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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Aspectos relacionados à conservação de vacinas nas unidades básicas de saúde da cidade do Recife - Pernambuco]]></article-title>
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<institution><![CDATA[,Universidade de Pernambuco Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças Departamento de Saúde Pública e Ciências do Comportamento]]></institution>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[That is a descriptive study, performed in 39 primary care health units, aiming to describe the knowledge and procedures of the vaccinators related to vaccines conservation at primary care health units in Recife, capital city of Pernambuco. Data show that 41% of vaccinators do not check the appropriate temperature (2-8ºC) of ice packs in the cold box; 61.5% do not monitor the cold box temperature after preparation; 38.5% do not change the ice packs in the beginning of the afternoon shift. Moreover, 46.1% of the refrigerators have inadequate gasket and that there were no outdoor cable thermometers to monitor the cold box. These factors may contribute to the exposure of immunobiological drugs to temperature flow and consequently to the inactivation of immunogenic components. Priority is recommended for the acquisition of storage equipment for vaccines conservation, and for monitoring, through supervision, the vaccinators activities. Those results point to the importance of capacity building based on the local situation, and alert that the succession of small failures can hamper the credibility that vaccination has been acquiring in the late decades.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a></b></font><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO    ORIGINAL</b></font></p>     <p align="right">&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Aspectos relacionados &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o    de vacinas nas unidades b&aacute;sicas de sa&uacute;de da cidade do Recife &#8211;    Pernambuco</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Aspects Related to Vaccines Conservation at    Primary Care Health Units in the City of Recife, State of Pernambuco, Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Giselle Karine Muniz de Melo; Janice Vasconcelos    Oliveira; Maria Sandra Andrade</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Departamento de Sa&uacute;de P&uacute;blica    e Ci&ecirc;ncias do Comportamento, Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das    Gra&ccedil;as, Universidade de Pernambuco, Recife-PE, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Estudo descritivo, realizado em 39 unidades b&aacute;sicas    de sa&uacute;de (UBS) com o objetivo de caracterizar o conhecimento e os procedimentos    dos vacinadores na conserva&ccedil;&atilde;o das vacinas nas UBS em Recife,    Pernambuco. Quarenta e um por cento dos vacinadores n&atilde;o realizam a ambienta&ccedil;&atilde;o    das bobinas de gelo recicl&aacute;vel; 61,5% n&atilde;o monitoram a temperatura    da caixa t&eacute;rmica ap&oacute;s o preparo; 38,5% n&atilde;o trocam as bobinas    no in&iacute;cio do turno da tarde. Ressalta-se que 46,1% das geladeiras apresentam    veda&ccedil;&atilde;o inadequada e h&aacute; inexist&ecirc;ncia de term&ocirc;metros    de cabo extensor para monitoramento das caixas t&eacute;rmicas. Esses s&atilde;o    fatores que podem contribuir para a exposi&ccedil;&atilde;o dos imunobiol&oacute;gicos    a varia&ccedil;&otilde;es de temperaturas e consequente inativa&ccedil;&atilde;o    dos componentes imunog&ecirc;nicos. Recomenda-se prioridade na aquisi&ccedil;&atilde;o    dos equipamentos para a conserva&ccedil;&atilde;o das vacinas e o monitoramento    por meio de supervis&atilde;o das atividades dos vacinadores. Os resultados    apontam para a import&acirc;ncia de capacita&ccedil;&otilde;es que trabalhem    a partir de diagn&oacute;sticos de situa&ccedil;&otilde;es locais e alerta que    a sucess&atilde;o de pequenas falhas pode comprometer a credibilidade que a    vacina&ccedil;&atilde;o vem adquirindo nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave:</b> vacinas; programas de    imuniza&ccedil;&atilde;o; rede de frio; centros de sa&uacute;de.