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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Cárie dentária e fatores associados em crianças com três anos de idade cadastradas em Unidades de Saúde da Família do Município de Rondonópolis, Mato Grosso, Brasil]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Dental caries and factors associated in children aged three years enrolled in Family Health Units in the Municipality of Rondonopolis, Mato Grosso, Brazil]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: the study aims to determinate the prevalence of early childhood carie and factors associated in live birth children in 2006, in areas covered by the Family Health Strategy in the Municipality of Rondonópolis, State of Mato Grosso, Brazil. METHODS: transversal study in a target population of 1,235 live birth; oral examinations verified prevalence of early childhood carie, enamel defects and visible bacterial plaque in a sample of 247 preschool children (aged 3 years in the period of this study, 2009); questionnaires were applied to parents and data were submitted to multivariate analysis. RESULTS: the prevalence of carie in preschooler age children was 32.4%; and the number of decayed, missing and filled teeth due to caries (DMFT index), 0.79; characteristics associated to carie in preschoolers were presence of enamel defects, breastfeeding or bottle-feeding while sleeping and presence of visible bacterial plaque. CONCLUSION: the prevalence of carie indicates intensification of preventive and curative actions to these children, due to the existence of active disease, and early identification of those at risk.]]></p></abstract>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b><b>ARTIGO ORIGINAL</b></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><b><font size="4" face="verdana"><a name="topo"></a>C&aacute;rie  dent&aacute;ria e fatores  associados em crian&ccedil;as com tr&ecirc;s anos de idade  cadastradas em Unidades de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia do Munic&iacute;pio de Rondon&oacute;polis, Mato  Grosso, Brasil</font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"> <b>Dental  caries and factors associated in children aged three years enrolled in Family  Health Units in the Municipality of Rondonopolis, Mato    Grosso, Brazil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Rafael  Pessoa Martello<sup>I</sup>; Thiago  Pinheiro Junqueira<sup>II</sup>; Isabel  Cristina Gon&ccedil;alves Leite<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <sup>I</sup>Secretaria  Estadual de Sa&uacute;de, Governo do Mato Grosso, Rondon&oacute;polis-MT, Brasil    <br>     <sup>II</sup>Faculdade  de Odontologia, Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora-MG, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Departamento  de Sa&uacute;de Coletiva,  Universidade Federal de Juiz de Fora, Juiz de Fora-MG,  Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVO: </b>o estudo pretende determinar a preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie precoce na inf&acirc;ncia e fatores associados  em crian&ccedil;as nascidas vivas em 2006, em &aacute;reas cobertas pela Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da  Fam&iacute;lia no Munic&iacute;pio de Rondon&oacute;polis, Estado do Mato Grosso, Brasil.    <br>   <b>M&Eacute;TODOS: </b>estudo transversal com popula&ccedil;&atilde;o-alvo de 1.235 nascidos vivos; exames cl&iacute;nicos bucais  verificaram a preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria, defeitos no esmalte e biofilme  vis&iacute;vel em amostra de 247 crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar (com 3 anos de idade  per&iacute;odo deste estudo, 2009); aplicou-se um question&aacute;rio junto aos pais/respons&aacute;veis e  os dados foram submetidos a an&aacute;lise multivariada.    <br>   <b>RESULTADOS: </b>a  preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie nas crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar foi de 34,2%, associada  a defeitos de esmalte e h&aacute;bitos de higiene e dieta desfavor&aacute;veis; e o &iacute;ndice de  dentes dec&iacute;duos cariados, com extra&ccedil;&atilde;o indicada e obturados (&iacute;ndice ceo-d), 0,79; as  vari&aacute;veis associadas &agrave; c&aacute;rie em pr&eacute;-escolares foram presen&ccedil;a de defeitos de  forma&ccedil;&atilde;o de esmalte, h&aacute;bito de mamar durante o sono e presen&ccedil;a de biofilme  vis&iacute;vel.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>a preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie indica a necessidade  intensifica&ccedil;&atilde;o do atendimento preventivo e curativo a essas crian&ccedil;as, devido &agrave;  presen&ccedil;a de doen&ccedil;a ativa, e a identifica&ccedil;&atilde;o precoce da popula&ccedil;&atilde;o sob  risco.