<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?><article xmlns:mml="http://www.w3.org/1998/Math/MathML" xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink" xmlns:xsi="http://www.w3.org/2001/XMLSchema-instance">
<front>
<journal-meta>
<journal-id>1679-4974</journal-id>
<journal-title><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></journal-title>
<abbrev-journal-title><![CDATA[Epidemiol. Serv. Saúde]]></abbrev-journal-title>
<issn>1679-4974</issn>
<publisher>
<publisher-name><![CDATA[Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente - Ministério da Saúde do Brasil]]></publisher-name>
</publisher>
</journal-meta>
<article-meta>
<article-id>S1679-49742012000400015</article-id>
<article-id pub-id-type="doi">10.5123/S1679-49742012000400015</article-id>
<title-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perfil socioeconômico e insegurança alimentar e nutricional de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família no município de Viçosa, Estado de Minas Gerais, Brasil, em 2011: um estudo epidemiológico transversal]]></article-title>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Socioeconomic profile and insecurity food of families beneficiaries of the Bolsa Familia Program in the city of Viçosa, Minas Gerais, 2011: a cross-sectional study]]></article-title>
</title-group>
<contrib-group>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[Natália Nunes de]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Dias]]></surname>
<given-names><![CDATA[Mariana de Moura e]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A01"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Sperandio]]></surname>
<given-names><![CDATA[Naiara]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A02"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Franceschini]]></surname>
<given-names><![CDATA[Sylvia do Carmo Castro]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
<contrib contrib-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Priore]]></surname>
<given-names><![CDATA[Silvia Eloiza]]></given-names>
</name>
<xref ref-type="aff" rid="A03"/>
</contrib>
</contrib-group>
<aff id="A01">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Viçosa Curso de Nutrição ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Viçosa MG]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A02">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Viçosa Programa de Pós-Graduação em Ciências da Nutrição ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Viçosa MG]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<aff id="A03">
<institution><![CDATA[,Universidade Federal de Viçosa Departamento de Nutrição e Saúde ]]></institution>
<addr-line><![CDATA[Viçosa MG]]></addr-line>
<country>Brasil</country>
</aff>
<pub-date pub-type="pub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<pub-date pub-type="epub">
<day>00</day>
<month>12</month>
<year>2012</year>
</pub-date>
<volume>21</volume>
<numero>4</numero>
<fpage>655</fpage>
<lpage>662</lpage>
<copyright-statement/>
<copyright-year/>
<self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1679-49742012000400015&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S1679-49742012000400015&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><self-uri xlink:href="http://scielo.iec.gov.br/scielo.php?script=sci_pdf&amp;pid=S1679-49742012000400015&amp;lng=en&amp;nrm=iso"></self-uri><abstract abstract-type="short" xml:lang="pt"><p><![CDATA[OBJETIVO: avaliar a associação entre indicadores socioeconômicos e insegurança alimentar de famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família (PBF). MÉTODOS: estudo transversal sobre 243 famílias com crianças de 2 a 6 anos, beneficiadas pelo PBF, residentes na zona urbana de Viçosa-MG, em 2011; utilizou-se questionário estruturado com informações socioeconômicas e demográficas; no diagnóstico de segurança alimentar, utilizou-se a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA). RESULTADOS: a prevalência de insegurança alimentar foi de 72,8%, sendo 14,8% grave, 10,7% moderada e 47,3% leve; maiores prevalências de insegurança alimentar foram encontradas nos domicílios com quatro ou mais moradores (p=0,010), que tinham água tratada por filtração (p=0,023), mães com escolaridade inferior a dez anos (p<0,001), pertencentes a famílias classificadas no menor nível socioeconômico (p=0,002). CONCLUSÃO: a prevalência de insegurança alimentar foi alta, maior entre crianças de famílias maiores, com pior nível socioeconômico e cujas mães tinham menor escolaridade.]]></p></abstract>
<abstract abstract-type="short" xml:lang="en"><p><![CDATA[OBJECTIVE: to evaluate the association between socioeconomic indicators and food insecurity of families receiving the Bolsa Família Program (PBF). METHODS: cross sectional study, conducted in 2011, with 243 families who had children aged 2-6 years old, benefited from the PBF, living in the urban area of Viçosa, MG. For data collection were used a structured questionnaire containing socioeconomic and demographic information and also the Brazilian Food Insecurity Scale (EBIA). RESULTS: the prevalence of food insecurity was 72.8%, being 14.8% severe, 10.7% moderate and 47.3% mild. Higher prevalence of food insecurity were found in households with four or more residents (p=0.01); in families in which maternal education was less than 10 years (p<0.01) and in those classified as the lowest socioeconomic level (p=0.002). CONCLUSION: the prevalence of food insecurity was high, concentrated in larger families, with low socioeconomic and maternal education level.]]></p></abstract>
<kwd-group>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Segurança Alimentar e Nutricional]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Fatores Socioeconômicos]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Estudos Transversais]]></kwd>
<kwd lng="pt"><![CDATA[Políticas Públicas]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Food Security]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Socioeconomic Factors]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Cross-Sectional Studies]]></kwd>
<kwd lng="en"><![CDATA[Public Policies]]></kwd>
</kwd-group>
</article-meta>
</front><body><![CDATA[ <p align="right"><font size="2" face="Verdana"><b>ARTIGO ORIGINAL</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><b><a name="topo"></a><font size="4">Perfil  socioecon&ocirc;mico e inseguran&ccedil;a alimentar e nutricional de fam&iacute;lias benefici&aacute;rias  do Programa Bolsa Fam&iacute;lia no munic&iacute;pio de Vi&ccedil;osa, Estado de Minas Gerais,  Brasil, em 2011: um estudo epidemiol&oacute;gico transversal<a href="#endereco"><sup>*</sup></a></font></b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <font size="3" face="Verdana"><b>Socioeconomic  profile and insecurity food of families beneficiaries of the Bolsa Familia  Program in the city of Vi&ccedil;osa,  Minas Gerais, 2011: a cross-sectional study</b></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p>  <font size="2" face="Verdana"><b>Nat&aacute;lia  Nunes de Souza<sup>I</sup>; Mariana de  Moura e Dias<sup>I</sup>; Naiara  Sperandio<sup>II</sup>; Sylvia do Carmo Castro Franceschini<sup>III</sup>; Silvia  Eloiza Priore<sup>III</sup></b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> <sup>I</sup>Curso  de Nutri&ccedil;&atilde;o, Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, Vi&ccedil;osa-MG, Brasil    <br>     <sup>II</sup>Programa  de P&oacute;s-Gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o, Universidade Federal de Vi&ccedil;osa,  Vi&ccedil;osa-MG, Brasil    ]]></body>