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">That is a descriptive study, performed in 39    primary care health units, aiming to describe the knowledge and procedures of    the vaccinators related to vaccines conservation at primary care health units    in Recife, capital city of Pernambuco. Data show that 41% of vaccinators do    not check the appropriate temperature (2-8<sup>o</sup>C) of ice packs in the cold box;    61.5% do not monitor the cold box temperature after preparation; 38.5% do not    change the ice packs in the beginning of the afternoon shift. Moreover, 46.1%    of the refrigerators have inadequate gasket and that there were no outdoor cable    thermometers to monitor the cold box. These factors may contribute to the exposure    of immunobiological drugs to temperature flow and consequently to the inactivation    of immunogenic components. Priority is recommended for the acquisition of storage    equipment for vaccines conservation, and for monitoring, through supervision,    the vaccinators activities. Those results point to the importance of capacity    building based on the local situation, and alert that the succession of small    failures can hamper the credibility that vaccination has been acquiring in the    late decades.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words:</b> vaccines; immunization programs;    cold chain; health centers.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3"><b><font face="Verdana">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A vacina&ccedil;&atilde;o vem ocupando um lugar      de destaque entre os instrumentos de sa&uacute;de p&uacute;blica utilizados       pelos governos e autoridades sanit&aacute;rias. Vista como respons&aacute;vel        pelo decl&iacute;nio acelerado da morbimortalidade por doen&ccedil;as        imunopreven&iacute;veis    nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas em nosso pa&iacute;s, a vacina tem a finalidade    de assegurar uma prote&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica ao indiv&iacute;duo     imunizado,<sup>1</sup> sendo considerada, por muitos, respons&aacute;vel     por salvar in&uacute;meras    vidas e evitar a propaga&ccedil;&atilde;o de uma s&eacute;rie de doen&ccedil;as.<sup>2,3</sup>    O uso crescente da utiliza&ccedil;&atilde;o dos imunobiol&oacute;gicos, no   entanto,  traz consigo a necessidade de garantir a qualidade desses produtos.<sup>2</sup> Observa-se    escassez de estudos nacionais sobre a conserva&ccedil;&atilde;o de imunobiol&oacute;gicos     nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, aspecto fundamental para a manuten&ccedil;&atilde;o      e avan&ccedil;o no controle das doen&ccedil;as imunopreven&iacute;veis.      Ressalta-se,  no entanto, a disponibilidade de detalhada e r&iacute;gida      normatiza&ccedil;&atilde;o    nacional sobre o tema disponibilizada pelo Programa Nacional de Imuniza&ccedil;&atilde;o    (PNI).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A institucionaliza&ccedil;&atilde;o do PNI, criado    em 1973, sob a responsabilidade do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS), traz    pontos referentes ao controle de qualidade de soros e vacinas, atrav&eacute;s    da implanta&ccedil;&atilde;o da Rede de Frio (RF) &#8211; processo de armazenamento,    transporte e manipula&ccedil;&atilde;o das vacinas utilizadas nos Programas    de Vacina&ccedil;&atilde;o, com o objetivo de assegurar suas caracter&iacute;sticas    imunog&ecirc;nicas.<sup>4,5</sup> No entanto, a seguran&ccedil;a e efic&aacute;cia dos    imunobiol&oacute;gicos s&oacute; ser&atilde;o asseguradas se os profissionais    de sa&uacute;de, especialmente os que atuam na sala de vacina&ccedil;&atilde;o,    utilizarem os procedimentos corretos de transporte, manipula&ccedil;&atilde;o    e estocagem.<sup>4,6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considerando o exposto, esse estudo teve por    objetivo caracterizar o conhecimento e procedimentos dos t&eacute;cnicos e auxiliares    de Enfermagem na conserva&ccedil;&atilde;o dos imunobiol&oacute;gicos nas Unidades    B&aacute;sicas de Sa&uacute;de (UBS) em Recife-PE. Procurou-se construir o perfil    profissional e avaliar a adequa&ccedil;&atilde;o dos procedimentos utilizados    em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s normas estabelecidas pelo PNI e RF. Espera-se    assim contribuir com os gestores das UBS, oferecendo-lhes elementos para o planejamento    de estrat&eacute;gias voltadas para a qualifica&ccedil;&atilde;o profissional    dos vacinadores atrav&eacute;s de atividades de educa&ccedil;&atilde;o permanente    e forma&ccedil;&atilde;o profissional.