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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspectos epidemiológicos e vetoriais da dengue na cidade de Teresina, Piauí - Brasil, 2002 a 2006]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Epidemiological and vector-related indicators of dengue fever in Teresina city, Piaui State, Brazil, from 2002 to 2006]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims at describing dengue fever epidemiological and vector-related indicators in Teresina, State of Piaui, Brazil from 2002 to 2006. The analysis has included cases registered in the Information System for Notifiable Diseases (Sinan), data on the monitoring of the Aedes aegypti in the Information System for Yellow Fever and Dengue Fever (FAD), and population and environmental data. The relation among notified cases, rainfall and temperature as well as between house infestation rate and pendency rate was analyzed using the Spearman correlation coefficient. In that period, 11,003 dengue fever cases were notified. Incidence rate varied from 592.7/100,000 population in 2002 to 19.5/100,000 population in 2004, with greater incidence in the 15-to 49-year-old group (305.5/100,000 population) and in females (60%). The lowest and highest lethality rate occurred, respectively, in 2003 (6.25%) and 2006 (20%), predominantly in the 20-to 49-year-old group (36.36%). There was a positive correlation among the number of cases, rainfall and temperature and there was no association between house infestation rate and pendency rate by stratum. Water storage reservoirs have predominated as the main breeding site. Each year, dengue fever incidence in the city of Teresina was higher during the first semester, which is the period of both higher rainfall and house infestation rate. The strategies for fighting the Ae. aegypti have not been efficacious, because the measures taken are not producing the expected epidemiological effects. It is necessary to adopt control measures with a special focus on the reduction of artificial breeding sites, mainly those used for house water storage, which lowers domestic risks associated with the proliferation of vectors.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><font size="2" face="Verdana"><font size="2" face="Verdana"><a name="topo"></a></font></font><font size="4"><b>Aspectos    epidemiol&oacute;gicos e vetoriais da dengue na cidade de Teresina, Piau&iacute;    &#8211; Brasil, 2002 a 2006</b></font></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Epidemiological and vector-related indicators    of dengue fever in Teresina city, Piaui State, Brazil, from 2002 to 2006</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Eridan Soares Coutinho Monteiro<sup>I</sup>;    M&ocirc;nica Elsy Coelho<sup>II</sup>; Iolanda Soares da Cunha<sup>III</sup>;    Maria do Amparo Salmito Cavalcante<sup>IV</sup>; Fernando A&eacute;cio de Amorim    Carvalho<sup>V</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Ger&ecirc;ncia de Zoonoses, Funda&ccedil;&atilde;o    Municipal de Sa&uacute;de, Prefeitura Municipal, Teresina-PI, Brasil    <br>   <sup>II</sup>Ger&ecirc;ncia de Epidemiologia, Funda&ccedil;&atilde;o Municipal de Sa&uacute;de,    Prefeitura Municipal, Teresina-PI, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Diretoria de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria, Secretaria Estadual da Sa&uacute;de,    Teresina-PI, Brasil    <br>   <sup>IV</sup>Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas, Universidade Estadual do Piau&iacute;,    Teresina-PI, Brasil    <br>   <sup>V</sup>Centro de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Universidade Federal do Piau&iacute;,    Teresina-PI, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O objetivo deste estudo &eacute; descrever os    indicadores epidemiol&oacute;gicos e vetoriais da dengue em Teresina-PI, de    2002 a 2006. Utilizou-se dados referentes &agrave; ocorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a,    do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o    (Sinan), monitoramento do <i>Aedes aegypti</i> do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o    de Febre Amarela e Dengue (FAD), al&eacute;m de dados populacionais e do meio    ambiente. A rela&ccedil;&atilde;o entre o n&uacute;mero de casos notificados,    precipita&ccedil;&atilde;o pluviom&eacute;trica e temperatura e entre o &iacute;ndice    de infesta&ccedil;&atilde;o predial e &iacute;ndice de pend&ecirc;ncia foi analisada    pela correla&ccedil;&atilde;o de Spearman. Nesse per&iacute;odo, foram notificados    11.003 casos de dengue, com coeficiente de incid&ecirc;ncia variando de 592,7/100.000    habitantes em 2002 e 19,5/100.000 