<body><![CDATA[<br>   <sup>III</sup>Departamento  de Nutri&ccedil;&atilde;o e Sa&uacute;de, Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, Vi&ccedil;osa-MG, Brasil</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"><a href="#endereco">Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia</a></font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p> <hr size="1" noshade>     <p><font size="2" face="Verdana"><b>RESUMO</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJETIVO</b></font><font size="2" face="Verdana"><b>: </b>avaliar a associa&ccedil;&atilde;o entre indicadores socioecon&ocirc;micos e inseguran&ccedil;a  alimentar de fam&iacute;lias benefici&aacute;rias do Programa Bolsa Fam&iacute;lia (PBF).    <br>   </font><font size="2" face="verdana"><b>M&Eacute;TODOS</b></font><font size="2" face="Verdana"><b>: </b>estudo transversal sobre 243 fam&iacute;lias com crian&ccedil;as de 2 a 6 anos,  beneficiadas pelo PBF, residentes na zona urbana de Vi&ccedil;osa-MG, em 2011; utilizou-se question&aacute;rio estruturado com informa&ccedil;&otilde;es socioecon&ocirc;micas e demogr&aacute;ficas; no  diagn&oacute;stico de seguran&ccedil;a alimentar, utilizou-se a Escala Brasileira de Inseguran&ccedil;a Alimentar  (EBIA).    <br>     </font><font size="2" face="verdana"><b>RESULTADOS</b></font><font size="2" face="Verdana"><b>: </b>a preval&ecirc;ncia de inseguran&ccedil;a alimentar foi de 72,8%, sendo 14,8% grave, 10,7% moderada  e 47,3% leve; maiores preval&ecirc;ncias de inseguran&ccedil;a alimentar foram encontradas nos  domic&iacute;lios com quatro ou mais moradores (p=0,010), que tinham &aacute;gua tratada por  filtra&ccedil;&atilde;o (p=0,023), m&atilde;es com escolaridade inferior a dez anos (p&lt;0,001),  pertencentes a fam&iacute;lias classificadas no menor n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico (p=0,002).    <br>   </font><font size="2" face="verdana"><b>CONCLUS&Atilde;O</b></font><font size="2" face="Verdana"><b>: </b>a preval&ecirc;ncia de inseguran&ccedil;a alimentar foi alta, maior entre  crian&ccedil;as de fam&iacute;lias maiores, com pior n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico e cujas m&atilde;es tinham  menor escolaridade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">          <b>Palavras-chave: </b>Seguran&ccedil;a Alimentar e  Nutricional; Fatores Socioecon&ocirc;micos; Estudos Transversais; Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas.</font></p> <hr size="1" noshade>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="verdana"><b>ABSTRACT</b></font></p>     <p><font size="2" face="verdana"><b>OBJECTIVE</b></font><font size="2" face="Verdana"><b>: </b>to evaluate the association between socioeconomic indicators and food  insecurity of families receiving the Bolsa Fam&iacute;lia Program (PBF).    <br>   </font><font size="2" face="verdana"><b>METHODS</b></font><font size="2" face="Verdana"><b>: </b>cross  sectional study, conducted in 2011, with 243 families who had children aged 2-6 years  old, benefited from the PBF, living in the urban area of Vi&ccedil;osa, MG. For data  collection were used a structured questionnaire containing socioeconomic and  demographic information and also the Brazilian Food Insecurity Scale (EBIA).    <br>     </font><font size="2" face="verdana"><b>RESULTS</b></font><font size="2" face="Verdana"><b>: </b>the prevalence of food insecurity was 72.8%, being 14.8% severe, 10.7% moderate  and 47.3% mild. Higher prevalence of food insecurity were found in households  with four or more residents (p=0.01); in families in which maternal education  was less than 10 years (p&lt;0.01) and in those classified as the lowest  socioeconomic level (p=0.002).    <br>   </font><font size="2" face="verdana"><b>CONCLUSION</b></font><font size="2" face="Verdana"><b>: </b>the prevalence of food  insecurity was high, concentrated in larger families, with low socioeconomic  and maternal education level.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">  <b>Key  words: </b>Food Security; Socioeconomic Factors;  Cross-Sectional Studies; Public Policies.</font></p> <hr size="1" noshade>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Introdu&ccedil;&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O Brasil, em sua trajet&oacute;ria econ&ocirc;mica, social e pol&iacute;tica, &eacute; um  pa&iacute;s que se destaca pela desigualdade e concentra&ccedil;&atilde;o de renda, bens e servi&ccedil;os  p&uacute;blicos distinta entre as diversas esferas da sociedade.<sup>1,2</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Nessa trajet&oacute;ria, encontram-se fatores socioecon&ocirc;micos como a  acentuada diferen&ccedil;a de renda, p&eacute;ssimas condi&ccedil;&otilde;es de saneamento b&aacute;sico e baixa  escolaridade, al&eacute;m de determinantes demogr&aacute;ficos como cor ou ra&ccedil;a, g&ecirc;nero,  condi&ccedil;&atilde;o civil e origem espacial-geogr&aacute;fica.<sup>2</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Na tentativa de reverter o quadro exposto, embasados na Carta  Magna de 1988, surgem os programas de assist&ecirc;ncia social do Governo Federal, de  que &eacute; exemplo o Programa Bolsa Fam&iacute;lia (PBF).<sup>3</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O PBF assiste fam&iacute;lias compostas por crian&ccedil;as na idade de zero a  quinze anos ou gestantes em situa&ccedil;&atilde;o de pobreza ou extrema pobreza. Os  objetivos b&aacute;sicos do programa, em rela&ccedil;&atilde;o a seus benefici&aacute;rios, s&atilde;o:</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> a) promover o acesso &agrave; rede de servi&ccedil;os p&uacute;blicos de sa&uacute;de, educa&ccedil;&atilde;o e  assist&ecirc;ncia social;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> b) combater a fome e promover a seguran&ccedil;a alimentar e nutricional;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> c) estimular a emancipa&ccedil;&atilde;o sustentada das fam&iacute;lias que vivem em  situa&ccedil;&atilde;o de pobreza e extrema pobreza;</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> d) combater a pobreza; e</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> e) promover a intersetorialidade, a complementaridade e a sinergia  das a&ccedil;&otilde;es sociais do Poder P&uacute;blico.<sup>4</sup> </font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A transfer&ecirc;ncia dos recursos de  programas de assist&ecirc;ncia social como o Bolsa Fam&iacute;lia &eacute; vinculada ao  cumprimento de condicionantes, pelas quais se busca garantir a seguran&ccedil;a  alimentar, as boas condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de e a manuten&ccedil;&atilde;o das crian&ccedil;as e dos jovens  na escola.<sup>5</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As condicionalidades  do PBF se destinam a (i) estimular as fam&iacute;lias  benefici&aacute;rias a exercerem seu direito de acesso &agrave;s pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de,  educa&ccedil;&atilde;o e assist&ecirc;ncia social, promovendo a melhoria das condi&ccedil;&otilde;es de vida da  popula&ccedil;&atilde;o, e (ii) identificar as vulnerabilidades sociais que afetam ou impedem o acesso das fam&iacute;lias benefici&aacute;rias aos servi&ccedil;os p&uacute;blicos a que t&ecirc;m direito, mediante o  monitoramento de seu cumprimento.<sup>6</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Nesse contexto, o Programa Bolsa Fam&iacute;lia contribui para a redu&ccedil;&atilde;o  da pobreza e das desigualdades sociais. E para o combate &agrave; fome entre as  fam&iacute;lias de baixo poder aquisitivo.<sup>7</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Existem outras preocupa&ccedil;&otilde;es al&eacute;m da transfer&ecirc;ncia de renda  condicionada<sup>3</sup> &agrave; ades&atilde;o aos programas assistencialistas. Uma delas &eacute;  a (in)seguran&ccedil;a alimentar, estudada pela Funda&ccedil;&atilde;o Instituto Brasileiro de Geografia e  Estat&iacute;stica (IBGE) na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic&iacute;lios (PNAD) 2009.