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<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Vigilância de infecção de sítio cirúrgico pós-alta hospitalar em hospital de ensino do Distrito Federal, Brasil: estudo descritivo retrospectivo no período 2005-2010]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Surveillance of surgical site infection after hospital discharge in a teaching hospital of the Federal District, Brazil: a retrospective descriptive study in the period 2005-2010]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: this study investigated the occurrence of surgical site infection (SSI) and characteristics of cases among patients served under the program of post-discharge surveillance of the General Surgery Teaching Hospital of Brasilia, Federal District, Brazil. METHODS: the retrospective descriptive study, from 2005-2010, used data obtained by consulting hospital information systems, patients records, and records of results of microbiological tests. RESULTS: during the study period, 4,098 were treated and 82.2% of them attended by the follow-up program. From 4,375 surgeries evaluated, (3.4%) 147 cases of SSI were diagnosed; Staphylococcus aureus was predominant among the 19 species isolated in cultures of the surgical site; a higher incidence of SSI occurred between the 6th and the 10th postoperative day. CONCLUSION: this study showed the importance of ambulatory accompaniment in reducing underreporting and its consequent contribution to the validity of indicators and in improving the surveillance of SSI in the health services.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Procedimentos Cirúrgicos Operatórios]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="verdana"><b><a name="topo"></a>Vigil&acirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o de s&iacute;tio cir&uacute;rgico p&oacute;s-alta  hospitalar em hospital de ensino do Distrito Federal, Brasil: estudo descritivo  retrospectivo no per&iacute;odo 2005-2010<sup><a href="#endereco">*</a></sup></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"> <b>Surveillance of surgical  site infection after hospital discharge in a teaching hospital of the Federal  District, Brazil:  a retrospective descriptive study in the period 2005-2010</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Ta&iacute;na Fagundes  Batista<sup>I</sup>; Maria Cristina Soares Rodrigues</b></font><font size="2" face="verdana"><b><sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> <sup>I</sup>Departamento de  Enfermagem. Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Universidade de Bras&iacute;lia,  Bras&iacute;lia-DF, Brasil    <br>     <sup>II</sup>Programa de  P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Enfermagem, Departamento de Enfermagem, Faculdade de Ci&ecirc;ncias  da Sa&uacute;de, Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia-DF, Brasil.    Laborat&oacute;rio de  Estudos e Pesquisas Multidisciplinares em Seguran&ccedil;a do Paciente, Faculdade de  Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de, Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia-DF, Brasil</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVO: </b>investigar a ocorr&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o de s&iacute;tio cir&uacute;rgico (ISC) e  descrever as caracter&iacute;sticas dos casos entre pacientes atendidos no &acirc;mbito do  programa de vigil&acirc;ncia p&oacute;s-alta de egressos da Cirurgia Geral em hospital de  ensino de Bras&iacute;lia, Distrito Federal, Brasil.    <br>   <b>M&Eacute;TODOS: </b>estudo  descritivo retrospectivo do per&iacute;odo 2005-2010, com dados dos sistemas de informa&ccedil;&otilde;es do  hospital, prontu&aacute;rios de pacientes e registros dos resultados dos exames  microbiol&oacute;gicos realizados.    <br>   <b>RESULTADOS: </b>no per&iacute;odo do estudo, foram  atendidos 4.098 pacientes e 82,3% deles compareceram ao seguimento p&oacute;s-alta.  Foram diagnosticados 147 casos de ISC entre 4.375 cirurgias  avaliadas (3,4%). Houve predomin&acirc;ncia do <i>Staphylococcus aureus </i>entre as 19 esp&eacute;cies isoladas nas culturas dos s&iacute;tios  cir&uacute;rgicos. Verificou-se maior ocorr&ecirc;ncia de ISC entre o 6<sup>o</sup> e o 10<sup>o</sup> dia p&oacute;s-operat&oacute;rio.    <br>   <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>ficou evidenciada a relev&acirc;ncia do  acompanhamento ambulatorial na redu&ccedil;&atilde;o da subnotifica&ccedil;&atilde;o e consequente  contribui&ccedil;&atilde;o para a validade dos indicadores, aprimorando a vigil&acirc;ncia de ISC  no servi&ccedil;o de sa&uacute;de.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">  <b>Palavras-chave: </b>Procedimentos Cir&uacute;rgicos Operat&oacute;rios; Seguimentos; Assist&ecirc;ncia  Ambulatorial; Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica; Infec&ccedil;&atilde;o da Ferida Operat&oacute;ria.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>OBJECTIVE: </b>this study investigated the occurrence of surgical site infection (SSI)  and characteristics of cases among patients served under the program of  post-discharge surveillance of the General Surgery Teaching Hospital of Brasilia, Federal    District, Brazil.    <br>   <b>METHODS: </b>the retrospective descriptive study, from 2005-2010, used data  obtained by consulting hospital information systems, patients records, and  records of results of microbiological tests.    <br>   <b>RESULTS: </b>during the study  period, 4,098 were treated and 82.2% of them attended by the follow-up program.  From 4,375 surgeries evaluated, (3.4%) 147 cases of SSI were diagnosed;  <i>Staphylococcus aureus</i> was predominant among the 19 species isolated in cultures  of the surgical site; a higher incidence of SSI occurred between the 6th and  the 10th postoperative day.    <br> <b>CONCLUSION: </b>this study showed the importance  of ambulatory accompaniment in reducing underreporting and its consequent  contribution to the validity of indicators and in improving the surveillance of  SSI in the health services.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">    <b>Key  words: </b>Surgical Procedures, Operative; Follow-up Studies;  Ambulatory Care; Epidemiologic Surveillance; Surgical Wound Infection.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A infec&ccedil;&atilde;o hospitalar  (IH), tamb&eacute;m chamada infe&ccedil;&atilde;o relacionada &agrave; assist&ecirc;ncia em sa&uacute;de, constitui  grave problema de Sa&uacute;de P&uacute;blica no Brasil e no mundo, sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade entre pessoas  submetidas a procedimentos  nos servi&ccedil;os  assistenciais &agrave; sa&uacute;de.</font><font size="2" face="Verdana"><sup>1</sup></font><font size="2" face="verdana"> IH &eacute; a infec&ccedil;&atilde;o adquirida ap&oacute;s a admiss&atilde;o do  paciente, manifestada durante a interna&ccedil;&atilde;o ou ap&oacute;s a alta, quando relacionada  com a interna&ccedil;&atilde;o ou procedimentos hospitalares.</font><font size="2" face="Verdana"><sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Entre as IH, a  infec&ccedil;&atilde;o de s&iacute;tio cir&uacute;rgico (ISC) constitui uma das principais infec&ccedil;&otilde;es  relacionadas &agrave; assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de no Brasil e a mais importante causa de  complica&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-operat&oacute;ria no paciente  cir&uacute;rgico. A ISC ocupa a terceira posi&ccedil;&atilde;o entre todas as infec&ccedil;&otilde;es em servi&ccedil;os  de sa&uacute;de e compreende 14,0 a 16,0% daquelas encontradas  em pacientes hospitalizados.