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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Frequência de Papilomavírus humano (HPV) e Chlamydia trachomatis em gestantes]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[A cross-sectional analytical study was conducted in order to identify the frequency of the Human Papillomavirus (HPV) infection, Chlamydia trachomatis, colposcopic and cytological findings in a group of 96 pregnant women (51 HIV positive and 45 HIV negative) from April 2006 to May 2007. All patients went through a standard questionnaire, followed by gynecological examination. Samples were collected for HPV survey and C. trachomatis by the Hybrid Capture II technique for oncotic colpocytology (Papanicolaou), followed by colposcopy. Data were stored and analyzed using Epi Info, version 6.04 and SPSS version 9.0. For statistical analysis the chi-square test were used with level of significance set at 5%. Among the HIV positive pregnant women 62.7% were positive for HPV and 17.6% were positive for C. trachomatis. In contrast, for HIV negative pregnant women 17.8% and 4.4% were positive for HPV and C. trachomatis, respectively. The Pap smear identified a larger amount of low grade squamous intraepithelial lesions in both groups, 21.6 % in HIV positive pregnant women and 13.3% in HIV negative pregnant women. The acetowhite epithelium was the most frequent colposcopy abnormality. In conclusion, the infection by HPV and C. trachomatis is more common in pregnant women infected with HIV, characterizing, thus, based on current knowledge, a population that is more susceptible to cervical cancer.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b>Frequ&ecirc;ncia de Papilomav&iacute;rus humano    (HPV) e <i>Chlamydia trachomatis</i> em gestantes</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Frequency of Human Papillomavirus (HPV) and    <i>Chlamydia trachomatis</i> in Pregnant Women </b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Virg&iacute;nia da Concei&ccedil;&atilde;o    Ribes Amorim Bezerra Brand&atilde;o<sup>I</sup>; Heloisa Ramos Lacerda<sup>II</sup>; Ricardo Arraes de    Alencar Ximenes<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup>I</sup>Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o    em Medicina Tropical, Universidade Federal de Pernambuco, Recife-PE, Brasil.    Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas, Universidade de Pernambuco, Recife-PE,    Brasil. </font><font size="2" face="Verdana">Centro Integrado de Sa&uacute;de    Amaury de Medeiros, Universidade de Pernambuco, Recife-PE, Brasil.    <br>   </font><font size="2" face="Verdana"><sup>II</sup>Programa de P&oacute;s Gradua&ccedil;&atilde;o    em Medicina Tropical, Universidade Federal de Pernambuco, Recife-PE, Brasil.    Faculdade de Ci&ecirc;ncias M&eacute;dicas, Universidade de Pernambuco, Recife-PE,    Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo transversal de car&aacute;ter anal&iacute;tico    teve por objetivo avaliar a frequ&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o pelo    Papilomav&iacute;rus humano (HPV) e <i>Chlamydia trachomatis</i>, bem como de altera&ccedil;&otilde;es    citopatol&oacute;gicas e colposc&oacute;picas em um grupo de 96 gestantes (51    HIV soropositivas e 45 HIV soronegativas) no per&iacute;odo de abril de 2006    a maio de 2007. Todas responderam a question&aacute;rio padr&atilde;o seguido    de atendimento ginecol&oacute;gico. Foram coletadas amostras da c&eacute;rvice    uterina para pesquisa de HPV e <i>C. trachomatis</i> pela t&eacute;cnica de Captura    de H&iacute;brido (CH II&#174;) para a colpocitologia onc&oacute;tica e, por    fim, realizou-se o exame colposc&oacute;pico. Os dados foram armazenados e analisados    no Epi Info, vers&atilde;o 6.04 e SPSS vers&atilde;o 9.0. Utilizou-se o teste    do Qui-quadrado considerando o valor de 5% (p&lt;0,05) como limiar de signific&acirc;ncia    para an&aacute;lise estat&iacute;stica. Das gestantes HIV positivas, 62,7% foram    positivas para HPV 17,6% para <i>C. trachomatis</i>. Entre as gestantes HIV negativas,    17,8% e 4,4% foram positivas para o HPV e para a <i>C. trachomatis</i>, respectivamente.    