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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mortalidade infantil e as malformações congênitas no Município de Pelotas, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil: estudo ecológico no período 1996-2008]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Infant mortality and congenital abnormalities in the Municipality of Pelotas, State of Rio Grande do Sul, Brazil: ecologic study in the period 1996-2008]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: the study aims to verify trends in infant mortality and mortality from congenital malformations, and to evaluate the impact on indicators by the epidemic of rubella (occurred in 2007) in the Municipality of Pelotas, State of Rio Grande do Sul, Brazil, in the period 1996-2008. METHODS: ecological and descriptive study of the rate of infant mortality and mortality from congenital malformations between 1996 and 2008; it was used data from information systems. RESULTS: the authors perceived significant decrease in infant mortality (&#946;=-0.03; CI95%: -0.05 to -0.01; p<0.01), despite the same did not occurred for mortality by congenital malformations, which reduction observed had not statistical significance (&#946;=-0.01; CI95%: -0.04 to 0.02; p=0.41); it was identified only one case of congenital rubella syndrome. CONCLUSION: the confirmed effectiveness of measures introduced to reduce infant mortality and the epidemic of rubella occurred in 2007 did not affect infant mortality from congenital malformations in Pelotas-RS.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[mortalidade infantil]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><b><font size="2" face="verdana">ARTIGO ORIGINAL </font></b></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo"></a>Mortalidade infantil e as malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas no Munic&iacute;pio de  Pelotas, Estado do Rio Grande do Sul, Brasil: estudo ecol&oacute;gico no per&iacute;odo 1996-2008</b><a href="#endereco"><sup>*</sup></a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Infant mortality and congenital abnormalities in  the Municipality of Pelotas, State of Rio  Grande do Sul, Brazil: ecologic study in the  period 1996-2008</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Maria Regina Reis  Gomes<sup>I</sup>; Juvenal Soares Dias da Costa<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup>I</sup>Servi&ccedil;o de  Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica, Secretaria Municipal de Sa&uacute;de de Pelotas,  Pelotas-RS, Brasil     <br>   <sup>II</sup>Departamento de  Medicina Social, Universidade Federal de Pelotas, Pelotas-RS, Brasil. Programa  de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em   Sa&uacute;de Coletiva, Universidade do Vale do Rio  dos Sinos, S&atilde;o Leopoldo-RS, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o  para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVO: </b>o estudo pretende verificar as tend&ecirc;ncias da mortalidade infantil e da  mortalidade por malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas e avaliar o impacto nos indicadores em raz&atilde;o  da epidemia de rub&eacute;ola (ocorrida em 2007) no Munic&iacute;pio de Pelotas, Estado do Rio Grande  do Sul, Brasil, no per&iacute;odo 1996-2008.    <br>     <b>M&Eacute;TODOS: </b>estudo ecol&oacute;gico descritivo das taxas de  mortalidade infantil e mortalidade por malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas entre 1996 e 2008; foram utilizados dados dos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es; as tend&ecirc;ncias foram  avaliadas por regress&atilde;o linear.    <br>     <b>RESULTADOS: </b>as taxas de mortalidade infantil observadas  apresentaram redu&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa (&#946;=-0,03; IC<sub>95%</sub>:  -0,05 a -0,01; p&lt;0,01), embora o mesmo n&atilde;o tenha ocorrido  com a mortalidade por malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas, cuja redu&ccedil;&atilde;o observada n&atilde;o foi  estatisticamente significativa (&#946;=-0,01; IC<sub>95%</sub>: -0,04 a 0,02; p 0,41); foi identificado apenas um caso de s&iacute;ndrome  da rub&eacute;ola cong&ecirc;nita.    <br>     <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>a efetividade confirmada das medidas introduzidas para a  diminui&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil e da epidemia de rub&eacute;ola ocorrida em 2007 n&atilde;o  modificou a mortalidade infantil por malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas em Pelotas-RS.