<sup>8</sup>  Nesta pesquisa, identificou-se inseguran&ccedil;a alimentar em 30,2% dos domic&iacute;lios  do pa&iacute;s, e uma preval&ecirc;ncia de inseguran&ccedil;a alimentar grave de 5,0%. Dada sua  import&acirc;ncia e magnitude, a seguran&ccedil;a alimentar passou a ser protegida pela Lei  n<sup>o</sup> 11.346, de 15 de setembro de 2006, respons&aacute;vel pela cria&ccedil;&atilde;o do  Sistema Nacional de Seguran&ccedil;a Alimentar e Nutricional (Sisan),  assegurando o direito do cidad&atilde;o &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o adequada. A mesma Lei tamb&eacute;m  define o conceito de seguran&ccedil;a alimentar:<sup>9,10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">  <i>A seguran&ccedil;a alimentar e nutricional consiste na realiza&ccedil;&atilde;o do direito de todos ao acesso regular e  permanente a alimentos de qualidade, em quantidade suficiente, sem comprometer  o acesso a outras necessidades essenciais, tendo como base pr&aacute;ticas alimentares  promotoras de sa&uacute;de que respeitem a diversidade cultural e que sejam ambiental, cultural, econ&ocirc;mica e socialmente sustent&aacute;veis.</i></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> (II Confer&ecirc;ncia Nacional de Seguran&ccedil;a Alimentar e Nutricional. Olinda,  2004).<sup>10</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">Na busca pelo melhor  entendimento do mapa da inseguran&ccedil;a alimentar no Brasil, uma das grandes  ferramentas utilizadas pelo IBGE, nas PNAD de 2004 e 2009, foi a Escala Brasileira de  Inseguran&ccedil;a Alimentar (EBIA).<sup>9,11-14</sup> Trata-se de uma adapta&ccedil;&atilde;o ao  pa&iacute;s da escala desenvolvida pelo United States Departament of Agriculture  (USDA) e utilizada nos Estados Unidos da Am&eacute;rica para an&aacute;lise de inqu&eacute;ritos  populacionais.<sup>11</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Entre os fatores socioecon&ocirc;micos e demogr&aacute;ficos associados &agrave;  inseguran&ccedil;a alimentar, est&atilde;o a renda, o n&uacute;mero de moradores no domic&iacute;lio, o  sexo, a cor ou ra&ccedil;a, a escolaridade, resid&ecirc;ncia rural e presen&ccedil;a menores de 18  anos de idade no domic&iacute;lio.<sup>9,15,16</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Identificar poss&iacute;veis situa&ccedil;&otilde;es de inseguran&ccedil;a alimentar e  seus fatores envolvidos - ambientais, socioecon&ocirc;micos, demogr&aacute;ficos, culturais e &eacute;tnicos -  possibilita o norteamento de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas. S&atilde;o fatores que podem estar  associados &agrave; ocorr&ecirc;ncia de inseguran&ccedil;a alimentar, determinada principalmente  pela pobreza e pela desigualdade social.<sup>17</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">O presente artigo  teve como objetivo estabelecer as  preval&ecirc;ncias de inseguran&ccedil;a alimentar em seus diferentes n&iacute;veis, bem como  avaliar a associa&ccedil;&atilde;o entre os indicadores socioecon&ocirc;micos e demogr&aacute;ficos e a  inseguran&ccedil;a alimentar em fam&iacute;lias da &aacute;rea urbana do munic&iacute;pio de Vi&ccedil;osa, estado  de Minas Gerais, que apresentam ao menos uma crian&ccedil;a  entre dois e seis anos e que sejam benefici&aacute;rias do Programa Bolsa Fam&iacute;lia.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">  <b>M&eacute;todos</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Trata-se de  estudo epidemiol&oacute;gico transversal, realizado no per&iacute;odo de janeiro a junho de 2011, no qual  se avaliou fam&iacute;lias que possu&iacute;am crian&ccedil;as com idade de 2 a 6 anos, de ambos  os sexos, residentes na zona urbana do munic&iacute;pio de Vi&ccedil;osa-MG, localizado na  Zona da Mata Mineira, composto por aproximadamente 72.244 habitantes,  dos quais 67.337 (93,2%) residem na zona urbana segundo o Censo 2010.<sup>18</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para o c&aacute;lculo da  amostra, considerou-se preval&ecirc;ncia de 80,3% de inseguran&ccedil;a  alimentar em benefici&aacute;rios do PBF no Sudeste, com base nos resultados da  pesquisa 'Repercuss&otilde;es do Programa Bolsa Fam&iacute;lia na Seguran&ccedil;a Alimentar e  Nutricional das Fam&iacute;lias Beneficiadas'.<sup>19</sup> Estimou-se um erro m&aacute;ximo de &#177;5%, para um n&iacute;vel de  signific&acirc;ncia de 95% e, com o acr&eacute;scimo de  20% para poss&iacute;veis  perdas, definiu-se a amostra de 241 fam&iacute;lias. Para o c&aacute;lculo, utilizou-se a fun&ccedil;&atilde;o StatCalc do  Epi Info vers&atilde;o 6.04.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Das 1.160 fam&iacute;lias que atendiam  aos pr&eacute;-requisitos para participar da  pesquisa, 243 foram selecionadas mediante processo de amostragem probabil&iacute;stica,  um sorteio em que todas as fam&iacute;lias tinham a mesma chance de serem escolhidas.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para obten&ccedil;&atilde;o dos indicadores socioecon&ocirc;micos e demogr&aacute;ficos, foram aplicados formul&aacute;rios  estruturados junto ao respons&aacute;vel pela crian&ccedil;a, abordando as seguintes  vari&aacute;veis: abastecimento de &aacute;gua; coleta de lixo; esgoto; presen&ccedil;a de &aacute;gua tratada  por filtra&ccedil;&atilde;o; n&uacute;mero de moradores; n&uacute;mero de c&ocirc;modos; escolaridade materna e  paterna; cor ou ra&ccedil;a do titular do benef&iacute;cio (avaliada pelos entrevistadores em  tr&ecirc;s categorias: branca, parda e negra); e classifica&ccedil;&atilde;o socioecon&ocirc;mica de  acordo com a proposta da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Empresas e Pesquisa (ABEP).<sup>20</sup>  Os dados foram coletados durante visitas domiciliares realizadas por  estudantes, matriculados na Gradua&ccedil;&atilde;o e na P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Nutri&ccedil;&atilde;o da Universidade Federal de  Vi&ccedil;osa, previamente treinados.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Para o diagn&oacute;stico da  inseguran&ccedil;a alimentar, utilizou-se a Escala Brasileira de Inseguran&ccedil;a Alimentar  (EBIA), composta por 15 perguntas direcionadas aos tr&ecirc;s &uacute;ltimos meses, com  respostas de tipo 'Sim' ou 'N&atilde;o', sendo que cada resposta afirmativa do  question&aacute;rio correspondia a um ponto.<sup>21</sup> Validada no Brasil desde  2004, a partir de estudos liderados pela Universidade Estadual de Campinas  (Unicamp), a EBIA avalia a insufici&ecirc;ncia  alimentar, permitindo  classificar as fam&iacute;lias em quatro categorias: seguran&ccedil;a alimentar, quando n&atilde;o  h&aacute; problemas de acesso aos alimentos, em termos qualitativos ou quantitativos,  e n&atilde;o h&aacute; preocupa&ccedil;&atilde;o de que os alimentos venham a faltar no futuro; inseguran&ccedil;a  alimentar leve, quando h&aacute; preocupa&ccedil;&atilde;o com a falta de alimentos no futuro  pr&oacute;ximo, retratando um componente psicol&oacute;gico de  inseguran&ccedil;a; inseguran&ccedil;a alimentar moderada, quando h&aacute; situa&ccedil;&atilde;o de  comprometimento da qualidade da alimenta&ccedil;&atilde;o na busca por manter a quantidade  necess&aacute;ria; e inseguran&ccedil;a alimentar grave, condi&ccedil;&atilde;o em que h&aacute; defici&ecirc;ncia  quantitativa de alimento, levando &agrave; situa&ccedil;&atilde;o de fome.<sup>12,13</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> O banco de dados foi  organizado com dupla digita&ccedil;&atilde;o no Microsoft Office Excel 2007. A an&aacute;lise estat&iacute;stica  constou de descri&ccedil;&atilde;o das freq&uuml;&ecirc;ncias das vari&aacute;veis e  associa&ccedil;&atilde;o entre indicadores socioecon&ocirc;micos e demogr&aacute;ficos e inseguran&ccedil;a  alimentar, sem utiliza&ccedil;&atilde;o de fator de pondera&ccedil;&atilde;o. Para tanto, foram aplicados  os testes de qui-quadrado de associa&ccedil;&atilde;o e qui-quadrado de tend&ecirc;ncia linear,  pelo <i>software </i>Epi Info vers&atilde;o 6.04, considerando-se significante o valor de p&#8804;0,05.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A participa&ccedil;&atilde;o da  fam&iacute;lia no estudo foi condicionada &agrave; assinatura, por parte do respons&aacute;vel pela  crian&ccedil;a, de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. O Projeto de Pesquisa foi  aprovado pelo Comit&ecirc; de &Eacute;tica em Pesquisa  com Seres Humanos da Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, sob o Protocolo n<sup>o</sup>  0146/2010, de 24 de novembro de 2010. A pesquisa seguiu as orienta&ccedil;&otilde;es fornecidas na Resolu&ccedil;&atilde;o CNS n<sup>o</sup>  196, de 10 de outubro de 1996, do Conselho Nacional de Sa&uacute;de.