A colpocitologia onc&oacute;tica identificou maior frequ&ecirc;ncia de les&otilde;es    intraepiteliais escamosas cervicais de baixo grau em ambos os grupos, sendo    21,6% entre as gestantes HIV positivas e 13,3% no grupo HIV negativo. O epit&eacute;lio    acetobranco foi o achado colposc&oacute;pico mais reiterado nos dois grupos.    Concluiu-se que a infec&ccedil;&atilde;o pelo HPV e por <i>C. trachomatis</i> &eacute;    mais frequente em gestantes infectadas pelo HIV caracterizando, desta forma,    &agrave; luz de conhecimentos atuais, uma popula&ccedil;&atilde;o de maior risco    de desenvolver c&acirc;ncer cervical.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b> Palavras-chave:</b> papilomav&iacute;rus    humano; colpocitologia; les&otilde;es intraepiteliais cervicais; <i>Chlamydia trachomatis</i>.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>SUMMARY</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cross-sectional analytical study was conducted    in order to identify the frequency of the Human Papillomavirus (HPV) infection,    <i>Chlamydia trachomatis</i>, colposcopic and cytological findings in a group of 96    pregnant women (51 HIV positive and 45 HIV negative) from April 2006 to May    2007. All patients went through a standard questionnaire, followed by gynecological    examination. Samples were collected for HPV survey and <i>C. trachomatis</i> by the    Hybrid Capture II technique for oncotic colpocytology (Papanicolaou), followed    by colposcopy. Data were stored and analyzed using Epi Info, version 6.04 and    SPSS version 9.0. For statistical analysis the chi-square test were used with    level of significance set at 5%. Among the HIV positive pregnant women 62.7%    were positive for HPV and 17.6% were positive for <i>C. trachomatis</i>. In contrast,    for HIV negative pregnant women 17.8% and 4.4% were positive for HPV and <i>C. trachomatis</i>, respectively. The Pap smear identified a larger amount of low grade    squamous intraepithelial lesions in both groups, 21.6 % in HIV positive pregnant    women and 13.3% in HIV negative pregnant women. The acetowhite epithelium was    the most frequent colposcopy abnormality. In conclusion, the infection by HPV    and <i>C. trachomatis</i> is more common in pregnant women infected with HIV, characterizing,    thus, based on current knowledge, a population that is more susceptible to cervical    cancer.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b> Key words:</b> human papillomavirus; cytology;    cervical squamous intraepithelial lesion; Chlamydial infection.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A neoplasia do colo uterino representa a segunda    causa de morte de mulheres por c&acirc;ncer no Brasil, superada apenas pela    neoplasia da mama. Ela constitui um problema de sa&uacute;de p&uacute;blica    e &eacute; doen&ccedil;a pass&iacute;vel de ser prevenida, estando diretamente    vinculada ao grau de desenvolvimento do pa&iacute;s.<sup>1</sup> Cerca de 3% das neoplasias    do colo uterino s&atilde;o diagnosticadas durante o ciclo grav&iacute;dico-puerperal.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O carcinoma cervical desenvolve-se a partir de    les&otilde;es precursoras, as quais t&ecirc;m potencialidade para progress&atilde;o    se n&atilde;o s&atilde;o detectadas e tratadas precocemente. Evid&ecirc;ncias    epidemiol&oacute;gicas e moleculares apontam que a infec&ccedil;&atilde;o pelo    Papilomav&iacute;rus humano (HPV) desempenha importante papel no surgimento    da neoplasia.