</font><font size="2" face="Verdana"><sup>3</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> A ISC, uma  complica&ccedil;&atilde;o potencialmente grave em pacientes submetidos a diversos tipos de  opera&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas, &eacute; definida epidemiologicamente como aquela que ocorre at&eacute;  30 dias ap&oacute;s o  procedimento operat&oacute;rio, ou at&eacute; um ano ap&oacute;s esse procedimento em casos de  implante de pr&oacute;tese.</font><font size="2" face="Verdana"><sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> In&uacute;meros fatores  est&atilde;o relacionados &agrave; etiologia da ISC, como preparo pr&eacute;-operat&oacute;rio ineficiente,  procedimento cir&uacute;rgico utilizado,  dura&ccedil;&atilde;o da opera&ccedil;&atilde;o, habilidade t&eacute;cnica da equipe  cir&uacute;rgica, ambiente do centro cir&uacute;rgico e tempo do per&iacute;odo intraoperat&oacute;rio.  Contudo, a maioria dessas infec&ccedil;&otilde;es &eacute; de origem end&oacute;gena - decorrente de fatores inerentes ao pr&oacute;prio  paciente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> S&atilde;o diversos agentes  infecciosos aos quais os pacientes est&atilde;o expostos durante a hospitaliza&ccedil;&atilde;o. A  probabilidade de infec&ccedil;&atilde;o resultante dessa exposi&ccedil;&atilde;o depende, em parte, da esp&eacute;cie  do agente patog&ecirc;nico, sua virul&ecirc;ncia, sua resist&ecirc;ncia aos agentes antimicrobianos  administrados  ao paciente e a carga microbiana presente um determinado s&iacute;tio.</font><font size="2" face="Verdana"><sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Pacientes nos  extremos de idade - menores de um ano e maiores de 60 anos -, particularmente,  pertencem ao grupo sob maior risco de ISC, al&eacute;m de portadores de  imunodefici&ecirc;ncia, este outro importante fator de risco. Pacientes com m&uacute;ltiplas doen&ccedil;as  preexistentes, tamb&eacute;m mais suscet&iacute;veis, t&ecirc;m maior probabilidade de adquirir  infec&ccedil;&atilde;o.</font><font size="2" face="Verdana"><sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O ambiente hospitalar  &eacute; um local favor&aacute;vel &agrave; propaga&ccedil;&atilde;o de micro-organismos,  por reunir pessoas com diferentes vulnerabilidades &agrave; infec&ccedil;&atilde;o e intensa realiza&ccedil;&atilde;o de procedimentos invasivos, al&eacute;m do aumento da resist&ecirc;ncia  bacteriana. Outro aspecto relevante &eacute; o porte e a finalidade do hospital. Em  hospitais de ensino, por exemplo, as taxas de IH s&atilde;o mais elevadas,  principalmente nos primeiros meses do ano, quando os profissionais ainda n&atilde;o  adquiriram habilidade t&eacute;cnica para realiza&ccedil;&atilde;o dos procedimentos cir&uacute;rgicos.</font><font size="2" face="Verdana"><sup>6</sup></font><font size="2" face="verdana"> </font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A cirurgia e o controle cl&iacute;nico do paciente cir&uacute;rgico apresentaram, nos  &uacute;ltimos anos, importantes avan&ccedil;os, com reflexo direto na redu&ccedil;&atilde;o da morbimortalidade daqueles submetidos a procedimentos  operat&oacute;rios, especialmente no n&iacute;vel ambulatorial, o que permite grandes  vantagens, como menor custo para a institui&ccedil;&atilde;o, maior n&uacute;mero de atendimentos prestados e menor tempo de interna&ccedil;&atilde;o.</font><font size="2" face="Verdana"><sup>7</sup></font><font size="2" face="verdana">  Por&eacute;m, como muitas institui&ccedil;&otilde;es realizam a vigil&acirc;ncia do paciente cir&uacute;rgico  apenas durante o per&iacute;odo de interna&ccedil;&atilde;o, a ocorr&ecirc;ncia de ISC nesses servi&ccedil;os &eacute;  baixa, haja vista que, muitas vezes, a infec&ccedil;&atilde;o se manifesta depois de o  paciente haver recebido alta, o que leva &agrave; subnotifica&ccedil;&atilde;o dos casos de ISC.</font><font size="2" face="Verdana"><sup>8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Para reconhecimento  fidedigno da ISC, &eacute; necess&aacute;rio o estabelecimento de estrat&eacute;gias, como o acompanhamento direto do paciente no  retorno ambulatorial, na retirada de pontos e na vigil&acirc;ncia dos casos de  reinterna&ccedil;&atilde;o. Considerando-se  que 12,0 a 84,0% das ISC s&atilde;o  diagnosticadas durante a vigil&acirc;ncia p&oacute;s-alta, a detec&ccedil;&atilde;o da ISC ap&oacute;s a alta  hospitalar &eacute; imprescind&iacute;vel para a obten&ccedil;&atilde;o de indicadores acurados, visando  reduzir a subnotifica&ccedil;&atilde;o dessas infec&ccedil;&otilde;es.</font><font size="2" face="Verdana"><sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em conformidade com a orienta&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia  Sanit&aacute;ria (Anvisa),</font><font size="2" face="Verdana"><sup>3</sup></font><font size="2" face="verdana"> em mar&ccedil;o de 2005, instituiu-se o programa de vigil&acirc;ncia p&oacute;s-alta de pacientes  egressos da especialidade Cirurgia Geral, gra&ccedil;as &agrave; iniciativa conjunta da  Comiss&atilde;o de Controle de Infec&ccedil;&atilde;o Hospitalar (CCIH) e m&eacute;dicos cirurgi&otilde;es da  especialidade Cirurgia Geral no hospital, al&eacute;m de uma docente do curso de  Enfermagem de institui&ccedil;&atilde;o federal do Ensino Superior, respons&aacute;vel pela  coordena&ccedil;&atilde;o de um Projeto de Extens&atilde;o Cont&iacute;nua (PEAC)  de enfermagem no controle das  infec&ccedil;&otilde;es hospitalares.</font><font size="2" face="Verdana"><sup>9</sup></font><font size="2" face="verdana"> Assim foi criado o Servi&ccedil;o de Atendimento  Ambulatorial de Egressos Cir&uacute;rgicos (SAAEC), que funciona duas vezes por semana, pautado na atua&ccedil;&atilde;o integrada entre CCIH,  t&eacute;cnicos de enfermagem do ambulat&oacute;rio e m&eacute;dicos residentes da Cirurgia Geral,  al&eacute;m de acad&ecirc;micos de enfermagem  vinculados ao PEAC.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A realiza&ccedil;&atilde;o de  pesquisas que avaliem a relev&acirc;ncia de se implantar a vigil&acirc;ncia de ISC p&oacute;s-alta  hospitalar &eacute; justificada pela necessidade de melhor conhecer o perfil  epidemiol&oacute;gico de servi&ccedil;os de acompanhamento de egressos cir&uacute;rgicos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O objetivo deste  estudo &eacute; investigar a ocorr&ecirc;ncia de ISC e descrever as caracter&iacute;sticas dos  casos entre pacientes atendidos no &acirc;mbito do programa de vigil&acirc;ncia p&oacute;s-alta de pacientes  egressos da especialidade Cirurgia Geral em hospital de ensino da cidade de  Bras&iacute;lia, Distrito Federal, Brasil, durante o per&iacute;odo de 2005 a 2010.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Trata-se de  estudo epidemiol&oacute;gico descritivo e retrospectivo, sobre dados de pacientes acompanhados no &acirc;mbito do programa de vigil&acirc;ncia p&oacute;s-alta de egressos da especialidade  Cirurgia Geral em hospital de ensino na cidade de Bras&iacute;lia-DF, no per&iacute;odo compreendido entre mar&ccedil;o de 2005 e dezembro de 2010.