<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1679-4974</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Epidemiol. Serv. Saúde]]></abbrev-journal-title>
<issn>1679-4974</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente - Ministério da Saúde do Brasil]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1679-49742012000400007</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S1679-49742012000400007</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Indicadores de efetividade do Programa de Tratamento do Tabagismo no Sistema Único de Saúde em Minas Gerais, Brasil, 2008]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Indicators of effectiveness of the Unified Health System Smoking Cessation Program in Minas Gerais, Brazil, 2008]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Santos]]></surname>
<given-names><![CDATA[Juliana Dias Pereira dos]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Duncan]]></surname>
<given-names><![CDATA[Bruce Bartholow]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sirena]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sérgio Antônio]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Vigo]]></surname>
<given-names><![CDATA[Álvaro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Abreu]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mery Natali Silva]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A04"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Secretaria de Saúde da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Belo Horizonte MG]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal do Rio Grande do Sul Programa de Pós-graduação em Epidemiologia ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto Alegre RS]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Centro de Educação Tecnológica e Pesquisa em Saúde  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Porto Alegre RS]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A04">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Minas Gerais  ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Belo Horizonte MG]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>21</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>579</fpage>
<lpage>588</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1679-49742012000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1679-49742012000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1679-49742012000400007&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[OBJETIVO: analisar indicadores de efetividade do Programa de Tratamento do Tabagismo oferecido pelo Sistema Único de Saúde em 60 municípios do estado de Minas Gerais, Brasil, em 2008. MÉTODOS: foi realizado estudo ecológico; os indicadores de efetividade foram descritos e o risco relativo (RR; IC95%) foi calculado para analisar a associação entre uso de medicamentos (>60,0% usuários com apoio medicamentoso) e sucesso (>50,0% usuários sem fumar na quarta sessão). RESULTADOS: o programa, disponível em apenas 7,0% dos municípios mineiros, apresentou grande heterogeneidade em seus indicadores; a taxa média de permanência foi 71,8% (IC95%: 67,1-76,5), de cessação na quarta semana foi 40,5% (IC95%: 34,3-46,5) e de uso de medicamentos foi 57,8% (IC95%: 49,2-66,3); encontrou-se forte relação entre uso de medicamentos e taxa de sucesso (RR 2,29; IC95%: 1,42-3,66, p<0,05). CONCLUSÃO: o programa parece efetivo, sendo melhor em municípios onde o tratamento medicamentoso é oferecido para mais de 60,0% dos pacientes.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: to evaluate the effectiveness indicators of the Tobacco Addiction Treatment Program of 60 municipalities in the State of Minas Gerais in 2008; offered by the Brazilian Public Health System. METHODS: An ecologic study was conducted. We described the indicators of effectiveness and calculated the Relative Risk (RR; CI95%) to evaluate the association between the medication intake (>65.0% of users with medication support) and the program success (>50.0% of users not smoking up to the fourth session. RESULTS: The program is available in only 7.0% of municipalities of Minas Gerais; shows important heterogeneity in its indicators. The average rate of retention was 71.8% (CI95%: 67.1-76.5), of cessation was 40.5% (CI95%: 34.3-46.5) and use of medication was 57.8% (CI95%: 49.2-6613). We found a strong association between medication use and cessation (RR 2.29; CI95%: 1.42-3.66, p<0.05). CONCLUSION: The program seems to be effective, and shows better performance in municipalities in which drug treatment was offered to more than 60.0% of patients.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Tabagismo]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Abandono do Hábito de Fumar]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Abandono do Uso de Tabaco]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Atenção Primária à Saúde]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Estudos Ecológicos]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Smoking]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Smoking Cessation]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Tobacco Use Cessation]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Primary Health Care]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Ecological Studies]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="4" face="Verdana"><b><a name="topo"></a>Indicadores de efetividade do Programa de  Tratamento do Tabagismo no Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de em Minas Gerais, Brasil,  2008</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><b><font size="3">Indicators of effectiveness of the Unified Health  System Smoking Cessation Program in Minas Gerais, Brazil, 2008 </font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Juliana Dias Pereira  dos Santos<sup>I</sup>; Bruce  Bartholow Duncan<sup>II</sup>; S&eacute;rgio  Ant&ocirc;nio Sirena<sup>III</sup>; &Aacute;lvaro Vigo<sup>II</sup>; Mery  Natali Silva Abreu<sup>IV</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <sup>I</sup>Secretaria de Sa&uacute;de  da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, Belo Horizonte-MG, Brasil     <br>   <sup>II</sup>Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Epidemiologia,  Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre-RS, Brasil     ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Centro de Educa&ccedil;&atilde;o  Tecnol&oacute;gica e Pesquisa em Sa&uacute;de - Escola GHC, Grupo  Hospitalar Concei&ccedil;&atilde;o, Porto Alegre-RS, Brasil     <br>  <sup>IV</sup>Departamento de Enfermagem Aplicada, Escola de Enfermagem, Universidade  Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte-MG, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><b>OBJETIVO</b>: </b>analisar indicadores de efetividade do Programa de Tratamento do Tabagismo  oferecido pelo Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de em 60 munic&iacute;pios do estado de Minas Gerais, Brasil,  em 2008.     <br>     <b><b>M&Eacute;TODOS</b>: </b>foi realizado  estudo ecol&oacute;gico; os indicadores de efetividade foram descritos e o risco relativo (RR; IC<sub>95%</sub>)  foi calculado para analisar a associa&ccedil;&atilde;o entre uso de medicamentos (&gt;60,0%  usu&aacute;rios com apoio medicamentoso) e sucesso (&gt;50,0% usu&aacute;rios sem fumar na quarta  sess&atilde;o).     <br>     <b><b>RESULTADOS</b>: </b>o programa, dispon&iacute;vel em apenas 7,0% dos munic&iacute;pios  mineiros, apresentou grande heterogeneidade em seus indicadores; a taxa m&eacute;dia  de perman&ecirc;ncia foi 71,8% (IC<sub>95%</sub>: 67,1-76,5), de cessa&ccedil;&atilde;o na quarta semana foi 40,5% (IC<sub>95%</sub>:  34,3-46,5) e de uso de medicamentos foi 57,8% (IC<sub>95%</sub>: 49,2-66,3);  encontrou-se forte rela&ccedil;&atilde;o  entre uso de medicamentos e taxa de sucesso (RR 2,29; IC<sub>95%</sub>: 1,42-3,66, p&lt;0,05).     <br>     <b><b>CONCLUS&Atilde;O</b>: </b>o programa parece efetivo, sendo melhor em munic&iacute;pios onde o tratamento  medicamentoso &eacute; oferecido para mais de 60,0% dos pacientes.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>  <font size="2" face="Verdana"><b>Palavras-chave: </b>Tabagismo; Abandono do H&aacute;bito de Fumar;  Abandono do Uso de Tabaco; Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &agrave; Sa&uacute;de; Estudos Ecol&oacute;gicos.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>OBJECTIVE: </b>to evaluate the effectiveness indicators of the Tobacco Addiction  Treatment Program of 60 municipalities in the State of Minas Gerais in 2008; offered  by the Brazilian Public Health System.    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><b>METHODS: </b>An ecologic study was  conducted. We described the indicators of effectiveness and calculated the  Relative Risk (RR; CI<sub>95%</sub>) to evaluate the association between the medication  intake (&gt;65.0% of users with medication support) and the program success  (&gt;50.0% of users not smoking up to the fourth session.    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><b>RESULTS: </b>The  program is available in only 7.0% of municipalities of Minas Gerais; shows  important heterogeneity in its indicators. The average rate of retention was 71.8%  (CI<sub>95%</sub>: 67.1-76.5), of cessation was 40.5% (CI<sub>95%</sub>: 34.3-46.5)  and use of medication was 57.8% (CI<sub>95%</sub>: 49.2-6613). We found a  strong association between medication use and cessation (RR 2.29; CI<sub>95%</sub>:  1.42-3.66, p&lt;0.05).</font><font size="2" face="Verdana">    <br> </font><font size="2" face="Verdana"><b>CONCLUSION: </b>The program seems to be effective,  and shows better performance in municipalities in which drug treatment was  offered to more than 60.0% of patients.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>Key words: </b>Smoking;  Smoking Cessation; Tobacco Use Cessation; Primary Health Care; Ecological  Studies.</font></p> <hr size="1">     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font face="Verdana"><b><font size="3">Introdu&ccedil;&atilde;o</font></b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> No s&eacute;culo XX, a epidemia tab&aacute;gica matou 100 milh&otilde;es de pessoas no  mundo. No s&eacute;culo XXI, poder&aacute; matar um bilh&atilde;o.<sup>1</sup> Uma das estrat&eacute;gias  preconizadas pela Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de para o enfrentamento deste  problema &eacute; o tratamento da depend&ecirc;ncia do fumo. As estrat&eacute;gias terap&ecirc;uticas s&atilde;o  clinicamente efetivas, e a&ccedil;&otilde;es de Sa&uacute;de P&uacute;blica, altamente custo-efetivas.<sup>1,2</sup>  No Brasil, o tratamento da depend&ecirc;ncia do fumo &eacute; oferecido pelo Sistema &Uacute;nico  de Sa&uacute;de (SUS) mediante um programa coordenado pelo Instituto Nacional do  C&acirc;ncer (INCA), que ampliou seu acesso com a inclus&atilde;o da oferta do servi&ccedil;o na rede  de Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria a partir de 2004.<sup>3,4</sup> S&atilde;o poucas as avalia&ccedil;&otilde;es da  efetividade e do alcance do Programa de Tratamento de Tabagismo no SUS ap&oacute;s sua  amplia&ccedil;&atilde;o.<sup>5-7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O tratamento do tabagismo foi inserido na rede de Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria  do SUS pelas Portarias Ministeriais GM/MS n<sup>o</sup> 1.035, de maio de 2004,  e SAS/MS n<sup>o</sup>  442, de agosto de 2004, aprovando o Plano de Implanta&ccedil;&atilde;o da Abordagem e  Tratamento do Tabagismo no SUS e Protocolo Cl&iacute;nico e Diretrizes Terap&ecirc;uticas -  Depend&ecirc;ncia &agrave; Nicotina. Essas Portarias ampliaram o acesso da abordagem e  tratamento do tabagismo, dos servi&ccedil;os de m&eacute;dia complexidade para os centros de  sa&uacute;de.<sup>4,8</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O programa de tratamento sugerido pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de prop&otilde;e  diretrizes para a terap&ecirc;utica do fumante. A primeira delas &eacute; a avalia&ccedil;&atilde;o  inicial, com uso de question&aacute;rio padronizado sobre hist&oacute;ria tab&aacute;gica, presen&ccedil;a  de comorbidades, grau de depend&ecirc;ncia de nicotina (teste de Fagerstrom) e  est&aacute;gio motivacional para defini&ccedil;&atilde;o do plano terap&ecirc;utico. A segunda &eacute; a  indica&ccedil;&atilde;o de participa&ccedil;&atilde;o do paciente em grupos de terapia  cognitivo-comportamental. Dessas sess&otilde;es terap&ecirc;uticas, as quatro primeiras s&atilde;o  semanais (primeiro m&ecirc;s de tratamento) e trazem roteiro bastante sistematizado,  a partir de um manual padronizado para cada uma delas. O tratamento individual  &eacute; outra alternativa. A terceira &eacute; a indica&ccedil;&atilde;o de apoio medicamentoso aos  pacientes com elevado e muito elevado grau de depend&ecirc;ncia. As unidades de atendimento  cadastradas recebem, gratuitamente, gomas de mascar de 2mg, adesivos de  nicotina de 7, 14 e 21mg e bupropiona 150mg, al&eacute;m de manuais destinados aos  participantes e coordenadores das sess&otilde;es e cartazes educativos.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Durante a exist&ecirc;ncia do programa, o ano de 2007 foi o  primeiro em que todos os medicamentos (bupro</font><font size="2" face="Verdana">piona, adesivo e goma) foram distribu&iacute;dos.<sup>5</sup> Naquele  ano, entretanto, faltaram os manuais. Em 2008, o Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de forneceu  manuais, adesivos para reposi&ccedil;&atilde;o nicot&iacute;nica e bupropiona com regularidade; o  problema, dessa vez, foi o fornecimento de goma de mascar, embora essa  alternativa terap&ecirc;utica seja a menos usada como apoio medicamentoso. Por esses  motivos, o ano de 2008 permite boa oportunidade para avalia&ccedil;&atilde;o do tratamento  oferecido pelo programa atrav&eacute;s da terapia cognitivo-comportamental,  estruturada nos manuais, e da distribui&ccedil;&atilde;o gratuita dos principais medicamentos  de apoio.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">  Esta pesquisa tem o  objetivo de analisar indicadores de efetividade deste programa nos munic&iacute;pios cadastrados do estado de Minas  Gerais em 2008 e descrever oferta e taxas de perman&ecirc;ncia, cessa&ccedil;&atilde;o e percentual  de uso de medicamentos durante o primeiro m&ecirc;s de tratamento, entre os usu&aacute;rios  atendidos.