habitantes em 2004, com maior incid&ecirc;ncia    na faixa et&aacute;ria de 15 a 49 anos (305,5/100.000 habitantes) e maior propor&ccedil;&atilde;o    no sexo feminino (60%). A menor taxa de letalidade ocorreu em 2003 (6,25%) e    a maior em 2006 (20%), com predom&iacute;nio na faixa et&aacute;ria de 20 a    49 anos (36,36%). Foi encontrada correla&ccedil;&atilde;o positiva entre o n&uacute;mero    de casos, pluviosidade e temperatura e n&atilde;o houve associa&ccedil;&atilde;o    entre &iacute;ndice de infesta&ccedil;&atilde;o predial e &iacute;ndice de pend&ecirc;ncia    por estrato. Os dep&oacute;sitos de armazenamento de &aacute;gua para consumo    predominaram como principais criadouros. A dengue na cidade de Teresina apresentou    maior incid&ecirc;ncia no primeiro semestre de cada ano, coincidindo com o per&iacute;odo    de maior &iacute;ndice pluviom&eacute;trico e de infesta&ccedil;&atilde;o predial.    As estrat&eacute;gias de combate ao <i>Ae. aegypti</i> n&atilde;o t&ecirc;m    sido eficazes, pois tais medidas n&atilde;o t&ecirc;m produzido o efeito epidemiol&oacute;gico    desejado, sendo necess&aacute;ria &ecirc;nfase especial na redu&ccedil;&atilde;o    de criadouros artificiais, principalmente aqueles utilizados para armazenamento    de &aacute;gua nos domic&iacute;lios, com a diminui&ccedil;&atilde;o dos riscos    dom&eacute;sticos da prolifera&ccedil;&atilde;o do vetor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Palavras-chave:</b> dengue; &iacute;ndice    de infesta&ccedil;&atilde;o predial; <i>Aedes aegypti</i>; criadouros artificiais.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">This study aims at describing dengue fever epidemiological    and vector-related indicators in Teresina, State of Piaui, Brazil from 2002    to 2006. The analysis has included cases registered in the Information System    for Notifiable Diseases (<i>Sinan</i>), data on the monitoring of the <i>Aedes    aegypti</i> in the Information System for Yellow Fever and Dengue Fever (FAD),    and population and environmental data. The relation among notified cases, rainfall    and temperature as well as between house infestation rate and pendency rate    was analyzed using the Spearman correlation coefficient. In that period, 11,003    dengue fever cases were notified. Incidence rate varied from 592.7/100,000 population    in 2002 to 19.5/100,000 population in 2004, with greater incidence in the 15-to    49-year-old group (305.5/100,000 population) and in females (60%). The lowest    and highest lethality rate occurred, respectively, in 2003 (6.25%) and 2006    (20%), predominantly in the 20-to 49-year-old group (36.36%). There was a positive    correlation among the number of cases, rainfall and temperature and there was    no association between house infestation rate and pendency rate by stratum.    Water storage reservoirs have predominated as the main breeding site. Each year,    dengue fever incidence in the city of Teresina was higher during the first semester,    which is the period of both higher rainfall and house infestation rate. The    strategies for fighting the <i>Ae. aegypti</i> have not been efficacious, because    the measures taken are not producing the expected epidemiological effects. It    is necessary to adopt control measures with a special focus on the reduction    of artificial breeding sites, mainly those used for house water storage, which    lowers domestic risks associated with the proliferation of vectors.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Key words:</b> dengue; house infestation    rate; <i>Aedes aegypti</i>; mosquito breeding sites.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A dengue &eacute; uma doen&ccedil;a infecciosa    causada por um   v&iacute;rus de genoma RNA. S&atilde;o conhecidos quatro sorotipos:   DEN-1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4. Caracteriza-se   por apresentar quadro febril inespec&iacute;fico, classificado   clinicamente como febre do dengue (FD) ou dengue   cl&aacute;ssica, at&eacute; manifesta&ccedil;&otilde;es graves, com hemorragia,   na febre hemorr&aacute;gica do dengue (FHD), e s&iacute;ndrome   do choque do dengue (SCD), podendo levar ao &oacute;bito.   Tem grande repercuss&atilde;o econ&ocirc;mica e social ao afetar   a for&ccedil;a de trabalho, prejudicar o comparecimento   escolar e a organiza&ccedil;&atilde;o do atendimento &agrave; sa&uacute;de.