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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Epidemia de leishmaniose visceral no Município de Campo Grande-MS, 2002 a 2006]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Visceral Leishmaniasis Epidemic in Campo Grande, State of Mato Grosso do Sul, Brazil, from 2002 to 2006]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[This study aims to describe the visceral leishmaniasis epidemic in the municipality of Campo Grande, Mato Grosso do Sul State, Brazil. Cases of visceral leishmaniasis registered in the Information System for Notifiable Diseases since 2002 - when the epidemic started - up to 2006 were analyzed. During that period there were 568 cases and 43 deaths (7.7% lethality) and 72.1% of deaths occurred in patients aged over 40 years (31 out of 43 patients), mostly associated with co-infection with other pathogens. The highest incidence occurred in the age group under 5 years old. Three of the seven administrative regions have concentrated 67.6% of the cases. The analysis has shown the course of the epidemic, since its beginning, in 2002, and that the incidence remained high up to 2006, in spite of the control measures.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a></b></font><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO    ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Epidemia de leishmaniose visceral no Munic&iacute;pio    de Campo Grande-MS, 2002 a 2006</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Visceral Leishmaniasis Epidemic in Campo Grande,    State of Mato Grosso do Sul, Brazil, from 2002 to 2006</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="2" face="Verdana">Mara Beatriz Grotta Furlan</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,    Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Campo Grande-MS, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Este estudo tem o objetivo de descrever a epidemia    de leishmaniose visceral no munic&iacute;pio de Campo Grande, Mato Grosso do   Sul. Foram analisados os casos de leishmaniose visceral notificados no Sistema    de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o desde   2002, ano de in&iacute;cio da epidemia at&eacute; o ano 2006. Nesse per&iacute;odo    ocorreram 568 casos e 43 &oacute;bitos (letalidade de 7,7%), sendo   que 72,1% dos &oacute;bitos (31/43) ocorreram na faixa et&aacute;ria maior de    40 anos, na sua maioria associada &agrave; coinfec&ccedil;&atilde;o com outros   pat&oacute;genos. A maior incid&ecirc;ncia ocorreu na faixa et&aacute;ria menor    de cinco anos. Tr&ecirc;s das sete regi&otilde;es administrativas concentraram   67,6% dos casos. As an&aacute;lises realizadas mostraram a evolu&ccedil;&atilde;o    da epidemia, desde o seu in&iacute;cio em 2002, tendo as incid&ecirc;ncias   permanecido altas at&eacute; 2006, a despeito das medidas de controle.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Palavras-chave:</b> leishmaniose visceral;    Leishmania chagasi; epidemia; letalidade.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> This study aims to describe the visceral leishmaniasis    epidemic in the municipality of Campo Grande, Mato Grosso   do Sul State, Brazil. Cases of visceral leishmaniasis registered in the Information    System for Notifiable Diseases since   2002 &#8211; when the epidemic started &#8211; up to 2006 were analyzed. During    that period there were 568 cases and 43 deaths   (7.7% lethality) and 72.1% of deaths occurred in patients aged over 40 years    (31 out of 43 patients), mostly associated   with co-infection with other pathogens. The highest incidence occurred in the    age group under 5 years old. Three of the   seven administrative regions have concentrated 67.6% of the cases. The analysis    has shown the course of the epidemic,   since its beginning, in 2002, and that the incidence remained high up to 2006,    in spite of the control measures.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <b>Key words:</b> visceral leishmaniasis; Leishmania    chagasi; epidemic; lethality.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><b><font size="3" face="Verdana">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></b></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Nos &uacute;ltimos vinte anos tem sido registrado    o aumento   do n&uacute;mero de casos de leishmaniose visceral   (LV) tanto no Brasil como em diversos pa&iacute;ses da &Aacute;sia,   &Aacute;frica, Am&eacute;ricas e Europa.