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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Padrão de atividade física em adultos brasileiros: resultados de um inquérito por entrevistas telefônicas, 2006]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This report describes the characteristics of physical activities pattern among adult population of Brazilian State Capitals and the Federal District in 2006. Data was collected through the surveillance system of risk and protection factors for chronic diseases by telephone inquiry (Vigitel) in a probabilistic sample of 54,369 individuals aged 18 years and older. We analyzed two indicators: leisure time physical activity; and sedentariness. The frequency of individuals active in leisure was just of 14.9%, greater among men. Walking is the most common modality for both sex. Frequency of leisure active life increases with education, and decreases with age. Sedentary life affects 29.2% of adult population, more frequently males. The physical activity profile is not satisfactory in all cities, which determines the need for more efforts to stimulate the practice of physical activity.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Padr&atilde;o de atividade f&iacute;sica em    adultos brasileiros: resultados de um inqu&eacute;rito por entrevistas telef&ocirc;nicas,    2006</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Physical activities pattern among brazilian    adults: Results of phone survey, 2006</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Deborah Carvalho Malta<sup>I</sup>; Erly Catarina Moura<sup>II</sup>;    Adriana Miranda de Castro<sup>III</sup>; Danielle Keylla Alencar Cruz<sup>III</sup>; Otaliba Lib&acirc;nio    de Morais Neto<sup>IV</sup>; Carlos Augusto Monteiro<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de    Doen&ccedil;as e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis, Secretaria de Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF, Brasil.    Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG, Brasil    <br>   <sup>II</sup>N&uacute;cleo de Pesquisas Epidemiol&oacute;gicas em Nutri&ccedil;&atilde;o    e Sa&uacute;de, Universidade de S&atilde;o Paulo-SP, Brasil. Instituto de Ci&ecirc;ncias    da Sa&uacute;de, Universidade Federal do Par&aacute;, Bel&eacute;m-PA, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Doen&ccedil;as    e Agravos N&atilde;o Transmiss&iacute;veis, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em    Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF, Brasil    <br>   <sup>IV</sup>Coordena&ccedil;&atilde;o-Geral de Doen&ccedil;as e Agravos N&atilde;o    Transmiss&iacute;veis, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF, Brasil. Universidade Federal de Goi&aacute;s,    Goi&acirc;nia-GO, Brasil    <br>   <sup>V</sup>N&uacute;cleo de Pesquisas Epidemiol&oacute;gicas    em Nutri&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de, Universidade de S&atilde;o Paulo-SP,    Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O estudo descreve as caracter&iacute;sticas    do padr&atilde;o de atividade f&iacute;sica da popula&ccedil;&atilde;o adulta    das capitais de Estados brasileiros   e do Distrito Federal em 2006. Os dados foram coletados pelo sistema de vigil&acirc;ncia    de fatores de risco e prote&ccedil;&atilde;o para doen&ccedil;as   cr&ocirc;nicas por inqu&eacute;rito telef&ocirc;nico (Vigitel) em uma amostra    probabil&iacute;stica da popula&ccedil;&atilde;o com 18 ou mais anos de idade   (n=54.369). Foram analisados dois indicadores: ativo no lazer; e sedent&aacute;rio.    Os indiv&iacute;duos ativos no lazer foram 14,9%, a   maioria homens. A caminhada &eacute; a modalidade mais comum, para ambos os    sexos. A freq&uuml;&ecirc;ncia de ativos no lazer aumenta   com a escolaridade e diminui com a idade. O sedentarismo j&aacute; atingiu 29,2%    da popula&ccedil;&atilde;o adulta, com maior freq&uuml;&ecirc;ncia no   sexo masculino, e aumenta com a idade e com a escolaridade. O perfil de atividade    f&iacute;sica &eacute; insatisfat&oacute;rio em todas as cidades,   o que determina a necessidade de mais esfor&ccedil;os no est&iacute;mulo &agrave;    pr&aacute;tica da atividade f&iacute;sica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Palavras-chave:</b> atividade motora; atividades    no lazer; doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis; inqu&eacute;rito    em sa&uacute;de; entrevistas telef&ocirc;nicas; sedentarismo; popula&ccedil;&atilde;o    urbana; Brasil.