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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Documento de discussão - saúde, nutrição e população (HNP) Controle do tabagismo no Brasil: resumo executivo]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>REPUBLICA&Ccedil;&Atilde;O</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>Documento de discuss&atilde;o    &#8211; sa&uacute;de, nutri&ccedil;&atilde;o e popula&ccedil;&atilde;o (HNP)    Controle do tabagismo no Brasil: resumo executivo<font size="3"><sup><a href="#nota">*</a></sup></font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Roberto Iglesias<sup>I</sup>; Prabhat Jha<sup>II</sup>;    M&aacute;rcia Pinto<sup>III</sup>; Vera Luiza da Costa e Silva<sup>IV</sup>;    Joana Godinho<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Centro de Estudos sobre Integra&ccedil;&atilde;o    e Desenvolvimento, Universidade Cat&oacute;lica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro,    Brasil    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Centro de Pesquisa em Sa&uacute;de Global,    Hospital St. Michael's, Universidade de Toronto-ON, Canad&aacute;    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>III</sup>Funda&ccedil;&atilde;o Oswaldo Cruz, Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, Rio de Janeiro-RJ, Brasil    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>IV</sup>Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Rio de Janeiro-RJ, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>V</sup>Banco Mundial, Washington-DC, Estados Unidos    da Am&eacute;rica</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A evid&ecirc;ncia dispon&iacute;vel indica que    houve um significante decl&iacute;nio da preval&ecirc;ncia do tabagismo no Brasil    entre 1989 e 2006. H&aacute; aproximadamente duas d&eacute;cadas, o Governo    lan&ccedil;ou o Programa Nacional para o Controle do Tabagismo, com uma acentuada    acelera&ccedil;&atilde;o dos esfor&ccedil;os desde o ano de 1990, cujo foco    estava voltado para as interven&ccedil;&otilde;es n&atilde;o relacionadas aos    pre&ccedil;os, como: a proibi&ccedil;&atilde;o da propaganda, restri&ccedil;&otilde;es    ao fumo em locais p&uacute;blicos, entre outras atividades. Embora o Programa    Nacional de Controle do Tabagismo seja considerado um dos mais abrangentes entre    os pa&iacute;ses em desenvolvimento, uma avalia&ccedil;&atilde;o formal ainda    n&atilde;o havia sido realizada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O objetivo do presente estudo foi avaliar a    situa&ccedil;&atilde;o do tabagismo no Brasil, juntamente com o papel desempenhado    pelo Programa Nacional de Controle do Tabagismo, comparando-o &agrave; experi&ecirc;ncia    verificada em outros pa&iacute;ses. O estudo avaliou as principais tend&ecirc;ncias    nas taxas de tabagismo e em rela&ccedil;&atilde;o ao c&acirc;ncer de pulm&atilde;o,    analisando interven&ccedil;&otilde;es relacionadas e n&atilde;o relacionadas    aos pre&ccedil;os. Al&eacute;m disso, o relat&oacute;rio inclui uma discuss&atilde;o    acerca dos instrumentos fiscais e do problema do contrabando de derivados do    tabaco. A evid&ecirc;ncia recolhida pelo estudo indica que no Brasil:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- <b>A preval&ecirc;ncia do tabagismo apresentou    queda acentuada entre 1989 e 2006.</b> Em 2006, aproximadamente 20% dos homens    e 13% das mulheres fumavam nas principais cidades. A preval&ecirc;ncia do tabagismo    entre os adultos nas capitais variava de 9,5% na Bahia at&eacute; 21,2% em Porto    Alegre-RS e Rio Branco-AC.