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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b>O enfrentamento das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas  n&atilde;o transmiss&iacute;veis: um desafio para a sociedade brasileira</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Maria In&ecirc;s  Schmidt; Bruce Bartholow Duncan</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Epidemiologia, Faculdade de Medicina,  Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre-RS, Brasil </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">As doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis  (DCNT) v&ecirc;m aumentando no Brasil, hoje alcan&ccedil;ando 72,0% do total de &oacute;bitos. Em  1998, elas eram respons&aacute;veis por 66,0% dos DALY (anos de vida com  qualidade que s&atilde;o perdidos devido &agrave; doen&ccedil;a).<sup>1</sup> J&aacute; em 2005, no estado  de Minas Gerais, elas eram respons&aacute;veis por 75,0% dos DALY (66,0% dos DALY de mortalidade e  87,0% dos de morbidade).<sup>2</sup> Considerando-se, entre outros fatores, o  progressivo envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o, a tend&ecirc;ncia &eacute; de que continuem  aumentando.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">O desafio provocado pelas DCNT foi mundialmente debatido em 2011,  culminando em uma Reuni&atilde;o  de Alto N&iacute;vel da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) no m&ecirc;s de setembro.<sup>3</sup>  O 'Plano de A&ccedil;&otilde;es Estrat&eacute;gicas para o Enfrentamento das DCNT no Brasil  2011-2022',<sup>4</sup> apresentado nesta edi&ccedil;&atilde;o da <i>Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de,</i><sup>5</sup><i> </i>&eacute; a resposta do Governo Brasileiro a esse desafio.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Plano, acertadamente,  valoriza a&ccedil;&otilde;es populacionais de Promo&ccedil;&atilde;o da Sa&uacute;de, que,  com frequ&ecirc;ncia, extrapolam o setor Sa&uacute;de e trazem, consigo, ao menos duas grandes  vantagens: podem reduzir a incid&ecirc;ncia das DCNT, o que &eacute; muito melhor do que  combat&ecirc;-las quando j&aacute; instaladas; e h&aacute; evid&ecirc;ncias, contundentes, de que tais  a&ccedil;&otilde;es sejam altamente custo-efetivas.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O combate ao fumo, que envolveu legisla&ccedil;&atilde;o e impostos, &eacute; um  bem-sucedido exemplo de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de no Brasil: entre 1989 e 2009: as preval&ecirc;ncias de fumo  ca&iacute;ram de 35,0% para 17,0%, o que poderia explicar, ao menos em parte, as  quedas marcantes na mortalidade por doen&ccedil;as cardiovasculares e respirat&oacute;rias  cr&ocirc;nicas observadas no per&iacute;odo.<sup>7,8</sup> Ao ampliar essas a&ccedil;&otilde;es, o Plano  visa alcan&ccedil;ar, em 2022, uma preval&ecirc;ncia de fumo de apenas 10,0% (e qui&ccedil;&aacute; de  &lt;5,0% em 2040!).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A&ccedil;&otilde;es semelhantes v&ecirc;m sendo adotadas em v&aacute;rios pa&iacute;ses para reduzir  o uso nocivo de bebidas alco&oacute;licas e o consumo de alimentos pouco saud&aacute;veis,  h&aacute;bitos estes tamb&eacute;m fortemente influenciados por interesses comerciais e econ&ocirc;micos  globalizados: exemplo recente &eacute; a exig&ecirc;ncia da FIFA para que o Brasil remova  suas restri&ccedil;&otilde;es &agrave; venda de bebidas alco&oacute;licas nos jogos da Copa do Mundo. J&aacute;  foi considerada a possibilidade de se firmar uma conven&ccedil;&atilde;o-quadro para o  controle do &aacute;lcool; por&eacute;m, a vontade pol&iacute;tica e a longa hist&oacute;ria de resolu&ccedil;&otilde;es multilaterais que  resultaram na Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro para o Controle do Tabaco (tratado internacional,  negociado por 192 pa&iacute;ses e aprovado em 2003, que estabelece compromissos para  ado&ccedil;&atilde;o de medidas de restri&ccedil;&atilde;o do consumo de produtos derivados do tabaco)  ainda precisam ser constru&iacute;das para o uso do &aacute;lcool, um h&aacute;bito bem mais antigo  e disseminado. Recolocada de forma mais ampla recentemente, a proposi&ccedil;&atilde;o &eacute; de  que o controle dos demais fatores de risco para as DCNT poder-se-ia inspirar na  Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro para o Controle do Tabaco<sup>9</sup> O Brasil, ator  importante na constru&ccedil;&atilde;o desta Conven&ccedil;&atilde;o-Quadro, foi presen&ccedil;a marcante na  Reuni&atilde;o de Alto N&iacute;vel da ONU e poder&aacute; exercer lideran&ccedil;a nas articula&ccedil;&otilde;es  internacionais necess&aacute;rias, no sentido de se definir uma conven&ccedil;&atilde;o-quadro para  o controle do &aacute;lcool.