<sup>1-3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O principal vetor do v&iacute;rus da dengue    &eacute; o mosquito <i>Aedes aegypti</i>, que se encontra adaptado ao ambiente    dom&eacute;stico e associado ao crescimento demogr&aacute;fico, como tamb&eacute;m    aos interc&acirc;mbios internacionais. Estes fatores, assim como as varia&ccedil;&otilde;es    na pluviosidade e temperatura do ambiente, favorecem a dispers&atilde;o do mosquito    e dissemina&ccedil;&atilde;o dos sorotipos virais, na medida em que as popula&ccedil;&otilde;es    humanas disp&otilde;em de recipientes prop&iacute;cios &agrave; reprodu&ccedil;&atilde;o    do vetor.<sup>1,4-6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No Brasil, faz-se refer&ecirc;ncia &agrave;    dengue desde o ano   de 1846, com epidemias no Rio de Janeiro, Salvador   e S&atilde;o Paulo. Na d&eacute;cada de 80 houve epidemias nos   Estados de Roraima, Minas Gerais, S&atilde;o Paulo, Bahia,   Pernambuco, Cear&aacute;, Alagoas e Rio de Janeiro. Neste   &uacute;ltimo, ocorreu uma epidemia em 1986, quando circulou   o sorotipo DEN-1 e a dengue adquiriu import&acirc;ncia   epidemiol&oacute;gica. Esse sorotipo logo atingiu a Regi&atilde;o   Nordeste e a doen&ccedil;a se tornou end&ecirc;mica no Brasil,   intercalando-se epidemias, geralmente associadas &agrave;   introdu&ccedil;&atilde;o de novos sorotipos em &aacute;reas anteriormente   indenes.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em decorr&ecirc;ncia do processo de endemiza&ccedil;&atilde;o    da   dengue no Brasil, ap&oacute;s sua reemerg&ecirc;ncia h&aacute; 26 anos,   vem ocorrendo uma mudan&ccedil;a em sua distribui&ccedil;&atilde;o   et&aacute;ria, havendo um progressivo aumento da incid&ecirc;ncia   em menores de 15 anos. Ao mesmo tempo, tem   havido tamb&eacute;m um aumento da incid&ecirc;ncia das formas   graves da doen&ccedil;a,<sup>7,8</sup> tend&ecirc;ncia de comportamento   j&aacute; evidenciada na epidemia que ocorreu no Rio de   Janeiro em 2008.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No Piau&iacute;, a presen&ccedil;a do <i>Ae.        aegypti</i> foi confirmada em 1986 e, em 1994, levantamentos entomol&oacute;gicos         realizados pela Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de (Funasa)         confirmaram  a presen&ccedil;a do mosquito no Munic&iacute;pio de Teresina-PI.         Nesse mesmo  ano, foram notificados os primeiros casos aut&oacute;ctones         de dengue, confirmando-se  a primeira epidemia em 1996. No ano de 1998         foi detectada a maior epidemia,  com registro de 10.081 casos e quatro &oacute;bitos.         Os primeiros testes de  isolamento viral foram realizados a partir do         ano 2000, quando foi confirmada  a circula&ccedil;&atilde;o do sorotipo         DEN-1. Em 2001 detectou-se o sorotipo  DEN-2. No ano seguinte, confirmou-se         a circula&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s    sorotipos: DEN-1 DEN-2 e DEN-3.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Apesar dos esfor&ccedil;os das autoridades sanit&aacute;rias    para   o seu controle, trata-se ainda de uma doen&ccedil;a com elevada   incid&ecirc;ncia no Brasil e no mundo.<sup>9</sup> No Munic&iacute;pio   de Teresina, epidemias consecutivas e ininterruptas   v&ecirc;m ocorrendo, com anos epid&ecirc;micos e surtos de   menor propor&ccedil;&atilde;o, o que causa uma sobrecarga na   rede de sa&uacute;de p&uacute;blica de atendimento e alto custo   financeiro e social. Os m&eacute;todos de combate ao vetor   recomendados pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS), tais   como pesquisa entomol&oacute;gica, tratamento, manejo ambiental   e participa&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria<sup>10</sup> foram aplicados,   entretanto n&atilde;o foram suficientes para impedir o avan&ccedil;o   da doen&ccedil;a que tem se tornado progressivamente mais   grave com aumento significativo de complica&ccedil;&otilde;es. Por   fim, sendo a dengue um grande problema de sa&uacute;de   p&uacute;blica para o munic&iacute;pio, decidiu-se realizar este   trabalho com o objetivo de descrever os indicadores   epidemiol&oacute;gicos e vetoriais da doen&ccedil;a no Munic&iacute;pio   de Teresina, no per&iacute;odo de 2002 a 2006.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A pesquisa foi realizada na cidade de Teresina,      localizada a 72,7m acima do n&iacute;vel do mar, onde ocupa uma &aacute;rea       de 1.755,7km<sup>2</sup>. Apresenta clima tropical sub&uacute;mido quente,       com  precipita&ccedil;&atilde;o anual de 1.339mm<sup>3</sup>, temperatura       m&eacute;dia    de 28,6<sup>o</sup>C e umidade relativa do ar m&eacute;dia de 70%. Segundo   o Instituto Brasileiro  de Geografia e Estat&iacute;stica (IBGE), sua popula&ccedil;&atilde;o   foi estimada  em 815.060 habitantes para o ano de 2006, dos quais 94% residiam   na zona urbana.  