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">Metodologia</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Trata-se de um estudo descritivo, realizado no    per&iacute;odo de novembro de 2006 a mar&ccedil;o de 2007, em salas de vacina&ccedil;&atilde;o    das UBS da cidade do Recife-PE. Para o estudo foram consideradas as UBS do Programa    de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia integrantes dos Distritos Sanit&aacute;rios    (DS) e que possuem a seguinte distribui&ccedil;&atilde;o (e numero de UBS abrangidos    por eles): DS I (09), DS II (18), DS III (21), DS IV (16), DS V (12) e DS VI    (27), perfazendo um total de 103 UBS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O munic&iacute;pio de Recife possui uma &aacute;rea    de 217.494 km<sup>2</sup>, uma popula&ccedil;&atilde;o de 1.422.905 habitantes, com 118.041    entre zero e quatro anos;<sup>7</sup> apresenta uma mortalidade infantil de 15,5 por 1.000    nascidos vivos, considerando apenas os &oacute;bitos e nascimentos coletados    pelo Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o sobre Mortalidade e pelo Sistema de    Informa&ccedil;&atilde;o de Nascidos Vivos (SIM/Sinasc). Possui 94 bairros que    se agrupam em 18 microrregi&otilde;es e estas em seis regi&otilde;es pol&iacute;tico-administrativas,    correspondentes, na estrutura da Secretaria de Sa&uacute;de, aos DS. Funcionam    no munic&iacute;pio 103 UBS,<sup>8</sup> nas quais atuam 271 equipes do programa de sa&uacute;de    da fam&iacute;lia, compostas por 1.770 agentes comunit&aacute;rios de sa&uacute;de.    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A popula&ccedil;&atilde;o de estudo foram todos    os vacinadores que trabalham em UBS no munic&iacute;pio de Recife, Pernambuco.    Para c&aacute;lculo da amostra, foram considerados como estratos os DS (n=6)    e como unidades amostrais as UBS (n=103). A amostra foi calculada em fun&ccedil;&atilde;o    do n&uacute;mero de UBS de cada DS, c&aacute;lculo esse baseado em t&eacute;cnicas    de processos probabil&iacute;sticos com estratifica&ccedil;&atilde;o proporcional,    assim distribu&iacute;da: DS I (04), DS II (07), DS III (08), DS IV (06), DS    V (04) e DS VI (10), resultando em uma amostra de 39 UBS.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi aplicado um teste piloto em vacinadores de    uma unidade de sa&uacute;de a fim de estimar uma preval&ecirc;ncia inicial de    erros relacionados ao conhecimento dos vacinadores sobre rede de frio; foi verificado    que 20% dos vacinadores desconheciam os procedimentos de conserva&ccedil;&atilde;o    de vacinas. Utilizou-se um intervalo de confian&ccedil;a de 95%, preval&ecirc;ncia    estimada de 20%, erro toler&aacute;vel de amostragem de 5% e perdas de at&eacute;    10%. Ap&oacute;s o dimensionamento da amostra por estrato, foi realizado sorteio    aleat&oacute;rio simples entre todas as unidades de cada DS, n&atilde;o levando    em considera&ccedil;&atilde;o caracter&iacute;sticas ou particularidades das    UBS. O &uacute;nico crit&eacute;rio de exclus&atilde;o foi a recusa do vacinador    em participar do estudo. A coleta dos dados foi realizada mediante aplica&ccedil;&atilde;o    de formul&aacute;rios estruturados, compostos de duas partes: a primeira, respondida    pelos t&eacute;cnicos e auxiliares de enfermagem, e a segunda, que confrontava    as quest&otilde;es respondidas pelos sujeitos da pesquisa, preenchida pelos    pesquisadores mediante observa&ccedil;&atilde;o local das salas de vacina. Os    dados foram analisados utilizando-se o <i>software</i> Epidemiologia em Microinform&aacute;tica    &#8211; EPI INFO vers&atilde;o 5.0 1b.