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">  <b>Resultados</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Participaram da  pesquisa 243 fam&iacute;lias, das quais 72,8% apresentaram inseguran&ccedil;a alimentar: para  14,8% destas fam&iacute;lias, essa inseguran&ccedil;a alimentar foi considerada grave; para  10,7%, moderada; e para   47,3%, leve (<a href="#t1">Tabela 1</a>).</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><a name="t1"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     <p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v21n4/4a15t1.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana">Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de saneamento b&aacute;sico, observou-se que 1,6%  dos domic&iacute;lios n&atilde;o estavam ligados &agrave; rede p&uacute;blica de abastecimento de &aacute;gua,  2,9% n&atilde;o tinham o lixo coletado pelo servi&ccedil;o p&uacute;blico, 2,1% n&atilde;o estavam ligados  &agrave; rede p&uacute;blica para destino do esgoto e 8,6% n&atilde;o possu&iacute;am &aacute;gua para consumo  tratada por filtra&ccedil;&atilde;o.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Entre as fam&iacute;lias estudadas, 72,0% foram classificadas como  pertencentes &agrave; classe econ&ocirc;mica C, de acordo com a classifica&ccedil;&atilde;o da ABEP, e  79,0% dos domic&iacute;lios possu&iacute;am quatro ou mais moradores.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Quanto &agrave; cor ou ra&ccedil;a do titular do Programa Bolsa Fam&iacute;lia, 45,3%  dos titulares foram classificados como negros e, em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; escolaridade  materna e paterna, 56,0 e 63,3%, respectivamente, tinham completado o Ensino  Fundamental.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Maiores preval&ecirc;ncias de inseguran&ccedil;a alimentar foram encontradas  nos domic&iacute;lios que abrigavam 4 ou mais moradores (73,1%) (p=0,01), naqueles que  possu&iacute;am &aacute;gua tratada por filtra&ccedil;&atilde;o (74,3%) (p=0,023), nas fam&iacute;lias em  que a escolaridade materna era inferior a dez anos (79,1%) (p&lt;0,01) e nas  fam&iacute;lias classificadas com n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico E (91,0%) (p=0,002), segundo a  classifica&ccedil;&atilde;o da ABEP (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p><a name="t2"></a></p>     <p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p align="center"><img src="/img/revistas/ess/v21n4/4a15t2.gif" border="0"></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s demais vari&aacute;veis consideradas na amostra estudada  (tipo de abastecimento de &aacute;gua, coleta de lixo pelo servi&ccedil;o p&uacute;blico, rede  p&uacute;blica para o destino do esgoto, escolaridade paterna e ra&ccedil;a/ cor do titular  do PBF), o teste de qui-quadrado n&atilde;o mostrou associa&ccedil;&atilde;o desses fatores com a  percep&ccedil;&atilde;o de inseguran&ccedil;a alimentar (<a href="#t2">Tabela 2</a>).</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">  <b>Discuss&atilde;o</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Aproximadamente um quarto das fam&iacute;lias estudadas apresentou-se em  situa&ccedil;&atilde;o de inseguran&ccedil;a alimentar, e destas, quase a metade foi classificada na  categoria de inseguran&ccedil;a alimentar leve. A preval&ecirc;ncia de inseguran&ccedil;a  alimentar foi mais elevada nos domic&iacute;lios com menor n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico, maior  n&uacute;mero de moradores, que possu&iacute;am &aacute;gua tratada por filtra&ccedil;&atilde;o e cujas m&atilde;es tinham baixa  escolaridade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Os achados do  presente estudo corroboram aqueles de Panigassi e colaboradores,<sup>2</sup> para quem a inseguran&ccedil;a alimentar  moderada ou grave &eacute; mais frequentes em fam&iacute;lias com maior n&uacute;mero de membros,  menor renda, expostas a condi&ccedil;&otilde;es prec&aacute;rias de saneamento b&aacute;sico e compostas de  indiv&iacute;duos de menor escolaridade.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> As preval&ecirc;ncias de inseguran&ccedil;a alimentar observadas foram consideravelmente  maiores do que as encontradas pelo IBGE no ano de 2004, em pesquisa realizada  em todo o territ&oacute;rio nacional.<sup>22</sup> Por&eacute;m, deve-se considerar que o  artigo em quest&atilde;o trabalhou com amostra espec&iacute;fica, constitu&iacute;da de fam&iacute;lias  beneficiadas pelo Programa Bolsa Fam&iacute;lia com pelo menos uma crian&ccedil;a na idade  entre dois e seis anos.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A PNAD<sup>8</sup>  realizada em 2009 identificou inseguran&ccedil;a alimentar em  30,2% dos domic&iacute;lios do pa&iacute;s, e uma preval&ecirc;ncia de inseguran&ccedil;a alimentar grave  de 5,0%. Especialmente na regi&atilde;o Sudeste, 23,3% das fam&iacute;lias estavam em  inseguran&ccedil;a alimentar, sendo 2,9% em situa&ccedil;&atilde;o grave, valores inferiores aos  encontrados neste trabalho. O mesmo foi observado por um estudo realizado em  Campinas-SP, no ano de 2005, em fam&iacute;lias com idosos, encontrando-se uma  preval&ecirc;ncia de inseguran&ccedil;a alimentar de 52,0%, e de inseguran&ccedil;a alimentar grave  de 7,0%.<sup>23</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No estudo de Salles-Costa e colaboradores (2011),<sup>14</sup> realizado  na regi&atilde;o metropolitana do Rio de Janeiro-RJ, a preval&ecirc;ncia de inseguran&ccedil;a  alimentar tamb&eacute;m foi inferior &agrave; apresentada neste estudo. Aqueles autores  observaram 53,8% de inseguran&ccedil;a alimentar, sendo que 31,4% dos domic&iacute;lios  referiram inseguran&ccedil;a alimentar leve, 16,1%, moderada e 6,3%, inseguran&ccedil;a  alimentar grave.</font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Assim como no estudo de Salles-Costa e colaborades,<sup>14</sup>  na amostra estudada aqui, as vari&aacute;veis 'n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico' e 'n&uacute;mero de pessoas por domic&iacute;lio' apresentaram associa&ccedil;&atilde;o com  inseguran&ccedil;a alimentar: quanto maior o n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico, menor a preval&ecirc;ncia  de inseguran&ccedil;a alimentar. J&aacute; as condi&ccedil;&otilde;es de saneamento n&atilde;o apresentaram  associa&ccedil;&atilde;o com a percep&ccedil;&atilde;o de inseguran&ccedil;a alimentar, o que pode estar  relacionado &agrave; diferen&ccedil;a do n&uacute;mero de fam&iacute;lias entre as categorias, sendo que a  grande maioria dos domic&iacute;lios apresentou condi&ccedil;&otilde;es favor&aacute;veis de saneamento.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Enquanto 65,2% dos domic&iacute;lios brasileiros est&atilde;o em seguran&ccedil;a  alimentar,<sup>22</sup> na amostra pesquisada, apenas 27,3% alcan&ccedil;aram tal  seguran&ccedil;a. Segundo o IBGE, fam&iacute;lias que contam, em sua composi&ccedil;&atilde;o, com  indiv&iacute;duos menores de 18 anos de idade apresentam maior preval&ecirc;ncia de  inseguran&ccedil;a alimentar, e como a amostra pesquisada conta com pelo menos um  menor de 18 anos na fam&iacute;lia, acredita-se que esta seja uma das poss&iacute;veis  explica&ccedil;&otilde;es para a discrep&acirc;ncia encontrada.<sup>22</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No estudo de Anschau e colaboradores,<sup>24</sup> tamb&eacute;m  foi observado que a presen&ccedil;a de moradores menores de 18 anos relacionou-se &agrave; maior frequ&ecirc;ncia de inseguran&ccedil;a alimentar. Nos domic&iacute;lios apenas com  moradores adultos, a condi&ccedil;&atilde;o de seguran&ccedil;a alimentar apresentou propor&ccedil;&atilde;o de 54,2%, duas vezes superior &agrave;  das fam&iacute;lias com crian&ccedil;as e adolescentes.