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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><a name="topo" id="topo"></a>NOTA T&Eacute;CNICA</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>Tratamento da  Leishmaniose Visceral e Leishmaniose Tegumentar Americana no Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Treatment  of Visceral Leishmaniasis and American Cutaneous Leishmaniasis in Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><strong>Daniele Maria  Pelissari;</strong>   <strong>Michella Paula  Cechinel; Marcia Leite de  Sousa-Gomes; Francisco Edilson  Ferreira de Lima J&uacute;nior</strong></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Unidade T&eacute;cnica de  Zoonoses Vetoriais e Raiva, Coordena&ccedil;&atilde;o Geral de Doen&ccedil;as Transmiss&iacute;veis,  Departamento de Vigil&acirc;ncia   Epidemiol&oacute;gica,  Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de, Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF, Brasil</font></p>     <p><a href="#endereco"><font size="2" face="verdana">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</font></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">As leishmanioses s&atilde;o  doen&ccedil;as causadas por protozo&aacute;rios do g&ecirc;nero <i>Leishmania, </i>transmitidas por meio de vetores flebotom&iacute;neos  infectados. Essas doen&ccedil;as possuem um espectro grande de manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas,  e essas diferen&ccedil;as est&atilde;o relacionadas &agrave; esp&eacute;cie de <i>Leishmania </i>envolvida.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No Brasil, a m&eacute;dia de  casos de Leishmaniose Visceral (LV) no per&iacute;odo de 2005 a 2009, foi de 3.679 casos/ano, com uma  taxa de letalidade de 5,8% em 2009. A LV &eacute; uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica e sist&ecirc;mica e que quando n&atilde;o  tratada, pode evoluir para o &oacute;bito em mais de 90% dos casos. Quanto a Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA), no per&iacute;odo de 2000 a 2009, foi registrada no  Brasil uma m&eacute;dia de 24.684 casos confirmados de  LTA no Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (Sinan).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Na <a href="#f1">Figura 1</a> s&atilde;o apresentados os medicamentos utilizados para o  tratamento da LV e LTA segundo apresenta&ccedil;&atilde;o,  dose e via de  aplica&ccedil;&atilde;o. A escolha de cada um deles dever&aacute; considerar a faixa et&aacute;ria,  presen&ccedil;a de gravidez, comorbidades e o perfil de toxicidade das drogas.</font></p>     <p><a name="f1" id="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><font size="2" face="Verdana"><img src="/img/revistas/ess/v20n1/1a12f1.gif" border="0" /></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Todos os medicamentos  citados, tanto para o tratamento da LV quanto da LTA, s&atilde;o t&oacute;xicos e podem  apresentar eventos adversos. A dose de antimoniato e o tempo de tratamento  dependem da forma cl&iacute;nica e em alguns casos, os pacientes s&oacute; evoluem para cura  ap&oacute;s a tentativa de v&aacute;rios esquemas terap&ecirc;uticos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Tendo em vista o  exposto, a presente Nota T&eacute;cnica tem por finalidade apresentar limita&ccedil;&otilde;es  constatadas e recomendar a&ccedil;&otilde;es para a melhoria na  prescri&ccedil;&atilde;o dos medicamentos distribu&iacute;dos pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (MS) para o  tratamento das leishmanioses.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para realizar essa avalia&ccedil;&atilde;o, foram analisadas as notifica&ccedil;&otilde;es dos casos  confirmados de LV e LTA no Sinan em 2009 e a ficha de solicita&ccedil;&atilde;o de anfotericina B lipossomal para o tratamento da  LV no per&iacute;odo de janeiro a outubro de 2010. Vale destacar que apenas para a anfotericina B lipossomal existe um  formul&aacute;rio espec&iacute;fico uma vez que a distribui&ccedil;&atilde;o deste medicamento &eacute;  centralizada no MS.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><strong>Leishmaniose Visceral</strong></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em 2009, foram notificados no  Sinan, 3.894 casos confirmados de  LV, sendo que, 91% (3.557) eram casos novos.  Destes, 93,1% (3.312) possuiam informa&ccedil;&atilde;o  com rela&ccedil;&atilde;o ao medicamento de primeira escolha sendo que, 75,5% (2.499) utilizaram  antimoniato de meglumina, 12,7%  (420) usaram desoxicolato de anfotericina B, 0,1% (4) utilizaram anfotericina B lipossomal, entre outros.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Dos que utilizaram o antimoniato de meglumina como f&aacute;rmaco de primeira  escolha, 20,5% (512/2.499) receberam dose di&aacute;ria  maior ou igual a 10 e inferior a  15mg/kg/dia; 19,6%  (490/2.499), dose entre 15 e inferior a  20mg/kg/dia; 36,7%  (919/2.499), dose maior ou igual a 20mg/kg/dia e 23,2% (578/2.499) n&atilde;o tinham informa&ccedil;&atilde;o sobre a dose prescrita. Entre a  data dos primeiros sintomas e o tratamento, verificou-se uma varia&ccedil;&atilde;o de 1 dia a 1 ano (m&eacute;dia de 58 dias).