<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1679-4974</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Epidemiol. Serv. Saúde]]></abbrev-journal-title>
<issn>1679-4974</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente - Ministério da Saúde do Brasil]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1679-49742008000300008</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S1679-49742008000300008</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Dengue: desafios atuais]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coelho]]></surname>
<given-names><![CDATA[Giovanini Evelim]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[ ]]></addr-line>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2008</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>09</month>
<year>2008</year>
</pub-date>
<volume>17</volume>
<numero>3</numero>
<fpage>231</fpage>
<lpage>233</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1679-49742008000300008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1679-49742008000300008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1679-49742008000300008&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri></article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO DE    OPINI&Atilde;O</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Dengue: desafios atuais</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Giovanini Evelim Coelho</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da    Sa&uacute;de &#8211; OPAS &#8211; elaborou o documento "Preven&ccedil;&atilde;o    e Controle da Dengue nas Am&eacute;ricas: enfoque integrado e li&ccedil;&otilde;es    aprendidas",<sup>1</sup> que serviu de subs&iacute;dio &agrave; discuss&atilde;o    dos temas priorit&aacute;rios da agenda da 27<sup>a</sup> Confer&ecirc;ncia    Sanit&aacute;ria Pan-americana, realizada no per&iacute;odo de 1<sup>o</sup> a 5 de outubro    de 2007.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Entre os diversos aspectos relacionados ao problema    dengue, o documento chama a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade   de organiza&ccedil;&atilde;o e estrutura&ccedil;&atilde;o dos programas de controle    da dengue dos pa&iacute;ses, com um enfoque de gest&atilde;o   integrada, em seus diversos componentes de interesse.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Como justificativas para a ado&ccedil;&atilde;o    da gest&atilde;o integrada, destacam-se o agravamento da situa&ccedil;&atilde;o    epidemiol&oacute;gica   no continente, com a ocorr&ecirc;ncia de epidemias em diversos pa&iacute;ses,    perdas de vidas humanas e um alto custo pol&iacute;tico   e social. S&atilde;o do conhecimento de todos os reflexos que as epidemias de    dengue determinam na economia   dos pa&iacute;ses, devido ao absente&iacute;smo no trabalho e nas escolas, assim    como as repercuss&otilde;es negativas no setor   tur&iacute;stico e o conseq&uuml;ente colapso dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de,    em decorr&ecirc;ncia da alta demanda por atendimento de   pacientes nos servi&ccedil;os.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Outro aspecto a ser evidenciado diz respeito    &agrave; complexidade do controle da dengue no mundo moderno, tendo   em vista os diversos fatores externos ao setor Sa&uacute;de, importantes determinantes    na manuten&ccedil;&atilde;o e dispers&atilde;o desse   agravo. S&atilde;o relevantes o surgimento de grandes aglomerados urbanos, muitas    das vezes com inadequadas condi&ccedil;&otilde;es   de habita&ccedil;&atilde;o e abastecimento de &aacute;gua, o crescente tr&acirc;nsito    de pessoas e cargas entre pa&iacute;ses, determinado   pelo desenvolvimento dos meios de transporte e das rela&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas    no mundo globalizado, e as mudan&ccedil;as   clim&aacute;ticas provocadas pelo aquecimento global, que influem no regime    e dura&ccedil;&atilde;o das chuvas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O Brasil, assim como muito dos pa&iacute;ses    do continente americano, apresenta esses macrofatores determinantes para a prolifera&ccedil;&atilde;o    do <i>Aedes