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<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O enfrentamento do Brasil diante do risco de uma pandemia de influenza pelo vírus A (H1N1)]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="4" face="Verdana"><b>Carta aberta do Ministro da    Sa&uacute;de</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>O enfrentamento do Brasil diante do risco    de uma pandemia de influenza pelo v&iacute;rus A (H1N1)</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Jos&eacute; Gomes Tempor&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ministro da Sa&uacute;de</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Prezados profissionais de sa&uacute;de de nosso    Pa&iacute;s,</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Venho at&eacute; voc&ecirc;s para informar quais    a&ccedil;&otilde;es e medidas de controle o Governo Brasileiro vem tomando frente    &agrave; possibilidade de uma pandemia de influenza pelo v&iacute;rus A (H1N1).    Em 24 de abril de 2009, a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de    (OMS) comunicou a todos os pa&iacute;ses a ocorr&ecirc;ncia de uma emerg&ecirc;ncia    em sa&uacute;de p&uacute;blica de import&acirc;ncia internacional, de acordo    com o Regulamento Sanit&aacute;rio Internacional, causada pela infec&ccedil;&atilde;o    por um novo v&iacute;rus influenza A (H1N1), que tem em sua composi&ccedil;&atilde;o    genes humanos, su&iacute;nos e avi&aacute;rios. A transmiss&atilde;o ocorre    de pessoa a pessoa, por meio de contato direto ou com secre&ccedil;&otilde;es    respirat&oacute;rias de pessoas infectadas O seu in&iacute;cio possivelmente    est&aacute; associado a uma epidemia de doen&ccedil;a respirat&oacute;ria febril,    que a princ&iacute;pio acometeu o M&eacute;xico, a partir do m&ecirc;s de mar&ccedil;o    do corrente ano, e que apresentava um comportamento distinto da influenza sazonal:    ocorr&ecirc;ncia fora do inverno, predomin&acirc;ncia entre adultos jovens e    um maior n&uacute;mero de casos graves, fato este que posteriormente n&atilde;o    se comprovou associado &agrave; epidemia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Imediatamente ap&oacute;s o comunicado da OMS,    institu&iacute;mos o Gabinete Permanente de Emerg&ecirc;ncia em Sa&uacute;de   P&uacute;blica (GPESP), no Centro de Informa&ccedil;&otilde;es Estrat&eacute;gicas    e Respostas em Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de (CIEVS) da Secretaria   de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (SVS/MS).    O Gabinete vem realizando reuni&otilde;es di&aacute;rias para   monitorar a situa&ccedil;&atilde;o mundial e nacional, com o objetivo de adotar    as medidas de preven&ccedil;&atilde;o e controle mais   indicadas ao Pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A detec&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus se deu    a partir de exames realizados em duas crian&ccedil;as no estado da Calif&oacute;rnia,    nos Estados   Unidos (EUA), pelos Centers for Disease Control and Prevention (CDC) de Atlanta,    em 17 de abril. Desde ent&atilde;o   come&ccedil;ou a ser detectada a dissemina&ccedil;&atilde;o para os demais estados,    com registro de transmiss&atilde;o comunit&aacute;ria. Em   25 de abril, a partir de uma das amostras coletadas na Calif&oacute;rnia, foi    realizado o seq&uuml;enciamento gen&eacute;tico do   v&iacute;rus, o que possibilitou a realiza&ccedil;&atilde;o de diagn&oacute;stico    por meio de biologia molecular e a confirma&ccedil;&atilde;o de casos   em outros pa&iacute;ses.