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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="verdana"><b>EDITORIAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>    <font size="4" face="verdana"><b>Os 110 anos de Vigil&acirc;ncia em  Sa&uacute;de no Brasil</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>Eliseu Alves Waldman</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da Universidade de S&atilde;o Paulo</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana">A Sa&uacute;de P&uacute;blica brasileira, nos &uacute;ltimos 110 anos, passou  por alguns momentos especialmente exitosos, dos quais cabe ressaltar tr&ecirc;s importantes per&iacute;odos: o primeiro deles  permeia o in&iacute;cio do s&eacute;culo XX; o segundo &eacute; um momento posterior, que transcorre  durante a d&eacute;cada de 1970; j&aacute; o terceiro tem in&iacute;cio no correr dos anos 80 do s&eacute;culo passado e chega aos dias atuais.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> No princ&iacute;pio do primeiro per&iacute;odo, o panorama sanit&aacute;rio era muito  desfavor&aacute;vel, o saneamento era prec&aacute;rio, a mortalidade infantil em importantes  cidades brasileiras situava-se em torno de 150 &oacute;bitos por 1.000 nascidos vivos.<sup>1</sup> O Brasil tamb&eacute;m  enfrentava frequentes epidemias de doen&ccedil;as, como var&iacute;ola e febre amarela, que  determinavam elevadas taxas de mortalidade e um impacto negativo no  desenvolvimento econ&ocirc;mico.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Fazer frente a tal conjuntura constituiu o desafio de uma brilhante gera&ccedil;&atilde;o  de sanitaristas, da qual se destacam, entre outros, Oswaldo Cruz (1872-1917), Carlos Chagas (1878-1934), Em&iacute;lio Ribas (1862-1925) e Adolfo Lutz (1855-1940). Para reverter essa situa&ccedil;&atilde;o, organizaram-se os servi&ccedil;os de Sa&uacute;de P&uacute;blica, foram criados v&aacute;rios laborat&oacute;rios, elaboraram-se os primeiros c&oacute;digos sanit&aacute;rios e o in&eacute;dito elenco de doen&ccedil;as de  notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria, assim como normas para diferentes procedimentos de  controle de doen&ccedil;as infecciosas. Houve, tamb&eacute;m, nos principais centros do pa&iacute;s,  investimentos importantes no saneamento.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> As pol&iacute;ticas sanit&aacute;rias do in&iacute;cio do s&eacute;culo XX se distinguiam pelo  incentivo &agrave; pesquisa biom&eacute;dica e &agrave; incorpora&ccedil;&atilde;o de novas tecnologias para  apoiar o controle de doen&ccedil;as infecciosas. Com essa finalidade, foram criadas  importantes institui&ccedil;&otilde;es, entre elas o Instituto Oswaldo Cruz, no Rio de  Janeiro, e o Instituto Bacteriol&oacute;gico, em S&atilde;o Paulo.<sup>3-5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> A Sa&uacute;de  P&uacute;blica brasileira dessa &eacute;poca, portanto, sustentava-se sobre o trip&eacute; representado pelas campanhas, pela pol&iacute;cia sanit&aacute;ria e pela  pesquisa.<sup>3</sup> Os resultados obtidos foram amplamente favor&aacute;veis, com  expressiva queda da mortalidade geral e por doen&ccedil;as infecciosas, ainda que a  mortalidade infantil se mantivesse em n&iacute;veis muito elevados. O alto grau de  efetividade alcan&ccedil;ado pela Sa&uacute;de no Brasil foi amplamente reconhecido e alguns  autores chegam a afirmar que seu desempenho foi compar&aacute;vel ao de pa&iacute;ses  desenvolvidos.<sup>1</sup> O sucesso desse per&iacute;odo constitui um marco  importante da hist&oacute;ria da Sa&uacute;de P&uacute;blica brasileira.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> No princ&iacute;pio da d&eacute;cada de 1970, tivemos dois eventos  relevantes: a certifica&ccedil;&atilde;o da erradica&ccedil;&atilde;o da var&iacute;ola em territ&oacute;rio nacional,  anos antes de sua certifica&ccedil;&atilde;o global em 1980, sendo um dos mais memor&aacute;veis da Sa&uacute;de no pa&iacute;s; e a implanta&ccedil;&atilde;o do Programa  Nacional de Imuniza&ccedil;&otilde;es (PNI), reconhecido como um  dos mais bem sucedidos programas de vacina&ccedil;&atilde;o em todo o mundo.