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> This report describes the characteristics of    physical activities pattern among adult population of Brazilian State Capitals    and the Federal District in 2006. Data was collected through the surveillance    system of risk and protection factors for chronic diseases by telephone inquiry    (<i>Vigitel</i>) in a probabilistic sample of 54,369 individuals aged 18 years    and older. We analyzed two indicators: leisure time physical activity; and sedentariness.    The frequency of individuals active in leisure was just of 14.9%, greater among    men. Walking is the most common modality for both sex. Frequency of leisure    active life increases with education, and decreases with age. Sedentary life    affects 29.2% of adult population, more frequently males. The physical activity    profile is not satisfactory in all cities, which determines the need for more    efforts to stimulate the practice of physical activity.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Key words:</b> motor activity; leisure activities;    non communicable diseases; health survey; telephone inquiry; sedentariness;    urban population; Brazil.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o    transmiss&iacute;veis (DCNT) s&atilde;o respons&aacute;veis por uma parcela    grande e crescente da carga de doen&ccedil;as no Brasil. As DCNT (aparelho circulat&oacute;rio,    neoplasias, diabetes e outras) s&atilde;o respons&aacute;veis por cerca de 60%    dos &oacute;bitos.<sup>1</sup> A mudan&ccedil;a do perfil epidemiol&oacute;gico    no pa&iacute;s, com predomin&acirc;ncia das doen&ccedil;as n&atilde;o transmiss&iacute;veis,    &eacute; uma conseq&uuml;&ecirc;ncia da urbaniza&ccedil;&atilde;o, de melhorias    nos cuidados com a sa&uacute;de, da mudan&ccedil;a nos estilos de vida e da    globaliza&ccedil;&atilde;o. As DCNT s&atilde;o de etiologia multifatorial e    compartilham v&aacute;rios fatores de riscos modific&aacute;veis como o tabagismo,    a inatividade f&iacute;sica, a alimenta&ccedil;&atilde;o inadequada, a obesidade,    a dislipidemia e o consumo de &aacute;lcool.<sup>1,2</sup> A maior parte dessas    doen&ccedil;as n&atilde;o constitui um resultado inevit&aacute;vel de uma sociedade    moderna, trata-se de um mal que pode ser prevenido, geralmente a um custo menor    do que o das interven&ccedil;&otilde;es curativo-assistenciais.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Estimativas globais da Organiza&ccedil;&atilde;o    Mundial da Sa&uacute;de (OMS) indicam que 22% das doen&ccedil;as card&iacute;acas,   10 a 16% dos casos de diabetes tipo 2 e de c&acirc;nceres de   mama, c&oacute;lon e reto poderiam ser evitados com a realiza&ccedil;&atilde;o   de um volume suficiente de atividade f&iacute;sica.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O compartilhamento de fatores de risco, somado   &agrave; urg&ecirc;ncia em deter o crescimento das DCNT no pa&iacute;s,   justifica a ado&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias integradas e sustent&aacute;veis   de vigil&acirc;ncia e monitoramento desses fatores,   al&eacute;m da ado&ccedil;&atilde;o de medidas de promo&ccedil;&atilde;o &agrave;    sa&uacute;de,   preven&ccedil;&atilde;o e controle dessas doen&ccedil;as, desde que suas   a&ccedil;&otilde;es sejam assentadas sobre seus principais fatores   de risco modific&aacute;veis.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Experi&ecirc;ncias bem-sucedidas de interven&ccedil;&otilde;es    de Sa&uacute;de P&uacute;blica com revers&atilde;o e/ou mudan&ccedil;as positivas   nas tend&ecirc;ncias de morbimortalidade por doen&ccedil;as   cardiovasculares, em diversos pa&iacute;ses, mostram que   a vigil&acirc;ncia de DCNT e a&ccedil;&otilde;es integradas s&atilde;o aspectos   cruciais para o desenvolvimento de estrat&eacute;gias efetivas   de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de na popula&ccedil;&atilde;o geral.