<sup>1</sup> Anualmente, estima-se que   ocorram 600 mil novos casos cl&iacute;nicos<sup>2</sup> e 75 mil &oacute;bitos   por LV em todo o mundo.<sup>3</sup> Cerca de 90% dos casos   s&atilde;o registrados em apenas seis pa&iacute;ses, incluindo o   Brasil.<sup>4</sup> O aumento da incid&ecirc;ncia da LV est&aacute; associado   &agrave;s modifica&ccedil;&otilde;es do meio ambiente, &agrave; migra&ccedil;&atilde;o,    ao   processo desordenado de urbaniza&ccedil;&atilde;o e aos fatores de   risco individuais como a aids e desnutri&ccedil;&atilde;o.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No Brasil, a LV foi descrita inicialmente na    d&eacute;cada   de 1930 em &aacute;reas rurais da Regi&atilde;o Nordeste, que   concentrava 90% dos casos registrados no pa&iacute;s at&eacute; a   d&eacute;cada de 1990.<sup>6</sup> Atualmente, &eacute; uma doen&ccedil;a end&ecirc;mica   em quatro das cinco regi&otilde;es, exceto na Regi&atilde;o Sul,   tendo aumentado sua import&acirc;ncia no contexto da   sa&uacute;de p&uacute;blica devido &agrave; expans&atilde;o da &aacute;rea geogr&aacute;fica   e &agrave; urbaniza&ccedil;&atilde;o.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A despeito das medidas de controle desenvolvidas   no Brasil nos &uacute;ltimos vinte anos, ainda n&atilde;o h&aacute; consenso   sobre o impacto dessas medidas,<sup>8</sup> tendo sido registrado   o aumento da incid&ecirc;ncia em centros urbanos e   epidemias em grandes cidades das regi&otilde;es Nordeste,   Sudeste e Centro-oeste.<sup>9-11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em Mato Grosso do Sul, desde a d&eacute;cada    de 1980 a   LV esteve restrita a dois munic&iacute;pios do Estado. A partir   de 1995 a doen&ccedil;a atingiu outros munic&iacute;pios, destacando-   se a epidemia no munic&iacute;pio de Tr&ecirc;s Lagoas, no   ano 2001.<sup>12</sup> Em 1998 foi registrado o primeiro caso   aut&oacute;ctone de LV canina em Campo Grande-MS.<sup>13</sup> Em   inqu&eacute;rito sorol&oacute;gico canino realizado em 1998 em   diferentes &aacute;reas da cidade, foram examinados 6.204   c&atilde;es, dos quais 1,3% resultaram soropositivos. No   ano 2000 foi identificado pela primeira vez o vetor   <i>Lutzomyia longipalpis</i><sup>14</sup> e em 2001 examinaram-se   3.250 c&atilde;es dos quais 2,1% foram soropositivos. Em   2002 foram notificados os primeiros casos humanos   aut&oacute;ctones, caracterizando o in&iacute;cio da epidemia de LV   na capital do Estado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As medidas emergenciais de controle consistiram   na redu&ccedil;&atilde;o do reservat&oacute;rio canino (elimina&ccedil;&atilde;o    de c&atilde;es   soropositivos) e controle do vetor (aplica&ccedil;&atilde;o de inseticida   residual). Entretanto, a despeito dessas medidas,   registrou-se o aumento progressivo da incid&ecirc;ncia de   casos humanos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo tem o objetivo de descrever a epidemia    de leishmaniose visceral no munic&iacute;pio de Campo Grande no per&iacute;odo    de 2002 a 2006.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"> <b>Metodologia</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O Munic&iacute;pio de Campo Grande, capital    do Estado de   Mato Grosso do Sul, tem uma popula&ccedil;&atilde;o estimada em   765.247 habitantes.<sup>15</sup> A m&eacute;dia anual da temperatura   &eacute; de 23<sup>o</sup>C e apresenta uma esta&ccedil;&atilde;o chuvosa no ver&atilde;o   e seca no inverno. A &aacute;rea urbana &eacute; constitu&iacute;da por   sete regi&otilde;es administrativas: Segredo, Prosa, Anhanduizinho,   Centro, Bandeira, Imbirussu e Lagoa. A   urbaniza&ccedil;&atilde;o &eacute; de 98,6% e caracteriza-se pela expans&atilde;o   horizontal e vegeta&ccedil;&atilde;o abundante.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os dados foram obtidos das fichas de investiga&ccedil;&atilde;o   do Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o   (Sinan) dos casos de LV registrados no per&iacute;odo de   2002 a 2006. Para o c&aacute;lculo da incid&ecirc;ncia foram   utilizadas as estimativas populacionais do IBGE dos   anos 2002 a 2006,<sup>15</sup> residentes no munic&iacute;pio de   Campo Grande e classificados como confirmados.   