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<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Mortalidade por câncer de colo do útero no Estado de Minas Gerais, Brasil, 2004-2006: análise da magnitude e diferenciais regionais de óbitos corrigidos]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Mortality from cervical cancer in the State of Minas Gerais, Brazil, 2004-2006: analysis of magnitude and regional differences of corrected cause-specific deaths]]></article-title>
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<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: to compare mortality rates by cervical cancer (CC) in the health administrative macro-regions of the state of Minas Gerais, Brazil, in 2004-2006, before and after correction of mortality data. METHODS: correction of raw data from the Brazilian Mortality Information System (MIS) considering estimated under-reporting of deaths, unspecified causes of cancer-related deaths, cancers on female genitalia or unspecified portions of the uterus, and ill-defined causes; relative percentage variation (RPV) was used to quantify the difference between cervical mortality rates before and after correction, and as socioeconomic indicator, the Human Development Index (HDI). RESULTS: the differences varied through the State, showing the widest corrections related to the regions with the least HDI; Northeastern macro-region presented the highest RPV (232%). CONCLUSION: corrected cause-specific mortality rates due to CC-related mortality in Minas Gerais were higher than the crude rates observed in MIS data.]]></p></abstract>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Neoplasias do Colo do Útero]]></kwd>
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<kwd lng="pt"><![CDATA[Sistemas de Informação; Sub-registro]]></kwd>
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</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>Mortalidade por c&acirc;ncer de colo do &uacute;tero no Estado de  Minas Gerais, Brasil, 2004-2006: an&aacute;lise da magnitude e diferenciais regionais de  &oacute;bitos corrigidos</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Mortality from cervical cancer in the State  of Minas Gerais, Brazil, 2004-2006:  analysis of magnitude and regional differences of corrected cause-specific  deaths</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Renato Azeredo  Teixeira<sup>I</sup>; Joaquim Gon&ccedil;alves  Valente<sup>II</sup>; Elisabeth Barboza  Fran&ccedil;a<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">  <sup>I</sup>Programa de Avalia&ccedil;&atilde;o  e Vigil&acirc;ncia do C&acirc;ncer e seus fatores  de riscos,  Secretaria de Estado de Sa&uacute;de de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG, Brasil    <br>     <sup>II</sup>Instituto de Medicina  Social, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro-RJ, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>     <sup>III</sup>Programa de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de P&uacute;blica e Grupo de Pesquisas em  Epidemiologia e Avalia&ccedil;&atilde;o em Sa&uacute;de, Faculdade de Medicina, Universidade Federal  de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJETIVO: </b>comparar taxas de mortalidade por c&acirc;ncer do colo do &uacute;tero (CCU) nas  macrorregi&otilde;es de sa&uacute;de do estado de Minas Gerais, Brasil, em 2004-2006, antes e  ap&oacute;s corre&ccedil;&atilde;o dos dados brutos.     <br>   <b>M&Eacute;TODOS: </b>corre&ccedil;&atilde;o dos dados brutos do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es  sobre Mortalidade (SIM) considerando-se sub-registro estimado, causas inespec&iacute;ficas  dos c&acirc;nceres, c&acirc;nceres dos &oacute;rg&atilde;os genitais femininos ou de por&ccedil;&atilde;o n&atilde;o  especificada do &uacute;tero, al&eacute;m das causas mal definidas; utilizou-se a varia&ccedil;&atilde;o percentual relativa (VPR) para quantificar a diferen&ccedil;a entre a  taxa bruta de mortalidade e a taxa com os dados corrigidos, e, como indicador  socioecon&ocirc;mico, o &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano (IDH).    <br>   <b>RESULTADOS: </b>verificou-se corre&ccedil;&atilde;o diferenciada no estado, sendo que macrorregi&otilde;es com menor IDH apresentaram  as maiores corre&ccedil;&otilde;es; a macrorregi&atilde;o Nordeste apresentou maior VPR, de 232%.    <br> <b>CONCLUS&Atilde;O: </b>a magnitude da mortalidade corrigida  por CCU em Minas Gerais  apresentou valores maiores do que a observada com uso dos dados do SIM sem corre&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p>  <font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Neoplasias do Colo  do &Uacute;tero; Mortalidade; Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o; Sub-registro.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font face="Verdana"><b><font size="2">ABSTRACT</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJECTIVE: </b>to compare mortality rates by cervical cancer (CC) in the health  administrative macro-regions of the state of Minas Gerais, Brazil, in 2004-2006,  before and after correction of mortality data.     <br>     <b>METHODS: </b>correction of  raw data from the Brazilian Mortality Information System (MIS) considering  estimated under-reporting of deaths, unspecified causes of cancer-related  deaths, cancers on female genitalia or unspecified portions of the uterus, and  ill-defined causes; relative percentage variation (RPV) was used to quantify  the difference between cervical mortality rates before and after correction,  and as socioeconomic indicator, the Human Development Index (HDI).     <br>     <b>RESULTS: </b>the  differences varied through the State, showing the widest corrections related to  the regions with the least HDI; Northeastern macro-region presented the highest  RPV (232%).     <br>     <b>CONCLUSION: </b>corrected cause-specific mortality rates due to  CC-related mortality in Minas Gerais were higher than the crude rates observed  in MIS data.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words: </b>Uterine  Cervical Neoplasms; Mortality; Information Systems; Underregistration.</font> </p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><font size="3"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O c&acirc;ncer do colo do  &uacute;tero (CCU) &eacute; uma doen&ccedil;a de grande relev&acirc;ncia mundial e chega a ser o c&acirc;ncer  mais incidente em mulheres da &Aacute;frica, &Aacute;sia e Am&eacute;rica Central. Nestas regi&otilde;es,  as taxas de incid&ecirc;ncia s&atilde;o superiores a 30 por 100 mil mulheres, o que  resulta em aproximadamente 500 mil casos novos por  ano no mundo. Esse tipo de c&acirc;ncer, que representa 12,0% dos tumores  femininos, foi respons&aacute;vel por mais de 200 mil mortes no mundo, apenas em 2010.<sup>1-3</sup> A maioria dessas mortes ocorreu nos pa&iacute;ses em  desenvolvimento, onde os casos foram diagnosticados em fase avan&ccedil;ada da doen&ccedil;a,  ou como doen&ccedil;a metast&aacute;tica.<sup>4,5</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Para o ano de 2012, estima-se que ocorram 17.540 casos novos de CCU no  Brasil, correspondendo a uma taxa de 17 casos por 100 mil mulheres.<sup>6</sup>  O CCU representa o segundo tumor mais frequente entre brasileiras, &agrave; exce&ccedil;&atilde;o dos tumores na pele  n&atilde;o melanoma, e chega a ser  primeiro na regi&atilde;o Norte (taxa de incid&ecirc;ncia de 24/100 mil mulheres). No ano de 2009,  5.063 mulheres morreram por CCU no pa&iacute;s, o que representou uma taxa bruta de  mortalidade de 5,2 por 100 mil mulheres.<sup>7</sup> Para o estado de Minas  Gerais, estima-se que sejam 1.360 casos novos de CCU em  2012, o que corresponde a 4,9% dos casos de c&acirc;ncer  em mulheres.<sup>6</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Sabe-se que as atuais taxas de neoplasias podem ser reduzidas em at&eacute; 40,0% com a  mudan&ccedil;a de comportamentos relacionados &agrave; sa&uacute;de e fatores de risco, como cessa&ccedil;&atilde;o do consumo de  tabaco, melhoria da dieta, atividade f&iacute;sica regular, redu&ccedil;&atilde;o do consumo de  &aacute;lcool, prote&ccedil;&atilde;o contra agentes cancer&iacute;genos no local de trabalho, al&eacute;m da  imuniza&ccedil;&atilde;o contra o v&iacute;rus da hepatite B e, sobremaneira, do controle do v&iacute;rus  do HPV.<sup>8</sup> A ocorr&ecirc;ncia do CCU tem sido relacionada principalmente &agrave; infec&ccedil;&atilde;o  persistente por tipos oncog&ecirc;nicos do papilomav&iacute;rus humano (HPV). A Agency for  Research on Cancer (IARC) reconhece 13 tipos de v&iacute;rus cancer&iacute;genos do HPV, sendo os  mais comuns o HPV 16 e o HPV 18. Esses dois tipos s&atilde;o encontrados em 70,0% dos  casos de c&acirc;ncer relatados.<sup>5</sup> Atualmente, os  programas de rastreamento s&atilde;o a abordagem mais eficaz para o controle do CCU.  Independentemente do n&iacute;vel inicial de incid&ecirc;ncia da doen&ccedil;a, os pa&iacute;ses que  implantaram programas de rastreamento reduziram os casos novos para taxas mais  baixas, de cerca de 10 casos por 100 mil mulheres/ano.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Para a an&aacute;lise e  monitoramento da situa&ccedil;&atilde;o das neoplasias e avalia&ccedil;&atilde;o dos programas implantados,  os dados de mortalidade s&atilde;o comumente utilizados. Isso acontece pela alta  letalidade da maioria das afec&ccedil;&otilde;es que comp&otilde;em esse grupo de doen&ccedil;as e pela  car&ecirc;ncia de informa&ccedil;&otilde;es relativas &agrave; morbidade.<sup>10</sup> Apesar de os  registros de c&acirc;ncer fazerem parte de um sistema de informa&ccedil;&otilde;es com cobertura e  validade que v&ecirc;m melhorando progressivamente no pa&iacute;s, ainda n&atilde;o apresentam um  fluxo t&atilde;o bem estruturado como o do Sistema de Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade  (SIM), que j&aacute; se encontra mais consolidado e  tem cobertura universal.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Por outro lado, um  importante problema no Brasil s&atilde;o os &oacute;bitos n&atilde;o registrados, que n&atilde;o entram na  composi&ccedil;&atilde;o das taxas brutas de mortalidade. Apesar do desenvolvimento de  procedimentos que permitem a estima&ccedil;&atilde;o da cobertura dos &oacute;bitos, h&aacute; poucas pesquisas brasileiras nessa  dire&ccedil;&atilde;o. Dimensionar esses &oacute;bitos significa medir o sub-registro, regionalmente  diferenciado por sexo e idade,<sup>12,13</sup> e requer procedimentos anal&iacute;ticos com  metodologias variadas e muitas vezes complexas.