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">    <b>Palavras-chave: </b>c&aacute;rie dent&aacute;ria; denti&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria; sa&uacute;de bucal; pr&eacute;-escolar, estudos  transversais.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJECTIVE: </b>the study aims to determinate the prevalence of early childhood carie and factors associated in live birth children in 2006, in areas covered by  the Family Health Strategy in the Municipality  of Rondon&oacute;polis, State of Mato Grosso, Brazil.    <br>   <b>METHODS: </b>transversal study in a target population of 1,235 live birth; oral  examinations verified prevalence of early childhood carie, enamel defects and visible bacterial plaque in a sample of 247 preschool  children (aged 3 years in the period of this study, 2009); questionnaires were  applied to parents and data were submitted to multivariate analysis.    <br>   <b>RESULTS: </b>the prevalence of carie in preschooler  age children was 32.4%; and the number of decayed, missing and filled teeth due  to caries (DMFT index), 0.79; characteristics associated to carie in preschoolers were presence of enamel defects, breastfeeding or  bottle-feeding while sleeping and presence of visible bacterial plaque.    <br>   <b>CONCLUSION: </b>the prevalence of carie indicates intensification  of preventive and curative actions to these children, due to the existence of  active disease, and early identification of those at risk.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Key  words: </b>dental caries; primary dentition; oral health;  preschooler; cross-sectional studies.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em crian&ccedil;as menores  que 3 anos de idade,  qualquer sinal de c&aacute;rie em superf&iacute;cies lisas &eacute; indicativo de c&aacute;rie precoce  grave da inf&acirc;ncia. A partir dos 3 e at&eacute; os 5 anos, uma ou mais les&otilde;es cavitadas, perdas dentais  (relacionadas &agrave; c&aacute;rie) ou superf&iacute;cie lisa restaurada em dentes dec&iacute;duos  &acirc;ntero-superiores  ou um &iacute;ndice de superf&iacute;cies dentais cariadas, perdidas e obturadas maior ou  igual a quatro aos 3 anos, maior ou igual  a cinco aos 4 anos ou maior ou  igual a seis aos 5 anos de idade constituem  severo quadro de c&aacute;rie precoce da inf&acirc;ncia.<sup>1,2</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> O mecanismo biol&oacute;gico  a envolver o quadro da doen&ccedil;a c&aacute;rie nessa fase da inf&acirc;ncia &eacute;, basicamente, o  mesmo que envolve outros tipos de c&aacute;rie coron&aacute;ria. M&uacute;ltiplos fatores de risco est&atilde;o  associados, incluindo pobres padr&otilde;es de higiene bucal, frequente ingest&atilde;o de  carboidratos ferment&aacute;veis e baixo n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico.<sup>3-6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O limitado acesso a  servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos, pr&aacute;ticas alimentares  inapropriadas, condi&ccedil;&otilde;es culturais, psicossociais e comportamentais tamb&eacute;m  podem estar associados &agrave; c&aacute;rie, al&eacute;m dos predisponentes espec&iacute;ficos dessa fase  da inf&acirc;ncia, que incluem a coloniza&ccedil;&atilde;o inicial por bact&eacute;rias cariog&ecirc;nicas, a imaturidade do  sistema imunol&oacute;gico da crian&ccedil;a e a presen&ccedil;a comum de defeitos de forma&ccedil;&atilde;o do esmalte  na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua - que predisp&otilde;e o  esmalte, rec&eacute;m-erupcionado e imaturo, &agrave;s les&otilde;es cariosas.<sup>6-8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A c&aacute;rie precoce em  dentes anteriores tem sido associada como precursora confi&aacute;vel da experi&ecirc;ncia de  c&aacute;rie na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua posterior; e esta, como preditora da c&aacute;rie em  molares permanentes.<sup>1,3,4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em 2004, para a regi&atilde;o Centro-Oeste  do pa&iacute;s, na  faixa et&aacute;ria de 18-36 meses, a m&eacute;dia de  dentes dec&iacute;duos cariados, restaurados ou obturados foi de 0,8 - a m&eacute;dia do componente  'cariado' foi de 0,75.