Possui 124 bairros divididos administrativamente em tr&ecirc;s   Coordena&ccedil;&otilde;es    Regionais de Sa&uacute;de (CRS): Centro-Norte, Sul e Leste-Sudeste, contemplando    um total de 261.468 im&oacute;veis (residenciais, comerciais e terrenos baldios).     Cerca de 95% dos bairros t&ecirc;m servi&ccedil;o de abastecimento de &aacute;gua,      embora exista intermit&ecirc;ncia em alguns deles. Apenas 13% da &aacute;rea       urbana s&atilde;o cobertos por esgotamento sanit&aacute;rio. A coleta de       lixo    &eacute; feita em dias alternados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Trata-se de um estudo epidemiol&oacute;gico    ecol&oacute;gico,   realizado com dados secund&aacute;rios referentes ao per&iacute;odo   de 2002 a 2006. Os dados foram obtidos pelo   Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o   (Sinan), administrado pela Ger&ecirc;ncia de Epidemiologia   (Geepi) e do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Febre Amarela   e Dengue (FAD), sob administra&ccedil;&atilde;o da Ger&ecirc;ncia de   Zoonoses (Gezoon). Ambas as ger&ecirc;ncias comp&otilde;em   a estrutura organizacional da Funda&ccedil;&atilde;o Municipal   de Sa&uacute;de (FMS), &oacute;rg&atilde;o gestor das a&ccedil;&otilde;es de    sa&uacute;de no   &acirc;mbito do Munic&iacute;pio de Teresina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Informa&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave;    m&eacute;dia mensal de temperatura   e precipita&ccedil;&atilde;o pluviom&eacute;trica foram fornecidas   pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente do Estado   do Piau&iacute; (Semam/PI). As estimativas populacionais   empregadas como denominadores para o c&aacute;lculo do   coeficiente de incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a foram obtidos   no IBGE, disponibilizadas pelo Departamento de   Inform&aacute;tica e Informa&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de   (Datasus).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Com rela&ccedil;&atilde;o aos aspectos epidemiol&oacute;gicos,    foram   analisadas as seguintes caracter&iacute;sticas: idade, sexo   e escolaridade do paciente; classifica&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica e   crit&eacute;rio de classifica&ccedil;&atilde;o dos casos notificados. Foram   inclu&iacute;dos todos os casos notificados de residentes no   Munic&iacute;pio de Teresina. Na distribui&ccedil;&atilde;o por CRS foram   exclu&iacute;dos os casos de bairros n&atilde;o classificados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto aos aspectos vetoriais, foram descritos    os valores do &Iacute;ndice de Infesta&ccedil;&atilde;o Predial (IIP) por ciclo    de trabalho, tipo de criadouro e &iacute;ndice de pend&ecirc;ncia (IP) de 2004    a 2006 para cada CRS. Utilizaram-se os dados de IIP agregados por estratos por    indisponibilidade de dados referentes a cada bairro, uma vez que os resultados    das investiga&ccedil;&otilde;es de campo foram registrados no sistema pelo &quot;Resumo    do Boletim de Campo e de Laborat&oacute;rio&quot;, segundo Manual do LIRAa,    pg.58, onde todos os registros foram feitos por estrato e n&atilde;o por localidade.    O &iacute;ndice de infesta&ccedil;&atilde;o predial (IIP) corresponde &agrave;    propor&ccedil;&atilde;o de im&oacute;veis com larvas do <i>Ae. aegypti</i> em    rela&ccedil;&atilde;o ao total de im&oacute;veis inspecionados e o IP ao percentual    de im&oacute;veis n&atilde;o visitados (recusas e fechados) para cada estrato.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O IIP &eacute; resultante do trabalho de monitoramento      realizado pela Gezoon a partir da pesquisa de larva de <i>Ae. aegypti</i> em       10% dos im&oacute;veis visitados. De acordo com normas do Minist&eacute;rio        da Sa&uacute;de, o IIP &eacute; classificado em: satisfat&oacute;rio        (&#60;1%),    situa&ccedil;&atilde;o de alerta (1% a 3,9%) e risco de surto (&#62;3,9%).<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A cidade foi dividida em 327 &aacute;reas, cada    uma com um total de 800 a 1.000 im&oacute;veis. Para efeito de distribui&ccedil;&atilde;o,    essas &aacute;reas foram agrupadas em 28 &quot;estratos&quot;. Foram realizados    cinco ciclos de levantamento larv&aacute;rio por ano. Cada ciclo de trabalho    correspondeu aos meses de janeiro/fevereiro, mar&ccedil;o/abril, maio/junho,    agosto/setembro e outubro/novembro.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Os criadouros foram classificados em dez categorias,      de acordo com o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es de Febre Amarela e      Dengue  (FAD/Funasa/MS), vers&atilde;o 13.8, quais sejam: a) pneu; b) tambor/tanque/tina/tonel/dep&oacute;sito      de barro; c) vaso de planta; d) material de constru&ccedil;&atilde;o/pe&ccedil;as       de carro; e) garrafa/lata/pl&aacute;stico; f) po&ccedil;o/cisterna/ cacimba;        g) caixa d'&aacute;gua; h) recipiente natural; i) outros (lajes, calhas        e flores);  j) armadilhas.