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ap&oacute;s M&eacute;xico e EUA, foram detectados    casos no Canad&aacute;, onde tamb&eacute;m foi registrada transmiss&atilde;o    comunit&aacute;ria. At&eacute; o dia 31 de maio, a doen&ccedil;a j&aacute; havia    atingido 57 pa&iacute;ses, com a confirma&ccedil;&atilde;o de mais de 17 mil    casos. No Brasil, com mais de 574 amostras processadas laboratorialmente, foram    confirmados, at&eacute; aquela data, 20 casos. Vale ressaltar que esses n&uacute;meros    mudam a cada dia e o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de est&aacute; monitorando    a situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica no mundo e no Brasil. As informa&ccedil;&otilde;es,    atualizadas diariamente, est&atilde;o dispon&iacute;veis no s&iacute;tio do    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de: <a href="http://portal.saude.gov.br/saude/" target="_blank">www.saude.com.br</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No dia 29 de abril, a OMS elevou o alerta pand&ecirc;mico    para o n&iacute;vel 5, tendo em vista a ocorr&ecirc;ncia de transmiss&atilde;o    sustentada comunit&aacute;ria em mais de um pa&iacute;s em uma mesma regi&atilde;o,    e adotou uma uma s&eacute;rie de recomenda&ccedil;&otilde;es que visava diminuir    os efeitos da epidemia. Muitas dessas medidas foram dirigidas para os pa&iacute;ses    afetados, mas uma das mais abrangentes diz respeito &agrave; ativa&ccedil;&atilde;o    dos planos nacionais de prepara&ccedil;&atilde;o para uma pandemia de influenza    pelo H5N1 (gripe avi&aacute;ria), com as devidas adapta&ccedil;&otilde;es para    a atual epidemia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> V&aacute;rios pa&iacute;ses apresentam evid&ecirc;ncia    de autoctonia. No Brasil, havia seis casos aut&oacute;ctones &#8211; por&eacute;m    todos com v&iacute;nculo epidemiol&oacute;gico com pessoas que vieram do exterior,    procedentes do M&eacute;xico e dos EUA &#8211; dentre os 20 confirmados at&eacute;    31 de maio, assim distribu&iacute;dos: oito em S&atilde;o Paulo, quatro em Santa    Catarina, cinco no Rio de Janeiro, um em Tocantins, um no Rio Grande do Sul    e um em Minas Gerais. Portanto, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de considera    que a transmiss&atilde;o do v&iacute;rus da Influenza A(H1N1) em nosso Pa&iacute;s    &eacute; <b>limitada e sem evid&ecirc;ncias de sustentabilidade de transmiss&atilde;o    de pessoa a pessoa.</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com base em informa&ccedil;&otilde;es e observa&ccedil;&otilde;es    ainda iniciais sobre os casos ocorridos fora do Pa&iacute;s, nota-se que a epidemia    tem atingido principalmente crian&ccedil;as e adultos jovens e tem baixa letalidade    (&#60;1%). H&aacute; um predom&iacute;nio de casos leves e moderados de s&iacute;ndrome    gripal, sendo que a ocorr&ecirc;ncia de &oacute;bito tem sido associada &agrave;    exist&ecirc;ncia de doen&ccedil;a subjacente. Ainda que o v&iacute;rus tenha    se mostrado suscept&iacute;vel ao tratamento com antivirais, grande parte dos    pacientes tem se recuperado sem tratamento espec&iacute;fico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Devido ao atual grau de incertezas e &agrave;    insufici&ecirc;ncia das informa&ccedil;&otilde;es dispon&iacute;veis de pa&iacute;ses    mais afetados, &eacute;   necess&aacute;rio mantermos o alerta e a ativa&ccedil;&atilde;o dos planos de    prepara&ccedil;&atilde;o. Mais ainda, devemos sempre relembrar   a experi&ecirc;ncia da S&iacute;ndrome Respirat&oacute;ria Aguda Grave (SARS),    em 2003, para a qual somente foi poss&iacute;vel seu   enfrentamento efetivo a partir do momento em que se compartilhou, internacionalmente,    de forma coordenada e   solid&aacute;ria, informa&ccedil;&otilde;es e tecnologias que propiciaram conhecer    melhor a doen&ccedil;a, desenvolver m&eacute;todos diagn&oacute;sticos   e adotar medidas de