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O presente estudo  teve por objetivo determinar a preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria e fatores associados em crian&ccedil;as  de 3 anos de idade nascidas no ano de 2006 e cobertas pela Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia, no Munic&iacute;pio de Rondon&oacute;polis,  Estado do Mato Grosso, em 2009. O munic&iacute;pio n&atilde;o conta  com registros dessa condi&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria, raz&atilde;o porque tal informa&ccedil;&atilde;o &eacute; de  fundamental import&acirc;ncia para um diagn&oacute;stico local das condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal  das crian&ccedil;as em idade pr&eacute;-escolar, al&eacute;m de fomentar pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de  aten&ccedil;&atilde;o a essa popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em 2009, foi realizado um  estudo transversal, cuja popula&ccedil;&atilde;o alvo constituiu-se de 1.235 nascidos vivos no ano  de 2006, no Munic&iacute;pio de  Rondon&oacute;polis-MT. Para uma preval&ecirc;ncia estimada de c&aacute;rie aos 3 anos de idade de 31,5% e precis&atilde;o de 5,0%,  calculou-se o tamanho m&iacute;nimo da amostra de 262 crian&ccedil;as. Foram acrescidos 20,0%  a mais de  sujeitos, tendo em vista a possibilidade de recusas. A amostra aleat&oacute;ria,  composta por 314 crian&ccedil;as, foi  sorteada proporcionalmente ao tamanho da popula&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as de 3 anos de  idade cadastradas em cada uma das 29 Unidades de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (USF). No ano do exame (2009), todas as crian&ccedil;as  tinham completado 3 anos de idade.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O exame f&iacute;sico foi  realizado por um &uacute;nico cirurgi&atilde;o-dentista, treinado para o exame cl&iacute;nico  odontol&oacute;gico pelo Projeto SB Brasil.<sup>9</sup>  A higiene oral foi avaliada de acordo com o &iacute;ndice de biofilme vis&iacute;vel proposto  por Ribeiro,<sup>10</sup> tendo sido o examinador calibrado. A medi&ccedil;&atilde;o da  reprodutibilidade diagnostica, pela estat&iacute;stica Kappa, obteve o valor de 0,87. A avalia&ccedil;&atilde;o da  condi&ccedil;&atilde;o dental seguiu os crit&eacute;rios de diagn&oacute;stico recomendados pela  Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS) ,<sup>11</sup> permitindo o c&aacute;lculo do  &iacute;ndice ceo-d (n&uacute;mero de dentes dec&iacute;duos cariados, com extra&ccedil;&atilde;o indicada e  obturados). Durante a avalia&ccedil;&atilde;o, foi anotado se a crian&ccedil;a apresentava algum tipo de defeito de  esmalte em pelo menos uma superf&iacute;cie dental, avaliado pelo &Iacute;ndice de Defeitos  de Desenvolvimento do Esmalte.<sup>12</sup> A concord&acirc;ncia para o exame cl&iacute;nico  foi superior a 85,0%.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para a identifica&ccedil;&atilde;o  dos fatores associados &agrave; c&aacute;rie  precoce, como h&aacute;bitos de amamenta&ccedil;&atilde;o natural e/ou artificial, dieta, higiene,  uso de fl&uacute;or, caracteriza&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica, acesso a servi&ccedil;os de sa&uacute;de, caracter&iacute;sticas de crescimento e  desenvolvimento da crian&ccedil;a, foi aplicado um question&aacute;rio fechado - adaptado do modelo de Ribeiro e colaboradores,<sup>6</sup>  acrescidas algumas quest&otilde;es relativas ao acesso a tratamento  odontol&oacute;gico e cobertura da ESF -, disponibilizado aos pais/respons&aacute;veis no  momento do exame, pelo mesmo pesquisador.<sup>13-15</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Os dados, processados em banco de dados criado pelo <i>software </i>Statistical  Package for Social Sciences (SPSS) for Windows vers&atilde;o 15.0<sup>16</sup>  (n&iacute;vel de signific&acirc;ncia do estudo de 5%), foram submetidos a an&aacute;lise descritiva para  obten&ccedil;&atilde;o das frequ&ecirc;ncias absoluta e relativa das vari&aacute;veis analisadas, e da  preval&ecirc;ncia dos desfechos investigados. Na an&aacute;lise bivariada, verificou-se  a associa&ccedil;&atilde;o entre cada uma das vari&aacute;veis independentes e com a vari&aacute;vel  dependente, pelo teste qui-quadrado (&#967;<sup>2</sup>).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Todas as vari&aacute;veis pesquisadas foram dicotomizadas para se obter a  raz&atilde;o de preval&ecirc;ncia bruta (RP bruta). Na an&aacute;lise multivariada, utilizou-se a  regress&atilde;o de Poisson para a an&aacute;lise das vari&aacute;veis independentes associadas ao  desfecho, controladas por poss&iacute;veis fatores de confus&atilde;o (RP ajustada); nesta  etapa, foi aplicado o programa STATA 7.0.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para a an&aacute;lise dos fatores associados &agrave; ocorr&ecirc;ncia do evento  c&aacute;rie em crian&ccedil;as nascidas em 2006, foi constru&iacute;do um modelo te&oacute;rico de determina&ccedil;&atilde;o  com blocos hierarquizados de vari&aacute;veis, as quais foram ajustadas entre si em  num primeiro momento. Aquelas vari&aacute;veis que alcan&ccedil;aram um n&iacute;vel de  signific&acirc;ncia menor ou igual a 0,20 foram inclu&iacute;das no modelo de regress&atilde;o e  ajustadas ao n&iacute;vel superior ao seu.