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Palavras-chave: </b>mortalidade infantil; anormalidades cong&ecirc;nitas; s&iacute;ndrome da rub&eacute;ola cong&ecirc;nita; malforma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita; epidemiologia.</font></p> <hr size="1">     <p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>OBJECTIVE: </b>the study aims to verify trends in infant mortality and mortality from  congenital malformations, and to evaluate the impact on indicators by the  epidemic of rubella (occurred in 2007) in the Municipality of Pelotas, State of  Rio Grande do Sul, Brazil, in the period 1996-2008.    <br>     <b>METHODS: </b>ecological and descriptive study of the rate of infant mortality and  mortality from congenital malformations between 1996 and 2008; it was used data  from information systems.    <br>     <b>RESULTS: </b>the authors perceived significant decrease in infant mortality  (<i>&#946;</i>=-0.03; CI<sub>95%</sub>: -0.05 to -0.01; p&lt;0.01), despite the same did  not occurred for mortality by congenital malformations, which reduction  observed had not statistical significance (<i>&#946;</i>=-0.01; CI<sub>95%</sub>: -0.04 to  0.02; p=0.41); it was identified only one case of congenital rubella syndrome.    <br>     <b>CONCLUSION: </b>the confirmed effectiveness of measures introduced to reduce infant  mortality and the epidemic of rubella occurred in 2007 did not affect infant  mortality from congenital malformations in Pelotas-RS.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Key words: </b>infant mortality; congenital abnormalities; rubella syndrome  congenital; congenital malformation; epidemiology.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A mortalidade  infantil &eacute; um importante indicador de sa&uacute;de, diretamente relacionado &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de vida  de um pa&iacute;s.<sup>1</sup> No Brasil, a mortalidade infantil tem sido considerada  uma quest&atilde;o priorit&aacute;ria para a Sa&uacute;de P&uacute;blica.<sup>1</sup> Nas d&eacute;cadas de 1930 e 1940, as taxas de  mortalidade infantil eram altas, com valores de 158,3 por mil nascidos vivos (NV); em 1990, haviam diminuindo  para 45,3 por mil NV; e em 2001, chegaram a 27,5 por mil NV.<sup>1</sup>  Em 2006, a mortalidade infantil  no Brasil foi de 20,7 por mil NV.<sup>2</sup>  Recentemente, demonstrou-se que a diminui&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil foi-se acelerando ap&oacute;s 1980, sendo observadas 47 em 1990, 27 em 2000  e 19 mortes por mil NV em 2008: uma redu&ccedil;&atilde;o de 4,4%, no per&iacute;odo 2000-2008.<sup>3</sup>  Outra modifica&ccedil;&atilde;o observada na mortalidade infantil refere-se a sua  causalidade. No Brasil, na d&eacute;cada de 1980, a mortalidade infantil  espec&iacute;fica para doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias era de 21,5 por mil NV; em 1990, reduziu-se para 14,6 e chegou a 7,9 por mil NV no ano 2000.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Munic&iacute;pio de  Pelotas, Estado do Rio Grande do Sul, ap&oacute;s um per&iacute;odo - entre 1986 e 2006 - de tend&ecirc;ncia est&aacute;vel  do coeficiente de mortalidade infantil no n&iacute;vel aproximado de 20 &oacute;bitos por mil NV, houve uma  diminui&ccedil;&atilde;o desse coeficiente para 13,1 por mil NV (2006).<sup>4</sup> </font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Entre as diversas  a&ccedil;&otilde;es multidisciplinares integradas,  desenvolvidas  para diminuir a mortalidade infantil no Brasil, destacam-se como principais a disponibiliza&ccedil;&atilde;o  da rede de saneamento b&aacute;sico, a amplia&ccedil;&atilde;o da rede de servi&ccedil;os de sa&uacute;de, o  aumento da cobertura vacinal e o aumento no per&iacute;odo de aleitamento materno; e a  inclus&atilde;o de novas vacinas no calend&aacute;rio b&aacute;sico de vacina&ccedil;&atilde;o,<sup>5</sup> as  quais contribu&iacute;ram, ainda que de maneira n&atilde;o uniforme, para o combate mais efetivo das doen&ccedil;as infecciosas e  parasit&aacute;rias como pneumonia, diarr&eacute;ias, doen&ccedil;as respirat&oacute;rias, doen&ccedil;as  imunopreven&iacute;veis e desnutri&ccedil;&atilde;o.<sup>1,5</sup> Entretanto, a mortalidade por  malforma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita n&atilde;o tem se alterado.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas  se encontram entre as principais causas de &oacute;bitos infantis nos pa&iacute;ses desenvolvidos, respons&aacute;veis por  20,0% dos &oacute;bitos neonatais e 30,0 a 50,0% dos &oacute;bitos  perinatais.