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<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Protocolo para tratamento de raiva humana no Brasil]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Ministério da Saúde Secretaria de Vigilância em Saúde ]]></institution>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>RELAT&Oacute;RIO<a name="topo"></a></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Protocolo para tratamento de raiva humana no Brasil</b> </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Departamento de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Secretaria   de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,   Bras&iacute;lia-DF, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A raiva &eacute; uma encefalite viral aguda, transmitida por mam&iacute;feros   com letalidade de aproximadamente 100%,   considerada um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica, principalmente em pa&iacute;ses   em desenvolvimento.<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2004, nos Estados Unidos, foi feito o primeiro     relato, na literatura internacional, de cura da raiva em   paciente que n&atilde;o recebeu vacina. Nesse caso, foi realizado um tratamento   baseado na utiliza&ccedil;&atilde;o de antivirais e   seda&ccedil;&atilde;o profunda, denominado de Protocolo de Milwaukee.<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em 2008, no Brasil, na Unidade de Terapia Intensiva     do Servi&ccedil;o de Doen&ccedil;as   Infecciosas do Hospital Universit&aacute;rio   Oswaldo Cruz da Universidade de Pernambuco, em Recife-PE, um tratamento semelhante   ao utilizado na   paciente norteamericana foi aplicado em um jovem de 15 anos de idade, mordido   por um morcego hemat&oacute;fago,   tendo como resultados a elimina&ccedil;&atilde;o viral (<i>clearance </i>viral)   e a recupera&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A primeira cura de raiva humana no Brasil, bem     como o sucesso terap&ecirc;utico   da paciente dos Estados Unidos,   abriram novas perspectivas para o tratamento desta doen&ccedil;a, considerada   at&eacute; ent&atilde;o letal. Diante disso, o Minist&eacute;rio   da Sa&uacute;de reuniu especialistas no assunto e elaborou o primeiro protocolo   brasileiro de tratamento para raiva   humana baseado no protocolo americano de Milwaukee.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Esse protocolo tem como objetivo orientar a     condu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica   de pacientes suspeitos de raiva, na tentativa de   reduzir a mortalidade dessa doen&ccedil;a.<sup>4</sup> Devido o caso ter sido tratado   na cidade de Recife-PE e ter sido a primeira   experi&ecirc;ncia bem sucedida no Brasil, esse protocolo foi denominado <b>Protocolo   de Recife</b>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Crit&eacute;rios de inclus&atilde;o e exclus&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este protocolo de tratamento est&aacute; recomendado para todo paciente com   suspeita cl&iacute;nica de raiva, que tenha   v&iacute;nculo epidemiol&oacute;gico e profilaxia antirr&aacute;bica inadequada. &Eacute; importante   que seja aplicado um termo de consentimento   livre e esclarecido para a sua utiliza&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Suspeita cl&iacute;nica de Raiva Humana</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Per&iacute;odo de incuba&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Vari&aacute;vel, podendo ser de um m&ecirc;s a um ano; a maioria dos casos   ocorre entre duas semanas a tr&ecirc;s meses   ap&oacute;s a agress&atilde;o.<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Pr&oacute;dromos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dura&ccedil;&atilde;o de dois a quatro dias, s&atilde;o inespec&iacute;ficos:   mal-estar geral, pequeno aumento de temperatura, anorexia,   cefal&eacute;ia, n&aacute;useas, dor de garganta, entorpecimento, irritabilidade,   inquietude e sensa&ccedil;&atilde;o de ang&uacute;stia. Podem   ocorrer hiperestesia e parestesia no trajeto de nervos perif&eacute;ricos,   pr&oacute;ximos ao local da mordedura, e altera&ccedil;&otilde;es   de comportamento.<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Fase neurol&oacute;gica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apresenta-se em duas formas cl&aacute;ssicas da doen&ccedil;a: furiosa (relacionada   principalmente com v&iacute;rus transmitidos   por can&iacute;deos) e a paral&iacute;tica (associada, na maioria dos casos,   a v&iacute;rus transmitidos por morcegos).<sup>1,2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Forma furiosa</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A infec&ccedil;&atilde;o progride com manifesta&ccedil;&otilde;es de ansiedade   e hiperexcitabilidade crescentes, febre, del&iacute;rios, espasmos   musculares involunt&aacute;rios, generalizados e/ou convuls&otilde;es. Espasmos   dos m&uacute;sculos da laringe, faringe e l&iacute;ngua   ocorrem quando o paciente v&ecirc; ou tenta ingerir l&iacute;quido (hidrofobia),   apresentando concomitantemente sialorr&eacute;ia   intensa, disfagia, aerofobia, hiperacusia, fotofobia.<sup>1,2</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Forma paral&iacute;tica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ocorre parestesia, dor e prurido no s&iacute;tio da mordedura, evoluindo com   paralisia muscular fl&aacute;cida precoce.   Em geral a sensibilidade &eacute; preservada. A febre tamb&eacute;m &eacute; marcante,   geralmente elevada e intermitente. O quadro   de paralisia leva a altera&ccedil;&otilde;es cardiorespirat&oacute;rias, reten&ccedil;&atilde;o   urin&aacute;ria, obstipa&ccedil;&atilde;o intestinal; embora se observem   espasmos musculares (especialmente laringe e faringe), n&atilde;o se observa   claramente a hidrofobia, e a consci&ecirc;ncia   &eacute; preservada na maioria dos casos.