controle adequadas. Para a influenza, ser&aacute; necess&aacute;rio    ainda estender estes benef&iacute;cios   para produ&ccedil;&atilde;o e acesso universal &agrave;s vacinas e medicamentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Neste contexto, nosso Pa&iacute;s vem adotando    as seguintes medidas, em conson&acirc;ncia com estados e munic&iacute;pios,    para   propiciar uma efetiva atua&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de    (SUS) no enfrentamento desta emerg&ecirc;ncia: monitoramento   e a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia; notifica&ccedil;&otilde;es de casos;    monitoramento de portos, aeroportos e fronteiras; recomenda&ccedil;&otilde;es   aos viajantes; assist&ecirc;ncia aos casos e contatos; divulga&ccedil;&atilde;o    nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o; estrutura&ccedil;&atilde;o das redes    de   sa&uacute;de; aquisi&ccedil;&atilde;o de insumos e tratamentos, al&eacute;m    do desenvolvimento de capacidade para produ&ccedil;&atilde;o da vacina   contra o v&iacute;rus influenza A (H1N1).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto ao <b>monitoramento e a&ccedil;&otilde;es    de vigil&acirc;ncia</b>, destacamos a realiza&ccedil;&atilde;o de reuni&otilde;es    di&aacute;rias, inclusive nos fins de semana, com a presen&ccedil;a do Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de e suas Secretarias; Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia    Sanit&aacute;ria (Anvisa); Gabinete de Seguran&ccedil;a Institucional da Presid&ecirc;ncia    da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores;    e Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e Abastecimento. Tamb&eacute;m    monitoramos sistematicamente os s&iacute;tios na internet da Organiza&ccedil;&atilde;o    Pan-Americana da Sa&uacute;de (OPAS), da OMS e s&iacute;tios governamentais    de pa&iacute;ses afetados para atualiza&ccedil;&atilde;o dos casos no mundo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Al&eacute;m disso, elaboramos diariamente nota    t&eacute;cnica, disponibilizada no portal do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    (<a href="http://portal.saude.gov.br/saude/" target="_blank">www.saude.gov.br</a>), para atualiza&ccedil;&atilde;o    da situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica no mundo e no Pa&iacute;s, e    que cont&ecirc;m orienta&ccedil;&otilde;es aos servi&ccedil;os e profissionais    de sa&uacute;de e &agrave; popula&ccedil;&atilde;o. No Portal h&aacute; ainda    informa&ccedil;&otilde;es &uacute;teis sobre a influenza A (H1N1), como informes    t&eacute;cnicos; perguntas e respostas mais freq&uuml;entes; Hospitais de Refer&ecirc;ncia;    Plano Brasileiro de Enfrentamento de Pandemia de Influenza; hist&oacute;rico    da Doen&ccedil;a e notas &agrave; imprensa, entre outras. Os profissionais da    &aacute;rea de sa&uacute;de t&ecirc;m &agrave; disposi&ccedil;&atilde;o o <i>link</i>    &quot;Notifique Aqui&quot;, para notifica&ccedil;&atilde;o de casos suspeitos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Todas as Secretarias Estaduais e Municipais    de Sa&uacute;de foram acionadas para intensificar o processo de monitoramento   e detec&ccedil;&atilde;o oportuna de casos suspeitos de influenza A (H1N1),    a partir da rede de vigil&acirc;ncia de influenza   e de laborat&oacute;rios. O MS tamb&eacute;m organizou o fluxo de envio de amostras    para os tr&ecirc;s laborat&oacute;rios de refer&ecirc;ncia   nacional: Instituto Adolfo Lutz (IAL), Instituto Evandro Chagas (IEC) e Funda&ccedil;&atilde;o    Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ). Al&eacute;m   disso, realiza videoconfer&ecirc;ncias semanais com pa&iacute;ses do Mercado    Comum do Sul (Mercosul) e