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os dados utilizados  no estudo foram obtidos a partir de consulta ao banco de informa&ccedil;&otilde;es gerado no  SAAEC, prontu&aacute;rios dos pacientes atendidos e registros dos resultados dos  exames microbiol&oacute;gicos realizados. Para registro dos dados de interesse para a  pesquisa, utilizou-se um instrumento pr&oacute;prio, em que constaram as seguintes  vari&aacute;veis: sexo e idade dos pacientes; opera&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas realizadas; ISC  notificadas; classifica&ccedil;&atilde;o do tipo da ISC; micro-organismos  isolados nas  culturas dos s&iacute;tios cir&uacute;rgicos avaliados; e tempo transcorrido entre a opera&ccedil;&atilde;o  cir&uacute;rgica e o diagn&oacute;stico de ISC no per&iacute;odo p&oacute;s-alta hospitalar.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As informa&ccedil;&otilde;es  coletadas foram reunidas em banco  de dados,  pelo <i>software </i>Microsoft Office Excel<sup>&#174;</sup> 2007, para an&aacute;lise e posterior constru&ccedil;&atilde;o de tabelas e gr&aacute;ficos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O seguimento  ambulatorial do paciente no SAAEC ocorre nos primeiros 30 dias ap&oacute;s a opera&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica; ou at&eacute; um ano, nos casos de coloca&ccedil;&atilde;o de pr&oacute;tese. No momento da alta  hospitalar, o paciente &eacute; orientado a retornar &agrave; Sala de  Egressos no Ambulat&oacute;rio do hospital entre o 6<sup>o</sup> e o 10<sup>o</sup> dia p&oacute;s-operat&oacute;rio. Por ocasi&atilde;o desse  retorno, &eacute; realizada avalia&ccedil;&atilde;o de sua condi&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica geral e feita a inspe&ccedil;&atilde;o  direta do s&iacute;tio cir&uacute;rgico, al&eacute;m da retirada total ou parcial dos pontos  cir&uacute;rgicos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para diagn&oacute;stico de  um caso suspeito de infec&ccedil;&atilde;o, foram adotadas a&ccedil;&otilde;es e procedimentos preconizados  pela Anvisa, fundamentados na classifica&ccedil;&atilde;o da ISC. Assim, quanto a topografa,  a ISC pode ser categorizada como:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - infec&ccedil;&atilde;o incisional superficial - envolve apenas  pele e tecido subcut&acirc;neo; pode apresentar drenagem de secre&ccedil;&atilde;o purulenta da  incis&atilde;o e/ou micro-organismo  isolado de maneira ass&eacute;ptica de  secre&ccedil;&atilde;o ou tecido; diagn&oacute;stico de infec&ccedil;&atilde;o superficial pelo m&eacute;dico assistente;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - infec&ccedil;&atilde;o incisional profunda - envolve tecidos moles profundos, m&uacute;sculo ou  f&aacute;scia; apresenta drenagem purulenta, deisc&ecirc;ncia espont&acirc;nea ou deliberadamente  aberta pelo cirurgi&atilde;o quando o paciente apresentar febre, dor localizada,  exceto quando se tratar de cultura negativa e/ou abscesso ou outra evid&ecirc;ncia de  infec&ccedil;&atilde;o envolvendo f&aacute;scia ou m&uacute;sculo, identificada em reopera&ccedil;&atilde;o, exame  cl&iacute;nico, histopatol&oacute;gico ou exame de imagem; e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - infec&ccedil;&atilde;o de &oacute;rg&atilde;o/cavidade - envolve qualquer &oacute;rg&atilde;o ou cavidade aberta ou  manipulada durante a opera&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica, que tenha isolado microorganismo de maneira ass&eacute;ptica  de secre&ccedil;&atilde;o ou tecido de &oacute;rg&atilde;o ou cavidade e/ou abscesso ou outra evid&ecirc;ncia de  infec&ccedil;&atilde;o envolvendo &oacute;rg&atilde;o ou cavidade identificada em reopera&ccedil;&atilde;o, exame  cl&iacute;nico, histopatol&oacute;gico ou exame de imagem.<sup>3</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Para identifica&ccedil;&atilde;o do  micro-organismo causador da infec&ccedil;&atilde;o, realizou-se a coleta de material para cultura de  vigil&acirc;ncia do s&iacute;tio cir&uacute;rgico, segundo protocolo padronizado pela CCIH do  hospital, utilizando-se o swab. Somente a primeira infec&ccedil;&atilde;o de s&iacute;tio cir&uacute;rgico  de cada paciente foi registrada.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Indicadores de  resultados da vigil&acirc;ncia de ISC p&oacute;s-alta hospitalar foram calculados como  propor&ccedil;&otilde;es, expressas sob a forma percentual. Foram calculados os seguintes  indicadores:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - propor&ccedil;&atilde;o de retornos - n&uacute;mero total de  pacientes que retornaram ao servi&ccedil;o em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero total de pacientes  submetidos a procedimentos operat&oacute;rios, por ano; considerou-se, no numerador  dessa propor&ccedil;&atilde;o, um &uacute;nico retorno, excluindo-se os retornos  subsequentes dos pacientes que voltaram  ao servi&ccedil;o  mais de uma vez;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - propor&ccedil;&atilde;o de perdas - n&uacute;mero total de  pacientes que n&atilde;o compareceram ao servi&ccedil;o em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero total de  pacientes submetidos a procedimentos operat&oacute;rios, por ano;</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - propor&ccedil;&atilde;o de incid&ecirc;ncia (incid&ecirc;ncia  cumulativa) de ISC - n&uacute;mero total de casos notificados em rela&ccedil;&atilde;o ao  n&uacute;mero total de pacientes em seguimento ambulatorial, por ano; e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - indicadores de distribui&ccedil;&atilde;o proporcional dos  casos de ISC - propor&ccedil;&atilde;o dos casos segundo categorias das vari&aacute;veis de  interesse, a saber, diagn&oacute;stico (an&aacute;lise cl&iacute;nica ou laboratorial), topografia  (incisional superficial, incicional profunda ou de &oacute;rg&atilde;o/ cavidade), agente  etiol&oacute;gico (esp&eacute;cies de microorganismos identificadas), intervalos de tempo  entre a opera&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica e o diagn&oacute;stico de ISC (6 a 10, 11 a 15, 16 a 30, &gt;31 dias).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> M&eacute;dia:</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - retorno do paciente ao servi&ccedil;o - n&uacute;mero total de pacientes que retornaram ao  servi&ccedil;o em rela&ccedil;&atilde;o ao n&uacute;mero total de pacientes submetidos a procedimentos operat&oacute;rios no  per&iacute;odo, em anos; e</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> - perdas obtidas - n&uacute;mero total de pacientes que n&atilde;o retornaram ao servi&ccedil;o em  rela&ccedil;&atilde;o n&uacute;mero total de pacientes submetidos a procedimentos operat&oacute;rios no  per&iacute;odo, em anos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Para  operacionaliza&ccedil;&atilde;o do estudo, o projeto de pesquisa foi submetido &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o  do Comit&ecirc; de &Eacute;tica e Pesquisa  da Faculdade de Medicina da Universidade de Bras&iacute;lia, observando-se os preceitos da  Resolu&ccedil;&atilde;o CNS/MS n<sup>o</sup> 196/96, sendo aprovado sob o  Protocolo n<sup>o</sup> 70/2006.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No per&iacute;odo de mar&ccedil;o  de 2005 a  dezembro de 2010, foram atendidos 4.147 pacientes, sendo exclu&iacute;dos do estudo 49 devido a  informa&ccedil;&otilde;es incompletas. Assim, a amostra  estudada constitui-se de 4.098 pacientes que permaneceram em seguimento na Sala  de Egressos Cir&uacute;rgicos, no Ambulat&oacute;rio do hospital. Nesses pacientes, foram  realizados 4.977 procedimentos operat&oacute;rios pela equipe cir&uacute;rgica da  especialidade Cirurgia Geral.