<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Al&eacute;m disso, a heterog&ecirc;nea qualidade das declara&ccedil;&otilde;es de &oacute;bito (DO) - a fonte do SIM -, com altas propor&ccedil;&otilde;es de causas mal definidas  registradas em alguns locais, pode comprometer a consist&ecirc;ncia e o uso adequado  dos dados de mortalidade no pa&iacute;s. Estados das regi&otilde;es Norte e Nordeste  apresentam n&iacute;veis altos de sub-registros de &oacute;bitos e propor&ccedil;&otilde;es mais elevadas  de causas mal definidas, que diminuem a acur&aacute;cia da distribui&ccedil;&atilde;o da mortalidade  por causas, sendo exatamente nessas regi&otilde;es onde os indicadores de  desenvolvimento s&atilde;o os mais prec&aacute;rios no Brasil.<sup>12</sup> No caso do CCU,  &oacute;bitos codificados como de c&acirc;ncer da por&ccedil;&atilde;o n&atilde;o especificada do &uacute;tero devem ser  analisados, visto que uma grande  parte dos &oacute;bitos assim classificados pode ter como s&iacute;tio de origem o colo do  &uacute;tero. Em estudo realizado na cidade do Recife-PE, a investiga&ccedil;&atilde;o das DO por  meio de prontu&aacute;rios m&eacute;dicos de pacientes encontrou aproximadamente metade dos  casos de CCU que haviam sido classificados como c&acirc;ncer do  &uacute;tero, como c&acirc;ncer em por&ccedil;&atilde;o n&atilde;o especificada.<sup>15</sup> Dessa forma, as  taxas brutas de mortalidade por CCU, calculadas sobre dados oficiais, podem  estar subestimadas, e a mortalidade real, ser maior do que a observada sobre os  dados do SIM. Estudo feito com a corre&ccedil;&atilde;o da mortalidade por CCU observou que o maior acr&eacute;scimo nos &oacute;bitos aconteceu  na etapa de redistribui&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos por c&acirc;ncer do &uacute;tero sem especifica&ccedil;&atilde;o de  localiza&ccedil;&atilde;o, resultando em um acr&eacute;scimo de aproximadamente 55,0% nas taxas de  mortalidade para o Brasil.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A extensa &aacute;rea  geogr&aacute;fica e a numerosa variedade cultural, socioecon&ocirc;mica, de estrutura e de  acesso aos servi&ccedil;os de sa&uacute;de faz de Minas Gerais um estado com grandes  diferenciais, o que leva &agrave; necessidade de uma avalia&ccedil;&atilde;o regionalizada da  situa&ccedil;&atilde;o epidemiol&oacute;gica do CCU. No ano de 2009, a taxa de mortalidade  bruta em Minas Gerais  foi de 3,7 &oacute;bitos por 100 mil mulheres, enquanto, para o mesmo ano, essa taxa  no estado de S&atilde;o Paulo foi de 3,8 &oacute;bitos por 100 mil mulheres. Apesar de os dois estados  apresentarem taxas de mortalidade para o CCU com valores pr&oacute;ximos, os indicadores  de qualidade dos dados do SIM, como a raz&atilde;o entre &oacute;bitos informados e estimados  e a propor&ccedil;&atilde;o de causas mal definidas de &oacute;bitos, apresentaram valores mais  adequados em S&atilde;o   Paulo.<sup>7</sup> Assim, as mulheres de Minas Gerais podem  estar apresentando valor da taxa de mortalidade para o CCU mais subestimada que  as de S&atilde;o Paulo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> N&atilde;o obstante tratar-se de uma neoplasia  cujos programas de rastreamento  resultam em uma melhoria na assist&ecirc;ncia e controle, esses n&uacute;meros dimensionam  bem a gravidade do problema entre as mulheres mineiras. Entretanto, estudos com dados de mortalidade corrigidos s&atilde;o escassos e,  para Minas Gerais, at&eacute; o presente momento, apenas um estudo foi encontrado: um  relat&oacute;rio de pesquisa no &acirc;mbito estadual.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Este estudo objetivou  estimar a mortalidade por c&acirc;ncer do colo do &uacute;tero no estado de Minas Gerais e  suas macrorregi&otilde;es de sa&uacute;de, no per&iacute;odo de 2004 a 2006, levando-se em considera&ccedil;&atilde;o,  nesta an&aacute;lise, problemas de qualidade dos  dados como o sub-registro de &oacute;bitos e as causas mal definidas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">  <b>M&eacute;todos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> As informa&ccedil;&otilde;es sobre &oacute;bitos por CCU foram coletadas do Sistema de  Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade (SIM) para os  residentes em Minas   Gerais, no per&iacute;odo de 2004 a 2006, discriminadas segundo as 13 macrorregi&otilde;es de sa&uacute;de do estado definidas pelo  Plano Diretor de Regionaliza&ccedil;&atilde;o de Minas Gerais (PDR-MG).<sup>18</sup> Realizou-se corre&ccedil;&atilde;o dos dados brutos,  levando-se em considera&ccedil;&atilde;o o sub-registro e as causas mal definidas, segundo as  macrorregi&otilde;es de sa&uacute;de do estado, ano de ocorr&ecirc;ncia, sexo e grupo et&aacute;rio,  conforme descrito a seguir.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Primeiramente, para a  corre&ccedil;&atilde;o da sub-notifica&ccedil;&atilde;o,  foram utilizados os fatores de corre&ccedil;&atilde;o (FC) definidos pelo  Projeto Carga Global de Doen&ccedil;a no estado de Minas Gerais em 2005.