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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A investigação do óbito de mulher em idade fértil para estimar a mortalidade materna no Município de Belém, Estado do Pará, Brasil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[With the aim to estimate the sensibility, specificity, predictive values and Mortality Information System (SIM) agreement, in matching to the investigation of maternal death, all the deaths of women aged 10 through 49 years, recorded in 2004 in the SIM as residents in the Municipality of Belém, capital of the State of Pará, Brazil, were investigated. The research revealed a 75% of SIM sensitivity regarding detection of those maternal deaths, and that, being impossible to investigate all the deaths of women in childbearing age, the investigation of those deaths classified as presumable and declared, according to the criteria and definitions used in the study, was sufficient to identify all the maternal deaths. Fields 43 and 44 of the death certificate (DO) were well filled out, revealing 91% of concordance to the investigation. This study confirms the need to investigate those deaths aiming to improve the quality of the information on maternal mortality.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>A investiga&ccedil;&atilde;o do &oacute;bito    de mulher em idade f&eacute;rtil para estimar a mortalidade materna no Munic&iacute;pio    de Bel&eacute;m, Estado do Par&aacute;, Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Investigation of death in childbearing-aged    women to estimate the maternal mortality in the Municipality of Bel&eacute;m,    State of Par&aacute;, Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Santana Maria Marinho Mota<sup>I</sup>; Silvana    Granado N. da Gama<sup>II</sup>; Mariza Miranda Theme Filha<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    N&uacute;cleo do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de/Par&aacute;, Bel&eacute;m-PA,    Brasil</font>    <br>   <font size="2" face="verdana"><sup>II</sup>Departamento de Epidemiologia e M&eacute;todos    Quantitativos em Sa&uacute;de, Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica    S&eacute;rgio Arouca, Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz, Rio de    Janeiro-RJ, Brasil</font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <font size="2" face="verdana"><sup>III</sup>Superintend&ecirc;ncia de Vigil&acirc;ncia em    Sa&uacute;de, Secretaria Municipal de Sa&uacute;de, Prefeitura da Cidade do    Rio de Janeiro-RJ, Brasil</font> </p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Com objetivo de estimar a sensibilidade, especificidade,    valores preditivos e a concord&acirc;ncia do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es    sobre Mortalidade (SIM), em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o    de morte materna, foram analisados todos os &oacute;bitos de mulheres de 10    a 49 anos de idade ocorridos em 2004 e registrados no SIM como residentes no    Munic&iacute;pio de Bel&eacute;m, capital do Estado do Par&aacute;, Brasil.    O resultado da investiga&ccedil;&atilde;o revelou uma sensibilidade de 75% do    SIM na detec&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos maternos. Na impossibilidade    de investigar todos os &oacute;bitos de mulheres em idade reprodutiva, a investiga&ccedil;&atilde;o    dos &oacute;bitos classificados como presum&iacute;veis e declarados, segundo    os crit&eacute;rios de defini&ccedil;&otilde;es empregados no estudo, foi suficiente    para identificar os demais &oacute;bitos maternos. Os campos 43 e 44 da declara&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bito (DO) apresentaram-se bem preenchidos, com 91% de concord&acirc;ncia    com a pesquisa. O estudo confirma a necessidade da investiga&ccedil;&atilde;o    de tais &oacute;bitos para melhorar a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es    sobre a mortalidade materna.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Palavras-chave</b>: mortalidade maternal;    causas presum&iacute;veis; vigil&acirc;ncia em sa&uacute;de; indicadores de    sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> With the aim to estimate the sensibility, specificity,    predictive values and Mortality Information System (<i>SIM</i>) agreement, in matching    to the investigation of maternal death, all the deaths of women aged 10 through    49 years, recorded in 2004 in the SIM as residents in the Municipality of Bel&eacute;m,    capital of the State of Par&aacute;, Brazil, were investigated. The research    revealed a 75% of SIM sensitivity regarding detection of those maternal deaths,    and that, being impossible to investigate all the deaths of women in childbearing    age, the investigation of those deaths classified as presumable and declared,    according to the criteria and definitions used in the study, was sufficient to    identify all the maternal deaths. Fields 43 and 44 of the death certificate (<i>DO</i>)    were well filled out, revealing 91% of concordance to the investigation. This    study confirms the need to investigate those deaths aiming to improve the quality    of the information on maternal mortality.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <b>Key words</b>: maternal mortality; presumable    cause; health surveillance; health indicators.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A magnitude da mortalidade materna, seja em    pa&iacute;ses desenvolvidos ou naqueles em desenvolvimento, s&atilde;o mais    d&iacute;spares que qualquer outro indicador de Sa&uacute;de P&uacute;blica.