<sup>1,2</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A <b>disautonomia </b>(bradicardia, bradiarritmia,    taquicardia, taquiarritmia, hipo ou hipertens&atilde;o arterial) e insufici&ecirc;ncia    respirat&oacute;ria s&atilde;o as principais causas de morte, podendo ocorrer    nas duas formas. Sem suporte cardiorespirat&oacute;rio, o paciente evolui a    &oacute;bito entre cinco a sete dias na forma furiosa e at&eacute; 14 dias na    forma paral&iacute;tica.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>V&iacute;nculo epidemiol&oacute;gico</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Paciente com manifesta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica sugestiva de raiva,   COM antecedentes de exposi&ccedil;&atilde;o de at&eacute; um ano a uma   prov&aacute;vel fonte de infec&ccedil;&atilde;o OU procedente de regi&otilde;es   com comprovada circula&ccedil;&atilde;o de v&iacute;rus r&aacute;bico.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Profilaxia antirr&aacute;bica inadequada</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Paciente que n&atilde;o recebeu o esquema de p&oacute;s-exposi&ccedil;&atilde;o   antirr&aacute;bico; OU que recebeu o esquema de p&oacute;s-exposi&ccedil;&atilde;o   incompleto, conforme as normas t&eacute;cnicas de profilaxia da raiva humana   OU paciente que n&atilde;o recebeu o   esquema de p&oacute;s-exposi&ccedil;&atilde;o em tempo oportuno.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Crit&eacute;rios de exclus&atilde;o ao protocolo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Paciente   sem hist&oacute;ria de febre; OU com hist&oacute;ria de doen&ccedil;a   superior a 14 dias; OU com doen&ccedil;a que n&atilde;o tenha v&iacute;nculo   epidemiol&oacute;gico com a raiva; OU com esquema profil&aacute;tico de p&oacute;s-exposi&ccedil;&atilde;o   completo em tempo oportuno; OU confirmada outra doen&ccedil;a (ver diagn&oacute;stico   diferencial) OU pacientes com doen&ccedil;a associada grave ou incur&aacute;vel,   ou com sequela neurol&oacute;gica pr&eacute;via limitante, ou que o investimento   terap&ecirc;utico seja contra-indicado. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Diagn&oacute;stico</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Diagn&oacute;stico diferencial</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Doen&ccedil;as infecciosas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outras encefalites virais, especialmente as     causadas por outros rabdov&iacute;rus   e arbov&iacute;rus; enteroviroses; t&eacute;tano;   pasteureloses por mordedura de gato e de c&atilde;o; infec&ccedil;&atilde;o   por v&iacute;rus B (<i>Herpesvirus simiae</i>) por mordedura de   macaco; botulismo; febre por mordida de rato (SOD&Oacute;KU); febre por arranhadura   de gato (linforreticulose benigna   de inocula&ccedil;&atilde;o); e tularemia.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Doen&ccedil;as n&atilde;o infecciosas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">S&iacute;ndrome de Guillain-Barr&eacute;; encefalomielite difusa aguda (ADEM);   intoxica&ccedil;&otilde;es; quadros psiqui&aacute;tricos, encefalite   p&oacute;s-vacinal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Diagn&oacute;stico espec&iacute;fico da Raiva</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O diagn&oacute;stico laboratorial da raiva <i>ante-mortem </i>pode     ser realizado atrav&eacute;s da identifica&ccedil;&atilde;o do ant&iacute;geno r&aacute;bico   pela t&eacute;cnica de imunofluoresc&ecirc;ncia direta (IFD) em decalques de   c&eacute;lulas de c&oacute;rnea (Cornea Test), na bi&oacute;psia da   pele da regi&atilde;o da nuca (fol&iacute;culo piloso) ou da saliva.<sup>6,7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As t&eacute;cnicas de biologia molecular, como o RT-PCR e a semi-nested RT-PCR   representam, na atualidade, importantes   instrumentos para o diagn&oacute;stico <i>ante-mortem </i>a partir da saliva,   do fol&iacute;culo piloso e do l&iacute;quido cefalorraquidiano   (LCR).<sup>8</sup> Nenhuma das t&eacute;cnicas, isoladamente, apresenta 100% de sensibilidade,   mas o conjunto delas   aumenta a probabilidade da confirma&ccedil;&atilde;o laboratorial. Ressalta-se   que o diagn&oacute;stico positivo &eacute; conclusivo, por&eacute;m   o negativo n&atilde;o exclui a possibilidade de raiva.<sup>5-7</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em casos nos quais n&atilde;o h&aacute; hist&oacute;rico de vacina&ccedil;&atilde;o   do paciente, a pesquisa de anticorpos no soro, atrav&eacute;s da   soroneutraliza&ccedil;&atilde;o (RIFFT), oferece uma importante contribui&ccedil;&atilde;o   para o diagn&oacute;stico <i>in vivo</i>. A presen&ccedil;a de anticorpos   no LCR, mesmo ap&oacute;s vacina&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m &eacute;  diagn&oacute;stica   da infec&ccedil;&atilde;o pelo v&iacute;rus da raiva.<sup>8-10</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Coleta e remessa de material para diagn&oacute;stico espec&iacute;fico     de Raiva</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><b>Coleta de material</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- <b>Fol&iacute;culo piloso</b>: amostras de     bi&oacute;psia de pele (0,5 a   1,0cm<sup>2</sup>) da regi&atilde;o da nuca, pr&oacute;xima ao couro cabeludo,   devem ser coletadas com bisturi descart&aacute;vel. Os bisturis e tubos n&atilde;o   devem ser reutilizados, nem mesmo para   coletar diferentes amostras de um mesmo paciente. Amostras de fol&iacute;culo   piloso devem ser acondicionadas em   frascos, separado dos demais tecidos e fluidos, e congeladas a -20<sup>o</sup>C ou,   quando poss&iacute;vel, -70<sup>o</sup>C.