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">  <b>M&eacute;todos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para este estudo ecol&oacute;gico, adotou-se como unidade de an&aacute;lise o  munic&iacute;pio. Foram obtidos dados de todos os 62 munic&iacute;pios cadastrados no  Programa de Tratamento do Tabagismo do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de em Minas Gerais, durante  o ano de 2008. Foram inclu&iacute;dos neste estudo todos os munic&iacute;pios com pelo menos  um atendimento realizado naquele ano, totalizando 60.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os dados foram obtidos a partir das planilhas padronizadas  pelo Instituto Nacional do C&acirc;ncer (INCA) para acompanhamento por munic&iacute;pio,  disponibilizadas pela coordena&ccedil;&atilde;o estadual do programa. Os munic&iacute;pios  atualizam e repassam essas planilhas trimestralmente, via coordena&ccedil;&otilde;es  regionais, para a coordena&ccedil;&atilde;o estadual, que as envia ao INCA. Foram buscados  dados adicionais, junto aos munic&iacute;pios ou regionais, quando as planilhas se  encontravam dispon&iacute;veis na coordena&ccedil;&atilde;o estadual apenas em sua forma  sumarizada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados fornecidos apontam informa&ccedil;&otilde;es de tr&ecirc;s momentos de  acompanhamento: n&uacute;mero de participantes que passaram pela avalia&ccedil;&atilde;o inicial do  fumante; n&uacute;mero desses participantes que compareceram &agrave; primeira sess&atilde;o; e n&uacute;mero  de participantes que compareceram &agrave; quarta sess&atilde;o. Sobre o &uacute;ltimo momento,  tamb&eacute;m &eacute; fornecida a informa&ccedil;&atilde;o de quantos dos usu&aacute;rios estavam sem fumar. Al&eacute;m  disso, a planilha informa o n&uacute;mero de pacientes que usou algum medicamento e o  n&uacute;mero de unidades de sa&uacute;de que atenderam no per&iacute;odo.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Para a an&aacute;lise da cobertura, considerou-se o n&uacute;mero de fumantes  atingidos pelo programa em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; estimativa do total de fumantes na  popula&ccedil;&atilde;o, selecionando-se apenas os munic&iacute;pios que atingiram 200 ou mais  usu&aacute;rios.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Foram analisados quatro indicadores de processo e resultado  sugeridos pelo Minist&eacute;rio de Sa&uacute;de:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 1) n&uacute;mero de fumantes atendidos na primeira consulta de avalia&ccedil;&atilde;o  cl&iacute;nica;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 2) percentual de abandono, definido como percentual de pacientes que  participaram da primeira sess&atilde;o e n&atilde;o estavam presentes na quarta sess&atilde;o  estruturada;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 3) percentual de cessa&ccedil;&atilde;o, definido como a propor&ccedil;&atilde;o dos fumantes que  participaram da primeira sess&atilde;o estruturada e que estavam sem fumar na quarta  sess&atilde;o estruturada; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> 4) percentual de fumantes que fizeram uso de algum tipo de  medicamento.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para analisar a associa&ccedil;&atilde;o entre maior uso de medicamentos (os  munic&iacute;pios com mais de 60,0% de usu&aacute;rios com apoio medicamentoso) e sucesso  (mais de 50,0% de usu&aacute;rios sem fumar na quarta sess&atilde;o), caracterizada pelo  risco relativo (RR), foi utilizado o teste qui-quadrado de Pearson com n&iacute;vel de signific&acirc;ncia de 5%.  Demais medidas s&atilde;o apresentadas como m&eacute;dias e percentuais dos dados coletados.  A an&aacute;lise de dados foi realizada pelo programa estat&iacute;stico SPSS vers&atilde;o 15.0.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Com o prop&oacute;sito de estimar o n&uacute;mero necess&aacute;rio de pessoas tratadas  para que uma obtivesse sucesso no programa, dividiu-se 100 pela diferen&ccedil;a entre  a m&eacute;dia da taxa de cessa&ccedil;&atilde;o obtida no programa e a taxa de cessa&ccedil;&atilde;o na  popula&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o recebe interven&ccedil;&atilde;o, conforme referido na literatura.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O estudo foi aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa da  Secretaria Municipal de Sa&uacute;de da Prefeitura de Belo Horizonte: Parecer de  Aprova&ccedil;&atilde;o n<sup>o</sup> 0800.0.410.165.09A.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="3" face="Verdana"><b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os munic&iacute;pios do estado de Minas Gerais cadastrados no programa  at&eacute; o final de 2008 podem ser localizados no mapa (<a href="#f1">Figura 1</a>). Observa-se um  cadastramento maior de munic&iacute;pios do sul de Minas e da Regi&atilde;o Metropolitana de  Belo Horizonte-MG, regi&otilde;es onde o &Iacute;ndice de Desenvolvimento Humano - IDH - &eacute; maior no estado. Na regi&atilde;o que inclui o chamado Tri&acirc;ngulo  Mineiro, confirmou-se a oferta do programa apenas em Uberaba-MG e  Uberl&acirc;ndia-MG, os munic&iacute;pios de maior porte da regi&atilde;o.</font></p>     <p><a name="f1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v21n4/4a07f1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Os dados sobre o acesso, definido como o n&uacute;mero de fumantes  avaliados pelo programa entre o total de fumantes estimados para a popula&ccedil;&atilde;o do  munic&iacute;pio, variaram bastante. Alguns munic&iacute;pios com menos de 10 mil habitantes  t&ecirc;m conseguido um bom n&uacute;mero de atendimentos, como Piranguinho-MG e  Florestal-MG, que atingiram mais de 200 fumantes em 2008 garantindo acesso a mais de 30,0% dos fumantes estimados  para esses munic&iacute;pios. Enquanto isso, as tr&ecirc;s maiores  cidades mineiras, com mais de 500 mil habitantes - Belo Horizonte-MG,  Uberl&acirc;ndia-MG e Contagem-MG - atenderam menos de 200 pessoas nesse per&iacute;odo. O munic&iacute;pio de Juiz  de Fora-MG, que tamb&eacute;m soma mais de 500 mil habitantes, atendeu mais de 400  pessoas, as quais, entretanto, representam menos de 1,0% dos fumantes estimados  para a cidade. Os munic&iacute;pios com mais que 200 atendimentos est&atilde;o listados na <a href="#t1">Tabela 1</a>, junto &agrave;s estimativas do percentual de fumantes abrangido pelo  programa.</font></p>     <p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v21n4/4a07t1.gif" border="0"></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na <a href="#t2">Tabela 2</a>, apresentam-se os dados globais dos fumantes avaliados:  um total de 7.269 participantes, distribu&iacute;dos em 60 (7,0%) dos 853 munic&iacute;pios  mineiros, ingressaram no programa. Dois munic&iacute;pios, j&aacute; cadastrados para  participar no programa em 2008, n&atilde;o realizaram atendimentos no per&iacute;odo do  estudo. Quanto &agrave; regularidade da oferta de atendimento, a maioria dos  munic&iacute;pios ficou pelo menos algum dos trimestres analisados sem inclus&atilde;o de  novos fumantes no programa (dados n&atilde;o apresentados). A m&eacute;dia total de  munic&iacute;pios que mantiveram o programa com atendimento durante cada trimestre  variou entre 75 e 86,0%. Menos da metade (44,0%) dos 45 munic&iacute;pios cadastrados  desde o in&iacute;cio de 2008 realizaram atendimentos durante todo o ano.