<sup>1</sup>    Segundo estimativas da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS),    referentes a 2000, as raz&otilde;es de mortalidade materna (RMM) variaram entre    2/100.000 nascidos vivos (NV) na Su&eacute;cia e 2.000/100.000 NV em Serra Leoa.    No Brasil, para o mesmo ano, a RMM correspondeu a 260/100.000 NV.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tamanhas diferen&ccedil;as refletem grandes desigualdades    nas condi&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas, econ&ocirc;micas e sociais entre    pa&iacute;ses, com diferenciais regionais, tornando a mortalidade materna um    dos indicadores fundamentais na avalia&ccedil;&atilde;o dos riscos &agrave;    sa&uacute;de de grupos populacionais espec&iacute;ficos.<sup>3</sup> Tamb&eacute;m &eacute;    importante o fato de que parte dos diferenciais espaciais e temporais observados    podem ser decorrentes da fidedignidade dos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es    e do uso de estrat&eacute;gias para a melhoria de sua qualidade, destacando-se,    entre elas, a investiga&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos de mulheres em idade    f&eacute;rtil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A RMM &eacute; o indicador utilizado para medir    a mortalidade materna. Entretanto, persistem dois problemas para sua correta    aferi&ccedil;&atilde;o: a subinforma&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, o preenchimento    incorreto das causas de morte na declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito (DO);    e o sub-registro, que &eacute; a aus&ecirc;ncia da DO nas bases de dados oficiais.<sup>4</sup>    Mesmo em pa&iacute;ses onde o registro de mortes tem uma cobertura que se aproxima    dos 100%, os problemas de subinforma&ccedil;&atilde;o permanecem. Estudos realizados    em pa&iacute;ses desenvolvidos evidenciam que a subestima&ccedil;&atilde;o no    n&uacute;mero de mortes devidas &agrave; gravidez e suas complica&ccedil;&otilde;es    &eacute; uma quest&atilde;o que diz respeito tanto aos pa&iacute;ses desenvolvidos    como aos pa&iacute;ses em desenvolvimento, embora mais importante nestes &uacute;ltimos.<sup>5-8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tanaka &amp; Mitsuiki<sup>9</sup> estudaram quinze Munic&iacute;pios    brasileiros para encontrar um n&iacute;vel m&eacute;dio de subinforma&ccedil;&atilde;o    de aproximadamente 50%, ao comparar as estat&iacute;sticas oficiais com as obtidas    por investiga&ccedil;&otilde;es de &oacute;bitos de mulheres em idade f&eacute;rtil,    confirmando serem as causas de mortes maternas mal informadas nas declara&ccedil;&otilde;es    de &oacute;bito preenchidas pelos m&eacute;dicos.<sup>10,11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Desde 1995, foram inclu&iacute;das vari&aacute;veis    espec&iacute;ficas na DO, visando &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o de mortes    de mulheres em idade reprodutiva no territ&oacute;rio brasileiro, definidas a    partir da constata&ccedil;&atilde;o da gravidez no momento da morte ou nos 12    meses anteriores (campos 43 e 44 da DO).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Entretanto, Laurenti e colaboradores,<sup>12</sup> ao analisarem    o banco de dados do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM)    do Brasil para os anos de 1996 e 1997, constataram preenchimento inadequado    desses campos. Nesse per&iacute;odo, quase 90% das DO apresentavam resposta    'Ignorado' para o campo 43, correspondente &agrave; pergunta sobre    ter a morte ocorrido durante a gravidez, parto ou aborto, e mais de 90% de resposta    'Ignorado' para o campo 44, correspondente a pergunta sobre ter    a morte ocorrido durante o puerp&eacute;rio. A constata&ccedil;&atilde;o desse    fato representa s&eacute;rias limita&ccedil;&otilde;es &agrave; tentativa de    ampliar o conhecimento dos &oacute;bitos relacionados ao ciclo grav&iacute;dico-puerperal    exclusivamente pela an&aacute;lise dessas informa&ccedil;&otilde;es constantes    das DO.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tal achado evidenciou a relev&acirc;ncia de investigar,    em detalhes, e lan&ccedil;ando m&atilde;o de diferentes fontes de informa&ccedil;&otilde;es,    os &oacute;bitos de mulheres em idade f&eacute;rtil ou, pelo menos, as mortes    por causas declaradas e presum&iacute;veis de &oacute;bito materno. Segundo    o Manual dos Comit&ecirc;s de Mortalidade Materna do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    causas presum&iacute;veis de &oacute;bito materno s&atilde;o caracterizadas    pelas situa&ccedil;&otilde;es em que consta t&atilde;o-somente a causa terminal    da afec&ccedil;&atilde;o ou les&atilde;o que sobreveio por &uacute;ltimo, na    sucess&atilde;o de eventos que culminou no &oacute;bito. Assim, deixa-se ausente    da DO a possibilidade de registro da causa relacionada ao estado grav&iacute;dico-puerperal,    n&atilde;o sendo poss&iacute;vel identificar o &oacute;bito como materno.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">H&aacute; d&eacute;cadas, reconhece-se a import&acirc;ncia    da investiga&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos maternos, desde os primeiros    Comit&ecirc;s de Mortalidade Materna estabelecidos na Filad&eacute;lfia, em 1931,    e no ano seguinte, na cidade de Nova Iorque. Por&eacute;m, a experi&ecirc;ncia    do Reino Unido, iniciada em 1952, &eacute; a mais difundida mundialmente: a    partir de suas primeiras investiga&ccedil;&otilde;es das mortes maternas e seus    resultados obtidos, desenvolveram-se medidas eficazes de preven&ccedil;&atilde;o    desses &oacute;bitos.