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Os pacientes  acompanhados no SAAEC encontravam-se  com idades  entre 18 e 83 anos, distribu&iacute;das   entre as seguintes  faixas et&aacute;rias: 3,4% (n=139) tinham menos de 20 anos; 13,3% (n=544), entre 21 e 30 anos; 19,7% (n=806), entre 31 e 40 anos; 19,2% (n=786), entre 41 e 50 anos; 21,4% (n=879), entre 51 e 60 anos; 14,1% (n=577), entre 61 a 70 anos;   7,3% (n=300), entre 71 a 80 anos; e 1,6% (n=67)   eram maiores de 81  anos de idade. Constatou-se, nessa distribui&ccedil;&atilde;o, a predomin&acirc;ncia dos pacientes  com idades entre 21 e 60 anos (73,6%; n=3.015), enquanto as  faixas correspondentes aos extremos, ou seja, menores de 20 e maiores de 60 anos, corresponderam, juntas, a 26,4% (n=1.083) dos pacientes atendidos. Em rela&ccedil;&atilde;o ao sexo, 54,0% (n=2.215) eram  femininos e 46,0% (n=1.883) masculinos.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No per&iacute;odo estudado,  a propor&ccedil;&atilde;o de retorno dos pacientes para avalia&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-alta no SAAEC foi de 82,3%: no ano de 2005, foram realizadas 736 cirurgias e 82,1% (n=604) dos pacientes retornaram para atendimento no SAAEC; e em 2006, o n&uacute;mero de opera&ccedil;&otilde;es  cir&uacute;rgicas aumentou para 933, com 75,4% (n=704) dos pacientes sob vigil&acirc;ncia do  servi&ccedil;o. De 2007 a 2009, houve um  aumento crescente no n&uacute;mero de opera&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas: em 2007, foram realizados  708 procedimentos, com propor&ccedil;&atilde;o de retorno de 90,2% (n=639); em 2008, realizaram-se 923 opera&ccedil;&otilde;es e 87,1%  (n=804) dos pacientes foram acompanhados ap&oacute;s a alta; e em 2009, obteve-se  84,8% (n=826) de retorno de pacientes dos 974 procedimentos operat&oacute;rios  realizados. Em 2010,  observou-se uma queda no n&uacute;mero de procedimentos para 703, com propor&ccedil;&atilde;o de retorno de 74,1% (n=521). Esses dados  est&atilde;o demonstrados na <a href="#f1">Figura 1</a>.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n2/2a08f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> A <a href="#f2">Figura 2</a> apresenta as propor&ccedil;&otilde;es de perdas, correspondentes  &agrave;s frequ&ecirc;ncias relativas dos pacientes  que n&atilde;o  retornaram ao SAAEC para seguimento p&oacute;s-alta hospitalar. A maior propor&ccedil;&atilde;o  dessas perdas foi observada em 2010  (25,9%; n=182), enquanto a menor foi registrada em 2007 (9,7%; n=69). A propor&ccedil;&atilde;o de perdas no per&iacute;odo  foi de 17,7%.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n2/2a08f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Quanto aos procedimentos operat&oacute;rios a que os pacientes foram submetidos,  registrou-se um total de 94 tipos diferentes de opera&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas; 4.375  procedimentos foram avaliados separadamente, devido a 6,7% (n=277) dos  pacientes terem se submetido a mais de uma opera&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica. A frequ&ecirc;ncia absoluta  e relativa das opera&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas predominantes entre os pacientes em  seguimento ambulatorial &eacute; apresentada na <a href="#t1">Tabela 1</a>, destacando-se a herniorrafia (35,7%; n=1.560) e a  colecistectomia (24,1%; n=1.054); tamb&eacute;m se  apresenta a distribui&ccedil;&atilde;o proporcional  de casos de  ISC por procedimento operat&oacute;rio, com um total de 147 notifica&ccedil;&otilde;es e destaque para as herniorrafias (28,6%; n=42).</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n2/2a08t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> Na <a href="#f3">Figura 3</a> &eacute;  demonstrada a incid&ecirc;ncia cumulativa de ISC no per&iacute;odo do estudo, sendo a maior  propor&ccedil;&atilde;o registrada no ano de 2009  (5,3%; n=26), enquanto a menor correspondeu a 2010 (1,9%; n=10). A propor&ccedil;&atilde;o de incid&ecirc;ncia  de ISC m&eacute;dia no per&iacute;odo foi de   3,4% (n=24).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n2/2a08f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"> O diagn&oacute;stico dos casos de ISC foi realizado por meio de an&aacute;lise cl&iacute;nica  (50,3%; n=74) e laboratorial (49,7%;  n=73), com  distribui&ccedil;&atilde;o nos diferentes procedimentos cir&uacute;rgicos avaliados. Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  topografia das ISC confirmadas laboratorialmente, houve predomin&acirc;ncia do tipo  incisional superficial (95,0%; n=69), e quanto &agrave;  confirma&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica, na totalidade dos  casos, a ISC foi do tipo incisional superficial (n=74).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Quanto aos micro-organismos  identificados  nas culturas obtidas dos s&iacute;tios cir&uacute;rgicos, encontrou-se 19 esp&eacute;cies diferentes: predominaram o <i>Staphylococcus  aureus </i>(40,4%; n=34), seguido do <i>Klebsiella  pneumoniae </i>(8,3%; n=7), <i>Escherichia coli </i>e <i>Proteus vulgaris </i>(7,2%; n=6, respectivamente).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No que concerne ao intervalo de tempo entre a opera&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica e o  diagn&oacute;stico de ISC p&oacute;s-operat&oacute;rio,  seja por  confirma&ccedil;&atilde;o laboratorial ou avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica pelo cirurgi&atilde;o, verificou-se, em sua totalidade, 45,6% (n=67) dos  diagn&oacute;sticos entre o 6<sup>o</sup> e o 10<sup>o</sup> dia p&oacute;s-operat&oacute;rio  (DPO), 29,2% (n=43) entre o 11<sup>o</sup> e 15<sup>o</sup> DPO, 18,4% (n=27) entre o 16<sup>o</sup> e 30<sup>o</sup> DPO e, ap&oacute;s o 31<sup>o</sup> DPO, 6,8% (n=10) diagn&oacute;sticos realizados.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">A <a href="#t2">Tabela 2</a> descreve a distribui&ccedil;&atilde;o proporcional de casos de ISC  diagnosticados segundo o tipo de procedimento cir&uacute;rgico, classifica&ccedil;&atilde;o da ISC, esp&eacute;cies de micro-organismos envolvidas e per&iacute;odo transcorrido entre a opera&ccedil;&atilde;o e o  diagn&oacute;stico de ISC no retorno ambulatorial.</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="img/revistas/ess/v21n2/2a08t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O acompanhamento de  pacientes cir&uacute;rgicos ap&oacute;s sua sa&iacute;da do hospital aumenta a acur&aacute;cia da  vigil&acirc;ncia de ISC. Quando realizada apenas durante a perman&ecirc;ncia hospitalar, essa  vigil&acirc;ncia n&atilde;o fornece indicadores v&aacute;lidos, gerando subnotifica&ccedil;&atilde;o.<sup>8,10,11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">No Brasil, a maior parte dos hospitais limita-se &agrave; vigil&acirc;ncia de ocorr&ecirc;ncia de ISC no per&iacute;odo de interna&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o inclui o acompanhamento sistem&aacute;tico dos pacientes cir&uacute;rgicos ap&oacute;s a alta hospitalar.<sup>12</sup> O Centers for Disease Control and Prevention, dos Estados Unidos da Am&eacute;rica (CDC/USA), recomendam que esse tipo de paciente - em raz&atilde;o de fatores espec&iacute;ficos, inerentes ao ato cir&uacute;rgico e sua condi&ccedil;&atilde;o -, tenha sua vigil&acirc;ncia ampliada para o per&iacute;odo p&oacute;s-alta.