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- <b>O tabagismo est&aacute; mais concentrado    entre os grupos populacionais com baixos n&iacute;veis de educa&ccedil;&atilde;o    formal</b>, que podem tamb&eacute;m ser os mais pobres. Constata-se que a preval&ecirc;ncia    do tabagismo &eacute; de 1,5 a 2 vezes maior entre aqueles que possuem pouca    ou nenhuma educa&ccedil;&atilde;o, em compara&ccedil;&atilde;o com os que possuem    mais anos de escolaridade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- <b>O consumo total de cigarros por adulto revelou    tamb&eacute;m queda significativa, mas estabilizou-se durante os &uacute;ltimos    anos</b>. As vendas legais e ilegais de cigarros ca&iacute;ram de 1.700 unidades    por ano em 1990 para 1.175 entre 2003 e 2005.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- <b>Nas Regi&otilde;es Metropolitanas, o percentual    de fam&iacute;lias com indiv&iacute;duos fumantes caiu</b> de 34% em 1995-96    para 27% em 2002-2003. A propor&ccedil;&atilde;o de despesas com tabaco em rela&ccedil;&atilde;o    ao total de despesas das fam&iacute;lias tamb&eacute;m declinou: de 3% entre    1995 e 1996 para 2% entre 2002 e 2003.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> - <b>As taxas de c&acirc;ncer do pulm&atilde;o    durante o in&iacute;cio da vida adulta ca&iacute;ram entre os homens entre 1980    e 2004, mas aumentaram entre as mulheres</b>, fen&ocirc;meno que pode estar    associado &agrave; interrup&ccedil;&atilde;o do tabagismo pelos homens e ao    aumento entre as mulheres.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - <b>De 1996 a 2005, houve mais de 1 milh&atilde;o    de hospitaliza&ccedil;&otilde;es relacionadas ao tabagismo no Sistema &Uacute;nico    de Sa&uacute;de (SUS), com custos em torno de meio bilh&atilde;o de d&oacute;lares</b>,    ou 1,6% do or&ccedil;amento destinado &agrave;s hospitaliza&ccedil;&otilde;es    realizadas por unidades de sa&uacute;de entre 1996 e 2005.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Mesmo no seu pico, na d&eacute;cada de 1980,    <b>o consumo <i>per capita</i> de cigarros sempre foi mais baixo no Brasil do    que nos pa&iacute;ses da Organiza&ccedil;&atilde;o para Coopera&ccedil;&atilde;o    e Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE)</b>, como os Estados Unidos da Am&eacute;rica,    o Canad&aacute;, a Fran&ccedil;a, a Alemanha e a It&aacute;lia. As taxas de    preval&ecirc;ncia do fumo no Brasil e o consumo de cigarros entre os adultos    mostraram-se tamb&eacute;m inferiores &agrave;s apresentadas por pa&iacute;ses    vizinhos, o que pode ser resultado das pol&iacute;ticas internas para controle    do tabagismo implementadas nos anos 1990. Entretanto, o consumo ficou est&aacute;vel    no pa&iacute;s nos &uacute;ltimos anos, enquanto mostra-se inferior e continua    a declinar no Chile.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>O Programa Nacional para o Controle do Tabagismo    no Brasil &eacute; bastante inovador, com destaque para as a&ccedil;&otilde;es    referentes &agrave; proibi&ccedil;&atilde;o da publicidade e propaganda e as    advert&ecirc;ncias impressas nas embalagens de produtos derivados do tabaco</b>    &#8211; por exemplo, o Brasil foi o primeiro pa&iacute;s a proibir adjetivos    enganosos nos ma&ccedil;os de cigarros, como &quot;light&quot; ou &quot;suave&quot;    &#8211; <b>mas o foco das a&ccedil;&otilde;es ainda est&aacute; concentrado    nas a&ccedil;&otilde;es n&atilde;o relacionadas aos pre&ccedil;os</b>. Dentre    tais a&ccedil;&otilde;es, incluem-se: as proibi&ccedil;&otilde;es relativas    &agrave; propaganda e ao consumo de tabaco no sistema de transporte p&uacute;blico;    a regulamenta&ccedil;&atilde;o dos produtos do tabaco, como a limita&ccedil;&atilde;o    nos teores de alcatr&atilde;o, nicotina e mon&oacute;xido de carbono nos cigarros    e as advert&ecirc;ncias escritas e com imagens contundentes nos ma&ccedil;os    de cigarros e em embalagens dos produtos do tabaco; al&eacute;m do lan&ccedil;amento    de campanhas de conscientiza&ccedil;&atilde;o e de educa&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m    dessas a&ccedil;&otilde;es, o