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- <b>Saliva</b>: coletar 2 mL de saliva e acondicionar     em tubos hermeticamente fechados e congelar a -20<sup>o</sup>C ou,   quando poss&iacute;vel, -70<sup>o</sup>C. Essa coleta deve ser realizada antes da   higieniza&ccedil;&atilde;o bucal do paciente, da aspira&ccedil;&atilde;o   e dos procedimentos fisioter&aacute;picos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- <b>Soro</b>: coletar 5mL de sangue e obter     imediatamente o soro, para minimizar hem&oacute;lise. Deve ser congelado a   -20<sup>o</sup>C.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- <b>L&iacute;quido cefalorraquidiano (LCR)</b>:     a coleta do LCR (2mL) ser&aacute; feita   atrav&eacute;s de pun&ccedil;&atilde;o na regi&atilde;o lombar,   procedendo, a seguir, o seu congelamento a -20<sup>o</sup>C.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Acondicionamento das amostras</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Todas as amostras devem ser mantidas em condi&ccedil;&otilde;es de congelamento,   at&eacute; o momento do encaminhamento   aos laborat&oacute;rios. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Procedimentos para o diagn&oacute;stico espec&iacute;fico de Raiva</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Diante de uma suspeita de raiva, dever-se-&aacute;  comunicar imediatamente &agrave; Secretaria   Estadual de Sa&uacute;de (Servi&ccedil;o de   Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica) que propiciar&aacute;  condi&ccedil;&otilde;es   para a coleta de LCR, soro, fol&iacute;culo piloso, saliva e <i>imprint</i> de   c&oacute;rnea, bem como seu envio aos laborat&oacute;rios. O <i>imprint </i>de   c&oacute;rnea s&oacute; deve ser feito se houver profissional   capacitado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As amostras colhidas ser&atilde;o encaminhadas imediatamente ao Laborat&oacute;rio   de Diagn&oacute;stico do Estado ou Laborat&oacute;rio   Central de Sa&uacute;de P&uacute;blica (Lacen), e para o Laborat&oacute;rio   Nacional de Refer&ecirc;ncia - Instituto Pasteur/SP (IP-SP),   devendo, portanto, serem fracionadas na primeira coleta (colher duas amostras   de cada esp&eacute;cime cl&iacute;nico). As   coletas sucessivas para confirma&ccedil;&atilde;o diagn&oacute;stica, conforme   <a href="#t1">Tabela 1</a>, dever&atilde;o ser encaminhadas apenas ao IP-SP.   Todas as coletas dever&atilde;o ser feitas na presen&ccedil;a do funcion&aacute;rio   do Servi&ccedil;o de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica da SES ou,   de prefer&ecirc;ncia, do laborat&oacute;rio local, o qual far&aacute; o adequado   acondicionamento e transporte aos laborat&oacute;rios.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v18n4/4a08t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">As coletas de saliva dever&atilde;o ser di&aacute;rias a partir do dia da   inclus&atilde;o do paciente neste protocolo. Ser&atilde;o enviadas   diariamente ao laborat&oacute;rio local, o qual examinar&aacute; apenas a primeira   coleta, enviando esta e todas as demais ao   IP-SP, duas vezes por semana, iniciando na segunda ou quinta-feira seguinte &agrave; inclus&atilde;o   no protocolo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Coletas de fol&iacute;culo piloso, LCR e soro ser&atilde;o realizadas duas   vezes (segunda e quinta-feiras) para tentar confirmar   o diagn&oacute;stico. A primeira coleta (amostra em duplicidade) dever&aacute; ser   rapidamente enviada ao laborat&oacute;rio local, o   qual examinar&aacute; uma amostra e encaminhar&aacute; a outra ao IP-SP. A   segunda coleta dever&aacute; ser examinada apenas pelo   IP-SP. Coletas e envios dever&atilde;o iniciar na segunda ou quinta-feira seguinte &agrave; inclus&atilde;o   no protocolo. O <i>imprint </i>de   c&oacute;rnea dever&aacute; ser coletado apenas uma vez, seguindo a mesma rotina   da primeira coleta de LCR, soro e fol&iacute;culo   piloso. Os resultados laboratoriais ser&atilde;o emitidos em at&eacute; 72   horas ap&oacute;s o recebimento das amostras.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O t&eacute;rmino da tentativa diagn&oacute;stica espec&iacute;fica dar-se-&aacute; quando   n&atilde;o houver positividade nas amostras examinadas   no laborat&oacute;rio local e nas enviadas ao IP-SP. Sem o diagn&oacute;stico   espec&iacute;fico, o paciente dever&aacute; ser retirado do   protocolo e outro diagn&oacute;stico dever&aacute; ser insistentemente pesquisado. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Caso o paciente evolua a &oacute;bito antes ou ap&oacute;s o diagn&oacute;stico   espec&iacute;fico, dever&aacute; ser feita necropsia e o enc&eacute;falo   (c&eacute;rebro, tronco encef&aacute;lico e cerebelo) deve ser enviado para   o laborat&oacute;rio para confirmar ou descartar raiva.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Conduta cl&iacute;nica inicial</font></b><sup><font size="2" face="Verdana">11,12,13,14,15,16</font></sup></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v18n4/4a08f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conduta antes de ter o diagn&oacute;stico confirmado laboratorialmente</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Conduzir todo paciente com suspeita clinicoepidemiol&oacute;gica de raiva   humana no servi&ccedil;o de refer&ecirc;ncia do Estado   para tratamento de raiva e em ambiente de unidade de terapia intensiva (UTI).