<sup>6</sup> Em locais onde h&aacute; uma diminui&ccedil;&atilde;o da mortalidade  infantil por causas infecciosas no rec&eacute;m-nascido e melhora na qualidade da  assist&ecirc;ncia no pr&eacute;-natal, as anomalias cong&ecirc;nitas passam a ser a principal  causa de mortalidade infantil.<sup>7</sup> A incid&ecirc;ncia geral de malforma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita na Am&eacute;rica do Sul &eacute;  de 5,0%, coincidindo com outras regi&otilde;es do mundo.<sup>8</sup> V&aacute;rios estudos  demonstraram a import&acirc;ncia dos &oacute;bitos por malforma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita e sua influ&ecirc;ncia na  mortalidade infantil.<sup>9-11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Brasil, os &oacute;bitos  por malforma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita aumentaram de 4,0 em 1980 para 6,7 por mil NV em 1990, chegando a  11,4 por mil nascidos vivos em 2000.<sup>1</sup> Em 2004, j&aacute; representavam a  segunda causa de &oacute;bito infantil no pa&iacute;s.<sup>12</sup> No Estado do Rio Grande  do Sul e particularmente em Pelotas-RS, a partir de 2006, as malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas ficaram entre as tr&ecirc;s  principais causas de &oacute;bito em menores de um ano de idade.<sup>4,13</sup> Estudo  realizado naquele munic&iacute;pio com o prop&oacute;sito de analisar os nascimentos em um  per&iacute;odo de 13 anos, de 1990 a 2002, verificou que 1,37% das crian&ccedil;as nasceram  com malforma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Em 2007, houve uma  epidemia de rub&eacute;ola em Pelotas-RS, o que suscitou a hip&oacute;tese de aumento dos  casos de malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas. O objetivo do presente estudo foi verificar  as tend&ecirc;ncias da mortalidade infantil e da mortalidade por malforma&ccedil;&otilde;es  cong&ecirc;nitas e avaliar o impacto nos indicadores da epidemia de rub&eacute;ola (ocorrida  em 2007) no Munic&iacute;pio de  Pelotas-RS, no per&iacute;odo de 1996 a 2008.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foi realizado um  estudo de delineamento ecol&oacute;gico e descri&ccedil;&atilde;o das taxas de mortalidade infantil  e das taxas de mortalidade por malforma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita no Munic&iacute;pio de  Pelotas-RS, entre 1996 e 2008.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Pelotas, cidade  situada ao sul do Estado do Rio Grande do Sul, contava com uma popula&ccedil;&atilde;o  estimada em 345 mil habitantes e  cerca de 3.900 nascidos vivos em  2009.<sup>15</sup> O Plano Municipal de Sa&uacute;de local descreveu uma extensa rede  assistencial, constitu&iacute;da por 48 unidades sanit&aacute;rias, quatro ambulat&oacute;rios de  especialidades e cinco hospitais, &agrave; qual se somam in&uacute;meros  servi&ccedil;os contratados. Em 2009, aproximadamente 28,0% da popula&ccedil;&atilde;o estava  coberta pela Estrat&eacute;gia Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram utilizados dados secund&aacute;rios dos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es  oficiais do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de - Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade  (SIM), Sistema de Informa&ccedil;&atilde;o sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e Sistema de  Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (Sinan) -, resultantes de busca aos  formul&aacute;rios pr&oacute;prios de cada sistema. O Sinan, especialmente, foi usado para  buscar casos de s&iacute;ndrome da rub&eacute;ola cong&ecirc;nita. Todos os c&oacute;digos utilizados integram a Classifica&ccedil;&atilde;o  Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas Relacionados &agrave; Sa&uacute;de - D&eacute;cima  Revis&atilde;o (CID-10): Cap&iacute;tulo XVII, Q00-Q99 - Malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas,  deformidades e anomalias cromoss&ocirc;micas. O monitoramento e o levantamento das  informa&ccedil;&otilde;es foram cont&iacute;nuos, no sentido de identificar nascimentos com  malforma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita e &oacute;bitos em crian&ccedil;as com malforma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita &agrave; medida  que essas informa&ccedil;&otilde;es chegavam &agrave; Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica da Secretaria  Municipal de Sa&uacute;de de Pelotas-RS.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para coleta dos dados dos Sistemas de Informa&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de, adotou-se o programa Tabwin.