Programa desenvolveu iniciativas de vigil&acirc;ncia    e de monitoramento, construiu uma capacidade institucional e descentralizou    para os Estados e Munic&iacute;pios as iniciativas de controle do tabagismo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>O governo j&aacute; atende a muitas das provis&otilde;es    da Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro para o Controle do Tabaco</b> (CQCT), assinada    em 2003 e ratificada em 2005. No entanto, para estar em plena conformidade com    os dispositivos do tratado, ainda precisa dar passos adicionais, incluindo a    eleva&ccedil;&atilde;o dos impostos sobre o tabaco.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>O emprego dos instrumentos relacionados aos    pre&ccedil;os foi usado de forma indireta atrav&eacute;s de impostos mais altos    aplicados por motivos de natureza fiscal. Mesmo no contexto das vendas ilegais,    a eleva&ccedil;&atilde;o dos impostos sobre o tabaco resultou na redu&ccedil;&atilde;o    do consumo e no aumento da arrecada&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria federal    durante a d&eacute;cada de 1990</b>. Entre 1990 e 1993, o pre&ccedil;o dos cigarros    experimentou um aumento real de quase 78%, apesar das altas taxas de infla&ccedil;&atilde;o,    que contribu&iacute;ram de forma significativa para a queda observada no consumo    geral. A arrecada&ccedil;&atilde;o de impostos espec&iacute;ficos sobre o tabaco    cresceu 23% entre 1992 e 1996 (em valores correntes de 2005), apesar da redu&ccedil;&atilde;o    de 15% do consumo legal por adulto no mesmo per&iacute;odo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Devido &agrave; redu&ccedil;&atilde;o dos impostos,    em 2005, o pre&ccedil;o real dos cigarros estava mais baixo do que o pre&ccedil;o    real m&eacute;dio para o per&iacute;odo de 1992 a 1998. O percentual do pre&ccedil;o    de varejo que correspondia ao imposto sobre produtos industrializados (IPI)    caiu de aproximadamente 40 para 20% entre 1993 e 2004. Entretanto, a queda dos    pre&ccedil;os durante o per&iacute;odo de 1998 a 2001 n&atilde;o levou a um    aumento correspondente no consumo, o que pode ser creditado ao impacto que os    instrumentos n&atilde;o relacionados com o pre&ccedil;o tiveram sobre a demanda.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>O Brasil estabeleceu uma rede de pontos focais    nos Estados e Munic&iacute;pios e programas nas principais cidades do pa&iacute;s</b>.    A rede come&ccedil;ou a levar e a adaptar as a&ccedil;&otilde;es e regulamenta&ccedil;&otilde;es    relacionadas ao tabaco para o n&iacute;vel local, criando os instrumentos necess&aacute;rios    para avan&ccedil;ar com o controle do tabagismo. Por outro lado, essa rede vem    sendo enfraquecida nos &uacute;ltimos anos, uma vez que j&aacute; n&atilde;o    est&aacute; dispon&iacute;vel o mecanismo anteriormente usado pelo Instituto    Nacional de C&acirc;ncer (INCA) para transferir recursos da esfera federal para    os Estados e Munic&iacute;pios, sem que nenhum outro mecanismo o tenha substitu&iacute;do.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">Recomenda&ccedil;&otilde;es</font></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O Brasil estabeleceu bases s&oacute;lidas para    obter ganhos sem precedentes na &aacute;rea da Sa&uacute;de P&uacute;blica.    O controle do tabagismo no pa&iacute;s foi efetivo. <b>Uma a&ccedil;&atilde;o    adicional, de car&aacute;ter modesto, poderia gerar ganhos adicionais e substanciais    em sa&uacute;de, evitando &oacute;bitos prematuros entre os atuais 21 milh&otilde;es    de fumantes</b>. Entretanto, para alcan&ccedil;ar redu&ccedil;&otilde;es sustent&aacute;veis    na mortalidade prematura e na morbidade relacionadas &agrave;s doen&ccedil;as    causadas pelo tabaco, <b>o Brasil deveria continuar a investir no seu abrangente    Programa Nacional de Controle do Tabagismo, focalizando a aten&ccedil;&atilde;o    tanto nas a&ccedil;&otilde;es destinadas a evitar a inicia&ccedil;&atilde;o    quanto nas destinadas &agrave; cessa&ccedil;&atilde;o</b>, que s&atilde;o centrais    para que se possa evitar milh&otilde;es de mortes.