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Por outro lado, na segunda metade daquela d&eacute;cada, observamos um conjunto de  medidas que marcaram a import&acirc;ncia do per&iacute;odo, ainda que seus resultados n&atilde;o  tenham sido imediatos. Entre elas, destacam-se os primeiros passos para a reorganiza&ccedil;&atilde;o de  nosso sistema de sa&uacute;de, o in&iacute;cio da reformula&ccedil;&atilde;o do setor regulat&oacute;rio da Sa&uacute;de  e, na &aacute;rea de controle de doen&ccedil;as, a implanta&ccedil;&atilde;o do Sistema Nacional de  Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica, que reorganizou e padronizou o sistema de informa&ccedil;&atilde;o  de doen&ccedil;as de notifica&ccedil;&atilde;o compuls&oacute;ria em &acirc;mbito nacional. No mesmo per&iacute;odo, &eacute;  criado o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM). J&aacute; em 1977, &eacute; implantado o Sistema Nacional de Laborat&oacute;rios de Sa&uacute;de P&uacute;blica, que  incluiu a cria&ccedil;&atilde;o de redes estaduais e o in&iacute;cio da reorganiza&ccedil;&atilde;o de Institutos  de Pesquisa, criados no in&iacute;cio da Rep&uacute;blica. As medidas tomadas neste per&iacute;odo,  portanto, foram &uacute;teis para as importantes mudan&ccedil;as que se seguiram na  organiza&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria brasileira.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Finalmente, comentando as &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas,  verificamos que as condi&ccedil;&otilde;es de vida e de sa&uacute;de no Brasil evolu&iacute;ram  favoravelmente, n&atilde;o s&oacute; em termos gerais para o pa&iacute;s, como tamb&eacute;m na dire&ccedil;&atilde;o da  diminui&ccedil;&atilde;o dos diferenciais inter-regionais. Os indicadores de sa&uacute;de da  crian&ccedil;a, como a desnutri&ccedil;&atilde;o e a mortalidade infantil, ca&iacute;ram acentuadamente.  Houve tamb&eacute;m amplia&ccedil;&atilde;o expressiva da cobertura de servi&ccedil;os de sa&uacute;de.<sup>6</sup>  As doen&ccedil;as infecciosas, especialmente a morbimortalidade associada &agrave;s diarreias  e &agrave;s doen&ccedil;as imunopren&iacute;veis da inf&acirc;ncia, diminu&iacute;ram significativamente, a  erradica&ccedil;&atilde;o da poliomielite foi atingida em 1989, enquanto observamos a elimina&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o end&ecirc;mica do sarampo a partir de 2001.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana">Se, por um lado, &eacute; aceit&aacute;vel que essa  trajet&oacute;ria favor&aacute;vel fosse influenciada pelo desenvolvimento econ&ocirc;mico  brasileiro, por outro, n&atilde;o se pode negar que a implanta&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de  Sa&uacute;de - SUS -, a partir de 1988, contribuiu de forma substantiva, em fun&ccedil;&atilde;o do  fortalecimento da rede b&aacute;sica de sa&uacute;de, mediante a integra&ccedil;&atilde;o das atividades de  controle e preven&ccedil;&atilde;o de doen&ccedil;as com as de assist&ecirc;ncia m&eacute;dica individual,  seguindo o princ&iacute;pio da sa&uacute;de como um 'Direito de Todos e o Dever do Estado'.<sup>7,8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Outro ponto importante foi a cria&ccedil;&atilde;o e/ou  aperfei&ccedil;oamento dos sistemas de informa&ccedil;&atilde;o de interesse da Sa&uacute;de, entre os  quais destacamos o SIM, j&aacute; citado ao comentarmos o per&iacute;odo anterior, o Sistema  de Informa&ccedil;&atilde;o de Agravos de Notifica&ccedil;&atilde;o (Sinan), o Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Nascidos Vivos (Sinasc) e a  Rede Interagencial de Informa&ccedil;&atilde;o para a Sa&uacute;de (Ripsa). O uso interligado de  grandes bases de dados de sa&uacute;de mediante t&eacute;cnicas de relacionamento &eacute;  considerado, atualmente, como fundamental para a vigil&acirc;ncia, especialmente  quando se faz necess&aacute;ria uma resposta r&aacute;pida.