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A correla&ccedil;&atilde;o de Spearman foi utilizada    para analisar a associa&ccedil;&atilde;o entre pluviosidade e temperatura, em    rela&ccedil;&atilde;o &agrave; incid&ecirc;ncia de casos da doen&ccedil;a por    ano, IIP e a pend&ecirc;ncia por estrato. A signific&acirc;ncia estat&iacute;stica    foi verificada quando o valor de &quot;p&quot; foi menor do que 0,05.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Analisaram-se os dados utilizando-se os programas   TABWIN vers&atilde;o 3.0.1 Beta, Microsoft Excel e o   Statistica 5.05.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No per&iacute;odo de 2002 a 2006 foram registrados    11.003 casos de dengue no Munic&iacute;pio de Teresina, com maior incid&ecirc;ncia    no ano de 2002 (592,7/100.000 habitantes) e menor incid&ecirc;ncia em 2004 (19,5/100.000    habitantes), correspondendo a uma m&eacute;dia de 2.200 casos para cada ano    (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Verificou-se que a faixa de 15 a 49 anos foi a    mais acometida, com incid&ecirc;ncia de 305,5/100.000 habitantes. Constatou-se    que aproximadamente 60% dos casos ocorreram no sexo feminino, com incid&ecirc;ncia    de 306,9/100.000 mulheres e, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escolaridade,    o maior percentual de casos de dengue foi observado para a popula&ccedil;&atilde;o    com quatro a sete anos de estudo.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n4/4a06t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> A propor&ccedil;&atilde;o de casos de dengue    confirmados por crit&eacute;rio laboratorial variou de 5,85%, em 2002 a 92,56%    em 2005, e no ano de 2006, de 46,89%; destaca-se o ano de 2005, onde quase todos    os casos foram confirmados por crit&eacute;rio laboratorial. Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o final, predominaram os casos de dengue    cl&aacute;ssico (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n4/4a06t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As formas cl&iacute;nicas FHD e SCD s&atilde;o    mais graves e   causaram, no per&iacute;odo de estudo, 11 &oacute;bitos, com taxa de   letalidade de 6,25%, em 2003; 12,5%, em 2005; e 20%,   em 2006. N&atilde;o foi poss&iacute;vel calcular a letalidade para os   anos de 2002 e 2004 por poss&iacute;veis falhas no registro de   dados junto ao Sinan, tais como: fichas de investiga&ccedil;&atilde;o   com campos em branco; incongru&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es   e classifica&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o correspondia com a evolu&ccedil;&atilde;o   do caso. Os &oacute;bitos distribu&iacute;ram-se nas seguintes faixas   et&aacute;rias: menor de 15 anos, tr&ecirc;s (27,28%); 20 a 49   anos, quatro (36,36%); 50 a 79 anos, dois (18,18%),   e maior de 79 anos, dois (18,18%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Observou-se maior incid&ecirc;ncia de casos    no primeiro semestre de cada ano, coincidindo com o per&iacute;odo chuvoso,    apresentando maior incid&ecirc;ncia nos meses de mar&ccedil;o a maio, para os    anos de 2002 e 2003 e entre junho e agosto nos anos de 2005 e 2006 (<a href="#f1">Figura    1</a>). Houve uma correla&ccedil;&atilde;o positiva, ao longo dos anos, com    a precipita&ccedil;&atilde;o pluviom&eacute;trica em 2002 (r=0,68, p&#60;0,001);    2003 (r=0,72, p&#60;0,001); 2004 (r=0,84, p&#60;0,001); 2005 (r=0,79, p&#60;0,001)    e 2006 (r=0,86, p=0,001); e com a temperatura: 2002 (r=0,88, p&#60;0,001); 2003    (r=0,86, p&#60;0,001); 2004 (r=0,79, p&#60;0,001); 2005 (r=0,81, p&#60;0,001)    e 2006 (r=0,84, p&#60;0,001).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="f1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n4/4a06f1.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#f2">Figura 2</a> mostra a varia&ccedil;&atilde;o    do IIP durante os anos de 2004 a 2006. Observa-se que os mais altos IIP concentram-se    nos primeiros meses de cada ano, coincidindo com os maiores &iacute;ndices de    precipita&ccedil;&atilde;o pluviom&eacute;trica, com decl&iacute;nio a partir    do 3<sup>o</sup> ciclo: maio/junho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="f2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n4/4a06f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Na <a href="#f3">Figura 3</a>, observa-se que    alguns estratos apresentam &iacute;ndice m&eacute;dio de infesta&ccedil;&atilde;o    predial (IIP), considerando-se os tr&ecirc;s anos de registro, que variam de    0,24% (para o estrato 3) a 2,07% (estrato13). No estrato 3 verificou-se uma    pend&ecirc;ncia m&eacute;dia de 5,23% e de 8,04% para o estrato 13. A <a href="#f3">Figura    3</a> sugere que esses dois estratos apresentam uma rela&ccedil;&atilde;o direta    entre o &iacute;ndice de pend&ecirc;ncia e o de infesta&ccedil;&atilde;o predial.    