</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v21n4/4a07t2.gif" border="0"></p>     <p></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A <a href="#t2">Tabela 2</a> ainda mostra, em sua primeira coluna, um  crescimento de 52,0% no atendimento dos usu&aacute;</font><font size="2" face="Verdana">rios do SUS pelo  programa em Minas Gerais,  entre o primeiro e o quarto trimestres de 2008.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Compareceram &agrave;  primeira sess&atilde;o de tratamento 6.304  indiv&iacute;duos, 87,0% do total de usu&aacute;rios  que realizou a avalia&ccedil;&atilde;o inicial  para ingresso no programa. No entanto, apenas 4.617 (73% deles) permaneciam na quarta sess&atilde;o. Dos presentes, 3.084 (67,0%) estavam sem fumar, ou seja,  49,0% daqueles presentes na primeira sess&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os dados gerais  apresentados ocultam uma grande heterogeneidade entre os diversos programas municipais (<a href="#f2">Figura 2</a>). O percentual m&eacute;dio de perman&ecirc;ncia encontrado entre  os munic&iacute;pios foi de 71,8%, com percentuais variando entre 0,0 e 100,0%.  Esse indicador impacta diretamente  no indicador principal de sucesso do programa, que &eacute; a taxa de cessa&ccedil;&atilde;o: 23  munic&iacute;pios (38,0%) tiveram perman&ecirc;ncia  &gt;80,0%; 24 (40,0%), entre 60,0 e 80,0%; e 13 (22,0%), perman&ecirc;ncia  &#8804;60,0%.</font></p>     <p><a name="f2"></a></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v21n4/4a07f2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">O uso de medicamentos  tamb&eacute;m foi realizado em frequ&ecirc;ncia variada pelos munic&iacute;pios, com percentual  m&eacute;dio de 57,8% dos pacientes recebendo tratamento farmacol&oacute;gico. A varia&ccedil;&atilde;o  desse percentual foi de 0,0   a 100,0%.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O n&uacute;mero de munic&iacute;pios que usaram apoio medicamentoso em 0,0 a 25,0% dos pacientes, 25,1 a 50,0%, 50,1 a 75,0% e 75,1 a 100,0% dos pacientes  atendidos foram de 13 (22,0%), 8  (13,0%), 18 (30,0%) e 21 (35,0%)  respectivamente. Observou-se, entre os 13 munic&iacute;pios que fizeram menos uso de  medicamentos, que 9 deles n&atilde;o distribu&iacute;ram qualquer medica&ccedil;&atilde;o de</font> <font size="2" face="Verdana">apoio; 28 (47,0%) munic&iacute;pios usaram  apoio medicamentoso para menos de 60,0%  dos pacientes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Na taxa de cessa&ccedil;&atilde;o  do tabagismo, resultado principal do programa, tamb&eacute;m encontramos alta  varia&ccedil;&atilde;o, de 0,0 a 100,0%, com m&eacute;dia de 40,5% na quarta sess&atilde;o. Em 22 (37,0%) dos munic&iacute;pios, a  taxa de sucesso foi de at&eacute; 30,0%; em 26 (43,0%), entre 30 e 59,9%;  e em 12 (20,0%), de mais de 60,0%. Munic&iacute;pios que  ofereceram apoio medicamentoso a 60,0% ou mais usu&aacute;rios, conforme sugest&atilde;o do  INCA, tiveram maior probabilidade de ter pelo menos 50,0% dos usu&aacute;rios sem  fumar na quarta sess&atilde;o (RR 2,29; IC<sub>95%</sub>: 1,42-3,66; p&lt;0,05).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Considerando-se um  cen&aacute;rio com as m&eacute;dias encontradas neste estudo para as  taxas de uso de medica&ccedil;&atilde;o, perman&ecirc;ncia e cessa&ccedil;&atilde;o, e que a cessa&ccedil;&atilde;o em pessoas  sem interven&ccedil;&atilde;o seja de 6,0%,<sup>10</sup> haveria que tratar tr&ecirc;s pessoas  (n&uacute;mero necess&aacute;rio a tratar ou NNT = 100/ (40,5-6,0) = 2,90) para que uma parasse de fumar ao final do primeiro  m&ecirc;s de tratamento. Extrapolando as estimativas destes autores, de cessa&ccedil;&atilde;o do  programa em Minas Gerais  em 2008 para seis meses, a taxa de cessa&ccedil;&atilde;o ficaria em torno de 33,4%. Ou seja, haveria que  tratar quatro pessoas (NNT =  100/(33,4-6,0) = 3,65) para que uma passasse a ser n&atilde;o fumante ap&oacute;s 6 meses.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">  <b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Conforme observamos neste estudo, o alcance do programa em Minas Gerais ainda  era baixo em 2008, atingindo apenas 7,0% do total de munic&iacute;pios. Sobre</font> <font size="2" face="Verdana">os indicadores verificados, encontramos, entre os programas  municipais, uma taxa m&eacute;dia de perman&ecirc;ncia de 71,8% (IC<sub>95%</sub>: 67,1-76,5); a taxa  m&eacute;dia de cessa&ccedil;&atilde;o na 4<sup>a</sup> semana foi de 40,5% (IC<sub>95%</sub>:  34,3-46,5); e a taxa m&eacute;dia de uso de algum medicamento de apoio &agrave; terapia  cognitivo comportamental de 57,8% (IC<sub>95%</sub>: 49,2-66,3). Encontramos  forte rela&ccedil;&atilde;o entre o uso de medicamento em mais de 60,0% dos usu&aacute;rios e a taxa  de sucesso (RR 2,29; IC<sub>95%</sub>: 1,42-3,66).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Talvez esta dificuldade de distribui&ccedil;&atilde;o regular de insumos  possa afetar a regularidade da oferta do programa. No presente estudo,  observou-se irregularidade na frequ&ecirc;ncia dos atendimentos prestados, na grande  maioria dos munic&iacute;pios. Apenas 32,0% ofertaram o servi&ccedil;o durante todo o ano.  Esses achados sugerem a necessidade de melhor estrutura&ccedil;&atilde;o do programa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Outros motivos levantados pelo INCA e que parecem prejudicar o  programa s&atilde;o mudan&ccedil;as frequentes dos coordenadores municipais, falta de  engajamento dos munic&iacute;pios por motivos pol&iacute;ticos, falta de pessoal nas equipes  municipais e estaduais com dedica&ccedil;&atilde;o exclusiva, e outras insufici&ecirc;ncias da  capacidade institucional (recursos financeiros, sal&aacute;rios e apoio) para a  coordena&ccedil;&atilde;o.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Minas Gerais, apesar de ter cadastrado apenas 7,0% de seus  munic&iacute;pios, estava na terceira posi&ccedil;&atilde;o em n&uacute;mero absoluto de munic&iacute;pios  cadastrados para o tratamento, sendo o primeiro o Rio Grande do Sul (27,0%) e o  segundo, o Paran&aacute; (19,0%).<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Na <a href="#t1">Tabela 1</a>, tamb&eacute;m &eacute; apresentada a grande varia&ccedil;&atilde;o no  acesso, a depender do munic&iacute;pio. Uma publica&ccedil;&atilde;o do National Institute for  Health and Clinical</font> <font size="2" face="Verdana">Excellence - NICE - da Inglaterra, no ano de 2008, apontou que o  objetivo dos servi&ccedil;os deveria ser atingir pelo menos 5,0% dos fumantes por cada  ano.<sup>12</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O grande avan&ccedil;o na implanta&ccedil;&atilde;o do programa no Brasil aconteceu em  2008. At&eacute; 2001, 50 unidades de sa&uacute;de estavam cadastradas para oferecer o  atendimento e apenas 33 ofereciam-no.<sup>13</sup> O primeiro salto do n&uacute;mero  de munic&iacute;pios cadastrados foi de 2005 (88) para 2006 (259); e o segundo salto,  de 298 munic&iacute;pios credenciados em 2007 para 465 em 2008, quantitativo que  representa um pouco menos que 10,0% dos munic&iacute;pios brasileiros.