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Tamb&eacute;m assistimos ao fortalecimento da &aacute;rea  regulat&oacute;ria de produtos e de servi&ccedil;os, ampliando as garantias do cidad&atilde;o com a  cria&ccedil;&atilde;o da Ag&ecirc;ncia Nacional de Vigil&acirc;ncia Sanit&aacute;ria (Anvisa). A vigil&acirc;ncia epidemiol&oacute;gica, em decorr&ecirc;ncia da melhor estrutura&ccedil;&atilde;o dos  servi&ccedil;os de sa&uacute;de, torna-se mais sens&iacute;vel e &aacute;gil; al&eacute;m disso, amplia sua  abrang&ecirc;ncia com a inclus&atilde;o da viol&ecirc;ncia e das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o  transmiss&iacute;veis, e passa a aplicar novas estrat&eacute;gias, entre as quais se destaca  a vigil&acirc;ncia de fatores de risco, cujas informa&ccedil;&otilde;es tornam-se subs&iacute;dios para o  desenvolvimento de programas de sa&uacute;de.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"> Devemos ainda salientar avan&ccedil;os recentes e  relevantes da aplica&ccedil;&atilde;o da vigil&acirc;ncia para uma resposta r&aacute;pida &agrave;s emerg&ecirc;ncias  de sa&uacute;de, como a cria&ccedil;&atilde;o do Epi-SUS, voltado &agrave; forma&ccedil;&atilde;o de epidemiologistas de  campo, e mais recentemente, do Centro de Informa&ccedil;&otilde;es Estrat&eacute;gicas em Vigil&acirc;ncia  em Sa&uacute;de (CIEVS). Todavia, n&atilde;o podemos deixar de mencionar o reflorescimento  da pesquisa no interior do  sistema de sa&uacute;de, como um instrumento de garantia de sua autossustenta&ccedil;&atilde;o,  permitindo que os antigos laborat&oacute;rios de Sa&uacute;de P&uacute;blica reassumissem o importante  o papel que detiveram nos prim&oacute;rdios do s&eacute;culo XX. O fortalecimento do v&iacute;nculo com as  universidades tamb&eacute;m deve ser assinalado, pela destacada contribui&ccedil;&atilde;o dessa  parceria.</font></p>     <p><font size="2" face="verdana"> Por fim, devemos destacar o principal  aspecto a distinguir este &uacute;ltimo per&iacute;odo dos demais, ou seja, o papel do SUS  como importante fator de indu&ccedil;&atilde;o da equidade em sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 1. Blount JA. A administra&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de p&uacute;blica no Estado de S&atilde;o Paulo: o servi&ccedil;o  sanit&aacute;rio 1892-1918. Revista de Administra&ccedil;&atilde;o de Empresas. 1972; 12:40-48.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 2. Mascarenhas RS. Contribui&ccedil;&atilde;o para o estudo da administra&ccedil;&atilde;o sanit&aacute;ria estadual  em S&atilde;o Paulo. S&atilde;o Paulo; 1949. &#91;Tese de Livre-Doc&ecirc;ncia&#93;. Faculdade de Higiene e  Sa&uacute;de P&uacute;blica da USP; 1949</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 3. Mascarenhas RS. Hist&oacute;ria da sa&uacute;de p&uacute;blica no Estado de S&atilde;o Paulo. Revista de  Sa&uacute;de P&uacute;blica. 1973; 7: 433-446.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 4. Stepan N.  G&ecirc;nese e evolu&ccedil;&atilde;o da ci&ecirc;ncia brasileira: Oswaldo Cruz e a pol&iacute;tica de investiga&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica e m&eacute;dica. Rio  de Janeiro: Ed. Artenova; 1976.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 5. Merhy EE.  O capitalismo e a sa&uacute;de p&uacute;blica. Campinas: Papirus; 1985.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 6. Victora CG,  Aquino  EML, Leal MC, Monteiro CA, Barros FC, Szwarcwald CL. Maternal and child health in Brazil: progress and challenges. Lancet 2011; 28;377(9780):1863-1876.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 7. Barreto ML,  Teixeira MG, Bastos FI, Ximenes RA, Barata RB, Rodrigues  LC. Successes and failures in the control  of infectious diseases in Brazil: social and  environmental context, policies, interventions, and needs. Lancet. 2011; 377(9780):1877-1889.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="verdana"> 8. Paim J, Travassos C, Almeida C, Bahia L, Macinko J. The Brazilian health system: history, advances, and challenges. Lancet 2011;  21;377(9779):1778-1797.</font> ]]></body><back>
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