<sup>9</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Definiram-se como categorias de an&aacute;lise    os dados referentes aos aspectos gerais dos sujeitos pesquisados, tais como:    categoria profissional; sexo; idade; escolaridade; tempo de trabalho em sala    de vacina; e treinamentos espec&iacute;ficos em sala de vacinas. Foram tamb&eacute;m    analisadas as respostas dos sujeitos pesquisados com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s    atividades di&aacute;rias e conhecimentos espec&iacute;ficos dos procedimentos    relacionados &agrave; conserva&ccedil;&atilde;o de imunobiol&oacute;gicos. A    terceira categoria de an&aacute;lise foi a observa&ccedil;&atilde;o dos procedimentos    adotados nas salas de vacina, realizada pelos pesquisadores em visitas &agrave;s    UBS, seguindo um roteiro previamente definido. As categorias analisadas foram:    capacidade e condi&ccedil;&otilde;es de veda&ccedil;&atilde;o da geladeira e    caixa t&eacute;rmica; organiza&ccedil;&atilde;o interna da geladeira; monitoramento    da temperatura da geladeira e caixa t&eacute;rmica; e rotina de trabalho dos    vacinadores durante toda a jornada de trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Realizou-se a an&aacute;lise descritiva a partir    de tabelas de distribui&ccedil;&atilde;o de frequ&ecirc;ncia. Adicionalmente    foi calculado o intervalo de confian&ccedil;a para as preval&ecirc;ncias estimadas.    Em toda a an&aacute;lise foi utilizado o n&iacute;vel de signific&acirc;ncia    de 5%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas O estudo    est&aacute; em conson&acirc;ncia com a Resolu&ccedil;&atilde;o n<sup>o</sup> 196 de    10/ 10/ 1996 do Conselho Nacional de Sa&uacute;de (CNS) e foi aprovado pelo    Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade de Pernambuco.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">Resultados</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O percentual das UBS avaliadas (n=39) variou    de 33,3% a 38,8% de unidades amostrais por estrato e foi considerado homog&ecirc;neo.    Foram entrevistados 39 profissionais, sendo 28 t&eacute;cnicos de enfermagem    (71,8%) e 11 auxiliares de enfermagem (28,2%); 89,7% dos entrevistados trabalham    h&aacute; mais de um ano em sala de vacina (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Quando    categorizados por DS (n=6) verifica-se que apenas em dois DS os vacinadores    de todas as UBS pesquisadas receberam treinamentos espec&iacute;ficos para trabalhar    em sala de vacina no &uacute;ltimo ano.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t1"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v19n1/1a04t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A <a href="#t2">Tabela 2</a> mostra vari&aacute;veis    referentes &agrave; categoria &quot;atividade di&aacute;ria&quot; realizada    pelos t&eacute;cnicos e auxiliares de enfermagem e cont&eacute;m perguntas sobre    a rotina executada no dia-a-dia, relacionada a procedimentos que visam a garantir    a temperatura adequada dos imunobiol&oacute;gicos. As respostas referentes &agrave;    categoria &quot;conhecimentos espec&iacute;ficos&quot;, que permitem avaliar    os sujeitos pesquisados quanto ao suporte te&oacute;rico que possuem acerca    de conceitos b&aacute;sicos de conserva&ccedil;&atilde;o dos imunobiol&oacute;gicos,    est&atilde;o demonstradas na <a href="#t3">Tabela 3</a>.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a name="t2"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v19n1/1a04t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="../img/revistas/ess/v19n1/1a04t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Nas visitas, verificou-se que todas as geladeiras    utilizadas s&atilde;o do tipo dom&eacute;stico e todas as UBS apresentavam um    equipamento para conserva&ccedil;&atilde;o das vacinas. A capacidade de armazenamento    dessas geladeiras era de 280 litros ou superior, em 87,2% das unidades (34),    e com capacidade inferior, em 12,8% das unidades (05). Considerando a organiza&ccedil;&atilde;o    do espa&ccedil;o interno das geladeiras utilizadas, a come&ccedil;ar pelos congeladores    (ou evaporadores), observa-se que em 41,0% dessas unidades (16 UBS) as geladeiras    apresentavam todo o espa&ccedil;o do congelador preenchido pelo gelo recicl&aacute;vel    e em 59,0% (23 UBS) as geladeiras n&atilde;o apresentavam esta condi&ccedil;&atilde;o.    