Os casos foram confirmados atrav&eacute;s dos m&eacute;todos   imunol&oacute;gicos (Imunofluoresc&ecirc;ncia indireta &#8211; IFI e   Enzyme-Linked Immunosorbent Assay &#8211; ELISA) e/ou   exames parasitol&oacute;gicos (visualiza&ccedil;&atilde;o do parasita   em l&acirc;mina ou cultura). Para o c&aacute;lculo da incid&ecirc;ncia   foram utilizadas as estimativas populacionais do IBGE   dos anos 2002 a 2006 e dados fornecidos pela Secretaria   Municipal de Sa&uacute;de. Os dados dos inqu&eacute;ritos   sorol&oacute;gicos caninos e dos im&oacute;veis com aplica&ccedil;&atilde;o    de inseticida foram fornecidos pelo Centro de Controle de   Zoonoses (CCZ). Os dados demogr&aacute;ficos, delimita&ccedil;&atilde;o   geogr&aacute;fica e mapas das regi&otilde;es administrativas foram   fornecidos pelo Instituto Municipal de Planejamento   Urbano. Determinou-se a frequ&ecirc;ncia anual dos casos   em cada regi&atilde;o administrativa de acordo com faixa   et&aacute;ria, sexo e evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica. Com a base do   Sinan/M&oacute;dulo Dados, determinou-se o per&iacute;odo entre a data   de notifica&ccedil;&atilde;o e do in&iacute;cio dos sintomas de acordo com   a evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica: casos curados e dos &oacute;bitos.    Por   meio de planilha Excel/M&oacute;dulo Ferramentas/An&aacute;lise   de dados, obteve-se as respectivas M&eacute;dias, Medianas,   Desvios Padr&atilde;o e Intervalos de Confian&ccedil;a. Para an&aacute;lise   estat&iacute;stica foram utilizados os testes two-sample t-test e   Mediana de Mood, considerados p&lt; 0,05 significativo   e Intervalo de confian&ccedil;a (IC) de 95%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O estudo foi realizado com dados secund&aacute;rios,    sem riscos &agrave; popula&ccedil;&atilde;o de estudo e sem a identifica&ccedil;&atilde;o    nominal dos sujeitos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No per&iacute;odo de 2002 a 2006 foram registrados    568   casos confirmados de LV humana residentes em Campo   Grande, com idade que variou de tr&ecirc;s meses at&eacute; 93   anos (M&eacute;dia: 25,6; Desvio Padr&atilde;o: 22,3). Vinte e oito   por cento dos casos (160/568) eram menores de cinco   anos e 64% (363/568) eram do sexo masculino. Febre,   esplenomegalia e hepatomegalia estavam presentes em 95%, 85% e 78% dos casos,    respectivamente. Febre e   hepatoesplenomegalia estavam presentes em 69% dos   casos e seis casos (1%) n&atilde;o tiveram registro desses   sintomas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O diagn&oacute;stico parasitol&oacute;gico foi    obtido em 66% dos casos (376/568), 27% (155/568) foram confirmados por meio    de testes imunol&oacute;gicos e 7% (37/568) n&atilde;o tinham registro de comprova&ccedil;&atilde;o    laboratorial.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O per&iacute;odo entre a data da notifica&ccedil;&atilde;o    do caso e o in&iacute;cio dos sintomas da doen&ccedil;a variou de zero a 385    dias (IC 38,6-48,3:M&eacute;dia:43,4; Mediana:21,0; Desvio Padr&atilde;o:58,7),    diferindo entre os casos que evolu&iacute;ram para cura e os que evolu&iacute;ram    para &oacute;bito: nos casos com evolu&ccedil;&atilde;o para cura, o per&iacute;odo    variou de 0 a 385 dias (IC 37,1-47,1: M&eacute;dia:42,0; Mediana:20,0; Desvio    Padr&atilde;o:58,1) e nos casos com evolu&ccedil;&atilde;o para &oacute;bito    o per&iacute;odo variou de zero a 243 dias (IC 40,1-78,4: M&eacute;dia:59,5;    Mediana:41,0; Desvio Padr&atilde;o:63,2). Segundo o two-sample t-test n&atilde;o    houve diferen&ccedil;a estatisticamente significante entre as m&eacute;dias    (p-valor = 0,086) e o teste da mediana de Mood demonstrou diferen&ccedil;a estatisticamente    significante entre as Medianas (p-valor =0,013).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A estimativa de incid&ecirc;ncia de LV para     toda  a popula&ccedil;&atilde;o variou de 3,1 casos/100.000 habitantes no     primeiro  ano (2002) at&eacute; o m&aacute;ximo de 21,3 casos/100.000 habitantes     em 2006.  Crian&ccedil;as menores de cinco anos tiveram o maior risco, com     incid&ecirc;ncia    que variou de 11,3 at&eacute; 64,3 casos/100.000 habitantes. A segunda popula&ccedil;&atilde;o    com maior risco foram aqueles com idade de 60 e mais anos: a incid&ecirc;ncia     variou de 2,0 casos /100.000 habitantes no ano 2002 at&eacute; 34,2 casos/100.000      habitantes, no ano 2006 (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t1"></a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="../img/revistas/ess/v19n1/1a03t1.