por causas externas no SIH/SUS do Munic&iacute;pio, em que se observou uma distribui&ccedil;&atilde;o    semelhante dos eventos segundo o tipo de causa externa nos primeiro e no segundo    semestres de 2003.<sup>16</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A popula&ccedil;&atilde;o de estudo para as    interna&ccedil;&otilde;es de   ocorr&ecirc;ncia no Hospital Municipal foi de 873 casos, exclu&iacute;das exclu&iacute;das   100 reinterna&ccedil;&otilde;es. J&aacute; para o estudo de taxa de   interna&ccedil;&atilde;o por regi&atilde;o de resid&ecirc;ncia, foram analisadas   as 775 primeiras interna&ccedil;&otilde;es de residentes na regi&atilde;o   urbana do Munic&iacute;pio (sendo que 75 eram de outros   Munic&iacute;pios, 16 apresentavam endere&ccedil;o n&atilde;o localizado   e sete eram de residentes na zona rural).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os acidentes de transporte representavam 31,8%    das interna&ccedil;&otilde;es por causas externas; em segundo lugar vinham as    quedas, com 26,7%. As causas indeterminadas tiveram uma propor&ccedil;&atilde;o    de interna&ccedil;&otilde;es pelo SUS considerada alta (19,2%), indicando que    a qualidade da informa&ccedil;&atilde;o constante nos prontu&aacute;rios m&eacute;dico-hospitalares    precisa ser melhorada. A propor&ccedil;&atilde;o de interna&ccedil;&otilde;es    por agress&otilde;es ficou em 5,6%, resultado igual ao das interna&ccedil;&otilde;es    por complica&ccedil;&otilde;es da assist&ecirc;ncia m&eacute;dica (<a href="#tab1">Tabela    1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="#t1"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/3a06t1.gif" border="0"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A raz&atilde;o de masculinidade por causas externas    foi de 3,1:1. Nos acidentes de transporte, essa raz&atilde;o foi de 4,2:1, e    nas agress&otilde;es, de 3,5:1. Nas les&otilde;es autoprovocadas intencionalmente,    apesar do pequeno n&uacute;mero de casos, a raz&atilde;o de masculinidade foi    de 0,5:1; e nas interna&ccedil;&otilde;es por causas externas indeterminadas,    essa </font><font size="2" face="Verdana">mesma raz&atilde;o foi de 5,5:1. Chamou    aten&ccedil;&atilde;o o fato de, no sexo masculino, 51 das 142 interna&ccedil;&otilde;es    por causas indeterminadas terem sido por 'disparo de arma de fogo' e 'contato    com objeto cortante'. Em ambos os casos, as interna&ccedil;&otilde;es apresentavam    uma raz&atilde;o de masculinidade muito alta (<a href="#tab1">Tabela 1</a>).    &Eacute; plaus&iacute;vel pensar que parte desses eventos tenha sido, de fato,    por agress&atilde;o, um dos tipos de causa externa com maior raz&atilde;o de    masculinidade. Na literatura, s&atilde;o escassos os estudos que investigam    esse problema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ainda na <a href="#tab1">Tabela 1</a>, pode-se    observar a import&acirc;ncia <a name="t1"></a>dos motociclistas, pedestres e    ciclistas como tipo de v&iacute;tima entre os homens; e dos ocupantes de autom&oacute;vel    e pedestres, entre as mulheres. A raz&atilde;o de masculinidade entre motociclistas    foi de 11,3:1, a maior entre os diferentes tipos de v&iacute;tima de acidentes    de transporte.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto &agrave; natureza da les&atilde;o, para    todos os tipos de causas externas, as fraturas representaram 49,8% dos casos.    A maior propor&ccedil;&atilde;o de fraturas ocorreu nas quedas (72,5%) e nos    acidentes de transporte (51,8%). Nestes, a propor&ccedil;&atilde;o de fratura    de f&ecirc;mur e perna foi de 12,2% para cada, o traumatismo intracraniano representou    17,3% e os traumatismos m&uacute;ltiplos, 13,3% (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).    