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Em estudo realizado  com crian&ccedil;as menores de 30 meses, em Campos El&iacute;seos/Duque  de Caxias-RJ, encontrou-se inseguran&ccedil;a alimentar  em 72,0% dos domic&iacute;lios, sendo  12,0% com inseguran&ccedil;a  alimentar grave,<sup>12</sup> valores pr&oacute;ximos aos encontrados no trabalho em  quest&atilde;o (72,8 e 14,8%, respectivamente).</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Outro ponto a ser  considerado &eacute; o lato de a amostra ser composta exclusivamente por benefici&aacute;rios  do Programa Bolsa Fam&iacute;lia, o que constitui uma limita&ccedil;&atilde;o do atual trabalho, ao tornar  dif&iacute;cil sua compara&ccedil;&atilde;o com estudos que utilizaram amostras mais abrangentes.  Fam&iacute;lias benefici&aacute;rias de programas de transfer&ecirc;ncia de renda j&aacute; constituem, em  si, um grupo com menor renda e sob maior vulnerabilidade a priva&ccedil;&otilde;es  alimentares, portanto mais suscept&iacute;veis &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es de inseguran&ccedil;a alimentar.<sup>24</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Entre as limita&ccedil;&otilde;es do trabalho, est&aacute; tamb&eacute;m o fato de ser um estudo  transversal, que mostra a situa&ccedil;&atilde;o da seguran&ccedil;a alimentar  somente no momento da coleta de  dados, sem contemplar sua evolu&ccedil;&atilde;o desde que as fam&iacute;lias come&ccedil;aram a  receber o benef&iacute;cio. Al&eacute;m disso, n&atilde;o foi considerado, nestas an&aacute;lises, o tempo  de recebimento do benef&iacute;cio. O fato de a informa&ccedil;&atilde;o sobre cor ou ra&ccedil;a n&atilde;o ter  sido coletada de forma autodeclarada tamb&eacute;m representa uma limita&ccedil;&atilde;o para esta  pesquisa, na medida em que, tamb&eacute;m, dificulta a compara&ccedil;&atilde;o com outros estudos,  nos quais a forma autodeclarada &eacute;, comumente, a mais utilizada.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Anschau, ao estudar  fam&iacute;lias benefici&aacute;rias de programas de transfer&ecirc;ncia de renda, residentes no  munic&iacute;pio de Toledo-PR, encontrou preval&ecirc;ncia de inseguran&ccedil;a alimentar de 74,6%, sendo 44,9% de inseguran&ccedil;a alimentar  leve,<sup>24</sup> valores semelhantes aos encontrados por estes autores. Em  rela&ccedil;&atilde;o &agrave;  classifica&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica, Anschau tamb&eacute;m encontrou associa&ccedil;&atilde;o entre essa  vari&aacute;vel e a inseguran&ccedil;a alimentar.<sup>24</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Assim como os dados divulgados pelo IBGE, referentes a todo o territ&oacute;rio  nacional, observou-se associa&ccedil;&atilde;o entre inseguran&ccedil;a alimentar e n&uacute;mero de  residentes por moradia.<sup>2,22</sup> Novamente, Anschau e colabs. observaram  essa rela&ccedil;&atilde;o em unidades familiares benefici&aacute;rias de programas de transfer&ecirc;ncia  de renda, ao verificarem, entre fam&iacute;lias que possu&iacute;am cinco membros ou mais,  chances maiores de vir a passar por inseguran&ccedil;a alimentar moderada ou grave,  quando comparadas &agrave;s fam&iacute;lias menores. Essa rela&ccedil;&atilde;o pode ser explicada pelo  fato de fam&iacute;lias grandes necessitarem de mais recursos para a compra de  alimentos, o que normalmente n&atilde;o acompanha o crescimento familiar.<sup>24</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana">A cor ou ra&ccedil;a foi um par&acirc;metro para o qual os resultados  encontrados n&atilde;o se mostraram de acordo com os divulgados pelo IBGE.<sup>22</sup>  No estudo que se apresenta, os domic&iacute;lios nos quais o titular do Programa Bolsa  Fam&iacute;lia foi classificado como negro ou pardo n&atilde;o mostraram maior preval&ecirc;ncia  de inseguran&ccedil;a alimentar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> No estudo de Panigassi e colaboradores,<sup>2</sup> assim como na PNAD 2004,<sup>25</sup>  verificou-se que as fam&iacute;lias com informantes de cor negra ou parda apresentaram  preval&ecirc;ncias significativamente maiores de inseguran&ccedil;a alimentar. No entanto,  no estudo de Pimentel, n&atilde;o foi observada associa&ccedil;&atilde;o significante entre cor  da pele ou ra&ccedil;a e inseguran&ccedil;a alimentar.<sup>12</sup></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Tampouco foi encontrada associa&ccedil;&atilde;o entre condi&ccedil;&otilde;es de saneamento e  seguran&ccedil;a alimentar, contrariando os dados da PNAD 2004, na qual se observou  que a exist&ecirc;ncia de &aacute;gua encanada e a destina&ccedil;&atilde;o apropriada  de esgoto reduzem a probabilidade de inseguran&ccedil;a alimentar.<sup>9</sup></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A aus&ecirc;ncia de associa&ccedil;&atilde;o entre condi&ccedil;&otilde;es de saneamento b&aacute;sico e  seguran&ccedil;a alimentar pode estar relacionada ao fato de as condi&ccedil;&otilde;es de  abastecimento de &aacute;gua, destino do lixo e destino do esgoto nos domic&iacute;lios de  estudo serem muito similares, n&atilde;o havendo grandes diferencia&ccedil;&otilde;es quanto a  esses par&acirc;metros, entre as fam&iacute;lias estudadas. A grande maioria dos domic&iacute;lios  apresentou padr&atilde;o sanit&aacute;rio satisfat&oacute;rio, com rede p&uacute;blica para abastecimento  de &aacute;gua e destino de esgoto, &aacute;gua de consumo tratada por filtra&ccedil;&atilde;o e coleta de lixo  pelo servi&ccedil;o p&uacute;blico.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A partir dos dados apresentados, evidenciou-se a dimens&atilde;o  da inseguran&ccedil;a alimentar associada ao perfil socioecon&ocirc;mico da  popula&ccedil;&atilde;o estudada: alta preval&ecirc;ncia de inseguran&ccedil;a alimentar, relacionada  tanto com o n&iacute;vel socioecon&ocirc;mico das fam&iacute;lias investigadas como com o n&uacute;mero de  moradores por domic&iacute;lio. Tendo em vista a rela&ccedil;&atilde;o existente entre situa&ccedil;&atilde;o de  inseguran&ccedil;a alimentar e caracter&iacute;sticas socioecon&ocirc;micas, destaca-se a necessidade de a&ccedil;&otilde;es de responsabilidade social e pol&iacute;ticas  p&uacute;blicas, como o pr&oacute;prio Programa Bolsa Fam&iacute;lia, que visem &agrave; garantia da  seguran&ccedil;a alimentar.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A medida de seguran&ccedil;a alimentar e nutricional por meio da Escala Brasileira de  Inseguran&ccedil;a Alimentar - EBIA -, da mesma forma que sua rela&ccedil;&atilde;o com  indicadores socioecon&ocirc;micos, pode representar um importante indicador de  monitoramento da iniquidade em sa&uacute;de, auxiliando na identifica&ccedil;&atilde;o dos grupos  com vulnerabilidade social e no estabelecimento de interven&ccedil;&otilde;es por parte dos  &oacute;rg&atilde;os p&uacute;blicos respons&aacute;veis.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> A quest&atilde;o do acesso inadequado e insuficiente aos alimentos, no  caso brasileiro, &eacute; causada, principalmente, pelas desigualdades  socioecon&ocirc;micas existentes no pa&iacute;s, indicando a necessidade de pol&iacute;ticas  voltadas &agrave; solu&ccedil;&atilde;o desses problemas. Estudos referentes &agrave; inseguran&ccedil;a  alimentar e que incluam fam&iacute;lias cadastradas em programas de transfer&ecirc;ncia de  renda devem ser realizados com maior frequ&ecirc;ncia, a fim de melhorar a avalia&ccedil;&atilde;o desses  programas.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">  <b>Agradecimentos</b></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico -  CNPq -, pelo apoio financeiro.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana">  <b>Contribui&ccedil;&atilde;o dos autores</b></font></p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p><font size="2" face="Verdana"> Sperandio N, Souza NN e Dias MM contribu&iacute;ram no delineamento do  estudo, an&aacute;lise e interpreta&ccedil;&atilde;o dos dados e reda&ccedil;&atilde;o do manuscrito.