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">A estrat&eacute;gia de an&aacute;lise, seja para a mortalidade infantil, seja  para a mortalidade por malforma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita, foi desenvolvida mediante tr&ecirc;s  t&eacute;cnicas: taxas de mortalidade brutas anuais; m&eacute;dias m&oacute;veis a cada tr&ecirc;s anos; e  regress&atilde;o linear.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Pelo programa Excel, foram calculadas as taxas de mortalidade  infantil brutas anuais &#091;(n&uacute;mero de &oacute;bitos entre menores de um ano/n&uacute;mero de  nascidos vivos) x 1000&#093; e de mortalidade infantil por malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas  &#091;(n&uacute;mero de &oacute;bitos entre menores de um ano por malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas/n&uacute;mero  de nascidos vivos) x 1000&#093; ,<sup>17</sup> com os respectivos intervalos de confian&ccedil;a  a 95% (IC<sub>95%</sub>). O erro-padr&atilde;o dos coeficientes foi estabelecido a  partir da seguinte f&oacute;rmula:</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>&radic;</b><b>(taxa/popula&ccedil;&atilde;o) x 1000<sup>18</sup></b> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Tanto para as taxas de mortalidade infantil como para as taxas de  mortalidade por malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas, foram apresentados os componentes  neonatal precoce (&oacute;bitos em menores de sete dias ap&oacute;s o nascimento), neonatal  tardio (&oacute;bitos entre sete e 27 dias) e p&oacute;s-neonatal (&oacute;bitos entre 28 dias e um  ano de idade).<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Utilizaram-se as varia&ccedil;&otilde;es percentuais m&eacute;dias anuais para estimar  as mudan&ccedil;as dos coeficientes a cada ano. A f&oacute;rmula para a varia&ccedil;&atilde;o percentual  m&eacute;dia anual foi:</font></p>     <p align="center"><font size="2" face="verdana"><b>{&#931;</b><b>&#091;(taxa<sub>ano i</sub> /taxa<sub>ano i-1</sub>) -1&#093; x 100/n  - 1}<sup>18</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A segunda estrat&eacute;gia envolveu as combina&ccedil;&otilde;es de numeradores e  denominadores a cada tr&ecirc;s anos, criando-se m&eacute;dias m&oacute;veis para aumentar a  estabilidade dos coeficientes. Essa estrat&eacute;gia teve por objetivo aumentar a estabilidade  dos resultados pelo aumento do tamanho da amostra em cada ponto do tempo.<sup>19</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Finalmente, realizou-se a an&aacute;lise de regress&atilde;o linear pelo  programa SPSS. Para o c&aacute;lculo de regress&atilde;o linear simples, os coeficientes  sofreram transforma&ccedil;&atilde;o logar&iacute;tmica.  Foram realizadas regress&otilde;es dos coeficientes de  mortalidade para cada ano e por tri&ecirc;nios, ap&oacute;s transforma&ccedil;&atilde;o logar&iacute;tmica. O valor  de &#946; (coeficiente de regress&atilde;o)  significa o quanto se altera a vari&aacute;vel dependente (coeficientes) a cada  mudan&ccedil;a de ano. O valor de R<sup>2</sup> (coeficiente de determina&ccedil;&atilde;o) mede a  propor&ccedil;&atilde;o de varia&ccedil;&atilde;o da vari&aacute;vel dependente, explicada mediante ajuste do  modelo.<sup>20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">O projeto deste estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em  Pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas (Of&iacute;cio n<sup>o</sup>  116/09, de 01.04.2009).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No per&iacute;odo de 1996   a 2008, em Pelotas-RS, verificaram-se oscila&ccedil;&otilde;es tanto  na mortalidade infantil quanto na mortalidade infantil por  malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas. O maior coeficiente de  mortalidade infantil ocorreu no primeiro ano analisado (1996) e o menor em  2007. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s taxas de mortalidade infantil, os intervalos de confian&ccedil;a  mostraram diminui&ccedil;&atilde;o entre os anos de 2002 e 2007. Os principais motivos de  &oacute;bitos em Pelotas-RS foram as afec&ccedil;&otilde;es originadas no per&iacute;odo perinatal e,  assim, o maior componente da taxa de mortalidade infantil encontrado no per&iacute;odo  neonatal precoce. A varia&ccedil;&atilde;o percentual m&eacute;dia anual foi de -0,19 (<a href="#t1">Tabela  1</a>).