J&aacute; nas interna&ccedil;&otilde;es decorrentes de quedas, as les&otilde;es    predominantes foram fratura de f&ecirc;mur (23,2%) e traumatismo intracraniano    (18,9%). Nas agress&otilde;es, as maiores propor&ccedil;&otilde;es dividiram-se    entre traumatismo intracraniano (30,6%) e fratura do cr&acirc;nio e dos ossos    da face (26,5%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/3a06t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Foi realizada a distribui&ccedil;&atilde;o proporcional    das interna&ccedil;&otilde;es segundo tipo de causa externa e faixa et&aacute;ria    (<a href="#tab3">Tabela 3</a>). As faixas de idade mais atingidas, para todas    as causas externas, foram de 20 a 29, dez a 19 anos e 30 a 39 anos. Nos acidentes    de transportes, a faixa et&aacute;ria predominante foi de 20 a 29 anos (31,3%).    Nas quedas, a distribui&ccedil;&atilde;o foi mais homog&ecirc;nea, sendo maior    quando agrupadas as faixas et&aacute;rias de 70 anos e mais (18,0%), seguindo-se    a de zero a nove anos (14,6%). Nas agress&otilde;es, houve uma n&iacute;tida    predomin&acirc;ncia de v&iacute;timas de 20 a 29 anos (36,7%) e uma propor&ccedil;&atilde;o    expressiva daqueles entre os dez e os 19 e entre os 30 e os 39 anos, com 20,4%    para cada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab3"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/3a06t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O estudo, como j&aacute; foi dito na Introdu&ccedil;&atilde;o    deste relato,   tamb&eacute;m teve por objetivo conhecer a distribui&ccedil;&atilde;o   das interna&ccedil;&otilde;es por causas externas segundo regi&atilde;o   de resid&ecirc;ncia das v&iacute;timas, a fim de subsidiar pol&iacute;ticas   p&uacute;blicas voltadas para os acidentes e a viol&ecirc;ncia.   Infelizmente, n&atilde;o foi poss&iacute;vel identificar o local de ocorr&ecirc;ncia    dos agravos por falta de registro suficiente   dessa informa&ccedil;&atilde;o no prontu&aacute;rio do paciente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As interna&ccedil;&otilde;es foram distribu&iacute;das    pelas regi&otilde;es geogr&aacute;ficas oficiais do Munic&iacute;pio. Proporcionalmente,    o maior n&uacute;mero delas ocorreu em residentes das regi&otilde;es Sul e Leste,    mais populosas. Calculando-se as taxas de interna&ccedil;&atilde;o por 100.000    habitantes, essa distribui&ccedil;&atilde;o sofreu importante modifica&ccedil;&atilde;o.    A maior taxa de interna&ccedil;&atilde;o por causas externas foi na regi&atilde;o    Norte do Munic&iacute;pio: 470,0 interna&ccedil;&otilde;es por 100.000 habitantes.    Em segundo lugar ficou a regi&atilde;o Sudeste (301,4) e em terceiro a regi&atilde;o    Leste (298,6) (<a href="#tab4">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="tab4"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><a href="#t4"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/3a06t4.gif" border="0"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As maiores taxas de interna&ccedil;&atilde;o    por acidentes   de transporte tamb&eacute;m ocorreram na regi&atilde;o Norte   (105,2), seguidas pelas da regi&atilde;o Sul (99,1). As   quedas tiveram maior coeficiente tamb&eacute;m na regi&atilde;o   Norte, com 161,4, seguidas das da regi&atilde;o Sudeste,   com 107,3.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Quanto &agrave;s agress&otilde;es, a distribui&ccedil;&atilde;o    foi mais homog&ecirc;nea,   com taxa maior na regi&atilde;o Leste (23,3) e logo na   regi&atilde;o Sudeste (20,4). No caso espec&iacute;fico das agress&otilde;es,   as taxas de interna&ccedil;&atilde;o podem estar subestimadas   pela falta de registro adequado da intencionalidade   do ato nos prontu&aacute;rios, sendo classificadas pelo pesquisador   no grupo das causas indeterminadas, como   'contato com arma de fogo' e 'contato com objeto   cortante ou penetrante'.