<sup>3</sup> Embora necess&aacute;ria, a infec&ccedil;&atilde;o pelo HPV n&atilde;o    &eacute; suficiente para o desenvolvimento do c&acirc;ncer cervical,<sup>4</sup> exigindo    a coexist&ecirc;ncia de outros fatores que possibilitem a transi&ccedil;&atilde;o    da infec&ccedil;&atilde;o cervical ao c&acirc;ncer. Alguns fatores s&atilde;o    inerentes ao HPV (gen&oacute;tipo, carga viral, persist&ecirc;ncia e integra&ccedil;&atilde;o    ao DNA do hospedeiro);<sup>3</sup> outros est&atilde;o relacionados ao hospedeiro quais    sejam: multiparidade,<sup>5</sup> uso de contraceptivos orais,<sup>6</sup> antecedentes de m&uacute;ltiplos    parceiros sexuais,<sup>7</sup> tabagismo,<sup>8</sup> antecedentes de doen&ccedil;as sexualmente transmiss&iacute;veis,    como o herpes simplex, <i>Chlamydia trachomatis</i><sup>9</sup> e, particularmente, a s&iacute;ndrome    da imunodefici&ecirc;ncia humana (Aids).<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A epidemia causada pelo HIV, que nos seus prim&oacute;rdios    era preponderantemente identificada em indiv&iacute;duos do sexo masculino,    atualmente, no Brasil, apresenta raz&atilde;o de 1,5:1(homens/mulheres).<sup>11</sup> A    forma sexual de transmiss&atilde;o &eacute; hoje respons&aacute;vel pela multiplicidade    dos novos casos da doen&ccedil;a, respondendo a via de transmiss&atilde;o heterossexual    pelo n&uacute;mero cada vez maior de mulheres diagnosticadas com HIV/Aids.<sup>11</sup>    Dentre as pessoas atualmente infectadas, 85% est&atilde;o em idade reprodutiva.    A gesta&ccedil;&atilde;o &eacute; uma etapa peculiar na vida da mulher, na qual    ocorrem importantes modifica&ccedil;&otilde;es no sistema imunol&oacute;gico,    o que favorece o desenvolvimento de agentes infecciosos, entre eles o HPV e    consequente aumento no risco de adquirir uma DST.<sup>2,12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A infec&ccedil;&atilde;o pelo HPV na gesta&ccedil;&atilde;o    tem sido estudada e apresenta resultados discordantes. Poucos trabalhos t&ecirc;m    se referido a achados citol&oacute;gicos/colposc&oacute;picos e &agrave; presen&ccedil;a    da infec&ccedil;&atilde;o pelo HPV em gr&aacute;vidas HIV positivas. Portanto,    o objetivo deste estudo foi avaliar a frequ&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o    pelo HPV e <i>C. trachomatis</i>, bem como de altera&ccedil;&otilde;es citopatol&oacute;gicas    e colposc&oacute;picas em um grupo de gestantes, acompanhado em maternidade    de refer&ecirc;ncia para atendimento de doen&ccedil;as infecciosas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">Metodologia</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Trata-se de estudo transversal de car&aacute;ter    anal&iacute;tico, do qual participaram 96 gestantes (51 gestantes HIV positivas    e 45 gestantes HIV negativas) atendidas no Centro de Sa&uacute;de Amaury de    Medeiros (Cisam), maternidade p&uacute;blica do Recife-PE, no per&iacute;odo    de abril de 2006 a maio de 2007. Como crit&eacute;rio de inclus&atilde;o, foram    admitidas mulheres, em qualquer per&iacute;odo gestacional, que possu&iacute;am    um &#223;-HCG positivo ou um ultrassom confirmat&oacute;rio da gravidez.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A gestante HIV positiva teve dois testes positivos    pelo m&eacute;todo ELISA (ensaio imunoenzim&aacute;tico) e um teste sorol&oacute;gico    confirmat&oacute;rio (imunofluoresc&ecirc;ncia indireta), conforme normas estabelecidas    pelo Programa Nacional de DST/Aids do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de do Brasil.<sup>13</sup>    Gestantes com sorologia negativa para o HIV constitu&iacute;ram o grupo de compara&ccedil;&atilde;o.