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Colocar o paciente em isolamento de contato,     usando equipamento de prote&ccedil;&atilde;o   individual adequado (avental   de manga longa, m&aacute;scara, luvas, &oacute;culos).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Providenciar precocemente acesso venoso central, sondagem vesical de demora   e sondagem nasoenteral.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Dieta hipercal&oacute;rica e hiperprot&eacute;ica: iniciar o mais precocemente,   por via enteral quando poss&iacute;vel; em adultos   preferir a posi&ccedil;&atilde;o g&aacute;strica da sonda; deixar em posi&ccedil;&atilde;o   p&oacute;s-pil&oacute;rica na presen&ccedil;a de distens&atilde;o e hipersecre&ccedil;&atilde;o   g&aacute;stricas; em crian&ccedil;as usar posi&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-pil&oacute;rica   da sonda; fazer acompanhamento nutricional para monitora&ccedil;&atilde;o   de prov&aacute;vel perda ponderal significativa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Manter paciente normovol&ecirc;mico, usando solu&ccedil;&otilde;es isot&ocirc;nicas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Intuba&ccedil;&atilde;o traqueal: seguir as indica&ccedil;&otilde;es cl&aacute;ssicas;   ressaltar a necessidade de vigil&acirc;ncia quanto &agrave; poss&iacute;vel   hipersaliva&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">- Suporte ventilat&oacute;rio: seguir a rotina do servi&ccedil;o, garantindo   boa oxigena&ccedil;&atilde;o, normoventila&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o   pulmonar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Seda&ccedil;&atilde;o para adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; ventila&ccedil;&atilde;o   mec&acirc;nica: seguir a rotina do servi&ccedil;o; sugere-se uso de Midazolan   (0,03 a   0,6mg/kg/h) associado a Fentanil (1 a 2mcg/kg/h); se dispon&iacute;vel, trocar   Fentanil por Ketamina (0,5 a 1,0mg/kg/   h) - caso n&atilde;o tenha Ketamina, providenciar para uso obrigat&oacute;rio   quando confirmado raiva; evitar barbit&uacute;ricos   e propofol e monitorar com escala de seda&ccedil;&atilde;o (Ramsey IV), &iacute;ndice   biespectral (BIS) ou eletroencefalograma   (EEG).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Nimodipina - 60mg via enteral de 4/4h.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Vitamina C - 1g IV ao dia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Profilaxia para trombose venosa profunda (TVP): usar dose recomendada para   pacientes de alto risco e preferir   heparina de baixo peso molecular. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Profilaxia de hemorragia digestiva alta: utilizar   Ranitidina (50mg IV de 8/8h) ou inibidor de bomba de pr&oacute;tons.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Profilaxia de &uacute;lcera de press&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Objetivos terap&ecirc;uticos a serem seguidos    para reduzir o risco de les&atilde;o neurol&oacute;gica secund&aacute;ria: cabeceira    elevada a 30<sup>o</sup> com cabe&ccedil;a centralizada em rela&ccedil;&atilde;o    ao tronco; REALIZAR mudan&ccedil;a de dec&uacute;bito a cada 3 horas; press&atilde;o    arterial m&eacute;dia (PAM) &#8805;80mmHg; PVC = 8-12mmHg (10-14mmHg quando    em ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica); Satura&ccedil;&atilde;o perif&eacute;rica    de oxig&ecirc;nio (oximetria/SpO<sub>2</sub>) &#8805;94%; PaCO<sub>2</sub> =    35-40mmHg; N&Atilde;O fazer hiperventila&ccedil;&atilde;o; Press&atilde;o de    plat&ocirc; das vias a&eacute;reas &#60;30cmH<sub>2</sub>O (prote&ccedil;&atilde;o    pulmonar); hemoglobina &#8805;10g%; Natremia (Na<sup>+</sup>) = 140-150mEq/L;    glicemia = 70-110mg%; em adultos iniciar infus&atilde;o venosa cont&iacute;nua    de insulina quando Glicemia &#62;180mg%, conforme protocolo pr&oacute;prio;    manter diurese &#62;0,5ml/kg/h com adequada hidrata&ccedil;&atilde;o; evitar uso    de diur&eacute;ticos e aferir temperatura central (esof&aacute;gica, retal ou    timp&acirc;nica) e manter entre 35 e 37<sup>o</sup>C com: controle da temperatura    ambiental, drogas e resfriamento superficial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conduta ap&oacute;s confirma&ccedil;&atilde;o laboratorial da Raiva</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Manter todas as condutas acima descritas e mais as abaixo relacionadas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">- Amantadina - 100mg via enteral de 12/12h; N&Atilde;O usar Ribavirina.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Biopterina - 2mg/kg via enteral de 8/8h (dispon&iacute;vel no Minist&eacute;rio   da Sa&uacute;de).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- Seda&ccedil;&atilde;o profunda: Midazolan (1 a 2mg/kg/h) associado a Ketamina   (2mg/kg/h) - suspender Fentanil se estiver   em uso; as doses acima n&atilde;o devem ser muito aumentadas; se necess&aacute;rio   para otimizar a seda&ccedil;&atilde;o, associar   Fentanil; evitar uso de barbit&uacute;ricos e propofol e monitorar com escala   de seda&ccedil;&atilde;o (Ramsey VI), BIS ou EEG.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Monitora&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Iniciar imediatamente quando o paciente for internado na UTI. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Cont&iacute;nua</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Eletrocardiograma (ECG); oximetria de pulso;     capnografia (quando em ventila&ccedil;&atilde;o   mec&acirc;nica); PAM (se instabilidade   hemodin&acirc;mica); BIS ou EEG (quando dispon&iacute;vel); temperatura central   (quando monitor dispon&iacute;vel).