<sup>5</sup> A  Secretaria de Estado de Sa&uacute;de de Minas Gerais aderiu ao Programa de Tratamento  do Tabagismo em 2005. At&eacute; 2007, implantou o programa e cadastrou unidades para  atendimento do fumante em 45 munic&iacute;pios. Em 2009, mais 51 novos munic&iacute;pios  foram cadastrados e mais unidades b&aacute;sicas de atendimento foram capacitadas nas  cidades que j&aacute; ofereciam o programa, segundo informa&ccedil;&otilde;es da Secretaria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Al&eacute;m do alcance no Estado, buscou-se analisar os indicadores do  programa nos munic&iacute;pios. Sobre os valores encontrados para cada indicador, fica  evidente na <a href="#f2">Figura 2</a> a  heterogeneidade entre os munic&iacute;pios em todas as avalia&ccedil;&otilde;es realizadas. Essa  heterogeneidade pode refletir a variedade na estrutura de oferta do programa,  uma vez que cada unidade credenciada para o atendimento pode ter coordenadores  locais de diferentes categorias profissionais, cen&aacute;rios de atendimento  variados (desde hospitais e centros especializados at&eacute; unidades b&aacute;sicas de  sa&uacute;de) e, na aten&ccedil;&atilde;o b&aacute;sica, coordenadores locais com ou sem v&iacute;nculo com a estrat&eacute;gia  Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia. Infelizmente, com os dados dispon&iacute;veis, n&atilde;o foi poss&iacute;vel  avaliar se a variabilidade encontrada est&aacute; associada a esses fatores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Nos munic&iacute;pios estudados, 78,0% dos servi&ccedil;os mantiveram taxas de  perman&ecirc;ncia maiores que 60,0% entre a primeira e a quarta sess&atilde;o terap&ecirc;utica.  No Brasil, em 2008, o percentual m&eacute;dio de fumantes que abandonou o tratamento  foi de 25,3%.<sup>5</sup> Pode ser importante desenvolver e avaliar estrat&eacute;gias  de envolvimento de equipes de Sa&uacute;de da Fam&iacute;lia e agentes comunit&aacute;rios, a fim de  ampliar o engajamento familiar e comunit&aacute;rio no programa. A busca ativa,  desenvolvida por esses atores, pode significar uma estrat&eacute;gia interessante no  sentido de manter as taxas de abandono menores</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A perman&ecirc;ncia no grupo terap&ecirc;utico &eacute; importante. Ensaios  cl&iacute;nicos demonstram que a terapia comportamental apresenta sucesso mesmo em seu uso</font> <font size="2" face="Verdana">isolado, al&eacute;m de aumentar o sucesso de tratamento medicamentoso  quando usados simultaneamente. Uma meta-an&aacute;lise realizada em 2005 encontrou  aumento importante na cessa&ccedil;&atilde;o do tabagismo em pacientes que participaram de  programas de grupo versus pacientes sem interven&ccedil;&atilde;o (Raz&atilde;o de chances, ou RC=2,17; IC<sub>95%</sub>:  1,37-3,45) ou quando comparado ao recebimento de material de auto-ajuda sem  instru&ccedil;&otilde;es face-a-face (RC=2,04; IC<sub>95%</sub>: 1,60-2,60).<sup>14</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No uso de medicamentos, encontramos resultados inesperados neste  estudo, uma vez que apenas 53,3% dos munic&iacute;pios tiveram 60,0% ou mais dos  pacientes usando medicamento, par&acirc;metro sugerido pelo INCA.<sup>5</sup> No Brasil, em 2008, o percentual de fumantes que usou apoio  medicamentoso foi de 71,3%.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Algumas limita&ccedil;&otilde;es desse trabalho referem-se ao fato de  caracter&iacute;sticas de estrutura do programa n&atilde;o terem sido avaliadas. Podem  contribuir com baixo acesso ao uso de medicamentos: perfil de usu&aacute;rio atendido  (baixo grau de depend&ecirc;ncia reduzindo a indica&ccedil;&atilde;o de medicamento); composi&ccedil;&atilde;o  da equipe que conduz o programa (no caso de n&atilde;o contar com m&eacute;dico);  regularidade no fornecimento de medica&ccedil;&atilde;o gratuita pelo munic&iacute;pio. Outra  limita&ccedil;&atilde;o diz respeito ao fato de a cessa&ccedil;&atilde;o do tabagismo ser, na maioria dos  casos, confirmada apenas pela informa&ccedil;&atilde;o do usu&aacute;rio, ou seja, basear-se em  relato, sem confirma&ccedil;&atilde;o laboratorial. A avalia&ccedil;&atilde;o da cessa&ccedil;&atilde;o na quarta semana  tamb&eacute;m n&atilde;o tem uma pergunta padronizada, portanto pode ocorrer registro de  sucesso sem clareza do tempo m&iacute;nimo sem fumar considerado pelos diferentes  grupos.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Uma meta-an&aacute;lise de 2008 conclui que o uso de terapias de  reposi&ccedil;&atilde;o de nicotina aumenta as taxas de cessa&ccedil;&atilde;o em 50,0 a 70,0%  independentemente do cen&aacute;rio de tratamento, da dura&ccedil;&atilde;o do uso ou da intensidade  de suporte terap&ecirc;utico adicional.<sup>15</sup> Outra meta-an&aacute;lise de 2008, que  avalia as farmacoterapias para parar de fumar, confirma a efetividade dos tratamentos  usados no programa do INCA encontrando uma raz&atilde;o de chances - RC - para terapia nicot&iacute;nica  usando adesivos de 2,07 (IC<sub>95%</sub>: 1,69-2,62), com uso de goma, de  RC=1,71 (IC<sub>95%</sub>: 1,35-2,21), e de bupropiona, RC=2,07 (IC<sub>95%</sub>:  1,73-2,55).<sup>7</sup> O consenso nacional,<sup>9</sup> assim como os  consensos internacionais,<sup>2</sup> prop&otilde;e o apoio medicamentoso nas  abordagens terap&ecirc;uticas aos fumantes. A forte rela&ccedil;&atilde;o encontrada neste trabalho,  entre o uso de medicamento e a taxa de sucesso, est&aacute; de acordo com as  diretrizes terap&ecirc;uticas atuais.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Sobre a taxa de cessa&ccedil;&atilde;o, 65,0% dos munic&iacute;pios  mineiros conseguiram ter mais de 50,0% dos fumantes sem fumar na quarta  sess&atilde;o. O percentual m&eacute;dio nacional de fumantes sem fumar na quarta sess&atilde;o  estruturada no mesmo ano foi de 52,0%.<sup>5</sup> &Eacute; importante salientar que o per&iacute;odo de quatro  semanas &eacute; curto para a real percep&ccedil;&atilde;o de sucesso do programa. Aproximadamente  2/3 de todos os lapsos iniciais acontecem dentro dos primeiros tr&ecirc;s meses ap&oacute;s  a cessa&ccedil;&atilde;o.<sup>14</sup> As meta-an&aacute;lises do Cochrane consideram para indicador de sucesso  terap&ecirc;utico a abstin&ecirc;ncia por per&iacute;odo de pelo menos seis meses, provavelmente  devido &agrave; comum ocorr&ecirc;ncia de reca&iacute;das nesse per&iacute;odo inicial de tratamento.<sup>10</sup>  Entretanto, o per&iacute;odo do primeiro m&ecirc;s permite avaliar o momento mais intensivo  do programa do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de (constitu&iacute;do de encontros semanais,  estruturados com uso de material educativo padronizado, defini&ccedil;&atilde;o do in&iacute;cio do  uso de medicamentos e sugest&atilde;o do agendamento do dia para parar de fumar).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O National Institute for Health and Clinical Excellence indica  que um objetivo para os servi&ccedil;os de tratamento do tabagismo &eacute; uma taxa de  sucesso (cessa&ccedil;&atilde;o) de no m&iacute;nimo 35,0% na quarta semana, com resultado validado  por monitoramento pela medida de mon&oacute;xido de carbono. Recomenda que o servi&ccedil;o  considere como denominador do c&aacute;lculo todos aqueles que iniciaram o tratamento  e o sucesso seja definido por aqueles que n&atilde;o estiverem fumando na terceira ou  quarta semana ap&oacute;s a data marcada para parar de fumar. Isso n&atilde;o implica que o  tratamento deva parar nas quatro semanas.