<sup>17</sup>  Este estudo corrigiu, por t&eacute;cnicas demogr&aacute;ficas indiretas, separadamente, os &oacute;bitos dos menores de um ano de idade e aqueles com um  ano de idade ou mais. Para os menores de um ano, foi utilizada metodologia que  envolve a estimativa do n&uacute;mero de nascimentos e da taxa de mortalidade  infantil. Os &oacute;bitos de um ano ou mais obtiveram grau de cobertura estimado  pelos seguintes m&eacute;todos demogr&aacute;ficos: equa&ccedil;&atilde;o de balan&ccedil;o original; e equa&ccedil;&atilde;o  de balan&ccedil;o geral. A equa&ccedil;&atilde;o de balan&ccedil;o mostra que, em uma popula&ccedil;&atilde;o est&aacute;vel, a  equa&ccedil;&atilde;o de balan&ccedil;o do crescimento pode-se expressar  como uma rela&ccedil;&atilde;o linear entre a taxa de mortalidade e a taxa de natalidade para  os diferentes grupos et&aacute;rios, cujo coeficiente angular especifica o fator de corre&ccedil;&atilde;o, ou seja, o  sub-registro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em seguida, os &oacute;bitos  por causas inespec&iacute;ficas das neoplasias, codificados no cap&iacute;tulo II da D&eacute;cima  Revis&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o Estat&iacute;stica Internacional de Doen&ccedil;as e Problemas  Relacionados &agrave; Sa&uacute;de (CID-10),<sup>19</sup> e por causas mal definidas, em  cap&iacute;tulo espec&iacute;fico (cap&iacute;tulo XVIII), foram redistribu&iacute;dos em quatro etapas  consecutivas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A primeira etapa  consistiu em redistribuir proporcionalmente os c&oacute;digos inespec&iacute;ficos de c&acirc;ncer  de &oacute;rg&atilde;os genitais femininos (OGF), como a neoplasia maligna dos &oacute;rg&atilde;os genitais femininos com les&atilde;o invasiva  (C57.8) e a neoplasia maligna de &oacute;rg&atilde;o genital feminino, n&atilde;o especificado  (C57.9) entre todos os c&acirc;nceres de &oacute;rg&atilde;os genitais femininos (c&oacute;digos C51 a  C58).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Na segunda etapa, os &oacute;bitos codificados como neoplasia maligna de outras  localiza&ccedil;&otilde;es e de localiza&ccedil;&otilde;es  mal definidas  (C76), neoplasia maligna sem especifica&ccedil;&atilde;o de localiza&ccedil;&atilde;o (C80) e neoplasias de  localiza&ccedil;&otilde;es m&uacute;ltiplas independentes (C97) foram redistribu&iacute;dos  proporcionalmente entre todos os c&acirc;nceres (C00 a C96).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na terceira etapa, os  &oacute;bitos por neoplasia de &uacute;tero sem especifica&ccedil;&atilde;o (C55) foram distribu&iacute;dos entre  os c&acirc;nceres do corpo do &uacute;tero e  do colo do &uacute;tero (C53 e C54).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Finalizando, na  quarta etapa, redistribu&iacute;ram-se  as causas  inespec&iacute;ficas e mal definidas, contidas no cap&iacute;tulo XVIII (Sintomas, sinais e  achados anormais de exames cl&iacute;nicos e de laborat&oacute;rio, n&atilde;o classificados em  outra parte) pro-rata entre todas as causas de &oacute;bitos, exceto as causas externas,  as quais sup&otilde;e-se contarem com  cobertura pr&oacute;xima de 100,0%, e as neoplasias, para  as quais se utilizou o peso de 0,5 por serem  consideradas mais bem declaradas que as demais doen&ccedil;as.<sup>17,20</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Como vari&aacute;vel  socioecon&ocirc;mica, utilizou-se o &Iacute;ndice de Desenvolvimento  Humano (IDH) referente ao ano 2000,  para aferir o  desenvolvimento das macrorregi&otilde;es de sa&uacute;de do estado. O IDH pressup&otilde;e que, para  aferir o avan&ccedil;o de uma popula&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se deve considerar apenas a dimens&atilde;o  econ&ocirc;mica e sim, tamb&eacute;m, outras caracter&iacute;sticas sociais, culturais e pol&iacute;ticas que  influenciam a qualidade da vida humana. Os valores do IDH s&atilde;o obtidos diretamente do <i>software </i>'Atlas  do Desenvolvimento Humano no Brasil'.<sup>21</sup> Como os dados est&atilde;o  dispon&iacute;veis para os munic&iacute;pios, foi estimado o IDH para as macrorregi&otilde;es de  sa&uacute;de de Minas Gerais utilizando-se os c&aacute;lculos das m&eacute;dias ponderadas das tr&ecirc;s  dimens&otilde;es que resultam no &iacute;ndice final: longevidade; educa&ccedil;&atilde;o; e renda. A  pondera&ccedil;&atilde;o foi feita com base na popula&ccedil;&atilde;o sobre a qual os &iacute;ndices parciais s&atilde;o  baseados. A longevidade e a renda foram ponderadas pela popula&ccedil;&atilde;o total dos  munic&iacute;pios. J&aacute; a educa&ccedil;&atilde;o, que usa a taxa de alfabetiza&ccedil;&atilde;o e a taxa de frequ&ecirc;ncia &agrave; escola para gerar um  &iacute;ndice parcial, teve esses &iacute;ndices ponderados pela popula&ccedil;&atilde;o de 15 anos ou mais  e pela popula&ccedil;&atilde;o de 7 a 22 anos de idade, respectivamente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Foram calculados os  valores absolutos e as taxas brutas de &oacute;bitos por CCU. Para o c&aacute;lculo das  taxas, foram utilizadas as popula&ccedil;&otilde;es das macrorregi&otilde;es de sa&uacute;de, segundo o  PDR-MG.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A varia&ccedil;&atilde;o percentual relativa (VPR) foi usada para quantificar a propor&ccedil;&atilde;o  da diferen&ccedil;a observada entre a taxa bruta de mortalidade e a taxa bruta com os  dados corrigidos, tendo como refer&ecirc;ncia a taxa bruta. Sua forma de c&aacute;lculo  constitui-se na subtra&ccedil;&atilde;o da raz&atilde;o entre a taxa corrigida e a taxa bruta e uma  unidade. Este valor multiplicado por 100 resulta na propor&ccedil;&atilde;o de acr&eacute;scimo da taxa corrigida em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; taxa bruta.</font> <font size="2" face="Verdana">As correla&ccedil;&otilde;es entre  as taxas de mortalidade por CCU, o IDH e a VPR nas macrorregi&otilde;es foram testadas  pela estat&iacute;stica de Pearson. Para quantificar as rela&ccedil;&otilde;es mais importantes  entre as vari&aacute;veis correlacionadas, foi ajustada uma regress&atilde;o linear.