Sobre a organiza&ccedil;&atilde;o das prateleiras do equipamento refrigerado,    em 66,7% das unidades pesquisadas (26 UBS) armazenavam-se as vacinas virais    na primeira prateleira das geladeiras e em 33,3% (13 UBS) verificou-se a presen&ccedil;a    de vacinas bacterianas na primeira prateleira das geladeiras; 30,8% das unidades    pesquisadas (12 UBS) armazenavam vacinas bacterianas na segunda prateleira das    geladeiras e apresentavam term&ocirc;metro de m&aacute;xima e m&iacute;nima,    corretamente posicionado. Vinte e sete UBS (69,2%) armazenavam outros imunobiol&oacute;gicos    na segunda prateleira das geladeiras, juntamente com o posicionamento incorreto    do term&ocirc;metro de m&aacute;xima e m&iacute;nima. Com rela&ccedil;&atilde;o    &agrave; terceira prateleira verificou-se que 30,8% (12) n&atilde;o a possu&iacute;am,    dos que a possu&iacute;am, 81,5% (22) a utilizam para armazenamento de estoques    de vacinas bacterianas e diluentes. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; prateleira    inferior, 100% dos equipamentos n&atilde;o estavam preenchidos em sua totalidade    com garrafas com &aacute;gua e corante (<a href="#t4">Tabela 4</a>) e utilizavam    garrafas de diversos tamanhos e tipos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v19n1/1a04t4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">A presen&ccedil;a de produtos na porta da geladeira    foi observada em dois (5,1%) equipamentos. Destes, 20 equipamentos refrigerados    (51,3%) n&atilde;o apresentavam condi&ccedil;&atilde;o adequada de veda&ccedil;&atilde;o    quando realizado o teste para a sua verifica&ccedil;&atilde;o, conforme recomendado    pelo Manual de RF do PNI.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A capacidade das caixas t&eacute;rmicas (CT)     apresentou-se  adequada (armazenavam entre sete a 12 litros) em todas as     UBS. Do total das  caixas t&eacute;rmicas preparadas nos dias de visita dos     avaliadores (79,5%),  83,9% apresentavam tampas perfeitamente ajustadas,     n&atilde;o apresentavam rachaduras    e/ou furos e n&atilde;o possu&iacute;am drenos, de acordo com o preconizado   pelo Manual de RF do PNI<sup>4</sup> e 87,1% mantinham-se fora do alcance da   luz solar  direta e distante de fontes de calor.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">Discuss&atilde;o</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os profissionais de enfermagem t&ecirc;m participa&ccedil;&atilde;o    efetiva no processo de conserva&ccedil;&atilde;o dos imunobiol&oacute;gicos,    fato j&aacute; verificado por outros autores em estudos realizados no servi&ccedil;o    p&uacute;blico.<sup>10-13</sup> A legisla&ccedil;&atilde;o que regulamenta a pr&aacute;tica    de enfermagem disp&otilde;e que os profissionais de enfermagem est&atilde;o    aptos a executarem tal atividade. Vale ressaltar que o Conselho Federal de Enfermagem    prop&otilde;e a qualifica&ccedil;&atilde;o profissional por parte dos auxiliares    de enfermagem.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A maioria dos pesquisados trabalha h&aacute;    mais de tr&ecirc;s anos em sala de vacina&ccedil;&atilde;o, o que pressup&otilde;e    maior experi&ecirc;ncia profissional. Associa-se a isso o expressivo relato    dos pesquisados de que receberam treinamentos espec&iacute;ficos em salas de    vacina, o que sugere profissionais mais capacitados. No entanto, existem profissionais    que n&atilde;o receberam nenhum treinamento no &uacute;ltimo ano. Ressalta-se    a import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o continuada em sala de vacina uma    vez que novas vacinas s&atilde;o incorporadas, novos conhecimentos adicionados,    tornando imprescind&iacute;vel a capacita&ccedil;&atilde;o na pr&aacute;tica    cotidiana das salas de vacina. A import&acirc;ncia da educa&ccedil;&atilde;o    continuada deve-se ao fato de se privilegiar as oportunidades educativas surgidas    no cotidiano dos trabalhadores de sa&uacute;de. A partir da an&aacute;lise do    contexto podem ser estabelecidas op&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s das quais    se indicariam alternativas para desenvolver o processo de capacita&ccedil;&atilde;o,    tais como o desenvolvimento de conhecimentos e habilidades que &quot;poder&atilde;o    adquirir-se gradual e progressivamente, segundo se apresenta um problema relacionado    com o objetivo educacional&quot;.