<sup>1,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A vigil&acirc;ncia das DCNT pressup&otilde;e    o fluxo sistem&aacute;tico de dados secund&aacute;rios e prim&aacute;rios. As    principais fontes de dados s&atilde;o os sistemas de informa&ccedil;&otilde;es    em mortalidade e interna&ccedil;&otilde;es hospitalares e os inqu&eacute;ritos    de sa&uacute;de peri&oacute;dicos e espec&iacute;ficos. Visando &agrave; obten&ccedil;&atilde;o    de dados necess&aacute;rios a esse monitoramento, foi implantado o sistema de    vigil&acirc;ncia de fatores de risco e prote&ccedil;&atilde;o para doen&ccedil;as    cr&ocirc;nicas por inqu&eacute;rito telef&ocirc;nico (Vigitel) em todas as 27    capitais brasileiras e no Distrito Federal, com o objetivo de monitorar, continuamente,    alguns fatores de risco de DCNT presentes na popula&ccedil;&atilde;o adulta    (18 anos ou mais de idade),<sup>5,6</sup> entre eles o sedentarismo, caracterizado pelo    Vigitel como a inexist&ecirc;ncia de atividade f&iacute;sica em todos os seguintes    dom&iacute;nios: (i) no lazer nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses; (ii) no trabalho;    (iii) no deslocamento para o trabalho; e (iv) nas atividades dom&eacute;sticas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Neste artigo, descrevem-se as caracter&iacute;sticas    do padr&atilde;o de atividade f&iacute;sica realizada no lazer pela popula&ccedil;&atilde;o    adulta das capitais de Estados brasileiros e do Distrito Federal em 2006. Os    dados analisados foram levantados no referido inqu&eacute;rito, por entrevistas    telef&ocirc;nicas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"> <b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Foram realizadas 54.369 entrevistas (cerca de   2.000 em cada cidade) mediante amostra probabil&iacute;stica   da popula&ccedil;&atilde;o de adultos residentes em domic&iacute;lios   com linha telef&ocirc;nica fixa no ano de 2006. O Vigitel   estabelece um tamanho amostral m&iacute;nimo de 2.000   indiv&iacute;duos com 18 ou mais anos de idade, em cada   cidade, para que se possa estimar, com coeficiente   de confian&ccedil;a de 95% e erro m&aacute;ximo de cerca de dois   pontos percentuais, a freq&uuml;&ecirc;ncia de qualquer fator de   risco na popula&ccedil;&atilde;o adulta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A primeira etapa da amostragem do sistema consiste   no sorteio sistem&aacute;tico de 5.000 linhas telef&ocirc;nicas por   cidade. A seguir, as linhas sorteadas em cada cidade   s&atilde;o sorteadas novamente e divididas em 25 r&eacute;plicas   de 200 linhas, cada r&eacute;plica reproduzindo a mesma   propor&ccedil;&atilde;o de linhas por regi&atilde;o da cidade ou prefixo   telef&ocirc;nico. Em 2006, a partir dos cadastros telef&ocirc;nicos   das tr&ecirc;s empresas que servem as 27 cidades,   foram sorteadas 135.000 linhas telef&ocirc;nicas (5.000   por cidade). Foram utilizadas, em m&eacute;dia, vinte r&eacute;plicas   por cidade, variando entre 16 r&eacute;plicas em Belo   Horizonte, Estado de Minas Gerais, e 25 r&eacute;plicas em   Porto Alegre, Rio Grande do Sul. A segunda etapa da   amostragem envolveu a identifica&ccedil;&atilde;o, entre as linhas   sorteadas, daquelas eleg&iacute;veis para o sistema, ou seja,   linhas residenciais ativas. Para cada linha eleg&iacute;vel,   uma vez obtida a concord&acirc;ncia de seus usu&aacute;rios em   participar do inqu&eacute;rito, procedeu-se a enumera&ccedil;&atilde;o dos   indiv&iacute;duos com 18 ou mais anos de idade que residiam   no domic&iacute;lio e, a seguir, o sorteio de um deles para   conceder a entrevista.<sup>5,6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para representar a popula&ccedil;&atilde;o adulta    total de cada   cidade, todas as estimativas deste estudo foram produzidas   com o emprego de fatores de pondera&ccedil;&atilde;o   que levam em conta o n&uacute;mero de linhas telef&ocirc;nicas   e o n&uacute;mero de adultos em cada domic&iacute;lio estudado,   al&eacute;m de diferen&ccedil;as s&oacute;cio-demogr&aacute;ficas existentes   entre a popula&ccedil;&atilde;o adulta amostrada pelo Vigitel e   a popula&ccedil;&atilde;o adulta total de cada cidade segundo o   Censo Demogr&aacute;fico de 2000, realizado pela Funda&ccedil;&atilde;o   Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE).   Para estimar a popula&ccedil;&atilde;o adulta total do conjunto das   27 cidades, levou-se em conta, ademais, o contingente   de adultos residentes em cada uma delas.