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> No que concerne aos  aspectos &eacute;ticos, o presente estudo foi elaborado com dados secund&aacute;rios, disponibilizados  ao p&uacute;blico,<sup>7</sup> sem informa&ccedil;&otilde;es nominais ou outras que pudessem  identificar os indiv&iacute;duos envolvidos. Os dados foram utilizados de forma agregada, exclusivamente para a  realiza&ccedil;&atilde;o dos objetivos do estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><b><font size="3">  Resultados</font></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Foram registrados 325.422 &oacute;bitos totais no  estado de Minas Gerais entre os anos de 2004 e 2006. Como segunda causa de  mortalidade, o c&acirc;ncer representou 13,5% dos &oacute;bitos em ambos os sexos, sendo o CCU respons&aacute;vel por 1.042 &oacute;bitos de mulheres, o  que corresponde a 5,3% dos &oacute;bitos por c&acirc;ncer  em mulheres.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As causas mal  definidas representaram 11,9% dos &oacute;bitos ocorridos  no estado, no global do per&iacute;odo 20042006.  A  macrorregi&atilde;o Sudeste teve a menor propor&ccedil;&atilde;o de causas mal definidas (8,1%), e a macrorregi&atilde;o  Norte de Minas, a maior (29,4%), representando a  varia&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima entre macrorregi&otilde;es (262,0%). No geral, as maiores propor&ccedil;&otilde;es  de &oacute;bitos por causas mal definidas foram observadas nas regi&otilde;es que comp&otilde;em o  norte do estado e as menores nas regi&otilde;es do sul.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Diferentemente das  causas mal definidas, a propor&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos classificados com c&oacute;digos  inespec&iacute;ficos das neoplasias apresentaram valores espacialmente heterog&ecirc;neos no estado. Nas  macrorregi&otilde;es Sul (10,4%) e Jequitinhonha (10,0%), foram observadas as  maiores propor&ccedil;&otilde;es das causas mal definidas, enquanto a Nordeste e Centro  (ambas com 5,8%) tiveram as menores  propor&ccedil;&otilde;es.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os &oacute;bitos atribu&iacute;dos a causas inespec&iacute;ficas por neoplasias dos c&acirc;nceres de  &oacute;rg&atilde;os genitais femininos (OGF) apresentaram as mais altas propor&ccedil;&otilde;es nas  macrorregi&otilde;es Nordeste (35,0%) e Leste (33,5%). J&aacute; as macrorregi&otilde;es  Tri&acirc;ngulo do Norte (15,0%) e Norte de Minas (16,5%) apresentaram os  menores valores para o indicador. Assim como as propor&ccedil;&otilde;es dos c&oacute;digos  inespec&iacute;ficos das neoplasias, as causas de &oacute;bitos classificadas como  inespec&iacute;ficas dos OGF apresentaram propor&ccedil;&otilde;es espacialmente dispersas pelo estado mineiro.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#t1">Tabela 1</a> e nas <a href="#f1">figuras 1</a> e <a href="#f2">2</a>, s&atilde;o apresentadas as  taxas de mortalidade por CCU no estado e macrorregi&otilde;es de sa&uacute;de, a VPR e os  valores do IDH. A taxa bruta de mortalidade foi de 3,6 &oacute;bitos por 100 mil mulheres em   Minas Gerais. Ap&oacute;s corre&ccedil;&atilde;o, esse valor aumentou para 6,8 por 100 mil mulheres, o que representou um incremento de 88,9%. As macrorregi&otilde;es  Nordeste (232,9%), Jequitinhonha (221,7%) e Leste (139,2%) apresentaram os  maiores aumentos nas taxas ap&oacute;s a corre&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos. Com 43,3%, a macrorregi&atilde;o  Tri&acirc;ngulo do Norte teve o menor acr&eacute;scimo nos &oacute;bitos depois da corre&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v21n4/4a04t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v21n4/4a04f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v21n4/4a04f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana">Os valores mais  baixos do IDH foram observados nas macrorregi&otilde;es Nordeste (0,66), Jequitinhonha (0,68) e Norte de Minas (0,70); ou seja, houve uma  concentra&ccedil;&atilde;o dos piores &iacute;ndices ao norte do estado. As macrorregi&otilde;es Tri&acirc;ngulo  do Norte (0,81), Tri&acirc;ngulo do Sul (0,81) e Centro (0,80) apresentaram os  maiores &iacute;ndices (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Analisando-se as taxas de mortalidade por CCU segundo faixa et&aacute;ria, verificou-se que, na maioria das  macrorregi&otilde;es, o coeficiente de mortalidade foi maior nas faixas et&aacute;rias mais  avan&ccedil;adas. O Tri&acirc;ngulo do Sul</font> <font size="2" face="Verdana">e o Leste do Sul  apresentaram as maiores taxas entre adultos jovens (20 a 29 anos de idade). As faixas et&aacute;rias de 70 a 79 anos e 80 e mais anos  apresentaram os maiores coeficientes, conforme esperado.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Com rela&ccedil;&atilde;o aos  resultados da an&aacute;lise das correla&ccedil;&otilde;es de Pearson entre os  dados de mortalidade, taxas e raz&otilde;es das taxas, e o IDH, n&atilde;o se verificou  correla&ccedil;&atilde;o significante entre o IDH e as taxas de mortalidade corrigidas.  