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Dos 568 casos confirmados, 559 continham informa&ccedil;&atilde;o    sobre a evolu&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica dos quais 43 foram registrados    como &oacute;bitos (letalidade de 7,7%), que variou entre homens e mulheres:    no sexo masculino a letalidade foi 8,9% (32/358) e no sexo feminino 5,5% (11/201)    (<a href="#t2">Tabela 2</a>). Os casos com registro de infec&ccedil;&atilde;o    associada apresentaram a letalidade de 16,5% (20/121) e nos casos sem o registro    de infe&ccedil;&atilde;o a letalidade foi 4,5% (23/447).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t2" id="t2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="../img/revistas/ess/v19n1/1a03t2.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Do total de 568 casos, 121 continham informa&ccedil;&atilde;o      de coinfec&ccedil;&atilde;o com LV: 28 casos (23,1%) com infec&ccedil;&atilde;o       por HIV; nove (7,4%) com tuberculose e 84 casos (69,4%) com "outras" infe&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No primeiro ano da epidemia (2002) os casos foram    registrados em todas as regi&otilde;es administrativas. (<a href="#f1">Figura    1</a>). Ao longo do per&iacute;odo, a regi&atilde;o Anhanduizinho se destacou    das demais regi&otilde;es em n&uacute;mero de casos de LV (178/568), seguida    das regi&otilde;es Lagoa (127/568) e Imbirussu (79/568). Sessenta e sete por    cento de todos os casos residiam nessas &aacute;reas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="f1" id="f1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="../img/revistas/ess/v19n1/1a03f1.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maior incid&ecirc;ncia foi registrada na regi&atilde;o    Lagoa, em 2005 (41,3 casos/100.000 habitantes), quase duas vezes maior do que    a incid&ecirc;ncia para toda a cidade no mesmo ano (21,0 casos/100.000 habitantes).    Diferentemente, a menor incid&ecirc;ncia em 2005 foi observada na regi&atilde;o    Centro, com 8,2 casos/100.000 habitantes, correspondendo a 39% da incid&ecirc;ncia    de toda a cidade (21,0 casos/100.000 habitantes) (<a href="#f1">Figura 1</a>).    A incid&ecirc;ncia foi maior nas regi&otilde;es Lagoa (27,4 casos/100.000 habitantes),    Anhanduizinho (24,0 casos/100.000 habitantes) e Imbirussu (18,5 casos/100.000    habitantes) (<a href="#f2">Figura 2</a>). A letalidade tamb&eacute;m variou    nas diversas regi&otilde;es: 7,8% na regi&atilde;o Anhanduizinho; 6,3% na regi&atilde;o    Lagoa; 15,1% no Centro; 9,1% na regi&atilde;o Bandeira; 6,7% na regi&atilde;o    Segredo; 5,4% na regi&atilde;o Prosa e 5,1% na regi&atilde;o Imbirussu.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="f2" id="f2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="../img/revistas/ess/v19n1/1a03f2.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em inqu&eacute;ritos sorol&oacute;gicos caninos    realizados no per&iacute;odo de 2002 a 2006, foram coletadas 116.642 amostras,    das quais 29.493 foram soropositivas (25,3%). Foram borrifados 463.232 im&oacute;veis    no per&iacute;odo de 2003 a 2006 sendo que no ano 2004 o n&uacute;mero de im&oacute;veis    borrifados foi maior do que nos demais anos, sendo reduzido progressivamente    at&eacute; o ano 2006 (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="t3" id="t3"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="../img/revistas/ess/v19n1/1a03t3.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"> <b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As an&aacute;lises aqui realizadas caracterizaram    a epidemia   de leishmaniose visceral e o aumento da incid&ecirc;ncia   ao longo do per&iacute;odo analisado. A confirma&ccedil;&atilde;o do   diagn&oacute;stico parasitol&oacute;gico obtido em 66% dos casos   pode denotar um prov&aacute;vel erro de preenchimento   e/ou a aus&ecirc;ncia do registro na ficha de investiga&ccedil;&atilde;o,   considerando-se que um estudo realizado no Hospital   Universit&aacute;rio, Unidade Refer&ecirc;ncia para diagn&oacute;stico e   tratamento da LV em Mato Grosso do Sul, demonstrou a presen&ccedil;a do parasita    em 83,6% dos casos de LV   estudados.