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A entrevista foi realizada por meio de question&aacute;rio   eletr&ocirc;nico, com perguntas sobre caracter&iacute;sticas   demogr&aacute;ficas e socioecon&ocirc;micas dos indiv&iacute;duos e   caracter&iacute;sticas do padr&atilde;o de atividade f&iacute;sica, entre   outras. As 16 quest&otilde;es formuladas a respeito da pr&aacute;tica   de atividade f&iacute;sica (AF) coletaram informa&ccedil;&otilde;es sobre:   freq&uuml;&ecirc;ncia semanal e dura&ccedil;&atilde;o da pr&aacute;tica de AF;    tipo   de AF; e a pr&aacute;tica em quatro dom&iacute;nios, quais s&atilde;o,   no trabalho, no deslocamento para o trabalho, nos   deveres dom&eacute;sticos e no lazer.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente estudo analisa, detalhadamente, dois   indicadores: a freq&uuml;&ecirc;ncia da pr&aacute;tica de atividade   f&iacute;sica suficiente no lazer; e a freq&uuml;&ecirc;ncia da condi&ccedil;&atilde;o   de inatividade f&iacute;sica. Outros indicadores ainda ser&atilde;o   analisados mais detidamente, em futuros estudos. A   freq&uuml;&ecirc;ncia dos indicadores analisados ser&aacute; apresentada   por cidade, sexo e faixa et&aacute;ria. Tamb&eacute;m ser&atilde;o   apresentados os n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica nos dom&iacute;nios   do trabalho, do deslocamento para o trabalho e dos   deveres dom&eacute;sticos, segundo o sexo, objetivando contextualizar   o padr&atilde;o de atividade f&iacute;sica no lazer.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Acompanhando recomenda&ccedil;&otilde;es internacionais,<sup>7,8</sup>   considerou-se atividade f&iacute;sica suficiente no lazer a   pr&aacute;tica de pelo menos 30 minutos di&aacute;rios de atividade   f&iacute;sica de intensidade leve ou moderada em cinco   ou mais dias da semana; ou a pr&aacute;tica de pelo menos   20 minutos di&aacute;rios de atividade f&iacute;sica de intensidade   vigorosa em tr&ecirc;s ou mais dias da semana. Caminhada,   caminhada em esteira, muscula&ccedil;&atilde;o, hidrogin&aacute;stica,   gin&aacute;stica em geral, nata&ccedil;&atilde;o, artes marciais, ciclismo   e voleibol foram classificados como pr&aacute;ticas de intensidade   leve ou moderada; e corrida, corrida em   esteira, gin&aacute;stica aer&oacute;bica, futebol, basquetebol e t&ecirc;nis,   como pr&aacute;ticas de intensidade vigorosa.<sup>9</sup> A condi&ccedil;&atilde;o   de sedentarismo (inatividade f&iacute;sica) foi atribu&iacute;da aos   indiv&iacute;duos que informaram: (i) n&atilde;o praticar qualquer   atividade f&iacute;sica no lazer nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s meses; (ii)   n&atilde;o realizar esfor&ccedil;os f&iacute;sicos intensos no trabalho (n&atilde;o   andar muito, n&atilde;o carregar peso e n&atilde;o desenvolver   outras atividades equivalentes, em termos de esfor&ccedil;o   f&iacute;sico); (iii) n&atilde;o se deslocar para o trabalho a p&eacute; ou   de bicicleta; e (iv) n&atilde;o ser respons&aacute;vel pela limpeza   pesada de suas casas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As estimativas de atividade f&iacute;sica no    lazer e de sedentarismo ser&atilde;o descritas por sexo, idade (18-24, 25-34,    35-44, 45-54, 55-64 ou &#8805; 65 anos) e escolaridade (0-8, 9-11 ou &#8805; 12 anos),    considerando-se o intervalo de confian&ccedil;a de 95%.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Para o processamento de dados e as an&aacute;lises    estat&iacute;sticas,   utilizou-se o aplicativo Stata, vers&atilde;o 09.<sup>10</sup> Foram   calculados os percentuais de resposta &agrave;s quest&otilde;es   referentes &agrave; pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica, estimadas as   raz&otilde;es de preval&ecirc;ncia bruta e intervalos de confian&ccedil;a   de 95%, tendo-se em conta o emprego dos fatores de   pondera&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O estudo foi aprovado pela Comiss&atilde;o Nacional    de &Eacute;tica em Pesquisa para Seres Humanos do Conselho   Nacional de Sa&uacute;de. Por se tratar de entrevista telef&ocirc;nica,   o consentimento livre e esclarecido foi substitu&iacute;do   pelo consentimento verbal obtido no momento do   contato telef&ocirc;nico com o entrevistado.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A <a href="#tab1">Tabela 1</a> apresenta a freq&uuml;&ecirc;ncia    de indiv&iacute;duos que praticam atividade f&iacute;sica suficiente no lazer,    no conjunto da popula&ccedil;&atilde;o adulta das 27 cidades (14,9%). Essa freq&uuml;&ecirc;ncia    &eacute; maior para o sexo masculino (18,3%) do que para o feminino (11,9%).    