<sup>12</sup> Tomando por base esse  par&acirc;metro, os resultados do programa em Minas Gerais t&ecirc;m sido muito bons. No entanto, &eacute;  preciso salientar que a forma de aferir a cessa&ccedil;&atilde;o usada na maioria dos estudos  nacionais e rotineiramente usada nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de &eacute; o auto-relato. Essa  condi&ccedil;&atilde;o pode subestimar a preval&ecirc;ncia de fumantes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Na busca de estudos nacionais sobre o Programa de  Tratamento do Tabagismo, encontramos um ensaio cl&iacute;nico randomizado, realizado  no Rio de Janeiro e cuja proposta terap&ecirc;utica &eacute; semelhante ao modelo INCA, com  grupos de interven&ccedil;&atilde;o que participaram de um a quatro encontros estruturados de  terapia cognitivo-comportamental, recebendo ou n&atilde;o adesivos. Nesse ensaio  cl&iacute;nico, a abstin&ecirc;ncia no primeiro m&ecirc;s de tratamento ficou entre 13,9 e 29,3%  nos grupos sem adesivos e entre 59,3 e 65,7% nos grupos que rece</font><font size="2" face="Verdana">beram adesivos. Ap&oacute;s seis meses, as taxas de cessa&ccedil;&atilde;o ficaram  entre 21,6 e 25,3% nos grupos sem adesivos e entre 32,8 e 37,3% nos grupos que  receberam adesivos al&eacute;m da terapia comportamental. A medida de desfecho (abstin&ecirc;ncia)  foi obtida via contato telef&ocirc;nico.<sup>16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Usando as medidas do presente estudo, estimou-se que aos seis  meses, a m&eacute;dia das taxas de cessa&ccedil;&atilde;o em Minas Gerais, no ano  de 2008, ficaria em torno de 33,4%. Dessa forma, pode-se comparar o achado com  os de estudos internacionais que usam o m&iacute;nimo de seis meses de abstin&ecirc;ncia  para avaliar o sucesso terap&ecirc;utico de seus programas. Estudos internacionais  encontram taxas de cessa&ccedil;&atilde;o entre 6 e 12 meses, de em m&eacute;dia 19,7% entre  pacientes que usaram bupropiona, 18,9% entre tratados com goma e 13,3% entre  tratados com adesivo transd&eacute;rmico.<sup>7</sup> Alguns desses estudos associavam  medidas suportivas, como a terapia comportamental, desde que usadas nos grupos  tratados e nos grupos-placebo. Os dados encontrados neste estudo demonstram um  potencial sucesso superior aos demais estudos avaliados. Esse diferencial, se  verdadeiro, pode-se dever &agrave; associa&ccedil;&atilde;o de materiais educativos, terapias  cognitivas, maior uso de medicamentos, v&iacute;nculo com os profissionais e at&eacute;  facilidade de acesso (dist&acirc;ncia reduzida) nos casos dos servi&ccedil;os de aten&ccedil;&atilde;o  prim&aacute;ria.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Outro estudo nacional, realizado em Ambulat&oacute;rio de Apoio ao Tabagista, em Hospital  de Fortaleza-CE (conduzido por pneumologista e equipe interdisciplinar),  tamb&eacute;m tratou pacientes no modelo INCA e obteve taxa de cessa&ccedil;&atilde;o de 50,8% e taxa de abandono de  apenas 11,8%, ao avaliar pacientes no programa h&aacute; pelo menos 12 meses.<sup>6</sup>  Este estudo, ademais, demonstrou taxa de cessa&ccedil;&atilde;o acima da m&eacute;dia esperada para  esse per&iacute;odo. Tamanho sucesso pode estar associado &agrave; inclus&atilde;o de pacientes com  pneumopatia ou outras co-morbidades, potencialmente mais motivados, e ao alto  uso de medica&ccedil;&atilde;o entre participantes do programa.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A partir da observa&ccedil;&atilde;o da primeira <a href="#t1">tabela</a> apresentada,  deve-se estar atento aos numeradores e denominadores que determinam o indicador  da taxa de cessa&ccedil;&atilde;o. A padroniza&ccedil;&atilde;o do denominador dessa equa&ccedil;&atilde;o foi  recentemente determinada pelo INCA e considera que o universo a ser avaliado &eacute;  o n&uacute;mero de pacientes presentes na primeira sess&atilde;o. Assim, perdas s&atilde;o  consideradas como 'ainda fumantes', de maneira semelhante &agrave; da metodologia  usada nas meta-an&aacute;lises.<sup>15,17</sup> Taxas de cessa&ccedil;&atilde;o apresentadas</font> <font size="2" face="Verdana">anteriormente, em not&iacute;cias regionais sobre o Programa de  Tratamento do Tabagismo, tendiam a apresentar taxas de sucesso maiores que os  valores aqui apresentados por considerar apenas o universo de usu&aacute;rios  presentes na quarta sess&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O tratamento do tabagismo &eacute; altamente custo-efetivo, mesmo quando  produz abstin&ecirc;ncia sustentada para uma minoria dos fumantes tratados. Mesmo o  aconselhamento cl&iacute;nico breve apresenta raz&atilde;o de custo-efetividade melhor que a  do tratamento da hipertens&atilde;o, dislipidemia; ou de outras interven&ccedil;&otilde;es preventivas, como as mamografias peri&oacute;dicas.<sup>2</sup>  De fato, o tratamento do tabagismo tem sido referido como o 'padr&atilde;o-ouro' do  custo-efetividade nos cuidados em sa&uacute;de.<sup>2</sup> Sendo assim, o Programa de  Tratamento do Tabagismo, oferecido no SUS, merece melhor financiamento e condi&ccedil;&otilde;es para sua amplia&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A efetividade observada, apoiada  pelos dados de m&uacute;ltiplos ensaios cl&iacute;nicos, &eacute; um bom motivo para investir na  regularidade e amplia&ccedil;&atilde;o do servi&ccedil;o nos Munic&iacute;pios. As dificuldades dos  munic&iacute;pios em oferecer medica&ccedil;&atilde;o precisam de  avalia&ccedil;&atilde;o, j&aacute; que esse apoio terap&ecirc;utico determina uma maior chance de cessa&ccedil;&atilde;o  para o paciente.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Limita&ccedil;&otilde;es deste  estudo merecem men&ccedil;&atilde;o. Utilizar dados secund&aacute;rios aumenta o risco de erros. Por  vezes, encontrou-se problemas no preenchimento das planilhas, nem sempre  poss&iacute;veis de resolver a partir de</font> <font size="2" face="Verdana">discuss&atilde;o com os  coordenadores. Como a cessa&ccedil;&atilde;o foi aferida apenas por relato, &eacute; poss&iacute;vel que a  verdadeira taxa seja mais baixa. Finalmente, a extrapola&ccedil;&atilde;o dos dados para  estimar taxas de sucesso ap&oacute;s 6 meses e os NNT s&atilde;o apenas estimativas e,  portanto, devem ser interpretados com cautela.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Conclui-se que o  programa, com m&eacute;dia de taxas de cessa&ccedil;&atilde;o de 40,5% no primeiro m&ecirc;s, parece apresentar boa efetividade. Os  resultados s&atilde;o melhores especialmente em munic&iacute;pios com uso de apoio medicamentoso na maioria dos  pacientes atendidos. S&atilde;o necess&aacute;rios, entretanto, estudos com dados prim&aacute;rios  para se chegar a uma conclus&atilde;o mais firme, especialmente devido aos problemas de preenchimento local das  planilhas. Os resultados obtidos neste estudo refor&ccedil;am a import&acirc;ncia de se  promover maior investimento  na expans&atilde;o  do Programa de Tratamento do Tabagismo no Brasil.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">    <b>Contribui&ccedil;&atilde;o dos  autores</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">   Santos JDP, Duncan BB  e Sirena SA desenvolveram a proposta.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Santos JDP coletou os  dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Santos JDP, Vigo A e  Abreu MNS analisaram os dados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Santos JDP escreveu o  artigo.