</font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Priore SE e Franceschini SCC contribu&iacute;ram na revis&atilde;o cr&iacute;tica  do conte&uacute;do do manuscrito e aprova&ccedil;&atilde;o da vers&atilde;o final, al&eacute;m da concep&ccedil;&atilde;o e delineamento do estudo.</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="3" face="Verdana"><b>Refer&ecirc;ncias</b></font></p>     <!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 1. Belik W. Perspectivas para seguran&ccedil;a alimentar e nutricional no Brasil.  Sa&uacute;de e Sociedade. 2003; 12(1):12-20.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 2. Panigassi G, Segall-Corr&ecirc;a AM, Marin-Le&oacute;n L, P&eacute;rez-Escamilla R, Sampaio MFA, Maranha LK. Inseguran&ccedil;a  alimentar como indicador de iniq&uuml;idade: an&aacute;lise de inqu&eacute;rito populacional.  Cadernos de Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2008; 24(10):2376-2384.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 3. Soares S, S&aacute;tyro N. O programa bolsa fam&iacute;lia: desenho institucional, impactos e possibilidades futuras.  Bras&iacute;lia: IPEA; 2009. (texto para  discuss&atilde;o no 1424).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana">4. Decreto n<sup>o</sup> 5.209, de 17 de setembro de 2004. Regulamenta a Lei n<sup>o</sup>  10.836, de 9 de janeiro de 2004, que cria o Programa Bolsa Fam&iacute;lia, e d&aacute; outras  provid&ecirc;ncias. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Bras&iacute;lia, 20 setembro 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 5. Camelo RS, Tavares PA, Saiani CCS. Alimenta&ccedil;&atilde;o, nutri&ccedil;&atilde;o e sa&uacute;de  em programas de transfer&ecirc;ncia de renda: evid&ecirc;ncias para o Programa Bolsa  Fam&iacute;lia. Revista Economia Selecta. 2009; 10(4):685-713.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 6. Decreto n<sup>o</sup> 7.332, de 19 de outubro 2010. D&aacute; nova reda&ccedil;&atilde;o e acresce  artigos ao Decreto n<sup>o</sup> 5.209, de 17 de setembro de 2004, que regulamenta a Lei n<sup>o</sup> 10.836, de 9 de janeiro de 2004, que cria o Programa Bolsa Fam&iacute;lia. Di&aacute;rio Oficial da Uni&atilde;o, Brasilia, 20 outubro 2010.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 7. Oliveira FC, Cotta RMM, Ribeiro AQ, Sant'Ana LFR, Priore SE, Franceschini  SCC. Estado nutricional e fatores determinantes do d&eacute;ficit estatural em crian&ccedil;as cadastradas no Programa Bolsa Fam&iacute;lia. Epidemiologia e Servi&ccedil;os de Sa&uacute;de. 2011; 20(1):7-18.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 8. Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica. Pesquisa nacional por amostra de domic&iacute;lios: seguran&ccedil;a alimentar 2004/2009. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica; 2010.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 9. Hoffmann R. Determinantes da inseguran&ccedil;a alimentar no Brasil: an&aacute;lise de dados do PNAD de 2004. Revista  de Seguran&ccedil;a Alimentar e Nutricional. 2008; 15(1):49-61.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 10. Conselho Nacional de Seguran&ccedil;a Alimentar e Nutricional. 2<sup>a</sup> Confer&ecirc;ncia Nacional de Seguran&ccedil;a Alimentar e Nutricional: textos para discuss&atilde;o. Olinda; 2004.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 11. Yuyama LKO, Py-Daniel V,  Ishikawa NK, Medeiros JF, Kepple AW, Segall-Corr&ecirc;a AM. Percep&ccedil;&atilde;o e compreens&atilde;o dos conceitos contidos na Escala  Brasileira de Inseguran&ccedil;a Alimentar, em comunidades  ind&iacute;genas no estado do Amazonas, Brasil. Revista de Nutri&ccedil;&atilde;o. 2008; 21  Suppl: S53-63.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 12. Pimentel PG, Sichieri R, Salles-costa R. Inseguran&ccedil;a alimentar,  condi&ccedil;&otilde;es  socioecon&ocirc;micas e indicadores antropom&eacute;tricos em crian&ccedil;as da Regi&atilde;o Metropolitana  do Rio de Janeiro, Brasil. Revista Brasileira de Estudos de Popula&ccedil;&atilde;o. 2009;  26(2):283-294.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 13. Yuyama LKO, Aguiar JPL, Pantoja L, Maeda  RN, Melo T, Alencar FH, et al. Seguran&ccedil;a/inseguran&ccedil;a alimentar  em fam&iacute;lias urbanas e rurais no estado do Amazonas: I. valida&ccedil;&atilde;o de  metodologia e de instrumento de coleta de informa&ccedil;&atilde;o. Acta  Amaz&ocirc;nica. 2007; 37(2):247-252.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 14. Salles-costa R, Pereira RA, Vasconcellos  MTL, Veiga GV, Marins VMR, Jardim BC, et al. Associa&ccedil;&atilde;o entre  fatores socioecon&ocirc;micos e inseguran&ccedil;a alimentar:  estudo de base populacional na Regi&atilde;o Metropolitana  do Rio de Janeiro, Brasil. Revista de Nutri&ccedil;&atilde;o. 2008;   21  Suppl:S99-109.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 15. Pedraza DF. Grupos vulnerables y su caracterizaci&oacute;n  como criterio de discriminaci&oacute;n de la seguridad alimentaria y nutricional en Brasil. Revista Brasileira   de Sa&uacute;de Materna  Infantil. 2005; 5(3):367-365.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 16. Souza OF, Cruz MD. Estado nutricional de escolares no ensino infantil de  Rio Branco/AC. Revista Brasileira de Cineantropometria  e Desempenho Humano. 2006; 8(2):39-44.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 17. Segall-Corr&ecirc;a AM, Marin-Leon L. A seguran&ccedil;a  alimentar no Brasil: proposi&ccedil;&atilde;o e usos da escala brasileira de medida da  inseguran&ccedil;a alimentar de 2003 a 2009. Revista de Seguran&ccedil;a Alimentar e Nutricional.  2009; 16(2):1-19.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 18. Instituto Brasileiro de Geografia e  Estat&iacute;stica. Dados estat&iacute;sticos provenientes do censo demogr&aacute;fico. Rio de  janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica; 2010.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 19. Instituto Brasileiro de An&aacute;lises Sociais e Econ&ocirc;micas. Repercuss&otilde;es do  Programa Bolsa Fam&iacute;lia na seguran&ccedil;a alimentar e nutricional das fam&iacute;lias  beneficiadas. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de An&aacute;lises Sociais e Econ&ocirc;micas; 2008. (Relat&oacute;rio S&iacute;ntese).</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 20. Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Empresas de Pesquisa. Crit&eacute;rio de Classifica&ccedil;&atilde;o Econ&ocirc;mica Brasil. 2011 &#91;acessado em 4 nov. 2012&#93;. Dispon&iacute;vel em <a href="http://www.abep.org/novo/Content.aspx?ContentID=302" target="_blank">http://www.abep.org/novo/Content.aspx?ContentID=302</a>.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 21. Segall-Corr&ecirc;a AM, Marin-Le&oacute;n L, Sampaio MFA, Panigassi G, P&eacute;rez-Escamilla  R. Inseguran&ccedil;a alimentar no Brasil: do desenvolvimento dos instrumentos de  medida aos primeiros resultados nacionais. Bras&iacute;lia: Minist&eacute;rio do  Desenvolvimento Social e Combate &agrave; Fome; 2007.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 22. Instituto Brasileiro de Geografia e  Estat&iacute;stica. Perfil in&eacute;dito sobre seguran&ccedil;a alimentar no Brasil: comunica&ccedil;&atilde;o  social. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica; 2006.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 23. Mar&iacute;n-Le&oacute;n L, Segall-corr&ecirc;a AM, Panigassi G,  Maranha LK, Sampaio MFA, P&eacute;rez-Escamilla R. A percep&ccedil;&atilde;o de inseguran&ccedil;a  alimentar em fam&iacute;lias com idosos em Campinas, S&atilde;o Paulo, Brasil. Cadernos de  Sa&uacute;de P&uacute;blica. 2005; 21(5):1433-1440.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 24. Anschau FR, Matsuo T, Segall-Corr&ecirc;a AM.  Inseguran&ccedil;a alimentar entre benefici&aacute;rios de programas de transfer&ecirc;ncia de  renda. Revista de Nutri&ccedil;&atilde;o. 2012; 25(2):177-189.</font><!-- ref --><p><font size="2" face="Verdana"> 25. Instituto Brasileiro de Geografia e  Estat&iacute;stica. Pesquisa nacional por amostra de domic&iacute;lios (PNAD) 2004: seguran&ccedil;a  alimentar. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estat&iacute;stica; 2006.</font><p>&nbsp;</p>     ]]></body>