<sup>4</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">No Brasil, a implanta&ccedil;&atilde;o dos Comit&ecirc;s    de Mortalidade Materna, delineada como uma das estrat&eacute;gias para a redu&ccedil;&atilde;o    da morte materna, incorpora-se &agrave; Pol&iacute;tica de Assist&ecirc;ncia    Integral &agrave; Sa&uacute;de da Mulher (PAISM), formulada pelo Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de em 1984. Um dos objetivos estrat&eacute;gicos desses Comit&ecirc;s    &eacute; utilizar a investiga&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos de mulheres    em idade f&eacute;rtil para estimar a real magnitude dos &oacute;bitos maternos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar da proposta de implanta&ccedil;&atilde;o    desses Comit&ecirc;s ter sido bem aceita pelos Estados brasileiros, sua implanta&ccedil;&atilde;o    efetiva tem experimentado avan&ccedil;os e retrocessos.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outras estrat&eacute;gias governamentais adotadas    no pa&iacute;s, com o prop&oacute;sito de dimensionar o problema da mortalidade    materna, identificar seus determinantes e estabelecer medidas para sua redu&ccedil;&atilde;o,    foram as publica&ccedil;&otilde;es da Portaria MS/GM n<sup>o</sup> 653, pelo Di&aacute;rio    Oficial da Uni&atilde;o, em sua edi&ccedil;&atilde;o de 30 de maio de 2003 &#8211;    torna o &oacute;bito materno evento de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria    &#8211;, e da Portaria MS/GM n<sup>o</sup> 1.172, pelo Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o    de 17 de junho de 2004 &#8211; estabelece a vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica    da mortalidade infantil e materna como uma das atribui&ccedil;&otilde;es dos    Munic&iacute;pios, cabendo a estes garantir a estrutura necess&aacute;ria e    equipes compat&iacute;veis com o exerc&iacute;cio dessa vigil&acirc;ncia. Tamb&eacute;m    vieram a contribuir nesse sentido a inclus&atilde;o do indicador de 'Propor&ccedil;&atilde;o    de &oacute;bitos de mulheres em idade f&eacute;rtil investigados' na Programa&ccedil;&atilde;o    Pactuada Integrada da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (PPI-Aten&ccedil;&atilde;o    B&aacute;sica) e a Programa&ccedil;&atilde;o Pactuada Integrada da Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de (PPI-VS), instrumentos nacionais de gest&atilde;o utilizados    no monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os    de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar do reconhecimento da import&acirc;ncia    do acompanhamento dos &oacute;bitos maternos, o Munic&iacute;pio de Bel&eacute;m,    capital do Estado do Par&aacute;, n&atilde;o possui Comit&ecirc; de Mortalidade    Materna e sua Secretaria Municipal de Sa&uacute;de todavia n&atilde;o implementou    a investiga&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos de mulheres em idade f&eacute;rtil,    tampouco dos &oacute;bitos declarados maternos no SIM.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O presente estudo tem por objetivo estimar a    sensibilidade, especificidade, valores preditivos e a concord&acirc;ncia do SIM,    em compara&ccedil;&atilde;o &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o de morte materna    em Bel&eacute;m-PA no ano de 2004.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Trata-se de um estudo descritivo de base populacional.      Foram pesquisados todos os &oacute;bitos de mulheres em idade f&eacute;rtil       ocorridos em 2004 e registrados no SIM da Secretaria Municipal de Sa&uacute;de        (SMS) de Bel&eacute;m-PA como sendo residentes no Munic&iacute;pio. Investigou-se         a presen&ccedil;a de gravidez no momento do &oacute;bito ou nos 12 meses         que  o antecederam, com o objetivo de detectar os &oacute;bitos relacionados         com  o ciclo grav&iacute;dico-puerperal.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Visando atender aos objetivos do estudo, a partir    dos dados registrados nas DO, as mortes de mulheres em idade f&eacute;rtil foram    categorizadas em tr&ecirc;s grupos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>1<sup>o</sup> &Oacute;bitos maternos declarados</b>,      quando as informa&ccedil;&otilde;es sobre as causas de morte registradas      na  DO permitiram associar o &oacute;bito ao ciclo grav&iacute;dico-puerperal      e,  dessa forma, classific&aacute;-lo como &oacute;bito materno, independentemente       do preenchimento dos campos 43 e 44 da DO. Considerou-se, para esta classifica&ccedil;&atilde;o:</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">- afec&ccedil;&otilde;es do Cap&iacute;tulo XV    da Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as    e Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de &#8211; D&eacute;cima Revis&atilde;o    (CID-10), como 'Gravidez, parto e puerp&eacute;rio' (c&oacute;digos O00-O99);</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- osteomal&aacute;cia puerperal (M83.0), t&eacute;tano    obst&eacute;trico (A34) ou transtornos mentais e comportamentais associados    ao puerp&eacute;rio (F53), nos casos em que a morte ocorreu at&eacute; 42 dias    ap&oacute;s o t&eacute;rmino da gravidez ou nos casos sem informa&ccedil;&atilde;o    do tempo transcorrido entre o t&eacute;rmino da gravidez e a morte; e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">- doen&ccedil;a causada pelo HIV (B20-B24), mola    hidatiforme maligna ou invasiva (D39.2) ou necrose hipofisi&aacute;ria p&oacute;s-parto    (E23.0), desde que a mulher esteja gr&aacute;vida no momento da morte ou tenha    estado gr&aacute;vida at&eacute; 42 dias antes da morte.