A propor&ccedil;&atilde;o de homens ativos no lazer declina com a idade e seu    maior valor encontra-se na faixa et&aacute;ria dos 18 aos 24 anos (27,4%); e    a menor entre os 35 e os 44 (11,9%), voltando a subir ap&oacute;s 54 anos. Entre    as mulheres, a situa&ccedil;&atilde;o mais desfavor&aacute;vel encontra-se nas    faixas et&aacute;rias extremas (9,9%, entre 18 e 24 anos; e 10,0%, acima de    64 anos de idade), sendo maior na faixa et&aacute;ria entre 25 e 34 anos (13,5%).    A propor&ccedil;&atilde;o de homens ativos no lazer na faixa et&aacute;ria mais    jovem (18 a 24 anos) chega a ser quase tr&ecirc;s vezes maior do que a de mulheres    ativas na faixa equivalente e, ap&oacute;s 54 anos, &eacute; aproximadamente    1,6 vezes maior.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/1a02t1.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em ambos os sexos, a freq&uuml;&ecirc;ncia de    ativos no lazer   aumenta com a escolaridade, alcan&ccedil;ando 22,9% entre homens e 15,2% entre    mulheres com 12 ou mais anos   de estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o por    cidade, a menor preval&ecirc;ncia de atividade f&iacute;sica foi observada em    S&atilde;o Paulo, Estado de S&atilde;o Paulo, (10,5%), e a maior em Bras&iacute;lia,    Distrito Federal, (21,5%) (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/1a02f1.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A atividade mais realizada pelos homens &eacute;    a caminhada (27,9%), seguida do futebol (25,5%) e da muscula&ccedil;&atilde;o    (18,8%). A grande maioria das mulheres (61,1%) pratica caminhada; e 11,1%, muscula&ccedil;&atilde;o    (<a href="#fig2">Figura 2</a>). Mais de 50% das atividades f&iacute;sicas praticadas    no lazer pelos homens restringem-se a duas modalidades, caminhada e futebol;    e para as mulheres, a uma &uacute;nica modalidade (caminhada). A distribui&ccedil;&atilde;o    dessas modalidades, todavia, difere com a idade (<a href="#tab2">Tabela 2</a>).    As mulheres de 18 a 24 anos j&aacute; praticam a caminhada em 34,3% e ampliam    essa propor&ccedil;&atilde;o progressivamente, atingindo 52,6% entre 25 e 34    anos e chegando a 84,5% nos 65 anos ou mais entre as mulheres ativas no lazer    nesta faixa et&aacute;ria mais avan&ccedil;ada. A freq&uuml;&ecirc;ncia de caminhada    tamb&eacute;m aumenta entre os homens, embora a partir de 45 anos de idade,    quando atinge o n&iacute;vel de 51,9%. As demais atividades tendem a diminuir    com o aumento da idade, em ambos os sexos (dados n&atilde;o mostrados).</font></p>     <p><a name="fig2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/1a02f2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/1a02t2.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#tab3">Tabela 3</a> apresenta dados    sobre o sedentarismo, que atingiu 29,2% da popula&ccedil;&atilde;o adulta das    27 cidades estudadas. &Eacute; mais freq&uuml;ente no sexo masculino (39,8%)    do que no feminino (20,1%), uma diferen&ccedil;a constante em quase todas as    faixas et&aacute;rias. Ou seja, os homens s&atilde;o duas vezes mais sedent&aacute;rios    do que as mulheres. Nos idosos (65 anos ou mais), essa diferen&ccedil;a cai    para 1,3 vezes. &Eacute; nesta faixa et&aacute;ria que a propor&ccedil;&atilde;o    de sedent&aacute;rios alcan&ccedil;a seu n&iacute;vel m&aacute;ximo: 65,4% entre    os homens e 50,3% entre as mulheres. Em ambos os sexos, a freq&uuml;&ecirc;ncia    do sedentarismo tende a aumentar com a escolaridade, chegando a 50,7% entre    os homens e a 41,4% entre as mulheres, quando referidos 12 ou mais anos de estudo.</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/1a02t3.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As maiores preval&ecirc;ncias de sedentarismo    (35%) foram observadas em Natal, Rio Grande do Norte, e Jo&atilde;o Pessoa,    Para&iacute;ba; e a menor, em Boa Vista, Roraima, (21,6%) (<a href="#fig3">Figura    3</a>).</font></p>     <p><a name="fig3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/1a02f3.gif"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Nos demais dom&iacute;nios de AF, os homens    praticam mais atividade f&aacute;isica no trabalho (ocupa&ccedil;&atilde;o),    enquanto as mulheres se apresentam mais fisicamente ativas nos afazeres dom&eacute;sticos    (limpeza), seguidos pela ocupa&ccedil;&atilde;o. A contribui&ccedil;&atilde;o    do lazer na pr&aacute;tica de AF &eacute; pequena, em ambos os sexos (<a href="#fig4">Figura    4</a>).