</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n1/1a12t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A mortalidade infantil por malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas obteve sua  maior taxa em 2003, diminuiu no ano seguinte e permaneceu est&aacute;vel at&eacute; sofrer  nova queda em 2007 (segunda menor taxa do per&iacute;odo estudado), observando-se  discreto aumento no &uacute;ltimo ano analisado. Quanto &agrave; mortalidade por  malforma&ccedil;&otilde;es, os intervalos de confian&ccedil;a mostraram diminui&ccedil;&atilde;o a partir de 2003.  De forma semelhante &agrave; mortalidade infantil, pode-se constatar que, na maioria  dos anos, o maior componente da mortalidade por malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas encontrava-se no  per&iacute;odo neonatal precoce. A varia&ccedil;&atilde;o percentual m&eacute;dia anual foi de -0,79 (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n1/1a12t2.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A an&aacute;lise das m&eacute;dias  m&oacute;veis a cada tr&ecirc;s anos mostrou resultados semelhantes, ou seja, as maiores  taxas de mortalidade infantil e da mortalidade infantil por malforma&ccedil;&otilde;es  cong&ecirc;nitas ocorreram no primeiro per&iacute;odo analisado (1996-1998), e os menores no &uacute;ltimo  (2006-2008). Constatou-se queda tanto na taxa  de mortalidade infantil quanto na mortalidade infantil por malforma&ccedil;&otilde;es  cong&ecirc;nitas, a partir de 2002-2004; entretanto, ocorreu diminui&ccedil;&atilde;o mais expressiva a partir de 2004-2006. Quanto aos intervalos  de confian&ccedil;a, a mortalidade infantil apresentou diferen&ccedil;as no per&iacute;odo   2006-2008 e nos  tri&ecirc;nios anteriores a 2003-2005,</font> <font size="2" face="verdana">enquanto a  mortalidade por malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas  foi menor  desde 2005-2007, resultando em  varia&ccedil;&otilde;es percentuais m&eacute;dias anuais de -0,15 e -0,51 respectivamente (<a href="#t3">Tabela 3</a>).</font></p>     <p><a name="t3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n1/1a12t3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#f1">Figura  1</a> ilustra as taxas brutas de  mortalidade infantil e suas m&eacute;dias m&oacute;veis, assim como as taxas brutas da  mortalidade por malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas e suas respectivas m&eacute;dias m&oacute;veis. V&ecirc;-se  a estabilidade garantida pelo c&aacute;lculo das m&eacute;dias m&oacute;veis, mostrando uma real  diminui&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n1/1a12f1.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A an&aacute;lise de  regress&atilde;o linear para a taxa de mortalidade infantil indicou uma tend&ecirc;ncia estatisticamente significativa de redu&ccedil;&atilde;o &#946;=-0,03, (IC<sub>95%</sub>:  -0,05 a -0,01; p&lt;0,01), com  valores de R<sup>2</sup> de 0,52;  e a an&aacute;lise  das m&eacute;dias m&oacute;veis revelou &#946;=-0,03, (IC<sub>95%</sub>: -0,04 a -0,01; p&lt;0,01), com  valores de R<sup>2</sup> de 0,65.  A diminui&ccedil;&atilde;o  da taxa de mortalidade infantil &eacute; melhor observada na <a href="#f2">Figura 2A</a>,  a qual mostra os resultados da regress&atilde;o linear para as m&eacute;dias m&oacute;veis.</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n1/1a12f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A regress&atilde;o linear  simples para o coeficiente de mortalidade por malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas indicou que n&atilde;o houve redu&ccedil;&atilde;o estatisticamente significativa, com &#946;=-0,01, (IC<sub>95%</sub>: -0,04 a 0,02; p=0,41) e, para  as m&eacute;dias m&oacute;veis de mortalidade por malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas, &#946;=-0,01, (IC<sub>95%</sub>: -0,02 a 0,01; p=0,32), com  valores de R<sup>2</sup> de 0,06 e 0,11 respectivamente. Os resultados da  regress&atilde;o linear das m&eacute;dias m&oacute;veis das taxas de mortalidade por malforma&ccedil;&otilde;es  cong&ecirc;nitas foram apresentadas na <a href="#f2">Figura 2B</a>.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">As t&eacute;cnicas de an&aacute;lise utilizadas no estudo mostraram diminui&ccedil;&atilde;o  das taxas de mortalidade infantil e das taxas por malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas,  entre 1996 e 2008. Contudo, verificou-se que a mortalidade infantil e a  mortalidade por malforma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita em Pelotas-RS n&atilde;o seguiam a mesma  tend&ecirc;ncia de diminui&ccedil;&atilde;o. Em 2008, apesar de verificado um pequeno aumento das  taxas de mortalidade infantil especifico por malforma</font><font size="2" face="verdana">&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas, a an&aacute;lise de