<sup>18,19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O presente estudo foi autorizado pelas Secretarias Municipais de  Educa&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de de Rondon&oacute;polis e aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica e Pesquisa da  Universidade Federal de Juiz de Fora-MG (Parecer n<sup>o</sup> 399/08). Os  pais/respons&aacute;veis leram e assinaram o 'Termo de Consentimento Livre e  Esclarecido', autorizando o exame cl&iacute;nico das crian&ccedil;as.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A taxa de resposta ao estudo foi de 79,0% (247/314). As principais  perdas decorreram da crian&ccedil;a n&atilde;o permitir o exame ou da recusa dos  pais/respons&aacute;veis em responder ao question&aacute;rio. Alguns dos resultados aqui  apresentados referem-se t&atilde;o-somente a valores v&aacute;lidos, sendo exclu&iacute;das as respostas  indeterminadas presentes em alguns question&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As <a href="#t1">tabelas 1</a>, <a href="#t2">2</a> e <a href="#T3">3</a> apresentam a descri&ccedil;&atilde;o da amostra estudada.  Entre as crian&ccedil;as examinadas livres de c&aacute;rie, 24,7% participavam de um programa  preventivo de cunho municipal e 44,2% residiam em &aacute;reas de cobertura de Equipes  de Sa&uacute;de Bucal (ESB) vinculadas &agrave; Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia (<a href="#t1">Tabela 1</a>). Ainda nesse grupo,  salienta-se que 63,1% n&atilde;o apresentavam mancha branca no exame clinico (<a href="#t2">Tabela  2</a>). Quanto aos comportamentos das crian&ccedil;as livres de c&aacute;rie, 17,3% referiam n&atilde;o  ingerir guloseimas entre as refei&ccedil;&otilde;es, com higieniza&ccedil;&atilde;o realizada 2 ou mais  vezes ao dia em 35,4% dos casos (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n1/1a10t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n1/1a10t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n1/1a10t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> A preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria foi de 32,4% e o &iacute;ndice ceo-d  apresentou valor m&eacute;dio igual a 0,79 (desvio-padr&atilde;o, dp= 1,62), com varia&ccedil;&atilde;o  entre 0 e 10. O componente 'cariado' (m&eacute;dia=0,71; dp=1,58) representou a maior  parte do &iacute;ndice ceo-d calculado. O n&uacute;mero m&eacute;dio de dentes h&iacute;gidos por crian&ccedil;a  foi de 19,21 (dp=1,62) e sua preval&ecirc;ncia correspondeu a 96% (4.744/4.940).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As <a href="#t4">tabelas 4</a> e <a href="#t5">5</a> apresentam as an&aacute;lises bivariada e multivariada  dos blocos compostos pelas vari&aacute;veis relacionadas aos fatores socioecon&ocirc;mico e demogr&aacute;fico,  ao crescimento e desenvolvimento infantil, aos cuidados com a crian&ccedil;a, seus  comportamentos e h&aacute;bitos e a presen&ccedil;a de c&aacute;rie.</font></p>     <p><a name="t4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n1/1a10t4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="t5"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n1/1a10t5.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Na analise bruta, no bloco das vari&aacute;veis socioecon&ocirc;mico-demogr&aacute;ficas, a mais associada &agrave; aus&ecirc;ncia de c&aacute;rie foi 'Participa de projeto preventivo',  no caso, um projeto preventivo municipal, ainda que n&atilde;o tenha sido uma  associa&ccedil;&atilde;o significativa. Entre as vari&aacute;veis relativas ao crescimento e  desenvolvimentos infantil, 'Defeitos de esmalte' apresentou associa&ccedil;&atilde;o a c&aacute;rie  mais significativa do que 'Presen&ccedil;a de mancha branca'. Entre as vari&aacute;veis  associadas a h&aacute;bitos e comportamentos, 'Presen&ccedil;a de biofilme' esteve associada  a um aumento da frequ&ecirc;ncia de carie quase cinco vezes maior nesse grupo (<a href="#t4">Tabela 4</a>). A an&aacute;lise  ajustada entre os blocos destacou como determinantes de c&aacute;rie aos 3 anos de  idade os h&aacute;bitos e comportamentos ('Mamar durante o sono' e 'Presen&ccedil;a de  biofilme') e 'Defeitos de esmalte' (<a href="#t5">Tabela 5</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A epidemiologia &eacute; um poderoso instrumento no campo do planejamento em sa&uacute;de. Obter  respostas para quest&otilde;es que envolvem os agravos &agrave; sa&uacute;de &eacute; uma importante tarefa  dos profissionais da &aacute;rea, uma vez que a defini&ccedil;&atilde;o de programas de preven&ccedil;&atilde;o e tratamento  das doen&ccedil;as bucais, bem como o planejamento dos servi&ccedil;os, deve se orientar pelo  resultado de estudos epidemiol&oacute;gicos.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Segundo os crit&eacute;rios  da OMS<sup>21</sup> para realiza&ccedil;&atilde;o de levantamentos epidemiol&oacute;gicos, somente  les&otilde;es cavitadas s&atilde;o consideradas e, dessa forma, computadas no c&aacute;lculo do  &iacute;ndice de c&aacute;rie. Os dentes com les&otilde;es de mancha branca ativas, est&aacute;gio inicial da  doen&ccedil;a,   s&atilde;o considerados  dentes h&iacute;gidos. Essa conduta foi adotada no presente estudo. Um fator  que pode  levar &agrave; exclus&atilde;o dessa vari&aacute;vel &eacute; a dificuldade de padroniza&ccedil;&atilde;o de examinadores  para o correto diagn&oacute;stico em um  trabalho de campo.