aegypti</i> e a transmiss&atilde;o da dengue. De acordo com a Funda&ccedil;&atilde;o    Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica &#8211; IBGE &#8211;,    a popula&ccedil;&atilde;o brasileira dobrou entre os anos de 1970 e 2000: somente    no per&iacute;odo de 2000 a 2004, houve um incremento populacional de cerca    de 10 milh&otilde;es de habitantes. Outro aspecto importante &eacute; o fato    de, atualmente, 81% dos brasileiros viverem em &aacute;reas urbanas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Dados da Pesquisa Nacional de Saneamento (2000)    evidenciam os problemas relativos ao abastecimento   regular de &aacute;gua, com cerca de 18 milh&otilde;es de pessoas vivendo em    &aacute;reas urbanas sem acesso a &aacute;gua encanada,   com intermit&ecirc;ncia do abastecimento sendo observada em 20% dos distritos    pesquisados. A mesma pesquisa   revela os graves problemas, ainda existentes, em rela&ccedil;&atilde;o ao destino    inadequado do lixo: cerca de 63% de nossos   Munic&iacute;pios usam os chamados 'lix&otilde;es' para essa destina&ccedil;&atilde;o.    Outro aspecto de rela&ccedil;&atilde;o direta com a dengue est&aacute;   na concentra&ccedil;&atilde;o do lixo produzido no pa&iacute;s: 32% dessa produ&ccedil;&atilde;o    correspondem a 13 cidades com mais de um   milh&atilde;o de habitantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> E por &uacute;ltimo, sem esgotar os demais macrofatores    citados, a quest&atilde;o relacionada ao tr&acirc;nsito de pessoas tamb&eacute;m    &eacute; importante para o Brasil por ser esse o meio de introdu&ccedil;&atilde;o    de novos sorotipos virais, com a conseq&uuml;ente ocorr&ecirc;ncia de epidemias.    De acordo com estimativas da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Turismo &#8211;    OMT &#8211;, no per&iacute;odo de 1990 a 2004, cerca de 21,1 milh&otilde;es    de turistas internacionais visitaram o Brasil; e a meta do governo federal,    segundo o Plano Plurianual para o Turismo, era atingir o quantitativo de nove    milh&otilde;es de turistas estrangeiros tendo visitado o Brasil em 2007.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outros aspectos importantes, igualmente dificultadores    para o efetivo controle desse agravo, s&atilde;o: a inexist&ecirc;ncia   de uma vacina eficaz; a limita&ccedil;&atilde;o dos atuais m&eacute;todos de    avalia&ccedil;&atilde;o entomol&oacute;gica para a predi&ccedil;&atilde;o de    ocorr&ecirc;ncia da   transmiss&atilde;o de dengue; e a possibilidade da ocorr&ecirc;ncia de resist&ecirc;ncia    do vetor aos inseticidas em uso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em 2002, diante da tend&ecirc;ncia de incremento    da incid&ecirc;ncia e do elevado risco de aumento dos casos de febre hemorr&aacute;gica    da dengue, o Brasil lan&ccedil;ou o Programa Nacional de Controle da Dengue    &#8211; PNCD.<sup>3</sup> O PNCD, que incorpora os princ&iacute;pios da gest&atilde;o integrada,    fundamenta-se em alguns aspectos essenciais, com destaque para:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 1. a elabora&ccedil;&atilde;o de programas permanentes,    uma vez que n&atilde;o existe qualquer evid&ecirc;ncia t&eacute;cnica de erradica&ccedil;&atilde;o    do mosquito <i>Aedes aegypti</i> a curto prazo;</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> 2. o desenvolvimento de campanhas de informa&ccedil;&atilde;o    e mobiliza&ccedil;&atilde;o das pessoas, de forma a estimular a maior   responsabiliza&ccedil;&atilde;o de cada fam&iacute;lia na manuten&ccedil;&atilde;o    de seu ambiente dom&eacute;stico livre de potenciais criadouros   do vetor;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 3. o fortalecimento da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    e entomol&oacute;gica, para ampliar a capacidade de predi&ccedil;&atilde;o e    detec&ccedil;&atilde;o   precoce de surtos da doen&ccedil;a;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 4. a melhoria da cobertura, qualidade e regularidade    do trabalho de campo no combate ao vetor;   5. a integra&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de controle da dengue    na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 