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>2<sup>o</sup> &Oacute;bitos maternos presum&iacute;veis</b>,    quando a causa de morte registrada na DO pertencia &agrave; lista de 32 causas    presum&iacute;veis de &oacute;bito materno, definidas pelo Manual do Comit&ecirc;    de Mortalidade Materna do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,<sup>4</sup> independentemente    do preenchimento dos campos 43 e 44. Foram tamb&eacute;m considerados &oacute;bitos    presum&iacute;veis as mortes para as quais a causa registrada n&atilde;o constava    da lista de causas presum&iacute;veis, por&eacute;m os campos 43 ou 44 encontravam-se    assinalados como 'Sim', 'Ignorado' ou n&atilde;o estavam preenchidos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>3<sup>o</sup> &Oacute;bitos n&atilde;o maternos</b>,    todos os demais &oacute;bitos que n&atilde;o atenderam os crit&eacute;rios mencionados    nos 1<sup>o</sup> e 2<sup>o</sup> itens, incluindo as causas externas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Adotou-se a metodologia de investiga&ccedil;&atilde;o    RAMOS (Reproductive Age Mortality Survey), um inqu&eacute;rito de mortalidade    em idade reprodutiva preconizado pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Essa    metodologia, de orienta&ccedil;&atilde;o &agrave; busca de informa&ccedil;&otilde;es    em diferentes fontes, compreende consulta a prontu&aacute;rio hospitalar e de    pr&eacute;-natal, entrevista com familiares e, quando necess&aacute;rio, consulta    a laudo cadav&eacute;rico e entrevista com profissionais que atenderam o caso.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A investiga&ccedil;&atilde;o foi realizada em      duas etapas, ambas pautadas na metodologia citada. Na primeira etapa, utilizou-se      como instrumento para a coleta de dados a 'Ficha Confidencial de Notifica&ccedil;&atilde;o       e Investiga&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bitos de Mulheres em Idade F&eacute;rtil',<sup>13</sup>    desenhada para esse fim. Tal instrumento foi criado a partir de dados existentes    na DO, da Parte A do 'Instrumento de Notifica&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bito     de Mulheres em Idade F&eacute;rtil', do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,      e da 'Ficha Confidencial de Notifica&ccedil;&atilde;o de &Oacute;bito    de Mulheres em Idade F&eacute;rtil', validada por Valongueiro e colaboradores<sup>14</sup>    em Camaragibe, Estado de Pernambuco, no ano 2000.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Ap&oacute;s essa primeira etapa da investiga&ccedil;&atilde;o,    os &oacute;bitos foram classificados da seguinte maneira:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">1<sup>o</sup> &Oacute;bito ocorrido durante a gravidez,    parto, puerp&eacute;rio (GPP) e at&eacute; um ano ap&oacute;s o t&eacute;rmino    da gesta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">2<sup>o</sup> &Oacute;bito n&atilde;o relacionado ao ciclo    grav&iacute;dico-puerperal.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">3<sup>o</sup> &Oacute;bito inconclusivo, quando, apesar    da busca de informa&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o p&ocirc;de ser classificado    em um dos grupos anteriormente descritos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Os casos ocorridos durante a GPP (1<sup>o</sup> grupo) foram    submetidos &agrave; segunda etapa da investiga&ccedil;&atilde;o, com o preenchimento    das Partes B (dados em domic&iacute;lio), C (dados hospitalares) e D (laudo    de necr&oacute;psia) do 'Instrumento de Investiga&ccedil;&atilde;o Confidencial    de &Oacute;bitos Maternos' do Minist&eacute;rio. Nessa segunda etapa,    analisou- se, mais profundamente, a hist&oacute;ria cl&iacute;nica de cada caso,    corrigindo-se as causas de morte, sua codifica&ccedil;&atilde;o e classifica&ccedil;&atilde;o    quanto a tratar-se ou n&atilde;o de morte materna. Esses procedimentos foram    realizados por um obstetra e um epidemiologista do Comit&ecirc; de Preven&ccedil;&atilde;o    e Controle da Mortalidade Materna do Munic&iacute;pio do Rio de Janeiro-RJ.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para classifica&ccedil;&atilde;o do &oacute;bito    materno, adotou-se a seguinte defini&ccedil;&atilde;o de 'Morte materna': "<i>A    morte de uma mulher durante a gesta&ccedil;&atilde;o ou dentro de um per&iacute;odo    de 42 dias ap&oacute;s o t&eacute;rmino da gesta&ccedil;&atilde;o, independentemente    da dura&ccedil;&atilde;o ou da localiza&ccedil;&atilde;o da gravidez, devida    a qualquer causa relacionada com ou agravada pela gravidez ou por medidas em    rela&ccedil;&atilde;o a ela, por&eacute;m n&atilde;o devida a causas acidentais    ou incidentais</i>". Dessa forma, seguiu-se o preconizado pelo manual dos CMM    e pela CID-10. Foram consideradas as seguintes defini&ccedil;&otilde;es: 'Morte    materna por causa obst&eacute;trica direta e indireta'; e, para atender aos    objetivos do estudo, o conceito de 'Morte materna tardia'.