<sup>22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os estudos  epidemiol&oacute;gicos em sa&uacute;de bucal existentes prov&ecirc;m de diversas regi&otilde;es  brasileiras, diferentes pa&iacute;ses e continentes e, portanto, divergem quanto &agrave;  metodologia empregada, ao tamanho e &agrave; natureza da amostra, e aos resultados  obtidos. Nem todos os pesquisadores utilizam todas as faixas et&aacute;rias de  crian&ccedil;as com menos de 5 anos de idade,  dificultando a compara&ccedil;&atilde;o com os resultados deste trabalho.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A preval&ecirc;ncia de  c&aacute;rie dent&aacute;ria em crian&ccedil;as nascidas em 2006 em Rondon&oacute;polis-MT (32,4%) e o &iacute;ndice ceo-d com  valor m&eacute;dio igual a 0,79 (dp=1,62) est&atilde;o  abaixo das m&eacute;dias encontradas em estudos pr&eacute;vios.<sup>10,22</sup> Entretanto,  quando comparados a outros estudos,<sup>23-25</sup> a preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria e o &iacute;ndice ceo-d  das crian&ccedil;as do presente estudo apresentam valores maiores. Embora a  preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie esteja acima da verificada para a regi&atilde;o Centro-Oeste pelo SBBrasil,<sup>9</sup>  cabe ressaltar que a idade m&eacute;dia das crian&ccedil;as avaliadas em Rondon&oacute;polis-MT foi  de 36 meses, enquanto no referido trabalho, os resultados de preval&ecirc;ncia foram  obtidos de amostra com idade entre 18 e 36 meses. Outrossim,  este estudo, de forma pioneira na regi&atilde;o, registra a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal em  uma faixa et&aacute;ria, servindo de modelo e refer&ecirc;ncia para pr&oacute;ximos trabalhos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial  da Sa&uacute;de fixa metas decenais para estimular pa&iacute;ses em desenvolvimento a   adotarem medidas  visando ao aprimoramento de seus indicadores em sa&uacute;de bucal. Para 2010, a meta da OMS era que 90,0% desses indiv&iacute;duos  estivessem livres de c&aacute;ries.<sup>26</sup> Nesse sentido, &eacute; importante que se  saiba reconhecer e modificar os fatores  de risco para  o desenvolvimento da doen&ccedil;a, j&aacute; que os eventos ocorridos na inf&acirc;ncia podem  impactar a vida adulta, determinando a condi&ccedil;&atilde;o futura da crian&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Estudos realizados em Jo&atilde;o Pessoa-PB,<sup>6</sup>  Indaiatuba-SP<sup>7</sup> e Itaja&iacute;-SC<sup>8</sup> apontam para uma forte  associa&ccedil;&atilde;o entre os defeitos de forma&ccedil;&atilde;o do esmalte e a preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria. Esses  resultados est&atilde;o de acordo com o presente estudo, onde a preval&ecirc;ncia de  defeitos de forma&ccedil;&atilde;o do esmalte foi de 13,7% e as crian&ccedil;as que apresentam essas altera&ccedil;&otilde;es tiveram 3,9 mais chances (p=0,001) de desenvolver c&aacute;rie  dent&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Alguns estudos  avaliam a higieniza&ccedil;&atilde;o pela frequ&ecirc;ncia de escova&ccedil;&atilde;o e seu impacto na redu&ccedil;&atilde;o  da c&aacute;rie dent&aacute;ria.<sup>4,6,7,10</sup> Santos e colaboradores,<sup>27</sup>  contudo, demonstram que a qualidade da higiene bucal n&atilde;o est&aacute; associada a sua  frequ&ecirc;ncia. N&atilde;o obstante se considere que a maioria das crian&ccedil;as (80,0%) tem seus dentes  escovados diariamente, estes autores acreditam que os pais/respons&aacute;veis est&atilde;o mais focados em remover restos alimentares do que em  promover a desorganiza&ccedil;&atilde;o do biofilme bacteriano, indicando a necessidade de todo um  trabalho de orienta&ccedil;&atilde;o e treinamento, a ser implementado, para que esses mesmos  pais/respons&aacute;veis estejam aptos a identificar o biofilme   vis&iacute;vel, aumentando, assim, a probabilidade do seu controle  efetivo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> A pesquisa realizada em Rondon&oacute;polis-MT corroborou o achado do  estudo de Ribeiro:<sup>10</sup> &agrave; medida que se observava a presen&ccedil;a de  biofilme mais espesso e maduro sobre as superf&iacute;cies dentais, maior era o numero  de superf&iacute;cies apresentando les&otilde;es de c&aacute;rie em atividade. Entre  as crian&ccedil;as analisadas em   Mato Grosso, as que apresentavam biofilme espesso tinham 4,25  (p&lt;0,001) mais chance de desenvolver a doen&ccedil;a, na compara&ccedil;&atilde;o com aquelas que  apresentavam aus&ecirc;ncia de biofilme ou biofilme fino.