O menor &iacute;ndice de pend&ecirc;ncia (2,12%) foi verificado no estrato 27,    que apresentou &iacute;ndice de infesta&ccedil;&atilde;o predial de apenas 0,38%,    sugerindo que esses fatores podem ter uma rela&ccedil;&atilde;o direta entre    si. Entretanto, quando se analisa o estrato 14, observa-se que ele apresenta    o maior &iacute;ndice de pend&ecirc;ncia (9,56%) e, no entanto, apresentou um    baixo &iacute;ndice de infesta&ccedil;&atilde;o predial (0,66%). Obviamente,    essa an&aacute;lise carece de maiores informa&ccedil;&otilde;es, pois ao realizar    a correla&ccedil;&atilde;o entre IIP e IP n&atilde;o se observou associa&ccedil;&atilde;o    entre os mesmos (r =-0,11 p&#62;0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="f3"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n4/4a06f3.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando os bairros foram agrupados por CRS, observou-    se que a Centro Norte apresentou o menor IIP e de IP para os tr&ecirc;s anos    (2004 a 2006) registrados nos sistema LIRAa e FAD, com o maior n&uacute;mero    de casos (n=3.364) e 3,5 vezes mais &oacute;bitos (n=7) do que as demais CRS    (<a href="#t3">Tabela 3</a>). A an&aacute;lise do IIP foi realizada por estratos/CRS    por indisponibilidade de informa&ccedil;&otilde;es por localidade. A necessidade    dessa desagrega&ccedil;&atilde;o foi identificada no momento desse estudo e    a informa&ccedil;&atilde;o foi repassada a Gezoon, que a partir de 2008 passou    a fazer os registros por localidade em planilhas de Excel, possibilitando assim    a an&aacute;lise do IIP por bairro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t3"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n4/4a06t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A <a href="#t4">Tabela 4</a> apresenta a distribui&ccedil;&atilde;o    proporcional dos tipos de criadouros identificados segundo CRS e ano. Os criadouros    do tipo B, E e I predominaram em todas as CRS em todo o per&iacute;odo, sendo    que no ano de 2006 observou-se com maior frequ&ecirc;ncia na CRS Sul os tipos    B, C e E; na Leste/Sudeste A, B e E e na Centro/Norte B, E e I.</font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v18n4/4a06t4.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os dados obtidos neste estudo mostram que os   casos de dengue foram significativamente mais frequente   na esta&ccedil;&atilde;o chuvosa. No final desta esta&ccedil;&atilde;o e   durante todo o per&iacute;odo seco, houve uma diminui&ccedil;&atilde;o   na incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a. Resultados semelhantes foram   encontrados em S&atilde;o Lu&iacute;s-MA, Salvador-BA e S&atilde;o   Sebasti&atilde;o-SP.<sup>5,13,14</sup> Aproximadamente 60% dos casos   ocorreram no sexo feminino, corroborando com os   resultados encontrados em S&atilde;o Sebasti&atilde;o, Aragua&iacute;na-TO,   Bel&eacute;m-PA e no M&eacute;xico,<sup>8,15-17</sup> situa&ccedil;&atilde;o   justificada pelos autores devido a maior perman&ecirc;ncia da mulher no intra   e peridomic&iacute;lio,    onde ocorre, predominantemente,   a transmiss&atilde;o. Entretanto, sem apontar causas,   Gon&ccedil;alves Neto e Rebelo n&atilde;o encontraram diferen&ccedil;as   significativas entre sexo masculino e feminino no   Munic&iacute;pio de S&atilde;o Luis.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quanto &agrave; distribui&ccedil;&atilde;o da    doen&ccedil;a por grupo   et&aacute;rio, ocorreram casos em todas as faixas, com   maior concentra&ccedil;&atilde;o nas idades entre 15 e 49 anos,   assemelhando-se a estudos realizados em Salvador e   S&atilde;o Lu&iacute;s.<sup>14,18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As condi&ccedil;&otilde;es clim&aacute;ticas    caracterizadas pela precipita&ccedil;&atilde;o   pluviom&eacute;trica, temperatura elevada e umidade   do ar, em geral mostram rela&ccedil;&atilde;o positiva com   a transmiss&atilde;o da dengue.<sup>5,19</sup> No per&iacute;odo em estudo,   observou-se uma correla&ccedil;&atilde;o positiva forte entre a   incid&ecirc;ncia de casos, pluviosidade e temperatura,   diferindo, em parte, dos resultados encontrados em   S&atilde;o Lu&iacute;s,<sup>18</sup> onde se observou correla&ccedil;&atilde;o negativa    com   a temperatura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os casos de dengue notificados t&ecirc;m sua    classifica&ccedil;&atilde;o   a partir de par&acirc;metros laboratoriais ou cl&iacute;nico-epidemiol&oacute;gicos.   