6. a utiliza&ccedil;&atilde;o de instrumentos    legais que facilitem o trabalho do poder p&uacute;blico na elimina&ccedil;&atilde;o    de criadouros em   im&oacute;veis comerciais, casas abandonadas, etc.;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 7. a atua&ccedil;&atilde;o multissetorial, por    meio do fomento &agrave; destina&ccedil;&atilde;o adequada de res&iacute;duos    s&oacute;lidos e utiliza&ccedil;&atilde;o de recipientes   seguros para armazenagem de &aacute;gua; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 8. o desenvolvimento de instrumentos mais eficazes    de acompanhamento e supervis&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es desenvolvidas   pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Estados e Munic&iacute;pios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Nestes cinco anos desde a implanta&ccedil;&atilde;o    do PNCD, do esfor&ccedil;o articulado do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de com    os Estados   e Munic&iacute;pios, alguns progressos foram obtidos, particularmente no que    diz respeito &agrave; consolida&ccedil;&atilde;o e aperfei&ccedil;oamento   das diretrizes program&aacute;ticas e das estruturas locais dos programas de    controle. Obviamente, a complexidade   dos fatores que interferem na din&acirc;mica de transmiss&atilde;o da dengue    imp&otilde;e novos desafios e procedimentos a   serem implementados, para seu enfrentamento. Considerando-se a diversidade de    componentes do PNCD, alguns   avan&ccedil;os podem ser considerados relevantes:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Financiamento sustent&aacute;vel das atividades    de controle, com o repasse regular dos recursos financeiros para os   fundos estaduais e municipais de sa&uacute;de. Atualmente, com exce&ccedil;&atilde;o    da cidade de Manaus-AM, todos os Munic&iacute;pios   com popula&ccedil;&atilde;o acima de 100.000 habitantes encontram-se certificados    para executar as atividades de   controle.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Desenvolvimento do Levantamento R&aacute;pido    de &Iacute;ndice Entomol&oacute;gico do <i>Aedes aegypti</i> (LIRAa), um levantamento    larv&aacute;rio amostral, feito em um per&iacute;odo de tempo menor que o do    m&eacute;todo tradicional, capaz de identificar a densidade larv&aacute;ria    e os criadouros preferenciais nos espa&ccedil;os intra-urbanos dos Munic&iacute;pios.    Recentemente, foi demonstrado o papel do LIRAa como importante sinal de alerta    e orienta&ccedil;&atilde;o aos respons&aacute;veis locais pelos programas de    controle da dengue na ado&ccedil;&atilde;o das medidas preventivas anteriores    ao per&iacute;odo de maior transmiss&atilde;o da doen&ccedil;a.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Elabora&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias    integradas de controle da dengue envolvendo grandes Regi&otilde;es Metropolitanas    e capitais   de Estados; foram elaborados &#8211; e aprovados nas respectivas Comiss&otilde;es    Intergestores Bipartite &#8211; planos   para as Regi&otilde;es Metropolitanas de Belo Horizonte-MG, S&atilde;o Paulo-SP    e Bel&eacute;m-PA.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> - Atualiza&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o    de informa&ccedil;&otilde;es aos profissionais de sa&uacute;de, para o adequado    diagn&oacute;stico e conduta do paciente com dengue, por interm&eacute;dio de    protocolos cl&iacute;nicos padronizados e processos de capacita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Iniciativa de alguns Munic&iacute;pios pela    inser&ccedil;&atilde;o da estrat&eacute;gia do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia    &#8211; PSF &#8211; nas atividades de controle da dengue.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Ordenamento jur&iacute;dico e amparo legal    para orientar o trabalho dos agentes de sa&uacute;de em im&oacute;veis fechados    ou   abandonados ou naqueles em que o propriet&aacute;rio recuse a visita.