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Estudos realizados em Londrina-PR,<sup>4</sup> Salvador-BA<sup>23</sup> e  Rio de Janeiro-RJ<sup>28</sup> tamb&eacute;m avaliaram a associa&ccedil;&atilde;o entre o biofilme  dental e a c&aacute;rie dent&aacute;ria e seus resultados confirmam os encontrados aqui,  indicando ser esse um forte fator de risco para a doen&ccedil;a em pr&eacute;-escolares.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Ao se investigar o acesso a servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos em  Rondon&oacute;polis-MT, observou-se que 38,1% das crian&ccedil;as j&aacute; haviam realizado  consulta odontol&oacute;gica. Historicamente, pr&eacute;-escolares t&ecirc;m sido exclu&iacute;dos da assist&ecirc;ncia.  Resultados da pesquisa sobre acesso e utiliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;os de sa&uacute;de no Brasil<sup>9</sup>  apontaram um percentual de apenas 18,1% de crian&ccedil;as com menos de 5 anos de  idade j&aacute; tendo consultado o cirurgi&atilde;o-dentista ao menos uma vez na vida. Mais   recentemente, Kramer e colaboradores<sup>29</sup> verificaram que apenas 13,3%  (IC<sub>95%</sub>: 11,3-15,3) de uma amostra de 1.092 crian&ccedil;as de Canela-RS j&aacute;  haviam realizado algum tipo de consulta odontol&oacute;gica e que, &agrave; medida que aumentava a  idade, aumentava a frequ&ecirc;ncia  de crian&ccedil;as que tinham consultado o cirurgi&atilde;o-dentista  (p&lt;0,001).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A Pol&iacute;tica Nacional de Sa&uacute;de Bucal<sup>30</sup> recomenda que o acesso das crian&ccedil;as aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de bucal se d&ecirc;, no m&aacute;ximo,  a partir dos 6 meses de idade, aproveitando as campanhas de vacina&ccedil;&atilde;o,  consultas cl&iacute;nicas e atividades em espa&ccedil;os sociais. Em 2005, a coordena&ccedil;&atilde;o  municipal de sa&uacute;de bucal de Rondon&oacute;polis-MT implantou o projeto 'Primeiro Sorriso',  no qual os rec&eacute;m-nascidos, identificados pelos registros do Sistema de  Informa&ccedil;&atilde;o da Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica (Siab), passam a ser acompanhados periodicamente, segundo o  modelo de vigil&acirc;ncia em   sa&uacute;de. Essa estrat&eacute;gia tinha por objetivo garantir maior  acesso desse grupo et&aacute;rio &agrave;s a&ccedil;&otilde;es e servi&ccedil;os odontol&oacute;gicos. Seus resultados, contudo,  apontam a necessidade de aprimorar o monitoramento da popula&ccedil;&atilde;o-alvo, uma vez que revelaram ades&atilde;o parcial da amostra ao  'Primeiro Sorriso'.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Vale ressaltar que os  resultados aqui apresentados n&atilde;o permitem esquecer a etiologia multifatorial da  doen&ccedil;a, tampouco anular a import&acirc;ncia da dieta, da microbiota, dos fatores socioecon&ocirc;micos e da  exposi&ccedil;&atilde;o ao fl&uacute;or. Deve-se, sempre, observar a  qualidade de vida da popula&ccedil;&atilde;o e alertar os profissionais de sa&uacute;de,  especialmente dos servi&ccedil;os de odontologia, para o cumprimento de sua miss&atilde;o  social e conduta profissional, de forma a promover a sa&uacute;de e contribuir para a  redu&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A metodologia  utilizada e a an&aacute;lise dos resultados obtidos permitem concluir que a  preval&ecirc;ncia de c&aacute;rie dent&aacute;ria em crian&ccedil;as nascidas em 2006 em Rondon&oacute;polis-MT  foi de 32,4%, o &iacute;ndice ceo-d  apresentou valor m&eacute;dio igual a 0,79 (dp=1,62) e a  preval&ecirc;ncia de defeitos de forma&ccedil;&atilde;o de esmalte foi de 13,7%. Na amostra avaliada,  os fatores associados &agrave; c&aacute;rie,  encontrados mediante an&aacute;lise m&uacute;ltipla de regress&atilde;o log&iacute;stica, foram: presen&ccedil;a  de defeitos de forma&ccedil;&atilde;o de esmalte &#091;RP ajustada = 3,90 (IC<sub>95%</sub>: 1,69-8,95)&#093;; h&aacute;bito de mamar  durante o sono &#091;RP ajustada =  1,93 (IC<sub>95%</sub>: 1,04-3,58)&#093;; e presen&ccedil;a de  biofilme vis&iacute;vel &#091;RP ajustada =  4,25 (IC<sub>95%</sub>: 2,27-7,96)&#093;.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os dados apresentados  chamam a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade da implanta&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas  voltadas a essa popula&ccedil;&atilde;o - com &ecirc;nfase em a&ccedil;&otilde;es educativas,  preventivas e de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de -, que leve &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o precoce de crian&ccedil;as sob alto risco de c&aacute;rie.