</font></p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">&Eacute; necess&aacute;rio dar mais &ecirc;nfase    &agrave; revitaliza&ccedil;&atilde;o da rede estadual e municipal de controle    do tabagismo</font></b><font size="2" face="Verdana">, que recebeu menos aten&ccedil;&atilde;o    e recursos do governo federal. <b>Redu&ccedil;&otilde;es ainda maiores na preval&ecirc;ncia    do tabagismo e expans&atilde;o dos casos de cessa&ccedil;&atilde;o exigem financiamento    e fortalecimento dos programas estaduais e municipais para o controle do tabaco</b>.    As Secretarias de Estado da Sa&uacute;de (SES) deveriam retomar seus encontros    anuais para o planejamento de atividades e para a an&aacute;lise das estrat&eacute;gias    e das pol&iacute;ticas, bem como para atividades de treinamento. Os coordenadores    estaduais e municipais necessitam de mais apoio da parte do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, a fim de implementar programas descentralizados. Al&eacute;m    disso, existe a demanda para a expans&atilde;o do programa de cessa&ccedil;&atilde;o,    para o qual &eacute; necess&aacute;rio treinamento de pessoal e fornecimento    de recursos de apoio &agrave; cessa&ccedil;&atilde;o do tabagismo, bem como    coordena&ccedil;&atilde;o do Programa Nacional de Controle do Tabagismo em conjunto    com outras inst&acirc;ncias do SUS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Os instrumentos relacionados aos pre&ccedil;os    podem ser empregados de forma mais efetiva visando &agrave; expans&atilde;o    do Programa que foi implementado com base em instrumentos independentes dos    pre&ccedil;os</b>. Os impostos sobre o tabaco representam o instrumento mais    custo-efetivo para a redu&ccedil;&atilde;o do consumo de cigarros, aumentando    ao mesmo tempo a arrecada&ccedil;&atilde;o de impostos, devido &agrave; baixa    elasticidade-pre&ccedil;o da demanda por cigarros. &Eacute; um paradoxo que    um pa&iacute;s como o Brasil, com uma alta propor&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida    p&uacute;blica em rela&ccedil;&atilde;o ao PIB, invista recursos p&uacute;blicos    em medidas de controle do tabaco sem usar efetivamente os instrumentos fiscais    e relacionados aos pre&ccedil;os para controlar o tabagismo. O retorno aos pre&ccedil;os    e pr&aacute;ticas fiscais praticados em meados da d&eacute;cada de 1990 impulsionaria    as receitas p&uacute;blicas e os ganhos em Sa&uacute;de P&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O estudo concluiu que um aumento de 10% nas restri&ccedil;&otilde;es    contra o fumo (restri&ccedil;&otilde;es legais e outras modalidades) reduziria    no longo prazo o consumo em 2,3%; e um aumento no pre&ccedil;o de 10% reduziria    o consumo em aproximadamente 4,8% no longo prazo. De acordo com o estudo, um    aumento de 72% no IPI aumentaria os pre&ccedil;os em aproximadamente 14%, reduzindo    o consumo por adulto em 7%, e aumentaria em 60% as receitas fiscais oriundas    do tabaco. A recomenda&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica tem dois componentes:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- No curto prazo, retornar ao pre&ccedil;o real    dos cigarros praticado em 1993. Para isso, seria necess&aacute;rio considerar    um aumento de 23% no pre&ccedil;o m&eacute;dio de 2005 ou um aumento de 118%    sobre a al&iacute;quota m&eacute;dia do IPI do mesmo ano. Para os pre&ccedil;os    de 2005, isso resultaria em um pre&ccedil;o m&eacute;dio de varejo de R$2,72,    aproximadamente &#8211; US$1.36 &#8211;, o que reduziria o consumo em aproximadamente    11% &#8211; ou em torno