<sup>4</sup> Contudo, a escolha da forma ideal dessa vigil&acirc;ncia &eacute; dif&iacute;cil, tendo em vista a variedade de  m&eacute;todos recomendados. Fica, portanto, a cargo de cada institui&ccedil;&atilde;o utilizar e  desenvolver o m&eacute;todo mais adequado a seus recursos, infraestrutura e perfil da  clientela hospitalizada.<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Com o intuito de  obter indicadores acurados de ISC, a partir de 2005, o hospital de ensino em  tela implementou o retorno ambulatorial de egressos cir&uacute;rgicos empregando diferentes  m&eacute;todos de vigil&acirc;ncia de ISC ap&oacute;s alta hospitalar, a saber: avalia&ccedil;&atilde;o direta do  s&iacute;tio cir&uacute;rgico; consulta aos prontu&aacute;rios; coleta de amostra de cultura do  s&iacute;tio espec&iacute;fico para exame microbiol&oacute;gico; e avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica do paciente.  Estes m&eacute;todos t&ecirc;m sido considerados como refer&ecirc;ncia,<sup>10</sup> devido &agrave;  vantagem da notifica&ccedil;&atilde;o de todos os casos, independentemente da localiza&ccedil;&atilde;o e  tipo, embora n&atilde;o se tenha institu&iacute;do, todavia, o melhor e mais adequado m&eacute;todo  a ser utilizado.<sup>10,11,13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No presente estudo,  os dados de grande parte dos pacientes em seguimento p&oacute;s-alta hospitalar foram  examinados, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o de cerca de 1,0% deles, cujas  informa&ccedil;&otilde;es de interesse para a pesquisa estavam incompletas. A propor&ccedil;&atilde;o de  retorno dos pacientes, de 82,3%, pode ser considerada  satisfat&oacute;ria, visto que a vigil&acirc;ncia p&oacute;s-alta foi realizada somente por meio de  retorno ambulatorial, enquanto para outros estudos,<sup>8,10,14</sup> que  complementaram a busca de casos por contato telef&ocirc;nico, a m&eacute;dia foi de 95,0%. A vigil&acirc;ncia por retorno ambulatorial, ultimamente considerada um m&eacute;todo  eficiente,<sup>11</sup> apresenta como aspecto positivo a consist&ecirc;ncia dos dados obtidos: quem realiza a avalia&ccedil;&atilde;o do s&iacute;tio  cir&uacute;rgico &eacute; um profissional de sa&uacute;de, o que confere maior credibilidade aos  registros, quando comparados com as respostas do paciente ao inqu&eacute;rito telef&ocirc;nico.<sup>13,15</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A elevada frequ&ecirc;ncia  de retorno ao servi&ccedil;o pode ser explicada pelo fato de a institui&ccedil;&atilde;o hospitalar  ser p&uacute;blica e de ensino, em que tanto as interna&ccedil;&otilde;es quanto o acompanhamento do  paciente s&atilde;o realizados no mesmo local.<sup>15</sup>  N&atilde;o obstante, a an&aacute;lise da frequ&ecirc;ncia dos atendimentos realizados evidencia uma  distribui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o linear do percentual de retorno ambulatorial, no decorrer dos  anos, em conformidade com a frequ&ecirc;ncia das opera&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas realizadas pela  equipe da Cirurgia Geral a cada ano, observando-se maior propor&ccedil;&atilde;o de perdas de  pacientes nos anos de 2006 e 2010. Esse fato pode estar  associado a caracter&iacute;sticas pr&oacute;prias do hospital, que atende &agrave; uma ampla  demanda atendida, da comunidade da cidade   de Bras&iacute;lia &agrave;s  regi&otilde;es administrativas do Distrito Federal, de pacientes do entorno do DF e, inclusive, de diversas unidades da  Federa&ccedil;&atilde;o.<sup>16</sup> Ademais, grande parte dos pacientes apresenta baixa  condi&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica e o alto custo do  transporte p&uacute;blico local constitui, para eles, fator determinante para o  retorno ou n&atilde;o ao hospital, sem contar com a possibilidade de acesso &agrave; Unidade  B&aacute;sica de Sa&uacute;de mais pr&oacute;xima de seu domic&iacute;lio. Somados, esses fatores reduzem a  disponibilidade do paciente regressar para avalia&ccedil;&atilde;o e seguimento pelo SAAEC.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Outro aspecto  constatado foi que os casos de ISC ocorreram em indiv&iacute;duos de diferentes faixas  et&aacute;rias e sexo. Os resultados da an&aacute;lise dessas caracter&iacute;sticas demogr&aacute;ficas  sugerem que a ocorr&ecirc;ncia de infec&ccedil;&otilde;es cir&uacute;rgicas pode incidir indistintamente,  conforme as vari&aacute;reis investigadas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Entre as opera&ccedil;&otilde;es  cir&uacute;rgicas predominantes na especialidade Cirurgia Geral do hospital,  constatou-se elevado n&uacute;mero de procedimentos relacionados ao aparelho  digestivo, como a colecistectomia e a gastroplastia, e a herniorrafia. A  diversidade do potencial de contamina&ccedil;&atilde;o desses procedimentos, o perfil cl&iacute;nico  cir&uacute;rgico dos pacientes, as doen&ccedil;as de base associadas e o maior n&uacute;mero de opera&ccedil;&otilde;es  realizadas alimentam a grande preocupa&ccedil;&atilde;o dos estudiosos no que concerne &agrave; taxa  de ISC observada em pacientes submetidos a essas cirurgias.<sup>17</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> O presente estudo verificou que a herniorrafia foi o procedimento mais  realizado pela equipe da Cirurgia Geral. A t&eacute;cnica geralmente utilizada nesse  procedimento &eacute; o reparo de Lichtenstein, qual seja, o uso de telas de  polipropileno para o reparo cir&uacute;rgico das h&eacute;rnias, uma t&eacute;cnica que permite a  redu&ccedil;&atilde;o das recidivas para cerca de 1,0% e &eacute; aceita como padr&atilde;o ouro pelo  Col&eacute;gio Americano de Cirurgi&otilde;es.<sup>18</sup> Contudo, a realiza&ccedil;&atilde;o dessa opera&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica depende de um sistema de interna&ccedil;&atilde;o  hospitalar do paciente, apesar de um estudo<sup>19</sup> demonstrar que se  trata de um procedimento de baixo risco e de pequeno porte, sendo, portanto,  indicada sua realiza&ccedil;&atilde;o em centro cir&uacute;rgico ambulatorial. O servi&ccedil;o, al&eacute;m das  vantagens supracitadas, como a redu&ccedil;&atilde;o dos custos, e o menor tempo de  interna&ccedil;&atilde;o e maior disponibilidade de leitos hospitalares, n&atilde;o apresenta  diferen&ccedil;a na ocorr&ecirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o entre pacientes que realizaram o procedimento ambulatorial e  aqueles que se submeteram &agrave; interna&ccedil;&atilde;o convencional.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Outro procedimento  cir&uacute;rgico frequentemente realizado no hospital foi a colecistectomia,  considerada segura e eficaz, tanto por via tradicional como por via  videolaparosc&oacute;pica. O m&eacute;todo tem sido amplamente difundido no Brasil e em  outros pa&iacute;ses, nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas, sendo tamb&eacute;m o mais utilizado no hospital  de ensino considerado por este estudo, nos &uacute;ltimos anos. Suas vantagens em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave; t&eacute;cnica convencional, ao diminuir a agress&atilde;o cir&uacute;rgica e o tempo de  perman&ecirc;ncia hospitalar, permitindo o r&aacute;pido retorno &agrave;s atividades di&aacute;rias, menores  complica&ccedil;&otilde;es p&oacute;s-operat&oacute;rias  e melhor  recupera&ccedil;&atilde;o est&eacute;tica,<sup>20</sup> podem estar associadas &agrave; relativa frequ&ecirc;ncia  de ISC, conforme foi constatado por esta pesquisa.