Uni&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es   Sul-Americanas (Unasul) e com todas as Coordena&ccedil;&otilde;es de Vigil&acirc;ncia    Epidemiol&oacute;gica, das Unidades da Rede CIEVS   (Centro de Informa&ccedil;&otilde;es Estrat&eacute;gicas e Respostas em Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de) e assessorias de Comunica&ccedil;&atilde;o Social   de todas as Secretarias Estaduais de Sa&uacute;de para orienta&ccedil;&atilde;o    das a&ccedil;&otilde;es a serem adotadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O MS promoveu a organiza&ccedil;&atilde;o da    rede CIEVS, para <b>notifica&ccedil;&atilde;o e investiga&ccedil;&atilde;o de    casos suspeitos</b>, e elaborou um Protocolo de Notifica&ccedil;&atilde;o e    Investiga&ccedil;&atilde;o Imediata, inclusive com o desenvolvimento de aplicativo    <i>online</i> do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o    (Sinan). Para a elabora&ccedil;&atilde;o de rotinas de monitoramento dos casos,    h&aacute; gr&aacute;ficos, mapas e tabelas dispon&iacute;veis na sala do CIEVS    e acess&iacute;veis aos estados e munic&iacute;pios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os <b>portos, aeroportos e fronteiras t&ecirc;m    sido constantemente monitorados</b>, com refor&ccedil;o da vigil&acirc;ncia    em todos os pontos de entrada no Pa&iacute;s, pela Anvisa e Secretaria Especial    de Portos da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, com medidas espec&iacute;ficas    para vigil&acirc;ncia e controle em portos brasileiros. Os viajantes, em todos    os v&ocirc;os internacionais, recebem panfletos tril&iacute;ng&uuml;es (em portugu&ecirc;s,    espanhol e ingl&ecirc;s) com orienta&ccedil;&otilde;es acerca da epidemia. At&eacute;    o momento foram distribu&iacute;dos 4,3 milh&otilde;es de panfletos em todos    os aeroportos do Brasil. Outra estrat&eacute;gia de informa&ccedil;&atilde;o    s&atilde;o avisos sonoros feitos pela Infraero e divulgados pela tripula&ccedil;&atilde;o    durante os v&ocirc;os e tamb&eacute;m nos sagu&otilde;es dos aeroportos, que    contam ainda com televisores e <i>banners</i> espalhados em pontos estrat&eacute;gicos    para alertar os passageiros. As principais recomenda&ccedil;&otilde;es aos viajantes    procedentes e que se destinam aos pa&iacute;ses afetados est&atilde;o contidas    nas notas t&eacute;cnicas elaboradas diariamente e dispon&iacute;veis no portal    do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <b>assist&ecirc;ncia aos casos e contatos</b>    est&aacute; descrita no Protocolo de Procedimentos para o Manejo de Casos e    Contatos de Influenza A(H1N1), onde constam: defini&ccedil;&atilde;o de casos;    manejo cl&iacute;nico em unidades de sa&uacute;de; manejo de contatos; indica&ccedil;&atilde;o    de tratamento antiviral; biosseguran&ccedil;a, entre outras recomenda&ccedil;&otilde;es,    dispon&iacute;veis no endere&ccedil;o: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/influenza_a_h1n1_protocolo_tratamento.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/influenza_a_h1n1_protocolo_tratamento.pdf</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Foi instalada uma rede para capacitar os profissionais    de sa&uacute;de nas seguintes &aacute;reas: hospitais de refer&ecirc;ncia;   portos, aeroportos e fronteiras; Servi&ccedil;o de Atendimento M&oacute;vel    de Urg&acirc;ncia (SAMU); centrais de regula&ccedil;&atilde;o e   equipes de sa&uacute;de da fam&iacute;lia. Esta rede &eacute; coordenada pela    Secretaria da Gest&atilde;o do Trabalho e Educa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de   e funciona em parceria com a Rede Universit&aacute;ria de Telemedicina (RUTE),    Rede Nacional de Ensino e Pesquisa   (RNP), Hospitais Universit&aacute;rios Federais e os N&uacute;cleos do Telessa&uacute;de    da Universidade de S&atilde;o Paulo (USP), Universidade   Federal de Minas Gerais (UFMG) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS).    