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Foi exclu&iacute;da da pesquisa paciente que    apresentava sangramento genital, vulvovaginite que impossibilitasse a colposcopia    e a colpocitologia por ocasi&atilde;o do exame ou era portadora de d&eacute;ficit    mental que prejudicasse o entendimento e as respostas para o preenchimento do    formul&aacute;rio espec&iacute;fico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As gestantes que aceitaram participar do estudo    responderam a question&aacute;rio padronizado e foram submetidas a exame ginecol&oacute;gico    que obedecia &agrave; sequ&ecirc;ncia: inspe&ccedil;&atilde;o, introdu&ccedil;&atilde;o    de esp&eacute;culo vaginal, coleta de material para captura h&iacute;brida e    colpocitologia onc&oacute;tica e, em seguida, a colposcopia. A detec&ccedil;&atilde;o    de HPV e o diagn&oacute;stico de <i>C. trachomatis</i> foram realizados por Captura    H&iacute;brida II&#174;. Procedeu-se conforme protocolos t&eacute;cnicos sugeridos    pelo fabricante. O esp&eacute;cime biol&oacute;gico foi acondicionado em tubo    contendo tamp&atilde;o de transporte (Specimen Transport Medium &#8211; STM)    e enviado com intervalo m&aacute;ximo de 12 dias para Digene do Brasil, S&atilde;o    Paulo, Brasil, para sua interpreta&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A Captura H&iacute;brida II&#174; &eacute; um    exame processado pela t&eacute;cnica de hibridiza&ccedil;&atilde;o molecular,    que usa sondas n&atilde;o radioativas com amplifica&ccedil;&atilde;o da detec&ccedil;&atilde;o    dos h&iacute;bridos por quimioluminesc&ecirc;ncia. Os resultados foram apresentados    como taxas relativas de unidades de luz (RLU) de amostra/calibrador onde RLU    correspondeu a 1.0 pg/mL de HPV por c&eacute;lula para o v&iacute;rus e 1.0    pg/mL de bact&eacute;ria por c&eacute;lula para a <i>C. trachomatis</i>. O passo seguinte    era a coleta de material para citologia onc&oacute;tica, utilizando-se a esp&aacute;tula    de Ayre para o raspado da ectoc&eacute;rvice (jun&ccedil;&atilde;o escamo-colunar)    e escova (cytobrush&#174;) para coleta da amostra endocervical. O material foi    estendido em l&acirc;minas de vidro, previamente identificadas, e fixado com    &aacute;lcool a 95%. A colora&ccedil;&atilde;o foi realizada pelo m&eacute;todo    de Papanicolaou e as l&acirc;minas avaliadas no Laborat&oacute;rio de Citopatologia    do Cisam. De acordo com a citologia onc&oacute;tica os laudos foram emitidos    com base no Sistema Bethesda:<sup>14</sup> normal; processo inflamat&oacute;rio; atipias    escamosas de significado indeterminado (ASCUS); les&atilde;o intraepitelial    de baixo grau (compreendendo efeito citop&aacute;tico pelo HPV e/ou neoplasia    intraepitelial cervical grau I -NIC I); e les&atilde;o de alto grau (compreendendo    neoplasia intraepitelial cervical grau II e III &#8211; respectivamente NIC    II e NIC III).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A colposcopia encerrava o exame. Inicialmente    era colocada solu&ccedil;&atilde;o fisiol&oacute;gica a 0,9% para inspe&ccedil;&atilde;o    cervical. Seguia-se a aplica&ccedil;&atilde;o, no colo uterino, de &aacute;cido    ac&eacute;tico a 3% com objetivo de pesquisar &aacute;reas acetorreagentes.    Por fim, com a utiliza&ccedil;&atilde;o do lugol, era realizado o teste de Schiller.    As descri&ccedil;&otilde;es das imagens colposc&oacute;picas obedeceram &agrave;    classifica&ccedil;&atilde;o da nomenclatura internacional dos aspectos colposc&oacute;picos    de Roma, referendada pela Federa&ccedil;&atilde;o Internacional de Patologia    Cervical e Colposcopia,<sup>15</sup> tendo sido considerados at&iacute;picos os achados    colposc&oacute;picos: epit&eacute;lio acetobranco; pontilhado; mosaico; e vasos    at&iacute;picos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados foram armazenados e analisados no <i>software</i>  Epi     Info, vers&atilde;o 6.04 e SPSS vers&atilde;o 9.0. Para compara&ccedil;&atilde;o      de frequ&ecirc;ncias, utilizou-se o teste do Qui-quadrado. Foi considerado      o  valor de 5% (p&lt;0,05) como limiar de signific&acirc;ncia estat&iacute;stica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Considera&ccedil;&otilde;es &eacute;ticas</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Este estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de    &Eacute;tica em Pesquisa da Universidade de Pernambuco sob o n&uacute;mero CISAM/009/05,    quando foi iniciado. Todas as pacientes assinaram o Termo de Consentimento Livre    e Esclarecido.