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Intermitente</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Press&atilde;o arterial (PA) &#091;press&atilde;o n&atilde;o invasiva (PNI)&#093; de   2/2h; press&atilde;o venosa central (PVC) de 4/4h; glicemia   capilar de 4/4h; diurese de 4/4h; balan&ccedil;o h&iacute;drico de 12/12h;   temperatura central de 2/2h (se n&atilde;o puder ser   cont&iacute;nua); densidade urin&aacute;ria de 4/4h; dosagem s&eacute;rica   de s&oacute;dio s&eacute;rico (Na<sup>+</sup>) duas vezes ao dia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Exames e condutas cl&iacute;nicas sequenciais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Exames laboratoriais</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A coleta de amostras para exames laboratoriais     dever&aacute; seguir a rotina   do servi&ccedil;o, ressaltando a necessidade   de controle de: S&oacute;dio - dosagem s&eacute;rica 2 vezes ao dia (ver   acima); gasometria arterial - para monitora&ccedil;&atilde;o de   PaO<sub>2</sub> e PaCO<sub>2</sub>; quantas vezes for necess&aacute;ria; magn&eacute;sio - dosagem   s&eacute;rica di&aacute;ria pelo risco de estar reduzida em   associa&ccedil;&atilde;o ao vasoespasmo cerebral; zinco -  dosagem s&eacute;rica   semanal e horm&ocirc;nios tireoidianos (T4 livre e TSH   ultrassens&iacute;vel) - dosagem semanal.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>LCR para dosagem de Biopterina (BH4)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s a confirma&ccedil;&atilde;o laboratorial de raiva humana, a dosagem   liqu&oacute;rica de BH4 dever&aacute; ser realizada   (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v18n4/4a08t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para tal, nova amostra de LCR dever&aacute; ser coletada e colocada em cinco   frascos apropriados (total de 3,5mL de   LCR distribu&iacute;dos respectivamente em: 0,5mL; 0,5mL; 1,0mL; 1,0mL e 0,5mL)   e acondicionados em gelo seco. Os   frascos ser&atilde;o fornecidos pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, que   providenciar&aacute; os tr&acirc;mites para envio ao exterior (cerca   de 15 dias). Ap&oacute;s a anu&ecirc;ncia do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,   o LCR dever&aacute; ser coletado e os tubos dever&atilde;o ser imediatamente   acondicionados em gelo seco at&eacute; a entrega &agrave; transportadora. O   funcion&aacute;rio do laborat&oacute;rio local (Lacen)   dever&aacute; estar presente no momento da coleta da amostra e ser&aacute; respons&aacute;vel   pelo acondicionamento e entrega &agrave;   transportadora. Levar&aacute; cerca de 15 dias para recebimento do resultado.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Uma vez confirmada defici&ecirc;ncia de BH4, ser&atilde;o iniciados os tr&acirc;mites   necess&aacute;rios para uma nova dosagem (controle),   que ocorrer&aacute; ap&oacute;s 15 dias de reposi&ccedil;&atilde;o em dose   m&aacute;xima: Conduta cl&iacute;nica: Na presen&ccedil;a de defici&ecirc;ncia   de   Biopterina, fazer reposi&ccedil;&atilde;o com as seguintes doses: 5mg/kg/dia   dividido em duas tomadas por dois dias, seguido   de 10mg/kg/dia dividido em duas tomadas por dois dias, seguido de 20mg/kg/dia   dividido em duas tomadas, e   manter essa dosagem por quatro a seis meses. Caso haja aparecimento ou piora   de movimentos anormais, discutir   com os consultores as doses de manuten&ccedil;&atilde;o do BH4. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>LCR e soro para dosagem de anticorpos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A coleta de soro continuar&aacute; sendo efetuada    duas vezes por semana (segundas e quintas-feiras), com a mesma rotina descrita    para o diagn&oacute;stico definitivo; a coleta de LCR ser&aacute; feita, uma    vez por semana (segunda-feira). As coletas ser&atilde;o suspensas quando todos    os itens forem alcan&ccedil;ados: N&iacute;vel de anticorpos considerado aceit&aacute;vel    para que se retire a seda&ccedil;&atilde;o (3-5UI/mL no LCR); paciente saia    do coma, ap&oacute;s suspens&atilde;o da seda&ccedil;&atilde;o, sem sinais de    edema cerebral e n&atilde;o haja eleva&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida dos n&iacute;veis    de anticorpos (discutir com consultores) ou seus t&iacute;tulos n&atilde;o sejam    muito elevados (&#62;10UI/mL no LCR) (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conduta cl&iacute;nica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Suspens&atilde;o da seda&ccedil;&atilde;o</b>:    dever&aacute; ser feita de forma gradual (redu&ccedil;&atilde;o de 0,5mg/kg/h    de cada droga a cada 12h) quando atingir n&iacute;vel de anticorpos no LCR de    3-5UI/ml e imunomodula&ccedil;&atilde;o: dever&aacute; ser feita quando houver    altos t&iacute;tulos de anticorpos no LCR (&#62;10UI/mL no LCR) ou eleva&ccedil;&atilde;o    r&aacute;pida (discutir com consultores); usar corticoster&oacute;ide, por&eacute;m    as decis&otilde;es sobre a droga a ser utilizada, dose e momento do seu in&iacute;cio    dever&atilde;o ser feitas em conjunto com os consultores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Saliva e fol&iacute;culo piloso e LCR para realiza&ccedil;&atilde;o     de RT-PCR</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ap&oacute;s o diagn&oacute;stico confirmat&oacute;rio atrav&eacute;s de RT-PCR   positiva a partir de saliva, fol&iacute;culo piloso ou LCR, dever&atilde;o   ser realizadas coletas sucessivas desses tecidos. Amostras de saliva dever&atilde;o   ser coletadas duas vezes por semana   (segundas e quintas-feiras), com a mesma rotina descrita para o diagn&oacute;stico   definitivo. Amostras de fol&iacute;culo piloso   e de LCR dever&atilde;o ser colhidas apenas uma vez por semana (segunda-feira).   