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram estimadas as medidas de sensibilidade,    especificidade, valor preditivo positivo (VPP) e valor preditivo negativo (VPN)    dos &oacute;bitos maternos constantes no SIM, tendo como padr&atilde;o-ouro    as investiga&ccedil;&otilde;es realizadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com o intuito de avaliar a qualidade do preenchimento    dos campos 43 e 44 da DO, calculou-se a concord&acirc;ncia simples entre as    informa&ccedil;&otilde;es presentes na DO e as obtidas ap&oacute;s a investiga&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Finalmente, descreveu-se o perfil dos &oacute;bitos    maternos, classificando-os segundo o tipo de &oacute;bito.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O estudo foi submetido e aprovado pelo Comit&ecirc;    de &Eacute;tica da Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio    Arouca, da Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Oswaldo Cruz (ENSP/Fiocruz), tendo-se     o cuidado de preservar o anonimato das institui&ccedil;&otilde;es e dos casos      analisados.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Em 2004, dos &oacute;bitos registrados no SIM    como de residentes em Bel&eacute;m-PA, 3.365 (45,1%) eram do sexo feminino.    Destes, 539 (16,1%) ocorreram em mulheres de 10 a 49 anos de idade, correspondendo    a uma taxa espec&iacute;fica de mortalidade feminina de 11,1/10.000 nessa faixa    et&aacute;ria. Foram informados 17 (3,2%) &oacute;bitos maternos declarados,    123 (22,8%) &oacute;britos maternos presum&iacute;veis e 399 (74%) &oacute;bitos    n&atilde;o maternos. Conclu&iacute;da a primeira etapa da investiga&ccedil;&atilde;o.    identificaram-se 34 &oacute;bitos (6,3%) relacionados com a gravidez, parto    e puerp&eacute;rio &#8211; GPP &#8211; ou at&eacute; um ano ap&oacute;s o t&eacute;rmino    da gesta&ccedil;&atilde;o, 493 (91,5%) n&atilde;o relacionados com o ciclo grav&iacute;dico-puerperal    e 12 (2,2%) inconclusivos. Finda a segunda etapa do estudo, apenas 20 &oacute;bitos    preencheram os crit&eacute;rios de defini&ccedil;&atilde;o de morte materna    (<a href="#fig1">Figura 1</a>).</font></p>     <p><a name="fig1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/1a06f1.gif" alt="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#tab1">Tabela 1</a> mostra a redistribui&ccedil;&atilde;o    dos &oacute;bitos ap&oacute;s a investiga&ccedil;&atilde;o. Verifica-se que,    dos 17 &oacute;bitos inicialmente classificados como maternos, 15 foram confirmados    pelos investigadores. Da mesma forma, entre os 123 &oacute;bitos classificados    como presum&iacute;veis, 5 foram reclassificados como &oacute;bitos maternos.    Nenhum &oacute;bito n&atilde;o materno foi reclassificado ap&oacute;s a investiga&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><a name="tab1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/1a06t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Na <a href="#tab2">Tabela 2</a>, &eacute; apresentada    a validade dos registros de &oacute;bitos maternos do SIM. Encontrou-se uma    sensibilidade de 75% e um VPP de 88,2%. Nessa an&aacute;lise, foram exclu&iacute;dos    os 12 &oacute;bitos inconclusivos e os dois &oacute;bitos classificados como    ignorados.</font></p>     <p><a name="tab2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/1a06t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">Quanto &agrave; qualidade do registro, a an&aacute;lise    do preenchimento dos campos 43 e 44 mostrou que ele foi correto em 491 casos    (concord&acirc;ncia observada de 91%). Destaca-se que, dos 39 casos inicialmente    inconclusivos, dois estavam relacionados com GPP e 33 n&atilde;o tinham rela&ccedil;&atilde;o    com o ciclo grav&iacute;dico-puerperal. Mesmo ap&oacute;s todos os esfor&ccedil;os    para o esclarecimento dessas mortes, quatro casos permaneceram sem defini&ccedil;&atilde;o    (<a href="#tab3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="tab3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/1a06t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Considerando os 20 &oacute;bitos relacionados    com a gravidez, parto e puerp&eacute;rio ou at&eacute; um ano ap&oacute;s a    gesta&ccedil;&atilde;o, observou-se o predom&iacute;nio das causas relacionadas    diretamente com a gravidez (obst&eacute;tricas diretas), de 90% dessas mortes,    conclus&atilde;o do estudo (<a href="#tab4">Tabela 4</a>).</font></p>     <p><a name="tab4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/1a06t4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A literatura mostra que o decl&iacute;nio da    mortalidade materna em pa&iacute;ses desenvolvidos vem ocorrendo desde a d&eacute;cada    de 1940.<sup>16</sup> A compara&ccedil;&atilde;o desse indicador entre pa&iacute;ses desenvolvidos,    como Canad&aacute; e Estados Unidos da Am&eacute;rica, que apresentam uma raz&atilde;o    de mortalidade materna inferior a 9/100.000 NV, e pa&iacute;ses em desenvolvimento,    como Bol&iacute;via, Peru e Brasil, com raz&otilde;es superiores a 100/100.000    NV, evidencia muito bem a disparidade entre esses dois blocos. Um dos maiores    desafios dos pa&iacute;ses em desenvolvimento &eacute; promover, de fato, substancial    redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade materna.