regress&atilde;o linear simples, ainda que  n&atilde;o tenha revelado altera&ccedil;&atilde;o na mortalidade por malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas,  confirmou a diminui&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil no per&iacute;odo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">&Eacute; mister ressaltar: a an&aacute;lise revelou que as principais causas de mortalidade infantil em Pelotas-RS,  como em todo o Brasil,<sup>2</sup> ainda s&atilde;o as afec&ccedil;&otilde;es originadas no  per&iacute;odo perinatal, ocorrendo principalmente no per&iacute;odo neonatal precoce. N&atilde;o  obstante a diminui&ccedil;&atilde;o das taxas, perduraram n&iacute;veis mais elevados do que aqueles  encontrados nos pa&iacute;ses desenvolvidos, exigindo esfor&ccedil;o na qualifica&ccedil;&atilde;o dos  cuidados de pr&eacute;-natal e na assist&ecirc;ncia ao momento do parto.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Estudos ecol&oacute;gicos apresentam as limita&ccedil;&otilde;es decorrentes do uso de  fontes de dados secund&aacute;rios: problemas de subnotifica&ccedil;&atilde;o e de erros de  classifica&ccedil;&atilde;o. Al&eacute;m disso, o c&aacute;lculo direto da taxa de mortalidade infantil,  pelos dados do SIM e do Sinasc, &eacute; recomendado apenas quando ambos os sistemas  possuem boas coberturas.</font> <font size="2" face="verdana">Deve-se ressaltar, entretanto, que a qualidade do SIM vem sendo  aprimorada<sup>22</sup> e que em Pelotas-RS, todos os &oacute;bitos infantis t&ecirc;m sido  investigados;<sup>4</sup> a  quase totalidade dos partos &eacute; hospitalar, o que garante confiabilidade aos  sistemas de informa&ccedil;&atilde;o.<sup>23</sup> Contudo, n&atilde;o se pode analisar a  mortalidade fetal associada &agrave; malforma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No ano de 2007, ap&oacute;s cinco anos sem casos de rub&eacute;ola, aconteceu  uma epidemia da doen&ccedil;a em   Pelotas-RS. O v&iacute;rus circulou entre a popula&ccedil;&atilde;o de estudantes  e trabalhadores em idade f&eacute;rtil e com vida sexual ativa. Do total de casos,  72,2% foram homens e os restantes 27,8%, mulheres, o que poderia provocar um  aumento da mortalidade infantil por malforma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita.<sup>24</sup> No m&ecirc;s  de agosto de 2007, houve imuniza&ccedil;&atilde;o de bloqueio com vacina dupla viral para  homens e mulheres de 20 a  49 anos de idade. Um estudo de car&aacute;ter avaliativo do Sistema de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica da S&iacute;ndrome da Rub&eacute;ola Cong&ecirc;nita no  Brasil<sup>9</sup> identificou as incid&ecirc;ncias anuais de s&iacute;ndrome da rub&eacute;ola cong&ecirc;nita no Brasil,  observando uma incid&ecirc;ncia da s&iacute;ndrome da rub&eacute;ola cong&ecirc;nita de 2,5  casos por mil nascidos vivos em 2001 e uma queda anual a partir de 2002,  chegando a 0,1 casos por mil nascidos vivos em 2005. Entre os casos avaliados e  confirmados de s&iacute;ndrome da rub&eacute;ola cong&ecirc;nita, observou-se 48,0% de letalidade.<sup>9</sup> Em  per&iacute;odos epid&ecirc;micos de rub&eacute;ola,  a incid&ecirc;ncia de s&iacute;ndrome da rub&eacute;ola cong&ecirc;nita &eacute; de 1 a 4 casos por mil NV,  enquanto em per&iacute;odos end&ecirc;micos ela varia de 0,1 a 0,8 por mil NV,  mostrando que rec&eacute;m-nascidos t&ecirc;m quatro vezes mais risco de apresentar s&iacute;ndrome  da rub&eacute;ola cong&ecirc;nita ap&oacute;s uma epidemia de rub&eacute;ola.<sup>24</sup> Em outros  estudos sobre s&iacute;ndrome da rub&eacute;ola cong&ecirc;nita e suas consequ&ecirc;ncias, foram  identificadas taxas de mortalidade dessas crian&ccedil;as de 16,0%<sup>11</sup> at&eacute;  48,0%,<sup>9</sup> influenciando diretamente na taxa de mortalidade infantil.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Deduziu-se que as interven&ccedil;&otilde;es desenvolvidas pela Secretaria  Municipal de Sa&uacute;de de Pelotas-RS para conter a epidemia de rub&eacute;ola tiveram  influencia positiva: foi identificado apenas um caso de s&iacute;ndrome da rub&eacute;ola cong&ecirc;nita, n&atilde;o  se refletindo em aumento de malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas nas crian&ccedil;as nascidas no  ano de 2008. Cabe salientar o bloqueio vacinal dos contatos dos casos, e a  campanha de vacina&ccedil;&atilde;o contra rub&eacute;ola e sarampo desencadeada nos meses de agosto  e setembro  de 2007 para popula&ccedil;&atilde;o de 20 a 39 anos, atingindo uma cobertura  vacinal de 65,0%, ou 69.565 pessoas vacinadas.