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A identifica&ccedil;&atilde;o do predom&iacute;nio    das taxas de interna&ccedil;&atilde;o   nas regi&otilde;es Norte e Sudeste trouxe um fato   novo para a an&aacute;lise dos problemas relacionados aos   acidentes e viol&ecirc;ncia no Munic&iacute;pio: na maioria das   vezes, as autoridades p&uacute;blicas utilizam os n&uacute;meros   absolutos de agravos para dimensionar o problema e   promover investimentos em seguran&ccedil;a p&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As causas indeterminadas <a name="t4"></a>tiveram    uma taxa de interna&ccedil;&atilde;o muito maior na regi&atilde;o Norte, embora,    em n&uacute;meros absolutos, predominassem as regi&otilde;es Sul e Leste (<a href="#tab4">Tabela    4</a>). A taxa geral de interna&ccedil;&atilde;o pelo SUS por causas externas    na zona urbana foi de 286,5 por 100.000 habitantes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Algumas limita&ccedil;&otilde;es do estudo devem    ser consideradas na an&aacute;lise dos resultados, uma vez que as interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares n&atilde;o retratam toda a morbidade por causas externas. Uma parcela    importante das v&iacute;timas n&atilde;o chega a ser atendida nos servi&ccedil;os    de urg&ecirc;ncia/emerg&ecirc;ncia e outra parcela, tamb&eacute;m significativa,    t&atilde;o-logo atendida, &eacute; liberada. Provavelmente, as interna&ccedil;&otilde;es    refletem a morbidade mais grave.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Outra limita&ccedil;&atilde;o encontrada por    estes autores foi   o fato de as interna&ccedil;&otilde;es financiadas por particulares   e seguros de sa&uacute;de n&atilde;o estarem inclu&iacute;das, embora   a grande maioria delas seja paga pelo SUS. Tamb&eacute;m   foram exclu&iacute;das as interna&ccedil;&otilde;es codificadas no SIH/SUS   como 'causas naturais'. As AIH codificadas dessa forma   mas que, em verdade, tratavam de causas externas,   n&atilde;o puderam ser recuperadas e inclu&iacute;das na an&aacute;lise.   Outro problema importante, todavia, foi a realiza&ccedil;&atilde;o da   pesquisa em apenas um hospital do Munic&iacute;pio, ainda   que nesse hospital tivessem ocorrido, ap&oacute;s an&aacute;lise   dos prontu&aacute;rios, 88,7% das interna&ccedil;&otilde;es por causas   externas no per&iacute;odo de estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Houve uma predomin&acirc;ncia da propor&ccedil;&atilde;o    de interna&ccedil;&otilde;es   por acidentes de transporte (31,8%), seguida   das quedas (26,7%). Esses resultados s&atilde;o diferentes   dos encontrados por outros autores, em que a principal   causa de interna&ccedil;&atilde;o por causas externas &eacute; representada   pelas quedas. Gawryszewski e colaboradores<sup>11</sup> estudaram   as interna&ccedil;&otilde;es por causas externas pelo SUS em   2000 e identificaram 42,8% de interna&ccedil;&otilde;es devidas a   quedas e 18,2% decorrentes de acidentes de transporte.   No Brasil, em 2003, nas cinco macrorregi&otilde;es nacionais   e em 23 dos 26 Estados da Federa&ccedil;&atilde;o (exceto Amap&aacute;,   Maranh&atilde;o e Roraima), as quedas foram a principal   causa de interna&ccedil;&atilde;o pelo sistema. No mesmo ano de   2003, entre os dez Munic&iacute;pios paulistas com mais de   400.000 habitantes, somente S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos-SP   teve os acidentes de transporte como principal tipo de   interna&ccedil;&atilde;o por causas externas.