Entretanto, a correla&ccedil;&atilde;o entre o IDH e a VPR das taxas de mortalidade por CCU  referentes &agrave;s macrorregi&otilde;es de Minas Gerais antes e ap&oacute;s a corre&ccedil;&atilde;o dos dados foi  significativa (valor de p&lt;0,001), de -0,92 (estat&iacute;stica de Pearson). Isso significa que  quanto mais desenvolvida a macrorregi&atilde;o, menor a corre&ccedil;&atilde;o nas taxas de  mortalidade por CCU. Tamb&eacute;m foi observada a correla&ccedil;&atilde;o significativa entre o  IDH, o VPR e as taxas de mortalidade por CCU sem corre&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ap&oacute;s a remo&ccedil;&atilde;o de ponto discrepante relativo &agrave; macrorregi&atilde;o Nordeste, a  regress&atilde;o linear entre a taxa bruta de mortalidade por CCU e o IDH mostrou bom  ajuste. Outrossim, verificou-se que quanto maior o  IDH, maior foi a taxa de mortalidade observada (<a href="#f3">Figura 3</a>). Tamb&eacute;m a rela&ccedil;&atilde;o entre a raz&atilde;o das taxas de mortalidade corrigidas e sem corre&ccedil;&atilde;o e o IDH ajustou-se muito bem em um  modelo de regress&atilde;o linear, com um R<sup>2</sup> de 0,84 (<a href="#f4">Figura 4</a>). A f&oacute;rmula do modelo mostrou que, para um aumento de  um cent&eacute;simo de ponto do IDH em uma macrorregi&atilde;o, a corre&ccedil;&atilde;o das taxas de mortalidade  diminuiu em aproximadamente 11,0%.</font></p>     <p><a name="f3"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v21n4/4a04f3.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><a name="f4"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v21n4/4a04f4.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Neste estudo, a  corre&ccedil;&atilde;o da magnitude da mortalidade por CCU mostrou-se  correlacionada com o desenvolvimento aferido pelo IDH: quanto mais desenvolvida  a macrorregi&atilde;o, menor a corre&ccedil;&atilde;o nos dados de mortalidade notificados ao SIM. Sabe-se que o n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico  da regi&atilde;o pode condicionar a qualidade dos servi&ccedil;os de sa&uacute;de, inclusive a  qualidade dos dados de &oacute;bitos coletados.<sup>22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A taxa de mortalidade  por CCU ap&oacute;s a corre&ccedil;&atilde;o nas macrorregi&otilde;es do  estado teve um aumento proporcional  de at&eacute; 233,0%  no per&iacute;odo 2004-2006, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; taxa bruta calculada, sem considerar a  ocorr&ecirc;ncia de sub-registro de &oacute;bitos, de causas mal definidas e de causas  inespec&iacute;ficas das neoplasias. Em estudos feitos com corre&ccedil;&atilde;o dos &oacute;bitos por CCU  para o Brasil e estados da regi&atilde;o Nordeste do pa&iacute;s, verificou-se  varia&ccedil;&atilde;o  superior a 340,0% no interior da Regi&atilde;o; e acima de 500,0% para o interior do  Maranh&atilde;o e do Piau&iacute;.<sup>16,20</sup> Ressalta-se que, da mesma forma que os  estados do Maranh&atilde;o e do Piau&iacute; apresentam os menores IDH do Brasil, a macrorregi&atilde;o  Nordeste de Minas Gerais apresenta o menor IDH do estado.<sup>21</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No presente trabalho,  as macrorregi&otilde;es Leste do Sul e Sul apresentaram as taxas de mortalidade mais  baixas, enquanto a macrorregi&atilde;o Nordeste, a maior taxa de mortalidade por CCU  ap&oacute;s corre&ccedil;&atilde;o: 12,3 &oacute;bitos/100 mil mulheres. Este resultado &eacute; condizente com a  literatura que relata uma tend&ecirc;ncia, de a mortalidade por c&acirc;ncer do colo do &uacute;tero ser mais alta em popula&ccedil;&otilde;es de mais baixo n&iacute;vel  socioecon&ocirc;mico.<sup>3,23</sup> As falhas que podem ocorrer nos sistemas de  sa&uacute;de, como o tempo entre o diagn&oacute;stico e o in&iacute;cio do tratamento, a baixa cobertura do  exame de Papanicolau e a falta de informa&ccedil;&atilde;o das mulheres, s&atilde;o problemas  fundamentais para um melhor controle do CCU.<sup>24</sup> Em rela&ccedil;&atilde;o ao perfil  de produ&ccedil;&atilde;o do exame citopatol&oacute;gico em Minas Gerais, verificou-se uma concentra&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica de 70,0% dos munic&iacute;pios do grupo com melhor qualidade do exame no centro e sul do estado; e 80,0% dos  munic&iacute;pios do grupo com os piores resultados, concentrados ao norte e leste do  estado.<sup>25</sup> Dessa forma, fica claro que dentro de um mesmo estado,  existem desigualdades no acesso &agrave;s a&ccedil;&otilde;es de rastreamento para a doen&ccedil;a.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O resultado inesperado ficou com o Tri&acirc;ngulo do Norte que, a despeito de  contar com o maior IDH</font> <font size="2" face="Verdana">entre todas as  macrorregi&otilde;es de sa&uacute;de do estado, apresentou a maior taxa de mortalidade por  CCU antes da corre&ccedil;&atilde;o (5,5  &oacute;bitos por 100 mil mulheres); e que, apesar do menor VPR observado,  manteve-se no posto da segunda maior taxa ap&oacute;s a corre&ccedil;&atilde;o, de 7,9 por 100 mil mulheres. Este  resultado poderia ser considerado inconsistente, uma vez que os servi&ccedil;os de  sa&uacute;de dispon&iacute;veis costumam incluir desde a aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria at&eacute; a assist&ecirc;ncia  aos pacientes com diagn&oacute;stico confirmado, al&eacute;m de  serem melhores em regi&otilde;es mais desenvolvidas.