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A ocorr&ecirc;ncia de epidemia de LV em &aacute;rea    urbana de capitais brasileiras, primeiramente descrita nos munic&iacute;pios    de Teresina-PI,<sup>17</sup> S&atilde;o Lu&iacute;s-MA<sup>18</sup> e Natal-RN<sup>9</sup> na Regi&atilde;o Nordeste    do pa&iacute;s, demonstrou a mudan&ccedil;a do perfil epidemiol&oacute;gico    da doen&ccedil;a, como influ&ecirc;ncia do processo migrat&oacute;rio do campo    para as grandes cidades.<sup>19</sup> Entretanto, passados mais de 20 anos, ainda ocorrem    epidemias em capitais como Belo Horizonte- MG,<sup>10</sup> Palmas-TO<sup>20</sup> e Cuiab&aacute;-MT<sup>11</sup>    assim como a descrita em Campo Grande, no presente estudo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A abertura de avenidas acompanhando os cursos    dos c&oacute;rregos e a derrubada da vegeta&ccedil;&atilde;o para constru&ccedil;&atilde;o    de casas populares foram fatores de mudan&ccedil;a do ambiente<sup>21</sup> que podem ter    contribu&iacute;do para o aumento da densidade do vetor <i>L. longipalpis</i><sup>22</sup> e da    introdu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a em Campo Grande.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O diagn&oacute;stico de LV em c&atilde;o procedente    do munic&iacute;pio   de Corumb&aacute;, a mais antiga &aacute;rea de ocorr&ecirc;ncia   da LV canina e humana no Estado,<sup>23</sup> pode evidenciar a   exist&ecirc;ncia de um fluxo migrat&oacute;rio de animais doentes   procedentes de &aacute;reas end&ecirc;micas, que poderia explicar   a ocorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a na popula&ccedil;&atilde;o canina e introdu&ccedil;&atilde;o   da doen&ccedil;a na popula&ccedil;&atilde;o humana.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os resultados deste estudo demonstraram uma   distribui&ccedil;&atilde;o desigual da ocorr&ecirc;ncia da LV nas regi&otilde;es.   Verificou-se que os dois primeiros casos diagnosticados   eram residentes nas regi&otilde;es Norte (Segredo) e Sul   (Anhanduizinho), demonstrando a prov&aacute;vel dispers&atilde;o   da ocorr&ecirc;ncia da doen&ccedil;a, desde o in&iacute;cio da epidemia. A   distribui&ccedil;&atilde;o da LV se mostrou claramente heterog&ecirc;nea   e 67,6% dos casos concentraram-se em tr&ecirc;s regi&otilde;es.   A incid&ecirc;ncia maior nas Regi&otilde;es Sul e Oeste (Lagoa e   Anhanduizinho) pode ter sido devido &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es   ambientais diferenciadas e mais prop&iacute;cias para a   adapta&ccedil;&atilde;o do vetor.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> As prov&aacute;veis causas da diferen&ccedil;a    da incid&ecirc;ncia de   casos humanos nas diferentes regi&otilde;es podem tamb&eacute;m   estar relacionadas com a defici&ecirc;ncia das medidas de   controle e da capacidade de detec&ccedil;&atilde;o e notifica&ccedil;&atilde;o    dos   casos suspeitos. Contudo, para uma poss&iacute;vel explica&ccedil;&atilde;o   devem ser consideradas a densidade do vetor <i>L.   longipalpis</i> e a preval&ecirc;ncia da popula&ccedil;&atilde;o canina. Um   estudo realizado em Belo Horizonte demonstrou que   84% dos casos de LV humana estavam relacionados   a casos caninos.<sup>24</sup> Em Ara&ccedil;atuba, o inqu&eacute;rito canino   censit&aacute;rio mostrou uma preval&ecirc;ncia geral de 12,1%, mas que variou    entre 4,1% a 25,8% nos diferentes   setores do munic&iacute;pio.<sup>25</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As regi&otilde;es Anhanduizinho e Prosa podem    ser   consideradas as &aacute;reas com maior aumento da popula&ccedil;&atilde;o   suscept&iacute;vel devido &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de conjuntos   habitacionais, amplia&ccedil;&atilde;o de avenidas e constru&ccedil;&atilde;o    de   parques de lazer ao longo das margens dos c&oacute;rregos.   As diferen&ccedil;as na incid&ecirc;ncia entre as regi&otilde;es indicam   que as medidas de vigil&acirc;ncia devem contemplar os   diferentes contextos capazes de influenciar a ocorr&ecirc;ncia   da doen&ccedil;a. </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados apresentados sugerem que ao longo do   per&iacute;odo houve, provavelmente, a redu&ccedil;&atilde;o das medidas   direcionadas ao controle do vetor e o incremento das   medidas de controle do reservat&oacute;rio. Os resultados   obtidos quanto &agrave; letalidade dos casos com coinfec&ccedil;&atilde;o,   s&atilde;o semelhantes aos obtidos no Munic&iacute;pio de   Tr&ecirc;s Lagoas-MS<sup>12</sup> e ao citado na literatura, de que a   infec&ccedil;&atilde;o &eacute; uma das principais complica&ccedil;&otilde;es    da LV   e associa-se a um curso fatal em cerca de 50% dos   casos.