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Nos &uacute;ltimos anos,  assistimos ao aumento do n&uacute;mero proporcional de pessoas obesas, at&eacute; se  transformar em um dos mais importantes problemas de Sa&uacute;de P&uacute;blica no mundo. A  obesidade &eacute; considerada uma doen&ccedil;a cr&ocirc;nica, causadora de diversas complica&ccedil;&otilde;es metab&oacute;licas e sist&ecirc;micas, diminuindo,  significativamente, a qualidade de vida de seus portadores. Quando esse  problema compromete a sa&uacute;de, a terap&ecirc;utica cir&uacute;rgica mostra-se como a maneira ideal de tratamento, principalmente pela  gastroplastia, o quarto tipo de procedimento operat&oacute;rio com expressiva  frequ&ecirc;ncia, conforme constata&ccedil;&atilde;o deste estudo. Pesquisas demonstram que o n&uacute;mero de  cirurgias bari&aacute;tricas realizadas em todo o mundo j&aacute; atinge grandes propor&ccedil;&otilde;es e  cresce exponencialmente, em fun&ccedil;&atilde;o dos bons progn&oacute;sticos e dos resultados efetivamente alcan&ccedil;ados.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Apesar de o hospital  em estudo tamb&eacute;m ser uma institui&ccedil;&atilde;o de ensino com finalidade de gradua&ccedil;&atilde;o,  resid&ecirc;ncia m&eacute;dica e resid&ecirc;ncia multiprofissional em sa&uacute;de, o que implica  rotatividade constante de estudantes e residentes todavia  desprovidos da habilidade t&eacute;cnica aprimorada para realiza&ccedil;&atilde;o dos procedimentos  cir&uacute;rgicos e presta&ccedil;&atilde;o de cuidado perioperat&oacute;rio, a propor&ccedil;&atilde;o de ISC m&eacute;dia  p&oacute;s-alta hospitalar foi de 3,4%,  dado  parcialmente coincidente com o encontrado em estudo11 de  acompanhamento prospectivo de 203 pacientes adultos  submetidos a cirurgias eletivas,  limpas e contaminadas em hospital universit&aacute;rio brasileiro, entre junho de 2007 e agosto de 2008: uma taxa global de  ISC de 10,3% dos casos, 10 (8,3%) deles em procedimentos  limpos e 11 (13,2%) em contaminados; e  entre os casos de infec&ccedil;&atilde;o notificados, 17 (80,9%) detectados no seguimento p&oacute;s-alta. Estudo multic&ecirc;ntrico e prospectivo,  conduzido em unidade geral e de  ginecologia de 48 hospitais italianos,  entre 4.665 pacientes  acompanhados, identificou 241 casos de ISC, dos  quais 93 (38,6%) ocorreram nos 30 dias do seguimento p&oacute;s-alta hospitalar.<sup>22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Entre as ISC aqui  identificadas, constatou-se predomin&acirc;ncia  daquelas decorrentes de herniorrafia e gastroplastia. Embora a herniorrafia  seja classificada pelo CDC/USA<sup>4</sup> como um procedimento limpo, nela, a  ocorr&ecirc;ncia de ISC observada foi maior do que em outras cirurgias limpas. Alguns  fatores podem estar  associados &agrave; elevada propor&ccedil;&atilde;o de ISC constatada no presente estudo: preparo do  paciente no pr&eacute;-operat&oacute;rio; caracter&iacute;sticas intr&iacute;nsecas do paciente; adequa&ccedil;&atilde;o  dos procedimentos assistenciais durante o transoperat&oacute;rio - como t&eacute;cnica utilizada na opera&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica,  habilidade da equipe, ambiente da sala operat&oacute;ria, paramenta&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica -; profilaxia antimicrobiana; aten&ccedil;&atilde;o ao estado  geral do paciente; e cuidados necess&aacute;rios no per&iacute;odo p&oacute;s-operat&oacute;rio.<sup>11,23</sup> Quanto &agrave;  gastroplastia, um procedimento potencialmente contaminado, a composi&ccedil;&atilde;o  corporal e as comorbidades associadas aos pacientes que se submetem a essa opera&ccedil;&atilde;o  cir&uacute;rgica tamb&eacute;m s&atilde;o fatores contributivos do aumento das taxas de ISC. Al&eacute;m  disso, muitos desses pacientes apresentam alguns problemas no p&oacute;s-operat&oacute;rio  que poderiam contribuir para a ocorr&ecirc;ncia  de ISC, como  intoler&acirc;ncia a alguns tipos de alimentos  - e poss&iacute;vel  defici&ecirc;ncia nutricional -,<sup>21</sup> altera&ccedil;&otilde;es  psicol&oacute;gicas, frustra&ccedil;&otilde;es e sentimento de incompet&ecirc;ncia para prosseguir com o  tratamento.<sup>24</sup> A elevada propor&ccedil;&atilde;o de infec&ccedil;&atilde;o em cirurgias  g&aacute;stricas, aqui encontrada, est&aacute; em conformidade com a literatura.<sup>22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> O diagn&oacute;stico da ISC foi realizado a partir de avalia&ccedil;&atilde;o cl&iacute;nica pelo  cirurgi&atilde;o e em an&aacute;lise microbiol&oacute;gica laboratorial. Clinicamente, os sinais e  sintomas sugestivos de infec&ccedil;&atilde;o s&atilde;o dor,  hiperemia local, mudan&ccedil;a de odor e febre, al&eacute;m da presen&ccedil;a de secre&ccedil;&atilde;o  purulenta - considerada como  padr&atilde;o ouro - desde que esta n&atilde;o se  caracterize como uma rea&ccedil;&atilde;o localizada, no ponto cir&uacute;rgico.<sup>8,25</sup> Para  confirma&ccedil;&atilde;o laboratorial, o material biol&oacute;gico do s&iacute;tio cir&uacute;rgico com suspeita  de infec&ccedil;&atilde;o foi coletado com <i>swab. </i>Este  m&eacute;todo, bastante utilizado por n&atilde;o causar dor ao paciente, n&atilde;o traumatizar o  tecido, ser de baixo custo e f&aacute;cil realiza&ccedil;&atilde;o, tem sido alvo de cr&iacute;ticas e  controv&eacute;rsias quanto a sua fidedignidade e forma correta de realiza&ccedil;&atilde;o, uma  vez que v&aacute;rias partes da ferida apresentam diversidade bacteriana, tanto no  aspecto quantitativo quanto qualitativo, al&eacute;m de produzir informa&ccedil;&otilde;es da  superf&iacute;cie da ferida, t&atilde;o-somente, n&atilde;o do  tecido mais profundo.<sup>26</sup> O m&eacute;todo &eacute; comumente empregado, embora seja  prefer&iacute;vel o uso de coleta da amostra por aspira&ccedil;&atilde;o com seringa e agulha  est&eacute;ril se a les&atilde;o for aberta e desde que feita a limpeza da ferida previamente  &agrave; coleta, evitando-se a contamina&ccedil;&atilde;o do material com as &aacute;reas adjacentes.<sup>25</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  classifica&ccedil;&atilde;o da ISC, a frequ&ecirc;ncia mais alta do tipo incisional superficial (95,0%) encontrada aqui est&aacute;  de acordo com os achados de outros autores,<sup>8,12,27</sup>  os quais  relatam a maior incid&ecirc;ncia de ISC como incisional superficial.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Com refer&ecirc;ncia aos  micro-organismos isolados nas culturas dos s&iacute;tios cir&uacute;rgicos, destaca-se o <i>Staphylococcus  aureus, </i>uma bact&eacute;ria que pode ser encontrada no trato digestivo, na pele  humana normal e em outros s&iacute;tios anat&ocirc;micos. As infec&ccedil;&otilde;es causadas por essa  bact&eacute;ria s&atilde;o comuns, principalmente no ambiente hospitalar, podendo atingir  desde regi&otilde;es superficiais at&eacute; os tecidos mais profundos. O potencial infeccioso  do <sup>S. aureus</sup> n&atilde;o se restringe apenas &agrave; facilidade de multiplica&ccedil;&atilde;o e dissemina&ccedil;&atilde;o nos  tecidos, tamb&eacute;m afeta a produ&ccedil;&atilde;o de mol&eacute;culas com poder patog&ecirc;nico.<sup>28</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A bact&eacute;ria <i>Klebsiella  pneumoniae </i>&eacute; uma importante fonte de preocupa&ccedil;&atilde;o no meio hospitalar, representando a segunda esp&eacute;cie  predominante nas culturas microbiol&oacute;gicas identificadas neste estudo. A  infec&ccedil;&atilde;o causada por <i>Klebsiella </i>spp. tende a ocorrer em pessoas com  sistema imunit&aacute;rio deprimido, associando-a a um risco elevado de mortalidade.  