<sup>25</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para diminuir a  mortalidade infantil, outras estrat&eacute;gias  e a&ccedil;&otilde;es  foram implantadas pelo munic&iacute;pio, destacando, como principal, a cria&ccedil;&atilde;o do  Comit&ecirc; Municipal de Investiga&ccedil;&atilde;o de  &Oacute;bito Infantil e Materno.<sup>26</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Foram descritos  alguns fatores terat&oacute;genos que afetam a popula&ccedil;&atilde;o brasileira, destacando, entre  as doen&ccedil;as infecciosas na gravidez, a rub&eacute;ola, j&aacute; citada, a toxoplasmose aguda,<sup>27</sup>  f&aacute;rmacos como a talidomida,<sup>7</sup> tratamentos com radioterapia e  quimioterapia quando n&atilde;o se pode evitar seu uso durante a gesta&ccedil;&atilde;o;<sup>28</sup>  e fatores gen&eacute;ticos, estes  respons&aacute;veis por 25,0% do total de nascidos  com malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas.<sup>29</sup>  Sabe-se, tamb&eacute;m, que gestantes com idade acima de 40 anos est&atilde;o mais propensas  a ter filhos mal formados, em compara&ccedil;&atilde;o com as faixas et&aacute;rias mais jovens.<sup>30</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Com o intuito de  diminuir a incid&ecirc;ncia de &oacute;bitos por malforma&ccedil;&atilde;o cong&ecirc;nita, algumas a&ccedil;&otilde;es t&ecirc;m  sido sugeridas para prevenir o aparecimento de defeitos cong&ecirc;nitos: algumas  mais f&aacute;ceis e r&aacute;pidas de serem implementadas, outras, mais complexas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o  incluem a imuniza&ccedil;&atilde;o contra rub&eacute;ola como procedimento de rotina, tanto para  mulheres quanto para homens entre 20 e 39 anos de idade, com  coberturas vacinais nos n&iacute;veis preconizados pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de e  Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS).<sup>5</sup> Essas a&ccedil;&otilde;es diminuem suscet&iacute;veis e evitam surtos de  rub&eacute;ola na popula&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Manter a assist&ecirc;ncia  pr&eacute;-natal em condi&ccedil;&otilde;es de identificar poss&iacute;veis riscos terat&oacute;genos<sup>29</sup> &eacute; mais uma sugest&atilde;o poss&iacute;vel de ser atendida, pela disponibilidade no sistema de exames  capazes de identificar toxoplasmose aguda, rub&eacute;ola e doen&ccedil;as sexualmente  transmiss&iacute;veis (DST) com potencial de risco terat&oacute;geno; e de exames mais  complexos e espec&iacute;ficos, quando s&atilde;o necess&aacute;rios &agrave; identifica&ccedil;&atilde;o precoce de  defeitos cong&ecirc;nitos.<sup>30</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outro fator capaz de influir na  diminui&ccedil;&atilde;o da mortalidade por malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas &eacute; a estrutura&ccedil;&atilde;o da rede de atendimento para detec&ccedil;&atilde;o/aconselhamento  gen&eacute;tico cl&iacute;nico no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, SUS. O atendimento especializado  pode suprir a demanda espec&iacute;fica existente, melhorar os n&iacute;veis de sa&uacute;de e  evitar a morte no primeiro ano de vida, antecipando-se &agrave;s necessidades  detectadas.<sup>31</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana">Para os pacientes em  atendimento nos servi&ccedil;os de refer&ecirc;ncia em gen&eacute;tica clinica, a rede de Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria tamb&eacute;m deve  estar em condi&ccedil;&otilde;es de acompanh&aacute;-los no domicilio, evitando o abandono e  descontinuidade do tratamento. Essa rede deve ser sens&iacute;vel para identificar  pessoas com malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas e fam&iacute;lias em situa&ccedil;&atilde;o de risco, realizando  o diagnostico preventivo e evitando o nascimento de crian&ccedil;as com defeitos  cong&ecirc;nitos.<sup>31</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Contribui&ccedil;&atilde;o dos  autores</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Gomes MRR contribuiu  na elabora&ccedil;&atilde;o do projeto, coleta an&aacute;lise dos dados e reda&ccedil;&atilde;o do manuscrito.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Costa JSD na an&aacute;lise  dos dados e reda&ccedil;&atilde;o do manuscrito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">1. Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Departamento  de An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de. Sa&uacute;de Brasil 2004: uma  an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">2. Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de. Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre  Mortalidade (SIM) &#091;acessado em 10 mar. 2008&#093;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.datasus.gov.br/" target="_blank">http://www.datasus.gov.br</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">3. Victora CG,  Aquino EML, Leal MC, Monteiro CA, Barros FC, Szwarcwald CL. Sa&uacute;de de m&atilde;es e  crian&ccedil;as no Brasil: progressos e desafios. The Lancet. 2011;32-46.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">4. Tomasi E,  Silveira DS, Correa H, Goularte RMV. Nascimentos e &oacute;bitos em Pelotas 1996 a 2006. Pelotas: Prefeitura Municipal de Pelotas,  Secretaria Municipal de Sa&uacute;de; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">5. Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Programa Nacional  de Imuniza&ccedil;&otilde;es - 30 anos. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">6. Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de. Departamento  de An&aacute;lise de Situa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de. Sa&uacute;de Brasil 2005: uma  an&aacute;lise da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de no Brasil. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2005. (S&eacute;rie  C. Projetos, Programas e Relat&oacute;rios).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">7. Schuller-Faccini  L, Leite JCL, Sanseverino MTV, Peres RM. Avalia&ccedil;&atilde;o de terat&oacute;genos na popula&ccedil;&atilde;o  brasileira. Ci&ecirc;ncia &amp; Sa&uacute;de Coletiva. 2002;7(1):65-71.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">8. Buss PM, Tempor&atilde;o JG,  Carvalheiro JR. Vacinas, Soros &amp; Imuniza&ccedil;&otilde;es no Brasil. Rio de Janeiro:  Fiocruz; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">9. Lanzieri TM.  Avalia&ccedil;&atilde;o do sistema de vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica da s&iacute;ndrome da rub&eacute;ola cong&ecirc;nita &#091;Disserta&ccedil;&atilde;o  de Mestrado&#093;. Salvador (BA): Universidade Federal da Bahia; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">10. Amorim MMR, Vilela PC, Santos ARVD, Lima ALMV, Melo  EFP, Bernardes HF, et al. Impacto das malforma&ccedil;&otilde;es cong&ecirc;nitas na mortalidade  perinatal e neonatal em uma maternidade - escola do Recife. Revista Brasileira Materno Infantil. 2006; 6 Supl  1:S519-525.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">11. Arruda TAM, Amorim MMR, Souza ASR. Mortalidade  determinada por anomalias cong&ecirc;nitas em Pernambuco, Brasil, de 1993 a 2003. Revista da Associa&ccedil;&atilde;o  M&eacute;dica Brasileira. 2008;54(2):122-126.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">12. Horovitz DDG, Llerena JC Jr, Mattos RA. Aten&ccedil;&atilde;o aos  defeitos cong&ecirc;nitos no Brasil: panorama atual. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica.  2005;21(4):1055-1064.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">13. Governo do  Estado do Rio Grande do Sul. Secretaria da Sa&uacute;de. Estat&iacute;sticas de sa&uacute;de: mortalidade,  2006. Porto Alegre: Secretaria da Sa&uacute;de; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">14. Castro MLS,  Cunha CJ, Moreira PB, Fernandez RR, Garcias GL, Martino-R&ouml;th MG. Frequ&ecirc;ncia das  malforma&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas em rec&eacute;m-nascidos na Cidade de Pelotas, Rio Grande do  Sul, Brasil, e fatores s&oacute;cio-demogr&aacute;ficos associados. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica.  2006;22(5):1009-1015.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">15. Minist&eacute;rio da  Sa&uacute;de. Secretaria de Vigil&acirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de. Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre  Mortalidade &#091;acessado em 15 jul. 2009&#093; Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.datasus.gov.br/" target="_blank">http://www.datasus.gov.br</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">16. Prefeitura Municipal de Pelotas. Secretaria  Municipal de Sa&uacute;de. Plano municipal de sa&uacute;de 2007-2009. Pelotas: Secretaria  Municipal de Sa&uacute;de; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">17. Medronho RA,  Carvalho DM, Bloch KV, Luiz RR, Werneck GL. Epidemiologia. 2<sup>a</sup> ed.  S&atilde;o Paulo: Atheneu; 2005.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana">18.  Rosenberg D. Trend analysis and  interpretation. Key concepts and methods for maternal and child health  professionals. 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