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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Transição demográfica e epidemiológica: a Epidemiologia e Serviços de Saúde revisita e atualiza o tema]]></article-title>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2"><b><font face="verdana">EDITORIAL</font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a></b></font><font size="4" face="Verdana"><b>Transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica  e epidemiol&oacute;gica: a Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de revisita  e atualiza o tema</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Elisabeth Carmen  Duarte<sup>I</sup></b><b>; Sandhi Maria Barreto<sup>II</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <sup>I</sup>Faculdade de Medicina,  Universidade de Bras&iacute;lia, Bras&iacute;lia-DF, Brasil. </font><font size="2" face="Verdana">Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da  Sa&uacute;de, Bras&iacute;lia-DF, Brasil    <br> <sup>II</sup>Faculdade de  Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG, Brasil </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Em 1992, foi publicado na revista <i>Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de </i>(RESS) o artigo intitulado 'Polariza&ccedil;&atilde;o Epidemiol&oacute;gica no Brasil', de autoria de Duarte de Ara&uacute;jo.<sup>1</sup>  Hoje, em 2012, quando  comemoramos os 20 anos de  exist&ecirc;ncia da RESS, o pioneiro artigo &eacute; republicado e nos brinda com um debate  rico e atual. Conceitualmente,  Omran, em 1971, focou a teoria  da transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica nas complexas mudan&ccedil;as dos padr&otilde;es sa&uacute;de-doen&ccedil;a e  nas intera&ccedil;&otilde;es entre esses  padr&otilde;es, seus determinantes demogr&aacute;ficos, econ&ocirc;micos e sociais, e suas consequ&ecirc;ncias.<sup>2</sup>  Entre as proposi&ccedil;&otilde;es centrais inclu&iacute;das em sua teoria, destacam-se: (i) existe um  processo longo de mudan&ccedil;as nos padr&otilde;es de mortalidade e adoecimento, em que as  pandemias por doen&ccedil;as infecciosas s&atilde;o gradativamente substitu&iacute;das pelas doen&ccedil;as  degenerativas e agravos produzidos pelo homem<sup><a href="#fim">*</a></sup>; <a name="topo"></a>(ii) durante essa transi&ccedil;&atilde;o, as  mais profundas mudan&ccedil;as nos padr&otilde;es de sa&uacute;de-doen&ccedil;a ocorrem nas crian&ccedil;as e nas mulheres  jovens; (iii) as mudan&ccedil;as que caracterizam a transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica s&atilde;o  fortemente associadas &agrave;s transi&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;fica e socioecon&ocirc;mica que constituem  o complexo da moderniza&ccedil;&atilde;o; e (iv) as varia&ccedil;&otilde;es peculiares no padr&atilde;o, no ritmo,  nos determinantes e nas consequ&ecirc;ncias das mudan&ccedil;as na popula&ccedil;&atilde;o diferenciam  tr&ecirc;s modelos b&aacute;sicos de transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica, o modelo cl&aacute;ssico ou  ocidental, o modelo acelerado e o modelo contempor&acirc;neo ou prolongado.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Vinte anos mais  tarde, Frenk e colaboradores defendem a exist&ecirc;ncia de um modelo 'polarizado  prolongado' de transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica na Am&eacute;rica Latina, caracterizado por:<sup>3</sup>  (i) superposi&ccedil;&atilde;o de etapas - incid&ecirc;ncia alta e  concomitante das doen&ccedil;as de ambas as etapas, pr&eacute; e p&oacute;s-transi&ccedil;&atilde;o -; (ii) contra-transi&ccedil;&atilde;o - ressurgimento de algumas doen&ccedil;as infecciosas que j&aacute;  haviam sido controladas -; (iii) transi&ccedil;&atilde;o  prolongada - processos de  transi&ccedil;&atilde;o inconclusos, com certo  estancamento dos pa&iacute;ses em estado de morbidade mista -; e (iv) polariza&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica - n&iacute;veis diferenciados  de transi&ccedil;&atilde;o entre e intrapa&iacute;ses, inclusive entre grupos sociais de um mesmo  pa&iacute;s.