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Uma explica&ccedil;&atilde;o para essa diferen&ccedil;a    poderia estar na   qualidade da codifica&ccedil;&atilde;o, pela CID-10, do diagn&oacute;stico   secund&aacute;rio de interna&ccedil;&atilde;o, principalmente no que se   refere &agrave;s quedas. Tomimatsu,<sup>18</sup> em Londrina, Estado   do Paran&aacute;, no ano de 2004, realizou corre&ccedil;&atilde;o dos   dados do SIH/SUS mediante consulta ao prontu&aacute;rio   dos pacientes e outros documentos. Houve uma altera&ccedil;&atilde;o   da propor&ccedil;&atilde;o de interna&ccedil;&otilde;es por quedas &#8211; de   56,7 para 20,3% &#8211; e de acidentes de transporte &#8211; de   16,4 para 24,6%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A import&acirc;ncia das interna&ccedil;&otilde;es    por acidentes de transporte em S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos-SP foi relatada    por Melione,<sup>5</sup> que detectou um aumento na taxa dessas interna&ccedil;&otilde;es    a partir de 2001: desde ent&atilde;o, ela &eacute; mais intensa em ciclistas    e motociclistas, ademais de concomitante com a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade    pela mesma causa. Ou seja, o Munic&iacute;pio, n&atilde;o obstante acompanhar    a tend&ecirc;ncia dos &uacute;ltimos anos de redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade    por acidentes de transporte no Estado de S&atilde;o Paulo,<sup>12</sup> n&atilde;o    obteve redu&ccedil;&atilde;o nas respectivas interna&ccedil;&otilde;es decorrentes.    &Eacute; plaus&iacute;vel supor que tal mudan&ccedil;a no perfil epidemiol&oacute;gico    das v&iacute;timas de acidentes de transporte seja devida &agrave; melhoria    da assist&ecirc;ncia m&eacute;dica prestada: tanto nos pa&iacute;ses mais desenvolvidos    como nos menos desenvolvidos, a implanta&ccedil;&atilde;o e manuten&ccedil;&atilde;o    de servi&ccedil;os de atendimento pr&eacute;-hospitalar e hospitalar de emerg&ecirc;ncia    ao trauma tem reduzido a mortalidade em v&iacute;timas com traumas graves.<sup>19</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> A predomin&acirc;ncia das interna&ccedil;&otilde;es    de motociclistas e ciclistas do sexo masculino poder-se-ia explicar pelo uso    crescente desses meios de transporte, n&atilde;o s&oacute; por representar locomo&ccedil;&atilde;o    mais econ&ocirc;mica como, especialmente no caso da motocicleta, por ser ela    pr&oacute;pria um instrumento de trabalho (<i>motoboys</i>). As motos s&atilde;o    um meio de transporte &aacute;gil, por&eacute;m mais perigoso. Muitas vezes,    a press&atilde;o das empresas por entregas r&aacute;pidas de mercadorias em    motocicletas induz seus condutores a comportamentos de risco, como exceder a    velocidade m&aacute;xima permitida, n&atilde;o respeitar a sinaliza&ccedil;&atilde;o    de tr&acirc;nsito e negligenciar o uso dos equipamentos de seguran&ccedil;a    recomendados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Raz&otilde;es de masculinidade elevadas tamb&eacute;m    foram   encontradas no estudo de Gawryszewski e colaboradores<sup>11</sup>   sobre interna&ccedil;&otilde;es por causas externas pelo SUS   em 2000. Segundo esses autores, a propor&ccedil;&atilde;o de interna&ccedil;&otilde;es   em decorr&ecirc;ncia de fraturas provocadas por   causas externas foi de 42,6%: por quedas, de 58,5%;   e por acidentes de transporte, de 43,7%. Comparativamente   aos dados nacionais, portanto, a morbidade   hospitalar proporcional de natureza da les&atilde;o por   tipo de causa externa revelada por esta pesquisa, de   um modo geral, foi semelhante aos dados nacionais   apresentados no referido estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o das    interna&ccedil;&otilde;es por causas   externas segundo faixa et&aacute;ria, tanto para os acidentes   de transporte como para as quedas e as agress&otilde;es, as   propor&ccedil;&otilde;es segundo faixa et&aacute;ria encontradas por este   estudo de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos foram semelhantes &agrave;s   reveladas sobre o Estado de S&atilde;o Paulo-SP, em trabalho   de 2003.