<sup>3</sup> Uma poss&iacute;vel  explica&ccedil;&atilde;o seria um melhor preparo dos recursos humanos dessa regi&atilde;o no que diz  respeito ao preenchimento e codifica&ccedil;&atilde;o das DO, minimizando erros do processo  de coleta de dados. Novos estudos s&atilde;o necess&aacute;rios para esclarecimento dessa hip&oacute;tese e  outros poss&iacute;veis determinantes relacionados com as altas taxas observadas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ao se considerar as  taxas brutas de mortalidade por CCU sem corre&ccedil;&atilde;o, verificou-se correla&ccedil;&atilde;o significativa positiva entre o IDH e as  taxas; ou seja, quanto maior o IDH, maior a taxa de mortalidade por CCU, o que representa um achado  inconsistente. Tamb&eacute;m foi observada alt&iacute;ssima correla&ccedil;&atilde;o negativa - valor pr&oacute;ximo de -1,0 - entre a raz&atilde;o das taxas brutas de mortalidade, corrigidas e sem corre&ccedil;&atilde;o, e o IDH. Estes  resultados refor&ccedil;am a necessidade de corre&ccedil;&atilde;o nos dados  de mortalidade para o CCU, visto que altas taxas de mortalidade s&atilde;o, na  verdade, observadas em regi&otilde;es com baixo desenvolvimento.<sup>3,22</sup> Ou  seja, o uso direto dos dados de mortalidade com o objetivo de compara&ccedil;&atilde;o entre  regi&otilde;es com qualidade heterog&ecirc;nea de informa&ccedil;&otilde;es deve ser evitado, pois os  resultados gerados podem estar enviesados, conforme j&aacute; destacado no caso do  Brasil.<sup>26-29</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s  limita&ccedil;&otilde;es deste estudo, o fato de n&atilde;o haver consenso sobre os m&eacute;todos de corre&ccedil;&atilde;o a serem utilizados  faz com que a redistribui&ccedil;&atilde;o proporcional das mortes por causas mal definidas  segundo causas definidas venha sendo questionada.<sup>25,28</sup> Neste estudo,  procurou-se minimizar poss&iacute;vel vi&eacute;s de superestima&ccedil;&atilde;o dos c&acirc;nceres na  redistribui&ccedil;&atilde;o das causas mal definidas  aplicando-se  - conforme citado anteriormente - um peso de 0,5.<sup>16,20</sup>  De toda forma, o m&eacute;todo direto  representa o m&eacute;todo ideal, menos sujeito a erros de estima&ccedil;&atilde;o e, portanto,  digno de prioridade em a&ccedil;&otilde;es que pretendam melhorar a qualidade do SIM e permitam  o c&aacute;lculo direto das taxas.<sup>29</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A desigualdade de acesso a determinados bens e servi&ccedil;os, especialmente os  que dizem respeito &agrave; Sa&uacute;de,</font> <font size="2" face="Verdana">al&eacute;m de fatores culturais e socioecon&ocirc;micos e dist&acirc;ncias entre as comunidades e  os cart&oacute;rios, reflete-se em problemas relacionados ao sub-registro dos eventos  vitais<sup>30</sup> e na subnotifica&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos ao SIM.<sup>13</sup> As &aacute;reas  com sistemas de informa&ccedil;&otilde;es que apresentem baixos valores nos indicadores de  qualidade merecem, portanto, a&ccedil;&otilde;es espec&iacute;ficas que levem em considera&ccedil;&atilde;o suas  peculiaridades, para que o avan&ccedil;o na qualidade da informa&ccedil;&atilde;o seja evidenciado  em todas as regi&otilde;es do pa&iacute;s e dos estados.<sup>31</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Assim como na maior parte mundo, as taxas de incid&ecirc;ncia e  mortalidade do CCU t&ecirc;m mostrado um decl&iacute;nio nos dados nacionais do Brasil,<sup>3,4,10,16,20,32 </sup>onde, nos &uacute;ltimos anos, as doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas n&atilde;o transmiss&iacute;veis - DCNT - t&ecirc;m  sido foco de pol&iacute;ticas de preven&ccedil;&atilde;o, promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, e de trabalhos  intersetoriais integrados com a assist&ecirc;ncia m&eacute;dica.<sup>33,34</sup> Desde  ent&atilde;o, o pa&iacute;s vem ampliando a cobertura populacional de oferta de exames  citopatol&oacute;gicos e o n&uacute;mero de laborat&oacute;rios com capacidade para realiz&aacute;-los.<sup>23</sup>  Salienta-se que essas a&ccedil;&otilde;es devem continuar a ser aprimoradas para reduzir as  mortes por CCU, visto que as taxas de mortalidade por essa doen&ccedil;a em pa&iacute;ses  desenvolvidos s&atilde;o inferiores a 2 &oacute;bitos por 100 mil mulheres.<sup>1</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Fatores que contribuem para piores condi&ccedil;&otilde;es sociais das  mulheres, principalmente o n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o, devem ser combatidos pelo Poder  P&uacute;blico, permanentemente, ainda que por a&ccedil;&otilde;es que produzam resultados a m&eacute;dio  e longo prazo, para que haja uma melhora futura nos indicadores do CCU.<sup>9</sup>  A&ccedil;&otilde;es de preven&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a e de promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de devem ser elaboradas pelos</font> <font size="2" face="Verdana">gestores de forma a minimizar as taxas de incid&ecirc;ncia e  mortalidade, haja vista o CCU apresentar um dos maiores potenciais de preven&ccedil;&atilde;o  e cura, quando detectado antes de desenvolver a forma invasiva.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A magnitude da mortalidade corrigida por CCU no estado de Minas  Gerais apresentou valores mais expressivos do que a observada sobre dados do SIM  sem corre&ccedil;&atilde;o. A an&aacute;lise regionalizada mostrou, ainda, que a corre&ccedil;&atilde;o foi  diferenciada segundo as macrorregi&otilde;es do estado: aquelas macrorregi&otilde;es de pior  desenvolvimento apresentaram as maiores corre&ccedil;&otilde;es. A an&aacute;lise de situa&ccedil;&atilde;o de  sa&uacute;de com dados de mortalidade corrigidos &eacute; uma estrat&eacute;gia importante no  planejamento de a&ccedil;&otilde;es para controle dessa mol&eacute;stia. Estudos com os dados do SIM  que revelem suas limita&ccedil;&otilde;es e adotem metodologias de corre&ccedil;&atilde;o de &oacute;bitos devem  ser estimulados, para servir de incentivo a todos os profissionais de sa&uacute;de  envolvidos e comprometidos com a melhoria da qualidade do Sistema de  Informa&ccedil;&otilde;es sobre Mortalidade.