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram encaminhadas ao  MS no per&iacute;odo analisado, 622 fichas de solicita&ccedil;&atilde;o  de anfotericina B lipossomal para o tratamento da LV. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s unidades  federadas (UF) que solicitaram o medicamento, Minas Gerais contribuiu com 25,1% das fichas  encaminhadas e em seguida as UF: Cear&aacute; (18,2%), Mato Grosso do Sul (10,9%), Maranh&atilde;o (7,6%), Tocantins (6,4%) e as demais UF  somaram 31,8%, destacando-se que 12 UF n&atilde;o solicitaram o envio desse medicamento.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A diferen&ccedil;a  encontrada entre o n&uacute;mero de casos notificados no Sinan que utilizaram a  anfotericina B lipossomal em rela&ccedil;&atilde;o ao total de fichas recebidas pelo MS para  solicita&ccedil;&atilde;o desse medicamento se deve provavelmente ao fato de que a  anfotericina B lipossomal &eacute; um f&aacute;rmaco recomendado para casos graves e como  alternativa terap&ecirc;utica. Al&eacute;m disso, no Sinan s&oacute; h&aacute; informa&ccedil;&atilde;o sobre a droga  inicial utilizada e n&atilde;o h&aacute; informa&ccedil;&otilde;es sobre os medicamentos utilizados ap&oacute;s  falha terap&ecirc;utica, nem sobre o n&uacute;mero de s&eacute;ries de tratamento realizadas, o que  dificulta uma an&aacute;lise mais acurada sobre o tratamento hoje empregado aos  pacientes com LV.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Quanto ao  preenchimento das fichas, 58,7%  (365/621) apresentavam algum erro na prescri&ccedil;&atilde;o (dose di&aacute;ria prescrita ou n&uacute;mero de  ampolas). Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; dose di&aacute;ria prescrita, apenas 28% das UF (7/25) n&atilde;o apresentaram erro e quanto ao n&uacute;mero de ampolas, apenas 16% das UF (4/25) n&atilde;o apresentaram erro (dados n&atilde;o apresentados).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana">  <strong>Leishmaniose  Tegumentar Americana</strong></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Foram notificados em 2009, 23.399 casos confirmados de  LTA, sendo 94,1% casos novos e 4,6% recidivas. Com  rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas, 93,7% dos casos apresentaram forma cl&iacute;nica cut&acirc;nea e 6,2%, manifesta&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica  mucosa. Do total de pacientes, em 2009, apenas 73,5% (17.203) evolu&iacute;ram para cura, 16 pacientes foram a &oacute;bito devido a LTA, e 122 foram a &oacute;bito por outras causas, destacando que 21,2% n&atilde;o possu&iacute;a  informa&ccedil;&atilde;o sobre a evolu&ccedil;&atilde;o do caso.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Quanto ao medicamento  de primeira escolha, em 2009, dos pacientes diagnosticados com a forma cl&iacute;nica  cut&acirc;nea, 90,9% utilizaram o  antimoniato de meglumina. Destes apenas 18.027 possu&iacute;am a informa&ccedil;&atilde;o referente &agrave; dose di&aacute;ria prescrita e 15,2% utilizaram dose  abaixo do recomendando, (&lt;10mg/Sb<sup>+5</sup>/kg/dia). Dos pacientes com  manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nica mucosa, 72,4%  utilizaram o  antimoniato de meglumina como medicamento de primeira escolha, destes, 54,2% utilizaram dose  di&aacute;ria abaixo do recomendado (&lt;20mg/Sb<sup>+5</sup>/kg/dia).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><strong>Considera&ccedil;&otilde;es finais</strong></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Esta avalia&ccedil;&atilde;o  utilizou dados secund&aacute;rios e diante disso, n&atilde;o se pode afirmar assertivamente  que os pacientes receberam o medicamento com a prescri&ccedil;&atilde;o incorreta. Apesar  disso, observou-se nos resultados apresentados que para uma parcela  consider&aacute;vel dos pacientes a prescri&ccedil;&atilde;o dos medicamentos n&atilde;o seguiu as  recomenda&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de quanto a dosagem constante nos manuais de  LV<sup>2-4</sup> e LTA.<sup>4-6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Foram constatadas  doses di&aacute;rias inferiores ao recomendado, o que pode levar ao n&atilde;o tratamento  adequado da LV com consequentes recidivas e para a LTA, les&otilde;es de pele que  deixam cicatrizes podendo levar &agrave;s deformidades. O custo social do impacto  dessas deformidades &eacute; muito alto, pois o estigma pode levar ao isolamento  social, desemprego, alcoolismo, doen&ccedil;as mentais e at&eacute; ao suic&iacute;dio.<sup>7,8</sup>  As categorias dispon&iacute;veis no Sinan n&atilde;o permitem avaliar a superdosagem.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  anfotericina B lipossomal, medicamento recomendado para situa&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas  no tratamento da LV, apesar de ser considerado seguro, tamb&eacute;m foi constatada a  exist&ecirc;ncia de prescri&ccedil;&otilde;es incorretas  em diversos  estados brasileiros.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para reduzir a letalidade dessas doen&ccedil;as, faz-se necess&aacute;rio principalmente o diagn&oacute;stico precoce dos casos e o tratamento  oportuno. Desta forma, e considerando que os resultados encontrados nesse  estudo apontam que para uma parcela consider&aacute;vel dos pacientes com  leishmanioses a prescri&ccedil;&atilde;o est&aacute; sendo realizada de forma inadequada, conclui-se que especial aten&ccedil;&atilde;o  deve ser dada a qualifica&ccedil;&atilde;o do profissional m&eacute;dico envolvido no manejo desses  pacientes.