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><font size="3">Resultados</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A faixa et&aacute;ria das mulheres desta pesquisa      foi de 14 a 41 anos, com m&eacute;dia igual a 26,1 &#177; 6,5 anos. As gestantes       HIV positivas eram mais jovens, sendo 10 (20,8%) adolescentes. Houve predom&iacute;nio        de mulheres casadas/com companheiro e o grau de instru&ccedil;&atilde;o    das  gestantes HIV positivas era menor (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="../img/revistas/ess/v19n1/1a06t1.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>        <p><font size="2" face="Verdana">Dentre   as vari&aacute;veis,    com diferen&ccedil;a significante entre os grupos, destacaram-se o in&iacute;cio   de atividade sexual, a multiplicidade de parceiros sexuais, a multiparidade,   a ocorr&ecirc;ncia de DST pr&eacute;via, bem como presen&ccedil;a de <i>C.     trachomatis</i> e infec&ccedil;&atilde;o pelo HPV entre as gestantes HIV positivas (<a href="#t2">Tabela       2</a>).</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="../img/revistas/ess/v19n1/1a05t2.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Altera&ccedil;&otilde;es colposc&oacute;picas    foram encontradas em ambos os grupos estudados, tendo algumas pacientes mais    de uma altera&ccedil;&atilde;o. A citologia onc&oacute;tica identificou anomalias    em c&eacute;lulas epiteliais escamosas com maior frequ&ecirc;ncia entre gestantes    HIV positivas (21,6%, p&lt;0,03), havendo o predom&iacute;nio de les&atilde;o    de baixo grau (<a href="#t3">Tabela 3</a>). N&atilde;o houve necessidade de    bi&oacute;psia em nenhuma das gestantes HIV positivas.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"><a name="t3"></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="../img/revistas/ess/v19n1/1a06t3.gif" border="0"></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">No grupo das gestantes HIV negativas, a citologia    diagnosticou um caso de les&atilde;o intraepitelial de alto grau (NIC III -    carcinoma <i>in situ</i>) cuja colposcopia apresentava epit&eacute;lio acetobranco    denso e vasos at&iacute;picos. A histologia, confirmando o diagn&oacute;stico    colpocitol&oacute;gico, n&atilde;o p&ocirc;de afastar possibilidade de invas&atilde;o.    Submetida &agrave; cirurgia de alta frequ&ecirc;ncia, o laudo final foi carcinoma    epiderm&oacute;ide invasor, grau II, com m&uacute;ltiplos focos de invas&atilde;o    vascular.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Estima-se que a preval&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o    pelo HPV na   gravidez varie entre 5,4% e 68,8%, estando as mulheres   jovens sob risco mais elevado, provavelmente devido   ao alto n&iacute;vel de atividade biol&oacute;gica cervical, aos n&iacute;veis    crescentes de estrog&ecirc;nios e &agrave; imaturidade cervical.<sup>2</sup>   Entre estas, a maior exposi&ccedil;&atilde;o do epit&eacute;lio colunar   da endoc&eacute;rvice, apresentaria maior suscetibilidade a   agentes fisicoqu&iacute;micos e biol&oacute;gicos<sup>16</sup> favorecendo a   transmiss&atilde;o do HPV e de outros micro-organismos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">No presente estudo, a frequ&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o    pelo HPV foi de 62,7% entre as gestantes HIV positivas, estando 93,8% infectadas    por algum tipo de HPV oncog&ecirc;nico. Embora com percentual quatro vezes menor    &#8211; 17,8% &#8211; todas gestantes HIV negativas foram positivas para HPV    de alto risco.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Comparadas com as gestantes HIV negativas estudadas,    o grupo de mulheres HIV positivas apresentou maiores frequ&ecirc;ncias de in&iacute;cio    precoce de atividade sexual, multiplicidade de parceiros, multiparidade, baixa    escolaridade e baixa renda, o que, segundo Coelho e colaboradores,<sup>17</sup> s&atilde;o    vari&aacute;veis frequentemente associadas &agrave;s mulheres HIV positivas    com infec&ccedil;&atilde;o pelo HPV.