<sup>14</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Observou-se que todos os profissionais pesquisados    conhecem a import&acirc;ncia da realiza&ccedil;&atilde;o da leitura di&aacute;ria    de temperaturas, realizada no in&iacute;cio e no final da jornada de trabalho,    e do registro em impresso pr&oacute;prio, notificando as altera&ccedil;&otilde;es    ao seu supervisor. Resultado tamb&eacute;m encontrado por Aranda<sup>10</sup> (2006). No    entanto, verifica-se que 61,5% dos sujeitos da pesquisa n&atilde;o fazem o monitoramento    da temperatura ap&oacute;s o preparo da caixa t&eacute;rmica, especialmente    pela falta de equipamento destinado a esta finalidade. Entre os que n&atilde;o    realizam o monitoramento utilizando o term&ocirc;metro de cabo extensor, 38,5%    tamb&eacute;m n&atilde;o realizam a troca das bobinas de gelo recicl&aacute;vel    no inicio da jornada de trabalho do turno da tarde. Alia-se a isso o fato de    que 41% dos pesquisados n&atilde;o realizam a ambienta&ccedil;&atilde;o das    bobinas de gelo. Estes fatores podem contribuir para a exposi&ccedil;&atilde;o    dos imunobiol&oacute;gicos a varia&ccedil;&otilde;es de temperaturas que podem    provocar a inativa&ccedil;&atilde;o dos componentes imunog&ecirc;nicos.<sup>4,15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ressalta-se que a utiliza&ccedil;&atilde;o do    term&ocirc;metro de cabo extensor ap&oacute;s o preparo das caixas, recomendado    pelo Manual de RF do PNI,<sup>4</sup> n&atilde;o faz parte da rotina dos vacinadores, verificando-se    a falta do equipamento destinado a esta finalidade na maioria das unidades visitadas.    Para um bom gerenciamento do Programa de Imuniza&ccedil;&atilde;o das UBS a    aquisi&ccedil;&atilde;o e utiliza&ccedil;&atilde;o do equipamento deve ser prioridade    por ser de fundamental import&acirc;ncia para assegurar a efic&aacute;cia das    vacinas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Quando questionados sobre as vacinas que podem    ser submetidas a temperaturas negativas, observa-se bom conhecimento sobre as    vacinas bacterianas, diferentemente dos resultados apresentados para vacinas    virais. No entanto, considerando a baixa utiliza&ccedil;&atilde;o de term&ocirc;metro    de cabo extensor ap&oacute;s o preparo das caixas t&eacute;rmicas e o importante    n&uacute;mero de vacinadores que n&atilde;o realizam a ambienta&ccedil;&atilde;o    das bobinas, pode haver exposi&ccedil;&atilde;o dos imunobiol&oacute;gicos a    temperaturas negativas e consequente risco de redu&ccedil;&atilde;o de sua efetividade    por esta exposi&ccedil;&atilde;o. Resultados referentes ao desconhecimento pelas    equipes t&eacute;cnicas dos preju&iacute;zos acarretados pelas baixas temperaturas    foram encontrados em estudo realizado em S&atilde;o Paulo em 2006.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Apesar do bom n&iacute;vel de informa&ccedil;&atilde;o    que possuem os t&eacute;cnicos e auxiliares de enfermagem pesquisados, deve-se    considerar que foram observadas falhas referentes &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o    interna da geladeira, o que pode comprometer a qualidade dos imunobiol&oacute;gicos.    Falhas no cumprimento da organiza&ccedil;&atilde;o interna da geladeira s&atilde;o    referidas em outros estudos.<sup>10-12</sup> No estudo das UBS no munic&iacute;pio de Recife,    foram encontradas bobinas de gelo recicl&aacute;vel na posi&ccedil;&atilde;o    horizontal e vertical (n&atilde;o ocupando todo o espa&ccedil;o do congelador)    e n&uacute;mero insuficiente de garrafas de &aacute;gua com corante na &uacute;ltima    prateleira, al&eacute;m da utiliza&ccedil;&atilde;o de garrafas inadequadas.    A import&acirc;ncia da verifica&ccedil;&atilde;o das normas de organiza&ccedil;&atilde;o    interna da geladeira, relacionadas ao armazenamento das bobinas de gelo recicl&aacute;vel    no evaporador e ao acondicionamento das garrafas com &aacute;gua, prende-se    ao fato de contribuir para a lenta eleva&ccedil;&atilde;o da temperatura na    eventualidade de interrup&ccedil;&atilde;o do fornecimento de energia el&eacute;trica    ou defeito do equipamento.