Ser&atilde;o suspensas as coletas quando   houver tr&ecirc;s amostras negativas (<a href="#t2">Tabela 2</a>). </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Conduta cl&iacute;nica</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Suspens&atilde;o do isolamento de contato</b>:     ap&oacute;s tr&ecirc;s     amostras de saliva negativas pela RT-PCR e <i>clearance </i>viral:   confirmada ap&oacute;s tr&ecirc;s amostras negativas pela RT-PCR no esp&eacute;cime   cl&iacute;nico que confirmou o caso (saliva, fol&iacute;culo   piloso ou LCR).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Exames de imagem</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">&#149; <b>Doppler transcraneano (DTC)</b>: realizar     diariamente a partir do internamento na UTI, quando poss&iacute;vel, para   diagn&oacute;stico precoce de vasoespasmo cerebral (ver complica&ccedil;&otilde;es).   Suspender ap&oacute;s 15 dias de doen&ccedil;a se n&atilde;o   houver altera&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#149; <b>Resson&acirc;ncia nuclear magn&eacute;tica de enc&eacute;falo       (RNM)</b>:   importante no diagn&oacute;stico diferencial, mas n&atilde;o   &eacute; imprescind&iacute;vel para condu&ccedil;&atilde;o do caso. Realizar   RNM com difus&atilde;o (sem contraste) o mais precocemente   poss&iacute;vel, avaliando risco-benef&iacute;cio do transporte do paciente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#149; <b>Tomografia computadorizada (TC)</b>:     n&atilde;o &eacute; indicada   rotineiramente. Deve-se fazer TC sem contraste e de   urg&ecirc;ncia na vig&ecirc;ncia de complica&ccedil;&otilde;es. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Complica&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Hipernatremia (Na<sup>+</sup> &#62;155mEq/L)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- <b>Desidrata&ccedil;&atilde;o</b>: densidade    urin&aacute;ria &#62;1025 e hidratar para manter PVC = 8-12mmHg (10-14mmHg quando    em ventila&ccedil;&atilde;o mec&acirc;nica) e evitar hiperviscosidade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- <b>Diabetes <i>insipidus</i></b>: densidade    urin&aacute;ria &#60;1005; usar Desmopressina (Uma a tr&ecirc;s doses a cada 12-24h,    intranasal) ou Vasopressina (intravenosa ou subcut&acirc;nea) e repor a volemia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Hiponatremia (Na<sup>+</sup> &#60;140mEq/L)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- <b>S&iacute;ndrome de secre&ccedil;&atilde;o    inapropriada de horm&ocirc;nio antidiur&eacute;tico (SSIHAD)</b>: paciente normo    ou hipervol&ecirc;mico; dosar &aacute;cido &uacute;rico s&eacute;rico (&#62;4mg/dL)    ap&oacute;s reposi&ccedil;&atilde;o de Na<sup>+</sup> para diagn&oacute;stico    diferencial com SCPS; fazer restri&ccedil;&atilde;o h&iacute;drica evitando    desidrata&ccedil;&atilde;o e hiperviscosidade e realizar controle rigoroso da    natremia.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">- <b>S&iacute;ndrome cerebral perdedora de sal    (SCPS)</b>: paciente hipovol&ecirc;mico; dosar &aacute;cido &uacute;rico s&eacute;rico    (&#60;4mg/dL) ap&oacute;s reposi&ccedil;&atilde;o de Na<sup>+</sup> para diagn&oacute;stico    diferencial com SSIHAD; dosar perda renal di&aacute;ria de Na<sup>+</sup> (urina    de 24h) para orientar reposi&ccedil;&atilde;o; reposi&ccedil;&atilde;o venosa    de Na+ e volume; associar reposi&ccedil;&atilde;o enteral de Na+ (3-6g/dia);    limitar eleva&ccedil;&atilde;o di&aacute;ria de Na<sup>+</sup> em 10-12mEq/L    (evitar mielin&oacute;lise pontina); considerar uso de Fluidrocortisona (0,15mg    via enteral ao dia) ou Hidrocortisona (50mg IV de 6/6h) e controlar rigorosamente    a natremia.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Disautonomia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Aumentar seda&ccedil;&atilde;o e, se n&atilde;o melhorar, associar opi&aacute;ceos   (Morfina ou Fentanil, em <i>bolus </i>ou cont&iacute;nuo); fazer   avalia&ccedil;&atilde;o com ecocardiograma e curva de enzimas e associar, se   necessidade, atropina, marcapasso provis&oacute;rio   e/ou vasopressor.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Hipertens&atilde;o intracraniana (HIC)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- <b>Sinais inespec&iacute;ficos sugestivos de    HIC</b>: fazer TC sem contraste de urg&ecirc;ncia; solicitar avalia&ccedil;&atilde;o    neurocir&uacute;rgica; considerar monitoriza&ccedil;&atilde;o da press&atilde;o    intracraniana (PIC) com objetivos de manter PIC &#60;20mmHg e press&atilde;o    de perfus&atilde;o cerebral (PPC) (PAM-PIC) &#62;60mmHg e se PIC &#62;20mmHg, fazer    osmoterapia com:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#155; Manitol a 20% = ataque de 0,5-1,5g/kg     IV em <i>bolus</i>;     repetir 0,25-0,75g/kg IV a cada 15 a 30 minutos   mantendo osmolaridade s&eacute;rica &#8804;320mOsm/L; OU</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&#155; Solu&ccedil;&atilde;o salina hipert&ocirc;nica a 7,5% = 2-3ml/kg   IV em 1h; preparo: &#091;NaCl(7,5%) - 300mL&#093; = &#091;SF(0,9%)   - 200mL&#093; + &#091;NaCl(20%) - 100mL&#093; </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">N&Atilde;O hiperventilar (manter PaCO<sub>2</sub>=35-40mmHg) e manter Na<sup>+</sup> s&eacute;rico   entre 150-155mEq/L.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- <b>Sinais de hernia&ccedil;&atilde;o</b>:     osmoterapia (com manitol ou solu&ccedil;&atilde;o   salina hipert&ocirc;nica - ver doses acima) e hiperventilar   (PaCO<sub>2</sub>=28-30mmHg) at&eacute; reverter a anisocoria; realizar TC   sem contraste de emerg&ecirc;ncia quando   estabilizado e solicitar avalia&ccedil;&atilde;o neurocir&uacute;rgica de emerg&ecirc;ncia   para monitora&ccedil;&atilde;o da PIC e tratamento definitivo. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Vasoespasmo cerebral (VEC)</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">- <b>Diagn&oacute;stico</b>: sugere-se que existe     vasoespasmo cerebral (VEC) quando h&aacute;, ao doppler intraceaniano (DTC),   velocidade de fluxo elevada em art&eacute;ria cerebral m&eacute;dia (circula&ccedil;&atilde;o   anterior) e em art&eacute;ria vertebral (circula&ccedil;&atilde;o   posterior). Deve-se confirmar o diagn&oacute;stico por angiografia se dispon&iacute;vel.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">- <b>Conduta</b>: monitorar PIC e DTC; objetivar    press&atilde;o venosa central (PVC) &#62;10mmHg; PAM &#62;120mmHg; Hemoglobina em    torno de 10g%; usar vasopressor e/ou inotr&oacute;pico se necess&aacute;rio    e controle rigoroso do n&iacute;vel s&eacute;rico de magn&eacute;sio e repor    se necess&aacute;rio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Convuls&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando ocorrer, pensar na possibilidade de hipertens&atilde;o craniana (HIC)   e/ou VEC. Tratar com diazep&iacute;nico,   hidantaliza&ccedil;&atilde;o e outras drogas conforme rotina. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Infec&ccedil;&otilde;es</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O paciente com raiva cursa com febre (poiquilotermia)     e pode apresentar leucocitose com neutrofilia n&atilde;o   relacionadas &agrave; infec&ccedil;&atilde;o bacteriana. Sugere-se investiga&ccedil;&atilde;o   clinicolaboratorial e microbiol&oacute;gica exaustivas para   o diagn&oacute;stico de infec&ccedil;&otilde;es secund&aacute;rias.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Quadro cl&iacute;nico compat&iacute;vel com morte encef&aacute;lica (ME)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A raiva pode mimetizar morte encef&aacute;lica, com arreflexia e supress&atilde;o   de EEG ou BIS. Nesse caso N&Atilde;O est&aacute; indicada   suspens&atilde;o do protocolo. Deve-se conduzir da seguinte forma: Suspender   seda&ccedil;&atilde;o; fazer nova avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica   e neurol&oacute;gica ap&oacute;s 48h; em persistindo os sinais de ME, abrir   protocolo conforme legisla&ccedil;&atilde;o vigente; o exame   confirmat&oacute;rio deve ser de avalia&ccedil;&atilde;o de fluxo sangu&iacute;neo   cerebral ou de atividade metab&oacute;lica - N&Atilde;O USAR EEG; se   confirmar ME: suspender o protocolo e seguir as orienta&ccedil;&otilde;es legais;   se n&atilde;o confirmar ME: manter o protocolo;   n&atilde;o reiniciar seda&ccedil;&atilde;o; reavaliar fluxo e/ou metabolismo   cerebral periodicamente. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Observa&ccedil;&atilde;o</b>: acessar o <i>site </i><a href="http://www.saude.gov.br/svs" target="_blank">www.saude.gov.br/svs</a>  e acessar o t&oacute;pico de A a Z - raiva para obter informa&ccedil;&otilde;es   sobre medidas assistenciais de enfermagem, doses e refer&ecirc;ncias pedi&aacute;tricas,   ficha de notifica&ccedil;&atilde;o, fluxogramas e   modelo de termo de consentimento.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">&Agrave; Ana Nilce Silveira Maia Elkoury, Adriana Conrado de Almeida, Andr&eacute;a   de C&aacute;ssia Rodrigues da Silva, Andr&eacute;a   Maria de Lima, Auric&iacute;lia Santos de Oliveira, Camilla Ara&uacute;jo,   Danielle Maria da Silva, Edivane Patr&iacute;cia da Costa   Galdino, Emanoela Patr&iacute;cia Gon&ccedil;alves Dourado, Juliana Galera   Castilho, Luciana Roberta Porto de Miranda Lapenda,   Maria &Acirc;ngela Wanderley Rocha, Maria Madalena C. de Oliveira, Roberta   Seabra dos Santos, Rodrigo Luis   da Silveira Silva, pelo apoio para elabora&ccedil;&atilde;o deste protocolo. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Elabora&ccedil;&atilde;o do Protocolo</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Coordena&ccedil;&atilde;o de Vigil&acirc;ncia       das Doen&ccedil;as       Transmitidas por Vetores e Antropozoonoses,</b>     <b>Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Eduardo Pacheco Caldas    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Marcelo Yoshito Wada </font></p> <h1><font size="2" face="Verdana">Departamento de Doen&ccedil;as Infectoparasit&aacute;rias, Hospital Universit&aacute;rio   Oswaldo Cruz, Universidade de Pernambuco</font></h1>     <p><font size="2" face="Verdana">Ana Fl&aacute;via Campos    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Andrezza de Vasconcelos    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Gustavo Trindade Henriques Filho    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   </font><font size="2" face="Verdana">Tomaz Christiano de Albuquerque Gomes    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Vicente Vaz </font></p> <h1><font size="2" face="Verdana">Instituto Pasteur, Secretaria de Estado da     Sa&uacute;de de S&atilde;o Paulo</font></h1>     <p><font size="2" face="Verdana">Ivanete Kotait    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Maria Luiza Carrieri</font></p> <h1><font size="2" face="Verdana">Medical College of Wisconsin, Children's Hospital of Wisconsin, USA</font></h1>     <p><font size="2" face="Verdana">Rodney E. Willoughby</font></p> <h1><font size="2" face="Verdana">Secretaria de Estado da Sa&uacute;de de Pernambuco</font></h1>     <p><font size="2" face="Verdana">Jos&eacute; Lindemberg Martins Machado    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Maria de Lourdes Ribeiro    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Maria Desi de S. Passos Menezes    