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">A associa&ccedil;&atilde;o entre a infec&ccedil;&atilde;o    pelo HPV e mulheres infectadas pelo HIV est&aacute; bem documentada pela literatura,<sup>10,17-20</sup>    que assinala, para este grupo, maior preval&ecirc;ncia de HPV de alto risco,    persist&ecirc;ncia e recorr&ecirc;ncia, quando comparadas com mulheres HIV negativas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Campos e colaboradores,<sup>21</sup> em 2005, utilizando    a rea&ccedil;&atilde;o de cadeia de polimerase, concluiu que mulheres soropositivas    para o HIV apresentam maior preval&ecirc;ncia de DNA-HPV na c&eacute;rvice uterina    com tend&ecirc;ncia &agrave; infec&ccedil;&atilde;o por m&uacute;ltiplos tipos    espec&iacute;ficos de HPV em compara&ccedil;&atilde;o a mulheres HIV negativas.    &Eacute; importante lembrar que a gesta&ccedil;&atilde;o, por meio dos altos    n&iacute;veis de progesterona, imunossupressor biol&oacute;gico,<sup>6</sup> pode acelerar    e intensificar a infec&ccedil;&atilde;o pelo HPV de alto risco oncog&ecirc;nico,    particularmente o tipo 16, demonstrando a alta sensibilidade para ativa&ccedil;&atilde;o,    persist&ecirc;ncia e transforma&ccedil;&atilde;o deste v&iacute;rus durante    o per&iacute;odo. O HPV-16 &eacute; o tipo prevalente em les&otilde;es neopl&aacute;sicas    cervicais em todo o mundo sendo apontado, no Brasil, como predominante em diversas    regi&otilde;es do pa&iacute;s.<sup>12,18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A infec&ccedil;&atilde;o por <i>C. trachomatis</i> foi    quatro vezes mais frequente entre as gestantes HIV positivas. Sua presen&ccedil;a,    que no ciclo grav&iacute;dico-puerperal pode repercutir sobre o concepto causando    infec&ccedil;&otilde;es pulmonares e oft&aacute;lmicas, poder&aacute; desencadear    trabalho de parto prematuro, amniorrexe prematura, baixo peso ao nascer e &oacute;bito    fetal. Estudos epidemiol&oacute;gicos sugerem que a infec&ccedil;&atilde;o pela    <i>C. trachomatis</i> aumente o risco de carcinoma escamoso cervical.<sup>9,22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Madeleine e colaboradores,<sup>23</sup> em 2007, verificaram    que o risco de carcinoma escamoso cervical associado com anticorpos para a <i>C. trachomatis</i> maior (OR=1,6; IC<sub>95%</sub>: 1,1-2,2), sendo esta associa&ccedil;&atilde;o    independente do tipo de HPV identificado no tecido tumoral. Encontraram associa&ccedil;&atilde;o    entre sorotipos espec&iacute;ficos de <i>C. trachomatis</i> e carcinoma escamoso em    seis de dez sorotipos (B, D, E, G, I e J ).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Embora n&atilde;o estejam bem esclarecidos os    mecanismos biol&oacute;gicos que explicariam a associa&ccedil;&atilde;o <i>C. trachomatis</i>    e c&acirc;ncer cervical, autores conclu&iacute;ram que a persist&ecirc;ncia    de infec&ccedil;&atilde;o por tipos oncog&ecirc;nicos de HPV torna-se mais prov&aacute;vel    em mulheres com infec&ccedil;&atilde;o pr&eacute;via pela bact&eacute;ria.<sup>24</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A frequ&ecirc;ncia de les&otilde;es intraepiteliais    do colo uterino, identificada pela citologia onc&oacute;tica, foi de 21,6% entre    as gestantes HIV positivas, sendo todas les&otilde;es intraepiteliais de baixo    grau. Entre as 11 gr&aacute;vidas, em cujos esfrega&ccedil;os distinguiam-se    atipias celulares, seis (54,4%) apresentavam crit&eacute;rios citomorfol&oacute;gicos    compat&iacute;veis com infec&ccedil;&atilde;o pelo HPV.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os processos inflamat&oacute;rios fizeram-se    presentes em mais de 60% das gestantes. Entre as gestantes HIV positivas, as    altera&ccedil;&otilde;es inflamat&oacute;rias mais comuns foram decorrentes    de infec&ccedil;&otilde;es por fungo semelhante a outro estudo com o mesmo grupo    populacional.