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Talvez o maior desafio para o sucesso do Plano esteja no efetivo  enfrentamento da crescente epidemia mundial de obesidade. Os dados mais  recentes do Brasil s&atilde;o alarmantes: devido ao aumento progressivo do peso nas  &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas, 48,0% das brasileiras e 50,0% dos brasileiros adultos se  encontram, atualmente, com peso considerado excessivo.<sup>10</sup> O Plano  contempla iniciativas importantes mas &eacute; preciso garanti-las - qui&ccedil;&aacute; ampli&aacute;-las  no curto prazo. Programas para promo&ccedil;&atilde;o de h&aacute;bitos ativos de vida, como as  'Academias da Sa&uacute;de' e os 'Espa&ccedil;os Urbanos Saud&aacute;veis', s&atilde;o passos na dire&ccedil;&atilde;o  certa. O grande desafio &eacute;ampliar o leque dessas a&ccedil;&otilde;es visando estender a  promo&ccedil;&atilde;o a toda popula&ccedil;&atilde;o brasileira. Como a obesidade se transformou em uma  doen&ccedil;a social, a sociedade precisa ser &quot;tratada&quot; efetivamente: espa&ccedil;os de conv&iacute;vio  mais saud&aacute;veis e alimentos saud&aacute;veis devem estar mais dispon&iacute;veis a todos. Os  cinco pr&oacute;ximos anos oferecem oportunidades &iacute;mpares para que os brasileiros  desenvolvam h&aacute;bitos mais ativos de vida, em clima de  Copa do Mundo e Olimp&iacute;adas. Essa promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de poderia ser integrada com a&ccedil;&otilde;es visando ao uso seguro  de bebidas alco&oacute;licas e &agrave; escolha de alimentos mais saud&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outro bra&ccedil;o  importante do Plano &eacute; o cuidado cl&iacute;nico integral relacionado &agrave;s DCNT. &Eacute; bem  prov&aacute;vel que o maior acesso a cuidados de sa&uacute;de tenha contribu&iacute;do para a queda  na mortalidade por DCNT observada no Brasil.<sup>7</sup> Dados sobre  interna&ccedil;&otilde;es hospitalares sens&iacute;veis &agrave; aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria &agrave; sa&uacute;de (APS) ap&oacute;iam essa  hip&oacute;tese: maior atua&ccedil;&atilde;o das equipes de APS associou-se a quedas acentuadas<sup>11</sup>  e n&iacute;veis mais baixos dessas interna&ccedil;&otilde;es, incluindo as causadas por doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas.<sup>12</sup> &Eacute; amplamente  reconhecido que uma APS orientada por seus atributos essenciais - acesso, longitudinalidade, integralidade e  coordena&ccedil;&atilde;o - &eacute; central no  enfrentamento das DCNT.<sup>13-15</sup> Outros aspectos importantes para o  modelo de aten&ccedil;&atilde;o &eacute; o cuidado centrado na pessoa (n&atilde;o na doen&ccedil;a), exercido por equipe multiprofissional, organizado  em redes de aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de e redesenhado para melhor atender pessoas com  condi&ccedil;&otilde;es cr&ocirc;nicas.<sup>16,17</sup>  Baseando-se nas melhores evid&ecirc;ncias dispon&iacute;veis,<sup>6 </sup>esse cuidado deve oferecer  rem&eacute;dios comprovadamente custo-efetivos, empreender a&ccedil;&otilde;es de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de  e habilitar os portadores de doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas para seu auto-manejo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Eacute; importante  ressaltar, ademais, que o Plano de A&ccedil;&otilde;es da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), documento orientador na prepara&ccedil;&atilde;o de Planos de Enfrentamento das DCNT, focou-se em quatro principais  doen&ccedil;as: cardiovascular, c&acirc;ncer, doen&ccedil;a respirat&oacute;ria cr&ocirc;nica e diabetes.