<sup>4</sup> Esses procedimentos de armazenamento das bobinas    de gelo recicl&aacute;vel no evaporador e de acondicionamento das garrafas com    &aacute;gua, exequ&iacute;veis e eficazes no auxilio da manuten&ccedil;&atilde;o    da temperatura adequada, n&atilde;o s&atilde;o observados na maioria das UBS,    o que sugere que os vacinadores n&atilde;o assimilaram como pr&aacute;tica de    rotina da sala de vacina&ccedil;&atilde;o a necessidade da execu&ccedil;&atilde;o    correta de tais procedimentos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Foi observado quanto a segunda prateleira das    geladeiras, que apenas 30,8% das UBS, armazenavam corretamente as vacinas bacterianas    e apresentava os term&ocirc;metros de m&aacute;xima e m&iacute;nima, no centro,    em posi&ccedil;&atilde;o vertical,<sup>6,14</sup> estando os mesmos ausentes ou presentes    em outros locais de dif&iacute;cil visualiza&ccedil;&atilde;o, o que pode comprometer    o correto monitoramento da temperatura interna da geladeira.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s caixas t&eacute;rmicas,    verificou-se que a maioria delas apresentava adequada condi&ccedil;&atilde;o    de veda&ccedil;&atilde;o e mantinha-se fora do alcance da luz solar e distante    de fontes de calor, como recomenda o Manual de RF do PNI.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os profissionais pesquisados demonstram conhecimento    te&oacute;rico do processo, mas n&atilde;o executam esse conhecimento na pr&aacute;tica,    por falta de infraestrutura nas unidades para a conserva&ccedil;&atilde;o adequada    das vacinas, uma vez que foram verificados equipamentos com problemas (46,1%    das geladeiras com inadequada condi&ccedil;&atilde;o de veda&ccedil;&atilde;o)    e a falta de equipamentos (term&ocirc;metros). Dificuldades na gest&atilde;o    das atividades tamb&eacute;m impedem a pr&aacute;tica adequada do processo de    conserva&ccedil;&atilde;o de vacinas. Essas dificuldades de gest&atilde;o decorrem    da aus&ecirc;ncia de procedimentos operacionais padronizados (&quot;procedimentos    padr&atilde;o&quot;) que possam ser verificados e monitorados atrav&eacute;s    de um trabalho de supervis&atilde;o, permitindo assim o controle das atividades    e a minimiza&ccedil;&atilde;o da dicotomia teoria e pr&aacute;tica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo aponta para a necessidade de capacitar    os profissionais que operacionalizam a conserva&ccedil;&atilde;o das vacinas    nas UBS, prioritariamente com o estabelecimento de educa&ccedil;&atilde;o continuada    e da presen&ccedil;a sistem&aacute;tica de um trabalho de supervis&atilde;o    que colabore para a aplica&ccedil;&atilde;o do aprendizado dessa capacita&ccedil;&atilde;o    na pr&aacute;tica cotidiana, tendo em vista o fato de que as informa&ccedil;&otilde;es    te&oacute;ricas fornecidas pelos vacinadores durante esta pesquisa nem sempre    estavam totalmente de acordo com a pr&aacute;tica observada. A&ccedil;&otilde;es    educativas no ambiente de trabalho podem representar oportunidades para instrumentaliz&aacute;-lo    como eixo educativo, privilegiando o enfrentamento e a solu&ccedil;&atilde;o    de problemas.<sup>14</sup> O monitoramento das atividades educativas possibilitaria as    corre&ccedil;&otilde;es e ajustes do processo de capacita&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> &Eacute; importante refletir que a sucess&atilde;o    de pequenas falhas pode comprometer a credibilidade que os imunobiol&oacute;gicos    v&ecirc;m conquistando nessas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, sendo fundamental    para a manuten&ccedil;&atilde;o dessa credibilidade a orienta&ccedil;&atilde;o    dos profissionais e o monitoramento dos processos que envolvem a manipula&ccedil;&atilde;o    dessas subst&acirc;ncias, por parte dos supervisores das unidades e gestores    de sa&uacute;de do munic&iacute;pio. Para essa orienta&ccedil;&atilde;o e monitoramento,    deve-se utilizar o suporte te&oacute;rico e metodol&oacute;gico disponibilizado    pelo PNI/MS como instrumento para a&ccedil;&otilde;es capazes de operar uma    transforma&ccedil;&atilde;o das atividades realizadas nas salas de vacinas,    de maneira que se possa atingir, assim, a qualidade na presta&ccedil;&atilde;o    do servi&ccedil;o e contribuir para o controle das doen&ccedil;as imunopreven&iacute;ves.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Abbas AK, Lichtman AH. Cellular and molecular    immunology. 5<sup>a</sup> ed. New York: Elsevier; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Ponte CF. Vacina&ccedil;&atilde;o, controle    de qualidade e produ&ccedil;&atilde;o de vacinas no Brasil a partir de 1960.    