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Campanhas de comunica&ccedil;&atilde;o e mobiliza&ccedil;&atilde;o    da popula&ccedil;&atilde;o com elabora&ccedil;&atilde;o de pesquisa de opini&atilde;o    p&uacute;blica e   m&iacute;dia regionalizada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Muito se questiona sobre a efetividade e satisfa&ccedil;&atilde;o    com os resultados dessas a&ccedil;&otilde;es empreendidas. Apesar dos   esfor&ccedil;os, ainda ocorrem epidemias e &oacute;bitos por dengue. Uma an&aacute;lise    de impacto necessitaria de avalia&ccedil;&otilde;es e   estudos mais aprofundados. Uma avalia&ccedil;&atilde;o pragm&aacute;tica, entretanto,    que compare os cinco anos anteriores (1998-   2002) com os cinco anos posteriores (2002-2007) &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o    do PNCD apresenta-se a seguir:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - No per&iacute;odo p&oacute;s-PNCD, houve uma    redu&ccedil;&atilde;o de 25% no total de casos notificados no pa&iacute;s; note-se    que, mesmo   com essa redu&ccedil;&atilde;o, 2007 foi o segundo ano com maior n&uacute;mero    de notifica&ccedil;&otilde;es de dengue na hist&oacute;ria do   pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Os casos de febre hemorr&aacute;gica da dengue    tiveram uma redu&ccedil;&atilde;o de 3% no per&iacute;odo p&oacute;s-PNCD.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - Os &oacute;bitos aumentaram 1,6 vezes no per&iacute;odo    ap&oacute;s a implanta&ccedil;&atilde;o do Programa Nacional.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Cabe aqui uma reflex&atilde;o: se esse grandioso    esfor&ccedil;o n&atilde;o tivesse sido realizado, poder&iacute;amos estar em    situa&ccedil;&atilde;o   pior? &Eacute; bem prov&aacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Uma cr&iacute;tica &oacute;bvia a essa an&aacute;lise    global &eacute; a de que a dengue em um pa&iacute;s continental como o Brasil,    com profundas   diferen&ccedil;as sociais, culturais e de infra-estrutura e acesso a servi&ccedil;os,    n&atilde;o reflete a gravidade das situa&ccedil;&otilde;es   regionais e locais. Por&eacute;m, esse tipo de an&aacute;lise tampouco valoriza    os bons resultados obtidos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Cabe destacar os bons exemplos daqueles Munic&iacute;pios    que demonstraram capacidade para enfrentar essa   quest&atilde;o. Belo Horizonte-MG, capital do Estado de Minas Gerais, mesmo    sendo um centro populoso, com problemas   t&iacute;picos das grandes metr&oacute;poles como a viol&ecirc;ncia e o abastecimento    de &aacute;gua em sua periferia, a despeito de   apresentar condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas e ambientais prop&iacute;cias,    n&atilde;o tem passado por epidemias de dengue nos &uacute;ltimos   cinco anos. &Eacute; mister lembrar que, nos &uacute;ltimos anos, observou-se    uma intensa circula&ccedil;&atilde;o viral nos Estados vizinhos   e em Munic&iacute;pios do mesmo Estado de Minas Gerais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Tamb&eacute;m &eacute; exemplar a capacidade    de determinados Estados e Munic&iacute;pios em manter baixas taxas de letalidade,   mesmo sob situa&ccedil;&atilde;o de aumento de transmiss&atilde;o e na ocorr&ecirc;ncia    de casos graves. Certamente, um exemplo   lapidar &eacute; o de Campo Grande, capital do Estado de Mato Grosso do Sul:    passando por uma epidemia de grandes   propor&ccedil;&otilde;es em 2007, com uma taxa de incid&ecirc;ncia de 5.906    casos por 100.000 habitantes, o Munic&iacute;pio obteve   uma baix&iacute;ssima taxa de letalidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Com as condi&ccedil;&otilde;es socioambientais    e clim&aacute;ticas do Brasil, estamos fadados a conviver com a amea&ccedil;a    da permanente   exposi&ccedil;&atilde;o ao v&iacute;rus da dengue. Isso n&atilde;o significa    dizer que, necessariamente, teremos de conviver com   epidemias e mortes pela doen&ccedil;a. Alguns dos exemplos citados demonstraram    a capacidade dos Munic&iacute;pios de   responder adequadamente ao problema.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Eacute; bom recordar que n&atilde;o existe uma    solu&ccedil;&atilde;o &uacute;nica, f&aacute;cil, nem de baixo custo, para esse    problema complexo.   