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">  <b>Contribui&ccedil;&atilde;o dos autores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Teixeira RA e Fran&ccedil;a EB participaram da concep&ccedil;&atilde;o do estudo, corre&ccedil;&atilde;o dos  &oacute;bitos, an&aacute;lise dos dados, interpreta&ccedil;&atilde;o dos resultados, elabora&ccedil;&atilde;o do texto e  reda&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o final do manuscrito. Valente JG participou da an&aacute;lise dos  dados e contribuiu na discuss&atilde;o e reda&ccedil;&atilde;o final do artigo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Todos os autores aprovaram a vers&atilde;o final do manuscrito. </font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">  <b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">  1. World Health Organization. International  Agency for Research on Cancer. GLOBOCAN 2008: cancer incidence and mortality worldwide.  Lyon: IARC; 2008.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. Parkin DM, Whelan SL, Ferlay J, Teppo  L, Thomas DB. Cancer incidence in five continents. France: International Agency of  Research on Cancer; 2002.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. University of Washington. Institute for Health and  Evaluation. The challenge ahead: progress and setbacks in breast and cervical cancer.  Seattle: IHME; 2011.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 4. Alves CMM, Guerra MR, Bastos RR. Tend&ecirc;ncia de mortalidade por  c&acirc;ncer de colo de &uacute;tero para o Estado de Minas Gerais, Brasil, 1980-2005. Cadernos de  Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2009; 25(8):1693-1700.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">  5. World Health Organization.  Comprehensive cervical cancer control: a guide to essential practice. Geneva: World Health Organization; 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 6. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Aten&ccedil;&atilde;o &agrave; Sa&uacute;de. Instituto  Nacional do C&acirc;ncer. Coordena&ccedil;&atilde;o de Preven&ccedil;&atilde;o e Vigil&acirc;ncia. Estimativa 2012:  incid&ecirc;ncia de c&acirc;ncer no Brasil. Rio de Janeiro: INCA; 2011.</font><p><font size="2" face="Verdana"> 7. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Departamento de Inform&aacute;tica do SUS.  Informa&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de. Estat&iacute;sticas vitais &#91;acessado em out. 2011&#93;. Dispon&iacute;vel  em <a href="http://www.datasus.gov.br." target="_blank">http://www.datasus.gov.br</a></font><a href="http://www.datasus.gov.br.">.</a></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. World Health Organization. The world  health organization's fight against cancer: strategies that prevent, cure and  care. Geneva:  World Health Organization; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">9. Bray F, Loos AH, Mccarron P,  Weiderpass E, Arbyn M, Moller H, et al. Trends in cervical squamous cell carcinoma  incidence in 13 European countries: changing risk and the effects of screening.  Cancer Epidemiology, Biomarkers &amp; Prevention. 2005;14(3):677-686.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 10. Monteiro GTR, Koifman RJ, Koifman  S. Confiabilidade e validade dos atestados de &oacute;bito por neoplasias. I. Confiabilidade da codifica&ccedil;&atilde;o para o conjunto das neoplasias no  Estado do Rio de Janeiro. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 1997;13 Supl 1:S39-52.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 11. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Secretaria de Assist&ecirc;ncia &agrave; Sa&uacute;de. Instituto  Nacional de C&acirc;ncer. C&acirc;ncer no Brasil: dados dos registros de base populacional.  Rio de Janeiro: INCA; 2010.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 12. Paes NA. Qualidade das estat&iacute;sticas de &oacute;bitos por causas  desconhecidas dos Estados brasileiros. Revista Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2007;41(3):436-445.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 13. Campos D, Fran&ccedil;a E, Loschi RH, Souza MFM. Uso da aut&oacute;psia verbal na investiga&ccedil;&atilde;o de  &oacute;bitos com causa mal definida em Minas Gerais, Brasil. 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Textos  b&aacute;sicos de sa&uacute;de)</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2"><b><font size="2" face="verdana"><b><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a></b></b></font></b></font><font size="2" face="Verdana"><b>Endere&ccedil;o  para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Av. Alfredo Balena, 190, 10<sup>o</sup> andar,    <br>   Santa Efig&ecirc;nia, Belo Horizonte-MG, Brasil.    <br>   CEP: 30130-100    <br> <i>E-mail:</i><a href="mailto:efranca@medicina.ufmg.br" target="_blank">efranca@medicina.ufmg.br</a></font></p>     ]]></body>
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