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com o intuito de  sensibilizar os profissionais de sa&uacute;de para a import&acirc;ncia do tratamento  adequado dos pacientes com as leishmanioses, algumas medidas em curto prazo  devem ser tomadas, tais como: divulga&ccedil;&atilde;o em informativos para as entidades de  classe, publica&ccedil;&atilde;o de notas t&eacute;cnicas, divulga&ccedil;&atilde;o em congressos, entre outros  meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Para longo prazo, podem ser realizados cursos &agrave; dist&acirc;ncia  com ampla abrang&ecirc;ncia e capacita&ccedil;&otilde;es locais em &aacute;reas que apresentem maior  dificuldade no manejo desses pacientes.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana">    <strong>Agradecimentos</strong></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Agradecemos a  estagi&aacute;ria do Grupo T&eacute;cnico das Leishmanioses, graduanda em enfermagem, Sheyla  Fernanda Teixeira de Morais pela organiza&ccedil;&atilde;o e digita&ccedil;&atilde;o das fichas de  anfotericina B lipossomal.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><strong>Refer&ecirc;ncias</strong></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 1. World Health Organization. Working  to overcome the global impact of neglected tropical diseases: First WHO report  on neglected tropical diseases. &#91;Acessado em nov. 2010&#93;.  Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.who.int/neglected_diseases/2010report/NTD_2010report_embargoed.pdf." target="_blank">http://www.who.int/neglected_diseases/2010report/NTD_2010report_embargoed.pdf</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 2. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Programa Nacional  de DST e AIDS. Manual de recomenda&ccedil;&otilde;es para diagn&oacute;stico, tratamento e  acompanhamento da co-infec&ccedil;&atilde;o Leishmania-HIV. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004.  &#91;Monografia na internet&#93; Dispon&iacute;vel em <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual_leish_hiv.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual_leish_hiv.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 3. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Departamento  de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica.  Leishmaniose visceral grave: normas e condutas.  Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2006. &#91;Monografia na internet&#93; Dispon&iacute;vel em <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual_lv_grave_nc.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual_lv_grave_nc.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 4. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Guia de  Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2009.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 5. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Departamento  de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica. Atlas de Leishmaniose Tegumentar Americana: diagn&oacute;sticos cl&iacute;nicos  e diferenciais. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2006. &#91;Monografia na internet&#93;  Dispon&iacute;vel em <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/atlas_lta.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/atlas_lta.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 6. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Manual de  Vigil&acirc;ncia da Leishmaniose Tegumentar Americana. 2<sup>a</sup> ed. Bras&iacute;lia:  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2007. &#91;Monografia na internet&#93; Dispon&iacute;vel em <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual2_lta_2ed.pdf" target="_blank">http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/manual2_lta_2ed.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 7. Kassi M, et al. Marring  leishmaniasis: the stigmatization and the impact of cutaneous leishmaniasis in Pakistan and Afghanistan. S&atilde;o Francisco (USA): PLos Neglected Tropical Diseases, 2008;  2(10): e259.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 8. Hotez PJ. Stigma: The Stealth Weapon of the NTD. S&atilde;o Francisco  (USA): PLos Neglected Tropical Diseases, 2008; 2(4):   e230.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b><a name="endereco" id="endereco"></a><a href="#topo"><img src="/img/revistas/ess/v19n1/seta.gif" border="0" /></a></b><strong>Endere&ccedil;o para  correspond&ecirc;ncia:</strong></font><br />   <font size="2" face="verdana">Secretaria de  Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de,<br />   Unidade T&eacute;cnica de Zoonoses Vetoriais e Raiva,<br />   Setor Comercial Sul, Quadra  4, Bloco A, Edif&iacute;cio  Principal, 2&deg; andar,<br />   Bras&iacute;lia-DF,  Brasil.<br /> CEP:70304-000<br /> <i>E-mail:</i><a href="mailto:daniele.pelissari@saude.gov.br">daniele.pelissari@saude.gov.br</a>; <a href="mailto:dani_pelica@hotmail.com">dani_pelica@hotmail.com</a></font></p>      ]]></body><back>
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