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Duarte Ara&uacute;jo  ressalta em seu artigo<sup>1</sup> que o Brasil &eacute; um exemplo da polariza&ccedil;&atilde;o  epidemiol&oacute;gica descrita por Frenk e colaboradores, combinando elevadas taxas de  morbidade e mortalidade por doen&ccedil;as cr&ocirc;nico-degenerativas com altas incid&ecirc;ncias de doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias, e a  prolongada persist&ecirc;ncia de n&iacute;veis  diferenciados de transi&ccedil;&atilde;o entre grupos sociais distintos.<sup>1,3</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">  <b>A transi&ccedil;&atilde;o  demogr&aacute;fica no Brasil</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Tamb&eacute;m nesse n&uacute;mero  da RESS, Vasconcelos &amp; Gomes revisitam e atualizam o fen&ocirc;meno da transi&ccedil;&atilde;o  demogr&aacute;fica no Brasil, entre 1950 e 2010, e destacam os  diferenciais frente a um modelo te&oacute;rico de transi&ccedil;&atilde;o, de uma sociedade rural e  tradicional para uma sociedade urbana e moderna, com quedas das taxas de  natalidade e mortalidade.<sup>4</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Vivemos na regi&atilde;o  mais urbanizada do planeta: em 2010,  82,0% da popula&ccedil;&atilde;o da Am&eacute;rica do Norte e 79,0% da Am&eacute;rica Latina e Caribe residiam no meio urbano.<sup>5</sup> Naquele  mesmo ano, a taxa de urbaniza&ccedil;&atilde;o no Brasil alcan&ccedil;ou 84,0%.<sup>6</sup> A  completa invers&atilde;o desse indicador no pa&iacute;s foi descrita em 1970, quando a popula&ccedil;&atilde;o  urbana superou a rural e logo, gradativamente, foi se distanciando dela.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O processo de  urbaniza&ccedil;&atilde;o acompanhou-se de importantes mudan&ccedil;as sociais, como nas formas de  inser&ccedil;&atilde;o da mulher na sociedade, rearranjos familiares, incrementos  tecnol&oacute;gicos, entre outras. O padr&atilde;o demogr&aacute;fico alterou-se. A forte queda na  fecundidade e o aumento da longevidade impulsionaram um envelhecimento acelerado da popula&ccedil;&atilde;o  brasileira, conforme foi discutido por Vasconcelos &amp; Gomes.<sup>4</sup> Em  anos recentes, observam-se  tend&ecirc;ncias de crescimento baixo ou mesmo negativo da popula&ccedil;&atilde;o jovem,  desacelera&ccedil;&atilde;o do crescimento da popula&ccedil;&atilde;o em idade ativa e grande crescimento do  contingente de idosos.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Entre 1940 e 1960, a taxa m&eacute;dia de  fecundidade no Brasil manteve-se em torno de 6 filhos por mulher.<sup>4,8</sup> Desde ent&atilde;o, esse  indicador vem decrescendo em todas as Regi&otilde;es do pa&iacute;s e entre todos os grupos  sociais, ainda que</font> <font size="2" face="Verdana">em ritmos diferentes. Em 2010, o pa&iacute;s apresentou taxa de fecundidade de 1,9  filhos por mulher, inferior &agrave; m&eacute;dia observada para a regi&atilde;o das Am&eacute;ricas (2,1  filhos por mulher), variando de 2,1   a 3,0 nas unidades federadas (UF) da regi&atilde;o Norte, e de 1,6 a 1,7 nas UF das regi&otilde;es  Sul e Sudeste.<sup>4-6</sup> Observa-se, tamb&eacute;m, um padr&atilde;o de gradativo  incremento da idade gestacional no Brasil.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Como aponta Vasconcelos &amp; Gomes, a rapidez do processo e os  distintos ritmos observados entre as regi&otilde;es caracterizam a transi&ccedil;&atilde;o  demogr&aacute;fica no Brasil, assim como em outros pa&iacute;ses da America Latina.<sup>4,5</sup>  A Fran&ccedil;a levou 115 anos para duplicar a propor&ccedil;&atilde;o da popula&ccedil;&atilde;o de idosos (de  7,0 para 14,0%), enquanto no Brasil, a mesma mudan&ccedil;a proporcional levou apenas  40 anos para ocorrer (de 5,1 para 10,8%).<sup>5,8</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Al&eacute;m dessa robusta discuss&atilde;o apresentada por Vasconcelos &amp;  Gomes, o artigo republicado de Duarte Ara&uacute;jo discute a polariza&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica brasileira <i>vis-&agrave;-vis </i>esse processo de transi&ccedil;&atilde;o demogr&aacute;fica e as mudan&ccedil;as socioecon&ocirc;micas experimentadas no pa&iacute;s.