Hist&oacute;ria, Sa&uacute;de Manguinhos 2003;10(2):619-653. </font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">3. Tempor&atilde;o JG. O Programa Nacional de    Imuniza&ccedil;&otilde;es (PNI): origens e desenvolvimento. Hist&oacute;ria,    Sa&uacute;de Manguinhos 2003;10(2):601-617.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Manual de rede de frio. 3<sup>a</sup> ed. Bras&iacute;lia: Funasa; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">5. Secretaria de Sa&uacute;de do Paran&aacute;.    Programa de imuniza&ccedil;&otilde;es e sala de vacina. Curitiba: SES; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Capacita&ccedil;&atilde;o de pessoal em sala de vacina&ccedil;&atilde;o &#8211;    manual do treinando. Bras&iacute;lia: Funasa; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica.    Censo e Sociedade: estat&iacute;sticas para a cidadania. Revista do censo &#91;Internet&#93;.    2000 edi&ccedil;&atilde;o n. 10 &#91;acesso 2007 maio 8&#93;. Dispon&iacute;vel    em: <a href="http://www.ibge.gov.br/censo/" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/censo/</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Secretaria da Administra&ccedil;&atilde;o    do Estado de Pernambuco; Ag&ecirc;ncia Estadual de Planejamento e Pesquisas    de Pernambuco. Informa&ccedil;&otilde;es municipais &#91;Internet&#93;. Recife:    SEA &#91;acesso 2007 maio 8&#93;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www2.sad.pe.gov.br/home/home-sad.html" target="_blank">http://www.sare.pe.gov.br</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Dean AG, Dean JA, Burton AH, Dicker RC. Epi    Info, version 5: a word processing, database and statistics program for epidemiology    on micro-computers. Atlanta: Centers for Disease Control and Prevention; 1990.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Aranda CMSS, Moraes JC. Rede de frio para    a conserva&ccedil;&atilde;o de vacinas em unidades p&uacute;blicas do munic&iacute;pio    de S&atilde;o Paulo: conhecimento e pr&aacute;tica. Revista Brasileira de Epidemiologia    2006; 9(2):172-185.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">11. Lima GZ, Baldy JLS, Souza MSO. Uso de refrigeradores    para conserva&ccedil;&atilde;o de vacinas nas unidades de sa&uacute;de do munic&iacute;pio    de Londrina, Paran&aacute;. Pediatria (S&atilde;o Paulo) 1985;7:17-19.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">12. Mendes IF, Pral MM, Miyaki C, Gallina NMF,    Petricevich VL, Fang FLW, et al. Avalia&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es    de estocagem de vacinas vivas, atenuadas contra sarampo, em postos de vacina&ccedil;&atilde;o    credenciados e em centros de sa&uacute;de do estado de S&atilde;o Paulo. Revista    de Sa&uacute;de Publica 1985;19:444-449.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Oliveira SA, Homma A, Mahul DC, Loureiro    MLP, Camillo-Coura L. Avalia&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es de    estocagem de vacina contra o sarampo nas unidades sanit&aacute;rias dos munic&iacute;pios    de Niter&oacute;i e S&atilde;o Gon&ccedil;alo, Estado do Rio de Janeiro. Revista    do Instituto de Medicina Tropical de S&atilde;o Paulo 1991;33(4):313-318.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">14. Haddad J, Mojica MJ, Chang M; Organizacion    Panamericana de la Salud. Processo de educaci&oacute;n permanente en salud.    Educaci&oacute;n M&eacute;dica y Salud 1987;21:11-29.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">15. Funda&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de.    Manual de normas de vacina&ccedil;&atilde;o. Bras&iacute;lia: Funasa; 2001.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v19n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Avenida Beira Rio, 701, Apto 501,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   Madalena, Recife-PE, Brasil.    <br>   CEP 50610-100    <br>   <i> E-mail</i>:<a href="mailto:capsandra@uol.com.br">capsandra@uol.com.br</a>    </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 25/06/2008    <br>   Aprovado em 23/09/2009</font></p>      ]]></body><back>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O Programa Nacional de Imunizações (PNI): origens e desenvolvimento]]></article-title>
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<collab>Fundação Nacional de Saúde</collab>
<source><![CDATA[Manual de rede de frio]]></source>
<year>2001</year>
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