<body><![CDATA[<p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2"><b><font size="2" face="verdana"><b><b><a name="endereco"></a><a href="#topo"><img src="img/revistas/ess/v20n1/seta.gif" border="0"></a></b></b></font></b></font><font size="2" face="Verdana"><b>Endere&ccedil;o para correspond&ecirc;ncia:</b>    <br>   Avenida P.H. Rolfs S/N,    <br>   Campus Universit&aacute;rio,    <br>   Universidade Federal de Vi&ccedil;osa,    <br>   Vi&ccedil;osa-MG, Brasil.    <br>   CEP: 36570-000    <br>   <i>E-mail: </i><a href="mailto:nataliansouza@gmail.com">nataliansouza@gmail.com</a></font></p>     <p><font size="2" face="Verdana"> Recebido em 03/09/2012    ]]></body>
<body><![CDATA[<br> Aprovado em 11/10/2012</font></p>     <p>&nbsp;</p>     <p>&nbsp;</p>     <p><font size="2" face="Verdana"><sup><a href="#topo">*</a></sup>Artigo oriundo do estudo de pesquisa 'Capacidade preditiva da  escala brasileira de inseguran&ccedil;a alimentar para identificar riscos de  vulnerabilidade social e biol&oacute;gica em crian&ccedil;as benefici&aacute;rias do programa Bolsa  Fam&iacute;lia do munic&iacute;pio de Vi&ccedil;osa-MG', projeto apoiado pelo Conselho Nacional de  Desenvolvimento Cient&iacute;fico e Tecnol&oacute;gico (CNPq): Processo no 563644/2010-9. O  presente manuscrito foi elaborado a partir da disserta&ccedil;&atilde;o de Mestrado de Naiara Sperandio, no &acirc;mbito do Programa de P&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em Ci&ecirc;ncias da Nutri&ccedil;&atilde;o da  Universidade Federal de Vi&ccedil;osa, defendida em 2011. </font></p>      ]]></body><back>
<ref-list>
<ref id="B1">
<label>1</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Belik]]></surname>
<given-names><![CDATA[W]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Perspectivas para segurança alimentar e nutricional no Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Saúde e Sociedade]]></source>
<year>2003</year>
<volume>12</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>12-20</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B2">
<label>2</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Panigassi]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Segall-Corrêa]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marin-León]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pérez-Escamilla]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sampaio]]></surname>
<given-names><![CDATA[MFA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maranha]]></surname>
<given-names><![CDATA[LK]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Insegurança alimentar como indicador de iniqüidade: análise de inquérito populacional]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]></source>
<year>2008</year>
<volume>24</volume>
<numero>10</numero>
<issue>10</issue>
<page-range>2376-2384</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B3">
<label>3</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Soares]]></surname>
<given-names><![CDATA[S]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sátyro]]></surname>
<given-names><![CDATA[N]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[O programa bolsa família: desenho institucional, impactos e possibilidades futuras]]></source>
<year>2009</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[IPEA]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B4">
<label>4</label><nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Decreto nº 5.209, de 17 de setembro de 2004: Regulamenta a Lei nº 10.836, de 9 de janeiro de 2004, que cria o Programa Bolsa Família, e dá outras providências]]></article-title>
<source><![CDATA[Diário Oficial da União]]></source>
<year>20 s</year>
<month>et</month>
<day>em</day>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B5">
<label>5</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Camelo]]></surname>
<given-names><![CDATA[RS]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Tavares]]></surname>
<given-names><![CDATA[PA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Saiani]]></surname>
<given-names><![CDATA[CCS]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Alimentação, nutrição e saúde em programas de transferência de renda: evidências para o Programa Bolsa Família]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Economia Selecta]]></source>
<year>2009</year>
<volume>10</volume>
<numero>4</numero>
<issue>4</issue>
<page-range>685-713</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B6">
<label>6</label><nlm-citation citation-type="journal">
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Decreto nº 7.332, de 19 de outubro 2010: Dá nova redação e acresce artigos ao Decreto nº 5.209, de 17 de setembro de 2004, que regulamenta a Lei nº 10.836, de 9 de janeiro de 2004, que cria o Programa Bolsa Família]]></article-title>
<source><![CDATA[Diário Oficial da União]]></source>
<year>20 o</year>
<month>ut</month>
<day>ub</day>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B7">
<label>7</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Oliveira]]></surname>
<given-names><![CDATA[FC]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cotta]]></surname>
<given-names><![CDATA[RMM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ribeiro]]></surname>
<given-names><![CDATA[AQ]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sant'Ana]]></surname>
<given-names><![CDATA[LFR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Priore]]></surname>
<given-names><![CDATA[SE]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Franceschini]]></surname>
<given-names><![CDATA[SCC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estado nutricional e fatores determinantes do déficit estatural em crianças cadastradas no Programa Bolsa Família]]></article-title>
<source><![CDATA[Epidemiologia e Serviços de Saúde]]></source>
<year>2011</year>
<volume>20</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>7-18</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B8">
<label>8</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</collab>
<source><![CDATA[Pesquisa nacional por amostra de domicílios: segurança alimentar 2004/2009]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B9">
<label>9</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Hoffmann]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Determinantes da insegurança alimentar no Brasil: análise de dados do PNAD de 2004]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Segurança Alimentar e Nutricional]]></source>
<year>2008</year>
<volume>15</volume>
<numero>1</numero>
<issue>1</issue>
<page-range>49-61</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B10">
<label>10</label><nlm-citation citation-type="confpro">
<collab>Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional</collab>
<source><![CDATA[]]></source>
<year></year>
<conf-name><![CDATA[2 Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional: textos para discussão]]></conf-name>
<conf-date>2004</conf-date>
<conf-loc>Olinda </conf-loc>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B11">
<label>11</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Yuyama]]></surname>
<given-names><![CDATA[LKO]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Py-Daniel]]></surname>
<given-names><![CDATA[V]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Ishikawa]]></surname>
<given-names><![CDATA[NK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Medeiros]]></surname>
<given-names><![CDATA[JF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Kepple]]></surname>
<given-names><![CDATA[AW]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Segall-Corrêa]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Revista de Nutrição]]></source>
<year>2008</year>
<volume>21</volume>