<sup>1,4</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">  <b>Redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade precoce</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O Brasil tem experimentado not&aacute;vel &ecirc;xito na redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade  precoce. A propor&ccedil;&atilde;o de mortes ocorridas antes dos 20 anos de idade passou de  12,2% em 2000 para 7,4% em 2010.<sup>9</sup> Nesta mesma d&eacute;cada, o risco de  morrer no primeiro ano de vida caiu de 26,6 para 16,2 por 1000 nascidos vivos  (NV).<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> N&atilde;o obstante, poder&iacute;amos - e dever&iacute;amos - fazer melhor. Cerca de  70,0% das mortes infantis no Brasil s&atilde;o consideradas evit&aacute;veis por a&ccedil;&otilde;es  efetivas do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de.<sup>10</sup> Nossa taxa de mortalidade  infantil &eacute; superior &agrave;s m&eacute;dias para a Am&eacute;rica do Norte (6,3 por 1000 NV) e mesmo  para a Am&eacute;rica Latina e Caribe (15,6 por 1000 NV).<sup>11</sup> Estamos tamb&eacute;m  com valor maior para esse indicador quando nos colocamos junto a pa&iacute;ses com  n&iacute;veis de desenvolvimento econ&ocirc;mico semelhantes ao nosso, como &eacute; o caso  do M&eacute;xico (14,1 por 1000 NV), Argentina (11,9/1000 NV), Costa Rica (9,1/1000  NV) e Chile (7,4/1000 NV).<sup>11</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">  <b>Doen&ccedil;as imunopreven&iacute;veis e outras doen&ccedil;as infecciosas e  parasit&aacute;rias</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A mortalidade por doen&ccedil;as infecciosas e parasit&aacute;rias (DIP) vem  declinando desde a d&eacute;cada de 1940, inicial;mente com queda aguda, recentemente  mais lenta, embora persistente.<sup>9,12</sup> Entre 2000 e 2010, a mortalidade  proporcional por DIP caiu de 4,7 para 4,3%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Parte relevante da tend&ecirc;ncia hist&oacute;rica de queda nesse grupo de  causas de morte deve-se ao expressivo &ecirc;xito alcan&ccedil;ado pela &aacute;rea da sa&uacute;de em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s doen&ccedil;as pass&iacute;veis de preven&ccedil;&atilde;o por imuniza&ccedil;&atilde;o. Em conjunto, a  notifica&ccedil;&atilde;o de casos e &oacute;bitos por sarampo, poliomielite, rub&eacute;ola, s&iacute;ndrome da rub&eacute;ola cong&ecirc;nita (SRC), meningite (H. influenzae), t&eacute;tano, coqueluche e difteria em crian&ccedil;as menores  de 5 anos de idade reduziu-se de mais de 153 mil casos e 5,5 mil &oacute;bitos em  1980, para cerca de 2 mil casos e 50 &oacute;bitos em 2009.<sup>9</sup> Nesse  contexto, merece destaque, tamb&eacute;m, a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade e hospitaliza&ccedil;&atilde;o  por algumas DIP potencialmente letais, como as doen&ccedil;as diarr&eacute;icas agudas em  crian&ccedil;as e a mal&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Permanecem, no horizonte da Sa&uacute;de P&uacute;blica, desafios hist&oacute;ricos  como a persist&ecirc;ncia de doen&ccedil;as associadas &agrave; mis&eacute;ria e exclus&atilde;o social, a  exemplo da tuberculose e a hansen&iacute;ase; a alta incid&ecirc;ncia da mal&aacute;ria na regi&atilde;o  da Amaz&ocirc;nia Legal, oscilando em torno de 300 mil casos novos/ano; e as  recorrentes epidemias da dengue. A emerg&ecirc;ncia de novas DIP, bem como as novas  formas de transmiss&atilde;o de antigas DIP, aportam complexidade a esse cen&aacute;rio. Como  foi discutido por Duarte Ara&uacute;jo, esses s&atilde;o aspectos que nos afastam do modelo  cl&aacute;ssico de transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica  e exigem cont&iacute;nuas inova&ccedil;&otilde;es dos modelos de vigil&acirc;ncia em  um contexto social diverso e complexo, como &eacute; a vida urbana atual.<sup>1,9,12</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">  <b>Fatores de risco e as doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis (DCNT)</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O envelhecimento, a urbaniza&ccedil;&atilde;o, as mudan&ccedil;as sociais e  econ&ocirc;micas e a globaliza&ccedil;&atilde;o impactaram o modo de viver, trabalhar e se  alimentar dos brasileiros. Como consequ&ecirc;ncia, tem crescido a preval&ecirc;ncia de  fatores como a obesidade e o sedentarismo, concorrentes diretos para o  desenvolvimento das doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis (DCNT). Em 2011,  quase a metade dos adultos (&#8805; 18 anos de idade) em capitais brasileiras  relataram excesso de peso (48,5%), 17,0% referiram consumo abusivo de &aacute;lcool,  20,0% consumiam frutas e hortali&ccedil;as em quantidade</font> <font size="2" face="Verdana">insuficiente e 14,0% eram inativos fisicamente.