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Todos os autores  revisaram e aprovaram a vers&atilde;o final do artigo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">   1. World Health Organization. Report  on the global tobacco epidemic, 2008: the MPOWER package. Geneva: World Health Organization; 2008.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. Fiore MC, Ja&eacute;n CR, Baker TB,  Bailey WC, Benowitz N, Curry SJ, et al. Treating tobacco use and dependence: 2008  Update. Rockville:  US Department of Health and Human Services. 2008 &#91;acessado em 03 mar. 2003&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK63952/" target="_blank">http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK63952/</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Instituto Nacional do  C&acirc;ncer. Plano de implanta&ccedil;&atilde;o da abordagem e tratamento do tabagismo na rede SUS: fluxos de informa&ccedil;&atilde;o e instrumentos  de avalia&ccedil;&atilde;o: manual de opera&ccedil;&atilde;o. 2007 &#91;acessado em 13 nov. 2012&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.inca.gov.br/tabagismo/publicacoes/plano_abordagem_sus.pdf" target="_blank">http://www1.inca.gov.br/tabagismo/publicacoes/plano_abordagem_sus.pdf</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 4. Portaria n<sup>o</sup> 1035/04, de 31 de maio de 2004. Considerando  que a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de-OMS classifica o tabagismo como depend&ecirc;ncia  de nicotina e o inclui no grupo de transtornos mentais. Di&aacute;rio Oficial da  Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, p.24, 1 de junho de 2005. Se&ccedil;&atilde;o 1.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 5. Carvalho CRS. O Instituto Nacional do C&acirc;ncer  e o controle do tabagismo: uma an&aacute;lise da gest&atilde;o federal do tratamento do  tabagismo no SUS. &#91;Disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado&#93;. Rio de Janeiro (RJ): Funda&ccedil;&atilde;o  Oswaldo Cruz. Escola Nacional de Sa&uacute;de P&uacute;blica S&eacute;rgio Arouca; 2009.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 6. Sales MPU, Figueiredo MRF, Oliveira MI, Castro HN.  Ambulat&oacute;rio de apoio ao tabagista no Cear&aacute;: perfil dos pacientes e fatores associados ao sucesso  terap&ecirc;utico. Jornal Brasileiro de Pneumologia. 2006; 32(5):410-417.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">7. Otero UB, Perez CA, Szklo M, Esteves GA,  Pinho MM, Szklo AS, et al. Ensaio cl&iacute;nico randomizado: efetividade da abordagem cognitivo-comportamental e uso de adesivos transd&eacute;rmicos de  reposi&ccedil;&atilde;o de nicotina, na cessa&ccedil;&atilde;o de fumar, em adultos residentes no Munic&iacute;pio  do Rio de Janeiro, Brasil. Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2006; 22(2):439-449.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Cavalcante TM. O controle do tabagismo no Brasil: avan&ccedil;os e desafios.  Revista de Psiquiatria Cl&iacute;nica. 2005;  32(5):283-300.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 9. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Instituto Nacional de C&acirc;ncer.  Abordagem e tratamento do fumante: consenso 2002. Rio de    Janeiro: Instituto Nacional de C&acirc;ncer; 2001.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 10. Stead LF, Bergson G, Lancaster T. Physician  advice for smoking cessation. Cochrane database of systematic reviews. 2008; 18(2):CD000165.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 11. Iglesia R, Jha P, Pinto  M, Costa VLS, Godinho J. Documento de  discuss&atilde;o - sa&uacute;de,  nutri&ccedil;&atilde;o e popula&ccedil;&atilde;o (HNP) controle do tabagismo no Brasil: resumo executivo. Epidemiologia e Servi&ccedil;o de Sa&uacute;de. 2008;  17(4):301-304.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 12. National Institute for Health and Clinical  Excellence. Smoking cessation services in primary care, pharmacies, local  authorities and workplaces, particularly for manual working groups, pregnant  women and hard to reach communities. London:  National Institute for Health and Clinical Excellence;   2008.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">13. Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de. Instituto  Nacional do C&acirc;ncer. Fatores de  risco do c&acirc;ncer: modelo l&oacute;gico e avalia&ccedil;&atilde;o. Rio de Janeiro:  Instituto Nacional do C&acirc;ncer; 2003.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 14. Stead LF, Lancaster T. Group behaviour  therapy programmes for smoking cessation. Cochrane database of Systematic  Reviews. 2005; 18(2):CD001007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 15. Stead LF, Perera R, Bullen C, Mant D,  Hartmann-Boyce J, Lancaster T, et al. Nicotine replacement therapy for smoking  cessation. Cochrane Database Systematic Reviews. 2008; 11:CD000146.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 16. Marlatt GA, Gordon JR. Preven&ccedil;&atilde;o da reca&iacute;da: estrat&eacute;gia e manuten&ccedil;&atilde;o no tratamento de comportamentos  aditivos. Porto Alegre: Artes medicas; 1993.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 17. Eisenberg MJ, Filion KB, Yavin D, B&eacute;lisle P, Mottillo  S, Joseph L, et al. Pharmacotherapies  for smoking cessation: a meta-analysis of randomized controlled trials.  Canadian Medical Association journal. 2008; 179(2):135-144.</font><p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2"><b><font size="2" face="verdana"><b><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a></b></b></font></b></font><font size="2" face="Verdana"><b>Endere&ccedil;o  para correspond&ecirc;ncia:</b></font>    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <font size="2" face="Verdana">Rua Professor Morais, 476, Apto 1303,     <br>   Bairro Funcion&aacute;rios, Belo Horizonte, MG, Brasil.     <br> CEP 30250-370     <br> <i>E-mail</i>: <a href="juligaucha@gmail.com" target="_blank">juligaucha@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Recebido em 19/05/2011    <br> Aprovado em 30/11/2012</font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>World Health Organization</collab>
<source><![CDATA[Report on the global tobacco epidemic, 2008: the MPOWER package]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Geneva ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[World Health Organization]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Fiore]]></surname>
<given-names><![CDATA[MC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jaén]]></surname>
<given-names><![CDATA[CR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Baker]]></surname>
<given-names><![CDATA[TB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bailey]]></surname>
<given-names><![CDATA[WC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Benowitz]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Curry]]></surname>
<given-names><![CDATA[SJ]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Treating tobacco use and dependence: 2008 Update]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rockville ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[US Department of Health and Human Services]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Ministério da Saúde^dInstituto Nacional do Câncer</collab>
<source><![CDATA[Plano de implantação da abordagem e tratamento do tabagismo na rede SUS: fluxos de informação e instrumentos de avaliação: manual de operação]]></source>