Em articula&ccedil;&atilde;o   com a Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de e Anvisa, esta rede produziu    material de capacita&ccedil;&atilde;o profissional sobre   Influenza A (H1N1) para os profissionais de sa&uacute;de. S&atilde;o v&iacute;deos,    &aacute;udios, cartilhas e guias de bolso para reprodu&ccedil;&atilde;o   local que est&atilde;o dispon&iacute;veis no portal do Minist&eacute;rio da    Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A busca de esclarecimentos acerca da epidemia    por parte da popula&ccedil;&atilde;o no Disque Sa&uacute;de (080061 1997), coordenado    pela Ouvidoria do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, representa uma m&eacute;dia    de 5% do total das liga&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias, o que demonstra a    efetividade das a&ccedil;&otilde;es de <b>comunica&ccedil;&atilde;o</b>. Foram veiculadas    53 inser&ccedil;&otilde;es de <i>lettering</i> (comunicado em que uma voz narra    um texto) em oito emissoras de televis&atilde;o (at&eacute; 30/04) e pe&ccedil;as    publicit&aacute;rias com o personagem &quot;Dr. Bact&eacute;ria&quot;, sobre    as medidas de preven&ccedil;&atilde;o, na TV e no r&aacute;dio. O Minist&eacute;rio    da Sa&uacute;de publicou an&uacute;ncios de esclarecimentos nos principais jornais    do Pa&iacute;s, disponibilizou um <i>hotsite</i> sobre a doen&ccedil;a, com <i>links</i> no    Portal e confeccionou um milh&atilde;o de <i>folders</i> e 400 mil cartazes    sobre medidas de preven&ccedil;&atilde;o contra gripe, para distribui&ccedil;&atilde;o    na rede p&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <b>estrutura&ccedil;&atilde;o das redes</b>    de sa&uacute;de pelo MS &eacute; mais uma arma no combate &agrave; Influenza    A (H1N1). Implantada a partir de 2006, a <b>Rede CIEVS</b> conta com 22 Centros    de Informa&ccedil;&otilde;es Estrat&eacute;gicas e Resposta em Vigil&acirc;ncia    em Sa&uacute;de, que desenvolvem atividades de manejo de emerg&ecirc;ncias de    sa&uacute;de p&uacute;blica, incluindo o monitoramento de situa&ccedil;&otilde;es    sentinelas e apoio para o manejo oportuno e efetivo das emerg&ecirc;ncias. Foi    implementado o Novo Regulamento Sanit&aacute;rio Internacional (2005) que, dentre    outros aspectos, aprimora o processo de reconhecimento e de enfrentamento de    doen&ccedil;as com potencial de dissemina&ccedil;&atilde;o internacional por    todos os pa&iacute;ses. Tamb&eacute;m faz parte da meta da Rede CIEVS, no &acirc;mbito    do <b>Mais Sa&uacute;de</b>, a implanta&ccedil;&atilde;o de 54 unidades e de    um novo Centro Nacional at&eacute; 2011.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O Brasil disp&otilde;e atualmente de <b>53 unidades    de refer&ecirc;ncia hospitalar</b> para acompanhamento e tratamento de pacientes    com infec&ccedil;&atilde;o por influenza A (H1N1), com <b>1270</b> leitos reservados    pelas Secretarias Estaduais de Sa&uacute;de, sendo <b>173</b> com press&atilde;o    negativa. Tais centros se enquadram em par&acirc;metros exigidos pela OMS para    o atendimento &agrave; doen&ccedil;a, com &aacute;rea para isolamento de contato,    equipamentos de prote&ccedil;&atilde;o individuais para acompanhamento, exames    e tratamento dos casos. Para esta fase, os n&uacute;meros s&atilde;o suficientes.    