</font></p>     <p><a name="fig4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/1a02f4.gif"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O sistema de vigil&acirc;ncia de fatores de    risco e prote&ccedil;&atilde;o   para doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas por inqu&eacute;rito telef&ocirc;nico   (Vigitel) vem fortalecer a vigil&acirc;ncia de DCNT, produzindo   dados cont&iacute;nuos para o conjunto das capitais   brasileiras.<sup>4,5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Torna-se urgente deter o crescimento das DCNT    no pa&iacute;s, da&iacute; a import&acirc;ncia na ado&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias    integradas e sustent&aacute;veis de monitoramento, preven&ccedil;&atilde;o e   controle dessas doen&ccedil;as, assentadas em seus principais   fatores de risco modific&aacute;veis &#8211; o tabagismo, a inatividade   f&iacute;sica, a alimenta&ccedil;&atilde;o inadequada e o consumo   abusivo de &aacute;lcool.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Experi&ecirc;ncias bem-sucedidas de interven&ccedil;&otilde;es    de Sa&uacute;de P&uacute;blica com revers&atilde;o e/ou mudan&ccedil;as positivas   nas tend&ecirc;ncias de morbimortalidade por doen&ccedil;as   cardiovasculares em diversos pa&iacute;ses mostram que a   vigil&acirc;ncia de DCNT e as a&ccedil;&otilde;es integradas s&atilde;o aspectos   cruciais para o desenvolvimento de estrat&eacute;gias efetivas   de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de na popula&ccedil;&atilde;o geral.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Segundo Hallal,<sup>12</sup> o lazer &eacute; o dom&iacute;nio    mais freq&uuml;entemente investigado no Brasil e na literatura internacional.    Observa-se, entretanto, crescente interesse pelas atividades f&iacute;sicas    realizadas no trabalho, no deslocamento ao trabalho e nas atividades dom&eacute;sticas.    A defini&ccedil;&atilde;o tanto dos n&iacute;veis de atividade f&iacute;sica    quanto de sedentarismo pode variar, conforme os crit&eacute;rios adotados no    question&aacute;rio aplicado. Ainda Hallal, em estudo de revis&atilde;o, identificou    26 formas diferentes de operacionaliza&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel sedentarismo.    Em fun&ccedil;&atilde;o dessa variabilidade de crit&eacute;rios, estudos apontam    para uma preval&ecirc;ncia de sedentarismo no Brasil oscilando entre 26,7 e    78,2%.<sup>13,14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto &agrave; freq&uuml;&ecirc;ncia de atividade    f&iacute;sica no lazer,   outro trabalho desenvolvido no Brasil, em 1996,   identificou n&iacute;veis mais baixos que o estudo em m&atilde;os,   mostrando que 13% de adultos s&atilde;o ativos no lazer.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O Vigitel utiliza quest&otilde;es de simples    compreens&atilde;o   e resposta, possibilitando a entrevista por meio de telefone.   Foram realizados estudos de reprodutibilidade   dos indicadores de atividade f&iacute;sica do Vigitel e seus   resultados mostraram os coeficientes Kappa situados   entre 0,53 e 0,80, indicando boa reprodutibilidade   desses indicadores.<sup>16</sup> Outros estudos, para comparar   o question&aacute;rio do Vigitel com outros question&aacute;rios de   atividade f&iacute;sica usados nos inqu&eacute;rito face a face, est&atilde;o   sendo realizados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os achados deste, de que as mulheres praticam    menos atividade f&iacute;sica no lazer do que os homens (11,9 <i>versus</i>    18,3%), especialmente nas faixas et&aacute;rias jovens (18 a 24 anos), mostram    a necessidade de estimular a atividade f&iacute;sica no lazer em ambos os sexos    mas, especialmente, entre as mulheres jovens. A maior freq&uuml;&ecirc;ncia    de atividade f&iacute;sica entre homens j&aacute; foi apontada.<sup>12,15</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Outro achado importante constitui o aumento   atividade f&iacute;sica no lazer entre pessoas de maior escolaridade,   express&atilde;o da desigualdade no acesso a   espa&ccedil;os f&iacute;sicos e na disponibilidade de tempo livre   para a pr&aacute;tica de atividade f&iacute;sica.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O estudo mostrou, ainda, que a maioria das pessoas   consideradas ativas no lazer prefere a caminhada, fato   que aumenta diretamente com a idade, iniciada mais   precocemente entre as mulheres do que entre os homens.   