<sup>20</sup> Essa distribui&ccedil;&atilde;o seguiu o padr&atilde;o mundial,   de maior propor&ccedil;&atilde;o de adultos jovens e adolescentes   v&iacute;timas de acidentes de transporte e agress&otilde;es e de   crian&ccedil;as e idosos v&iacute;timas de quedas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo de Mattos<sup>21</sup> sobre morbidade por causas   externas em crian&ccedil;as, realizado em um hospital   p&uacute;blico do Rio de Janeiro, no ano de 1995, detectou   as quedas como principal causa de interna&ccedil;&atilde;o em   todas as faixas de idade compreendidas entre um e   12 anos. Koizumi e colaboradores,<sup>22</sup> ao estudarem as   interna&ccedil;&otilde;es de crian&ccedil;as pelo SUS em 1998, tamb&eacute;m   identificaram as quedas como principal causas de   interna&ccedil;&atilde;o. No presente estudo, as quedas foram a   principal causa de interna&ccedil;&atilde;o observada na faixa et&aacute;ria   de zero a nove anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Existem diferen&ccedil;as socioecon&ocirc;micas    entre as   regi&otilde;es geogr&aacute;ficas de S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos-SP que   poderiam, em parte, explicar alguns dos resultados   encontrados. A regi&atilde;o Norte apresenta, juntamente   com a regi&atilde;o Centro, a maior propor&ccedil;&atilde;o de idosos   e de vias de circula&ccedil;&atilde;o e edifica&ccedil;&otilde;es mais antigas.    As   regi&otilde;es Leste, Sudeste e Sul re&uacute;nem propor&ccedil;&atilde;o maior   de jovens com menor escolaridade e maior taxa de   desemprego. J&aacute; as regi&otilde;es Oeste e Centro possuem as   maiores propor&ccedil;&otilde;es de pessoas com maior escolaridade   e poder aquisitivo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os acidentes de transporte foram a principal    causa   de interna&ccedil;&atilde;o por causas externas em S&atilde;o Jos&eacute; dos   Campos-SP, conclu&iacute;ram estes autores. O resultado   difere do protagonismo das 'quedas' como primeira   causa de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar por causas externas no   Brasil e na maioria dos Munic&iacute;pios do Estado de S&atilde;o   Paulo. Assim demonstram v&aacute;rios estudos realizados   com base nos dados do SIH/SUS &#8211; possivelmente, dada   a baixa qualidade dos dados de interna&ccedil;&atilde;o por causas   externas no sistema de informa&ccedil;&otilde;es hospitalares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As causas indeterminadas apresentaram freq&uuml;&ecirc;ncia   acima do esperado, revelando a necessidade de aprimoramento da qualidade da    informa&ccedil;&atilde;o. O que   exigir&aacute;, decerto, maior empenho dos profissionais de   sa&uacute;de na identifica&ccedil;&atilde;o e no registro das causas das   les&otilde;es nos laudos de emiss&atilde;o de AIH e nos prontu&aacute;rios   dos pacientes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os resultados encontrados por esta pesquisa    tamb&eacute;m   mostraram a utilidade da inclus&atilde;o, na base de   dados do SIH/SUS, de um campo que identifique o   c&oacute;digo da unidade territorial &#8211; bairro, por exemplo.   A an&aacute;lise da ocorr&ecirc;ncia de agravos por regi&atilde;o de moradia   pode ser &uacute;til ao planejamento urbano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para a melhoria das informa&ccedil;&otilde;es    sobre os diferentes   tipos de causas externas, principalmente agress&otilde;es,   estes autores sugerem a implanta&ccedil;&atilde;o de uma rotina   de disponibiliza&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida de c&oacute;pias das fichas    de   atendimento do Sistema de Atendimento Pr&eacute;-hospitalar,   das fichas de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria de viol&ecirc;ncia    e da   primeira via da Declara&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bito &#8211; DO &#8211;,    gerada   no Instituto M&eacute;dico Legal &#8211; IML &#8211;, juntamente com   o prontu&aacute;rio dos pacientes internados em todas as   unidades hospitalares.