Havendo necessidade, podem ser incorporadas outras unidades &agrave; rede. A    lista completa das unidades de refer&ecirc;ncia encontra-se dispon&iacute;vel    no s&iacute;tio do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Adicionalmente, trabalhamos    com quase 191 N&uacute;cleos Hospitalares de Epidemiologia, que t&ecirc;m a    fun&ccedil;&atilde;o de notificar e investigar doen&ccedil;as de import&acirc;ncia    para a sa&uacute;de p&uacute;blica no ambiente hospitalar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Nosso Pa&iacute;s conta com uma <b>Rede Nacional    de Diagn&oacute;stico de Influenza</b> implantada nos laborat&oacute;rios Centrais    de Sa&uacute;de P&uacute;blica de todos os estados e no Distrito Federal. Na    atual fase de alerta de emerg&ecirc;ncia em sa&uacute;de p&uacute;blica de import&acirc;ncia    internacional, o processamento das amostras de secre&ccedil;&atilde;o respirat&oacute;ria    de casos suspeitos para o diagn&oacute;stico de infec&ccedil;&atilde;o pelo    v&iacute;rus de Influenza A(H1N1) deve ser realizado apenas nos laborat&oacute;rios    de refer&ecirc;ncia nacional citados anteriormente, para realizar o diagn&oacute;stico    por m&eacute;todo de PCR-RT, em m&eacute;dia entre 24 e 48 horas. Os tr&ecirc;s    laborat&oacute;rios est&atilde;o credenciados junto &agrave; OMS como Centros    de Refer&ecirc;ncia para Influenza (National lnfluenza Center &#8211; NIC),    o que inclui o Brasil na Rede Global de Vigil&acirc;ncia da Influenza. Quanto    &agrave; <b>aquisi&ccedil;&atilde;o de insumos</b>, preparamos <i>primers</i>    para realiza&ccedil;&atilde;o do diagn&oacute;stico molecular da influenza A(H1N1)    com o apoio da OPAS e CDC para recebimento dos <i>kits</i> diagn&oacute;sticos,    adquirimos 80.000 testes r&aacute;pidos e distribu&iacute;mos 1.000.000 de kits    de Equipamentos de Prote&ccedil;&atilde;o Individual (EPI) para a rede de refer&ecirc;ncia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">O Brasil possui mat&eacute;ria-prima estocada    e condi&ccedil;&otilde;es para utiliza&ccedil;&atilde;o de nove milh&otilde;es    de <b>tratamentos</b> para influenza. Em articula&ccedil;&atilde;o com Fiocruz    e laborat&oacute;rios das For&ccedil;as Armadas, o MS poder&aacute; encapsul&aacute;-los,    se necess&aacute;rio. Para uso imediato, foram adquiridos 6.250 tratamentos    para adultos e 6.250 tratamentos pedi&aacute;tricos de Oseltamivir. Est&aacute;    em processo de aquisi&ccedil;&atilde;o mais 7.400 tratamentos infantis e 800.000    para adultos. O medicamento ser&aacute; utilizado no tratamento de casos suspeitos    ou confirmados de Influenza A (H1N1). Reitera-se que o risco da emerg&ecirc;ncia    de resist&ecirc;ncia a este antiviral requer crit&eacute;rios claros para a    prescri&ccedil;&atilde;o do referido medicamento e que ele deve estar de acordo    com o Protocolo de Procedimentos para o Manejo de Casos e Contatos, dispon&iacute;vel    no s&iacute;tio do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de    fornecer&aacute; o lote semente da vacina para todos os laborat&oacute;rios    com capacidade   de produ&ccedil;&atilde;o, incluindo o Instituto Butantan, em S&atilde;o Paulo.    Segundo a OMS, o n&uacute;mero de doses por pessoa   necess&aacute;rio para obter a imuniza&ccedil;&atilde;o contra a Influenza A    (H1N1) n&atilde;o ser&aacute; conhecido at&eacute; que os primeiros ensaios   cl&iacute;nicos em seres humanos tenham sido conclu&iacute;dos. A cepa que comp&otilde;e    a vacina contra influenza sazonal   &eacute; composta de v&iacute;rus humano, enquanto que o da presente epidemia    &eacute; um v&iacute;rus com composi&ccedil;&atilde;o mista (humano,   su&iacute;no e avi&aacute;rio). N&atilde;o h&aacute; nenhuma evid&ecirc;ncia    de que a vacina sazonal confira alguma imunidade contra a Influenza   A (H1N1). No entanto, at&eacute; o presente momento, ainda n&atilde;o h&aacute;    indica&ccedil;&atilde;o de quando a produ&ccedil;&atilde;o da vacina poder&aacute;   ser iniciada no Pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Cabe ressaltar que o Brasil vem se preparando    para uma poss&iacute;vel pandemia de influenza desde 2003, quando   o Governo Brasileiro constituiu o Grupo Executivo Interministerial (GEI), que    elaborou o Plano Brasileiro de   Prepara&ccedil;&atilde;o para o Enfrentamento de uma Pandemia de Influenza,    por meio de Decreto Presidencial. O GEI se   re&uacute;ne mensal ou semanalmente, e &eacute; composto pelos seguintes &oacute;rg&atilde;os:    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de -Coordena&ccedil;&atilde;o; Gabinete   de Seguran&ccedil;a Institucional da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica;    Casa Civil da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Secretaria-Geral   da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; Minist&eacute;rio da Fazenda; Minist&eacute;rio    da Justi&ccedil;a; Minist&eacute;rio da Defesa; Minist&eacute;rio das   Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores; Minist&eacute;rio do Desenvolvimento, Ind&uacute;stria    e Com&eacute;rcio Exterior; Minist&eacute;rio da Integra&ccedil;&atilde;o   Nacional; Minist&eacute;rio do Planejamento, Or&ccedil;amento e Gest&atilde;o;    Minist&eacute;rio do Desenvolvimento Agr&aacute;rio; Minist&eacute;rio   do Meio Ambiente; Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o; Minist&eacute;rio    dos Transportes; e Minist&eacute;rio da Agricultura, Pecu&aacute;ria e   Abastecimento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esse Grupo, sob a coordena&ccedil;&atilde;o da    Secretaria de Vigil&acirc;ncia do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, tem por    fun&ccedil;&atilde;o acompanhar   o processo de prepara&ccedil;&atilde;o no Brasil e prover as condi&ccedil;&otilde;es    para a execu&ccedil;&atilde;o do Plano. O trabalho do Grupo   &eacute; focado em aspectos como: subsidiar a Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica    no processo de tomada de decis&atilde;o referente   &agrave; prepara&ccedil;&atilde;o do Brasil frente ao risco de pandemia; viabilizar    a articula&ccedil;&atilde;o interinstitucional necess&aacute;ria para   o encaminhamento das decis&otilde;es; cria&ccedil;&atilde;o de Grupos de Trabalho    para a proposi&ccedil;&atilde;o de novas normas e rotinas   necess&aacute;rias ao enfrentamento desta emerg&ecirc;ncia em sa&uacute;de p&uacute;blica;    e elabora&ccedil;&atilde;o de proposta or&ccedil;ament&aacute;ria para   viabilizar a operacionaliza&ccedil;&atilde;o de a&ccedil;&otilde;es contingenciais    necess&aacute;rias ao refor&ccedil;o da infra-estrutura do Pa&iacute;s para    lidar   com emerg&ecirc;ncias em sa&uacute;de p&uacute;blica desta natureza. O Brasil    mant&eacute;m o Plano atualizado j&aacute; em sua terceira vers&atilde;o   e em processo de revis&atilde;o para a elabora&ccedil;&atilde;o da quarta vers&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Por fim, quero ressaltar que a atual mobiliza&ccedil;&atilde;o    do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de para o enfrentamento desta epidemia,   envolvendo de forma solid&aacute;ria as tr&ecirc;s esferas de gest&atilde;o,    tem por objetivo maior aprimorar e fortalecer a   infra-estrutura dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de p&uacute;blica do Pa&iacute;s    para a detec&ccedil;&atilde;o precoce e resposta efetiva a esta e a eventuais   futuras emerg&ecirc;ncias de sa&uacute;de p&uacute;blica. Registro o agradecimento    e o reconhecimento aos milhares de profissionais   que trabalham por uma sa&uacute;de melhor para os nossos cidad&atilde;os.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Bras&iacute;lia, 31 de maio de 2009.</font></p>      ]]></body>
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