Este padr&atilde;o &eacute; compat&iacute;vel com estudo realizado   no Brasil, em 1996 e 1997, sobre amostra nacional   de 11.033 entrevistados acima de 20 anos. Ent&atilde;o,   mostrou-se que, com o aumento da idade, aumenta   a pr&aacute;tica de caminhadas em ambos os sexos e a motiva&ccedil;&atilde;o   da pr&aacute;tica de AF torna-se mais relacionada &agrave;   manuten&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de do que &agrave; recrea&ccedil;&atilde;o.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto ao sedentarismo, os homens tamb&eacute;m    s&atilde;o   duas vezes mais sedent&aacute;rios em praticamente todas   as faixas et&aacute;rias. O maior sedentarismo entre homens   pode ser explicado pela maior atividade f&iacute;sica das   mulheres no lar. S&atilde;o dados que corroboram os achados   da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios   &#8211; PNAD &#8211; de 2007, realizada pela Funda&ccedil;&atilde;o IBGE e   mostram que a mulher ainda &eacute; a maior respons&aacute;vel pelas tarefas    dom&eacute;sticas, ainda quando tenham trabalho   fora de casa. Ou seja, as tarefas dom&eacute;sticas,   entre elas a limpeza da casa, continuam a ser tarefas   femininas, preponderantemente, mantendo-se esse   comportamento das estruturas familiares ao longo   das d&eacute;cadas.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os n&uacute;meros levantados apontam para a    necessidade   de se investir no est&iacute;mulo &agrave; pr&aacute;tica da atividade   f&iacute;sica pela popula&ccedil;&atilde;o, em todos os dom&iacute;nios: lazer,    trabalho, deslocamento para o trabalho e tarefas   dom&eacute;sticas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O caso da pr&aacute;tica da atividade f&iacute;sica    pode ser   um exemplo da import&acirc;ncia da intersetorialidade.   A pr&oacute;pria op&ccedil;&atilde;o por uma vida mais ativa e saud&aacute;vel   depende da oferta, da oportunidade de acesso a espa&ccedil;os   favor&aacute;veis &agrave; pr&aacute;tica do lazer e/ou exerc&iacute;cio f&iacute;sico,   como pistas de caminhadas, ciclovias, pra&ccedil;as p&uacute;blicas,   espa&ccedil;os para a pr&aacute;tica de esporte, al&eacute;m da garantia da    seguran&ccedil;a, infra-estrutura adequada, &aacute;reas arborizadas,   acesso pelo transporte p&uacute;blico, entre outros   direitos de cidadania. A quest&atilde;o da pr&aacute;tica ou n&atilde;o da   atividade f&iacute;sica implica, outrossim, um debate sobre o planejamento urbano    e a mobilidade urbana, que   considere os modos como indiv&iacute;duos e coletividades   transitam, ocupam e criam identidade territorial e   utilitarista com os espa&ccedil;os p&uacute;blicos de lazer.<sup>19</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Malta DC, Cez&aacute;rio AC, Moura L, Morais    Neto OL, Silva J&uacute;nior JB. A constru&ccedil;&atilde;o da vigil&acirc;ncia e preven&ccedil;&atilde;o    das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis no contexto do   Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de   Sa&uacute;de 2006;15:47-65.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. World Health Organization. Preventing chronic   diseases: a vital investment. WHO Global Report.   Geneva: WHO; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. World Health Organization. The world health    report 2002: reducing risks, promoting healthy life. Geneva:   WHO; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Malta DC, Leal MC, Costa MFFL, Morais Neto    OL. Inqu&eacute;ritos nacionais de sa&uacute;de: experi&ecirc;ncia brasileira   acumulada e a proposta para o Inqu&eacute;rito Sa&uacute;de   Brasileiro. Revista Brasileira de Epidemiologia   2008;11(supl.1):159-167.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Moura EC, Morais Neto OL, Malta DC, Moura    L, Silva NN, Bernal R, et al. Vigil&acirc;ncia de fatores   de risco para doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas por inqu&eacute;rito   telef&ocirc;nico nas capitais dos 26 estados brasileiros   e no Distrito Federal (2006). Revista Brasileira   de Epidemiologia 2008;11 Supl 1:20-37.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Secretaria de Gest&atilde;o Estrat&eacute;gica e Participativa.   