<sup>9</sup>  N&atilde;o &eacute; de se surpreender que, em 2010,  as DCNT  responderam por 73,9% dos &oacute;bitos no Brasil,  dos quais 80,1% foram devido a doen&ccedil;a  cardiovascular, c&acirc;ncer, doen&ccedil;a respirat&oacute;ria cr&ocirc;nica ou diabetes.<sup>9</sup> Esses dados reafirmam a relev&acirc;ncia das DCNT neste  momento de transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica do Brasil.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Esta realidade das  &uacute;ltimas d&eacute;cadas tamb&eacute;m trouxe exemplos de sucesso para o controle dos  principais fatores de risco para as  DCNT. &Eacute; o caso da pol&iacute;tica de controle do tabagismo, que fez cair a preval&ecirc;ncia  de fumantes de 35,6% em 1986 para 15,0% em 2010. Estimativas recentes  calculam que essa queda preveniu cerca de 420 mil (260 mil a 715 mil) mortes.<sup>13</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">  <b>Causa externas de  morte</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O crescimento da  viol&ecirc;ncia representa um dos maiores e mais dif&iacute;ceis desafios do novo perfil  epidemiol&oacute;gico do Brasil. Em 2010,  ocorreram 143 mil (12,5%)  &oacute;bitos devido  as causas externas.<sup>9</sup> O aumento da mortalidade por causas externas,  observado a partir da d&eacute;cada de 1980,  deve-se principalmente aos homic&iacute;dios (com 52 mil &oacute;bitos em 2010) e aos acidentes de  transporte terrestre (com 42,5 mil &oacute;bitos em 2010), com destaque em  grandes centros urbanos.<sup>9</sup> Os homens jovens s&atilde;o os mais afetados pelo crescimento dos  homic&iacute;dios - como agressores e  v&iacute;timas - e pelos acidentes de  tr&acirc;nsito. Transi&ccedil;&otilde;es demogr&aacute;ficas r&aacute;pidas em contextos hist&oacute;ricos complexos e  de grandes desigualdades sociais alimentam a viol&ecirc;ncia e dificultam as solu&ccedil;&otilde;es  para esse problema.<sup>7</sup></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">  <b>Novos e velhos  desafios nesse persistente contexto de mudan&ccedil;as</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Por si s&oacute;, o aumento  da popula&ccedil;&atilde;o idosa e as demandas, crescentes, de um envelhecimento saud&aacute;vel  representam desafios importantes para o Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de do Brasil. Esses  desafios s&atilde;o potencializados pela sobreposi&ccedil;&atilde;o de agendas, express&atilde;o de uma  transi&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica prolongada, com a persist&ecirc;ncia das doen&ccedil;as  transmiss&iacute;veis, o crescimento dos fatores de risco para as DCNT e a enorme press&atilde;o das causas externas.  Adicionalmente, omo antecipado por Duarte Ara&uacute;jo, o pa&iacute;s apresenta fases  distintas dessa transi&ccedil;&atilde;o, com polariza&ccedil;&atilde;o entre diferentes &aacute;reas geogr&aacute;ficas e  grupos sociais, ampliando as contradi&ccedil;&otilde;es no territ&oacute;rio.<sup>1</sup> Os  atributos desse complexo contexto costuram e pressionam as agendas da Sa&uacute;de  P&uacute;blica e dos Sistemas Previdenci&aacute;rio e Educacional no Brasil. Da mesma forma  como foi debatido por Frenk e colaboradores, os processos de transi&ccedil;&atilde;o  demogr&aacute;fica e epidemiol&oacute;gica tamb&eacute;m demandam transforma&ccedil;&otilde;es nas respostas  sociais, expressas inclusive pela forma como o sistema de sa&uacute;de se organiza  para ofertar servi&ccedil;os, impondo, portanto, uma transi&ccedil;&atilde;o na aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de.<sup>3</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. Araujo D. Polariza&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica no  Brasil. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de 2012; 21(4):6.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. Omran A. The epidemiologic  transition: a theory of the epidemiology of population change. Milbank  Quarterly. 