Em per&iacute;odos de epidemias, o Minist&eacute;rio   da Sa&uacute;de preconiza a realiza&ccedil;&atilde;o de sorologia para 10%   dos casos suspeitos de dengue e 100% para os casos   graves.<sup>9</sup> Os resultados mostram que nos anos de 2002   e 2003 tais par&acirc;metros n&atilde;o foram alcan&ccedil;ados, o que   pode representar subnotifica&ccedil;&atilde;o dos casos graves,   como tamb&eacute;m superestimar o n&uacute;mero de casos de   dengue.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maioria dos casos de dengue notificados em   Teresina foi classificada como febre do dengue (FD). No ano de 2004 n&atilde;o    houve registro de casos de febre   hemorr&aacute;gica do dengue (FHD), nem de s&iacute;ndrome do   choque do dengue (SCD), enquanto no ano de 2006,   houve 26 e tr&ecirc;s casos dessas formas, respectivamente.   Talvez esse aumento do n&uacute;mero de casos para outras   formas cl&iacute;nicas da dengue seja em consequ&ecirc;ncia de   um melhor diagn&oacute;stico laboratorial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maior taxa de letalidade foi registrada no    ano de   2006 (20%), considerada muito alta quando comparada   com a preconizada pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, n&atilde;o   superior a 1%. O maior percentual de &oacute;bito ocorreu   na faixa et&aacute;ria de 20 a 49 anos (36,36%), semelhante   ao estudo realizado em Recife-PE,<sup>20</sup> seguida pela faixa   et&aacute;ria de menores de 15 anos (27,27%).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Partindo do pressuposto de que a vigil&acirc;ncia    entomol&oacute;gica atua com o conceito de risco, a distribui&ccedil;&atilde;o    e densidade dos vetores s&atilde;o par&acirc;metros fundamentais para alcan&ccedil;ar    esse objetivo.<sup>21</sup> Os resultados dessa an&aacute;lise mostram que o    <i>Ae. aegypti</i> encontra-se distribu&iacute;do de forma desigual nas tr&ecirc;s    CRS, sendo que o menor IIP e a maior transmiss&atilde;o foram registrados na    CRS Centro/Norte. Acredita-se que o grande n&uacute;mero de lagoas na regi&atilde;o    dessa CRS, com concentra&ccedil;&atilde;o de lixo em suas margens, possa ter    influenciado na dissocia&ccedil;&atilde;o entre incid&ecirc;ncia e infesta&ccedil;&atilde;o,    suspeita que dever&aacute; ser investigada oportunamente. O IIP geral de cada    ano variou de acordo com a flutua&ccedil;&atilde;o do regime pluvial, entre    situa&ccedil;&atilde;o de alerta (IIP&#62;1% e &#60;3,9%) e satisfat&oacute;ria    (IIP&#60;1%). Observou-se maior IIP no primeiro semestre de cada ano, diferindo    de resultados encontrados em S&atilde;o Sebasti&atilde;o-SP e S&atilde;o Luis-MA,    <sup>5,13</sup> os quais demonstram elevada densidade vetorial nos primeiros    e &uacute;ltimos meses do ano. O IIP foi semelhante nos tr&ecirc;s anos de estudo,    com valores acima de 1% (valor de refer&ecirc;ncia) nos dois primeiros ciclos,    justificando, assim, uma avalia&ccedil;&atilde;o das medidas de controle at&eacute;    ent&atilde;o empregadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O IP foi vari&aacute;vel entre os estratos.    Entretanto, n&atilde;o   foi encontrada correla&ccedil;&atilde;o positiva com o IIP. Essa   pend&ecirc;ncia se deve em parte aos im&oacute;veis fechados e   recusas. Levando em considera&ccedil;&atilde;o que 100% dos im&oacute;veis   t&ecirc;m que ser tratados, essa pend&ecirc;ncia tem evidente   implica&ccedil;&atilde;o para as estrat&eacute;gias de controle adotadas   na cidade, uma vez que os im&oacute;veis fechados podem   abrigar focos do vetor e n&atilde;o serem identificados em   tempo h&aacute;bil. Trabalho realizado em Ribeir&atilde;o Preto-SP   demonstra que a recusa se d&aacute; pela desconfian&ccedil;a de   roubo, problema de racismo e a presen&ccedil;a constante   do servi&ccedil;o na casa. Em condom&iacute;nios de pr&eacute;dios o problema   &eacute; a restri&ccedil;&atilde;o da entrada, obrigando os agentes   a se adequar a hor&aacute;rios impostos.