<year>2007</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Portaria nº 1035/04, de 31 de maio de 2004: Considerando que a Organização Mundial da Saúde-OMS classifica o tabagismo como dependência de nicotina e o inclui no grupo de transtornos mentais]]></article-title>
<source><![CDATA[Diário Oficial da União]]></source>
<year>1 de</year>
<month> j</month>
<day>un</day>
<page-range>24</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Carvalho]]></surname>
<given-names><![CDATA[CRS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O Instituto Nacional do Câncer e o controle do tabagismo: uma análise da gestão federal do tratamento do tabagismo no SUS]]></source>
<year></year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sales]]></surname>
<given-names><![CDATA[MPU]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Figueiredo]]></surname>
<given-names><![CDATA[MRF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[MI]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Castro]]></surname>
<given-names><![CDATA[HN]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ambulatório de apoio ao tabagista no Ceará: perfil dos pacientes e fatores associados ao sucesso terapêutico]]></article-title>
<source><![CDATA[Jornal Brasileiro de Pneumologia]]></source>
<year>2006</year>
<volume>32</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>410-417</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Otero]]></surname>
<given-names><![CDATA[UB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Perez]]></surname>
<given-names><![CDATA[CA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Szklo]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Esteves]]></surname>
<given-names><![CDATA[GA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[MM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Szklo]]></surname>
<given-names><![CDATA[AS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Ensaio clínico randomizado: efetividade da abordagem cognitivo-comportamental e uso de adesivos transdérmicos de reposição de nicotina, na cessação de fumar, em adultos residentes no Município do Rio de Janeiro, Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]></source>
<year>2006</year>
<volume>22</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>439-449</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Cavalcante]]></surname>
<given-names><![CDATA[TM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[O controle do tabagismo no Brasil: avanços e desafios]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Psiquiatria Clínica]]></source>
<year>2005</year>
<volume>32</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>283-300</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde^dInstituto Nacional de Câncer</collab>
<source><![CDATA[Abordagem e tratamento do fumante: consenso 2002]]></source>
<year>2001</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Nacional de Câncer]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stead]]></surname>
<given-names><![CDATA[LF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bergson]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lancaster]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Physician advice for smoking cessation]]></article-title>
<source><![CDATA[Cochrane database of systematic reviews]]></source>
<year>2008</year>
<volume>18</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>000165</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Iglesia]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jha]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pinto]]></surname>
<given-names><![CDATA[M]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[VLS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Godinho]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Documento de discussão - saúde, nutrição e população (HNP) controle do tabagismo no Brasil: resumo executivo]]></article-title>
<source><![CDATA[Epidemiologia e Serviço de Saúde]]></source>
<year>2008</year>
<volume>17</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>301-304</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>National Institute for Health and Clinical Excellence</collab>
<source><![CDATA[Smoking cessation services in primary care, pharmacies, local authorities and workplaces, particularly for manual working groups, pregnant women and hard to reach communities]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[London ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[National Institute for Health and Clinical Excellence]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Ministério da Saúde^dInstituto Nacional do Câncer</collab>
<source><![CDATA[Fatores de risco do câncer: modelo lógico e avaliação]]></source>
<year>2003</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Nacional do Câncer]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stead]]></surname>
<given-names><![CDATA[LF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lancaster]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Group behaviour therapy programmes for smoking cessation]]></article-title>
<source><![CDATA[Cochrane database of Systematic Reviews]]></source>
<year>2005</year>
<volume>18</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>001007</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Stead]]></surname>
<given-names><![CDATA[LF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Perera]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bullen]]></surname>
<given-names><![CDATA[C]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mant]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Hartmann-Boyce]]></surname>
<given-names><![CDATA[J]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Lancaster]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Nicotine replacement therapy for smoking cessation]]></article-title>
<source><![CDATA[Cochrane Database Systematic Reviews]]></source>
<year>2008</year>
<volume>11</volume>
<page-range>000146</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marlatt]]></surname>
<given-names><![CDATA[GA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Gordon]]></surname>
<given-names><![CDATA[JR]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Prevenção da recaída: estratégia e manutenção no tratamento de comportamentos aditivos]]></source>
<year>1993</year>
<publisher-loc><![CDATA[Porto Alegre ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Artes medicas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Eisenberg]]></surname>
<given-names><![CDATA[MJ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Filion]]></surname>
<given-names><![CDATA[KB]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Yavin]]></surname>
<given-names><![CDATA[D]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Bélisle]]></surname>
<given-names><![CDATA[P]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Mottillo]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Joseph]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Pharmacotherapies for smoking cessation: a meta-analysis of randomized controlled trials]]></article-title>
<source><![CDATA[Canadian Medical Association journal]]></source>
<year>2008</year>
<volume>179</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>135-144</page-range></nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