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">De forma similar aos achados de Costa e colaboradores,<sup>17</sup> o presente estudo evidenciou que 3,7% dos &oacute;bitos de mulheres em idade    f&eacute;rtil eram por causas maternas, acorde com o proposto por Tanaka e Mitsuiki,<sup>9</sup> de que, em nosso meio, tais eventos corresponderiam a algo em torno de 6%    das mortes ocorridas em mulheres de 10 a 49 anos de idade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A pesquisa aponta para um problema que tem sido    evidenciado em outros Munic&iacute;pios brasileiros: as mortes maternas no Sistema    de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade tamb&eacute;m est&atilde;o subenumeradas.<sup>17-20</sup>    Pela an&aacute;lise da validade dos &oacute;bitos maternos no SIM, foi poss&iacute;vel    concluir que, al&eacute;m de o Sistema n&atilde;o apresentar a sensibilidade    necess&aacute;ria &agrave; capta&ccedil;&atilde;o de tais eventos, com perdas    da ordem de 25,0% das verdadeiras ocorr&ecirc;ncias, ele ainda apresenta um    baixo valor preditivo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Na busca de explica&ccedil;&atilde;o para o     fato  de o SIM n&atilde;o ter registrado todos os &oacute;bitos maternos     declarados,  algumas hip&oacute;teses s&atilde;o levantadas. Entre elas,     erro de codifica&ccedil;&atilde;o    e sele&ccedil;&atilde;o de causa b&aacute;sica ou falha na digita&ccedil;&atilde;o,    ou ainda, por problemas com o m&oacute;dulo Seletor de Causa B&aacute;sica    (SCB)  do SIM, a possibilidade de o &oacute;bito materno ser ou n&atilde;o    desprezado,  a depender da ordem com que os diagn&oacute;sticos s&atilde;o    registrados-digitados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por se reconhecer o papel da mortalidade materna    como relevante indicador de sa&uacute;de, &eacute; imperioso avaliar permanentemente    a qualidade dessas informa&ccedil;&otilde;es visando a sua corre&ccedil;&atilde;o    e maior confiabilidade do Sistema, especialmente quanto a seu papel de orientar    a formula&ccedil;&atilde;o e o monitoramento das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas    de preven&ccedil;&atilde;o do &oacute;bito materno.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A investiga&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos      de mulheres em idade f&eacute;rtil, realizada com o objetivo de desvendar      uma  realidade at&eacute; ent&atilde;o encoberta pela baixa acur&aacute;cia      do Sistema,  tem a finalidade de corrigir a RMM, colocando-a em n&iacute;veis      mais real&iacute;sticos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Se, devido a quest&otilde;es operacionais, n&atilde;o    &eacute; poss&iacute;vel proceder &agrave; investiga&ccedil;&atilde;o de todos    os &oacute;bitos de mulheres na faixa et&aacute;ria de 10 a 49 anos, o presente    estudo indica ser uma boa estrat&eacute;gia a investiga&ccedil;&atilde;o por    grupo de &oacute;bitos classificados como decorrentes de causas maternas presum&iacute;veis    e declaradas. Nesse caso, deve-se atentar para o crit&eacute;rio de defini&ccedil;&atilde;o    de cada grupo: apesar de certa semelhan&ccedil;a, eles podem variar de acordo    com a metodologia empregada em diferentes estudos.<sup>17,19-21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O crit&eacute;rio de defini&ccedil;&atilde;o    adotado permitiu classificar 22,8% dos &oacute;bitos de mulheres em idade f&eacute;rtil    como presum&iacute;veis, percentual bastante superior aos 6,2% encontrados por    Albuquerque e colaboradores,<sup>20</sup> sugerindo que as defini&ccedil;&otilde;es empregadas    neste estudo s&atilde;o flex&iacute;veis o suficiente para selecionar, nos grupos    de presum&iacute;veis e declarados, os &oacute;bitos com chance de serem &oacute;bitos    maternos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A possibilidade de se trabalhar esses grupos    de forma respons&aacute;vel &eacute; assunto a ser inclu&iacute;do na pauta    de discuss&atilde;o sobre a mortalidade materna. Para facilitar a realiza&ccedil;&atilde;o    da investiga&ccedil;&atilde;o em locais com limita&ccedil;&otilde;es, como Bel&eacute;m-PA,    a ado&ccedil;&atilde;o dessa estrat&eacute;gia reduziria o universo de &oacute;bitos    a serem investigados sem comprometer a qualidade dos resultados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em favor da viabilidade dessa estrat&eacute;gia,    os campos 43 e 44 da DO auxiliam no sentido de selecionar os &oacute;bitos a    serem investigados. Este estudo observou que esses campos est&atilde;o bem preenchidos,    concordantes com o resultado da investiga&ccedil;&atilde;o na grande maioria    das DO, uma constata&ccedil;&atilde;o fundamental quando se tem por objetivo    rastrear a ocorr&ecirc;ncia de uma situa&ccedil;&atilde;o ou evento. O achado    permite que os campos 43 e 44 sejam utilizados como subs&iacute;dio para a classifica&ccedil;&atilde;o    dos &oacute;bitos a serem trabalhados. A mesma situa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o    se observou em outras pesquisas que tamb&eacute;m exploraram a utilidade dessas    informa&ccedil;&otilde;es.<sup>12,22</sup> Ressalta-se o fato de a investiga&ccedil;&atilde;o    ter sido capaz de esclarecer a maioria dos casos nos quais esses campos da DO    n&atilde;o estavam bem definidos, e assim demonstrar a import&acirc;ncia da investiga&ccedil;&atilde;o    dos &oacute;bitos de mulheres em idade reprodutiva na identifica&ccedil;&atilde;o    dos poss&iacute;veis &oacute;bitos maternos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No tocante &agrave;s causas de &oacute;bito que    mascaram uma situa&ccedil;&atilde;o materna, o estudo encontrou que, das causas    presum&iacute;veis confirmadas como maternas, tr&ecirc;s integravam a lista elaborada    pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.