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Alguns resultados deste estudo sobre a morbidade   hospitalar por causas externas em S&atilde;o Jos&eacute; dos   Campos-SP s&atilde;o instigantes, abrem espa&ccedil;o a hip&oacute;teses   explicativas e, portanto, devem provocar uma reflex&atilde;o   mais profunda sobre seus fatores determinantes que   se disponha a um olhar multidisciplinar, intersetorial   e interinstitucional. A condi&ccedil;&atilde;o dos acidentes de transporte   como principal causa de interna&ccedil;&atilde;o hospitalar no   Munic&iacute;pio paulista e as maiores taxas de interna&ccedil;&atilde;o por   causas externas em sua regi&atilde;o Norte devem ser discutidas   com o poder p&uacute;blico e a sociedade local, no sentido   de encontrar explica&ccedil;&otilde;es plaus&iacute;veis para o problema,   bem como propostas efetivas para seu controle.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</font></b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. World Health Organization. The World Health    Report   2002 - reducing risks, promoting healthy life. Geneva:   WHO; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    Executiva. Departamento de Inform&aacute;tica do SUS. Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade &#91;base de dados na Internet&#93;. Bras&iacute;lia: Datasus    &#91;2006 mar. 10&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://w3.datasus.gov.br/datasus/datasus.php">http://w3.datasus.gov.br/datasus/datasus.php</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. Iunes RF. III &#8211; Impacto econ&ocirc;mico    das causas   externas no Brasil: um esfor&ccedil;o de mensura&ccedil;&atilde;o.   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Eixo II &#8211;    Avalia&ccedil;&atilde;o dos custos diretos na aten&ccedil;&atilde;o &agrave;    sa&uacute;de das v&iacute;timas de viol&ecirc;ncia: uma an&aacute;lise das interna&ccedil;&otilde;es    hospitalares. In: Faculdade de Sa&uacute;de Publica da USP, Secretaria de Estado    da Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo, Mello Jorge MHP, coordenador. Contribui&ccedil;&atilde;o    do setor sa&uacute;de no atendimento &agrave;s v&iacute;timas e preven&ccedil;&atilde;o    de viol&ecirc;ncias. &#91;relat&oacute;rio &#8211; processo Fapesp n<sup>o</sup> 01/02768-6&#93;.    S&atilde;o Paulo; 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 21. Matos IE. Morbidade por causas externas    em   crian&ccedil;as de 0 a 12 anos: uma an&aacute;lise dos registros   de atendimento de um hospital do Rio de Janeiro.   Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 2001;10(4):189-198.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 22. Koizumi MS, Mello Jorge MHP, N&oacute;brega    LRB, Waters   C. Crian&ccedil;as internadas por traumatismo cr&acirc;nio-encef&aacute;lico   no Brasil, 1998: causas e preven&ccedil;&atilde;o.   Informe Epidemiol&oacute;gico do SUS 2001;10(2):93-101.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:    <br>   </b>Rua Jos&eacute; de Alencar, 123,    <br>   5o Andar, Sala 1,    <br>   S&atilde;o Jos&eacute; dos Campos-SP, Brasil.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   CEP: 12209-530    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:lmelione@uol.com.br">lmelione@uol.com.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 12/06/2007    <br>   Aprovado em 02/05/2008</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="nota"></a><a href="#topo"><sup>*</sup></a>Baseado    na Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado do autor principal, "Morbidade hospitalar    por causas externas no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de em S&atilde;o Jos&eacute;    dos Campos, SP", apresentada &agrave; Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica    da Universidade de S&atilde;o Paulo em 2006.</font></p>      ]]></body><back>
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