<sup>18</sup>  N&atilde;o obstante, o cuidado integral relacionado &agrave;s DCNT, necessariamente, abrange  outros problemas de sa&uacute;de, especialmente os neuropsiqui&aacute;tricos e  musculoesquel&eacute;ticos, respons&aacute;veis por aproximadamente 25,0% da carga das DCNT. O  cuidado integral abrange, ainda, a coexist&ecirc;ncia, em um mesmo indiv&iacute;duo, de  m&uacute;ltiplas morbidades e tratamentos, um problema frequente e que requer especial aten&ccedil;&atilde;o.<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Dada a import&acirc;ncia do  cuidado integral no sucesso do Plano, seria importante formular metas de cobertura  e de processo (p. ex., prontu&aacute;rios eletr&ocirc;nicos e informatiza&ccedil;&atilde;o da rede, sistemas de acesso regulado de aten&ccedil;&atilde;o) a serem  atingidas, de forma a garantir a estrutura&ccedil;&atilde;o necess&aacute;ria para o cuidado  pretendido.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Por fim e n&atilde;o menos  importante, o Plano contempla um conjunto de a&ccedil;&otilde;es envolvendo vigil&acirc;ncia, monitoramento e avalia&ccedil;&atilde;o de programas, pol&iacute;ticas e  tecnologias de sa&uacute;de, al&eacute;m da produ&ccedil;&atilde;o de novos conhecimentos sobre causa,  tratamento ou preven&ccedil;&atilde;o dessas doen&ccedil;as. Universidades e centros de pesquisa  podem contribuir na gera&ccedil;&atilde;o desses dados e na forma&ccedil;&atilde;o dos novos profissionais  de sa&uacute;de que ir&atilde;o atuar nessa jornada de  enfrentamento das DCNT.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O Brasil est&aacute; de parab&eacute;ns por ter constru&iacute;do um 'Plano de A&ccedil;&otilde;es Estrat&eacute;gicas para o  Enfrentamento das DCNT no Brasil 2011-2022' arrojado. Alguns &ecirc;xitos do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de (SUS) j&aacute; podem ser  notados, como as quedas de mortalidade (ajustada por idade) nas DCNT,<sup>7,8</sup>  fato ainda n&atilde;o documentado em outros pa&iacute;ses do BRICS (Brasil, R&uacute;ssia, &Iacute;ndia,  China e &Aacute;frica do Sul) e da Am&eacute;rica Latina. Tudo indica a viabilidade das metas  propostas no Plano, embora a responsabilidade por seu sucesso esteja na participa&ccedil;&atilde;o  da sociedade brasileira. O ano de 2011 foi marcado por inspiradores debates e importantes a&ccedil;&otilde;es. Que eles continuem em  2012!</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Schramm JM, Oliveira AF, Leite IC.  Transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica e o estudo de carga de doen&ccedil;as no Brasil. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de  Coletiva 2004; 9(4):897-908.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Leite IC, Valente JG, Schramm JM.  Relat&oacute;rio final Carga global de doen&ccedil;a do Estado de Minas Gerais, 2005. Rio de Janeiro: Fiocruz; 2011.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3.  World Health Organization. United Nations  high-level meeting on noncommunicable disease prevention and control. World Health Organization 2011&#091;acessado em 23 dez 2011&#093;.  Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.who.int/nmh/events/un_ncd_summit2011/en/" target="_blank">http://www.who.int/nmh/events/un_ncd_summit2011/en/</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Plano de a&ccedil;&otilde;es  estrat&eacute;gicas para o enfrentamento das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis  (DCNT) no Brasil 2011-2022. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2011 &#091;acessado em 23 dez  2011&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/cartilha_plano.pdf" target="_blank">portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/cartilha_plano.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Malta DC, Morais Neto OL,  Silva-Junior JB. Grupo t&eacute;cnico da reda&ccedil;&atilde;o do Plano. Plano de a&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas  para o enfrentamento das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis (DCNT) no Brasil,  2011-2022. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2011; (no prelo).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. World Health Organization. Global status report on noncommunicable  diseases, 2010. World Health Organization 2010  &#091;acessado em 23 dez 2011&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.who.int/nmh/publications/ncd_report_full_en.pdf." target="_blank">http://www.who.int/nmh/publications/ncd_report_full_en.pdf</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Schmidt MI, Duncan BB, Azevedo e  Silva, Menezes AM, Monteiro CA, Barreto SM, et al. Chronic non-communicable diseases in  Brazil: burden and current challenges. Lancet 2011; 377(9781):1949-1961.