Vigitel Brasil 2006: vigil&acirc;ncia de fatores de risco   e prote&ccedil;&atilde;o para doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas por inqu&eacute;rito   telef&ocirc;nico. Bras&iacute;lia: MS; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Pat&eacute; RR, Pratt M, Blair SN, Haskell    WL, Macera CA, Bouchard C, et al. Physical activity and public health:   a recommendation from the Centers for Disease   Control and Prevention and the American College of   Sports Medicine. Journal of the American Medical   Association 1995;273:402-407.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. World Health Organization. Global strategy    on diet, physical activity and health. Geneva: WHO; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Ainsworth BE, Haskell WL, Whitt MC, Irwin    ML, Swartz AM, Strath SJ, et al. Compendium of physical activities: an update    of activity codes and MET intensities. Medicine and Science in Sports and Exercise    2000;32: S498-S504.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Stata Corporation. Stata Statistical Software:   Release 9.0. Stata Corporation: College Station,   TX; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-americana    da Sa&uacute;de. Carmen:   iniciativa para conjunto de a&ccedil;&otilde;es para redu&ccedil;&atilde;o   multifatorial de enfermidades n&atilde;o transmiss&iacute;veis.   Bras&iacute;lia: OPAS; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Hallal PC, Dumith SC, Bastos JP, Reichert    FF, Siqueira, FV, Azevedo MR. Evolu&ccedil;&atilde;o da pesquisa   epidemiol&oacute;gica em atividade f&iacute;sica no Brasil:   revis&atilde;o sistem&aacute;tica. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica   2007;41(3):453-460.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 13. Lessa I, Araujo MJ, Magalh&atilde;es L,    Almeida Filho N, Aquino E, Costa MC. Simultaneidade de fatores de   risco cardiovascular modific&aacute;veis na popula&ccedil;&atilde;o adulta   de Salvador (BA), Brasil. Revista Panamericana de   Salud Publica 2004;16(2):131&#8211;137.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 14. Ramos de Marins VM, Varnier Almeida RM,    Pereira RA, Barros MB. Factors associated with overweight   and central body fat in the city of Rio de Janeiro:   results of a two-stage random sampling survey. Public   Health 2001;115(3):236-242.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Monteiro CA, Conde WL, Matsudo SM, Matsudo    VR, Bonsenor IM, Lotufo PA. A descriptive epidemiology   of leisure-time physical activity in Brazil, 1996-   1997. Revista Panamericana de Salud Publica   2003;14(4):246-254.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Monteiro CA, Florindo AA, Claro RM,   Moura EC. Reprodutibilidade e validade de   indicadores de atividade f&iacute;sica e sedentarismo   obtidos por inqu&eacute;rito telef&ocirc;nico. Revista de Sa&uacute;de   P&uacute;blica. No prelo 2008.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">17. He XZ, Baker DW. Differences in leisure-time,   household, and work-related physical activity by race,   ethnicity, and education. Journal of General Internal   Medicine 2005;20(3):259-266.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">18. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.    Not&iacute;cias. &#091;monografia na Internet&#093;. Rio de Janeiro: IBGE &#091;acessado    5 jan. 2008&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=954&id_pagina=1" target="_blank">http://www.    ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_ visualiza.php?id_noticia=954&amp;id_pagina=1</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Seclen-Palacin JA, Jacoby ER. Sociodemographic    and environmental factors associated with sports physical   activity in the urban population of Peru. Revista   Panamericana de Salud Publica 2003;14(4):255-264.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    <br>   Departamento de An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o de Sa&uacute;de,    <br>   Esplanada dos Minist&eacute;rios,    <br>   Bloco G, Edif&iacute;cio-sede, 1<sup>o</sup> Andar,    <br>   Sala 142,    <br>   Bras&iacute;lia-DF, Brasil.    <br>   CEP: 70058-900    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:deborah.malta@saude.gov.br">deborah.malta@saude.gov.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 23/01/2008    <br>   Aprovado em 25/08/2008</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[ ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A construção da vigilância e prevenção das doenças crônicas não transmissíveis no contexto do Sistema Único de Saúde]]></article-title>
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