<sup>25</sup> J&aacute; a taxa de infec&ccedil;&atilde;o por <i>Trichomonas   vaginalis</i>,    embora baixa, est&aacute; de acordo com outros estudos brasileiros; segundo    Adad e colaboradores,<sup>26</sup> observou-se uma diminui&ccedil;&atilde;o no n&uacute;mero    de casos de tricomon&iacute;ase nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, o que pode    ser atribu&iacute;do ao tratamento com metronidazol e melhores condi&ccedil;&otilde;es    de sa&uacute;de p&uacute;blica.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A alta frequ&ecirc;ncia de intensos processos    inflamat&oacute;rios pode dificultar o diagn&oacute;stico da citologia, contribuindo    para resultado falso-negativo na popula&ccedil;&atilde;o HIV positiva.<sup>27</sup> &Eacute;    importante salientar que a gravidez n&atilde;o modifica de maneira significativa    os &iacute;ndices de resultados falso-negativos e falso-positivos, por&eacute;m    v&aacute;rias mudan&ccedil;as fisiol&oacute;gicas comuns &agrave; gesta&ccedil;&atilde;o    podem causar dificuldades na interpreta&ccedil;&atilde;o do esfrega&ccedil;o    cervical. Assim, a hipertrofia da c&eacute;rvice e ectopia leva a sangramentos,    podendo resultar em uma amostra inadequada; o muco cervical mais espesso dificulta    a descama&ccedil;&atilde;o celular, podendo resultar em um esfrega&ccedil;o    escasso; a presen&ccedil;a de c&eacute;lulas trofobl&aacute;sticas pode ser    confundida com herpes simplex v&iacute;rus ou les&atilde;o intraepitelial de    baixo grau e os processos inflamat&oacute;rios, quando purulentos, correspondem    a esfrega&ccedil;os inadequados, podendo mascarar quadro de atipias.<sup>28</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">As altera&ccedil;&otilde;es colposc&oacute;picas    foram mais frequentes entre as gestantes HIV positivas, sendo o epit&eacute;lio    acetobranco (EAB) o achado colposc&oacute;pico mais diagnosticado. As altera&ccedil;&otilde;es    leucoac&eacute;ticas s&atilde;o destacadas como as mais importantes de todas    as caracter&iacute;sticas colposc&oacute;picas, pois est&atilde;o associadas    com todos os graus de neoplasias intraepiteliais cervicais.<sup>28</sup> Entretanto, a    a&ccedil;&atilde;o grav&iacute;dica de interfer&ecirc;ncia sobre as imagens    colposc&oacute;picas leva a algumas manifesta&ccedil;&otilde;es, as mais significativas    no &acirc;mbito da transforma&ccedil;&atilde;o anormal. O epit&eacute;lio acetobranco    grav&iacute;dico aparece como uma &aacute;rea com superf&iacute;cie irregular,    elevada e falsamente espessada.<sup>30</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os resultados do presente estudo apontam alta    frequ&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o pelo HPV de alto risco em ambos os    grupos. Do mesmo modo, as gestantes HIV positivas tamb&eacute;m apresentaram    a alta frequ&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o por <i>C. trachomatis</i> o que,    &agrave; luz dos conhecimentos atuais, caracteriza esta como uma popula&ccedil;&atilde;o    com alto risco de desenvolver c&acirc;ncer cervical e que, portanto, necessita    ser acompanhada a fim de prevenir o processo de transforma&ccedil;&atilde;o    maligna.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Ao Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e &agrave;    Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana de Sa&uacute;de pelo apoio financeiro    na realiza&ccedil;&atilde;o deste trabalho.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3"><b><font face="Verdana">Refer&ecirc;ncias</font></b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">1. Elfgren K, Rylander E, Radberg T, Strander    B, Strand A, Paajanen K, et al. Colposcopic and histopathologic evaluation of    women participating in population-based screening for human papillomavirus deoxyribonucleic    acid persistence. American Journal of Obstetrics and Gynecology 2006; 7:37-45.