Sua transmiss&atilde;o ocorre por contato direto ou por fonte comum, em qualquer &aacute;rea  f&iacute;sica hospitalar, acometendo pacientes cl&iacute;nicos, cir&uacute;rgicos e pedi&aacute;tricos. O  n&uacute;mero de surtos hospitalares causados por essa bact&eacute;ria &eacute; cada vez maior,  devido &agrave; mudan&ccedil;a no padr&atilde;o de sensibilidade aos antimicrobianos.<sup>29</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Algumas  enterobact&eacute;rias e o <i>S. aureus </i>est&atilde;o presentes no trato digestivo,  sistema org&acirc;nico no qual a maior parte dos procedimentos operat&oacute;rios foi  realizada, al&eacute;m de muitos dos pat&oacute;genos isolados estarem  presentes nas m&atilde;os dos profissionais e na pr&oacute;pria pele dos pacientes, de que se  presume que a pr&aacute;tica adequada de higieniza&ccedil;&atilde;o nos procedimentos e nas m&atilde;os  dos profissionais de sa&uacute;de foi deficiente. Outro importante fator relacionado &eacute; a  resist&ecirc;ncia bacteriana aos antimicrobianos, cujos benef&iacute;cios s&atilde;o indiscut&iacute;veis  no combate &agrave;s doen&ccedil;as infecciosas.  Seu uso  indiscriminado ao longo dos &uacute;ltimos anos, contudo, tem proporcionado &agrave;s  bact&eacute;rias reagirem de forma seletiva  contra a a&ccedil;&atilde;o desses medicamentos.<sup>30</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Quando se considera o  intervalo - em dias - entre a opera&ccedil;&atilde;o cir&uacute;rgica e o diagn&oacute;stico de ISC,  os resultados mostram que a maioria das manifesta&ccedil;&otilde;es ocorreu entre o 6<sup>o</sup> e o 10<sup>o</sup> dia p&oacute;s-operat&oacute;rio - DPO. Houve uma distribui&ccedil;&atilde;o proporcional de casos  nos demais intervalos de tempo, entretanto, justificando a import&acirc;ncia de se  seguir a recomenda&ccedil;&atilde;o do CDC/USA, de amplia&ccedil;&atilde;o da vigil&acirc;ncia do paciente  cir&uacute;rgico no per&iacute;odo p&oacute;s-alta hospitalar para 30 dias; ou at&eacute; um ano, nos casos  de implante de pr&oacute;tese. Tamb&eacute;m foram identificados casos de ISC ap&oacute;s o 31<sup>o</sup> DPO, ainda que em menor frequ&ecirc;ncia, fato n&atilde;o  descrito em outras pesquisas.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Fica evidente a  import&acirc;ncia de se instituir, nos servi&ccedil;os de vigil&acirc;ncia de infec&ccedil;&atilde;o hospitalar  dos estabelecimentos brasileiros de sa&uacute;de,  o acompanhamento ambulatorial de pacientes cir&uacute;rgicos no per&iacute;odo p&oacute;s-alta  hospitalar para reduzir a subnotifica&ccedil;&atilde;o e obter indicadores v&aacute;lidos sobre  ISC, haja vista o n&uacute;mero expressivo de eventos identificados ap&oacute;s a alta do  paciente.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Estes autores acreditam  que os resultados apresentados  por este  estudo podem sensibilizar os profissionais dos servi&ccedil;os sobre a necessidade do  acompanhamento p&oacute;s-alta como forma de garantir maior confiabilidade aos indicadores de infec&ccedil;&atilde;o  de s&iacute;tio cir&uacute;rgico, de maneira a viabilizar medidas direcionadas &agrave; preven&ccedil;&atilde;o e  controle desses riscos, aprimorando o sistema de vigil&acirc;ncia com novos  par&acirc;metros de a&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">&Agrave; Diretoria de Fomento &agrave;  Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica - DIRIC -, Decanato de  Pesquisa e P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o da Universidade de Bras&iacute;lia - DPP/UnB -, e ao Conselho  Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico - CNPq -, pela concess&atilde;o de bolsa vinculada ao Programa de Inicia&ccedil;&atilde;o  Cient&iacute;fica (ProIC).</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> &Agrave; enfermeira  Jacqueline Rodrigues de Carvalho e ao Hospital Universit&aacute;rio de Bras&iacute;lia, pelo  apoio &agrave; pesquisa.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana">  <b>Contribui&ccedil;&atilde;o dos  autores</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Batista TF participou  na elabora&ccedil;&atilde;o do delineamento da pesquisa, coletou os dados, analisou  resultados e redigiu o manuscrito.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Rodrigues MCS participou na concep&ccedil;&atilde;o, delineamento e orienta&ccedil;&atilde;o da  pesquisa, an&aacute;lise dos resultados, revis&atilde;o cr&iacute;tica do texto e aprova&ccedil;&atilde;o final do  manuscrito.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 1. Lacerda RA. Infec&ccedil;&atilde;o hospitalar e sua rela&ccedil;&atilde;o  com a evolu&ccedil;&atilde;o das pr&aacute;ticas de assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de. In: Lacerda RA.  Controle de infec&ccedil;&atilde;o em centro cir&uacute;rgico: fatos, mitos e controv&eacute;rsias. S&atilde;o  Paulo: Atheneu; 2003. p .9-23.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 2. Portaria n<sup>o</sup> 2.616, de 12 de maio de 1998. Expede na forma de anexos, diretrizes e normas  para preven&ccedil;&atilde;o e controle das infec&ccedil;&otilde;es hospitalares. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o,  Bras&iacute;lia, p. 133, 13 mai 1998. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 3. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Ag&ecirc;ncia Nacional de  Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria. S&iacute;tio Cir&uacute;rgico: crit&eacute;rios nacionais de infec&ccedil;&atilde;o  relacionada &agrave; assist&ecirc;ncia &agrave; sa&uacute;de. Bras&iacute;lia:  Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de; 2009.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 4. Mangram AJ, Horan TC, Pearson ML, Silver LC, Jarvis WR. Guideline  for prevention of surgical site infection, 1999. Infection Control and Hospital  Epidemiology. 1999; 20(4):240-278.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 5. Aguiar DF, Lima ABG, Santos RB. Uso das precau&ccedil;&otilde;es-padr&atilde;o na assist&ecirc;ncia  de enfermagem: um estudo retrospectivo. Escola Anna Nery. 2008; 12(3):571-575.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 6. Nogueira PSF, Moura ERF, Costa MMF, Monteiro WMS, Brondi L. Perfil da infec&ccedil;&atilde;o hospitalar em um hospital universit&aacute;rio. Revista Enfermagem UERJ. 2009;   17(1):96-101.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 7. Ferraz EM, Ferraz AAB, Bacelar TS, D'Albuquerque EST, Vasconcelos MDM, Le&atilde;o CS. Controle de infec&ccedil;&atilde;o em cirurgia geral - resultado de um estudo  prospectivo de 23 anos e 42.274 cirurgias.  Revista do   Col&eacute;gio Brasileiro de  Cirurgi&otilde;es. 2000; 28(1):17-26.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 8. Oliveira AC. Ciosak SI. Infec&ccedil;&atilde;o de s&iacute;tio  cir&uacute;rgico em hospital universit&aacute;rio: vigil&acirc;ncia p&oacute;s-alta e fatores de  risco. Revista da Escola de Enfermagem da USP. 2007;   41(2):258-263.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 9. Rodrigues MCS. Um projeto interdisciplinar  de controle de infec&ccedil;&otilde;es hospitalares - passos para a implanta&ccedil;&atilde;o e poss&iacute;veis  desdobramentos. Escola Anna Nery. 2006; 10 (3):572-579.