<sup>26</sup> A dificuldade de acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de,   retardando o diagn&oacute;stico, pode ser considerado   um importante fator para a ocorr&ecirc;ncia dos &oacute;bitos. O   diagn&oacute;stico tardio dos casos que foram a &oacute;bito pode   ter contribu&iacute;do para essa evolu&ccedil;&atilde;o, como descrito no   Estado de Mato Grosso.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sup&otilde;e-se que mesmo antes da introdu&ccedil;&atilde;o      da   doen&ccedil;a, as unidades de sa&uacute;de j&aacute; notificassem casos   de LV procedentes de outros munic&iacute;pios, considerando-se ent&atilde;o   que os profissionais de sa&uacute;de teriam   o conhecimento da sintomatologia da doen&ccedil;a, o que   influenciaria positivamente na detec&ccedil;&atilde;o mais precoce   dos casos suspeitos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados obtidos neste estudo mostraram      a m&eacute;dia   de 43,4 dias entre o in&iacute;cio dos sintomas e a notifica&ccedil;&atilde;o   dos casos, denotando uma poss&iacute;vel defici&ecirc;ncia das   a&ccedil;&otilde;es de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica e, provavelmente,   das demais medidas. Considera-se, todavia que, por se   tratar de doen&ccedil;a que apresenta um curso insidioso e   aparecimento do quadro cl&iacute;nico cl&aacute;ssico ser vari&aacute;vel,   n&atilde;o seria esperada a detec&ccedil;&atilde;o imediata dos casos. Por   outro lado, como os sinais iniciais podem apresentar-se   de forma discreta, os pacientes n&atilde;o procuram   atendimento at&eacute; que a doen&ccedil;a se manifeste. No entanto,   como esse per&iacute;odo variou de zero a 385 dias, houve,   provavelmente, erro de preenchimento da ficha de   notifica&ccedil;&atilde;o, considerando ser improv&aacute;vel que esses   casos tenham sido diagnosticados no mesmo dia do   in&iacute;cio dos sintomas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em um estudo realizado no munic&iacute;pio de    Tr&ecirc;s   Lagoas<sup>12</sup> observou-se que as manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas   da doen&ccedil;a foram precoces, podendo-se inferir que   condi&ccedil;&otilde;es semelhantes poderiam ser encontradas em   Campo Grande.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O aumento da incid&ecirc;ncia e a ocorr&ecirc;ncia    de epidemia de LV em centros urbanos tem sido objeto de estudos referentes ao    efeito das medidas de controle na redu&ccedil;&atilde;o de incid&ecirc;ncia    da doen&ccedil;a, demonstrando que a baixa sensibilidade dos exames empregados    na rotina para o diagn&oacute;stico na popula&ccedil;&atilde;o canina, a morosidade    na remo&ccedil;&atilde;o dos c&atilde;es soropositivos e a reposi&ccedil;&atilde;o    dos c&atilde;es infectados podem ser os fatores que interferem na efetividade    da medida.<sup>27-29</sup> Todavia, outros autores demonstraram que a elimina&ccedil;&atilde;o    de c&atilde;es soropositivos pode ser fator relevante na redu&ccedil;&atilde;o    da incid&ecirc;ncia da LV.<sup>30</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Uma revis&atilde;o bibliogr&aacute;fica incluindo    66 estudos sobre a efetividade das medidas de controle no Brasil, infere sobre    a inconsist&ecirc;ncia dos achados em diferentes trabalhos sobre o efeito da    elimina&ccedil;&atilde;o de c&atilde;es soropositivos na redu&ccedil;&atilde;o    de incid&ecirc;ncia de casos humanos.<sup>8</sup> Neste estudo, como os percentuais de    positividade canina s&atilde;o referentes ao n&uacute;mero de amostras de diferentes    regi&otilde;es ou bairros e n&atilde;o est&atilde;o detalhadas as &aacute;reas    de abrang&ecirc;ncia e a periodicidade em que foram realizados, ou mesmo se    est&atilde;o sobrepostos os dados de uma mesma &aacute;rea onde j&aacute; tinham    sido realizados o inqu&eacute;rito e a elimina&ccedil;&atilde;o dos c&atilde;es    soropositivos, n&atilde;o foi poss&iacute;vel analisar a rela&ccedil;&atilde;o    entre a elimina&ccedil;&atilde;o de c&atilde;es e a ocorr&ecirc;ncia de casos    humanos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os resultados deste estudo mostraram o aumento    progressivo da incid&ecirc;ncia da LV em todos os anos, por&eacute;m, caso as    medidas de controle de fato n&atilde;o tenham impacto, a extin&ccedil;&atilde;o    da epidemia poderia ocorrer pela progressiva redu&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o    suscept&iacute;vel, determinada pela ocorr&ecirc;ncia de imunidade duradoura    e pela presen&ccedil;a de infectados assintom&aacute;ticos.