<sup>4</sup> Os dois &oacute;bitos restantes, apesar    de n&atilde;o constarem dessa lista, foram classificados como presum&iacute;veis    em decorr&ecirc;ncia das informa&ccedil;&otilde;es contidas nos campos 43 e    44. Tal situa&ccedil;&atilde;o mostra a utilidade desses campos no sentido de    contribuir para a sele&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos a serem investigados    e minimizar a perda de &oacute;bito materno.<sup>23</sup> Vale ressaltar, nesse caso, que    o preenchimento positivo dos campos 43 e 44 funciona apenas como um indicativo    de que se trate, possivelmente, de uma morte materna, o que ser&aacute; elucidado    pela investiga&ccedil;&atilde;o. </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">De forma semelhante aos achados de estudos em    outras regi&otilde;es brasileiras,<sup>17,18,22,24</sup> a maior parte dos &oacute;bitos    maternos identificados foi do tipo obst&eacute;trico direto, em sua maioria    evit&aacute;veis: "<i>refletem a necessidade de garantir uma aten&ccedil;&atilde;o    integral e de qualidade &agrave; mulher, desde a orienta&ccedil;&atilde;o quanto    &agrave; sa&uacute;de reprodutiva, planejamento familiar, assist&ecirc;ncia    adequada ao pr&eacute;-natal, refer&ecirc;ncia &agrave;s gestantes de risco,    vincula&ccedil;&atilde;o e acompanhamento de qualidade ao parto e ao puerp&eacute;rio    at&eacute; o tratamento das emerg&ecirc;ncias obst&eacute;tricas</i>".<sup>25</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A despeito de a grande maioria dos &oacute;bitos    maternos poder ser evitada, caso as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de    locais sejam compat&iacute;veis &agrave;quelas vigentes nos pa&iacute;ses desenvolvidos,    observa-se, em alguns pa&iacute;ses como Cuba e Costa Rica, taxas de mortalidade    materna substancialmente inferiores &agrave;s de outros pa&iacute;ses em n&iacute;vel    de desenvolvimento similar. Essas informa&ccedil;&otilde;es sugerem que os &oacute;bitos    maternos podem representar um indicador da determina&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica    nacional de garantir a sa&uacute;de desse segmento de sua popula&ccedil;&atilde;o.<sup>3</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Pa&iacute;ses em desenvolvimento, com metas de    pol&iacute;ticas p&uacute;blicas estabelecidas, que buscam preservar a sa&uacute;de    da popula&ccedil;&atilde;o, como Uruguai, Cuba, Costa Rica e Chile, conseguiram    reduzir suas taxas de mortalidade materna para valores inferiores a 40/100.000    NV.<sup>4</sup> O Chile, no per&iacute;odo de 1990 a 2000, reduziu a mortalidade materna    em 53,1%, passando a apresentar uma RMM de 18,7/100.000 NV e cumprindo a meta    do Plano de A&ccedil;&atilde;o Regional para a Redu&ccedil;&atilde;o da Mortalidade    Materna.<sup>26</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Apesar da exist&ecirc;ncia de instrumentos legais    que normatizam a investiga&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos femininos em idade    reprodutiva, a diversidade dos servi&ccedil;os brasileiros de vigil&acirc;ncia    que atuam na esfera municipal e os diferentes n&iacute;veis de implanta&ccedil;&atilde;o    dos Comit&ecirc;s de Mortalidade Materna contribuem para uma execu&ccedil;&atilde;o    assistem&aacute;tica ou, at&eacute; mesmo, a n&atilde;o-realiza&ccedil;&atilde;o    desses procedimentos, como &eacute; o caso do Munic&iacute;pio de Bel&eacute;m-PA.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Uma das poss&iacute;veis limita&ccedil;&otilde;es    do estudo foi a exist&ecirc;ncia de 12 &oacute;bitos inconclusivos quanto a    serem relacionados ao CGP, o que &eacute; atenuado pelo fato de os campos 43    e 44 das DO n&atilde;o estarem assinalados positivamente. Tem-se, ainda, a limita&ccedil;&atilde;o    causada pelos dois &oacute;bitos ocorridos durante a GPP, classificados pelo    Comit&ecirc; como ignorados para o fato de serem ou n&atilde;o &oacute;bitos    maternos, pois as informa&ccedil;&otilde;es existentes nas fontes consultadas    n&atilde;o eram suficientes para assegurar serem suas causas relacionadas com    ou agravadas pela gravidez ou por medidas em rela&ccedil;&atilde;o a ela.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Evidenciada a import&acirc;ncia da investiga&ccedil;&atilde;o    para o conhecimento dos &oacute;bitos maternos e para o aprimoramento do sistema    de informa&ccedil;&otilde;es sobre essas mortes, resta contar com a motiva&ccedil;&atilde;o    e interesse dos respons&aacute;veis pela sa&uacute;de da popula&ccedil;&atilde;o    e sugerir &agrave;s autoridades governamentais, estaduais e municipais da &aacute;rea    da Sa&uacute;de que atuem de forma a promover a reestrutura&ccedil;&atilde;o    dos servi&ccedil;os de vigil&acirc;ncia que investigam os &oacute;bitos de mulher    em idade f&eacute;rtil e a re-implanta&ccedil;&atilde;o do Comit&ecirc; de Mortalidade    Materna em Bel&eacute;m-PA.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com base em informa&ccedil;&otilde;es confi&aacute;veis,    pode-se implantar, de fato, programas abrangentes e efetivos na melhoria da    qualidade da assist&ecirc;ncia &agrave; gravidez, parto e puerp&eacute;rio e,    assim, caminhar no sentido da preven&ccedil;&atilde;o e redu&ccedil;&atilde;o    da mortalidade materna.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. AbouZahr C, Wardlaw T, Staton C, Hill K. Maternal    mortality. World Health Statistics Quartely 1996;49(2):77-87.