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Contribui&ccedil;&atilde;o  dos autores</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Martello RP  contribuiu na concep&ccedil;&atilde;o do desenho do estudo, coleta de dados, an&aacute;lise dos  resultados e aprova&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o final do artigo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Junqueira TP na coleta de dados, an&aacute;lise dos  resultados e aprova&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o final do artigo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Leite ICG na  concep&ccedil;&atilde;o do desenho de estudo, an&aacute;lise dos dados, reda&ccedil;&atilde;o e aprova&ccedil;&atilde;o da  vers&atilde;o final do artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 1. American Academy of Pediatric Dentistry.  Definition, oral health policies and clinical guidelines &#091;Internet&#093;. Chicago: American Academy of Pediatric    Dentistry; c2002-2009. &#091;acessado em 16 set. 2008&#093;.  Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.aapd.org/media/policies.asp" target="_blank">http://www.aapd.org/media/policies.asp</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 2. Drury TF, Horowitz AM, Ismail AI,  Msertens MP, Rozier RG, Selwitz RH. Diagnosing and reporting early childhood  caries for research purposes. A report of   a  workshop sponsored by the National Institute of Dent and Craniofacial Research,  the Health Resources and Services Administration, and the Health Care Financing  Administration. Journal of Public Health Dentistry. 1999; 59(3):192-197.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 3. Antunes JLF, Peres MA, Mello TRC. Determinantes individuais e contextuais da necessidade de tratamento odontol&oacute;gico na  denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua no Brasil. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva. 2006;11(1):79-87.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 4. Fraiz FC, Walter LRF. Study of the  factors associated with dental caries in children who receive early dental  care. Pesquisa  Odontol&oacute;gica Brasileira. 2001; 15(3):201-207.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 5. Peres MA, Peres KG, Antunes JLF, Junqueira SR, Fraz&atilde;o P, Narvai PC. The association between  socioeconomic development at the town level and the distribution   of dental  caries in Brazilian children. Revista Panamericana de Salud P&uacute;blica.  2003;14(3):149-157.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 6. Ribeiro AG, Oliveira AF, Rosemblat A. C&aacute;rie  precoce na inf&acirc;ncia: preval&ecirc;ncia e fatores de risco em pr&eacute;-escolares, aos 48 meses, na cidade  de Jo&atilde;o Pessoa, Parada, Brasil. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica.  2005;21(6):1695-1700.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 7. Hoffman RHS, Souza MLR, Cypriano S.  Preval&ecirc;ncia de defeitos de esmalte e sua rela&ccedil;&atilde;o com c&aacute;rie dent&aacute;ria nas  denti&ccedil;&otilde;es dec&iacute;dua e permanente, Indaiatuba, S&atilde;o Paulo, Brasil. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica.  2007;23(2):435-444.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 8. Lunardelli SE, Peres MA. Prevalence  and distribution of developmental enamel defects in the primary dentition of  pre-school children. Brazilian Oral Research.  2005;19(2):144-149.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 9. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Departamento  de Aten&ccedil;&atilde;o B&aacute;sica. Coordena&ccedil;&atilde;o Nacional de Sa&uacute;de Bucal. Projeto SB Brasil 2003.  Condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de bucal da popula&ccedil;&atilde;o brasileira 2002-2003: Resultados  Principais. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 10. Ribeiro AA. Avalia&ccedil;&atilde;o de um programa de promo&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de bucal em crian&ccedil;as HIV+ &#091;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#093;. Rio de Janeiro (RJ): Universidade  Federal do Rio de Janeiro; 2000.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 11. Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de. Levantamentos  b&aacute;sicos em sa&uacute;de bucal. 4<sup>a</sup> ed. S&atilde;o Paulo: Santos; 1999.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 12. Federation Dentaire  Internationale. Commission on Oral Health Research and Epidemiology. A review  of the developmental defects of enamel index (DDE Index). International Dental Journal. 1992;42(6):411-426.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 13. Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Empresas de Pesquisa. Ado&ccedil;&atilde;o do CCEB 2008. Crit&eacute;rio de classifica&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica Brasil &#091;Internet&#093;. S&atilde;o Paulo:  Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Empresas de Pesquisa; 2008. &#091;acessado em 21 ago. 2009&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.abep.org/novo/Content.aspx?ContentID=139" target="_blasnk">http://www.abep.org/novo/Content.aspx?ContentID=139</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 14. Guedes-Pinto AC. Odontopediatria. 