<sup>15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outro aspecto de fundamental import&acirc;ncia,    relacionado &agrave; efetividade das estrat&eacute;gias de controle da LV em    centros urbanos, seria a falta de sustentabilidade de um sistema de vigil&acirc;ncia    permanente, com a utiliza&ccedil;&atilde;o extensiva de recursos humanos e financeiros.<sup>31</sup>    Considera-se que a defici&ecirc;ncia de recursos humanos capacitados e outros    fatores operacionais, especialmente em munic&iacute;pios de m&eacute;dio e grande    porte, t&ecirc;m inviabilizado a execu&ccedil;&atilde;o das medidas de preven&ccedil;&atilde;o    e controle da leishmaniose visceral preconizadas pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de    no Brasil.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A autora agradece especialmente ao Dr. Sergio    Souza da Cunha (Universidade Federal de Mato Grosso) pela valiosa orienta&ccedil;&atilde;o,    ao Dr. Pedro Sadi Monteiro (Universidade de Bras&iacute;lia), &agrave; Dra Maria    da Gl&oacute;ria Teixeira (Universidade Federal da Bahia) e aos t&eacute;cnicos    da Secretaria Municipal de Higiene e Sa&uacute;de P&uacute;blica do Munic&iacute;pio    de Campo Grande.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. Anstead GM, Chandrasekar B, Zhao W, Yang      J, Perez   LE, Melby PC. Malnutrition alters the innate immune   response and increases early visceralization following     <i>Leishmania donovani</i> infection. Infection and   Immunity 2001; 69:4709-4718.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Desjeux P. Human leishmaniases: epidemiology   and public health aspects. World Health Statistics Quaterly   1992;45:267-275.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Wijeyaratne PM, Jones-Arsenault LK, Murphy      CJ.   Endemic disease and development: the leishmaniases.   Acta Tropica 1994;56:349-364.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Chappuis F, Sundar S, Hailu A, Ghalib H,     Rijal S, Peeling RW, et al. What are the needs for   diagnosis, treatment and control?   Nature Reviews Microbiology 2007;   5:873-882.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Desjeux P. The increase in risk factors for   leishmaniasis worldwide. Transactions of the Royal   Society of Tropical Medicine &amp; Hygiene 2001;   95:239-243.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 6. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Secretaria    de Vigil&acirc;ncia   em Sa&uacute;de. Manual de vigil&acirc;ncia e controle da   leishmaniose visceral. Bras&iacute;lia: MS; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 7. Contijo CMF, Melo MN. Leishmaniose visceral    no   Brasil: quadro atual, desafios e perspectivas. Revista   Brasileira de Epidemiologia 2004;7:338-349.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Palatnik-de-Souza CB, Santos WR, Fran&ccedil;a-Silva    JC,   Costa RT, Reis AB, Palatnik M, et al. Impact of canine   control on the epidemiology of canine and human   visceral leishmaniasis in Brazil. American Journal of   Medicine and Hygiene 2001;65:510-517.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 9. Jer&ocirc;nimo SM, Oliveira RM, Mackay S,    Costa RM,   Sweet J, Nascimento ET, et al. An urban outbreak of   visceral leishmaniasis in Natal, Brazil. Transactions   of the Royal Society of Tropical Medicine &amp; Hygiene   1994;88:386-388.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 10. Bevilacqua PD, Paix&atilde;o HH, Modena    CM, Castro   MCPS. Urbaniza&ccedil;&atilde;o da leishmaniose visceral em Belo   Horizonte. Arquivo Brasileiro de Medicina Veterin&aacute;ria   e Zootecnia 2001;53:1-8.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 11. Mestre GL, Fontes CJ. The spread of the    visceral   leishmaniasis epidemic in the State of Mato Grosso,   1998-2005. Revista da Sociedade Brasileira de   Medicina Tropical 2007;40:42-48.