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Tereza Valen&ccedil;a</font></p> <h1><font size="2" face="Verdana">Hospital de Base do Distrito Federal, Secretaria     de Estado da Sa&uacute;de   do Distrito federal</font></h1>     <p><font size="2" face="Verdana">Cesar Zahlouth</font></p> <h1><font size="2" face="Verdana">Instituto Evandro Chagas e Hospital Universit&aacute;rio Jo&atilde;o   de Barros Barreto, Universidade Federal do Par&aacute;</font></h1>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Rita Medeiros</font></p> <h1><font size="2" face="Verdana">Sociedade de Terapia Intensiva de Pernambuco</font></h1>     <p><font size="2" face="Verdana">Gustavo Trindade Henriques Filho    <br>   </font><font size="2" face="Verdana">Odin Barbosa da Silva</font></p> <h1><font size="2" face="Verdana">Coordena&ccedil;&atilde;o Geral de Laborat&oacute;rios, Secretaria de Vigil&acirc;ncia   em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de</font></h1>     <p><font size="2" face="Verdana">Ros&acirc;ngela Rosa Machado</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="3" face="Verdana">Refer&ecirc;ncias</font></b></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de.   Guia de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica. 6<sup>a</sup> ed. Bras&iacute;lia:   MS; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Warrell MJ, Warrell DA. Rabies and other lyssavirus diseases. The Lancet   2004;363(9413):959-969.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Willoughby RE Jr, Tieves KS, Hoffman GM, Ghanayem NS, Amlie-Lefond CM,   Schwabe MJ, et al. Survival after treatment   of rabies with induction of coma. The New England Journal of Medicine 2005;352(24):2508-2514.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Boletim eletr&ocirc;nico da Secretaria   de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de &#091;Internet&#093;. Ano 5 - Especial raiva;   julho   2009. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://dtr2001.saude.gov.br/ascom/svs_informa/index_esp_raiva.html" target="_blank">http://dtr2001.saude.gov.br/ascom/svs_informa/index_esp_raiva.html</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Hemachudha T, Laothamatas J, Rupprecht CE. Human rabies: a disease of complex   neuropathogenetic mechanisms and   diagnostic challenges. Lancet Neurologic 2002;1(2):101-109.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Crepin P, Audry L, Rotival Y, Gacoin A , Caroff C, Bourhy H. Intravitam   diagnosis of human rabies by PCR using saliva   and cerebrospinal fluid. Journal of Clinical Microbiology 1998;36(4):1117-1121.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Zaidman GW, Billingsley A. Corneal impression test for the diagnosis of   acute rabies encephalitis. Ophthalmology   1998;105:249-251.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Macedo CI, Carnieli Junior P, Brand&atilde;o     PE, Travassos da Rosa ES, Oliveira RN, Castilho JG, et al. Diagnosis of   Human Rabies Cases by Polymerase Chain Reaction of Neck-Skin Samples. Brazilian   Journal of Infectious Diseases   2006;10(5):341-345. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Chaves LB, Silva ACR, Caporale GMM, Scheffer     KC, Waquim Neto SJ, Carrieri ML, et al. Diagn&oacute;stico <i>ante-mortem</i> da     raiva humana: anticorpos neutralizantes em soro e l&iacute;quido cefaloraquidiano.   Boletim Epidemiol&oacute;gico Paulista   2007;41(4):8-12.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Smith JS, Yager PA, Baer GM. A rapid reproducible test for determining   rabies neutralizing antibody. In: Meslin FX,   Kaplan MM, Koprowski H Laboratory Techiques in Rabies. 4th ed. Geneva: World   Health Organization; 1996. p. 181-   192.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Rupprecht CE, Willoughby R, Slate D. Current and future trends in the   prevention, treatment and control of rabies.   Expert Review Anti Infective Therapy 2006;4(6):1021-1038.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Orciari LA, Niezgoda M, Halon CA, Shaddock JH, Sanderlin JH, Yager PA,   et al. Rapide clearance of SAG-2 rabies virus   from dogs after oral vaccination. Vaccine 2001;19:4511-4518.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Palmer BF. Hyponatremia in patients with central nervous system disease:   SIADH <i>versus </i>CSW. Trends in   Endocrinolology and Metabolism 2003;14:182-187.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Lenhard T, K&uuml;lkens S, Schwab S. Cerebral     Salt-Wasting syndrome in a patient with neuroleptic malignant syndrome.   Archives of Neurology 2007;64:122-125.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Willoughby RE, Opladen T, Maier T, Rhead W, Schmiedel S, Hoyer J, et al.   Tetrahydrobiopterin deficiency in human   rabies. Journal of Inherited Metabolic Disease 2009;32(1):65-72.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Willoughby RE, Roy-Burman A, Martin KW, Christensen JC, Westenkirschner   DF, Fleck JD, et al. Generalised cranial   artery spasm in human rabies. Developments in Biologicals (Basel) 2008;131:367-375.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v18n4/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de,    <br>   Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    <br>   Departamento de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica,    <br>   Esplanada dos Minist&eacute;rios, Bloco G,    <br>   Edif&iacute;cio-Sede, Sobreloja, Bras&iacute;lia-DF, Brasil.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   CEP: 70058-900    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:cgdt@saude.gov.br">cgdt@saude.gov.br</a> </font></p>      ]]></body><back>
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