<page-range>53-63</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B12">
<label>12</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pimentel]]></surname>
<given-names><![CDATA[PG]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sichieri]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Salles-costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Insegurança alimentar, condições socioeconômicas e indicadores antropométricos em crianças da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Estudos de População]]></source>
<year>2009</year>
<volume>26</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>283-294</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B13">
<label>13</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Yuyama]]></surname>
<given-names><![CDATA[LKO]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Aguiar]]></surname>
<given-names><![CDATA[JPL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pantoja]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maeda]]></surname>
<given-names><![CDATA[RN]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Melo]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Alencar]]></surname>
<given-names><![CDATA[FH]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Segurança/insegurança alimentar em famílias urbanas e rurais no estado do Amazonas: I. validação de metodologia e de instrumento de coleta de informação]]></article-title>
<source><![CDATA[Acta Amazônica]]></source>
<year>2007</year>
<volume>37</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>247-252</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B14">
<label>14</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Salles-costa]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pereira]]></surname>
<given-names><![CDATA[RA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Vasconcellos]]></surname>
<given-names><![CDATA[MTL]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Veiga]]></surname>
<given-names><![CDATA[GV]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marins]]></surname>
<given-names><![CDATA[VMR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Jardim]]></surname>
<given-names><![CDATA[BC]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Associação entre fatores socioeconômicos e insegurança alimentar: estudo de base populacional na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Nutrição]]></source>
<year>2008</year>
<volume>21</volume>
<page-range>99-109</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B15">
<label>15</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Pedraza]]></surname>
<given-names><![CDATA[DF]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="en"><![CDATA[Grupos vulnerables y su caracterización como criterio de discriminación de la seguridad alimentaria y nutricional en Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Saúde Materna Infantil]]></source>
<year>2005</year>
<volume>5</volume>
<numero>3</numero>
<issue>3</issue>
<page-range>367-365</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B16">
<label>16</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Souza]]></surname>
<given-names><![CDATA[OF]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Cruz]]></surname>
<given-names><![CDATA[MD]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Estado nutricional de escolares no ensino infantil de Rio Branco/AC]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista Brasileira de Cineantropometria e Desempenho Humano]]></source>
<year>2006</year>
<volume>8</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>39-44</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B17">
<label>17</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Segall-Corrêa]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marin-Leon]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A segurança alimentar no Brasil: proposição e usos da escala brasileira de medida da insegurança alimentar de 2003 a 2009]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Segurança Alimentar e Nutricional]]></source>
<year>2009</year>
<volume>16</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>1-19</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B18">
<label>18</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</collab>
<source><![CDATA[Dados estatísticos provenientes do censo demográfico]]></source>
<year>2010</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B19">
<label>19</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas</collab>
<source><![CDATA[Repercussões do Programa Bolsa Família na segurança alimentar e nutricional das famílias beneficiadas]]></source>
<year>2008</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B20">
<label>20</label><nlm-citation citation-type="">
<collab>Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa</collab>
<source><![CDATA[Critério de Classificação Econômica Brasil]]></source>
<year>2011</year>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B21">
<label>21</label><nlm-citation citation-type="book">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Segall-Corrêa]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Marin-León]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sampaio]]></surname>
<given-names><![CDATA[MFA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Panigassi]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pérez-Escamilla]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<source><![CDATA[Insegurança alimentar no Brasil: do desenvolvimento dos instrumentos de medida aos primeiros resultados nacionais]]></source>
<year>2007</year>
<publisher-loc><![CDATA[Brasília ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B22">
<label>22</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</collab>
<source><![CDATA[Perfil inédito sobre segurança alimentar no Brasil: comunicação social]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
<ref id="B23">
<label>23</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Marín-León]]></surname>
<given-names><![CDATA[L]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Segall-corrêa]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Panigassi]]></surname>
<given-names><![CDATA[G]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Maranha]]></surname>
<given-names><![CDATA[LK]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Sampaio]]></surname>
<given-names><![CDATA[MFA]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Pérez-Escamilla]]></surname>
<given-names><![CDATA[R]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[A percepção de insegurança alimentar em famílias com idosos em Campinas, São Paulo, Brasil]]></article-title>
<source><![CDATA[Cadernos de Saúde Pública]]></source>
<year>2005</year>
<volume>21</volume>
<numero>5</numero>
<issue>5</issue>
<page-range>1433-1440</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B24">
<label>24</label><nlm-citation citation-type="journal">
<person-group person-group-type="author">
<name>
<surname><![CDATA[Anschau]]></surname>
<given-names><![CDATA[FR]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Matsuo]]></surname>
<given-names><![CDATA[T]]></given-names>
</name>
<name>
<surname><![CDATA[Segall-Corrêa]]></surname>
<given-names><![CDATA[AM]]></given-names>
</name>
</person-group>
<article-title xml:lang="pt"><![CDATA[Insegurança alimentar entre beneficiários de programas de transferência de renda]]></article-title>
<source><![CDATA[Revista de Nutrição]]></source>
<year>2012</year>
<volume>25</volume>
<numero>2</numero>
<issue>2</issue>
<page-range>177-189</page-range></nlm-citation>
</ref>
<ref id="B25">
<label>25</label><nlm-citation citation-type="book">
<collab>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística</collab>
<source><![CDATA[Pesquisa nacional por amostra de domicílios (PNAD) 2004: segurança alimentar]]></source>
<year>2006</year>
<publisher-loc><![CDATA[Rio de Janeiro ]]></publisher-loc>
<publisher-name><![CDATA[Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística]]></publisher-name>
</nlm-citation>
</ref>
</ref-list>
</back>
</article>