5<sup>a</sup> ed. S&atilde;o Paulo:  Santos; 1997.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 15. Machado FC, Ribeiro RA. Defeitos do esmalte e c&aacute;rie dent&aacute;ria em crian&ccedil;as  prematuras. Pesquisa Brasileira de Odontopediatria Cl&iacute;nica Integrada. 2004;   4(3):243-247.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 16. Statistical Package for Social Sciences. Release 15.0 for Windows. Chicago: SPSS; 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 17. Stata Corporation &#091;programa de computador&#093;. Version 7.0. Texas:  College Station;  2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 18. Peres MA, Latorre MRDO, Sheiham A,  Peres KG, Barros FC, Hernandez PG, et al. Determinantes  sociais e biol&oacute;gicos da c&aacute;rie dent&aacute;ria em crian&ccedil;as de 6 anos de idade: um estudo  transversal aninhado numa coorte de nascidos vivos no Sul do Brasil. Revista   Brasileira  de Epidemiologia. 2003;6(4):293-306.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 19. Silveira MF, Barros AJD, Santos IS, Matijasevich A, Victora CG.  Diferenciais socioecon&ocirc;micos na realiza&ccedil;&atilde;o de exame de urina no pr&eacute;-natal. Revista de   Sa&uacute;de  P&uacute;blica. 2008;42(3):389-395.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 20. Baldani MH, Narvai PC, Antunes JLF. C&aacute;rie dent&aacute;ria e condi&ccedil;&otilde;es  s&oacute;cio-econ&ocirc;micas no Estado do Paran&aacute;, Brasil, 1996. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica.   2002;18(3):755-763.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 21. Pereira HP, Alves NCM, Riff GR, Magalh&atilde;es EB, Costa MEPR, Charlier  SC, et al. A doen&ccedil;a c&aacute;rie como preditor de c&aacute;rie nos dentes dec&iacute;duos e  permanentes.   Arquivos em Odontologia. 2009;45(2):67-72.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 22. Rihs LB, Sousa MLR, Cypriano S, Abdalla NM, Guidini DDN, Amgarten C. Atividade de  c&aacute;rie na denti&ccedil;&atilde;o dec&iacute;dua, Indaiatuba, S&atilde;o Paulo, Brasil, 2004. Cadernos de Sa&uacute;de  P&uacute;blica. 2007;23(3):593-600.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 23. Barros SG, Alves AC, Pugliese LS, Reis SRA.  Contribui&ccedil;&atilde;o ao estudo da c&aacute;rie dent&aacute;ria em crian&ccedil;as de 0-30 meses. Pesquisa Odontol&oacute;gica Brasileira.  2001;15(3):215-222.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 24. Wambier DS, Bosco VL, Cuman V, Smiguel O, Eloy TC. Preval&ecirc;ncia e distribui&ccedil;&atilde;o de les&otilde;es de c&aacute;rie em beb&ecirc;s. Publicatio UEPG  Ci&ecirc;ncias Biol&oacute;gicas e da Sa&uacute;de. 2004;10(1):15-22.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 25. Tiano AVP, Moimaz SAS, Saliba O, Saliba NA. Dental caries prevalence in children up to  36 months of age attending day care centers in Municipalties with different  water fluoride content. Journal Applied Oral   Science.  2009; 17(1):39-44.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 26. Hobdell MH, Myburgh NG, Kelman M,  Hausen H. Setting global goals for oral health for the year 2010.   International Dental Journal.  2000;50(5):245-249.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 27. SantoS APP, S&eacute;lloS MC, RamoS MEB, SovierO VM. Oral hygiene frequency and  presence of visible biofilm   in the  primary dentition. Brazilian Oral Research.   2007;1(21):64-69.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 28. Santos APP, Soviero VM. Caries prevalence and risk factors among children aged  0 to 36 months. 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Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da   Sa&uacute;de; 2004.</font><p><font size="2" face="verdana"><i>&nbsp;</i></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><i>&nbsp;</i></font></p>     <p><font size="2"><b><font size="2" face="verdana"><b><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a></b></b></font></b></font><font size="2" face="verdana"><b>Endere&ccedil;o  para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Rua Silva Jardim, 227/202,    <br>   Juiz de Fora-MG, Brasil.    <br>   CEP 36015-390    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <i>E-mail: </i><a href="mailto:isabel.leite@ufjf.edu.br">isabel.leite@ufjf.edu.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Recebido em 19/09/2010    <br> Aprovado em 27/02/2012</font></p>      ]]></body><back>
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<source><![CDATA[Definition, oral health policies and clinical guidelines]]></source>
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