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 12. Oliveira ALL, Paniago AMM, Dorval MCE, Oshiro   ET, Leal CR, Sanches M, et al. Emergent outbreak of   visceral leishmaniasis in Mato Grosso do Sul State.   Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical   2006;39:446-450.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 13. Silva ES, Oliveira AG, Carvalho FG, Silva    EA, Friozi E,   Farias R. Primeiro relato de leishmaniose visceral   canina em &aacute;rea urbana do munic&iacute;pio de Campo   Grande, Mato Grosso do Sul. Resumos do 36<sup>o</sup>   Congresso Brasileiro de Medicina Tropical; 2000 Feb.   20-24; S&atilde;o Lu&iacute;s, MA. Bras&iacute;lia; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 14. Oliveira AG, Falc&atilde;o AL, Brazil RP.    Primeiro encontro   de <i>Lutzomyia longipalpis</i> (Lutz &amp; Neiva, 1912) na   &aacute;rea urbana de Campo Grande, MS. Revista de Sa&uacute;de   P&uacute;blica 2000;34:654-655.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 15. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.      Estimativas populacionais. Rio de Janeiro: IBGE; 2006 &#91;acesso ago 2007&#93;.       Dispon&iacute;vel em: <a href="ftp://ftp.ibge.gov.br/Estimativas_Projecoes_Populacao" target="_blank">ftp://ftp.ibge.gov.br/Estimativas_Projecoes_Populacao</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">16. Brustolini YM, Cunha RV, Dorval ME, Oshiro    ET,   Pontes ERJC, Oliveira NA, et al. Comparison of   conventional methods for diagnosis of Visceral   Leishmaniasis in children of the Center-West Region   of Brazil. The Brazilian Journal of Infectious Diseases 2007;11:106-109.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 17. Costa CHN, Pereira HF, Araujo MV. Visceral   Leishmaniasis epidemic in the State of Piaui, Brazil,   1980-1986. Revista de Sa&uacute;de P&uacute;blica 1990;   24:361-372.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 18. Costa JML, Viana GMC, Saldanha ACR, Nascimento   MDSB, Alvim AC, Burattini MN, et al. Visceral   Leishmaniasis in the State of Maranh&atilde;o, Brazil:   evolution of an epidemic. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica   1995;11:321-324.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 19. Vieira JBF, Coelho GE. Leishmaniose visceral    ou   calazar: aspectos epidemiol&oacute;gicos e de controle.   Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical   1998;31:85-92.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 20. Gl&oacute;ria MRB. Leishmaniose visceral:    situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e distribui&ccedil;&atilde;o espacial,    munic&iacute;pio de Palmas, Tocantins &#91;disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;.    Rio de Janeiro (RJ): Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica; 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 21. Silva EA, Andreotti R, Honer MR. Behavior    of     <i>Lutzomyia longipalpis</i>, the main vector of American   visceral leishmaniasis, in Campo Grande, State of   Mato Grosso do Sul. Revista da Sociedade Brasileira   de Medicina Tropical 2007;40:420-425.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 22. Oliveira AG, Galati EAB, Oliveira O, Oliveira    GRO,   Espindola AR, Dorval MEC, et al. Abundance of     <i>Lutzomyia longipalpis</i> (Diptera: Psychodidae:   Phlebotominae) and urban transmission of visceral   leishmaniasis in Campo Grande, state of Mato Grosso   do Sul, Brazil. Mem&oacute;rias do Instituto Oswaldo Cruz   2006;101:869-874.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 23. Nunes VLB, Yamamoto YY, Rego FA, Dorval    MEC,   Galati EAB, Oshiro ET, et al. Aspectos epidemiol&oacute;gicos   da leishmaniose visceral em c&atilde;es de Corumb&aacute;, Mato   Grosso do Sul. Brazilian Journal of Veterinary Reserch   1988;8:17-21.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 24. Margonari C, Freitas CR, Ribeiro RC, Moura    ACM,   Timb&oacute; M, Gripp AH, et al. 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<body><![CDATA[<br>   Rua Beliz&aacute;rio Lima 236,    <br>   Campo Grande-MS, Brasil.    <br>   CEP:79004-270    <br>   <i> E-mail</i>:<a href="mailto:mara.furlan@saude.gov.br">mara.furlan@saude.gov.br</a>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 02/01/2009    <br>   Aprovado em 25/09/2009</font></p>      ]]></body><back>
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