Alguns caminhos est&atilde;o apontados. &Eacute; recomend&aacute;vel que os    bons exemplos sejam seguidos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias bibliogr&aacute;ficas</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Prevenci&oacute;n y control del dengue en    las Am&eacute;ricas: enfoque integrado y lecciones aprendidas &#91;monografia    en la Internet&#93;. 27a. Conferencia Sanitaria Panamericana; 2007 oct. 1-5;    Washington- DC: OPS; 2007. Disponible en: <a href="http://www.paho.org/spanish/gov/csp/csp27-15-s.pdf" target="_blank">http://www.paho.org/spanish/gov/csp/csp27-15-s.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. World Tourism Organization. Tourism Market    Trends, 2005 &#8211; International arrivals by country of destination &#8211;    Annex 5 &#91;data on the Internet&#93;. Available from: <a href="http://unwto.org/facts/eng/pdf/indicators/ITA_%20Americas.pdf" target="_blank">http://unwto.org/facts/eng/pdf/indicators/ITA_    Americas.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Programa Nacional de   Controle da Dengue &#8211; PNCD. Bras&iacute;lia: Funasa; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Coelho GE. Rela&ccedil;&atilde;o entre o &Iacute;ndice    de Infesta&ccedil;&atilde;o Predial (IIP), obtido pelo Levantamento R&aacute;pido    (LIRAa), e intensidade de circula&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus dengue &#91;disserta&ccedil;&atilde;o    de Mestrado&#93;. Salvador: Instituto de Sa&uacute;de Coletiva da Universidade Federal    da Bahia; 2008.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 5. Chiaravalloti Neto F, et al. Controle do    dengue   em uma &aacute;rea urbana do Brasil: avalia&ccedil;&atilde;o do   impacto do Programa Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia   com rela&ccedil;&atilde;o ao programa tradicional de controle.   Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2006;22(5):   987-997.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v17n3/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    <br>   Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    <br>   Programa Nacional de Controle da Dengue,    <br>   Esplanada dos Minist&eacute;rios,    <br>   Bloco G, Edif&iacute;cio-Sede, Sobreloja, Sala 141,    <br>   Bras&iacute;lia-DF, Brasil.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   CEP: 70058-900    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:giovanini.coelho@saude.gov.br">giovanini.coelho@saude.gov.br</a></font></p>     <p>&nbsp; </p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="">
<source><![CDATA[Prevención y control del dengue en las Américas: enfoque integrado y lecciones aprendidas [monografia en la Internet]. 27a. Conferencia Sanitaria Panamericana; 2007 oct. 1-5]]></source>
<year>OPS2</year>
<month>00</month>
<day>7</day>
<publisher-loc><![CDATA[Washington ]]></publisher-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>World Tourism Organization</collab>
<source><![CDATA[Tourism Market Trends, 2005 - International arrivals by country of destination: Annex 5]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Fundação Nacional de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Programa Nacional de Controle da Dengue - PNCD]]></source>
<year>2002</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Funasa]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Coelho]]></surname>
<given-names><![CDATA[GE]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Relação entre o Índice de Infestação Predial (IIP), obtido pelo Levantamento Rápido (LIRAa), e intensidade de circulação do vírus dengue]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Chiaravalloti Neto]]></surname>
<given-names><![CDATA[F]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Controle do dengue em uma área urbana do Brasil: avaliação do impacto do Programa Saúde da Família com relação ao programa tradicional de]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]></source>
<year>2006</year>
<volume>22</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>987-997</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