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. World Health Organization. Maternal mortality    in 2000: estimates developed by WHO, UNICEF and UNFPA. Geneva: WHO; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Silva KS, D'Orsi E, Lowndes CM, Reis ACCV.    A mortalidade materna no Brasil no per&iacute;odo 1980-</font><font size="2" face="verdana">1993.    In: Giffin K, Costa SH, organizadores. Quest&otilde;es da sa&uacute;de reprodutiva.    Rio de Janeiro: Fiocruz; 1999. Cap. 12. p. 205-225.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Manual    dos Comit&ecirc;s de Mortalidade Materna. 2a ed. Bras&iacute;lia: MS; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Koonin LM, MacKay AP, Berg CJ, Atrash HK,    Smith JC. Pregnancy-related mortality surveillance United States, 1987-1990.    MMWR CDC Surveillance Summaries 1997 Aug;46(4):17-36.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Atrash HK, Alexander S, Berg CJ. Maternal    mortality in developed countries: not just a concern of the past. Obstetrics    and Gynecology 1995 Oct; 86(4 Pt 2):700-705. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Bouvier-Colle MH, Varnoux N, Costes P, Hatton    F. Reasons for the underreporting of maternal mortality in France, as indicated    by a survey of all deaths of women of childbearing age. International Journal    of Epidemiology 1991;20:717-721.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Laurenti R, Mello-Jorge MHP, Gotlieb SLD.    Reflex&otilde;es sobre a mensura&ccedil;&atilde;o da mortalidade materna. Cadernos    de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2000a;16(1):23-30.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Tanaka AC, Mitsuiki L. Estudo da magnitude    da mortalidade materna em 15 cidades brasileiras. Relat&oacute;rio de Pesquisa.    S&atilde;o Paulo: Universidade de S&atilde;o Paulo; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Laurenti R. Mortalidade materna: desafios    para sua redu&ccedil;&atilde;o e a quest&atilde;o da mensura&ccedil;&atilde;o    e coleta de dados. Apresenta&ccedil;&atilde;o feita na Eurolac Conference; 2004    abr. 16; Recife, Brasil.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Laurenti R, Buchalla CM, Lolio CA, Santo    AH, Mello Jorge MH. Mortalidade de mulheres em idade f&eacute;rtil no munic&iacute;pio    de S&atilde;o Paulo (Brasil), 1986. I. Metodologia e resultados gerais. Revista    de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1990;24:128-133. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Laurenti R, Mello-Jorge MHP, Gotlieb SLD.    Mortes maternas no Brasil: an&aacute;lise do preenchimento de vari&aacute;vel    da declara&ccedil;&atilde;o de &oacute;bito. 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Revista Brasileira de Ginecologia    e Obstetr&iacute;cia 2000;22(1):27-32.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">20. Albuquerque RM, Cecatti JG, Hardy E, Fa&uacute;ndes    A. Mortalidade materna em Recife: avalia&ccedil;&atilde;o da subenumera&ccedil;&atilde;o    de estat&iacute;sticas oficiais. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1997;13:59-65.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">21. Parpinelli MA, Fa&uacute;ndes A, Surita FGC,    Pereira BG, Cecatti JG. Mortalidade materna na cidade de Campinas, 1992-1994.    Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetr&iacute;cia 1999;21(4):227-232.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">22. Marcus PAF, Veja CEP, Boyaciyan K, Barbosa    SA. Estudo da mortalidade materna no Munic&iacute;pio de S&atilde;o Paulo durante    o ano de 1995. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetr&iacute;cia 1996;18(9):731-736.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">23. Laurenti R, Mello-Jorge MHP, Gotlieb SLD.    A mortalidade materna nas capitais brasileiras: algumas caracter&iacute;sticas    e estimativas de um fator de ajuste. Revista Brasileira de Epidemiologia 2004;    (4):449-460.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">24. Oba MDV, Tavares MSG. An&aacute;lise da mortalidade    materna do Munic&iacute;pio de Ribeir&atilde;o Preto-SP, 1991- 1995. Revista    Latino-Americana de Enfermagem 2001;9(3):70-76.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">25. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria    de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Sa&uacute;de Brasil 2004 - uma an&aacute;lise    da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. Evolu&ccedil;&atilde;o da mortalidade    materna no Brasil. Bras&iacute;lia: MS; 2004. p. 85-133.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">26. Donoso E. Plan de accion regional para la    reduccion de la mortalidad materna en las americas: resultados de Chile. Revista    Chilena de Obstetr&iacute;cia y Ginecolog&iacute;a 2003;68(1):13-15.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v18n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia</b><strong>:</strong>    <br>   N&uacute;cleo do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de/Par&aacute;    <br>   Rua Senador Manoel Barata, 869, Salas 401-403,    <br>   Centro, Bel&eacute;m-PA, Brasil.    <br>   CEP: 66010-140    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <i>E-mail:</i>: <a href="mailto:santana.mota@saude.gov.br">santana.mota@saude.gov.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido em 27/09/2006    <br>   Aprovado 03/06/2008</font></p>      ]]></body><back>
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