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 10. Oliveira AC, Carvalho DV. Avalia&ccedil;&atilde;o da  subnotifica&ccedil;&atilde;o da infec&ccedil;&atilde;o do s&iacute;tio cir&uacute;rgico evidenciada pela vig&ecirc;ncia  p&oacute;s-alta. Revista Latino-Americano de Enfermagem. 2007; 16(5):117-122.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 11. Santos MLG, Teixeira RR, Diogo Filho A. Surgical site infections in adults  patients undergoing of clean and contaminated surgeries at a university  brazilian   hospital. Arquivos de  Gastroenterologia. 2010; 47(3):383-387.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 12. Martins MA, Fran&ccedil;a E, Matos JC, Goulart EMA.  Vigil&acirc;ncia p&oacute;s-alta das infec&ccedil;&otilde;es de s&iacute;tio cir&uacute;rgico em crian&ccedil;as e adolescentes  em um hospital universit&aacute;rio de Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil. Cadernos  de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2008; 24(5):1033-1041.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 13. Petherick ES, Dalton JE, Moore PJ, Cullum N. Methods for identifying surgical  wound infection after discharge from hospital: a systematic review. BMC  Infectious Desases. 2006; 6:170.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 14. Oliveira AC, Ciosak AI. Predi&ccedil;&atilde;o de risco em infec&ccedil;&atilde;o do s&iacute;tio cir&uacute;rgico em pacientes submetidos &agrave; cirurgia do aparelho digestivo.  Ci&ecirc;ncia, cuidado e sa&uacute;de.   2007; 6(3):277-284.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 15. Oliveira AC, Ciosak SI. Infec&ccedil;&atilde;o de s&iacute;tio  cir&uacute;rgico no seguimento p&oacute;s-alta: impacto na incid&ecirc;ncia e avalia&ccedil;&atilde;o dos m&eacute;todos  utilizados. Revista da Escola de. Enfermagem da USP. 2004; 38 (4):379-385.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 16. Tauil MC, Coelho RAC, Tauil PL. Infec&ccedil;&atilde;o hospitalar no Hospital Universit&aacute;rio  de Bras&iacute;lia, 1997-2004: diagrama de controle. Comunica&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncia da   Sa&uacute;de. 2006;  17(1):17-25.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 17. Oliveira AC, Ciosak SI, D'Lorenzo C. Vigil&acirc;ncia p&oacute;s-alta e o seu impacto na  incid&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o do sitio cir&uacute;rgico. Revista da Escola de Enfermagem da  USP.   2007; 41(4):653-659.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 18. Silvestre AC. O perfil de retra&ccedil;&atilde;o de telas  de polipropileno  (alta e baixa densidade) em homens  operados de h&eacute;rnia Inguinal &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Crici&uacute;ma (SC):  Universidade do Extremo Sul Catarinense; 2010.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 19. Silva DN, Griebeler MA, Fernandes SF, Paix&atilde;o  LQ, Pitrez FAB. Herniorrafia ambulatorial comparada &agrave; convencional. Revista do  Col&eacute;gio Brasileiro de   Cirurgi&otilde;es. 2004;  31(5):287-290.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 20. Rodrigues MA, Oliveira VFF, Poveda VB. Vantagens e desvantagens da  colecistectomia por videolaparoscopia. Revista Janus, Lorena. 2008;   5(7):119-128.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 21. Costa LD, Valezi AC, Matsuo T, Dichi I, Dichi  JB. Repercuss&atilde;o da perda de peso sobre par&acirc;metros nutricionais e metab&oacute;licos de  pacientes obesos graves ap&oacute;s um ano de gastroplastia em Y-de-Roux. Revista do  Col&eacute;gio Brasileiro de Cirurgi&otilde;es. 2010; 37(2):96-101.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 22. Petrosillo N, Drapeau CMJ, Nicastri E, Martini L, Ippolito G, Moro ML, et  al. Surgical site infections in Italian Hospitals: a prospective multicenter  study. BMC Infections Diseases. 2008; 8:34.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 23. Anderson DJ, Kaye KS, Classen  D, Arias KM, Podgorny K, Burstin H, et al. Strategies to prevent surgical site  infections in acute care hospitals. Infection Control and Hospital  Epidemiology. 2008; 29 Supl 1:S51-61.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 24. Leal CW, Baldin Nelma. O impacto emocional da cirurgia bari&aacute;trica em pacientes com obesidade m&oacute;rbida. Revista de  Psiquiatria do Rio Grande do Sul. 2007; 29(3):324-327.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 25. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Ag&ecirc;ncia Nacional  de Vigil&acirc;ncia  Sanit&aacute;ria. Manual de microbiologia cl&iacute;nica para o controle de infec&ccedil;&atilde;o em servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Bras&iacute;lia:  Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia  Sanit&aacute;ria; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 26. Ferreira AM, Andrade D. Swab de feridas: recomend&aacute;vel? Revista de  Enfermagem UERJ. 2006; 14(3): 440-446.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 27. Oliveira AC, Braz NJ, Ribeiro NM. Incid&ecirc;ncia da infec&ccedil;&atilde;o do s&iacute;tio cir&uacute;rgico em um hospital universit&aacute;rio.  Ci&ecirc;ncia, Cuidado e Sa&uacute;de. 2007; 6(4):486-493.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 28. Santos AL, Santos DO, Freitas CC, Ferreira  BLA, Afonso IF, Rodrigues RG, et al. <i>Staphilococcus aureus: </i>visitando uma cepa de import&acirc;ncia hospitalar.  Jornal Brasileiro de Patologia M&eacute;dica Laboratorial. 2007; 43(6):413-423.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 29. Santos DF. Caracter&iacute;sticas microbiol&oacute;gicas de <i>Klebsiella  pneumoniae </i>isoladas no meio  ambiente hospitalar de pacientes com infec&ccedil;&atilde;o nosocomial &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de  Mestrado&#93;. Goi&acirc;nia (GO): Universidade Cat&oacute;lica de Goi&aacute;s; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 30. Almirante B, Cmpos J, Cant&oacute;n R, Gudiol F,  Pach&oacute;n J, Pascual A, et al. Prudent use of antimicrobials: Have we done the Best we can? The SEIMC  and REIPI statement. Enfermedades Infecciosas y Microbiologia Cl&iacute;nica. 2010; 28(8):485-486.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <font size="2"><b><font size="2" face="verdana"><b><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a></b></b></font></b></font><font size="2" face="verdana"><b>Endere&ccedil;o para  correspond&ecirc;ncia:</b>    <br> Universidade de  Bras&iacute;lia,    <br> Campus Universit&aacute;rio Darcy Ribeiro,    <br> Faculdade de Ci&ecirc;ncias da Sa&uacute;de,    <br> Departamento de Enfermagem,    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Bras&iacute;lia-DF, Brasil.    <br> CEP: 70910-900    <br> <i>E-mail: </i><a href="mailto:mcsoares@unb.br">mcsoares@unb.br</a></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Recebido em 07/12/2011    <br>   Aprovado em 06/05/2012</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup><a href="#topo">*</a></sup>Pesquisa  financiada com recursos da Universidade de Bras&iacute;lia, por seu Programa de  Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica, da Diretoria de Fomento &agrave; Inicia&ccedil;&atilde;o Cient&iacute;fica/Decanato de  Pesquisa e P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o - ProlC UnB/CNPq</font></p>      ]]></body><back>
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<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
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<surname><![CDATA[Lacerda]]></surname>
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