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">2. Correia HS, Cornetta MCM, Gon&ccedil;alves    AKS. Infec&ccedil;&atilde;o genital pelo papilomav&iacute;rus humano (HPV) em    mulheres gr&aacute;vidas. 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Moreno V, Bosch FX, Munoz N, Meijer CJ, Shah    KV, Walboomers JM, et al. Effect of oral contraceptives on risk of cervical    cancer in women with human papillomavirus infection: the IARC multicentric casecontrol    study. Lancet 2002;359:1085-1092.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Temmerman M, Tyndall MW, Kidula N, Claeys    P, Muchiri L, Quint W. Risk factors for human papillomavirus and cervical precancerous    lesions, and the role of concurrent HIV-1 infection. International Journal of    Gynecology &amp; Obstetrics 1999;65:171-181.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">8. Beutner KR, Tyring S. Human papillomavirus    and human disease. American Journal of Medicine 1997;102:9-15.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Koskela P, Anttila T, Bj&oslash;rge T, Brunsvig    A, Dillner J, Hakama M, et al. <i>Chamydia trachomatis</i> infection as a risk factor    for invasive cervical cancer. 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Camara GNL, Cerqueira DM, Oliveira APG, Silva    EO, Carvalho LGS, Martins CRF. Prevalence of human Papillomavirus types in women    with pre-neoplastic and neoplastic cervical lesions in the Federal District    of Brazil. Mem&oacute;rias do Instituto Oswaldo Cruz 2003;98:879-883.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">19. Ferenczy A, Coutl&eacute;e F, Franco E,     Hankins  C. Human papillomavirus and HIV coinfection and risk of neoplasias     of the lower  genital tract: a review of recent developments. Canadian Medical     Association  Journal 2003;169:431-434.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">20. Ellerbrock TV, Chiasson MA, Bush TJ, Sun    XW, Sawo D, Brudney K, et al. Incidence of cervical squamous intraepithelial    lesions in HIV-infected women. Journal of the American Medical Association 2000;283:1031-1037.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">21. Campos RR, Melo VH, Del Castilho DM, Nogueira      CPF. Preval&ecirc;ncia do papilomav&iacute;rus humanos e seus gen&oacute;tipos       em mulheres portadoras e n&atilde;o-portadoras do v&iacute;rus da imunodefici&ecirc;ncia        humana. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetr&iacute;cia 2005;27:248-256.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">22. Smith JS, Bosetti C, Munoz N, Herrero R,    Bosch FX, Eluf-Neto J, et al. <i>Chlamydia trachomatis</i> and invasive cervical cancer:    a pooled analysis of the IARC multicentric case-control study. International    Journal of Cancer 2004;111:431-439.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">23. Madeleine MM, Anttila T, Schwartz SM, Saikku    P, Leinonen M, Carter JJ, et al. Risk of cervical cancer associated with <i>Chlamydia trachomatis</i> antibodies by histology, HPV type and HPV cofactors. International    Journal of Cancer 2007;120:650-655.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">24. 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Rio de Janeiro: Medsi; 1996. p.212-222.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v19n1/seta.gif" border="0"></a>Endere&ccedil;o    para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Rua Vicente Ferreira, 77,    <br>   Torre, Recife-PE, Brasil.    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   CEP: 50710-250    <br>   <i>E-mail</i>:<a href="mailto:ribes_amorim@yahoo.com.br">ribes_amorim@yahoo.com.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 30/06/2008    <br>   Aprovado em 28/08/2009</font></p>      ]]></body><back>
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