de 100 cigarros legais <i>per capita</i>/ano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> - No longo prazo, dever-se-ia elevar o percentual    do pre&ccedil;o de varejo, com base no IPI, de aproximadamente 20% para em torno    de 40%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Em conjunto com os aumentos do imposto, o    governo deveria prosseguir no combate das vendas ilegais de cigarros</b>. Com    base na legisla&ccedil;&atilde;o, o Brasil criou um cadastro nacional de importadores,    exportadores e produtores de produtos de tabaco, al&eacute;m de ter fortalecido    os controles sobre a comercializa&ccedil;&atilde;o de cigarros, atrav&eacute;s    da ado&ccedil;&atilde;o de selos de controle e da produ&ccedil;&atilde;o de    equipamento destinado &agrave; contagem da produ&ccedil;&atilde;o. As pol&iacute;ticas    destinadas ao combate ao mercado ilegal deveriam reduzir a demanda por cigarros    ilegais atrav&eacute;s da contra-propaganda; e ainda, aumentar a probabilidade    de os contrabandistas serem presos e a severidade de suas penas, atrav&eacute;s    de um maior controle e da aplica&ccedil;&atilde;o da lei. Ademais, as medidas    poderiam redundar na ado&ccedil;&atilde;o de impostos de consumo e de valor    agregado combinada &agrave;s tecnologias contra o contrabando, incluindo o rastreamento    de produtos e a afixa&ccedil;&atilde;o de selos fiscais ostensivos com mensagens    de alerta no idioma local, al&eacute;m de penas mais severas aplicadas em caso    de vendas ilegais no com&eacute;rcio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Finalmente, &eacute; preciso estabelecer um    monitoramento eficaz da epidemia do tabagismo</b>. S&atilde;o necess&aacute;rias    pesquisas confi&aacute;veis sobre a preval&ecirc;ncia do tabagismo e a cessa&ccedil;&atilde;o,    al&eacute;m de estudos sobre o impacto do tabagismo sobre a mortalidade. Pesquisas    sobre as conseq&uuml;&ecirc;ncias do fumo complementariam as conclus&otilde;es    sobre a preval&ecirc;ncia. Um monitoramento confi&aacute;vel da mortalidade    atribu&iacute;vel ao tabagismo documentaria os riscos freq&uuml;entemente inesperados    dos v&aacute;rios tipos de uso do tabaco, a fim de manter o apoio p&uacute;blico    para a regulamenta&ccedil;&atilde;o do produto e para avaliar os programas de    controle. Poderiam ser consideradas algumas inova&ccedil;&otilde;es, como a    inclus&atilde;o de informa&ccedil;&otilde;es sobre o tabagismo nas certid&otilde;es    de &oacute;bito. Estudos econom&eacute;tricos, como os que aparecem neste relat&oacute;rio,    podem contribuir para a avalia&ccedil;&atilde;o do impacto das pol&iacute;ticas    sobre a Sa&uacute;de P&uacute;blica. An&aacute;lises dos custos das doen&ccedil;as    relacionadas ao tabaco para as fam&iacute;lias, para o sistema de sa&uacute;de,    para o mercado de trabalho e para a economia, da mesma forma que o impacto dos    aumentos de pre&ccedil;os e de impostos, representariam contribui&ccedil;&otilde;es    &uacute;teis para um maior desenvolvimento de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    nessa &aacute;rea.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v17n4/seta.gif" border="0"></a><strong>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</strong>    <br>   The World Bank, 1818 H. Street, N.W.,    <br>   Washington-DC, 20433    <br>   <i> E-mail</i>:<a href="mailto:jgodinho@worldbank.org">jgodinho@worldbank.org</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup><a name="nota"></a><a href="#topo">*</a></sup>Republica&ccedil;&atilde;o,    mediante autoriza&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via de seus autores e editores,    de parte do documento preparado pelo Departamento de Desenvolvimento Humano    do Banco Mundial, Regi&atilde;o da Am&eacute;rica Latina e Caribe. </font></p>      ]]></body>
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