<sup>22</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Assim como em outras cidades do Brasil,<sup>18,    21-23</sup> como principais criadouros preferenciais do <i>Ae. aegypti</i> em    Teresina encontraram-se os criadouros do tipo B. Esse tipo de criadouro &eacute;    muito comum em domic&iacute;lios, valendo-se de recipientes improvisados, onde    o abastecimento de &aacute;gua &eacute; intermitente e os propriet&aacute;rios    n&atilde;o tem o cuidado de mant&ecirc;-los devidamente fechados. Apesar de    estudos mostrarem correla&ccedil;&atilde;o positiva entre o tamanho de criadouros    e produtividade em rela&ccedil;&atilde;o ao <i>Aedes Albopictus</i>,<sup>24</sup>    na cidade de Teresina estes criadouros parecem apresentar maior import&acirc;ncia    como mantenedores da infesta&ccedil;&atilde;o, contribuindo para a gera&ccedil;&atilde;o    de focos em criadouros tempor&aacute;rios (garrafas, latas, pl&aacute;sticos,    lajes, calhas, flores, pe&ccedil;as de carro), dependentes de chuva, o que pode    justificar o aumento da infesta&ccedil;&atilde;o somente no per&iacute;odo chuvoso.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A dengue na cidade de Teresina apresentou um    padr&atilde;o sazonal com maior incid&ecirc;ncia no per&iacute;odo chuvoso;    verificou-se rela&ccedil;&atilde;o positiva entre o n&uacute;mero de casos de    dengue e o aumento da precipita&ccedil;&atilde;o pluviom&eacute;trica e da temperatura    em cada ano. O g&ecirc;nero feminino e a faixa et&aacute;ria de 15 a 49 anos    foram as mais acometidas, com alta letalidade, variando de 6,25% (2002) e 20%    (2006), com 36,36% dos &oacute;bitos na faixa et&aacute;ria de 20 a 49 anos.    Os mais altos IIP coincidem com os maiores &iacute;ndices de precipita&ccedil;&atilde;o    pluviom&eacute;trica. N&atilde;o foi observada associa&ccedil;&atilde;o entre    o IIP e IP e os criadouros tipo &quot;B&quot; predominaram durante todo o ano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As estrat&eacute;gias de combate ao vetor n&atilde;o    t&ecirc;m sido   eficazes, pois essas medidas n&atilde;o t&ecirc;m produzido o efeito   epidemiol&oacute;gico desejado, sendo necess&aacute;ria ado&ccedil;&atilde;o   de estrat&eacute;gias de controle com &ecirc;nfase especial na   redu&ccedil;&atilde;o de criadouros, com a diminui&ccedil;&atilde;o dos riscos   dom&eacute;sticos da prolifera&ccedil;&atilde;o do vetor.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">Agradecimentos</font></b></font></p>     <p><font size="3"><b><font face="Verdana"></font></b></font><font size="2" face="Verdana">    Ao enfermeiro M&aacute;rcio D&ecirc;nis Medeiros Mascarenhas,   pela leitura cr&iacute;tica dos originais e sugest&otilde;es;   e ao Prof. Dr. Marcos Ant&ocirc;nio da Mota Ara&uacute;jo, pela   realiza&ccedil;&atilde;o dos testes estat&iacute;sticos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. Torres EM. Dengue. Rio de Janeiro: Fiocruz;    2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. Duarte HHP, Fran&ccedil;a EB. Qualidade dos    dados   da vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica da dengue em   Belo Horizonte, MG. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica   2006;40(1):134-142.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. Braga IA, Valle D. <i>Aedes aegypti</i>:    hist&oacute;rico do controle no Brasil. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de    2007;16(2):113-118.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 4. Donal&iacute;sio MR, Glasser CM. Vigil&acirc;ncia    entomol&oacute;gica e   controle de vetores do dengue. Revista Brasileira de   Epidemiologia 2002;5(3):259-272.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 5. Ribeiro AF, Marque GRAM, Voltolini JC, Condino    MLF.   Associa&ccedil;&atilde;o entre incid&ecirc;ncia de dengue e vari&aacute;veis   clim&aacute;ticas. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 2006;   40(4):671-676.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Anyamba A, Chretien JP, Small J, Tucker CJ,    Linthicum   KJ. Developing global climate anomalies suggest   potential disease risks for 2006-2007. International   Journal of Health Geographic 2006;5:60.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 7. Rocha LA, Tauil PL. Dengue em crian&ccedil;a:    aspectos   cl&iacute;nicos e epidemiol&oacute;gicos, Manaus, Estado do   Amazonas, no per&iacute;odo de 2006 e 2007. Revista   da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical   2009;42(1):18-22.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Barreto ML, Teixeira MG. Dengue no Brasil:    situa&ccedil;&atilde;o   epidemiol&oacute;gica e contribui&ccedil;&otilde;es para uma agenda de   pesquisa. Estudos Avan&ccedil;ados 2008;22(64):53-72.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 9. 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<body><![CDATA[<br>   CEP 64049-550    <br>   <i> E-mail</i>:<a href="mailto:famorim@ufpi.edu.br">famorim@ufpi.edu.br</a>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 11/11/2008    <br>   Aprovado em 13/07/2009</font></p>      ]]></body><back>
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