2005; 83(4):731-757.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. Frenk J, Frejka T, Bobadilla JL,  Stern C, Lozano R, Sep&uacute;lveda Jaime J, et al. La transici&oacute;n epidemiol&oacute;gica en Am&eacute;rica  Latina. Bolet&iacute;n de la   Oficina Sanitaria Pan-americana. 1991; 111(6):485-496.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 4. Vasconcelos AMN, Gomes MMF. Transi&ccedil;&atilde;o  demogr&aacute;fica: a experi&ecirc;ncia brasileira. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de. 2012; 21(4):10.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 5. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana de Sa&uacute;de. Sa&uacute;de nas  Am&eacute;ricas 2012: panorama da situa&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de dos pa&iacute;ses das Am&eacute;ricas.  Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de; 2012.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">6. Rede Interagencial de Informa&ccedil;&atilde;o para &aacute; Sa&uacute;de. Indicadores e dados  b&aacute;sicos para a Sa&uacute;de. Bras&iacute;lia: Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de; 2012.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 7. Rede Interagencial de Informa&ccedil;&otilde;es para Sa&uacute;de. Demografia e Sa&uacute;de:  contribui&ccedil;&otilde;es para analise da situa&ccedil;&atilde;o e tend&ecirc;ncias. Bras&iacute;lia. Organiza&ccedil;&atilde;o  Pan-americana da Sa&uacute;de. 2009. (S&eacute;rie G. Estat&iacute;stica e Informa&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de).  (S&eacute;rie Informe de Situa&ccedil;&atilde;o e Tend&ecirc;ncias).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Ansiliero G. Censo 2010: primeiros resultados e implica&ccedil;&otilde;es para a  previd&ecirc;ncia social. In: Minist&eacute;rio da Previd&ecirc;ncia Social. Informe de  Previd&ecirc;ncia Social. 2011; 23 (5):3-16.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 9. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Sa&uacute;de Brasil 2011: uma analise da situa&ccedil;&atilde;o de  sa&uacute;de e a vigil&acirc;ncia da sa&uacute;de da mulher. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. 2012.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">10. Malta DC, Duarte EC, Escalante JJC, Almeida MF, Sardinha LMV,  Mac&aacute;rio EM, et al. Mortes evit&aacute;veis em menores de um ano, Brasil, 1997 a 2006: contribui&ccedil;&otilde;es  para a avalia&ccedil;&atilde;o de desempenho do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de. Caderno de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2010;  26(3):481-491.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 11. Pan American Health Organization. World  Health Organization. Health situation in the Americas: Basic indicators 2012.  Folheto de indicadores. Organiza&ccedil;&atilde;o Pan-Americana da Sa&uacute;de.  2012 &#91;acessado em dez. 2012&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="www.paho.org/rho" target="_blank">www.paho.org/rho</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 12. Conselho Nacional de Secret&aacute;rios de Sa&uacute;de. Vigil&acirc;ncia em Sa&uacute;de -  Parte 1/. Bras&iacute;lia: Conselho Nacional de Secret&aacute;rios de Sa&uacute;de; 2011. (Cole&ccedil;&atilde;o  Para Entender a Gest&atilde;o do SUS).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 13. Szklo AS, Almeida LM, Figueiredo VC, Autran M, Malta D,  Caixeta R, et al. A  snapshot of the striking decrease in cigarette smoking prevalence in Brazil  between 1989 and 2008. Preventive Medicine. 2012; 54(2):162-167.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="verdana"><sup><a name="fim"></a><a href="#topo">*</a></sup>Agravos produzidos pelo homem ("man-made diseases") se referem aos agravos ligados aos efeitos adversos da modernização, tais como: alcoolismo, tabagismo, suicídios, acidentes de transporte, violências, entre outros (Caselli G, Meslé F & Vallin J. Epidemiologic transition theory exceptions. Acessado em dezembro de 2012 em <a href="http://demogr.mpg.de/Papers/workshops/020619_paper40.pdf" target="_blank">http://demogr.mpg.de/Papers/workshops/020619_paper40.pdf</a>).</font></p>      ]]></body><back>
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