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Duncan BB, Stevens A, Iser BP, Malta  DC, Azevedo e Silva G, Schmidt MI. Mortalidade por doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas no Brasil:  situa&ccedil;&atilde;o em 2009 e tend&ecirc;ncias de 1991   a 2009. In: Silva-Junior JB, Morais Neto OL, Escalante JJ, Duarte EC, Garcia  LP, Gil E, editors. Sa&uacute;de Brasil 2010. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2011. p.117-134.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9.  Lien G, Deland K. Translating the  WHO Framework Convention on Tobacco Control (FCTC): Can we use tobacco control  as a model for other non-communicable disease control? Public Health 2011; 125(12):847-853.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de  Geografia e Estat&iacute;stica. Pesquisa de Or&ccedil;amentos Familiares. IBGE 2010 &#091;acessado  em 23 dez 2011&#093;. Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1699&id_pagina=1" target="_blank">http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=1699&amp;id_pagina=1</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11.  Mendonca CS, Harzheim E, Duncan BB,  Nunes LN, Leyh W. Trends in hospitalizations for primary care sensitive  conditions following the implementation of Family Health Teams in Belo  Horizonte, Brazil. Health Policy Plan 2011.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Macinko J, de Oliveira VB, Turci MA,  Guanais FC, Bonolo PF, Lima-Costa MF. The influence of primary care and hospital supply on ambulatory  care-sensitive hospitalizations among adults in Brazil, 1999-2007. American Journal  of Public Health 2011; 101(10):1963-1970.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13.  Starfield B. Primary Care:  balancing health needs, services, and technology. New York:  Oxford University Press; 1998.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Beaglehole R, Epping-Jordan J, Patel V,  Chopra M, Ebrahim S, Kidd M, et al. Improving the prevention and management of  chronic disease in low-income and middle-income countries: a priority for  primary health care. Lancet 2008; 372(9642):940-949.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15.  World Health Organization. The  World Health Report 2008 - Primary care (now more than ever). World Health Organization 2008 &#091;acessado em 23 dez 2011&#093;.  Dispon&iacute;vel em: <a href="http://www.who.int/whr/2008/en/index.html" target="_blank">http://www.who.int/whr/2008/en/index.html</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16. Mendes EV. As redes de aten&ccedil;&atilde;o &agrave;  sa&uacute;de. 2a ed. Bras&iacute;lia:  Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de; 2011.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">17. Presid&ecirc;ncia da  Rep&uacute;blica. DECRETO N<sup>o</sup> 7.508, DE 28 DE JUNHO DE 2011. Casa Civil 2011  &#091;acessado em 23 dez 2011&#093;. Dispon&iacute;vel  em: <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7508.htm" target="_blank">https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7508.htm</a></font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">18.  World Health Organization. 2008-2013  Action Plan for the Global Strategy for the Prevention and Control of  Noncommunicable Diseases. World Health Organization 2008 &#091;access May 7, 2010&#093;. Available  in: <a href="http://www.who.int/nmh/Actionplan-PC-NCD-2008.pdf." target="_blank">http://www.who.int/nmh/Actionplan-PC-NCD-2008.pdf</a> </font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">19. The Scottish School of Primary Care's Multimorbidity  Research Programme. Multimorbidity in Scotland. The Scottish School  of Primary Care 2011 &#091;acessado em 23 dez 2011&#093;. Dispon&iacute;vel  em: <a href="http://www.knowledge.scot.nhs.uk/media/CLT/ResourceUploads/4000952/MM%20Final_SSPC.ppt" target="_blank">http://www.knowledge.scot.nhs.uk/media/CLT/ResourceUploads/4000952/MM%20Final_SSPC.ppt</a></font> ]]></body><back>
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